sábado, 30 de junho de 2018

Guiné 61/74 - P18796: Convívios (864): VIII Encontro da CCAÇ 1586, "Os Jacarés" (Piche, Ponte Caium, Nova Lamego, Béli, Madina do Boé, Bajocunda, Copa, Canjadude, 1966/68): os cinquenta anos do regresso, comemorados em 19 de maio p.p., em Abrantes (Jorge Araújo)



(1966) - Destacamento da Ponte do Rio Caium - militares da CCAÇ 1586 (Foto do camarada ex-furriel Aurélio Dinis, com a devida vénia).

Guiné > CCAÇ 1586 (1966-1968) «Os Jacarés» [Piche - Ponte Caium - Nova Lamego - Béli - Madina do Boé - Bajocunda - Copá - Canjadude]


- VIII ENCONTRO -

ALMOÇO/CONVÍVIO COMEMORATIVO DOS CINQUENTA ANOS DO REGRESSO

– Abrantes, 19 de Maio de 2018 –

[Texto do editor Jorge Araújo]


1. – INTRODUÇÃO

Os ex-combatentes da CCAÇ 1586 [Companhia de Caçadores 1586 «Os Jacarés»] reuniram-se no passado dia 19 de Maio, na cidade de Abrantes, para concretizarem mais um Encontro/Convívio entre camaradas que cumpriram o seu Serviço Militar no TO da Guiné, nos já longínquos anos de 1966/1968.

Este Encontro – o VIII consecutivo – juntou também familiares do colectivo mobilizado no Regimento de Infantaria n.º 2 [RI 2], com relevância para as duas gerações mais novas (filhos e netos), onde se recuperaram e cruzaram memórias desses tempos difíceis, de alto risco físico e psicológico, em que era obrigatório conviver com todas as incertezas, tensões e emoções produzidas por cada uma das diferentes missões que lhes foram sendo atribuídas ao longo dos cerca de vinte e dois meses de guerra.

Para além do objectivo supra, este VIII Encontro/ Convívio anual da CCAÇ 1586 tinha, ainda, um significado muito especial para todos, pois estava associado a uma efeméride: as comemorações do «cinquentenário» do regresso da Unidade à Metrópole (Lisboa), ocorrido a 15 de Maio de 1968, após cumprida a sua missão no CTIGuiné (1966-1968), conforme testemunha a imagem postada acima.

Quanto à minha participação neste Encontro, ela resultou de um convite muito sentido feito pela Comissão Organizadora, na medida em que me voluntariei para ajudar à (re)constituição da sua História, pois no volume 7.º da CECA [Comissão para o Estudo das Campanhas de África], consta que [da CCAÇ 1586] “não existe História da Unidade”.



2. – BREVE SÍNTESE HISTÓRICA DA CCAÇ 1586 NO CTIGUINÉ

A Companhia de Caçadores 1586 [CCAÇ 1586] foi formada e mobilizada no Regimento de Infantaria n.º 2 [RI 2], em Abrantes, tendo embarcado no Cais da Rocha, em Lisboa, a 30 de Julho de 1966, sábado, zarpando rumo à PU da Guiné [Bissau] a bordo do N/M “UÍGE”.

Concluída a viagem iniciada em Lisboa, que demorou seis dias, este contingente metropolitano desembarca em Bissau a 4 de Agosto de 1966, quando o conflito armado registava já três anos e meio.

É destacada para o sector do Batalhão de Caçadores 1856 [BCAÇ 1856], assumindo quatro dias depois [dia 8] a responsabilidade do subsector de Piche [Região Leste do território], substituindo dois GrComb da Companhia de Caçadores 1567 [CCAÇ 1567], e guarnecendo o Destacamento da Ponte do Rio Caium [imagem abaixo] com um GrComb, até 21 de Setembro desse ano.

A partir desta data assumiu, ainda, funções de Unidade de Intervenção na Zona de Nova Lamego, reforçando diversas localidades, nomeadamente: Nova Lamego, Béli e Madina do Boé, entre Outubro 1966 e Maio 1967.

Em 6 de Abril de 1967 foi rendida no subsector de Piche, assumindo o subsector de Bajocunda no dia seguinte [7Abr1967], rendendo a Companhia de Caçadores 1417 [CCAÇ 1417] e guarnecendo Copá com um GrComb, mantendo-se integrada no dispositivo de manobra do Batalhão de Caçadores 1933 [BCAÇ 1933] e posteriormente do Batalhão de Caçadores 2835 [BCAÇ 2835].

Entre 28 de Outubro e 4 de Dezembro de 1967, integrou com um GrComb o sector temporário de Canjadude. Foi rendida no subsector de Bajocunda a 27 de Abril de 1968 pela Companhia de Caçadores 1683 [CCAÇ 1683], embarcando em Bissau, de regresso ao continente, a 9 de Maio de 1968, 5.ª feira, a bordo do N/M “NIASSA”, com a chegada a acontecer a 15 de Maio de 1968, 4.ª feira [vidé P18518].



3. – O PROGRAMA SOCIAL DO VIII ENCONTRO/CONVÍVIO - ABRANTES


A Comissão Organizadora deste ano esteve a cargo de uma dupla de camaradas – o Eduardo Santos, de Lisboa, e o Manuel Casimiro, de Tomar, que delinearam um programa social adequado à efeméride.

De modo a sinalizar a presença da CCAÇ 1586, em Abrantes, o Encontro iniciou-se com a concentração dos ex-combatentes – Oficiais, Sargentos e Praças – a ter lugar na Porta d’Armas do Regimento de Infantaria 2 [RI 2]. De seguida, no interior do Quartel, em cerimónia plena de grande significado, o então Cmdt da CCAÇ 1586, Cap António Marouva Cera [hoje, Coronel aposentado], procedeu ao descerrar de uma placa alusiva ao acto, onde constam as datas que balizam a sua Missão Ultramarina – a da partida e a da chegada da Guiné.

Concluída a primeira parte do programa, seguiu-se a organização do cortejo automóvel até ao Restaurante «Quinta d’Oliveiras», onde decorreu o almoço. Para dar sentido ao convívio, este foi reforçado com a degustação de diferentes alimentos colocados à disposição dos presentes, combinados com alguns líquidos e muitas histórias num itinerário de episódios com mais de meio século. A ementa, que se apresenta ao lado, foi preparada para uma centena de participantes, os quais não deixaram de dar o seu contributo para aquela que foi a opinião geral: – A FESTA ESTEVE ÓPTIMA.

Por último, e antes das despedias até ao IX Encontro, a realizar em Maio de 2019, cantou-se os PARABÉNS por este aniversário “redondo”, brindando com espumante a um ano de muitas felicidades e saúde para todos, acompanhado com uma fatia do bolo.


Bolo comemorativo dos cinquenta anos do regresso da CCAÇ 1586 do CTIG, principal efeméride deste VIII Encontro – Abrantes 2018.


4. – HISTÓRICO DOS ENCONTROS

Os Encontros anuais da CCAÇ 1586 foram iniciados no ano de 2011 em Abrantes, cidade onde a Unidade foi mobilizada no Regimento de Infantaria 2 [RI 2]. Desde esse ano até ao presente estão já gravados oito eventos, organizados sempre no mês de Maio, opção fundamentada em relação à data do seu regresso à Metrópole [Lisboa].

Eis, a sequência cronológica dos encontros realizados.










Até ao próximo Encontro… até 18 de Maio de 2019.

Com um forte abraço de amizade
Jorge Araújo
14JUN2018.

[Mensagem de 17 do corrente; Caro Luís, espero que tenhas feito uma óptima viagem.

Na sequência do amável convite formulado pela Comissão Organizadora do VIII Encontro/Convívio da Companhia de Caçadores 1586 (CCAÇ 1586), que aceitei, realizado no passado dia 19 de Maio de 2018 em Abrantes, assumi a responsabilidade pela elaboração de um pequeno relatório alusivo à sua Festa, que anexo para publicação.

De referir que este Encontro anual, o VIII consecutivo, coincidiu com a comemoração do cinquentenário do regresso desta Unidade à Metrópole, depois de cumprida a sua Missão Ultramarina no CTIGuiné (1966/1968).

Aproveitei, ainda, para fazer o seu "Histórico de Encontros" já organizados.

Boa semana. 


Um abraço, 
Jorge Araújo.]
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Nota do editor:

Último poste da série > 26 de junho de 2018 > Guiné 61/74 - P18781: Convívios (863): Encontro do pessoal da CCAÇ 2701, com homenagem ao seu Comandante, Capitão Clemente, ocorrido no passado dia 16, em Braga (Mário Migueis da Silva, ex-Fur Mil Rec Inf)

Guiné 61/74 - P18795: (De) Caras (110): O 1º srgt trms ref, Henrique A. Mendes, CART 797 (Tite e Nhacra, 1965/67)



Foto nº 1> O 1º srgt trms, Henrique A. Mendes, em Tete, Moçambique, 1971 ("Penso que seja em Tete, onde ele passou mais tempo").


Foto nº 2 >  Em São  Gonçalo, Açores, com mais dois militares, em 1977



Foto nº 3 > Em São Gonçalo, Ponta Delgada, Açores, com a filha Sandra Mendes, bebé, em 1979.


Fotos (e legendas: © Sandra Mendes (2018). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem de Sandra Cristina Ferreira Alves Mendes, com data de ontem, às 15h55

Transmitirei na integra esta sua resposta (*).  E tentarei junto do "Mendes" (, meu pai sempre gostou de ser tratado por Mendes,) saber mais informações.

Ele seguiu mesmo a vida militar, sempre, até ser obrigado a reformar-se pelo tempo, como por outras razões.

Quanto à vida familiar, ele próprio, só se casou após o 25 de abril (, em 1976) e os filhos apenas vieram em 1979 (eu) e o meu irmão (1983).

Sempre fui muito agarrada ao pai, eu  era "o soldado dele", já que cresci no quartel de São Gonçalo, Ponta Delgada, Açores.

Eu sempre o conheci como 1º sargento e ele responde sempre, que sempre foi sargento, gosto de picá-lo...

Pelo que o Luís me diz, deve ter sido, na Guiné, quando ele estudou para 1º sargento... (suponho eu).

Ele bem teima comigo que era sargento... (ele sempre foi sargento!)

De cabeça está perfeitamente bem. Agradeço e manterei contacto.

Envio-lhe uma foto que tenho,  até no meu facebook, do meu pai... no ultramar.. penso que seja em Tete, Moçambique... onde ele passou mais tempo. Esta é de 1971. A outra foto é de 1979, em São Gonçalo, Ponta Delgada, Açores., comigo bébé.. E tem outra também,  em São Gonçalo, com ele  e outros militares-

2. Comentário de LG:
Obrigado, Sandra. Pelo que me contas, conheces bem a vida da tropa, já que cresceste em ambiente militar, no Campo Militar de São Gonçalo.  Ficaremos à espera de notícias do teu pai, e em particular memórias do tempo da Guiné e da malta da CCAÇ 797 (Tite e Nhacra, 1965/67). Faz-lhe bem recordar. Porque recordar é viver duas vezes.
Vejo pelo teu Face que nasceste em Ponta Delgada, em 3 de maio de 1979. E vives e trabalhas, presentemente em Vila Franca de Xira.  E que pela ascendência és ribatejana do lado do pai (Salvaterra de Magos) e estremenha do lado materno (Cadaval). É isso ? Então o teu pai (e nosso camarada) não é açoriano, fez a vida a militar depois do 25 de Abril nos Açores... Bate certo ?
Podes mandar, por email, um pequeno resumo das andanças do pai pelo Ultramar (Índia, Macau, Angola, Guiné, Moçambique...). Se ele se quiser juntar a nós, que formamos um Tabanca Grande, ficaríamos encantados... Mas tu também podes representá-lo muito bem... Temos aqui bastantes familiares de camaradas nossos, e alguns, como tu, aparecem porque os pais já não têm jeito nem pachorra para aprender a lidar com estas coisas da Internet, afinal já yão elementares como saber mandar e receber um email... Fica aqui o convite...
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Nota do editor:

Guiné 61/74 - P18794: Os nossos seres, saberes e lazeres (274): De Aix-en-Provence até Marselha (6) (Mário Beja Santos)

1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70) com data de 20 de Abril de 2018:

Queridos amigos,
Dia destinado a visitar o maior palácio gótico, nove Papas se sucederam em Avignon no século XIV.
Palácio e fortaleza, símbolo do poder temporal e espiritual, por aqui se deambula com a noção de que o fausto e as riquezas há muito se exauriram, ficaram frescos inultrapassáveis, tudo mais no interior é uma sombra do passado. Palácio de esplendor mas seguramente um pesadelo na História do Cristianismo, houve Papas e antipapas a excomungarem-se uns aos outros. A cidade guarda o seu esplendor, é também motivo turístico por duas razões: não se pode visitar Avignon sem ir à ponte de St-Bénézet e no verão os amantes do teatro têm aqui um ponto de encontro inexcedível, o festival para onde convergem as maiores trupes do mundo inteiro.

Um abraço do
Mário


De Aix-en-Provence até Marselha (6)

Beja Santos

O dia vai ser dedicado a Avignon, Património da Humanidade, o que já estamos a ver é a residência onde viveram sete Papas durante 68 anos. Foi uma quezília com motivos políticos sórdidos, um rei endividado que precisava de aniquilar o credor, a Ordem do Templo, para isso havia que contar com um beneplácito papal, um francês aceitou assinar essa sentença que destruiu a ordem religiosa com maior poder económico e financeiro da Idade Média. Em 1309, Clemente V decidiu instalar em Avignon a capital da cristandade e no ano seguinte dissolveu a Ordem do Templo. É o Papa de Avignon, e a razão de ser desta espantosa construção, um palácio que se confunde com um castelo fortificado.



O viandante vai munido do guia Michelin e no turismo recolheu alguma informação. Avignon ou Avinhão é uma cidade com história, em Roma vivia-se uma grande instabilidade, para aqui veio Clemente V ajudar Filipe o Belo a cometer uma patifaria, o seu sucessor João XXII escolheu definitivamente a cidade para sede do Papado, ergueram-se casas luxuosas, novas igrejas, apareceram comerciantes, diplomatas e juristas. Mesmo quando Avignon entrou em declínio depois do Papa regressar a Roma, houve aquele período dos antipapas, e resta dizer que no século XX, mais propriamente em 1947, Jean Vilar aqui instituiu um festival de reputação mundial.


A residência que os Papas construíram no século XIV foi uma das maiores construções fortificadas do seu tempo. Hoje, maioritariamente, as salas estão vazias, mas há traços inequívocos da grande pompa que aqui existiu. Iniciou-se a construção da fortaleza papal, o Palácio Velho, no tempo de Bento XII. Mais tarde, com Clemente VI ampliou-se a construção, o chamado lado sul do palácio. A arquitetura do Palácio dos Papas é austera, mas muito funcional. É curioso constatar que quando, nos finais do século XIV, os Papas regressaram a Itália, utilizaram o esquema de Avignon tanto nas novas residências que aí ergueram, como até na ampliação do Vaticano. No Palácio Velho as funções públicas agrupavam-se em torno do pátio interior, circundado por galerias abertas. No ponto mais elevado ergue-se a Torre Trouillas, albergava adegas, cavalaria e servia de sala de armas. No lado sul estendiam-se os aposentos privados do Papa naquela a que se dá o nome de Torre do Papa ou Torre dos Anjos, e que albergava o seu quarto de dormir e o escritório privado, o studium.



Como o viandante tem um escasso sentido de orientação, nestas coisas de andar com a mole humana parece uma maria-vai-com-as-outras, já não sabe bem se está na Ala do Conclave, no Grande Refeitório, na Sala de Audiências, e muito mais há para ver e dizer, finalmente acaba por se deslumbrar com a decoração de que hoje restam raros fragmentos, perdeu-se a ver frescos de uma enorme beleza, o quarto de dormir do Papa é um espaço incomparável.


O que vemos aqui são detalhes desses belíssimos frescos, a caça com falcão, um encantador de pássaros e uma cena de pesca num viveiro, irresistível não fixar tais imagens.




Desiluda-se quem pensa que Avignon é só o palácio dos Papas, há belíssima arquitetura, e há um ícone, impossível não ir visitar, a ponte de Avignon ou Pont St-Bénézet com a capela de S. Nicolau. Paga-se o bilhete à entrada e vem a história, tem todos os ingredientes para ser lenda. Em 1177, St-Bénézet, então um jovem pastor, agindo por inspiração divina, deu-lhe para começar a construir a ponte, trabalho jamais acabado, recebeu beneficiações, mas também grandes destruições, foi deixada ao abandono até ao século XIX, então restauraram os quatro últimos arcos. Vem nos guias turísticos que a ponte teria cerca de 900 metros, destinada a peões e cavalos, estendia-se ao longo de 22 arcos, atravessava o Ródão. A canção Sur le pont d’Avignon corre o mundo inteiro, imprescindível deambular por aqui, para receber bênçãos e para perceber até onde pode ir a fé e a tenacidade.



Mesmo em frente ao palácio dos Papas temos um edifício de 1619, a Casa da Moeda, fachada de três pisos, com rés-do-chão rusticado e nos pisos superiores decorações em relevo pesadas, com as armas dos Borghesa.


Avignon tem museus, mas convém controlar a bulimia cultural, toca a passear pelos jardins e saborear a cidade. É nisto que se depara o viandante a melodia extraída de um realejo de rua, com o seu exuberante tocador. Assim o viandante se despede, volta a apanhar comboio para Arles, tem amanhã um dia em cheio.


(Continua)
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Nota do editor

Último poste da série de 23 de junho de 2018 > Guiné 61/74 - P18770: Os nossos seres, saberes e lazeres (273): De Aix-en-Provence até Marselha (5) (Mário Beja Santos)

Guiné 61/74 - P18793: Parabéns a você (1463): Manuel Maia, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 4610 (Guiné, 1972/74)

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Nota do editor

Último poste da série de 29 de Junho de 2018 > Guiné 61/74 - P18789: Parabéns a você (1462): José Firmino, ex-Soldado At Inf da CCAÇ 2585 (Guiné, 1969/71) e Santos Oliveira, ex-2.º Sarg Mil, Pel Mort Ind 912 (Guiné, 1964/66)

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Guiné 61/74 - P18792: (De)Caras (109): O ex-fur ou 2º srgt de transmissões da CCAÇ 797 / BCAÇ 599 (Tite e Nhacra, 1965/67), hoje com 84 anos, 1º srgt trms ref (Sandra Mendes, filha)


Guiné > Região de Quínara > Tite > CCAÇ 797 (Tite e Nhacra, 1965/67) > Grupo de furriéis e sargentos > O infortunado limiano Júlio Lemos é o primeiro, da primeira fila, ao centro, "aninhado"...



Guiné > Região de Quínara > Tite > CCAÇ 797 (Tite e Nhacra, 1965/67) > Grupo de furriéis e sargentos > O nº  14 é o Henrique Alves Mendes (ou Henrique A. Mendes), na altura fur ou já 2º sargento de transmissões, segundo testemunho da filha, que publicamos a seguir.

Foto (e legenda: © Mário Leitão (2017). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem de Sandra Cristina Ferreira Alves Mendes 

Data: 27 de junho de 2018 às 14:55
Assunto: Identificação de foto: Guiné 61/74 - P18080 (Guiné >Região de Quínara> Tite>1965> CCAÇ797: (CCAÇ 797 / BCAÇ 599) 4ª foto: Nº 14

Olá, boa tarde,

Tenho vindo a seguir a vossa página há já uns anos: https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/

O meu pai reformado do exército, do ramo de Transmissões, passou pelo inicio de Macau, Índia e todo o Ultramar.

É uma pessoa que sempre fez segredo do tempo do Ultramar e sempre fez questão de "fugir" aos encontros. Trocando apenas cartas com alguns dos "colegas" dessa altura, grande parte são do Norte pelo que fui apercebendo-me enquanto crescia, e sendo uma ave rara em relação ao contacto com as novas tecnologias

Existe uma publicação vossa, de 13/12/2017, onde ele aparece. E no seguimento de uma conversa que ele estava a ter desse tempo (são raras as vezes), mostrei-lhe uma foto onde ele aparece e onde o vosso grupo questiona as pessoas da foto.

Dessa foto, até ao momento, apenas consigo identificar o meu pai. (Ele próprio indicou que podiam identificá-lo na foto...)

Guiné 61/74 - P18080 (Guiné >Região de Quínara> Tite>1965> CCAÇ 797: (CCAÇ 797 / BCAÇ 599): 4ª foto:  o  n.º  14 - Henrique Alves Mendes (aparece muitas vezes como Henrique A. Mendes).

Na altura ele diz que já era 1.º sargento 46182355- Henrique Alves Mendes (mas sei que ainda não o era, sendo furriel à data da foto).

Pertenceu, como 1.º sargento, ao a STM - Destacamento Moçambique. Esteve em vários locais, entre eles, Tete.

Quanto à vossa questão (Guiné 63/74 - P12016) sobre as mortes por afogamento dos furriéis em 12/8/1965 no rio Louvado, referiu que não se lembrava disso.

Da entrega do material à FRELIMO, ele indicou, que foi quem fez a lista/relação dos materiais a entregar à FRELIMO.

Como estou a tentar recuperar a história que ele sempre escondeu de todos (...),  para compreender algumas situações e "mazelas" de que padece, e que os médicos pensam ser resultado de acidentes no ultramar, tenho vindo a estudar um pouco a história do STM e,  em conversa com ele, tentando confirmar alguns dados.

Não sei se a identificação da foto será relevante, mas deixo aqui o nosso contributo.

Com os melhores cumprimentos,
Sandra Mendes
Filha de 1º Sargento Henrique Alves Mendes (n. 08-04-1934)


2. Resposta do editor LG:

Sandra, obrigado por nos contactar... O seu pai é um camarada nosso que nos merece todo o respeito, até por ser bastante mais velho que a generalidade daqueles que fazem e leem este blogue... Em geral, os capitães e sargentos do quadro era 12 a 14 anos mais velhos que nós, milicianos e praças... O seu pai está com 84.. Ao tempo da CCAÇ 797,  teria já 31/32 anos... Dê-lhe um alfabravo (ABraço) nosso com votos de saúde e longa vida.

Todos nós, de um maneira ou de outra, estamos a sofrer as sequelas, físicas e/ou psicológicas,  daquela guerra... O seu pai decidiu seguir a vida militar, e seguramente com grande sacrifício da família... Não conheci o seu pai, muito menos a malta da companhia dele, a CCAÇ 797 (Tite e Nhacra, 1965/67)... Ele esteve lá num tempo e lugar bem duros... Tiveram um grande capitão, o Carlos Fabião (que fez três comissões na Guiné)... Eu estive lá, Guiné, relativamente perto de Tite, em Bambadinca, na zona leste, contígua à região de Quínara, mas já em 1969/71. E lembro-me de ter ajudado o meu 1.º sargento, Fragata, com explicações de português, para poder frequentar a Escola Central de Sargentos, em Águeda...

Na foto em questão, e que reenvio, com mais resolução, o seu pai
está num grupo de furriéis (milicianos) e sargentos (do quadro). Em geral nas companhias havia dois segundos sargentos e um 1.º sargento, do QP (Quadro Permanente)... As divisas do furriel são 3 V apontados para baixo. A do 2.º sargento são 3 V apontados para cima. A do 1.º sargento, são 4 V apontados para cima.... Pela foto que lhe envio, a maior parte dos camaradas são furriéis, milicianos, o seu pai parece ter divisas de 2º sargento... O 1.º sargento da companhia, a CCAÇ 797, parece ser o camarada que está na segunda fila, de pé, de óculos, a contar da esquerda para a direita... O seu pai, de perfil, está em em 7.º lugar e tem debaixo do braço dois grossos volumes... Podem ser livros de estudo...

Foi muito importante identificar o seu pai. E pode ser que, com a sua sábia ajuda, ele nos forneça mais alguns elementos sobre o Júlio Lemos, o fur mil, que ele devia conhecer muito bem, que morreu afogado, juntamente com o 1º cabo Ferreira, no rio Louvado... Estes elementos são importantes para todos nós porque não queremos que nenhuma camarada nosso fique na "vala comum do esquecimento"... O Mário Leitão, nosso camarada, acaba de publicar um livro com as histórias de todos os limianos, os naturais de Ponte de Lima, que morreram na guerra colonial. O Júlio Lemos é um deles... Vou pôr a Sandra em contacto com o Mário Leitão... Ele inclusive já falou com dois elementos desta lista de contactos da companhia:

Abílio Abrantes, telef 238 691 390;
José Bayó, tm 917 291 778;
Jorge Duarte, tm 962 397 036;
Santos Costa, tm 917 415 288.

Infelizmente, nenhum deles faz parte da nossa Tabanca Grande.

Quanto ao resto, e à história que me conta (e que não publicamos aqui).. Bom, somos um blogue de amigos e camaradas da Guiné, não somos juízes de ninguém, não julgamos nem condenamos ninguém... Pelo contrário, procuramos ajudar quem precisa...

Já que o seu pai (e nosso camarada) nos autoriza, vamos identificá-lo, neste poste e neste blogue (**). Se a Sandra tiver histórias ou fotos dele, e se quiser publicá-las no nosso blogue, ficar-lhe-íamos gratos. Espero que esta minha mensagem também ajude a Sandra (e nós) a aproximar-se mais do seu pai, e nosso camarada.

Um beijo, os filhos dos nossos camaradas nossos filhos são...
Luís Graça
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Notas do editor:

(*) Vd. poste de  13 de dezembro de  2017 > Guiné 61/74 - P18080: Em busca de... (284): Veteranos da CCAÇ 797, "Os Camelos" (Tite e Nhacra, 1965/67), comandada pelo cap inf Carlos Fabião, e em especial os 8 elementos da secção do fur mil Júlio Lemos Pereira Martins, do 1º Gr Comb, comandado pelo alf mil inf Américo de Melo Pinto Lopes (Mário Leitão, autor do livro em 
elaboração "Heróis limianos da guerra do ultramar")

(**) Último poste da série > 26 de maio de 2018 > Guiné 61/74 - P18679: (De) Caras (108): A história da Kalash apanhada pelos Kimbas a um "Don Juan" do PAIGC, contada pelo António Ramalho, o "pira" da CCAV 2639 (Binar, Bula e Capunga, 1969/71), que andou sempre com "gente aprumada e de alto gabarito"...

Guiné 61/74 - P18791: Blogpoesia (573): Mulher (ou lembranças da minha terra), de Júlio Corredeira (Mário Santos, ex-1.º Cabo Especialista MMA da BA 12)



1. Mensagem do nosso camarada Mário Santos (ex-1.º Cabo Especialista MMA da BA 12, Bissalanca, 1967/69), com data de 17 de Junho de 2018:

Caro amigo Carlos.
Desta vez, celebrando a vida na poesia, envio-te um poema (com foto a condizer com o tema da palavra) do meu camarada e amigo ex-piloto aviador Júlio Corredeira. que cumpriu comissão em terras de Angola no AB4 em Henrique de Carvalho.
Grande amigo e poeta sensível na palavra.
Esperemos que gostem...

Abração
Mário Santos

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MULHER (ou lembranças da minha terra)

São invernos frios, sem parente ou amigo
São giestas por companhia...
No escano velho, calor do seu abrigo.

É o peso de uma vida
O resto de um viver
É uma lágrima caída
No olhar do seu sofrer

Votada a tetro e frio esquecimento
E sem qualquer auxílio para o seu mal...
Vai morrendo abraçada ao sofrimento.

JC
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Nota do editor

Último poste da série de 24 de Junho de 2018 > Guiné 61/74 - P18774: Blogpoesia (572): "Festa das ventanias", "Lagoa de Melides" e "Pérolas na vidraça", da autoria de J. L. Mendes Gomes, ex-Alf Mil da CCAÇ 728

Guiné 61/74 - P18790: Notas de leitura (1079): Os Cronistas Desconhecidos do Canal do Geba: O BNU da Guiné (41) (Mário Beja Santos)

Há sobejas razões para dizer que esta imagem é o ícone máximo da Guiné Portuguesa e da Guiné-Bissau. Ninguém que por ali passou resistiu ao assombro daquelas linhas ondulantes, teve que questionar que esforço da raça ali era motivo de préstito. Chegada a independência, na euforia cega de sapar pela raiz toda a simbólica da presença colonial, tentou-se dinamitar o monumento, não tugiu nem mugiu, aquela tonelagem de pedra aguentou todos os assaltos. Este monumento faz ligação com o passado, como um dia, esgotados todos os ressentimentos do colonialismo, se perceberá que Honório Pereira Barreto é um dos pais na nação e que aqueles colonizadores que aqui arribaram lançaram as bases de uma nova identidade que durante séculos se esfumou no conceito da Senegâmbia Portuguesa. 
© Imagem que se recuperou do nosso blogue, com a devida vénia


1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70), com data de 11 de Janeiro de 2018:

Queridos amigos,
Estamos agora na presença de um gerente que tem a noção precisa de que é necessário transmitir para Lisboa informações úteis sobre a evolução agrícola. Na indústria ninguém investe, e fica comprovado que durante o período da governação de Arnaldo Schulz se trabalhou afincadamente para que, a despeito da ferocidade da guerra, se incrementassem projetos para melhoria de sementes e a atração de novas culturas. Tudo isso o gerente conta e numa linguagem neutral e assética a guerra está no pano de fundo.
Vai chegar o ano de 1969 e surge uma referência a de que pode aparecer um novo banco, o gerente presta as informações de tudo quanto ouviu.

Um abraço do
Mário


Os Cronistas Desconhecidos do Canal do Geba: O BNU da Guiné (41)

Beja Santos

No relatório de 1966, o gerente entende continuar a detalhar a situação das colheitas, mas desta vez usa uma assinalável contenção verbal. Fala no escasso número de produtos exportáveis, sem referir explicitamente a guerra diz que se mantêm as circunstâncias impeditivas ao maior desenvolvimento agrícola. Quanto aos principais produtos (mancarra, coconote e óleo de palma) diz não haver estimativas oficiais que avaliem o grau da sua produção anual. É sofisticado, contorna de novo o impacto da luta armada dizendo que não se consegue da população autónoma o manifesto das suas produções. Mas não esconde as razões da quebra da produção de arroz:
“O arroz, que em anos não muito recuados chegou a atingir um volume de produção apreciável, desapareceu praticamente do rol do já minguado número das principais culturas.
Esta quebra de produção deve-se ao facto do chamado celeiro da Província – o Sul – se situar precisamente na zona mais afectada pelo terrorismo e que impede as populações de se dedicarem com regularidade aos trabalhos agrícolas”.

E recorda a ação do governo no campo da agricultura: intensificação da cultura da mandioca, empreendimento levado a cabo em Bolama; intensificação da cultura do caju, durante o ano de 1966 já tinham sido exportadas 766 toneladas; melhoramentos e renovação de sementes, com escolha de campos para a adubação de mancarra, introdução de uma nova variedade de arroz vinda das Filipinas, semeada uma faixa-terreno com sementes de Kenafe, fornecidas pela Companhia Têxtil do Pungué, de Moçambique; dava-se continuidade ao trabalho de utilização em terrenos recuperados na região de Empada. Mais adiante, o gerente relevava o que se fazia no centro-piloto de Prábis, efetuara-se um ensaio experimental de fertilização numa cultura de arroz, ao mesmo tempo que se preparava o arrozal tinham sido estabelecidos viveiros e instalara-se uma horta com parte destinada à multiplicação de sementes e outra com objetivo comercial; fora igualmente instalado um apiário; começara a derruba do palmar natural que iria ser substituído por palmeiras melhoradas.
E é pormenorizado no fomento da palmeira, escrevendo o seguinte:
“Para o triénio 1965/1967 fora estabelecida a seguinte meta: plantação de 5 mil hectares de palmeiras melhoradas. Conjugando este objectivo com os meios naturais e humanos à disposição da Brigada de Estudos Agronómicos, concluiu-se pela impossibilidade de material de cumprir aquele programa”.
Mas ainda havia trabalhos realizados durante o ano em curso como produção de sementes híbridas no Posto Agrícola do Pessubé, onde também se mantinha um pequeno viveiro de ensaio com o fim de industriar o pessoal nas técnicas próprias, fora instalado na ilha de Bubaque um centro de fomento de palmeiras melhoradas e transferira-se dos viveiros Teixeira Pinto para o centro-piloto de Prábis por estarem mal localizados. Conclui esta relação sobre a situação agrícola informando que se continua a desenvolver o fomento do caju.
Nunca aludindo às contingências da guerra, escreve que durante o período ficara concluído o cais de Bambadinca, tendo sido encomendada uma grua para o mesmo e que estavam em reparação os cais de Binta, Bigene, Cacheu e Buba.

Já em 1967, escreve que se pode considerar satisfatório o ano agrícola, “pois que as colheitas de amendoim e de arroz, nalgumas localidades, excederam todas as expectativas, alcançando, não obstante o condicionalismo da presente conjuntura, um volume realmente considerável. Apesar de se ter trabalhado com uma elevada dose de improvisação, algo de válido resultou dos ensaios levados a efeito na campanha agrícola de 1967. Em presença do ineditismo de muitos trabalhos realizados, não restam dúvidas que a primeira conclusão é a de que foi dado um primeiro passo para a resolução do problema. Efectivamente, tanto no campo das plantas industriais, como alimentares e forrageiras, introduziram-se espécies e variedades novas, cuja adaptação se pode considerar, para a maioria dos casos, de elevado interesse. Estão neste caso o tabaco escuro seco ao ar, as leguminosas forrageiras e siderantes, a soja, o feijão nhemba e o girassol, além das indicações valiosas sobre a cultura do milho e ensilagem”.
Acrescenta referências ao trabalho da Brigada da Guiné da Missão de Estudos Agronómicos do Ultramar, em Pessubé, quanto ao fomento da palmeira, bananeira e do caju.

O texto referente a 1968 é bastante lacónico:
“Persiste a insuficiência da produção agrícola na Província e, em consequência, o declínio nas exportações, no poder de compra do autóctone e no movimento comercial nos locais onde não estacionam efectivos militares, porque naqueles em que eles permanecem mais tempo, como é natural, mormente em Bissau, vê-se que os negócios têm progredido sensivelmente, dado que eles e suas famílias são, sem dúvida, os principais consumidores e constituem, por isso, um forte sustentáculo de momento ao comércio dessa área, que, assim, consegue cumprir com pontualidade os seus compromissos, vivendo, até, certo modo, algo desafogadamente.
Temos portanto que a Balança Comercial, por força da diminuta exportação e do aumento da importação que se verificou, continua desequilibrada, outro tanto não sucedendo à Balança de Pagamentos, cuja posição é boa, mostrando considerável salto positivo, o qual proveio, em grande parte, dos pagamentos que, de conta da Metrópole, aí se vêm fazendo”.
Aumentara, portanto, graças ao desenvolvimento do setor comercial, o número de operações e a melhorias dos lucros do BNU na Guiné.

Em 1969, a situação da praça não conhece alterações profundas, como se escreve:
“Mais um ao se passou sem que fosse possível conseguir o restabelecimento da vida ordeira e pacífica desta parcela do território nacional, apesar dos enormes esforços materiais e humanos que têm sido empregados nesse sentido e ainda no do seu desenvolvimento socioeconómico.
Verificou-se um ligeiro aumento na produção agrícola, a que não foram estranhas as melhores condições climatéricas e a protecção dada pelas nossas tropas às populações rurais, que puderam intensificar as suas culturas tradicionais, em especial a mancarra e o arroz.
Desta melhoria conseguida no sector agrícola também beneficiariam as actividades comerciais de toda a Província, que continuaram a poder solver satisfatoriamente os seus compromissos, não só no que respeita ao crédito concedido directamente pelo banco mas ainda às suas responsabilidades provenientes das mercadorias importadas.
Na indústria não houve praticamente investimentos.
Em face do baixo nível ainda verificado na produção agrícola, em relação às reais possibilidades da província, e ao seu insignificante poder industrial, continuou a ser necessário importar quase todos os bens de consumo destinados aos efectivos militares e à população civil.
Contudo, os meios de pagamento sobre o exterior não foram de forma alguma afectados. Esta solidez da balança de pagamentos deve-se às transferências da Metrópole, destinadas às Forças Armadas”.

Mas em 1969 surgia uma ameaça ao BNU na Guiné. Em 14 de Maio desse ano, o gerente informava o governador em Lisboa, a título confidencial da possibilidade de se estabelecer um banco comercial na Província.

(Continua)


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Notas do editor:

Poste anterior de 22 de junho de 2018 > Guiné 61/74 - P18766: Notas de leitura (1077): Os Cronistas Desconhecidos do Canal do Geba: O BNU da Guiné (40) (Mário Beja Santos)

Último poste da série de 25 de junho de 2018 > Guiné 61/74 - P18776: Notas de leitura (1078): História das Missões Católicas na Guiné, por Henrique Pinto Rema; Editorial Franciscana, Braga, 1982 (6) (Mário Beja Santos)

Guiné 61/74 - P18789: Parabéns a você (1462): José Firmino, ex-Soldado At Inf da CCAÇ 2585 (Guiné, 1969/71) e Santos Oliveira, ex-2.º Sarg Mil, Pel Mort Ind 912 (Guiné, 1964/66)


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Nota do editor

Último poste da série de 27 de Junho de 2018 > Guiné 61/74 - P18783: Parabéns a você (1461): Fernando Maria Neves Teixeira, ex-1.º Cabo Aux Enfermeiro da CCAÇ 2404 (Guiné, 1968/70) e Vítor Caseiro, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 4641 (Guiné, 1973/74)

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Guiné 61/74 - P18788: Álbum fotográfico de António Ramalho, ex-fur mil at cav, CCAV 2639 (Binar, Bula e Capunga, 1969/71) - Parte V: Ponta Consolação, na margem esquerda do rio de Caleco ou de Bula, afluente do rio Mansoa


Foto nº 35 >  Guiné > Região do Cacheu > Bula > Ponta Consolação >  Posto de vigia mais eficiente que o de Tancos!


 Foto nº 33A >   Guiné > Região do Cacheu > Bula > Ponta Consolação > Com um grupo de camaradas de armas (I).


Foto nº 33 > Guiné > Região do Cacheu > Bula > Ponta Consolação > Com um grupo de camaradas de armas (II).


Forto nº 32 >   Guiné > Região do Cacheu > Bula > Ponta Consolação > Carapaus fritos com arroz_ eu ao meio,  com os Fur Mil Zé Lagoa e Norberto Gonçalves.


Foto nº 31 >  Guiné > Região do Cacheu > Bula > Ponta Consolação >  O nosso chalé


Foto nº 34 >   Guiné > Região do Cacheu > Bula > Ponta Consolação > A nossa horta.


Fotos (e legendas): © António Ramalho (2018) . Todos os direitos reservados (Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné)



Ontem...
1. Continuação da publicação do álbum fotográfico do António Ramalho, ex-fur mil at cav, CCAV 2639 (Binar, Bula e Capunga, 1969/71), natural da Vila de Fernando, Elvas, e novo membro da Tabanca Grande, com o nº 757:



... hoje
Guiné > Região Cacheu > Bula > CCAV 2639 (1969/71) > Legendas  das fotos (de 31 a 35 de u m total de 55)

31. Ponta Consolação > Chalé da distinta classe!

32. Ponta Consolação > Carapaus fritos com arroz com os Fur Mil Zé Lagoa e Norberto Gonçalves.

33. Ponta Consolação >  Com um grupo de camaradas de armas.

34. Ponta Consolação >  A nossa horta.

35. Ponta Consolação >  Posto de vigia mais eficiente que o de Tancos!



Guiné > Guiné > Região do Cacheu > Carta de Bula (1953) > Escala 1/50 mil > Posição relativa de Ponta Consolação, ma margem esquerda do rio de Caleco ou de Bula, afluente do rio Mansoa. À direita da foz, ficava João Landim... Choquemone era uma das matas onde o PAIGC sempre teve as suas "barracas" (ou bases...).

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2018)

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Nota do editor:

Último poste da série > 2 de junho de 2018 > Guiné 61/74 - P18765: Álbum fotográfico de António Ramalho, ex-fur mil at cav, CCAV 2639 (Binar, Bula e Capunga, 1969/71) - Parte IV: Bissum, missão cumprida