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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28328: O Nosso Livro de Visitas (233): Ana Vaz, neta do sr. José Caeiro, comerciante, dono da Casa Caeiro, Nova Lamego: português, natural da Figueira da Foz



 

Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) > Setembro / outubro de 1967 > "A melhor casa comercial, a Casa Caeiro, na rua principal. Foto tirada do 1º andar das instalações do Conselho Administrativo do batalhão (que esteve ali, de setembro de 67 a fevereiro de 68)."



Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) >  c. Set / Out 1967 >  Comando do Batalhão... Instalações  protegidas por bidões com areia, ao nível térreo. Era aqui que funcionava  também o CA – Conselho Administrativo, do batalhão, de que o Virgílio Teixeira era o presidente. Em cima, no 1º andar do edifício do, o autor e mais 2 elementos do CA, furriel mil Pinto Rebolo e o 1º Cabo Seixas. Foto captada em Nova Lamego, a partir da Rua Principal, das instalações do CA, no mês de Janeiro de 68.


Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) > 4º trimestre de 1967 > "Edifício do comando e do Conselho Administrativo, de estilo colonial, tal como o encontrámos, com paliçadas e bidões de protecção, ruas esburacadas e em terra batida, com pó ou lama. Foto tirada a partir do edifício dos CTT,  na outra esquina." 
 
Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > c. jan / fev 1967 > A rua principal de Nova Lamego (5).. Do lado esquerdo vê-se a Casa Caeiro (2) e o edifício que era o comando dos batalhões que passaram por aqui ao longo da guerra (já era protegido por bidões cheios de terra) (1)

No outro lado da rua, no lado direito da foto, um edifício não identificado (parece-nos ser o Cine-Clube local) (4) e depois a estação dos CTT (Correios, Telégrafos e Telefones) (3).

Foto do álbum de Manuel Caldeira Coelho (ex- fur mil trms, CCAÇ 1589 / BCAÇ 1894, Nova Lamego e Madina do Boé, 1966/68)


Foto: © Manuel Caldeira Coelho (2011). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]



1. O nosso amigo e camarada Virgílio Teixeira, natural do Porto, a viver em Vila do Conde, reformado (foi economista e gestor de empresas), é, dos nossos grão-tabanqueiros, que tem mais fotos de Nova Lamego: cerca de 2 a 3 centenas (*). Apesar disso,  não chegou a vver seis meses no Gabu. Sobre a família e a casa Caeiro, escreveu ele:

(...) "De todas as lojas, a que mais se destacava era a famosa Casa Caeiro, mesmo no centro da cidade. Ali vendia-se de tudo o que precisávamos e mais o que não era preciso para nada. 

"O senhor Caeiro, dono da referida casa comercial, tinha uma bela filha, branca, (...) coisa a não desperdiçar, em terra de pouca mulher branca, a qual era acompanhada por várias vezes com outra rapariga branca, que não sei qual a relação com eles.

"A Casa Caeiro localizava-se mesmo do outro lado da rua, frente a frente, onde estava o gabinete do Conselho Administrativo, e do respectivo Comando do Batalhão. Era um edifício tipo colonial, e ficávamos no 1º andar desse edifício, e logo se poderia ver todo o andamento e movimento da loja, a Casa Caeiro, que não era nada pequeno, e que era frequentado pelas variadas etnias locais.

"De tal modo que era um passatempo vir para o varandim, e ver as pessoas, locais e outras pessoas europeias ou não, com os seus negócios, e acima de tudo, quando a filha do Caeiro saía à rua, logo era alertado por alguém com  o grito de Ipiranga, para irmos todos ver a beldade de mulher a sair à rua, com o seu corpo formoso para aquelas paragens.

"Posto isto, a Casa Caeiro era visitada quase diariamente pela ‘malta’ nem que fosse para comprar uma caixa de fósforos, ou um abano para o calor.

"Era gente simpática, o que está escrito é que eles apenas se dedicavam ao comércio, não alinhavam a sua actuação nem de um lado nem de outro, eram independentes, o que já seria uma tarefa difícil numa zona de guerra, como era aquela.

"Quanto à filha do Caeiro, apenas falei com ela na Loja, cruzávamo.nos  na rua, no café ou no pequeno cinema semanal, não sei a vida que eles levavam fora das horas de serviço." (...)

Outros camaradas nossos como Manuel Coelho, Valdemar Queiroz (1945-2025) e o Tino Neves tanbém fazem referência este comereciante, que era portuguesa, e não libanês, bem como à sua casa e à sua família (***)





Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > CCS/BCAÇ 1933 (1967/69) > 21 Fevereiro de 68 > Não, não era o sr. José Caeiro, o comerciante, português, dono da Casa Caeiro,  mais a sua filha, na sala de cinema do Gabu, nas últimas filas. 

 A família era portuguesa da metrópole. (Detalhe: a filha do sr. Caeiro ostenta, na foto, a capa de uma revista humorística brasileira, popular na época, "Vamos Rir!", de periodicidade mensal, da "Rádio Editora Lda.). Ao seu lado esquerdo, está o seu tio, Jorge Caeiro, que era muito parecido com o irmão José. A seu lado direito, uma amiga. Na ponta, o Vifrgíloiuo Teixeira.

Esta informação é da nossa leitora Ana Vaz, neta do sr. Caeiro, cujo mail reproduzidos a seguir.

Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné] (**)


1. Mensagem da nossa leitora Ana Vaz, neta do comreciante José Caeiro, de Nova Lamego:


Data - quinta, 23/07/2026, 21:37

Assunto - Casa Caeiro; neta e filha do Sr. Caeiro

Boa noite, Sr. Luís Graça,

Depois de ler o seu Blog, encontrei algumas informações que não estão coerentes.

O meu avô José Caeiro era da Figueira da Foz onde também lá tinha casa.

A Bela é minha prima, mas filha do irmão da minha mãe, Mário, que também teve uma empresa de pescas durante muitos anos na Guiné-Bissau.

A minha mãe, a filha do Sr. Caeiro, é de 1945 e está feliz por ter encontrado quem fala das suas raízes, lembrando-lhe o seu adorado pai, o meu avô José Caeiro. Um homem muito inteligente, um homem de letras.

Ninguém na família é ou era libanês, somos todos portugueses.
 
Ao lado da minha mãe está uma amiga e o seu tio Jorge, irmão do Sr. Caeiro! Eram muito parecidos.

Estamos em Oeiras (a filha do Sr. Caeiro) e em São João do Estoril (a minha prima Bela).

Obrigada por nos relembrar tão boas recordações

Ana Vaz (****)


2. Mensagem de Virgílio Teixeira (para quem reencaminhei o mail da Ana Vaz, que imnfelizmente foi parar ao SPAM;  só  demos conta disso  conta disso em 20/8/2026)

Data - 22/08/2026, 16:38
Assunto . Família Caieiro, Nova Lamego

A Ana Vaz pelos cálculos que fiz deve andar pelos 60 anos!

Ontem estive a falar longamente desta família e fotos no Poste que mandaste. Quando acabei, depois da meia noite,  toquei onde não devia e apagou tudo. Claro que fiquei com um grande melão!

Agora e resumindo:  era uma família que eu considerava, mas gostava mais de estar com a filha e pelos vistos outra mais nova filha de um português radicado na Guiné.

Tudo isto me passou ao lado. E todos os dias da minha varanda em frente tinha a casa Caeiro e suas belas meninas.

Não me apercebi de serem portugueses. Sempre pensei, e era falado, que eram  como libaneses.

Fico contente por saber isso. E mais ainda por haver esta Ana Vaz, que será filha da outra menina mais nova nas fotos, que nem sei o nome delas.

Já agora gostaria que a Ana nos contasse tudo, como era antes. Depois e agora.

Os meus 5 meses lá, não chegaram para conhecer tudo. E quando começo a escrever aqui no blogue tudo era ainda muito ofuscado e muita asneira foi escrita sem nenhuma segunda intenção.

Devo ao blogue a minha ligação mais estreita à Guiné que eu não conhecia! Hoje faria tudo muito diferente
´
Manda o feedback da Ana e o que faz, pois parece gostar muito da sua família e eu também.

Abraço a todos

Virgílio Teixeira

3. Comentário do editor LG:

Obrigado, Ana, pelo seu contacto.  Ficamos felizes por nos descobrirem. Como vê, o Mundo é Pequeno e a Nossa Tabanca ... é Grande. E tem lugar, à sombra do nosso poilão,  para  a família Caeira se alguém de vocês, primos e tidos, quiserem partilhar fotos e outras memórias da Guiné do vosso tempo (e nosso tempo). Presumo que a Ana seja mais nova (não deve ter a idade que o  Virgílio Teixeira lhe dá) e tenha nascida já em Portugal, depois do 25 de Abril. 

Tem aqui o nosso contacto, por email:


Já em tempos, há cerca de 16 anos, em 22/11/2010, apareceu  um comentário ao poste do Tino Neves (*****), que é assinado por uma neta do seu avô Caeiro, a Bela... Vejo, pois, que é  sua prima. Pena não ter deixado um contacto (telefone, email...). 

Mas ficamos a saber que a família mora na Linha do Estoril. Pode ser que um dia alguém queiram vir almoçar connosco, na Tabanca da Linha, que tem sede no Restaurante Caravela de Ouro, em Algés, e que se reune regularmente (vd. página no Facebook). É uma tertúlia de antigos combatentes da Guiné, residentes na área da Grande Lisboa.

"Anónimo disse..

Olá, Sr. Luís Graça! No seu artigo sobre a sua viagem em 2005, fala na loja do Sr. Caeiro. Não chegou a tirar fotos actuais? Após a morte dele, uns anos mais tarde, o meu pai manteve lá a farmácia até aos anos 80/90.

"Teve de desistir, por mais que se preocupasse em manter o nome do seu pai, a vida não o permitiu. Falo do sr. Caeiro, meu Avô! O Padrinho, como todos o chamávamos, meu pai, mãe, irmão e eu. O Homem mais bondoso que conheci, infelizmente só até aos meus 5 anos.

"Um abraço a quem o conheceu e um bem haja. Bela.

"22 de novembro de 2010 às 23:57".


Em conclusão, a loja do sr. Caeiro deu origem a uma farmácia, no Gabu, na nova Guiné-Bissau, e que se terá mantido aberta até aos anos 1980/90, sob a gerência do filho Mário, que também teve uma empresa de pescas... 

Na altura respondi à prima Bela:

(i)  as fotos do Gabu não são minhas, mas de um camarada e amigo do Tino Neves, o José Couto, que lá esteve, na Guiné-Bisssau e foi ao Gabu, em fevereiro de 2005...

(ii) o Tino Neves e outros camaradas, que aqui têm escrito, conheceram o seu avô Caeiro, ou a Casa Caeiro, por volta de 1966/68 (Manuel Coelho), 1967/68 (o Virgílio Teixeira) e 1969/71 (o Valdemar Queiroz, o Constantino Neves...), e gostariam de saber algo mais sobre o resto da sua vida;

(iii) pena que o avô tenha morrido cedo;. 

(iv) o Tino Neves (*****) também falou nos vizinhos do avô, esses, de origem libanesa, os Danif. 

(v) sobre  a família Danif, de origem libanesa, em Bafatá, ver aqui.

(vi) vd. também fotos do Gabu, tiradas pelo nosso grã-tabanqueiro João Graça, em finais de 2009: a "rainha do Gabu" de ontem parece ter passado a perna à "princesa do Geba", Bafatá, hoje em decadência.

Peço à Ana para "partir mantenhas" com a sua mãe e com a Bela, e demais família. Os nossos respeitosos cumprimentos.  Gostaríamos, entretanto,  de saber algo mais sobre a história de vida do avô, e nomeadamente na Guiné (e de quem afinal não temos nenhuma foto).
 
(Revisão / fixação de texto, negritos: LG)
___________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 5 de novembro de 2024 >Guiné 61/74 - P26118: As nossas geografias emocionais (29): A antiga Nova Lamego ou Gabu Sara, em set 67/fev 68, ao tempo do Virgílio Teixeira, ex-alf mil SAM, CCS/BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69)

(**) Vd. também poste de 16 de janeiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19407: Álbum fotográfico de Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (São Domingos e Nova Lamego, 1967/69) - Parte LX: A Casa Caeiro e os comerciantes libaneses de Nova Lamego


(...) Passava-se junto da Administração do Gabu, de que também junto foto actual (fevereiro de 2005) [Foto nº 2], passava-se então pelo cruzamento (onde estou eu na foto à civil, no dia 8/2/1970). Sei que foi tirada nesse dia, porque foi dos poucos dias em que eu me vesti à civil, em Nova Lamego. E porquê? Porque no BCaç 2893, quem fizesse anos tinha como prenda a folga de quaisquer serviços e autorização para se vestir à civil, portanto essa foto [nº3] foi-me tirada no dia em que fiz 22 Invernos, no cruzamento, entre os CTT, correios civis (que junto 2 fotos, antiga e actual) [Foto nº 4], o Cine Gabú e a loja do sr. Caeiro.

O sr. Caeiro (...)  era um português de raça branca. A Casa Caeiro era uma loja essencialmente de electrodomésticos, mas não só, e na ponta que falta, a do meu lado direito, um dos edifícios civis utilizados para o quartel velho.

Por falar da loja do sr. Caeiro, o telhado da referida loja era simplesmente uma placa de cimento, não sendo muito grande, talvez pudesse lá pousar um helicóptero, mas foi utilizado para outra coisa diferente. Estando lá um capitão paraquedista que estava a preparar-se para uma competição no estrangeiro, de salto em queda livre, resolveu fazer uma aposta em como iria saltar e pousar no telhado da loja do sr. Caeiro. Assim fez, saltando de um helicóptero que subiu em espiral, tão alto, até deixar de se ver. (...)


16 de janeiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19407: Álbum fotográfico de Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (São Domingos e Nova Lamego, 1967/69) - Parte LX: A Casa Caeiro e os comerciantes libaneses de Nova Lamego


(****) 23 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28286: O Nosso Livro de Visitas (232): João Bonifácio, a viver no Canadá desde 1974, ex-Fur Mil Sam da CCAÇ 2402 / BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70)


(****) Vd. poste de 9 de fevereiro de 2009 > Guiné 63/74 - P3861: Memória dos lugares (17): Nova Lamego, a raínha do Gabu (Tino Neves)

domingo, 23 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28286: O Nosso Livro de Visitas (232): João Bonifácio, a viver no Canadá desde 1974, ex-Fur Mil Sam da CCAÇ 2402 / BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70)


1. Mensagem do nosso camarada João Bonifácio, Ex-Fur Mil do SAM da CCAÇ 2402/BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70), com data de 14 de Agosto de 2026:

Parece ser o momento para por este meio enviar um abraço amigo a todos os que por aqui ainda visitam e escrevem.
Não tenho muito para contar, porque não esperava ver-me mais uma vez a entrar pela Tabanca do Luís e amigos. O tempo passa e já vão 16 anos desde que tive a triste ideia de me reformar em Portugal. Mas não é tudo mau. Já não tenho 65 anos mas estou a perder altitude nos 81 e em Fevereiro já cá cantam 82.

Nesta reforma que todos tanto desejamos, ficam as dores nas pernas e as energias que se vão perdendo. Por causa disso, não tenho podido ir a Portugal.
No próximo dia 5 de Setembro, o Esparteiro irá fazer a última reunião militar da CCAÇ 2402. Já se perderam muitos amigos e camaradas e em conjunto com a idade, temos de analisar a situação financeira de alguns, que já não podem andar na estrada, para se deslocarem para os pontos de reunião.

Neste ponto, eu apenas desejava dizer-lhes que estou bem vivo, com dores aqui e ali, mas ainda capaz de escrever e dizer-lhes que aprecio muito poder enviar um abraço amigo para todos, e pedir ao nosso chefe de Tabanca que aceite e divulgue as minhas saudações. Para o Luís Graça e todos os restantes, o meu eterno agradecimento por nos dar esta oportunidade.

Pronto. Um dia destes escrevo uma história acerca da minha vivência no Canadá, onde cheguei em Fevereiro de 1974. Again, thank you, stay well and enjoy life.

João Bonifácio
Ex-Fur Mil do SAM
CCAÇ 2402/BCAÇ 2851
Có, Mansabá e Olossato
1968/70

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Nota do editor

Último post da série de 21 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28275: O Nosso Livro de Visitas (231): Arsénio Puim, antigo alferes graduado capelão, CCS/BART 2917 (Bambadinca, 1970/72), acaba de lançar um novo livro sobre o povo da sua ilha, e vem "partir mantenhas"

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28275: O Nosso Livro de Visitas (231): Arsénio Puim, antigo alferes graduado capelão, CCS/BART 2917 (Bambadinca, 1970/72), acaba de lançar um novo livro sobre o povo da sua ilha, e vem "partir mantenhas"


Arsénio Puim (n. 8 de maio de 1936):  ilhéu, açoriano, mariense, ex-sacerdote católico (de 1960 a 1976), ex-capelão militar (1969/71): foi autarca, professor, enfermeiro; é jornalista, escritor,  cidadão do mundo, pai, avô, amigo... Natural de Santa Maria, vive hoje em São Miguel, em Vila Franca do Campo, desde 1982. Membro da Tabanca Grande desde 12 de junho de 2009; tem 86 referências no blogue. 

Foto: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné

1. Mensagem do Arsénio Puim

Data - 19/08/2026, 17:44

Assunto - Cumprimentos

Caro amigo Luís

Obrigado pelos emails, mensagens, textos e informações que tens tido a delicadeza de me enviar, assim como o livro «O Capelão Militar na Guerra Colonial», do Padre Bártolo. 

 Um livro com interesse, que agradeço. Não pretendo, porém, fazer uma análise do mesmo. Mas não posso deixar de manifestar a minha estranheza e profunda discordância relativamente à afirmação do autor que considera "suja" a minha visão sobre a presença do capelão militarizado na guerra colonial. Julgo que quem escreve e quem critica o que quer que seja que foi escrito deve usar linguagem limpa.

Cheguei ontem de Santa Maria, onde passei uma linda semana com toda a minha família nuclear. Neste entretanto fiz na minha terra o lançamento de um novo livro, que se intitula «Ilha de Santa Maria - Recortes de um Povo», editado por Letras Lavadas (agosto de 2026, 135 pp.) (imagem da capa à esquerda). 

Vou enviar ao meu amigo Luís um exemplar, com todo o gosto.

De resto, cá vamos andando, com os meus 90 anos. Não obstante os meus achaques, considero que «para a idade não está mal», e sinto-me muito grato.

Melhores cumprimentos para Alice e família. 

Um grande abraço,

Arsénio Puim

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 6 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28245: O nosso livro de visitas (230): Emília da Silva Balula procura informações sobre o seu tio, sold at cav Francisco da Silva Oliveira, CCAV 2540 / BCAV 2876 (Ingoré, 1969/71), falecido em 24/2/1971, na sequência de acidente de viação

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28245: O nosso livro de visitas (230): Emília da Silva Balula procura informações sobre o seu tio, sold at cav Francisco da Silva Oliveira, CCAV 2540 / BCAV 2876 (Ingoré, 1969/71), falecido em 24/2/1971, na sequência de acidente de viação



Guião do BCAV 2876 (Ingoré, 1969/71) (Fonte: Coleção Carlos Coutinho)


1. Mensagem de  Emília da Silva Balula, sobrinha do nosso camarada Francisco da Silva Oliveira, morto no CTIG , em Ingoré, em 24/21971, por acidente de viação:


Data - 02/08/2026, 09:04

Procuro uma fotografia do meu tio:

(i) Francisco da Silva Oliveira,
(ii) natural de Liceiras, Ermesinde,
(iii) soldado atirador n.º 04316469,
(iv) Companhia de Cavalaria 2540 / Batalhão de Cavalaria 2876,
(v) falecido na Guiné em 24 de fevereiro de 1971.

Se algum antigo camarada ou familiar possuir fotografias da companhia ou o reconhecer, ficaria imensamente grata pela partilha. Muito obrigada

Emília da Silva Balula 

2. Comentário do editor LG:

Cara amiga Emília pp: pelo seu endereço de email, vejo que vive  em França. 

Em relação ao seu contacto, que muito nos honra, e respondendo ao seu pedido, tenho a dizer-lhe que infelizmente não temos nenhuma referência ao seu tio (e nosso camarada) Francisco. 

São escassas, de resto, as nossas referências ao seu batalhão, BCAV 2876 (cerca de uma dúzia) e à sua companhia, a CCAV 2540 (Ingoré, 1969/71) (apenas meia dúzia).

Experimente, todavia, contactar o fur mil vagomestre João Manuel Félix Dias, que vive no Montijo, e que é capaz de ter conhecido o seu tio.Vou-lhe mandar, por mensagem, o seu endereço de email. 

Quanto à foto, é mais seguro pedir ao Arquivo Histórico Militar; invoque a sua condição de sobrinha, para consultar o seu processo individual (donde constam, pelo menos, duas fotos  do tempo da incorporação militar). (Email: ahm@exercito.pt | telef : + 351 218 842 415 ).

Junto mais alguma informação adicional sobre o seu tio (que morreu no hospital, HM 241, Bissau) e o seu batalhão.

Obrigado pelo seu contacto. Luís Graça
___________________

Nome: Francisco da Silva Oliveira
Posto: Soldado - Atirador Número: 04316469
Unidade: Companhia de Cavalaria N º 2540 / Batalhão de Cavalaria nº 2876
Unidade Mob: Regimento de Cavalaria n.º 3 · Estremoz 
Estado civil: casado, com Berta Cardoso Oliveira
Pai: António Moutinho Alves
Mãe: Emília da Silva Oliveira
Lugar: Liceiras
Freguesia: Ermesinde 
Concelho: Valongo
Data do falecimento: 24 de Fevereiro de 1971, no HM 241 - Bissau
Causas da morte: acidente de viação
Local de operações: lngoré, região do Cacheu fronteira com o Senegal
Local da sepultura: cemitério paroquial de Ermesinde.

Fonte:Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 8.º volume: mortos em campanha. Tomo II: Guiné: livro 2. Lisboa: 2001, Livro 2, pãg. 35.
______________

Ficha de unidade:

Batalhão de Cavalaria n.º 2876
Identificação BCav 2876
Unidade Mob: RC 3 - Estremoz

Cmdt: TCor Cav José Carlos Sirgado Maia |
2º Cmd: Maj Cav Luís Maria Coelho Casquilho | Maj Cav Luís Francisco Pinto de Sousa Moreira
OInfOp/Adj: Maj Cav Luis Francisco Pinto de Sousa Moreira | Maj Cav José Luis Jordão de Ornelas Monteiro

Cmdts Comp:

CCS: Cap Mil Cav Jorge Maria Lemos Pereira Máximo | Cap Cav Rogério da Silva Guilherme | Cap Mil Cav José Mendes Fernandes Martins

CCav 2538: Cap Cav Luís Filipe Rei Vilar | Cap Cav Rogério da Silva Guilherme

CCav 2539: Cap Cav Raul Fernando Durão Correia

CCav 2540: Cap Cav Jaime Gomes Vieira

Divisa: "Viver pra Vencer"
Partida: Embarque em 19Ju169; desembarque em 24Jul69 | Regresso: Embarque em 04Jun71
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Síntese da Actividade Operacional

Em 01Ag069, rendendo o BCaç 1933, assumiu a responsabilidade do Sector 06, cuja sede foi transferida durante a sobreposição para Ingoré e abrangendo os subsectores de Susana, S. Domingos, Ingoré e Barro, este retirado então à área do BCaç 1932 e transferido de novo para a zona de acção
do COP 3, em 07Fev70.

 As suas subunidades mantiveram-se sempre integradas no dispositivo e manobra do Batalhão.

Desenvolveu intensa actividade operacional de patrulhamento, reconhecimento e emboscadas, com vista a impedir a infiltração de grupos e reabastecimentos inimigos, restabelecendo ainda a ligação rodoviária Ingoré-S. Domingos e efectuando a segurança e controlo dos itinerários. 

Da sua actividade ressaltaa captura de 1espingarda e a detecção e levantamento de 86 minas.

Em 31Mai71, foi rendido no sector pelo BCav 3846, recolhendo a Bissau para embarque.

A CCav 2538 seguiu em 29Jul69 para Susana, a fim de render a CCaç 1791, assumindo a responsabilidade do respectivo subsector em O lAgo69, tendo destacado um pelotão para Varela. Por períodos variáveis, destacou ainda pelotões para reforço temporário de Ingoré.

Em 31Mai71, foi substituída pela CCav 3366 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
***
A CCav 2539 seguiu em 29Ju169 para S. Domingos, a fim de render a CCaç 1790, assumindo a responsabilidade do respectivo subsector em 01Ago69.

A partir de meados de Out69, cedeu um pelotão para reforço do subsector de Ingoré, o qual se instalou em Antotinha.

Em 31Mar71, foi substituída pela CCav 3365 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.

***
A CCav 2540 seguiu em 28Jul69 para Ingoré, a fim de render a CCaç 1801, assumindo, em O lAgo69, a responsabilidade do respectivo subsector, com pelotões destacados em Sedengal e Antotinha a partir de meados de Out70.

Em 31Mai71, foi substituída pela CCav 3364 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.

Observações - Tem História da Unidade (Caixa n.º 126 - 2ª Div/ 4ª  Sec, do AHM - Arquivo Histórico-Militar)

Fonte -Fonte: Excertos de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 7.º volume: Fichas das Unidades. Tomo II: Guiné. Lisboa: 2002, pp. 282/ 283

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 5 de dezembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27497: O nosso livro de visitas (229): M’bana N’tchigna, balanta, da Guiné-Bissau, professor do ensino médio em Vitória, no Brasil, autor do Blogue "Intelectuais Balantas na Diáspora", autor de uma texto sobre Pansau Na Isna (1938-1970)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27497: O nosso livro de visitas (229): M’bana N’tchigna, balanta, da Guiné-Bissau, professor do ensino médio em Vitória, no Brasil, autor do Blogue "Intelectuais Balantas na Diáspora", autor de uma texto sobre Pansau Na Isna (1938-1970)


Uma das raras fotos do
Pansau Na Isna (1938-1970)
Foto:
 Mbana Ntchigna. (2025)

1. Mensagem que nos chega através do Formulário de Contacto do Blogger: 

Data - terça, 2/12/2025, 18:47 

Sim, eu sou M’bana N’tchigna.  Fui eu quem escreveu o texto a que fizeram referência neste blogue (*).

Estou satisfeitíssimo por ver que algo que meu tio me contou, e que eu registrei como forma de ajudar preservar a história sobre Kpänsau Na Ysna, valeu muito a pena.

Agradeço o modo respeitoso com que me trataram, chamando-me de “Dr. M’bana N’tchigna”, mas eu não sou doutor, pois não fiz doutoramento. Tenho licenciatura plena em Filosofia, bacharelado em Teologia e mestrado em Políticas Públicas.

O conto não foi uma tese de doutorado, mas sim uma narração formal de alguém que quis recordar uma história da infância — unida ao desejo de resgatar várias histórias perdidas do meu povo.

Um dos meus irmãos mais velhos participou da guerra,  sobreviveu e se encontra no sul da Guiné-Bissau até hoje. E meus sete tios direitos morreram na luta, exceto o tio N’tcháagnň, que me contou a história de Kpänsau que sobreviveu à batalha de Köm. Mas já não está de vida. Faleceu em 2006

Peço desculpa pelos erros de português; além de eu não imaginar que o texto teria relevância para alguém, também não o revisei rigorosamente. Além disso, sendo filho de B’ráassa/Balanta eu, não tenho como dominar perfeitamente um idioma que não nasci falando.

Se desejarem atualizar o conto, tenho agora uma versão corrigida (**).

Ainda eu vivo no Brasil e leciono Filosofia pelo Ensino Médio brasileiro.

Fico por aqui.

Mestre M’bana N’tchigna

Cumprimentos,
M'bana N'tchigna | mbatchig20@gmail.com

Nota: Este email foi enviado através da gadget Formulário de Contactos em
https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com


2. Comentário do editor LG:

Vejo que o nosso leitor tem página no Facebook, Mbana Ntchigna. Já lhe pedi amizade há tempos, em nome da Tabanca Grande.  Gostaria de trocar impressões com este guineense da diáspora. Devo-lhe dizer que conheci Nhabijões, Samba Silate, Mero e outras tabancas balantas do Leste, sector de Bambadinca... Vejo que se formou numa prestigiada universidade católica brasileira e é tratado com carinho em Vitória, onde vive e é professor.

O prof Mbana Ntchigna acaba de publicar uma postagem há 3 dias, no seu Facebook, sobre o Pansau Na Isna, herói nacional da Guiné-Bissau, baseado nas memórias do seu tio N’tcháagnň (entretanto falecido em 2006). Prometo ler.


Mantenhas.  Feliz Natal. 
Luís Graça

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27492: O nosso livro de visitas (228): Em Nhacra organizei uma equipa de futebol de 11, e uma equipa de andebol de 7. Era a equipa das transmissões (António Viegas de Carvalho, ex-1º srgt radiomontador, STM, Nhacra, 1970/72)





Guiné > Bissau > Nhacra > Maio de 1972 > Equipa de futebol de transmissões. O 1º srgt Viegas de Carvalho  era o capitão da equipa, o segundo, a contar da esquerda para a direita, assinalado da amarelo.

Foto (e legenda): © António Viegas de Carvalho (2025). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem do nosso leitor António Viegas de Carvalho, e nosso antigo camarada, em Nhacra, 1970/72, onde foi 1º srgt radiomontador do STM - Serviço de Telecomumicações Militares.
 

Data - 2 de dezembro de 2025 18:33 
Assunto - Vamos desfazer as confusões (*)

Estive na Guiné de 1970 a 1972 no STM (Serviço de Telecomunicações Militares) como Primeiro Sargento Radiomontador (26 anos). 

Tinha a meu cargo a execução e manutenção do Centro Emissor (Antula) e Centro Receptor (Agrupamento de Transmissões) que estabelecia as ligações com Lisboa, Cabo Verde e Angola. 

Tinha ainda a meu cargo a execução e manutenção dos feixes hertezianos que ligavam telefonicamente Bissau com Mansoa, Teixeira Pinto, Cumuré, Bambadinca e Tite.

Por minha iniciativa construímos uma equipa de futebol de 11 e uma equipa de andebol de 7.

As equipas tinham um primeiro sargento (eu) e vários furriéis milicianos, cabos e soldados pertencentes ao STM e ao Agrupamento de Transmissões.

Como eu era o mais graduado,  tinha a braçadeira de capitão de equipa e jogava a defesa direito no futebol e a guarda-redes no andebol.

Quem vê a fotografia de frente,  sou o segundo em pé do lado esquerdo.

Um Abraço a todos que pisaram terras da Guiné Bissau (**)

Viegas de Carvalho

2. Comentário do editor LG:

Já pedi desculpas aos dois "António Carvalho" por erro de troca de identidades, na edição do poste P27487 (*), erro lgo corrigido.

Como já expliquei aos dois, Confundi o Viegas de Carvalho com o Carvalho de Mampatá. Os seus  endereços de email induziram-me em erro. Estou a habituado a lidar com o António S. Carvalho há "manga de luas"...

Naturalmente o António S Carvalho não conhece o António V Carvalho, não se conhecem, nem provavelmente se cruzaram na Guiné.

António Carvalho (mais conhecido por "Carvalho de Mampatá") só há um na lista alfabética dos 909 amigos e camaradas da Guiné, que se sentam à sombra do poilão da Tabanca Grande. O António Viegas de Carvalho ainda não está lá, mas vai dar-nos o prazer da sua companhia, sentando-se desde já no lugar nº 910.

Fica feito o convite... Só me faltam, afinal, o OK dele, que espero recebever na volta do correior, mais uma foto atual e outra do antigamente, e ainda duas linhas a completar o seu currículo, a dizer-nos pro onde andou e a fazer o quê...

A gente aqui trata-se por tu, somos todos praticamente da mesma idade, somos de um grande geração que soube fazer a paz e a guerra.  

Com um alfa bravo, Luís Graça  

PS1 - Já pedi desculpa, de viva voz, ao António S Carvalho pela confusão que armei...O Viegas de Carvalho, por certo, também vai entender e desculpar-me. Já corrigi o poste (que vinha originalmente em nome do Antóniio Carvalho, ex-fur mil enf, CART 6250772, Mampatá, 19872/74).

PS2 - Segundo a sítio História das Transmissões Militares, o nosso camarada António Maria Viegas de Cravalho:

(ii) é hoje Tenente-Coronel Técnico de Manutenção da Arma de Transmissões

(ii)  incorporado em 1961 na Escola Militar de Electromecânica (EMElm) como 2.º Sargento Radiomontador oriundo do Instituto dos Pupilos do Exército onde frequentou o curso de Electricidade, Rádio, Radar e Televisão;

(iii) fez duas comissões de serviço no Ultramar: Angola (1963/65) no Batalhão de Caçadores 460 e Guiné-Bissau (1970/72) no Serviço de Telecomunicações Militares (STM);

(iv) foi Comandante do Batalhão e Diretor dos Cursos de Transmissões na EMElm, Chefe do Grupo de Manutenção no DGMTm, Comandante do Destacamento de Transmissões na Região Autónoma da Madeira, Diretor Técnico do Projeto de Transmissões no âmbito da Cooperação Técnico-Militar com a República da Guiné-Bissau. 

(v) é autor de um interessantísismo artigo, ilustrado, sobre Os Primeiros Radio Telegrafistyas em Cabo Verde durante a II GM


(**) Último poste da série> 25 de abril de 2025 > Guiné 61/74 - P26728: O nosso livro de visitas (227): Jacinto Rodrigues, ex-alf mil, de rendição individual, cmdt do Pel Caç Nat 57 (Cutia, Mansabá e Cutia, set 1969 / set 1971)

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Guiné 61/74 - P26728: O nosso livro de visitas (227): Jacinto Rodrigues, ex-alf mil, de rendição individual, cmdt do Pel Caç Nat 57 (Cutia, Mansabá e Cutia, set 1969 / set 1971)



Guiné > Região Oeste  > Mansoa > Cutia > Destacamento de Cutia > c. 1970 > Foto enviada  pelo César Dias, ex-fur mil sapador, CCS / BCAÇ 2885, um batalhão que esteve em Mansoa desde maio de 1969 a fevereiro de 1971, e a que pertencia a CCAÇ 2589, de que o nosso grão-tabanqueiro Jorge Picado foi um dos comandantes, de  24/2/1970 a 15/2/1971. Estranhamente, Cutia não vem nas cartas nem de Mansoa nem de Farim. Ficava a nordeste de Mansoa, na estrada Mansoa-Mansabá.

Foto (e legenda): © César Dias (2007). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Bogue Luís Graça & Camaradas da Guiné


1. Comentário do nosso camarada Jacinto Rodrigues ao poste P25753 (*):  

Boa tarde! Como alferes miliciano, comandei o Pel  Cac Nat  57 durante dois anos, entre 23 setembro de 1969 e setembro de 1971. 

Em setembro de 1969 o Pel Cac Nat 57 estava sediado em Cutia, tendo sido deslocado para Mansabá em fevereiro de 1970.

Fui substituir o alferes miliciano Trigo, natural de Bissau. 

O Pel Caç Nat 57 após a construção (com asfaltamento) da estrada entre Mansabá e Farim, regressou a Cutia onde se manteve, pelo menos, até à data do final da minha comissão.

Por hoje fica este apontamento. Espero voltar aqui para falar do meu pelotão e da sua actividade, lembrando os soldados que, infelizmente, foram abandonados e, tanto quanto sei, foram executados após a retirada dos portugueses.

Um abraço para todos os Camaradas. 
Jacinto Rodrigues

2. Comentário do nosso coeditor Carlos Vinhal ao poste P18094 (*):

Se bem me lembro, a tropa de Mansabá e de Cutia estava adstrita ao Batalhão de Mansoa (BCAÇ 2885). 

Lembro-me de o Pel Caç Nat 57 estar em Mansabá, da qual recordo o oficial, o alferes Rodrigues e de dois dos três Furriéis, o Espanhol, de quem não sei nada, e do Pires, com quem tenho contacto através do facebook. 

A determinada altura, a CART 2732 passou para o COP 6, sediado em Mansabá. Por sua vez o Pel Caç Nat 57 foi para Cutia, zona que (...) era da responsabilidade de Mansoa. (...) (e onde perrmaneceu até ser desativado/extinto em agosto de 1974).

Carlos Vinhal



3. Comentário do editor LG:

Jacinto Rodrigues, és bem vindo. Obrigado pelo teu contacto (entre antigos camaradas de armas, tratamo-nos por tu, é mais simples, dá mais jeito e encurta distâncias)...

Ficas desde já convidado a integrar a Tabanca Grande: não é nenhum clube, apenas uma tertúlia virtual... que reune os amigos e camaradas da Guiné, representados neste blogue (que tem já 21 anos de existência). Não há joia nem quotas... Apenas 2 fotos tuas, tipo passe, uma mais ou menos atual e outra do "antigamente" da tropa e da guerra...

Depois de seres apresentado à malta (somos já 901 entre vivos e falecidos), podes partilhar as tuas memórias, histórias, fotos, etc. da Guiné e da subunidade  que comandaste.

Sobre o Pel Caç Nat 57,  constituído dos soldados balantas do recrutamento local, já sabemos então que;

(i) foi criado em Mansoa pelo alf mil Fernando Paiva, de rendição individual ;

(ii) esteve no CTIG de abril de 1967 a abril de 1969;

(iii)  "a pá e pica, construímos o Destacamento de Bindoro, onde permaneci, até julho de 68, quando fui transferido para Bolama";

(iv) a seguir deve ter vindo o alf mil Trigo, até setembro de 1969;

(v) depois vieste tu...

(vi) o Pelotão será extinto em agosto de 1974, tal como as demais subunidades e unidades constituídas por militares do recrutamento local. 

Aguardamos, com expetativa,  mais notícias tuas (**). 
LG
_______________

Notas do editor LG:

(*) Sobre o Pel Caç Nat 57 temos ainda escassas referências:



17 de julho de 2024 > Guiné 61/74 - P25753: Para a história do Pel Caç Nat 57 (Mansoa, Bindoro, Mansabá, Cutia, 1967/74) - Parte I: O seu primeiro comandante, o ex-alf mil Fernando Paiva, hoje produtor de vinho verde biológico, na Quinta da Palmirinha
 


26 de maio de 2023 > Guiné 61/74 - P24342: Álbum fotográfico do Padre José Torres Neves, ex-alf graduado capelão, CCS/BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71) - Parte X: mais fotos do destacamento e tabanca de Cutia

 

29 de março de 2022 > Guiné 61/74 - P23122: (In)citações (202): Criei o Pel Caç Nat 57, construi o destacamento de Bindoro, a pá e pica, e vivi diaramente, ombro a ombro, com esses fantásticos balantas da região do Oio (Fernando Paiva, ex-alf mil, cmdt Pel Caç Nat 57, Mansoa, Bindoro e Bolama, 1967 / 1969)
 


17 de dezembro de 2017 > Guiné 61/74 - P18094: Em busca de ... (285): Camaradas do meu pai, João Arindo Canha, que pertecenceu ao Pel Caç Nat 57, e esteve em Cutia, na região do Oio (Henrique Canha)
 


2 de fevereiro de 2012 > Guiné 63/74 - P9431: O Nosso Livro de Visitas 126): Fernando Paiva, Pel Caç Nat 57, Mansoa e Bindoro, abril de 1967/abril de 1969


(**) Último poste da série > 8 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26361: O nosso livro de visitas (226): João Maria da Cruz Teixeira Pinto, bisneto do João Teixeira Pinto (1876-1917): o único descendente masculino vivo, em linha reta, do antigo aluno, nº 144/1888, do Colégio Militar, "o Pinto dos Bigodes"

domingo, 26 de janeiro de 2025

Guiné 61/74 - P26427: Tabanca da Diáspora Lusófona (30): José António Marinho, que vive em New Jersey, e pertenceu à CCS/BCAÇ 2928, Bula, 1970/72 (João Crisóstomo)



1. Mensagem recebida pelo formulário de contacto do Blogger:


Data - sexta, 24/01/2025, 03:45


Vivo nos EUA en NJ (New Jersey), gostava. que me inscrevessem no blogue. 

Estive em Bula. de
1970. a 1972, na CCS/BAÇ 2928.
Obrigado

Cumprimentos,
José Antônio A Marinho | Email: (...)


2. O nosso coeditor Carlos Vinhal está a tratar do pedido de ingresso na Tabanca Grande. Pedimos, entretanto, ao régulo da Tabanca da Diáspora Lusófona, o  João Crisóstomo,  para contactar o seu "vizinho" de New Jersey e nosso camarada... Eis a mensagem que ele lhe enviou:


Caro camarada José António Marinho,


Acabo de receber uma mensagem do “comandante” de todos os "camaradas da Guiné”, Luís Graça, dando-me conhecimento da tua mensagem: (...) "Vivo nos EUA en NJ gostava. que me inscrevessem no blog, estive em Bula,  de 1970. a 1972 na CCS/BCAÇ 2928. Obrigado." (...)

Mas que agradável surpreza! Um camarada meu, que vive em New Jersey, portanto meu vizinho, (eu vivo em Queens , Nova Iorque ) e eu nem sequer tinha conhecimento!

Podes dar-me o teu número de telefone que eu ligo-te, talvez mesmo ainda hoje, ou amanhã?

Eu estive na Guiné: Xime, Bambadinca, Enxalé, Porto Gole, Missirá… em 1965/67. Temos com certeza "manga de assuntos" de interesse para falar.

Espero a tua resposta por E mail, pode ser? Ou mesmo telefone,  se quiseres ligar-me. Senão eu ligo-te. Diz-me as melhores horas para ti, Eu , embota já velhote, ando/estou sempre a correr, sempre com mil coisas a fazer mas para os meus amigos ( e, para mim, os "camaradas da Guiné” são como irmãos),  eu cá me viro…  
 
(...) Com "parte mantenhas”…

João Crisóstomo (segue a morada e os contactos)



João Crisóstomo, 

_______________

Nota do editor:

Último poste da série > 1 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26333: Tabanca da Diáspora Lusófona (29): Happy New Year 2025! (João Crisóstomo, Régulo, Nova Iorque)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Guiné 61/74 - P26361: O nosso livro de visitas (226): João Maria da Cruz Teixeira Pinto, bisneto do João Teixeira Pinto (1876-1917): o único descendente masculino vivo, em linha reta, do antigo aluno, nº 144/1888, do Colégio Militar, "o Pinto dos Bigodes"




Guiné > Bissau > c. 1943 > Busto do cap Teixeira
Pinto (1876 - 1917). Fonte: "Guiné Portuguesa. Album Fotográfico", 1943. Coleção de fotografias de Amândio Lopes. Cortesia de Armando Tavares da Silva (*).



João Teixeira Pinto, maj inf (1876 - 1917)

Foi aluno, nº 144/1888, do Colégio Militar, onde era conhecido pelo "Pinto dos Bigodes", antes de ingressar na Escola do Exército em 1897, cujo curso de infantaria irá concluir em 1899, (**)



1. Mensagem do nosso leitor, João Maria da Cruz Teixeira Pinto, investigor e professor do Instituto Superior Técnico / Universidade de Lisboa:


Data - 7 jan 2025 13:35

Assunto - Pequena correção


Caro Luis Graça


Quero começar por felicitá-lo e à sua equipa pelo excelente trabalho de recolha de testemunhos e informações sobre experiências vividas durante
a  guerra colonial na Guiné no blog "Luís Graça & Camaradas da Guiné".

Apesar da minha ascendência e do ambiente familiar da minha juventude, onde me lembro que estes assuntos eram frequentemente falados, estou muito afastado destes temas (sou Matemático, professor e investigador do Instituto Superior Técnico), tendo chegado ao vosso blog através do meu querido primo Pedro Lauret com quem tenho uma relação próxima desde criança.

Ao explorar o vosso blog deparei-me com um artigo antigo, já de 2007, incluindo a contribuição do meu primo afastado A. Teixeira Pinto na página

https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2007/03/guin-6374-p1614-o-capito-diabo-heri-do.html

Além de manifestar o meu apreço pelo vosso trabalho,  gostaria apenas de, e apesar da antiguidade do referido artigo, fazer uma observação relativa a referir-se ao Capitão João Teixeira Pinto como antepassado de A. Teixeira Pinto. 

Na realidade, no sentido mais estrito do termo "antepassado",  trata-se de uma incorrecção que eu passo a detalhar. 

De facto, descendentes vivos do referido militar só há dois, eu próprio e a minha prima Maria Margarida Teixeira Restani Pinto. 

O Capitão João Teixeira Pinto apenas teve um filho, também ele chamado João Teixeira Pinto, tal como o meu pai e eu próprio, o qual foi também oficial mas em artilharia, tendo chegado ao posto de coronel. 

Por curiosidade, refira-se que, na 1ª Guerra Munidal o meu avô lutava na Flandres ao mesmo tempo que o meu bisavô lutava em Moçambique onde encontrou a morte em 1917. 

Aquele, por sua vez, teve dois filhos, a minha tia Maria Judite Teixeira Restani Pinto, mãe da minha prima atrás referida, e o meu pai, João Teixeira Pinto, também atrás referido. 

Refira-se que este último foi o meu único ascendente masculino em pelo menos 6 gerações que não abraçou a carreira militar, tendo sido médico veterinário. Por sua vez este teve dois filhos, a minha irmã Maria João Teixeira Pinto que
faleceu ainda criança, e eu próprio.

Disponho de alguma documentação e, principalmente, muitas chapas fotográficas, já que o meu bisavô era entusiasta da fotografia levando
sempre atrás de si nas campanhas um volume considerável de material fotográfico.

Termino com os meus desejos de que prossigam o vosso bom trabalho.

Com os meus cumprimentos,

João Maria da Cruz Teixeira Pinto

2. Comentário do editor LG:

Obrigado, prof João Teixeira Pinto,  pelo seu apreço  pelo trabalho da nossa equipa na partilha de informações, conhecimentos, memórias, vivências, afetos, etc., relacionados com a guerra da descolonização da Guiné (1961/74)... E onde, naturalmente, cabem o passado, o presente e o futuro da presença histórica lusófona nesta parte de África.

É, justamente, nessa medida, que falamos aqui também de ilustres militares como o seu bisavô, o major inf João Teixeira Pinto (Moçâmedes, Angola, 1876 — Negomano, Moçambique, 1917). Sobre ele temos mais de 80 referências no nosso blogue (capitão Teixeira Pinto).

De facto, e em rigor, no sentido estrito do vocábulo, o meu amigo (e ilustre colega que  se irá jubilar, presumo eu, em 2028) é o único descendente, masculino, em linha reta, do 
"nosso" João Teixeira Pinto, filho de outro "africanista" do mesmo nome João Teixeira Pinto ("Kurica", leão, em língua cuamata), pai do seu pai... Todos eles de nome João Teixeira Pinto. 

Fica aqui feita a "pequena coreção" que nos pede, "por mor da verdade" e para os demais efeitos que forem devidos.

Fica, desde já convidado, a utilizar este espaço para divulgar alguma da,  julgo que inédita,  documentação fotográfica do seu ilustre bisavô. Aproveito também para saudar o seu primo Pedro Lauret, que é um membro histórico da nossa Tabanca Grande, e que em hora lhe falou do nosso blogue.  (***)

_____________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 8 de janeiro de 2021 > Guiné 61/74 - P21747: O nosso blogue como fonte de informação e conhecimento (80): busto do capitão Teixeira Pinto, em Bissau, c. 1943 (Armando Tavares da Silva)

(**) Vd. "João Teixeira Pinto, antigo aluno, 144/1888, o Pinto dos Bigodes". Zacatraz - Revista da Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar, nº 192, jul / set 2013, pp. 23-26.

(***) Último poste da série > 10 de novembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26137: O nosso livro de visitas (225): Jaime Portugal, ex-alf mil, CART 6251/72 (Catió e Cabedu, 1972/74)

domingo, 10 de novembro de 2024

Guiné 61/74 - P26137: O nosso livro de visitas (225): Jaime Portugal, ex-alf mil, CART 6251/72 (Catió e Cabedu, 1972/74)




Guião da CART 6251/72, Os Galos (Catió e Cabedú), 1972/74) 

(Cortesia de Jaime Alberto Portugal Peixoto Lopes, mais conhecido no CTIG como alf mil Peixoto) 




1. Através do Formulário de Contacto do Blogger, recebemos a seguinte mensagem do nosso camarada Jaime Portugal (ou Peixoto), que quer integrar a Tabanca Grande:

Data - sábado, 9/11/2024, 18:37

Caros camaradas:

É com grande prazer que vos descobri há minutos, quando pesquisava sobre a Guiné. Isto porque estive lá como alferes miliciano de 72 a 74. 

A partir das memórias que tenho, estou a escrever um livro sobre a minha experiência, como comandante do destacamento de Cabedú, no sul da Guiné, entre o rio Cumbidjã e o rio Cacine. 

Terei todo o prazer em participar no vosso blogue, bem como apresentá-lo a outros camaradas da nossa companhia, a CART 6251, de 1971. 

Já vi que têm um trabalho extraordinário. Tenho algumas fotos que poderei partilhar,mas tenho que digitalizar, primeiro.

Abraço. Jaime Portugal

Cumprimentos,
Jaime Alberto Portugal Peixoto Lopes  |  (segue endereço de email...)

2. Resposta do nosso editor LG:

Jaime: és recebido de braços abertos, como antigo camarada de armas no CTIG. Acontece que não temos nenhum representante da tua CART 6251/72, os "Gaios". 

Existimos há 20 anos na Net, enquantio blogue (Luís Graça & Canaradas da Guiné) e o nosso propósito é o de juntar "amigos e camaradas da Guiné", com destaque, naturalmente, para os antigos combatentes, que têm histórias,fotos e outras memórias para partilhar.

Somos já 894,  entre vivos (=745) e falecidos (=149). Tu, Jaime, poderás ser o nº 895. Usamos, simbolicamente, a imagem do poilão para representar a nossa tertúlia.

Traz mais um ou mais camaradas da tua companhia para se sentar ao teu lado, à sombra do nosso poilão. Há uns anos atrás encontrámos  uma foto e uma mensagem do Fernando Gomes,  ex. 1º cabo cripto da tua CART 6251/72,   em nensagem, com data de em   21 de junho de 2017, no blogue do nosso histórico tabanqueiro, Sousa de Castro, CART 3494 e Camaradas da Guiné.

Manda-nos, pelo menos, 2 duas fotos tuas, tipo passe, uma mais ou menos atual e outra do teu tempo da Guiné, oara a gente te poder apresentar ao resto do pessoal da Tabanca Grande.



Guiné > Região de Tombali > s/l > s/d > CART 6251/72 (Catió e Cabedu, 1 > O 1º cabo cripto Fernando Gomes, ao centro; à esquerda, o J. Romão (?); e à direita, o alf mil Meles.

Foto: cortesia da página do Facebook do Fernando Gomes (natural de Leça do Balio, Matosinhos; a residir na Maia).


3. Ficha de unidade > CART 6251/72:

Companhia de Artilharia nº 6251/72
Identificação CArt 6251/72
Unidade Mob: RAP 2 - Vila Nova de Gaia
Cmdt: Cap Mil Art Virgílio Augusto da Silva Ferreira Martins
Divisa: -
Partida: Embarque em 22jun72; desembarque em 22jun72 | Regresso: Embarque em 9ago74


Síntese da Actividade Operacional

(i) efectuou a IAO, no Cumeré, de 23jun72 a 22jul72, no CMI;

(ii) seguiu para o subsector de Catió, em 23jul72,  a fim de efectuar o treino operacional e a sobreposição com a CCaç 2792;

(iii) em 21ago72, assumiu a responsabilidade do referido subsector de Catió, com dois pelotões no destacamento de Cabedú, ficando integrada no dispositivo e manobra do BCaç 4510/72.

(iv) em 12dez72, a zona de acção do destacamento de Cabedú passou a constituir um novo subsector, ficando então na dependência do COP 4, criado na referida data, e depois do BCaç 4514/72;

(v) em 1mar74, foi substituída no subector de Catió pela 3ª Comp / BCav 8320/72, ali colocada do antecedente em reforço, tendo então assumido a responsabilidade do subsector de Cabedú em 3mar74 e ficando na dependência do BCaç 4514/72 e depois do BArt 6520/72.

(vi) entretanto, passou a ter dois pelotões destacados em Catió, em reforço da guarnição local e dar colaboração na segurança e protecção dos trabalhos da estrada Catió-Cufar, na dependência do BCaç 4510/72 e depois do BCaç 4510/73.

(vi) em finais de jul74, foi substituída no subsector de Cabedú pela CArt 6552/72 e recolheu a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.

(vii) tem História da Unidade (Caixa nº 105 - 2ª Div/4ª Sec, do AHM - Arquivo Histórico-Militar.

Fonte: Excertos de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 7.º volume: fichas das unidades. Tomo II: Guiné. Lisboa: 2002, pág. 484.

______________

Nota do editor:

Último poste da série > 28 de outubro de 2024 > Guiné 61/74 - P26087: O nosso livro de visitas (224): Gonçalo Silva, bisneto do Comandante Jerónimo, que comandou a Canhoeira Salvador, gostaria de obter ainda mais informações acerca do seu bisavô, que combateu na batalha de Negomano onde Teixeira Pinto perdeu a vida