Blogue coletivo, criado por Luís Graça. Objetivo: ajudar os antigos combatentes a reconstituir o "puzzle" da memória da guerra colonial/guerra do ultramar (e da Guiné, em particular). Iniciado em 2004, é a maior rede social na Net, em português, centrada na experiência pessoal de uma guerra. Como camaradas que são, tratam-se por tu, e gostam de dizer: "O Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande". Coeditores: C. Vinhal, E. Magalhães Ribeiro, V. Briote, J. Araújo.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Guiné 61/74 - P27740: Parabéns a você (2460): António Carvalho, ex-Fur Mil Enfermeiro da CART 6250/72 (Mampatá, 1972/74) e Fernando Chapouto, ex-Fur Mil Op Especiais da CCAÇ 1426 (Geba, Camamudo e Cantacunda, 1965/67)
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Nota do editor
Último post da série de 13 de Fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27729: Parabéns a você (2459): Miguel Rocha, ex-Alf Mil Inf da CCAÇ 2367/BCAÇ 2845 (Olossato, Teixeira Pinto e Cacheu, 1968/70)
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
Guiné 61/74 - P27487: E fazíamos grandes jogatanas de futebol (5): Equipa do pessoal de transmissões, do STM - Serviço de Telecomunicações Militares, e do Agrupamento de Tr,ms, Nhacra, maio de 1972 (António Viegas de Carvalho, ex-1º srgt, STM, Nhacra, 1970/72))
1. Mensagem do António Viegas de Carvalho, ex-1º srgt, STM (Nhacra, 1970/72)
Data - terça, 2/12/2025, 16:32
Assunto - Futebol em Nhacra
Equipa de futebol das Transmissões que era constituída por militares técnicos (Sargentos, Cabos e Soldados) do STM (Serviço de Telecomunicações Militares) e do Agrupamento de Transmissões.
Jogo realizado em Nhacra em maio de 1972.
Quem se reconhecer nesta fotografia que se apresente.
Último poste da série > 10 de janeiro de 2014 > Guiné 63/74 - P12569: E fazíamos grandes jogatanas de futebol (4): Futebolices em Mampatá e a CART 2519... (Mário Pinto)
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
Guiné 671/74 - P27458: Humor de caserna (224): À quarta é que é de vez: cartunes 'inteligentes' da menina IA (Alberto Branquinho / Luís Graça)

2. A minha "assistente de IA" fez a sua autocrítica, o que só lhe fica bem nos tempos que correm, de incontinência verbal nas redes sociais:
"O cartoon em questão (*) é um tributo, e muitas vezes a arte, especialmente a arte gráfica e caricatural, usa uma linguagem visual que tende a estilizar ou simplificar a realidade para tornar a imagem mais clara e apelativa. No entanto, ele tem razão: a realidade da guerra colonial na Guiné, com a sua lama, pó, sujidade, fardas rasgadas e viaturas enlameadas, estava muito longe dessa imagem "limpinha".
A assistente da IA do Gemini/Google fez uma contraposta:
"Para honrar a experiência e a crítica de Alberto Branquinho, e mostrar a realidade sentida no terreno, o novo cartoon teria de refletir o oposto da imagem apresentada.
"Cenário: a mesma estrada de picada, mas agora sob um chuvisco denso ou após uma chuva torrencial. O terreno é um pântano de lama espessa e castanha, que salpica por todo o lado.
"Viaturas: O camião GM-Becli e o jipe U-MIM (modelos comuns) estão atolados até aos eixos na lama. Os pneus estão completamente cobertos". [ Ficamos a saber que a nossa IA respeita o "bom nome" das marcas comerciais, e nomeadamente as das que já foram à guerra; nós, em contrapartida, não temos pejo em falara tu cá tu lá das marcas que nos deixaram 'marcas': GMC, Unimog, Berliet, Mercedes, Daimler, Jeep etc. ]
(...) "Figuras (os Militares):
"As fardas, longe de estarem 'impecáveis', estão pesadas, molhadas e cobertas de lama da cabeça aos pés. As botas não se distinguem do barro.
"Um dos soldados está a tentar meter um tronco ou tábua debaixo do pneu, com a expressão de esforço e frustração.
"O outro está encostado ao capô, com um cigarro a meio, com um olhar de cansaço extremo e resignação perante mais um contratempo. Em vez de estarem de braços cruzados, estão com as mãos sujas de óleo e terra.
E prosseguindo com as suas "especificações técnicas" para o novo cartune:
"Este cartoon corrigiria a 'higiene' visual do primeiro, substituindo a idealização pela dureza física e ambiental que marcou a presença dos militares portugueses na Guiné, como descrito por quem lá esteve."
3. Resultado: foi pior a emenda que o soneto: o 2º cartune veio cheio de erros de português... Um desastre. As viaturas e as fardas são "amaricanas" e os militaes têm todo o ar de serem veteranos da guerra do Vietname... Enfim, tive que o emendar, com o programa "Paint" (*).

1º cartune
GEMINI (Modelo Flash 2.5). [Quando a chico-espertice dá m*rda]. Imagem gerada por Inteligência Artificial, 23 nov. 2025.
2º cartune
GEMINI (Modelo Flash 2.5).. [Quando a lama era mais dura que a guerra]. Imagem gerada por Inteligência Artificial, 23 nov. 2025.
3. Desisti de dialogar com a "menina IA" da Gemini / Google...E fui bater `à porta da concorrència, o ChatGPT:
"O Zé António eera um valente soldado condutor na guerra da Guiné (Cabuca, 1971/73). Acaba de nos deixar aos 76 anos. Morte súbita. Em sua homenagem vou-te pedir um bom cartoon...
Comentário meu:
3. Comentário meu: "Porra, que à quarte é que é de vez!... Já está mais realista, sem perder a piada da caricatura. Obrigado. Boa noite, dorme bem".
Comentário da "menina da IA" (que, como sabemos, não dorme nem tem insónias nem dores menstruais):
"Obrigado, Luís... e obrigado também pelo carinho e pela história tão rica que partilhaste.
Fico muito contente por saber que o cartoon correspondeu ao espírito da homenagem ao Zé António e à «chico-espertice' do cabo da tua narrativa. Foi um prazer ajudar a dar forma visual a uma memória tão marcada, tão humana e tão vossa.
Desejo-te uma noite tranquila.
Se um dia quiseres continuar esta série de memórias da Guiné, estou por aqui. Um abraço (...)"
Diz o Alberto Branquinho:
"Ainda não me habituei à existência (ou será à coexistência?) da Senhora IA. Mas, quanto a 'inteligentes', ainda prefiro o 'Inteligente' das touradas." (*)
Olha, Alberto, tens que te habituar. Há já gajos que dormem com ela na cama...
Pesquisa: LG + Net + Assistentes de IA (Gemini / Google, ChatGPT)
(Revisão / fixação de texto: LG)
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Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de 23 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27454: Humor de caserna (222): A chico-espertice às vezes também dava... m*rda (José António Sousa, 1949-2025 / António Carvalho)(**) Último poste da série > 24 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27457: Humor de caserna (223): Contado ninguém acredita: o fur mil Pina que ficou com o dedo mindinho entalado no tapa-chamas da G3 (Mário Beja Santos, cmdt do Pel Caç Nat 52, 1968/70)
domingo, 23 de novembro de 2025
Guiné 61/74 - P27454: Humor de caserna (222): A chico-espertice às vezes também dava... m*rda (José António Sousa, 1949-2025 / António Carvalho)
- CCav 3404
- 1 Esq / Pel Mort 2267
- 1 Sec (-) / /Pel Canh S/R 2298
- 1 Pel Mil 255
malandro:
Foi uma maneira de te homenagear, meu amigo Zé António.
(**) Último poste da série > 10 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27407: Humor de caserna (221): O brigadeiro António Spínola para o comandante, "apanhado do clima", do destacamento da Ponta do Inglês, c. 3º trimestre de 1968: "Não tenho a certeza de ter aterrado...no sítio certo!"
quarta-feira, 15 de outubro de 2025
Guiné 61/74 - P27319: Os nossos enfermeiros (20): os furriéis milicianos enfermeiros tiravam a especialidade em Lisboa, os 1ºs cabos auxiliares de enfermeiro e os soldados maqueiros, em Coimba (Manuel Amaro / José Teixeira / António Carvalho)
(i) Manuel Amaro, ex-fur mil enf, CCAÇ 2615 / BCAÇ 28922, Nhacra, Aldeia Formosa e Nhala, 1969/71]
Andei, entretanto, um ano a "marcar passo" entre Tavira e Évora, em conflito com o exército. Como eu tinha razão, em julho de 1968 iniciei o Curso de Sargento Enfermeiro, em Lisboa, no Hospital da Estrela.
Sobre a matéria dos cursos não tenho documentos mas foi suficiente para o que nos era exigido na Guiné.
Mais, cada Batalhão de Infantaria tinha, ou deveria ter, quatro sargentos enfermeiros (um por companhia), nove cabos auxiliares de enfermeiro (três por companhia operacional), e, creio que quatro maqueiros (na CCS).
(ii) José Teixeira, ex-1º cabo aux enf, CCAÇ 2381, "Os Maiorais" ( Buba, Quebo, Mampatá, Empada, 1968/70)
Um pelotão com mais de quarenta homens em que 50% vinham do CSM por chumbo forçado dado o excesso do ano anterior em que por necessidade chamaram para o CSM mancebos com o 2º ano. Descontentes e ressabiados, encontraram pela frente um médico que praticamente nunca apareceu no pelotão, um cabo RD enfermeiro, que era bom rapaz e mais nada, dava anatomia do corpo humano a gente que sabia mais que ele.
De notar que os cabos enfermeiros com destino aos serviços hospitalares fizeram o mesmo curso que eu, bem como os maqueiros. Os destinados a ser enfermeiros hospitalares, creio que tinham mais um mês de estágio e os maqueiros não os vi em estágio.
A verdadeira aprendizagem foi no terreno.
(iii) António Carvalho (ou "Carvalho de Mampatá"), ex-fur mil enf, CART 6250/72 (Mampatá, 1972/74)
No que concerne aos cabos milicianos saídos da recruta, eles tiravam a especialidade unicamente em instalações anexas à Basílica da Estrela em Lisboa, posteriormente estagiavam durante seis meses num dos hospitais das diferentes regiões militares. Isto acontecia nos anos setenta.
2. Comentário do editor LG:
- a CCS evava um furriel enfermeiro, dois 1ºs cabos aux enf, e dois sold maqueiros;
- a 1ª C/BCAÇ 4612/71 levava um fur mil enf, dois 1ºs cabos aux enf;
- a 2ª Companhia não tinha, originalmente, nem fur enf nem 1ºs cabos aux enf.
- a 3ª tinha um fur enf, e um 1º cabo aux enf.
Este batalhão vinha, pois, desfalcado de pessoal sanitário. Pelos complementos e recomplementos, qwue constam da história da unidade, vê-se que o pessoal de saúde teria maior taxa de turnover ou rotação... ou então havia já, na metróp0ole, escassez deste pessoal...
- a CCS tinha 3 médicos (mas eu só conheci um; também não tinha capelão);
- dispunha de um fur enf + um 1º cabo aux enf + 2 sold maqueiros (e ainda um 1º cabo de análise e depósito de águas);
- das companhias de quadrícula, a CCAÇ 2404, CCAÇ 2405 e CCAÇ 2406, verifico, pela história da unidade, que todas estavam dotadas de um fur enf + três 1ºs cabos aux enf.;
- os soldados maqueiros só existiam nas CCS.
O RSS foi extinto em 1975, deixando de existir qualquer unidade mobilizadora do Serviço de Saúde no Exército Português.
quarta-feira, 7 de maio de 2025
Guiné 61/74 - P26775: Os nossos enfermeiros (20): Era preciso ser doido para se ser especialista na ciência & arte de montar e desmontar minas e armadilhas... O caso do nosso Vilas Boas (António Carvalho, ex-fur mil enf, CART 6520/72, Mampatá, 1972/74)
Data . Quinta, 1/05/2025, 17:35
Assunto - Vilas Boas
Na sequência do meu encontro de ontem, na Tabanca de Matosinhos, com o Lopes da Régua, o Pinto de Famalicão, o Polónia e o Miranda Lopes do Porto, e o Vilas Boas de Braga, achei de algum interesse mandar-te esta estória que saiu por lá, da boca do próprio (Vilas Boas). Se entenderes podes torná-la pública no nosso blogue.
Carvalho de Mampatá
engenharia militar nos trabalhos de abertura e pavimentação da estrada entre Aldeia Formosa e Nhacobá, com passagem por Áfia, Mampatá, Ieroiel, Colibuia e Cumbidjã. Connosco, na protecção a esses trabalhos, estiveram ainda a CCaç 18, a Companhia de Cavalaria 8351, grupos do Batalhão 3852 e, mais tarde do 4514.
Não crendo nele, por terem preconcebido na sua mente, um militar avalentado, nunca um
finguelas de corpo como o que se arvorava em herói perante eles, riram-se de chacota. O
nosso Vilas Boas, natural e residente em Braga, aborrecido por não o tomarem a sério,
levantou-se e foi-se embora, não se esquecendo de os mandar abaixo de Braga.
Já não via o Vilas Boas há 30 anos, mas tive a sorte de o reencontrar no antigo Milho Rei, em
Matosinhos, na quarta-feira , dia 30, onde convivemos com mais quatro combatentes da nossa companhia. O rapaz contou-nos coisas do arco da velha, entre elas vai esta pérola.
Num dado momento, em 1973, o rapaz, saltava de um lado para o outro, numa área
terraplanada onde ele próprio tinha instalado algumas minas, na zona de Colibuia. Perante a
estupefacção e desespero do nosso Capitão, Luis Marcelino, arredado dez ou vinte metros, ele insistia que as minas que ali colocara, tinham detonado todas, não carecendo por isso de ser removidas.
Querendo comprová-lo arremessou a pica para longe e continuou a calcar a terra, aos saltos.
Carvalho de Mampatá
Último poste da série > 28 de março de 2024 > Guiné 61/74 - P25314: Os Nossos Enfermeiros (19) : Negócios Imobiliários em Mampatá (António de Carvalho, ex-Fur Mil Enf.º)
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
Guiné 61/74 - P26502: Parabéns a você (2351):António Carvalho, ex-Fur Mil Enfermeiro da CART 6250/72 (Mampatá, 1972/74) e Fernando Chapouto, ex-Fur Mil Op Especiais da CCAÇ 1426 (Geba, Camamudo e Cantacunda, 1965/67)
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Nota do editor
Último post da série de 13 de fevereiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26489: Parabéns a você (2350): Miguel Rocha, ex-Alf Mil Inf da CCAÇ 2367/BCAÇ 2845 (Olossato, Teixeira Pinto e Cacheu, 1968/70)
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
Guiné 61/74 - P26148: Agenda cultural (867): Joaquim Costa lançou, em Gondomar, o seu livro "Crónicas de Paz e Guerra", no passado dia 9: uma casa cheia de amigos, colegas e camaradas
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| * O "Tigre" Joaquim Costa |
(i) ex-fur mil at arm pes inf, CCAV 8351, "Tigres do Cumbijã" (Cumbijã, 1972/74);
(ii) membro da Tabanca Grande desde 30/1/2021, com mais de 7 dezenas de referências no blogue;
(iii) engenheiro técnico (ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto);
(iv) foi professor do ensino secundário, tendo-se reformado como diretor da escola secundária de Gondomar:
(v) minhoto, de Vila Nova de Famalicão, vive em Rio Tinto, Gondomar, e adora o Alentejo;
(vi) tem página no Facebook;
(vii) acabou de lançar o seu livro "Crónicas de Paz e Guerra", no passado dia 9, sábado, às 15:00 na Biblioteca Municipal de Gondomar (*)
Olá, Luís!
Aqui vai uma pequena reportagem sobre a apresentação do meu livro, "Crónicas da Paz e Guerra",- que teve lugar na Biblioteca Municipal de Gondomar.
Estamos habituados a ver na apresentação de livros de ex combatentes uma plateia de camaradas que participaram na guerra colonial, nas três frentes, todos com aparelhos auditivos e com auxiliares de locomoção. Fico feliz, como se pode ver nas fotos, por, para além de um ou outro combatente, esta estar repleta de muita juventude.
Contudo foi uma honra ter na plateia, como se vê na foto, o nosso grande amigo Carvalho de Mampatá e a sua esposa; os tigres Gouveia, Mendes e Melo e suas esposas; o nosso grande amigo Francisco Batista, bem como um camarada periquito do BCAÇ 4513. Sei que estou a correr o risco de me esquecer de alguém, pelo facto peço desculpa.
Constituição da mesa:
- Dr. Manuel Maria – professor, escritor (publicou um romance: “Checa Pior que Turra" sobre a sua comissão na então província de Moçambique);
- Dr. João Carlos Brito – Professor, escritor e editor.
- Dr.ª Teresa Couceiro – Responsável pela Biblioteca Municipal de Gondomar.
- João Melo – Cripto da Companhia dos Tígres do Cumbijão. Homem bom, já com várias viagens solidárias ao Cumbijã, fazendo-se acompanhar com contentores de materiais escolares e outros.
- Joaquim Costa – O autor, também conhecido pelo "Furriel Pequenina de Cumbijã"
2. Mensagem do António Carvalho, o "Carvalho de Mampatá" (ex-fur mil enf CART 6250/72, Mampatá, 1972/74),
Data - sábado, 9/11/2024, 21:41
Meu caro Luís
Estive hoje na Biblioteca Municipal de Gondomar para assistir à apresentação do livro "Crónicas de Paz e de Guerra" de autoria do nosso Joaquim Costa, Furriel Pequenina de Cumbijã.
Voltando ao livro, apresentado numa sala cheia, sobretudo de colegas professores, foi lida a tua excelente mensagem que mereceu o apreço dos presentes expresso numa grande ovação.
Saúde para ti e obrigado pela tua dedicação a todos os combatentes.
Um grande abraço
Carvalho de Mampatá
3. Mensagem do nosso editor LG, para ser lido na sala como "Saudação ao antigo combatente, 'tigre do Cumbijã', professor, escritor e grão-tabanqueiro Joaquim Costa":
O Joaquim pertence a uma geração que não pode dizer: "Cheguei, vi e venci"...
Tudo o que conquistou (tudo o que conquistámos) foi com "sangue suor e lágrimas"... A expressão pode estar estafada e conotada. Mas continua a ser apropriada para caracterizar a nossa geração.
O Joaquim é uma rapaz da nossa colheita e a sua história de vida exemplifica muito bem o que foi o trajeto de todos nós: a paz, a liberdade, a democracia, a equidade ou igualdade de oportunidades,o direto à saúde, à educação, à cultura, ao trabalho decente, seguro e saudável, etc., etc,...Tudo isso foi tirado a pulso, foi conquistado com inteligência emocional, luta, coragem, paixão, resiliência, amor e... humor!
Acho que esta é também a chave para a leitura deste seu belo livro (agora revisto, melhorado e aumentado), "Crónicas de paz e guerra".
A nossa Tabanca Grande tem muito orgulho por ele se sentar, connosco, à sombra do nosso simbólico poilão, acolhedor e fraterno. E por partilhar connosco, em livro, no blogue, no facebook, o melhor das suas histórias e memórias da guerra e da paz.
Neste dia de festa, tenho a pena de não poder estar covosco, mas saúdo todos os que, familiares, vizinhos, amigos, colegas, camaradas, quiseram ajudar o Joaquim a ter uma tarde mais luminosa, na terra, Gondomar, que ele, minhoto, também adotou como sua. E, da minha parte, desejo-lhe tudo de bom, a começar pela saúde... Porque ele merece tudo.
Obrigado, Joaquim, e até ao próximo... livro! (**)
Luís Graça.
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(*) Vd. postes de:
31 de outubro de 2024 > Guiné 61/74 - P26098: Lembrete (48): Biblioteca Municipal de Gondomar, sábado, dia 9 de novembro de 2024, lançamento do livro "Crónicas de Paz e Guerra" (2014, 221 pp.; posfácio de Mário Beja Santos)
(**) Último poste da série > 10 de novembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26136: Agenda cultural (866): Convite para o lançamento do livro "Viagem de um Capitão de Abril", da autoria de Aniceto Afonso, a levar a efeito no próximo dia 12 de Novembro de 2024, pelas 18h00, na Associação 25 de Abril, Rua da Misericórdia, 95 - Lisboa. Apresentação a cargo de Lídia Jorge
sexta-feira, 28 de junho de 2024
Guiné 61/74 - P25697: (In)citações (268): Desertar ou cumprir a missão ao serviço da Pátria, mesmo sabendo que o regime, irracional e anacronicamente, entendia o colonialismo como um processo moral e legal? (António Carvalho, ex-Fur Mil Enfermeiro)
Foto: © António Tavares, ex-Fur Mil SAM
1. Mensagem do nosso camarada António Carvalho (ex-Fur Mil Enfermeiro da CART 6250/72, (Mampatá, 1972/74), com data de 27 de Junho de 2024:Estávamos ali reunidos em formatura na parada do quartel da Serra do Pilar, para a despedida da praxe.
Dentro de breves minutos entraríamos nos autocarros que nos deixariam no aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa. Só um camarada faltou à chamada, por ter resolvido desertar, como no decurso desse mesmo dia vim a confirmar.
Não sei o que cada um dos presentes pensou da sua atitude, sei que eu próprio me interroguei se não o deveria ter imitado. E da interrogação fui evoluindo para a certeza de que se estava a cumprir uma missão ao serviço da Pátria, essa missão era um erro do regime que irracional e anacronicamente entendia o colonialismo como um processo moral e legal.
Ao longo do cumprimento da minha missão no sul da Guiné, durante penosos 26 meses, fui compreendendo que, para além da injustiça de um povo governar outro sem prévio acordo do governado, a guerra, mesmo que fosse legítima, era cada vez mais insustentável e conduzia a um morticínio inútil de jovens de pouco mais de vinte anos e sequelas físicas e mentais em muitos outros.
O ano de 1973, quando o PAIGC passou a ter a capacidade para praticamente neutralizar a nossa Força Aérea, tornou-se decisivo para convencer os Capitães de Abril a evoluírem da sua feição corporativa para um movimento revolucionário capaz de derrubar o regime. Pena foi que não houvesse condições políticas para o fazerem antes de 1974.
Nesse mesmo dia 27 de Junho de 1972 chegámos a Bissau, para ainda na madrugada do dia 28 sermos despejados na ilha de Bolama. O resto fica por contar.
Estou muito grato aos Capitães de Abril, sobretudo por terem terminado com a guerra.
Carvalho de Mampatá
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Nota do editor
Último post da série de 24 DE JUNHO DE 2024 > Guiné 61/74 - P25678: (In)citações (267): Compensações às colónias (Juvenal Amado, ex-1.º Cabo CAR)
terça-feira, 28 de maio de 2024
Guiné 61/74 - P25574: Convívios (1000): Grande Encontro de Rapazes de Mampatá na Quinta Senhora da Graça, Santa Marta de Penaguião (António Carvalho, ex-Fru Mil Enf.º)
1. Mensagem do nosso camarada António Carvalho (ex-Fur Mil Enfermeiro da CART 6250/72, (Mampatá, 1972/74), com data de 27 de Maio de 2024:
Hoje encontramo-nos aqui, neste lugar próprio de emoções amizades eternas.
Fez-nos bem este este dia na capital do Douro, no meio de paisagens deslumbrantes. Alguns não se viam há mais de quarenta anos, mas olharam-se como se a idade não tivesse passado por eles.
Um grande abraço para todos os combatentes.
António Carvalho
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Nota do editor
Último post da série de 28 de Maio de 2024 > Guiné 61/74 - P25572: Convívios (999): "Bambadinquenses" de 1968/71 (CCS/BCAÇ 2852, CCAÇ 12) reuniram-se no passado dia 25, em Vila Nogueira de Azeitão






















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