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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28384: Tabanca da Diáspora Lusófona (45): O regúlo que chega à terra dos seus antepassados Crisóstomos & Crispins para passar o outono /outubro connosco...



Foto nº 2


Foto nº 2

Guiné > Região do Óio > Porto Gole > CCAÇ 1439 (1965-67) > s/d > O alf mil João Crisóstomo  e o capitão de 2.ª linha Abna Na Onça. A foto nº 2, original, é a preto e branco, e faz parte do álbum João Crisóstomo, ex-alf mil at inf, CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67). Restauro, melhoria técnica e colorização digital: ChatGPT/OpenAI, 2026.   Na colorização procurou-se, tanto quanto possível, respeitar as características das fardas da época: João Cristóvão surge com a farda de trabalho n.º 3, de sarja, mais para o branco sujo. Abna Na Onça com farda camuflada verde.  A foto nº 1 é uma montagem também com recurso à IA (ChatGPT/OpenAI), a partir de uma foto do padre José Torres Neves, ex-alf graduado capelão, CCS/BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71) (de um lote de fotos sobre Porto Gole, a publicar dentro de dias)  e da foto nº 2, original, do João Crisóstomo (2019).



Guiné > Carta de Fulacunda (1955) > Escala 1/50 mil > Pormenor: posição relativa de Porto Gole e Bissá, e de outras povoações na margem direita do rio Geba, algumas abandonadas com a guerra.

Segundo o nosso camarada Abel de Jesus Carreira Rei, autor do livro "Entre o Paraíso e o Inferno: De Fá a Bissá: Memórias da Guiné, 1967/1968" (Prefácio do ten gen Júlio Faria de Oliveira, edição de autor, 2002, 171 pp. Execução gráfica: Tipografia Lousanense, Lousã), a ocupação de Bissá pelas NT remontava a 7 de abril de 1967. 

Passaria a ser um destacamento, guarnecido por um pelotão (-) da CART 1661 e uma companhia (-) da Polícia Administrativa de Porto Gole, comandandada pelo valente capitão de 2ª linha, e régulo balanta, Abna Na Onça.  

Uma semana depois, na noite de 14 para 15 de abril de 1967, um ataque do PAIGC a Bissá, de duas horas,  faria sete mortos e cinco feridos. Entre os mortos, contou-se o Abna Na Onça.  Na sequência deste desastre, o destacamento foi (temporariamente) abandonado e depois reocupado pelas NT.

Infografia; Blogue Luís Graça & Canmaradas da Guiné (2019) 

 1. É uma pequena homenagem ao nosso amigo e camarada, luso-americano, João Crisóstomo, que acabou de chegar este fim de semana de Nova Iorque, terra onde vive há meio século: como muitos outros  camaradas nossos, depois da "peluda" (em 1967), correu mundo à procura de melhores condições de vida. Acabou por ir parar à Terra do Tio Sam, onde nasceram os seus dois filhos. Em 2013 casou, em segundas núpcias, com  s nossa amiga,  a esloveno-americana Vilma Kracun, que também se senta à sombra do nosso poilão.

O João é uma figura conhecida de (e estimada por)  todos nós. Vem regularmente a Portugal. É o régulo, "por decreto", da Tabanca da Diáspora Lusófona.

Recentemente, mandou-me um mail a que, indecentemente, ainda não respondi. Estive fora do "escritório", mais de 3 semanas (no Norte, nas vindimas).

Resumo do mail: (i) o João propõe almoço de aniversário do Manuel Resende a 10 de outubro, sábado, no restaurante Caravela de Ouro; e (ii) solicita envio de cartas físicas ao Primeiro-Ministro de Portugal protestando contra o projeto de exploração mineira em Peniche.

Ele não conseguiu chegar a tempo de participar, como tencionava, no último almoço-convívio da Tabanca da Linha no passado dia 24 de setembro. Quer, entretanto, tirar o máximo partido da sua estadia em Portugal. Tem já uma agenda cheia. Vamos a ver como conseguiremos compaginá-la com a nossa e a de outros camaradas e amigos.

Data - 06/09/2026, 09:23

Assuntos - Dois assuntos : um deles , um "SOS"! Paremos a "mina de desgraças" em Portugal!


(...) "Quando já tinha comprado os bilhetes de viagem e tudo o mais, recebi instruções para estar livre durante a semana da Assembleia Geral das Nações Unidas para poder encontrar-me com um dos participantes que quer falar comigo.´

Só poderei ir nos últimos dias de setembro, e vou estar aí o mês de outubro. Mas não quero deixar de fazer coisas importantes como o de me encontrar com os familiares e amigos que estiverem ao meu alcance durante o mês de outubro.

Como o Manuel Resende, régulo da Tabanca da Linha, faz anos no dia 10 de outubro, um sábado, eu gostava de o ver nesse dia e pergunto-me se seria possível convidar quem  estiver disponível... Podíamo-nos encontrar então nesse dia para almoçar no mesmo restaurante, o Caravela de Ouro, onde ele organiza os convívios da Tabanca da Linha. Para simplificar cada um pede o que quiser do menu normal da casa e cada um paga por si… Que achas ? Diz algo sim? (...)"


Por outro lado, o João  não deixou, em Queens, Nova Iorque, as suas "armas de ativista social"... Onde há um "boa causa", direta ou indiretamente relacionada com a sua terra natal, e a terra dos seus antepassados Crisóstomos &  Cripins, que até Torres Vedras, Oeste, Estremadura, Portugal, ele aí está, inquieto e pronto para inquietar-nos e mobilizar-nos para a ação.

(...) "Segundo: muito importante, sobre essa malfadada mina de desgraças que estão a pensar explorar em Portugal. E logo pertinho de nós, no Oeste … Essa... Não!
´
Aqui vai o que estou a fazer e a enviar a todos a quem posso chegar. Neste caso os meus camaradas da Guiné, na esperança de que cada Tabanca participe, e cada régulo envie uma carta (real de papel, com selo, pelo correio normal), e   cada carta com várias assinaturas, ao nosso Primeiro Ministro (...)

Segue, no mail,  a minuta, que depois divulgaremos, por mail, se for caso disso: temos de fazer o ponto da situação e concertar estratégias, além de discutir se essa petição pública tem cabimento no blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, tendo em conta as nossas regras editoriais.

Para já saúdo, em meu nome pessoal e da Alice,  bem como de toda a Tabanca Grande, a chegada do João e da Vilma, que entretanto espero  poder abraçar e com eles "partir mantenhas"  dentro de  dias na Lourinhã, que é uma extensão da sua terra natal.

 Welcome to Portugal, John and Vilma!

(Seleção, revisão / fixação de texto: LG)
_____________________

Nota do editor LG:

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28112: Tabanca da Diáspora Lusófona (40): quantos portugueses e lusodescendentes há no mundo (e em especial no "Novo Mundo") ? E qual o universos dos lusófonos ? Teremos mais de 30 milhões de portugueses e lusodescententes e c. 3 centenas de milhões de lusófonos - Parte I









Prompt original e composição editorial: Luís Graça.

Imagem:  Vilma e João (2018)

Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.


1. João e Vilma, desta vez consegui fintar os "filtros" do ChatGPT, a IA americana que é tão ciosa da vossa privacidade... Disse-lhe: "Faz-me lá um 'boneco' ('cartoon', bem humorado), tendo como cenário a Tabanca da Diáspora Lusófona (que pertence ao universo da Tabanca Grande, a mãe de todas as tabancas).... Tem sede (simbólica) em Queens, Nova Iorque... O régulo é o conhecido luso-americano João Crisóstomo, figura pública, ativista social, etc., secretariado pela luso-eslovena-americana Vilma Kracun... 

"Bom, a Tabanca  devia estar cheia, a abarrotar... Mas não, são só  por enquanto meia dúzia de bravos camaradas, de ascendência portuguesa, dispersos, pelo 'Novo Mundo' (Canadá, EUA, Brasil...), África, Ásia, Austrália... E, claro,  Europa, o "Velho Mundo" (por excelência), que se está a tornar cada mais xenófobo e racista, para desventura nossa"... 

EUA > Nova Iorque > Mineola > 2018 > Vilma Kracun Crisóstomo e João Crisóstomo, na Parada alusiva ao Dia de Portugal, em Mineola, NY, 10 de junho de 2018. A Vilma é de origem eslovena, naturalizada americana, portuguesa de coração.



 O régulo João Crisóstomo  muito tem feito, de megafone e telefone em punho, para convocar as "ovelhas tresmalhadas deste grande rebanho" (sem ofensa para ninguém, afinal, somos todos do reino "animal", da classe dos "mamíferos", com lã ou sem lã, antes de sermos "primatas" (ordem) e depois "humanos" (género Homo, espécie H. sapiens).

Diáspora lusófona,  dizes tu ?!... O Portugal europeu representa hoje uma fração muito pequena (pouco mais de 3%) do universo global de "quem sente, pensa e fala em português", da luso-guineense Tita Pipoka ao escritor moçambicano Mia Couto (que ainda não ganhou o Prémio Nobel da Literatura só porque é...africano branco, isto é, aos olhos dos suecos tem o pecado original de ser filho de... colonialistas).

A nossa língua há muito que deixou de nos "pertencer", a nós, portugueses europeus (pese embora alguns chauvinistas, puristas, colonialistas, supremacistas e outros "istas", que sobraram dos escombros do "império", e que se consideram "donos e senhores da língua portuguesa"...).  

Entendamo-nos, e sem querer ferir as suscetibilidades, muito menos os "pergaminhos" de ninguém: o português há muito que não é  "exclusivamente europeu",   tornou-se um idioma verdadeiramente pluricontinental, atlântico, global...A culpa foi dos que não deram ouvidos ao "velho do Restelo" (*). 

2. Para quem não sabe, o português é a língua oficial de 9 países espalhados por quatro continentes: Europa, América, África e Ásia. E é falado em todos os continentes, incluindo o Círculo Polar Ártico (pelo Zé Belo e as suas renas).
Estes países formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): 
  • Europa: Portugal
  • América: Brasil
  • África: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe
  • Ásia: Timor-Leste.
Além destes países, o português também possui o estatuto de língua oficial na Região Administrativa Especial de Macau, na China. 
 Atualmente, estima-se que existam cerca de 290 a 300 milhões de lusófonos em todo o mundo. É a quarta língua materna mais falada no planeta (atrás do mandarim, do inglês e do espanhol) e a mais falada no Hemisfério Sul.
Mas antes de apresentarmos o retrato estatístico atualizado e o "mapa" desta nossa vasta pátria geopolítica e cultural, respondamos à pergunta: 

(i) quantos portugueses e descendentes de portugueses há no mundo, e nomeadamente no "Novo Mundo" (Brasil, Canadá, EUA, Venezuela, etc.)? Claro que nem todos falam o português... 

(ii) a outra pergunta é: quantos lusófonos há no mundo ? 

Com a ajuda de 3 ferramentas de IA e outras fontes disponíveis na Net (Wikipedia, Observatório da Emigração, etc.) , vamos tentar responder, aproximadamente,  a estas duas perguntas, suscitadas  em parte pelas imagens que nos chegam, pela televisão (que eu não vejo, só espreito), por estes dias em que está a decorrer o Campeonato do Mundo de Futebol (11 de junho - 19 de julho) no "Novo Mundo" (EUA, Canadá e México). 

Para teres teres informação mais detalhada, camarada, consulta o Observatório da Emigração  (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) | ISCTE | Instituto Universitário de Lisboa)

3. Diz o ChatGPT, que "é impossível dar um número exato, porque depende muito da definição de 'descendente de portugueses'. Se contarmos apenas filhos e netos de emigrantes recentes, o total é relativamente reduzido; se incluirmos pessoas com qualquer ascendência portuguesa, especialmente no Brasil, os valores tornam-se enormes."

E faz a seguinte estimativa  estimativa aproximada:
  • Brasil: entre 80 e mais de 150 milhões de pessoas terão alguma ascendência portuguesa, dependendo dos critérios utilizados;
  • muitos historiadores consideram que a esmagadora maioria da população brasileira possui pelo menos alguma herança portuguesa devido aos séculos de colonização e miscigenação;
  • Estados Unidos: cerca de 1,3 a 1,5 milhões de pessoas identificam-se como portuguesas ou luso-descendentes;
  • Canadá: aproximadamente 500 mil a 600 mil luso-descendentes;
  • Venezuela: as estimativas variam bastante, mas apontam para algumas centenas de milhares de pessoas de origem portuguesa.

Conclusão do ChatGPT (que dá importância ao critério da ancestralidade): no conjunto das Américas ("Novo Mundo"), "uma estimativa prudente situa o número de portugueses e descendentes de portugueses em mais de 85 milhões de pessoas, sendo que o Brasil representa de longe a maior parcela. Dependendo da definição de “descendente”, esse total pode ser significativamente superior".

Desde quando existe esta presença, perguntamos nós?

Resposta da ferramenta de IA: 

A presença portuguesa na América remonta ao início do século XVI:

1500: chegada da expedição de Pedro Álvares Cabral ao território que viria a ser o Brasil.

  • Séc. XVI a XVIII: colonização intensa do Brasil, com sucessivas vagas de povoadores portugueses vindos do continente, dos Açores e da Madeira.
  • Séc. XVIII: o ciclo do ouro em Minas Gerais atraiu dezenas de milhares de emigrantes portugueses.
  • Séc. XIX e XX: grandes vagas migratórias dirigiram-se não só ao Brasil, mas também aos Estados Unidos, Canadá, Venezuela, Argentina e Uruguai, impulsionadas por razões económicas e sociais.

Assim, "a presença portuguesa na América tem mais de 500 anos de história, e a sua influência demográfica e cultural é particularmente marcante no Brasil, onde moldou profundamente a língua, as instituições e a composição da população". 

4. O Gemini/Google é mais restritivo na estimativa, mas confirma ou complementa a informação anterior, baseando-se sobretudo nos censos e outras fontes demográficas:

A presença portuguesa nas Américas é vasta, profunda e recua aos primórdios da própria chegada dos europeus ao "Novo Mundo". Se contabilizarmos tanto os cidadãos nascidos em Portugal (emigrantes de primeira geração) como os seus descendentes diretos e indiretos (várias gerações que mantêm ou declaram essa ancestralidade), os números variam significativamente dependendo do critério estatístico e do país.

Estima-se que existam hoje mais de 7,5 milhões de portugueses e lusodescendentes espalhados pelo continente americano, com o Brasil, os Estados Unidos e o Canadá a concentrarem a esmagadora maioria.

Distribuição Atual nas Américas (estimativas)

  • Brasil (aproximadamente 5 milhões)

O Brasil é o maior reduto da lusofonia e da diáspora no mundo.

Nacionais e descendentes diretos: estima-se em cerca de 5 milhões o número de pessoas que são cidadãos portugueses ou descendentes até à 3ª geração.

Ancestralidade geral: se recuarmos mais no tempo, a esmagadora maioria da população brasileira (particularmente nos estados do Sudeste e Sul) possui algum grau de ascendência portuguesa profunda, embora muitos já não se identifiquem estatisticamente como "lusodescendentes", mas sim puramente como brasileiros.

  • Estados Unidos (c. 1,45 milhões)

Segundo os dados consolidados do Censo norte-americano, existem cerca de 1,45 milhões de cidadãos que declaram formalmente a sua ancestralidade portuguesa ("Portuguese Americans").

Distribuição: A maior comunidade em números absolutos reside na Califórnia (mais de 300 mil), seguida de perto por Massachusetts (cerca de 265 mil) e pela Flórida (cerca de 90 mil). Em termos de densidade, o pequeno estado de Rhode Island lidera, onde quase 7% a 8% da população tem origens lusas.

  • Canadá (c. 450 mil a 480 mil)

Uma comunidade muito sólida, concentrada maioritariamente na província do Ontário (sobretudo em Toronto) e no Quebeque (Montreal). A grande maioria tem raízes profundas no arquipélago dos Açores.

  • Venezuela e resto da América Latina (Cerca de 400 mil a 500 mil)

A Venezuela acolheu uma das maiores vagas de emigração portuguesa na segunda metade do século XX (sobretudo oriunda da ilha da Madeira). Embora a crise política e económica do país tenha levado muitos a regressar ou a reemigrar, estima-se que a comunidade (entre cidadãos e lusodescendentes) ainda ronde as 300.000 a 400.000 pessoas.

Há ainda núcleos históricos de dimensão relevante na Argentina (cerca de 40.000) e no Chile.

Desde quando? (As vagas históricas da migração transatlântica)

A cronologia da fixação portuguesa nas Américas divide-se em momentos muito distintos:

  • Séc. XVI:  a fixação pioneira

No Brasil: começa imediatamente após a chegada de Pedro Álvares Cabral em 1500, intensificando-se a partir de 1530 com a criação das Capitanias Hereditárias e a necessidade de povoar o território face às ameaças francesas e holandesas.

Na América do Norte: embora navegadores como João Rodrigues Cabrilho tenham explorado a costa da Califórnia ao serviço de Espanha em 1542, a fixação foi residual nesta época.

  • Séc. XVII e XVIII: o ouro e as primeiras minorias

Brasil: o século XVIII (com o ciclo do ouro em Minas Gerais) provocou a primeira grande vaga migratória em massa de Portugal para o Brasil. Cerca de 600 mil portugueses, sobretudo do Minho e do Norte, cruzaram o Atlântico.

América do Norte: surge a fixação de pequenas comunidades de judeus sefarditas de origem portuguesa que, fugindo da Inquisição (via Holanda), se estabeleceram em locais como Nova Amesterdão (atual Nova Iorque) e Newport (Rhode Island), fundando as primeiras sinagogas do país.

  • Séc. XIX: a pesca da baleia e a emigração organizada

EUA: A partir de meados do século XIX, os navios baleeiros da Nova Inglaterra (New Bedford) recrutavam tripulações nos Açores e na Madeira. Muitos destes homens fixaram-se na Costa Leste ou seguiram para a Califórnia durante a "febre do ouro" de 1849, estabelecendo-se mais tarde na agricultura e na pecuária leiteira (no Central Valley).

Brasil: com a independência do Brasil (1822) e o fim gradual do tráfico de escravos, o país continuou a atrair centenas de milhares de camponeses e operários portugueses para as cidades (Rio de Janeiro e São Paulo) e para as plantações de café.

  • Séc. XX: o "boom" moderno e os refugiados do vulcão do Faial

Canadá e EUA: a emigração para o Canadá começou formalmente de forma organizada em 1953 (com a chegada do navio Saturnia). Nos EUA, a imigração açoriana ganhou um impulso gigante após a erupção do Vulcão dos Capelinhos (Faial, 1957/58), que levou à aprovação do "Azores Refugee Act" pelo governo americano, facilitando a entrada de milhares de famílias.

Venezuela: entre as décadas de 1950 e 1970, o forte crescimento económico do país atraiu milhares de portugueses (com forte incidência da Madeira), que se dedicaram ao comércio, panificação e construção civil.

Conclusão da Gemini / Google:

"Essa teia secular faz com que a presença portuguesa nas Américas hoje seja tanto uma herança histórica profunda (fundacional em países como o Brasil) como uma realidade associativa e cultural muito viva e influente nas estruturas sociais e económicas dos EUA e do Canadá."

5. Vejamos o que nos diz a francesa Vibe / Mistral, valente concorrente europeia das "gigantes tecnológicas" norte-americanas

Luís, aqui tens uma síntese clara e documentada sobre a presença portuguesa e de descendentes nas Américas:

Números atuais (2026):
  • Estados Unidos: cerca de 1,3 milhões de pessoas identificam-se como portugueses ou luso-descendentes, com maior concentração em Massachusetts, Califórnia, Rhode Island, Nova Jérsia e Flórida, destes, 22,49% ainda fala português em casa, além do inglês;
  • Brasil: entre 500 mil e 700 mil portugueses migraram para o Brasil durante o período colonial (1500–1822);
  • entre 1500 e 1820, estimam-se 605.000 portugueses emigrados para as Américas, tornando Portugal o segundo maior emissor europeu de migrantes para o continente, atrás apenas da Grã-Bretanha.

Total global (diáspora): estima-se que existam quase 5 milhões de portugueses e luso-descendentes espalhados pelo mundo, somando cerca de 15 milhões de pessoas (incluindo os residentes em Portugal).

O Observatório da Emigração ( do COES - ISCTE) vai mais longe: 

Em 2026, o total de portugueses e luso-descendentes no mundo é estimado em 31,2 milhões (observatorioemigracao.pt).

Histórico da migração

Início: a presença portuguesa nas Américas remonta ao século XVI, com os primeiros fluxos significativos para o Brasil logo após 1500. 

Entre 1500 e 1820, 605.000 portugueses emigraram para as Américas, principalmente para o Brasil, mas também para os EUA (ex.: caça à baleia nos Açores, plantações de cana-de-açúcar no Havai, indústria têxtil em Massachusetts)

Fases principais:

  • 1500–1820: migração para o Brasil colonial (500–700 mil).
  • 1800–1870: caça à baleia (Açores → Nova Inglaterra, Califórnia, Havai).
  • 1870–1920: Trabalho em plantações (Havai), indústria têxtil (Massachusetts, Rhode Island) e agricultura (Califórnia).
  • 1920–1950: Diminuição da emigração.
  • Pós-1950: Retomada com o "Azorean Refugee Act" (após erupção do vulcão dos Capelinhos, Faial).

Destinos e integração:

  • EUA: a comunidade luso-americana é hoje mais dispersa, com crescimento em estados como Flórida, Texas e Geórgia; os lusodescendentes que falam português têm nível de escolaridade superior à média americana (40% com ensino superior) e trabalham mais em áreas técnicas e de consultoria;
  • Brasil: os portugueses foram um dos principais grupos formadores da população brasileira, ao lado de ameríndios e africanos; a  migração foi especialmente intensa nos séc. XVIII e XIX, com picos durante a exploração do ouro e do café.

Nota da Vibe/Mistral: Os números totais para as Américas (Norte, Central e Sul) não estão consolidados num único estudo, mas somando as estimativas para os EUA (1,3M) e Brasil (descendentes de 500–700 mil migrantes coloniais + migrações posteriores), é seguro afirmar que há vários milhões de luso-descendentes nas Américas, com origem na migração que começou há mais de 500 anos. (**)

 (Pesquisa: LG + IA (ChaGPT / Open AI | Gemini / Google | Vibe Mistral AI)
(Condensação, revisão / fixação de texto, negritos, links_ LG)

_________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 18 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28110: Humor de caserna (275): E se os portugueses nunca tivessem chegado ao Brasil?

(**) Último poste da série > 5 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27704 Tabanca da Diáspora Lusófona (39): (In)confidências: fui para Montariol, em 1954, com 10 anos, pela mão do João Maria Maçarico (n. 1937), e para a tropa aos 19, em 1964... (João Crisóstomo, Nova Iorque)

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27734: Efemérides (383): O dia 14 de Fevereiro é para mim mais que "o Dia dos Namorados”, é o ‘Dia da Amizade” (João Crisóstomo, ex-Alf Mil Inf)

1. Mensagem de 12 de Fevereiro de 2026 do nosso camarada João Crisóstomo, colaborador permanente, ex-Alf Mil Inf da CCAÇ 1439 (Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67); relações externas na diáspora lusófona; natural de Torres Vedras; luso-americano que vive em Nova Iorque desde 1977; ativista social, conhecido por causas como Foz Côa, Timor Leste, Aristides Sousa Mendes:

Caro Luís Graca,

O dia 14 de Fevereiro é para mim mais que "o dia dos namorados”, é o ‘Dia da amizade”: uma ocasião para contactar os meus amigos, fomentar amizades presentes ou mesmo passadas que precisam de ser alimentadas para não caírem no esquecimento. Amigos e boas amizades são o melhor que a vida me tem proporcionado; e eu quero que eles saibam da minha satisfação em os ter como amigos e da minha gratidão pela amizade que me têm concedido.

Com isto em mente, tentando contactar os nossos camaradas, fiz dezenas de telefonemas para os quatro cantos do mundo, da Holanda ao Canadá, mas mais uma vez com pouco sucesso que, parece, poucos são os que ainda apanham o telefone. Mas mesmo assim valeu a pena: se de alguns já só consegui saber notícias através de familiares, com outros foi uma alegria falar "ao vivo” com o Freitas na ilha da Madeira, o Henrique Matos no Algarve e alguns outros que me deram o prazer de dois minutos para, relembrando coisas, matar as muitas saudades dos tempos em que vivemos juntos. De outros, como do Cherno Baldé, recebi uma resposta que me encheu de alegria. Até o seu número de telefone me enviou! Se ir novamente à Guiné-Bissau não me parece ser mais possível concretizar, vou pelo menos tentar falar com ele um dia destes.

Se quiseres aproveitar algo disto (cortando e editando como achares pertinente)… que este é acima de tudo para "dar sinal de vida" e enviar aos nossos camaradas o abraço virtual que não posso dar pessoalmente. A todos os que lerem este… de coração um grande abraço.

Aliás parece-me que esta esta idéia de chamar “Dia da Amizade” a este dia não é de todo despropositado: "Thank you very much for your kind message in anticipation of February 14, as the Day of friendship”, foi parte da resposta do Sr. Arcebispo Gabriele Caccia, Representante do Vaticano nas Nações Unidas, a quem eu enviei uma mensagem. O facto de Sua Excelência mencionar "February 14, as the “Day of friendship” foi para mim quase um "reconhecimento oficial”…

No que pessoalmente nos diz respeito… não nos podemos queixar: embora sem a força e energia que no passado nos tem proporcionado eventos de maior amplitude, continuamos fazendo o que está ao nosso alcance. Como te disse,  a Vilma e eu fomos no dia 10 ajudar a celebrar (embora com alguma antecipação) o que eu chamo "Dia da Amizade” em vez de ‘dia dos namorados” para abranger toda a gente, mesmo que não tenham nenhuns “valentinos" nas suas vidas, aos “seniors" da nossa rua.

Entre as muitas fotos/memórias lá apostadas nas paredes, encontrei esta foto que junto, tirada em 2018 no dia em que, com o Rui Chamusco que cá estava na ocasião, fomos celebrar o Natal desse ano. As outras fotos foram tiradas neste dia. Como podes ver, a Vilma foi imediatamente absorvida e dominada pelo seu espírito de artista, e sentando-se numa das mesas juntou-se logo aos “seniors" que neste dia participavam numa sessão de arte dedicada à pintura…

Bom, já chega por hoje. Vou tentar mais alguns telefones…
Para ti, Alice, e teus queridos um bem apertado…
dos João e Vilma

_____________

Nota do editor

Último post da série de 24 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27667: Efemérides (382): Conforme noticiado oportunamente, os nossos amigos e camaradas, Luís Graça e José Marcelino Martins, foram agraciados, respectivamente, com a Medalha de Honra ao Mérito da Liga dos Combatentes (grau Ouro) e Medalha de Honra ao Mérito (grau Prata), durante as Cerimónias comemorativas do 107.º aniversário do Armístício da Grande Guerra e 51.º aniversário do fim da Guerra do Ultramar

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27704 Tabanca da Diáspora Lusófona (39): (In)confidências: fui para Montariol, em 1954, com 10 anos, pela mão do João Maria Maçarico (n. 1937), e para a tropa aos 19, em 1964... (João Crisóstomo, Nova Iorque)



EUA > Nova Iorque > Mineola > 2018 > Vilma Kracun Crisóstomo e João Crisóstomo,   na Parada alusiva ao Dia de Portugal,  em Mineola, NY, 10 de junho de 2018: 



1. Mensagem do nosso John Crisóstomo, o luso-americano régulo da Tabanca da Diáspora Lusófona   (*) 

João Crisóstomo, membro da nossa Tabanca Grande, com 290  referências no blogue, a viver em Queens, Nova Iorque, ativista social, ex-alf mil inf, CCAÇ CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67).


Data - 4 fev 2026 08:17
Assunto - Comentário ao poste P 27695 (**)

Pus-me a escrever um comentário ao poste 27695 e depois ficou tão grande que não tive coragem de o publicar

Permito-me uma “confissão", uma conversa com os meus camaradas, pois que, como irmãos que somos pelo que todos experimentámos, sei que a maioria vai compreender e aceitar este meu “desabafo", que talvez seja coisa que suceda com outros também. 

Creio que um dos muitos benefícios que este blogue tem proporcionado a muita gente, é exactamente o de uma "catarse" terapêutica (do grego kátharsis, "purificação"). A mim, pelo menos, tem-me ajudado.

É que tenho vindo a seguir, mais ou menos, os postes relacionados com o saudoso Horácio Fermandes (1935-2025) e sei que devia fazer uns comentários ao muito que se tem escrito. E não o tenho feito. "Desculpas de mau pagador" nunca são boas, por melhores que elas sejam e por mais voltas que se lhe deem; e portanto não mereço desculpas.

Não sei se virei “bipolar”, pois de vez em quando tenho momentos de muita energia para logo voltar ao mesmo marasmo. Explicarei apenas que,  de há bastante tempo,  já me sinto muito em baixo e é sempre com esforço que faço algo.

Mas este poste de ontem (**) menciona o nome dum quarto Maçarico, desconhecido  até aqui,  e que eu conheço bem. 

Como o Luís Graça descreve, o João Maria Maçarico era de Ribamar e a casa dele era mesmo junto da casa do Horácio. Eu conhecia-o bem assim como o pai (mas não me lembro da mãe ) e o irmão, o Veríssimo, que emigrou para o Canadá. 

Por instruções do Padre António Alves Sabino, que era meu primo direito e que era na altura subprefeito do colégio de Montariol, o João Maria Maçarico veio-me buscar a minha casa e levou-me pela mão, literalmente, que para que os meus pais ficassem descansados. Foi no dia 7 de setembro de 1954. Eu era muito novo.

O facto do meu aniversário de nascimento ser em fins de junho levou a que eu fosse sempre muito jovem em relação aos meus colegas de cursos. Isso sucedeu até na minha entrada para a tropa onde entrei muito novo em comparação com os outros que entraram nesse dia. É que,  ao sair do seminário de Leiria,  logo verifiquei que não conseguia arranjar qualquer trabalho. Meus pais tinham dificuldades e eu queria trabalhar imediatamente mas não conseguia nada. 



João Maria Maçarico (*):  nascido em 1937, também estudou nos Franciscanos (Montariol, Varatojo, Leiria, Luz). Não chegou a ser ordenado padre. Frequentou o 4º ano de teologia. Formou-se depois em Economia e Finanças. Foi técnico superior na Portugal Telecom. Fez uma comissão de serviço em Moçambique, como alferes miliciano (1966/67). Era primo direito do Júlio Fernandes, do lado paterno, neto de Manuel Filipe Maçarico

Foto: cortesia de : Américo Teodoro Maçarico Moreira Remédio (1943-2024)- Vila de Ribamar e as famílias mais antigas: Família Maçarico: Árvore genealógica: 500 anos de história. Ribamar, Lourinhã: ed. autor, 2002.


Recordo-me que entre outros lugares onde fui pedir emprego, foi ao gerente do Banco Nacional Ultramarino (BNU) em Torres Vedras. A resposta foi a mesma que me davam em toda a parte: "faça a tropa primeiro” e depois venha falar comigo. E por isso informei-me como devia fazer para cumprir o serviço militar logo que pudesse. Fui a Santarém e aceitaram-me logo, dando-me as devidas instruções para o fazer. Entrei em Mafra,  em janeiro de 1964,  aos 19 anos! Fiz 20 anos em junho desse ano.

Ainda sobre o João Maria Maçarico: ele veio a minha casa para me acompanhar nessa primeira e longa viagem de comboio de Torres Vedras a Braga. E da estação do comboio de Braga até ao colégio de Montariol onde chegãmos à noite desse mesmo dia e me “entregou" ao meu primo.

Devo dizer que pouco ou muito pouco me valeu o facto de eu ser primo do subprefeito: vivi e sofri física e mentalmente o mesmo que o Horácio viveu e descreve no seu livro “Francisco Caboz : a construção e desconstrução de um padre”.

Eu e o João Maçarico estivemos juntos dois anos em Montariol. Depois disso,  porque ele andava sempre três anos à minha frente,  eu apenas sabia notícias dele pela família. Só o vim a reencontrar anos mais tarde,  quando soube que ele trabalhava em Lisboa na companhia de telefones (TLP, mais tarde Portugal Telecom).

E depois outra vez em 2018 ou 2019: eu soube que havia um encontro de antigos alunos em Ourém e eu quis lá ir. Convidei o Rui Chamusco e fomos. Quando lá chegámos, foi-nos dito que o encontro era apenas por vídeo, embora fossemos bem-vindos se quisessemos participar nesses encontro. E quando através dos écrãs se fizeram as apresentações e eu ouvi o nome do João Maria Maçarico,  eu interrompi para perguntar se este era o João Maria Maçarico, de  Ribamar, Lourinhã. 

Depois ficámos em contacto,  soube que ele tinha feito o serviço militar em Moçambique em 1966/67, como alferes miliciano. Mas um encontro pessoal como eu queria,  nunca foi possível e acabei por perder o contacto pois ele deixou de atender o telefone. 

Este ano, já depois do Ano Novo, quando estive em Portugal soube pela Carmitas, irmã mais nova do Horácio,  que ele está internado num lar na zona do Oeste, na Marquiteira, não longe da casa onde nasceu. Mas foi tudo o que me soube dizer.

PS1 - Estou quase a acabar de ler o livro “Os Có Boys” do Luís da Cruz Ferreira, que comprei no encontro da Magnífica Tabanca da Linha, em 14 de janeiro deste ano,  Não vou fazer comentários sobre ele pois nunca saberei fazer pertinentes comentários como os muitos que foram feitos nos postes dedicados a este livro.

Entre estes,  o teu comentário "as suas observações críticas (mesmo que 'anedóticas') sobre o quotidiano da tropa naquela época merecem, só por si, uma nota de leitura à parte” resume tudo o que se pode dizer. Acrescentarei da minha parte que o Luís Ferreira tem a minha muita admiração.
 
PS2 - Li também algures (agora não encontro onde!) um comentário/resposta a um outro do António Graça de Abreu e sua esposa em que sugeres ou pões a ideia de virem um dia "à casa do João e da Vilma" … Mas que grande ideia!

Quanto a vocês… nós e a nossa casa estamos à vossa espera desde o primeiro dia em que os encontrámos. E,  quanto a eles, eu convidei-os logo no primeiro encontro que tive com eles, se me não engano foi em Algés na primeira vez que lá fui. Se o facto de eles vierem,  ajuda a que tu e a Alice venham finalmente … Abençoados sejam todos, vai ser mesmo “manga de ronco” …

Um grande abraço nosso,
João e Vilma

(Revisão / fixação de texto: LG)
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Notas do editor LG:

(*) Último poste da série > 12 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27310: Tabanca da Diáspora Lusófona (38): Parabéns, João & Vilma, acabados de se unir com a benção de Deus, na igreja eslovena de São Ciro, Nova Iorque...Hoje, âs 10h30 locais, 15h30, em Lisboa.

(**) Vd. poste de 2 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27695 : História de vida de um capelão militar: Horácio Fernandes / Francisco Caboz (1935-2025) - Parte VII: Ordenação, Missa Nova, professor de externato, capelão de freiras e servidor de famílias ricas na Comporta aos domingos

sábado, 17 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P26744: E as nossas palmas vão para... (29): O régulo Manuel Resende que conseguiu juntar 73 convivas na festa do 16º aniversário da Magnífica Tabanca da Linha, em Algès, no passado dia 14 - Fotogaleria - Parte I

 

Foto nº 1 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário > O bolo... Não podia faltar...16 anos, bolas, bolos!, são 8 comissões de serviço na Guiné!... Compareceram 73 convivas dos 76 inscritos!... Algumas caras novas, como sempre... O que é bom: a Tabanca da Linha está viva e recomenda-se.


Fotio nº 2 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63ºalmoço-convívio > 16º aniversário > O António Graça de Abreu, de microfone em punho, falando em nome dos cofundadores da Tabanca da Linha, em 2010...Além  dele, estavam ali o Zé Carioca (à esquerda) e o Mário Fitas (à direita)...  Não consegui ouvir o "discuro", mas por certo foram evoados os nomes dos dois anteriores régulos, já falecidos, o Jorge Rosales e o Zé Manuel Diniz.

O camarada que está em primeiro plano, de perfil, é   José Iná Ribeiro (Linda-a-Velha).


Foto nº 3 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63ºalmoço-convívio > 16º aniversário > O bolo foi regado um velhinho uísque de malta, oferecido pelo  V António Brito Ribeiro (São João do Estoril)... Não, o António Graça de Abreu não está a leiloar a garrafa (que valia mais de 700 pesos,c. 250 euros)...Deu para 73 goles (a 3,5 euros cada gole, "ficou paga". estou a brincar, foi oferta da casa, quero eu dizer, do Brito Ribeiro...).


Foto nº 4 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63ºalmoço-convívio > 16º aniversário >  "Strathconon" ("a belend of single malt scotch whiskies"), 12 anos (!),  daquele que vinha "from Scotland with Love for the Portuguese Armed Forces" (da Escócia com amor para as Forças Armadas Portuguesas em missão de soberania na Guiné).,.
Obrigado,  António Ribeiro!


Fotio nº 5 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63ºalmoço-convívio > 16º aniversário > Cantaram-se os parabéns a você... Ao centro, em segundo planio, o António Brito  Ribeiro, o António Marques (outro histórico da Tabanca da Linha) e  o Mário Fitas. Em primeiro plano, à esquerda de perfil, o António Graça de Abreu.

Foto nº 6 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário > Um homem discretíssimo, "low profile", de quem nunca se fala, a não ser do rodopé ou  legenda da fotogaleria, por causa dos créditos fotográficos: é que ele é o régulo, o administrador, o secretário, o tesoureiro, o organizador, o "public-relations", o  fotógrafo,  o editor do Facebook da Magnífica... Manuel  Resende ( à direita),  e o seu ajudante de tesouraria (desta vez o José Rodrigues, de Belas).   

Fotio nº 7 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63ºalmoço-convívio > 16º aniversário > A mesa do canto direito, com vistas, largas, para o estuário do Tejo...

 
Foto nº 8 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  Da esquerda para a direita, (i) Abílio Duarte (Amadora):  (ii) Joaquim Mesquita Martins (Algés), um "periquito" nestas andanças (antigo alferes dos "Lacraus", a CART 2473 / CART 11, a que pertenceu o Abílio, e com quem eu também estive em Contuboel, junho/julho de 1969), e (iii) João Rosa (Lisboa).


Foto nº 9 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  O Luís Paulino, à diierta: nunca falha,k quer faça sol ou chuva...Quemn desta vez falhou foi o Manuel Macias, também ele um "Lacrau"... Estava de "férias" da Trumplândia...



Foto nº 10 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário > Da esquerda para a direita,  Daniel Gonçalves (Carcavelos), Joaquim Grilo Almeida (Lisboa) e Adolfo Cruz (Algés).


Foto nº 11 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  Da esquerda para a direita, João Rosa (Lisboa), António Andrade (Oeiras) e Daniel Gonçalves (Carcavelos)... Também eles nunca costumam falhar à chamada.

Foto nº 12 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  Mesa com direito a reserva e onde se sentou o casal Crisóstomo (que partia no dia seguinte para Nova Iorque)


Foto nº 13 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  Vilma e João Crisóstomo

Foto nº 14 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >  Luís Graça (Lourinhã, e editor deste blogue) e Vilma Crisóstomo (Nova Iorque)

Foto nº 15 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário > Joaquim Pinto Carvalho  (Cadaval) e o Luís da Cruz Ferreira (o "Beatle"), autor do livro de memórias "Os Có Boys" (ed. autor, Cascais, 2025, 184 pp., de que ele trouxe uns tantos exemplares para divulgação).


Foto nº 16 > Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário > Da direita para a esquerda, Manuel Leitão (Mafra), o filho Pedro, e o João Rebelo (Lisboa) ( O Manuel Calhandra Leitão foi 1º cabo, Pel Mort 1028, Enxalé, 1965/67; é membro  nº 867 da Tabanca Grande; aparece quando também o João Crisóstomo vem).

Fotos: © Manuel Resende  (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legtendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Cascais > São Domingos de Rana > Adega Zé Dias > 14 de janeiro de 2010 > Uma foto histórica... Alguns dos 10 magníficos que fundaram a Magnífica Tabanca da Linha (sete dos quais membros da Tabanca Grande): da esquerda para a direita: 

(i) Zé Dias (dono do restaurante);

(ii) António Fernandes Marques (ex-fur mil at inf, CCAÇ 12, Contuboel e Bambadinca, 1969/71); 

(iii) José Manuel Matos Dinis (1948-2021) (ex-fur mil at inf, CCAÇ 2679, Bajocunda, 1970/71) (foi coorganizador de muitos dos convívios posteriores, juntmente com o Jorge Rosales); 

(iv) Manuel Domingos ( falecido logo a seguir, nesse ano, era do Batalhão do Rogério Cardoso, era fadista amador com prémios); 

(v) Rogério Cardoso (ex-fur mil art, CART 643 / BART 645, Bissorã, 1964/66); 

(vi) António Graça de Abreu (ex-alf mil, CAOP1, Teixeira Pinto, Mansoa e Cufar, 1972/74);

 (vii) José Carioca (ex-fur mil trms e cripto, CCAÇ 3477, Gringos de Guileje, Guileje, 1971/72);

 (viii) Jorge Rosales (1939-2019 (ex-alf mil da 1.ª CCAÇ, Farim, Porto Gole e Bolama, 1964/66) (foi o primeiro régulo da Tabanca da Linha); 

e (ix) Zé Caetano.

Falta o Mário Fitas (ex-fur il op esp, CCAÇ 763, Cufar, 1965/66) (que deve ter sido o fotógrafo)

Foto (e legenda): © Manuel Resende (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Eu acho que o Manuel Resende ainda vai ter saudades desta azáfama toda, desta saudável excitação, deste "eustress" (ou stress bom),  que é chamar a capítulo a Magnífica Tabanca da Linha, de dois em dois meses, para fazer prova de vida e marcar presença no Restaurante Chave d'Ouro, em Algés, e ocupar todo o 2º piso com vistas esplêndidas sobre um rico pedaço do nosso querido Portugal...

Vai ter saudades, sim, senhor,  quando, chegada a idade-limite  dos 100 anos (para os régulos), ele tiver mesmo que se reformar por imperativo legal...

As minhas, as nossas, palmas, vão antes de mais para ele, que logo no princípio do ano de 2026 conseguiu, com a eficiência e a discrição do costume, organizar mais este convívio... especial, porque foi festa de aniversário da Tabanca.

(Continua)

(Seleção, edição e legendagem das fotos: LG)




Lista dos 76 inscritos no 63º almoço-convívio. Compareceram 73.

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Nota do editor LG:

Último poste da série >11 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P26726: E as nossas palmas vão para... (28): A Magnífica Tabanca da Linha que comemora 4ª feira, dia 14, 16 anos de existência... (De "menino da Linha" a "Magnífico" vai uma grande distância... Saibam como: podem ainda inscrever-se, até ao final de 2ª feira, no próximo 63º almoço-convívio)