- “Seis histórias paralelas” (contos, 2023),
- “Limbo, inferno e paraíso” (poesia, 2022),
- “Variações da perda” (poesia, 2020),
- “Há rios que não desaguam a jusante” (romance, 2018)
- e “Na luz inclinada” (poesia, 2014).
Em 2021, Nuno Dempster organizou, com Anabela Almeida, a antologia de poemas do seu avô, Armando Côrtes-Rodrigues (1881-1971), “Um poeta rodeado de mar” (Companhia das Ihas, 2021).
Além de poesia, Nuno Dempster cultivou o conto e o romance. Outras obras do escritor:
- “Uma paisagem na Web” (poesia, editado pela & etc, 2013),
- “Elogia de Cronos” (poesia, Artefacto Edições, 2012),
- “O papel de prata, o reflexo e outros contos pelo meio” (Companhia das Ilhas, 2012),
- “Pedro e Inês. Dolce Stil Nuovo” (poesia, Edições Sempre-em-Pé, 2011),
- “K3” (poesia em que faz uma incursão no tema da guerra colonial, & etc, 2011);
- “Uma flor de chuva (poesia, Escola Portuguesa de Moçambique, Maputo, 2011),
- “Londres” (poesia, & etc, 2010)
- e “Dispersão – Poesia reunida” (Edições sempre-em-pé, 2008)
- Cap Mil Art Antóno Manuel Conceição Henriques (que ficaria sem as pernas numa mina A/C);
- Cap Art Ricardo António Tavares Antunes Rei,
- Cap Inf Rui Manuel Gomes Mendonça.
(...) Recordei, no link que enviaste, o capitão Rei, de carreira, que teve a ideia dos lenços [azuis] e que substituiu o capitão miliciano, cujo nome já não recordo, um homem lúcido, vítima de um fornilho, na estrada de Farim, uma das passagens mais intensas do poema [Cap Mil Art António Manuel Conceição Henriques]. (***)
(...) "A vontade de suplantar o outro, o dominador, e de ocupar o seu lugar mas no sentido de que tudo continue na mesma, apenas mudando a sua posição de baixo para cima, afastando para isso o outro, o estranho que o impedia de usufruir de privilégios e de ser o epicentro das atenções das imaculadas bajudas."
A propósito do escrito acima, para Cherno Baldé, de quem estou a ler aqui, interessadíssimo, as suas crónicas, um trecho de um muito longo poema que acabei há dois dias e que se publicará como livro, julgo, em 2011. O poema intitula-se K3, onde em 1968 estive enterrado.
(...) Não fazemos história,
a História não regista
a sina dos anti-heróis
que pululam em toda a parte,
o mundo sublevado em armas,
o mundo velho que noutro se transforma,
mas a essência do mundo
não é tornar-se novo,
é afinar o modo de fazer
que o novo permaneça antigo,
anti-heróis
que não chegam a ser anti-heróis,
são uma chapa com número
no fio ao peito, à prova de fogo,
o corpo esturricado,
a medalha de Fátima, fundida,
mas não o número,
útil aos funerais anónimos
dos que «morreram pela pátria»,
dizia-se em Lisboa.(...)
Nuno Dempster
quinta-feira, 1 de julho de 2010 às 21:51:35 WEST
Notas do editor LG:
(*) Último poste da série > 2 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27595: In Memoriam (565): Horácio Neto Fernandes (1935 - 2025): Do Colégio Seráfico a Capelão Militar do BART 1913 (Catió, 1967/69) (Beja Santos)
(**) Vd. poste de 9 de fevereiro de 2011 > Guiné 63/74 - P7747: Tabanca Grande (266): Nuno Dempster, autor do poema K3, agora publicado em livro, ex-Fur Mil SAM, CCAÇ 1792 (Saliquinhedim/K3, Mampatá, Colibuía e Aldeia Formosa, 1967/69)
(****) Vd. poste de 5 de agosto de 2009 > Guiné 63/74 - P4782: Memórias do Chico,menino e moço (Cherno Baldé) (9): Futebol, rivalidades, bajudas... e nacionalismos(s)














