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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27734: Efemérides (383): O dia 14 de Fevereiro é para mim mais que "o Dia dos Namorados”, é o ‘Dia da Amizade” (João Crisóstomo, ex-Alf Mil Inf)

1. Mensagem de 12 de Fevereiro de 2026 do nosso camarada João Crisóstomo, colaborador permanente, ex-Alf Mil Inf da CCAÇ 1439 (Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67); relações externas na diáspora lusófona; natural de Torres Vedras; luso-americano que vive em Nova Iorque desde 1977; ativista social, conhecido por causas como Foz Côa, Timor Leste, Aristides Sousa Mendes:

Caro Luís Graca,

O dia 14 de Fevereiro é para mim mais que "o dia dos namorados”, é o ‘Dia da amizade”: uma ocasião para contactar os meus amigos, fomentar amizades presentes ou mesmo passadas que precisam de ser alimentadas para não caírem no esquecimento. Amigos e boas amizades são o melhor que a vida me tem proporcionado; e eu quero que eles saibam da minha satisfação em os ter como amigos e da minha gratidão pela amizade que me têm concedido.

Com isto em mente, tentando contactar os nossos camaradas, fiz dezenas de telefonemas para os quatro cantos do mundo, da Holanda ao Canadá, mas mais uma vez com pouco sucesso que, parece, poucos são os que ainda apanham o telefone. Mas mesmo assim valeu a pena: se de alguns já só consegui saber notícias através de familiares, com outros foi uma alegria falar "ao vivo” com o Freitas na ilha da Madeira, o Henrique Matos no Algarve e alguns outros que me deram o prazer de dois minutos para, relembrando coisas, matar as muitas saudades dos tempos em que vivemos juntos. De outros, como do Cherno Baldé, recebi uma resposta que me encheu de alegria. Até o seu número de telefone me enviou! Se ir novamente à Guiné-Bissau não me parece ser mais possível concretizar, vou pelo menos tentar falar com ele um dia destes.

Se quiseres aproveitar algo disto (cortando e editando como achares pertinente)… que este é acima de tudo para "dar sinal de vida" e enviar aos nossos camaradas o abraço virtual que não posso dar pessoalmente. A todos os que lerem este… de coração um grande abraço.

Aliás parece-me que esta esta idéia de chamar “Dia da Amizade” a este dia não é de todo despropositado: "Thank you very much for your kind message in anticipation of February 14, as the Day of friendship”, foi parte da resposta do Sr. Arcebispo Gabriele Caccia, Representante do Vaticano nas Nações Unidas, a quem eu enviei uma mensagem. O facto de Sua Excelência mencionar "February 14, as the “Day of friendship” foi para mim quase um "reconhecimento oficial”…

No que pessoalmente nos diz respeito… não nos podemos queixar: embora sem a força e energia que no passado nos tem proporcionado eventos de maior amplitude, continuamos fazendo o que está ao nosso alcance. Como te disse,  a Vilma e eu fomos no dia 10 ajudar a celebrar (embora com alguma antecipação) o que eu chamo "Dia da Amizade” em vez de ‘dia dos namorados” para abranger toda a gente, mesmo que não tenham nenhuns “valentinos" nas suas vidas, aos “seniors" da nossa rua.

Entre as muitas fotos/memórias lá apostadas nas paredes, encontrei esta foto que junto, tirada em 2018 no dia em que, com o Rui Chamusco que cá estava na ocasião, fomos celebrar o Natal desse ano. As outras fotos foram tiradas neste dia. Como podes ver, a Vilma foi imediatamente absorvida e dominada pelo seu espírito de artista, e sentando-se numa das mesas juntou-se logo aos “seniors" que neste dia participavam numa sessão de arte dedicada à pintura…

Bom, já chega por hoje. Vou tentar mais alguns telefones…
Para ti, Alice, e teus queridos um bem apertado…
dos João e Vilma

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Nota do editor

Último post da série de 24 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27667: Efemérides (382): Conforme noticiado oportunamente, os nossos amigos e camaradas, Luís Graça e José Marcelino Martins, foram agraciados, respectivamente, com a Medalha de Honra ao Mérito da Liga dos Combatentes (grau Ouro) e Medalha de Honra ao Mérito (grau Prata), durante as Cerimónias comemorativas do 107.º aniversário do Armístício da Grande Guerra e 51.º aniversário do fim da Guerra do Ultramar

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27704 Tabanca da Diáspora Lusófona (39): (In)confidências: fui para Montariol, em 1954, com 10 anos, pela mão do João Maria Maçarico (n. 1937), e para a tropa aos 19, em 1964... (João Crisóstomo, Nova Iorque)



EUA > Nova Iorque > Mineola > 2018 > Vilma Kracun Crisóstomo e João Crisóstomo,   na Parada alusiva ao Dia de Portugal,  em Mineola, NY, 10 de junho de 2018: 



1. Mensagem do nosso John Crisóstomo, o luso-americano régulo da Tabanca da Diáspora Lusófona   (*) 

João Crisóstomo, membro da nossa Tabanca Grande, com 290  referências no blogue, a viver em Queens, Nova Iorque, ativista social, ex-alf mil inf, CCAÇ CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67).


Data - 4 fev 2026 08:17
Assunto - Comentário ao poste P 27695 (**)

Pus-me a escrever um comentário ao poste 27695 e depois ficou tão grande que não tive coragem de o publicar

Permito-me uma “confissão", uma conversa com os meus camaradas, pois que, como irmãos que somos pelo que todos experimentámos, sei que a maioria vai compreender e aceitar este meu “desabafo", que talvez seja coisa que suceda com outros também. 

Creio que um dos muitos benefícios que este blogue tem proporcionado a muita gente, é exactamente o de uma "catarse" terapêutica (do grego kátharsis, "purificação"). A mim, pelo menos, tem-me ajudado.

É que tenho vindo a seguir, mais ou menos, os postes relacionados com o saudoso Horácio Fermandes (1935-2025) e sei que devia fazer uns comentários ao muito que se tem escrito. E não o tenho feito. "Desculpas de mau pagador" nunca são boas, por melhores que elas sejam e por mais voltas que se lhe deem; e portanto não mereço desculpas.

Não sei se virei “bipolar”, pois de vez em quando tenho momentos de muita energia para logo voltar ao mesmo marasmo. Explicarei apenas que,  de há bastante tempo,  já me sinto muito em baixo e é sempre com esforço que faço algo.

Mas este poste de ontem (**) menciona o nome dum quarto Maçarico, desconhecido  até aqui,  e que eu conheço bem. 

Como o Luís Graça descreve, o João Maria Maçarico era de Ribamar e a casa dele era mesmo junto da casa do Horácio. Eu conhecia-o bem assim como o pai (mas não me lembro da mãe ) e o irmão, o Veríssimo, que emigrou para o Canadá. 

Por instruções do Padre António Alves Sabino, que era meu primo direito e que era na altura subprefeito do colégio de Montariol, o João Maria Maçarico veio-me buscar a minha casa e levou-me pela mão, literalmente, que para que os meus pais ficassem descansados. Foi no dia 7 de setembro de 1954. Eu era muito novo.

O facto do meu aniversário de nascimento ser em fins de junho levou a que eu fosse sempre muito jovem em relação aos meus colegas de cursos. Isso sucedeu até na minha entrada para a tropa onde entrei muito novo em comparação com os outros que entraram nesse dia. É que,  ao sair do seminário de Leiria,  logo verifiquei que não conseguia arranjar qualquer trabalho. Meus pais tinham dificuldades e eu queria trabalhar imediatamente mas não conseguia nada. 



João Maria Maçarico (*):  nascido em 1937, também estudou nos Franciscanos (Montariol, Varatojo, Leiria, Luz). Não chegou a ser ordenado padre. Frequentou o 4º ano de teologia. Formou-se depois em Economia e Finanças. Foi técnico superior na Portugal Telecom. Fez uma comissão de serviço em Moçambique, como alferes miliciano (1966/67). Era primo direito do Júlio Fernandes, do lado paterno, neto de Manuel Filipe Maçarico

Foto: cortesia de : Américo Teodoro Maçarico Moreira Remédio (1943-2024)- Vila de Ribamar e as famílias mais antigas: Família Maçarico: Árvore genealógica: 500 anos de história. Ribamar, Lourinhã: ed. autor, 2002.


Recordo-me que entre outros lugares onde fui pedir emprego, foi ao gerente do Banco Nacional Ultramarino (BNU) em Torres Vedras. A resposta foi a mesma que me davam em toda a parte: "faça a tropa primeiro” e depois venha falar comigo. E por isso informei-me como devia fazer para cumprir o serviço militar logo que pudesse. Fui a Santarém e aceitaram-me logo, dando-me as devidas instruções para o fazer. Entrei em Mafra,  em janeiro de 1964,  aos 19 anos! Fiz 20 anos em junho desse ano.

Ainda sobre o João Maria Maçarico: ele veio a minha casa para me acompanhar nessa primeira e longa viagem de comboio de Torres Vedras a Braga. E da estação do comboio de Braga até ao colégio de Montariol onde chegãmos à noite desse mesmo dia e me “entregou" ao meu primo.

Devo dizer que pouco ou muito pouco me valeu o facto de eu ser primo do subprefeito: vivi e sofri física e mentalmente o mesmo que o Horácio viveu e descreve no seu livro “Francisco Caboz : a construção e desconstrução de um padre”.

Eu e o João Maçarico estivemos juntos dois anos em Montariol. Depois disso,  porque ele andava sempre três anos à minha frente,  eu apenas sabia notícias dele pela família. Só o vim a reencontrar anos mais tarde,  quando soube que ele trabalhava em Lisboa na companhia de telefones (TLP, mais tarde Portugal Telecom).

E depois outra vez em 2018 ou 2019: eu soube que havia um encontro de antigos alunos em Ourém e eu quis lá ir. Convidei o Rui Chamusco e fomos. Quando lá chegámos, foi-nos dito que o encontro era apenas por vídeo, embora fossemos bem-vindos se quisessemos participar nesses encontro. E quando através dos écrãs se fizeram as apresentações e eu ouvi o nome do João Maria Maçarico,  eu interrompi para perguntar se este era o João Maria Maçarico, de  Ribamar, Lourinhã. 

Depois ficámos em contacto,  soube que ele tinha feito o serviço militar em Moçambique em 1966/67, como alferes miliciano. Mas um encontro pessoal como eu queria,  nunca foi possível e acabei por perder o contacto pois ele deixou de atender o telefone. 

Este ano, já depois do Ano Novo, quando estive em Portugal soube pela Carmitas, irmã mais nova do Horácio,  que ele está internado num lar na zona do Oeste, na Marquiteira, não longe da casa onde nasceu. Mas foi tudo o que me soube dizer.

PS1 - Estou quase a acabar de ler o livro “Os Có Boys” do Luís da Cruz Ferreira, que comprei no encontro da Magnífica Tabanca da Linha, em 14 de janeiro deste ano,  Não vou fazer comentários sobre ele pois nunca saberei fazer pertinentes comentários como os muitos que foram feitos nos postes dedicados a este livro.

Entre estes,  o teu comentário "as suas observações críticas (mesmo que 'anedóticas') sobre o quotidiano da tropa naquela época merecem, só por si, uma nota de leitura à parte” resume tudo o que se pode dizer. Acrescentarei da minha parte que o Luís Ferreira tem a minha muita admiração.
 
PS2 - Li também algures (agora não encontro onde!) um comentário/resposta a um outro do António Graça de Abreu e sua esposa em que sugeres ou pões a ideia de virem um dia "à casa do João e da Vilma" … Mas que grande ideia!

Quanto a vocês… nós e a nossa casa estamos à vossa espera desde o primeiro dia em que os encontrámos. E,  quanto a eles, eu convidei-os logo no primeiro encontro que tive com eles, se me não engano foi em Algés na primeira vez que lá fui. Se o facto de eles vierem,  ajuda a que tu e a Alice venham finalmente … Abençoados sejam todos, vai ser mesmo “manga de ronco” …

Um grande abraço nosso,
João e Vilma

(Revisão / fixação de texto: LG)
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Notas do editor LG:

(*) Último poste da série > 12 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27310: Tabanca da Diáspora Lusófona (38): Parabéns, João & Vilma, acabados de se unir com a benção de Deus, na igreja eslovena de São Ciro, Nova Iorque...Hoje, âs 10h30 locais, 15h30, em Lisboa.

(**) Vd. poste de 2 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27695 : História de vida de um capelão militar: Horácio Fernandes / Francisco Caboz (1935-2025) - Parte VII: Ordenação, Missa Nova, professor de externato, capelão de freiras e servidor de famílias ricas na Comporta aos domingos

sábado, 17 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P26744: E as nossas palmas vão para... (29): O régulo Manuel Resende que conseguiu juntar 73 convivas na festa do 16º aniversário da Magnífica Tabanca da Linha, em Algès, no passado dia 14 - Fotogaleria - Parte I

 

Foto nº 1 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário > O bolo... Não podia faltar...16 anos, bolas, bolos!, são 8 comissões de serviço na Guiné!... Compareceram 73 convivas dos 76 inscritos!... Algumas caras novas, como sempre... O que é bom: a Tabanca da Linha está viva e recomenda-se.


Fotio nº 2 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63ºalmoço-convívio > 16º aniversário > O António Graça de Abreu, de microfone em punho, falando em nome dos cofundadores da Tabanca da Linha, em 2010...Além  dele, estavam ali o Zé Carioca (à esquerda) e o Mário Fitas (à direita)...  Não consegui ouvir o "discuro", mas por certo foram evoados os nomes dos dois anteriores régulos, já falecidos, o Jorge Rosales e o Zé Manuel Diniz.

O camarada que está em primeiro plano, de perfil, é   José Iná Ribeiro (Linda-a-Velha).


Foto nº 3 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63ºalmoço-convívio > 16º aniversário > O bolo foi regado um velhinho uísque de malta, oferecido pelo  V António Brito Ribeiro (São João do Estoril)... Não, o António Graça de Abreu não está a leiloar a garrafa (que valia mais de 700 pesos,c. 250 euros)...Deu para 73 goles (a 3,5 euros cada gole, "ficou paga". estou a brincar, foi oferta da casa, quero eu dizer, do Brito Ribeiro...).


Foto nº 4 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63ºalmoço-convívio > 16º aniversário >  "Strathconon" ("a belend of single malt scotch whiskies"), 12 anos (!),  daquele que vinha "from Scotland with Love for the Portuguese Armed Forces" (da Escócia com amor para as Forças Armadas Portuguesas em missão de soberania na Guiné).,.
Obrigado,  António Ribeiro!


Fotio nº 5 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63ºalmoço-convívio > 16º aniversário > Cantaram-se os parabéns a você... Ao centro, em segundo planio, o António Brito  Ribeiro, o António Marques (outro histórico da Tabanca da Linha) e  o Mário Fitas. Em primeiro plano, à esquerda de perfil, o António Graça de Abreu.

Foto nº 6 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário > Um homem discretíssimo, "low profile", de quem nunca se fala, a não ser do rodopé ou  legenda da fotogaleria, por causa dos créditos fotográficos: é que ele é o régulo, o administrador, o secretário, o tesoureiro, o organizador, o "public-relations", o  fotógrafo,  o editor do Facebook da Magnífica... Manuel  Resende ( à direita),  e o seu ajudante de tesouraria (desta vez o José Rodrigues, de Belas).   

Fotio nº 7 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63ºalmoço-convívio > 16º aniversário > A mesa do canto direito, com vistas, largas, para o estuário do Tejo...

 
Foto nº 8 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  Da esquerda para a direita, (i) Abílio Duarte (Amadora):  (ii) Joaquim Mesquita Martins (Algés), um "periquito" nestas andanças (antigo alferes dos "Lacraus", a CART 2473 / CART 11, a que pertenceu o Abílio, e com quem eu também estive em Contuboel, junho/julho de 1969), e (iii) João Rosa (Lisboa).


Foto nº 9 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  O Luís Paulino, à diierta: nunca falha,k quer faça sol ou chuva...Quemn desta vez falhou foi o Manuel Macias, também ele um "Lacrau"... Estava de "férias" da Trumplândia...



Foto nº 10 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário > Da esquerda para a direita,  Daniel Gonçalves (Carcavelos), Joaquim Grilo Almeida (Lisboa) e Adolfo Cruz (Algés).


Foto nº 11 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  Da esquerda para a direita, João Rosa (Lisboa), António Andrade (Oeiras) e Daniel Gonçalves (Carcavelos)... Também eles nunca costumam falhar à chamada.

Foto nº 12 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  Mesa com direito a reserva e onde se sentou o casal Crisóstomo (que partia no dia seguinte para Nova Iorque)


Foto nº 13 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  Vilma e João Crisóstomo

Foto nº 14 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  Luís Graça (Lourinhã, e editor deste blogue) e Vilma Crisóstomo (Nova Iorque)

Foto nº 15 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário > Joaquim Pinto Carvalho  (Cadaval) e o Luís da Cruz Ferreira (o "Beatle"), autor do livro de memórias "Os Có Boys" (ed. autor, Cascais, 2025, 184 pp., de que ele trouxe uns tantos exemplares para divulgação).


Foto nº 16 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário > Da direita para a esquerda, Manuel Leitão (Mafra), o filho Pedro, e o João Rebelo (Lisboa) ( O Manuel Calhandra Leitão foi 1º cabo, Pel Mort 1028, Enxalé, 1965/67; é membro  nº 867 da Tabanca Grande; aparece quando também o João Crisóstomo vem).

Fotos: © Manuel Resende  (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legtendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Cascais > São Domingos de Rana > Adega Zé Dias > 14 de janeiro de 2010 > Uma foto histórica... Alguns dos 10 magníficos que fundaram a Magnífica Tabanca da Linha (sete dos quais membros da Tabanca Grande): da esquerda para a direita: 

(i) Zé Dias (dono do restaurante);

(ii) António Fernandes Marques (ex-fur mil at inf, CCAÇ 12, Contuboel e Bambadinca, 1969/71); 

(iii) José Manuel Matos Dinis (1948-2021) (ex-fur mil at inf, CCAÇ 2679, Bajocunda, 1970/71) (foi coorganizador de muitos dos convívios posteriores, juntmente com o Jorge Rosales); 

(iv) Manuel Domingos ( falecido logo a seguir, nesse ano, era do Batalhão do Rogério Cardoso, era fadista amador com prémios); 

(v) Rogério Cardoso (ex-fur mil art, CART 643 / BART 645, Bissorã, 1964/66); 

(vi) António Graça de Abreu (ex-alf mil, CAOP1, Teixeira Pinto, Mansoa e Cufar, 1972/74);

 (vii) José Carioca (ex-fur mil trms e cripto, CCAÇ 3477, Gringos de Guileje, Guileje, 1971/72);

 (viii) Jorge Rosales (1939-2019 (ex-alf mil da 1.ª CCAÇ, Farim, Porto Gole e Bolama, 1964/66) (foi o primeiro régulo da Tabanca da Linha); 

e (ix) Zé Caetano.

Falta o Mário Fitas (ex-fur il op esp, CCAÇ 763, Cufar, 1965/66) (que deve ter sido o fotógrafo)

Foto (e legenda): © Manuel Resende (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Eu acho que o Manuel Resende ainda vai ter saudades desta azáfama toda, desta saudável excitação, deste "eustress" (ou stress bom),  que é chamar a capítulo a Magnífica Tabanca da Linha, de dois em dois meses, para fazer prova de vida e marcar presença no Restaurante Chave d'Ouro, em Algés, e ocupar todo o 2º piso com vistas esplêndidas sobre um rico pedaço do nosso querido Portugal...

Vai ter saudades, sim, senhor,  quando, chegada a idade-limite  dos 100 anos (para os régulos), ele tiver mesmo que se reformar por imperativo legal...

As minhas, as nossas, palmas, vão antes de mais para ele, que logo no princípio do ano de 2026 conseguiu, com a eficiência e a discrição do costume, organizar mais este convívio... especial, porque foi festa de aniversário da Tabanca.

(Continua)

(Seleção, edição e legendagem das fotos: LG)




Lista dos 76 inscritos no 63º almoço-convívio. Compareceram 73.

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Nota do editor LG:

Último poste da série >11 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P26726: E as nossas palmas vão para... (28): A Magnífica Tabanca da Linha que comemora 4ª feira, dia 14, 16 anos de existência... (De "menino da Linha" a "Magnífico" vai uma grande distância... Saibam como: podem ainda inscrever-se, até ao final de 2ª feira, no próximo 63º almoço-convívio)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27549: Prova de vida e votos de boas festas 2025/26 (10): Vilma e João Crisóstomo, ex-Alf Mil da CCAÇ 1439


1. Mensagem natalícia do nosso amigo e camarada João Crisóstomo, ex-Alf Mil da CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67), com data de 18 de Dezembro de 2025:

Meus caros,
Boas Festas e Feliz Ano Novo.
Vou-lhes tentar ligar logo que puder. Entretanto, envio o que segue para vossa consideração se acharem pertinente.

Grande abraço,
João e Vilma

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Aos meus familiares Crispins e Crisóstomos; camaradas da Guiné; e outros cuja amizade vem de tempos vividos em instituições de ensino; ou nascida em causas e projectos que nos motivaram; ou mesmo amizades nascidas por simples mas bem-vindos acasos que a vida nos proporcionou:
A todos peço desculpa e compreensão pelo meu silêncio e pouco contacto recente, motivado por razões fora da minha vontade, incluindo razões de saúde, que os meus oitentas me têm forçado a aceitar.

Acabo de chegar a Portugal e em outras circunstâncias tentaria organizar um encontro (como tenho feito frequentemente quando cá venho) em que pessoalmente nos pudéssemos saudar e mesmo com canções natalícias e outras viver o espirito festivo que o Natal e Ano Novo são credores.

Infelizmente tal não vai ser possível, que a mesma razão de emergência (tratamento da boca) que me trouxe a Portugal não mo permite e me leva a celebrar e viver estas datas na maneira mais conveniente que se nos apresenta; simplesmente sós; mas dentro das circunstâncias, contentes e felizes.

É com muita pena, como foi com muita pena que me vi forçado a cancelar uma pequena festa de Natal que em Queens, Nova Iorque, onde eu e minha esposa Vilma vivemos, que estávamos preparando para algumas dezenas de indivíduos de terceira idade - quase todos mais idosos que nós, (alguns mesmo bastante mais) - que vivem en regime de “Vida Assistida” num edifício da minha rua. Oxalá nos seja possível ainda fazê-lo mesmo com muito atraso, como já nos sucedeu em anos anteriores. Tanto mais que metade das “logísticas" estavam prontas, incluindo, para a parte de canções natalícias, as letras das canções em dezenas de exemplares e o acompanhamento de piano para o que a filha duma residente russa de 96 anos se oferecera.

A maioria destes, embora com cidadania americana adquirida, nasceram "nos quatro cantos do mundo” e por isso o convite foi preparado com isso em mente, feito nas quatro línguas mais faladas: inglês, espanhol, coreano e chinês, com o seguinte texto:
“Invitation = João and Vilma and Sunnywood Apartments invite you: = This coming Thursday, December 18, at 13.00 PM = Let’s get together to celebrate Christmas. = Lunch, dessert, beverages… and Christmas Carols!”

Na impossibilidade de melhor maneira, a todos quero enviar o meu caloroso abraço de Boas Festas e Feliz Ano Novo.

João e Vilma Crisóstomo

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Nota do editor

Último post da série de 18 de dezembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27543: Prova de vida e votos de boas festas 2025/26 (9): Rui Silva, ex-2.º Sarg Mil da CCAÇ 816; Artur Conceição, ex-Sold TRMS da CART 730/BART 733 e Jorge Araújo, ex-Fur Mil Op Esp da CART 3494/BART 3873

sábado, 18 de outubro de 2025

Guiné 61/74 - P27329: Efemérides (469): Parabéns, Vilma e João, unidos com a benção de Deus, em 12 de Outubro de 2025, na igreja eslovena de São Ciro, Nova Iorque

1. Mensagem do nosso amigo e camarada João Crisóstomo, ex-Alf Mil da CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67), com data de 14 de Outbro de 2025, trazendo até nós, em fotos, o testemunho da sua alegria por finalmente conseguir concretiar o casamento religioso com a sua companheira Vilma:

Caríssimos Luís Graça e demais camaradas,

Foi-me pedido para enviar umas fotos do nosso casamento religioso. Nem era preciso pedi-las... Evidentemente que este nosso dia/casamento não foi melhor nem diferente de todos os outros casamentos e imaginar diferente seria idiótica presunção da minha parte. Mas… peço a vossa compreensão: desta vez... foi a minha vez. E já que os meus amigos em Portugal e outras terras evidentemente não puderam vir, eu quero compartilhar com todos vocês a alegria grande que foi este nosso dia. Porque se alegria é sempre um sentimento e experiência agradável, quando compartilhada e vivida com aqueles que nos são queridos… deixa de ser uma experiência simplesmente boa para ser num sentimento quase irreal pela sua redobrada intensidade.

Já expliquei a razão desta minha tardia decisão, tanto mais que um prelado amigo, depois de eu lhe contar as circunstancias do meu primeiro casamento religioso, me havia aconselhado que eu podia e devia confirmar a invalidade do meu primeiro casamento religioso em Londres: Ainda cheguei a pensar nisso mas na altura o processo era ainda lento, difícil e dispendioso. E eu raciocinava comigo mesmo: "então se o meu casamento não foi válido, porquê a necessidade de tanta burocracia, porquê perder tanto tempo e dinheiro para invalidar o que não foi válido”? E fui adiando… Várias circunstancias imprevistas que se apresentaram recentemente levaram-me a depois agora a esta decisão, que por vários motivos foi causa e momento de extraordinária felicidade.

Quando enviei os convites omiti propositadamente um facto muito importante para mim, mas que se fosse mencionado no convite podia dar impressão de “pretensões e água benta”. Agora já posso informar que entre os meus amigos que convidei constava o Senhor Embaixador de Portugal nos Estados Unidos que por ser um grande amigo de longa data convidei para ser o meu padrinho.

Como se pode ver nas fotos que junto, o nosso casamento foi uma cerimónia simples mas muito alegre, como simples e alegre foi a recepção/buffet que se seguiu. Até o Senhor Arcebispo Gabriele Caccia ao ver a Vilma a preparar-se para atirar o ramo de noiva como é de praxe, não hesitou em começar a contagem decrescente de 10, 9, 8… E o ramo foi cair no meio dum grupo onde se encontrava o nosso médico, que sucede ser uma doutora divorciada, já bem entrada nos “entas” (quarentas e outros “entas” seguintes) que tínhamos convidado também. E também ela saltou e acabou por apanhar o ramo. Entusiasmada e dando largas à sua sorte dizia: “ I am going to get married again! Now I have to find a husband”…

Já nos haviam dito que o nosso casamento era um estímulo para outros que estivessem em dúvidas… ao fim e ao cabo não é todos os dias que o noivo já chegou e passou a etapa dos oitentas… Pelos vistos até a sorte parece ser do mesmo parecer.

Bom, aqui estão algumas fotos que vou explicar:


Foto 1: Éramos só os dois ( os padrinhos já tinham chegado ao devido lugar ) mas ao som da marcha de Mendelson caminhamos contentes para o altar.
Foto 2: O meu filho John Jr lê as epístolas que precedem o Evangelho.
Foto 3: O celebrante lembra e dá as explicações pertinentes.
Foto 4: Devidamente “autorizados", não hesitamos em dar o primeiro beijo de casados…
Foto 5: O celebrante assina o livro de registos e o pároco sob o olhar testemunha de ambos os padrinhos apresenta o certificado aos recém casados.
Foto 6: "A FOTO” …a partir da esquerda: Padre Frei Krisolog, Vasjia Knapic, padrinho da noiva; a Vilma, acaba de casar, ainda como seu ramo de noiva… ;o celebrante Arcebispo Dom Gabriele Caccia; e a seguir o noivo (eu!), o meu filho e o Embaixador Francisco Duarte Lopes, meu padrinho.
Foto 7: Ajudando a servir o bolo, bem simples como tudo o mais. João e Vilma, Nova Iorque
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Comentário do editor CV:

A tertúlia, os editores e os colaboradores deste blogue, apresentam ao jovem casal, Vilma e João, os mais fervorosos votos de muitas felicidades e muita saúde. Que a vida que agora "começam" como casal, alicerçado e abençoada pela religião que professam, lhes traga as maiores alegrias e alento para uma vivência que se quer longa.

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Notas do editor:

Vd. post de 12 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27310: Tabanca da Diáspora Lusófona (38): Parabéns, João & Vilma, acabados de se unir com a benção de Deus, na igreja eslovena de São Ciro, Nova Iorque...Hoje, âs 10h30 locais, 15h30, em Lisboa

Último post da série de 5 de outubro de 2025 >
Guiné 61/74 - P27286: Efemérides (468): Faz agora 54 anos: em 1 de outubro de 1971, a CCS/BCAÇ 2912 e a CCAÇ 2700 sofrem uma emboscada, num patrulhanento auto noturno a aldeias em A/D, na picada Duas Fontes-Bangacia, de que resultaram 8 mortos (5 no local, 3 no HM 241). Mais uma vez a CECA não reportou este revés das NT, no livro sobre a atividade operacional de 1971

domingo, 12 de outubro de 2025

Guiné 61/74 - P27310: Tabanca da Diáspora Lusófona (38): Parabéns, João & Vilma, acabados de se unir com a benção de Deus, na igreja eslovena de São Ciro, Nova Iorque...Hoje, âs 10h30 locais, 15h30, em Lisboa.





Infografia : LG + IA / ChatGPT (2025)


 1. O João Crisóstomo, luso-americano, nascido em 1943 em Torres Vedras (capital do Carnaval Português), é uma figura muito conhecida e querida da diáspora lusófona e nomeadamente da comunidade de Nova Iorque e New Jersey. E igualmente da nossa Tabanca Grande, que é a mãe de todas as tabancas...

Emigrou para os EUA em 1977, mas passou também por outros países como o Brasil (e antes fez a guerra colonial na Guiné portuguesa de 1965/67, como alf mil at inf, CCAÇ 1439 

De formação católica (estudou para padre), durante três anos foi mordomo, da senhora Jacqueline Kennedy Onassis. Com ela aprendeu a fazer "lobbying" social e cultural. Acabou por dar a cara em campanhas que são muito queridas aos portugueses e aos luso-americanos. Campanhas de sucesso: Pela autodeterminação de  Timor Leste (LAMETA); Defesa das Pinturas Rupestres de Foz Coa; Memória de Aristides de Sousa Mendes... 

Casou-se, 2013, em segundas núpcias, com a eslovena Vilma Kracun (nascida em 1947, em Brestanica; enfermeira reformada, que vivia em Londres, é hoje cidadã americana).

Hoje, dia 12, domingo, pelas 10h30 locais (15h30, em Lisboa) casam-se finalmente pela Igreja Católica... doze anos depois de terem protagonizado um romance muito lindo.

Não pudemos ir, que estamos longe na Lourinhã (há 150 milhões de anos, ia-se a pé, pelo trilho dos dinossauros...) , mas vamos  surpreendê-los, com este singelo "boneco", artístico,  "naïf", simpático, festivo, com eles a sair esta manhã da Igreja eslovena de São Ciro, em Nova Iorque (Saint Cyril Church, 62, St Marks Place, New York , NY 10003).

2. English version:

John Crisostomo, a Portuguese-American born in 1943 in Torres Vedras (the capital of Portuguese Carnival), is a well-known and beloved figure in the Lusophone diaspora, particularly in the New York and New Jersey community. He is also part of our Tabanca Grande, which is the mother of all tabancas...

He emigrated to the USA in 1977, but he also spent time in other countries such as Brazil (and before that, he fought in the colonial war in Portuguese Guinea from 1965/67, as  lieutenant, 1439 infantery unit.

With a Catholic background (he studied to be a priest), for three years he was the butler for Mrs. Jacqueline Kennedy Onassis. With her, he learned to do social and cultural "lobbying." He ended up being the face of campaigns that are very dear to the Portuguese and Portuguese-Americans. Successful campaigns: For the self-determination of East Timor (LAMETA); Defense of the Foz Coa Rock Paintings; In Memory of Aristides de Sousa Mendes...

He married for the second time in 2013, to the Slovenian Vilma Kracun (born in 1947, in Brestanica; a retired nurse who lived in London, she is now an American citizen).

Today, the 12th, Sunday, at 10:30 am, they were finally married in the Catholic Church... twelve years after they began a very beautiful romance.

We couldn't go, as we are far away in Lourinhã (150 million years ago, one could go on foot, along the dinosaur trail...), but we are going to surprise them with this simple, artistic, naif, friendly, and festive poster, with them leaving this morning the Slovenian Church of Saint Cyril in New York (Saint Cyril's Church, 62 St. Marks Place, New York, NY 10003).

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 6 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27289: Tabanca da Diáspora Lusófona (37): João e Vilma vão-se casar... pela Igreja, no próximo dia 12, domingo, às 10h30, St Cyril Church, Nova Iorque. Cerimónia presidida pelo Arcebispo Dom Gabriele Caccia, Observador Permanente do Vaticano na ONU. A Tabanca Grande está toda convidada...

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Guiné 61/74 - P27289: Tabanca da Diáspora Lusófona (37): João e Vilma vão-se casar... pela Igreja, no próximo dia 12, domingo, às 10h30, St Cyril Church, Nova Iorque. Cerimónia presidida pelo Arcebispo Dom Gabriele Caccia, Observador Permanente do Vaticano na ONU. A Tabanca Grande está toda convidada...




Nova Iorque > 2013 > Vilma e João: "just married", há 12 anos atrás... Uma linda história de amor. Profano. A partir de domingo, dia 12, será sacro-profano. Voltam a casar-se mas desta vez aos olhos (e com a benção) de Deus e da Santa Madre Igreja.


(Cortesia: LusoAmericano, 24 de abril de 2013, pág. 23)


1. Mensagem,  recebida hoje,às 13:06,  do João Crisóstomo.


Caro Luís Graça, Carlos Vinhal, e demais caríssimos camaradas, ( da Guiné e outras lutas)


Mais uma jornada…

Eu considero-me um felizardo porque em toda a minha vida tenho tido a sorte de encontrar gente boa que me tem concedido a sua amizade, amizades que muitas vezes se traduziram em ajuda preciosa em momentos difíceis, que a minha vida, não sendo diferente dos outros, tem tido de tudo.

Consciente de que amizade e bons amigos são o melhor que a vida nos pode dar, eu tenho tentado conservar estas boas amizades. Quando um amigo por qualquer motivo fica fora do meu radar eu não desisto enquanto não sei o que se passa, para se possível reatar o contacto e amizade. 

Reencontrei muitos amigos assim, depois de longas separações. Num destes casos fui tão afortunado que ao fim de 40 anos de separação, contentes de nos reencontrarmos, acabamos por casar para não nos separamos outra vez.

Os meus amigos são para mim a minha segunda família. E esta engloba camaradas de escola e outros lugares de aprendizagem que frequentei; colegas de trabalho — e foram variados muitos e variados nos quatro cantos do mundo; e até muitos amigos que apareceram como por simples acaso. 

E eu tenho uma incorrigível mania: sempre que eu encontro alguém que me parece uma pessoa invulgar/especial eu logo troco informações e contactos na esperança de que tenha feito mais uma amizade. Por isso dizem que eu tenho muitas amizades em toda a parte.

Quanto ao serviço militar, especialmente a minha “experiência” na Guiné… foi um maná, pelo elevado número de grandes amizades que me proporcionou. Eles são também parte ( e uma parte muito querida) da "minha segunda família".

E é nesta vertente que eu quero partilhar com todos vocês mais uma etapa da jornada da minha vida.

Não os vou chatear outra vez a contar pormenores da minha história, a história da minha vida. Concordo e aceito que tem sido um pouco invulgar: e permito-me duas linhas para alguém para quem eu ainda seja um desconhecido: tive uma meninice e juventude difícil, como sucedeu a tantos de nós; tive a mesma experiência que vocês tiveram na Guiné; seguida por vivências na Inglaterra, França, Alemanha e Brasil antes de me radicar definitivamente nos Estados Unidos. 

O acaso levou-me a vir a ser mordomo para a Senhora Jacqueline Kennedy Onassis. Sem grandes habilitações literárias, trabalhei sempre duro, especialmente em restaurantes, onde fiz de faxineiro a Maitre D" ao mesmo tempo que frequentava escolas direcionadas para línguas, algo de que sempre gostei e que foi a razão primeira das minhas andanças pelo mundo.

Isto tudo para partilhar com todos vocês—vocês todos que são a minha segunda família - uma notícia muito pessoal, mas excitante mesmo: vou casar no próximo domingo, dia 12 de outubro.

Eu explico:

Após o meu divórcio em 1997 (do meu primeiro casamento foi em Londres em 1971) eu jurei nunca mais me tornar a casar. Sucede que entre os indivíduos/amigos que eu tentava reencontrar, contava-se uma jovem que eu tinha conhecido em Londres. E durante muitos anos, sem qualquer outro motivo que não fosse o reatar uma amizade, como sucedeu com tantos outros (as) eu vim a descobrir que esta jovem se encontrava em Paris.

E, inesperadamente, quando nos reencontramos, foi "amor à segunda vista”. Convenci-a a vir comigo para Nova Iorque onde logo nos casamos. O facto de me ter levado 40 anos a encontrar esta minha amiga despertou a curiosidade do New York Times que relatou a nossa história, logo repetida por todo o mundo e tivemos os tais “15 minutos de fama” a que, dizem, toda a gente tem direito.

Mas casamos apenas pelo civil. É que em Londres, depois do meu primeiro casamento, também apenas pelo civil, eu fiquei numa posição aflitiva: eu queria dizer à minha família que eu tinha casado , mas se lhes dissesse que tinha casado só pelo civil ia causar uma tragédia; eu receava que a minha mão não aguentasse a tristeza que isso lhe causaria. 

Saído da tropa havia pouco tempo ainda, eu estava muito alheio a Igrejas. Mas convenci a minha esposa a termos um casamento religioso, mesmo simples, que me permitisse dar a notícia, confirmando com uma foto que estávamos casados na Igreja. E assim sucedeu. Uma cerimónia simples, sem missa nem as “preparações” que eu nem sabia eram precisas para um casamento religioso. Mas eu pensei que era válido e sempre me considerei casado pela Igreja.

Agora, para casar outra vez, tinha de ser apenas pelo civil. E assim foi. Mas ao contar a minha história a um prelado amigo este logo concluiu que o meu primeiro casamento religioso não tinha validade. E aconselhou-me a tratar de arranjar a nulidade de casamento. 

Eu pensei fazê-lo, para logo decidir não me incomodar: a burocracia ainda era muita, e as despesas equivalentes. E dizia eu para os meus botões ": então se o meu casamento não foi válido, para que vou eu perder tempo e dinheiro a invalidar uma coisa que nunca foi válida?”

Sucede que há uns meses atrás a minha esposa recebeu um pedido invulgar: um sobrinho seu, de 64 anos, decidiu ingressar na igreja católica e pediu-lhe para ela ser a sua madrinha de baptismo. E lá fomos nós à Eslovénia. 

Mas de alguma maneira senti-me pouco confortável e quando voltámos a Nova Iorque, procurei o bispo da minha diocese. O juíz que ele apontou para investigar as circunstâncias do meu primeiro casamento, feitas as devidas diligências, concluiu que o senhor padre que nos casou até foi uma pessoa simpática, mas nem sequer fez qualquer registo do nosso “casamento".

 Quanto à foto que eu lhe mostrava … ele podia arranjar uma igual no dia seguinte…. Deu-me o "certificado de nulidade’ e que eu podia casar agora com quem quisesse…

E aqui está a minha (nossa) história, que com grande alegria partilho com todos vocês. Se alguém estiver por aqui perto, estão todos convidados…

Aqui está o convite:

CONVITE

Vilma Kracun Crisóstomo e João Francisco Crisóstomo
Solicitam o prazer da sua companhia na celebração da nossa união religiosa.

Domingo, 12 de Outubro de 2025, às 10.30 AM
St Cyril Church, 62, St Marks Place, New York , NY 10003

A sua presença é o melhor e suficiente presente para nós.
Trajo informal, tendo em mente o caracter religioso do momento.

No próximo dia 12 de Outubro Vilma e eu vamos cimentar a nossa união com um casamento religioso, que não nos foi possível até hoje dado que eu sou/estava divorciado. O meu primeiro “casamento religioso” foi agora confirmado nulo.

Sua Excelência o Senhor Arcebispo Dom Gabriele Caccia, Observador Permanente do Vaticano nas Nações Unidas que desde sempre nos tem concedido o favor da sua amizade aceitou presidir ao nosso casamento.

Ficaremos muito contentes , honrados e muito gratos também pelo favor da sua presença neste dia tão especial para nós os dois.

Após a Missa reunir-nos-emos no salão da Igreja para para um convívio celebratório.

Ficamos gratos pelo favor duma resposta até 5 de Outubro 2025


Tel: 1- 718 899 7776; cel: 1 917 257 1501; 1 347 944 4254 
(no “texts” please )




Nova Iorque > Igreja Eslovena de São Ciro > Homenagem a dois grandes humanistas lusófonos  > 7 de abril de 2024 >  Arcebispo dom Gabriele Caccia e padre franciscano frei Krisolog durante a Missa.  Serão, no próximo dia 12, os  dois que vão celebrar o nosso casamento.

. .

Nova Iorque >  Igreja Eslovena de São Ciro > Homenagem a dois grandes humanistas lusófonos > 7 de abril de 2024 >    Vilma e João Crisóstomo,  padre franciscano frei Krisolog,  embaixadora Ana Paula Zacarias e dom Gabriele Caccia.

Fotos (e legendas): © João Crisóstomo  (2025). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



2. Comentário do editor LG:



João, não páras de me/nos surpreender... Fico feliz por ti, a Vilma e demais família e amigos. O casamento é sempre um bom barómetro...E o divórcio, outro. Doze anos depois pegas na corda, e, zad!, "dás o nó",  "enforcas-te" de vez. (Não traduzas isto para a Vilma. É uma expressão muito nossa, muito idiomática, estúpida, da gíria dos machos.)

A cerimónia religiosa que agora vão realizar, tu e a Vilma, é ritual de reforço do vosso amor.  Tenho pena de não estar aí por perto para testemunhar a vossa alegria. Mas mesmo que pudesse, não tenho o passaporte em dia nem muito menos o visto para entrar no teu/vosso país. 

Vou dar a notícia aos nossos comuns amigos:  2ª feira, dia 13, vamos estar na caldeirada anual, na festa de Ribamar, Lourinhã, honrando uma tradição que foi inaugurada pelo nosso querido e saudoso Eduardo Jorge (1952-2025). 

Tira umas chapas da festa. Best wishes.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Guiné 61/74 - P27281: Tabanca da Diáspora Lusófona (36): O meu "Labor Day" (1 de setembro) e um "party" luso-esloveno-americano (João Crisóstomo, Queens, Nova Iorque)

 


Foto nº 1 > Nova Iorque > Queens > 1 de setembro de 2025, "Labor Day" > Ser solidário (1): O João e a Vilma


 
Foto nº 2  > Nova Iorque > Queens > 1 de setembro de 2025, "Labor Day" > Ser solidário (2)


Foto nº 3 > Nova Iorque > Queens > 1 de setembro de 2025, "Labor Day" > Ser solidário (3)



Foto nº 4 > Nova Iorque > Queens > Setembro de 2025 > Party luso-esloveno-americano (1)


Foto nº 5 > Nova Iorque > Queens > Setembro de 2025 > Party luso-esloveno-americano (2)


Foto nº 6 > Nova Iorque > Queens > Setembro de 2025 > Party luso-esloveno-americano (3)


Foto nº 7 > Nova Iorque > Queens > Setembro de 2025 > Party luso-esloveno-americano (4)

Fotos (e legendas): © João Crisóstomo (2025). Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

1. Mensagem do João Crisóstomo, régulo da Tabanca da Diáspora Lusófona:

Data - terça, 16/09, 01:08
Assunto - Sinal de vida


Caro Luis Graça,

Envio-te meia dúzia de fotos de dois eventos recentes. Com franqueza receio que este tipo de notícias e fotos nem sejam pertinentes para o blogue; pois pode dar uma impressão errada, tanto mais que recentemente, (aliás há bastante tempo já) nem tudo têm sido rosas. 

Mas, um dia de cada vez, vamos fazendo o melhor que se pode, incluindo tentar partilhar e viver com os "nossos próximos” mais próximos… Mas… faz o que bem entenderes.
A verdade é que estes “parties” nos ajudam muito a nós mesmos. De certa maneira os maiores beneficiados somos nós.

As primeiras 3 fotos são dum “party" no dia 1 de Setembro (o correspondente ao 1º de Maio em Portugal): uma espécie de “ snack” às 16.00 pm  com salada de fruta, um grande bolo, e outros variados, refrigerantes etc. Foi a melhor maneira que encontrei para dar um pouco de vida e alegria a alguns dos séniores (e alguns familiares que os visitavam nesse dia) que moram num “assisted living building” (**) na nossa rua (otos nºs 1, 2 e 3),

As outras fotos são dum “party de "parabéns e boas-vindas” a dois jovens amigos da Eslovénia ( que conhecíamos de anteriores visitas a Nova Iorque) e que agora vieram trabalhar e viver nos Estados Unidos (Fotos nºs 4, 5, 6, e 7)) 

 Este foi um evento mais “abrangente”, meio português, meio esloveno … como podes verificar pelas cores dominantes: na mesa maior, comprida, as cores são verde e vermelho (foto nº 5), assim como no muro contrário, na foto em que eu e a Vilma estamos com os dois “homenageados” (foto nº 6) ( e até parecemos dois anões… o que não nos atrapalha, pois logo de pequeno , talvez para que eu não tivesse preconceitos de ser pequeno, me folham pondo na cuca que os homens não se medem aos palmos…). 

Já na mesa contra o muro oposto, as cores são as da bandeira eslovena (Foto nº 5). Nessa mesa podes ver dois tachos grandes: um tacho de caldeirada de bacalhau e um tacho de arroz de marisco, ambos um sucesso . Mas como na Eslovénia o forte mesmo é a carne, houve uma travessa de “Ribs” (porco) e duas travessas de galinha : uma de galinha assada e outra de galinha picante com muito alho. E ratatouille,  salada russa, que eles aqui teimam em chamar "salada francesa”, e salada de batata à eslovena; e salada de alface, que para surpreza minha a Vilma , que faz sempre uma salada fabulosa, desta vez teimou que fosse mesmo bem simples, até o tomate e cebola foram apresentados separados… Ela lá sabe das suas razões…

O vinho branco era o nosso vinho verde. O vinho tinto e champanhe, que foram oferta dum dos convidados , era esloveno. Pelo que me diziam e pelas canções eslovenas que de repente todos ( excepto eu…) se puseram a cantar ( berrando) e parecia não acabarem mais, eu deduzo que valeu a pena!

(Revisão / fixação de texto: LG)
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Notas do editor LG:

(*) Último poste da série > 13 de julho de 2025 _ Guiné 61/74 - P27011: Tabanca da Diáspora Lusófona (35): O meu "Four of July", aniversário da grande Nação Americana, em que os cachorros quentes ("hot dogs") e hambúrgeres grelhad
os da tradição foram substituídos pelo nosso bom bacalhau (João Crisóstomo, Nova Iorque)

(**) O que é um "Assisted Living Building" em Nova Iorque?

Resposta com a ajuda do assistente de IA / Gemini:

Um "assisted living building" (ou "assisted living residence") em Nova Iorque é uma unidade habitacional para pessoas idosas ou com deficiência que necessitam de algum apoio nas atividades diárias, mas que não precisam do nível de cuidados médicos intensivos de um lar de idosos (nursing home). Portanto, não se confunde com o nosso "centro de dia para idosos"  ou "lar de terceira idade"

As principais características incluem:

(i) Habitação: os residentes vivem nos seus próprios apartamentos ou quartos privados dentro de um complexo com áreas comuns.

(ii) Cuidados 24 horas: oferecem supervisão e assistência contínua, incluindo pessoal disponível a qualquer hora para emergências.

(iii) Serviços incluídos: geralmente, os serviços abrangem > Assistência Pessoal: ajuda com a higiene pessoal (banho, vestir), mobilidade e outras atividades da vida diária; | Gestão de Medicação: apoio na toma correta dos medicamentos; | Refeições: fornecimento de refeições diárias, geralmente em refeitórios comuns; | Limpeza e Manutenção: serviços de limpeza do alojamento e tratamento de roupas; | Atividades Sociais e Recreativas: programas para promover o convívio, o bem-estar físico e mental.

(iv) Regulação: no Estado de Nova Iorque, estas residências são licenciadas e reguladas pelo Departamento de Saúde do Estado (New York State Department of Health) para garantir a segurança e a qualidade dos cuidados. O objetivo é proporcionar um ambiente que se assemelhe a uma casa, promovendo a dignidade, autonomia e independência dos residentes.

(***) O "Labor Day", equivalente ao nosso 1º de Maio , "Dia do Trabalhador", é feriado federal nos EUA. Celebra-se na primeira segunda-feira ("monday") de setembro: (i) homenageia a luta dos trabalhadores americanos por melhores condições de vida e de trabalhao; e (ii) e marca o fim não oficial do verão.

A data é comemorada com desfiles, piqueniques e eventos ao ar livre, sendo uma oportunidade de descanso e lazer para as famílias.

O " Labor Day" surgiu no século XIX como resultado da luta do movimento operário em prol de melhores condições de trabalho e redução da jornada de trabalho

O final do século XIX ,nos EUA; foi um período de intensa industrialização, marcado por longas jornadas de trabalho (frequentemente de 12 horas diárias, sete dias por semana), baixos salários e condições de trabalho insalubres e perigosas (acidentes de trabalho, doenças profissionais...). Coemnaçaram a ganhar força os sindicatos, com orgamização de greves e manifestações.

É nesse cenário que que surge a ideia do "Labor Day"...A primeira celebração do Labor Day ocorreu em 5 de setembro de 1882, em Nova York, organizada pela Central Labor Union (CLU). Milhares de trabalhadores marcharam da Prefeitura até a Union Square, em um evento que combinou um desfile com um piquenique para as famílias dos trabalhadores.

O Estado do Oregon foi o primeiro a aprovar uma lei para reconhecer o feriado em 1887. Tornou-se feriado federal, de àmbito nacional, em 1894, após a greve de Pullman, que trouxe as condições de trabalho para a luz da ribalta. Foi dos mais dramáticos conflitos sociolaborais da história americana:

A greve, que começou como um protesto contra cortes salariais e a alta dos preços das rendas de casa. numa cidade-empresa controlada pela Pullman Palace Car Company. Espalhou-se rapidamemnte por todo o país, aralisando os transportes ferroviário.

A resposta do governo federal não se fez esperar e foi dura, com o envio de tropas para reprimir a greve. Houve mortes. P Presidente Grover Cleveland acabou por assinou a legislação que estabelecia o Labor Day como um feriado nacional legal, em 28 de junho de 1894. Mas at+e essa dat Até 1894, mais da metade dos Estados já havia adotado a data.

No essencial, o "Labor Day" celebra as conquistas históricas do movimento operário (a jornada de trabalho de oito horas, salários mais justos, saúde e segurança do trabalho, direito à organização sindical).

Na cultura da América, simboliza também omo o fim, não oficial, do verão. Sendo um fim de semana com ponte (o feriado é sempre à segunda), é uma oportunidade para uma última viagem de verão, churrascos, piqueniques e eventos ao ar livre. As escolas e universidades geralmente iniciam seu ano letivo após o Labor Day.
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A escolha de da primeira segunda feira de setembro para o Labor Day nos EUA foi, em parte, uma tentativa de distanciar o feriado das conotações socialistas e anarquistas do 1º de maio, Dia Internacional dos Trabalhadores. O 1º de maio tem suas raízes na revolta de Haymarket, ocorrida em Chicago em 1886, e está associado a uma tradição mais politizada e de protesto do movimento operário internacional. 


(Pesquisa, condensação, revisão / fixação de texto: LG)