Blogue coletivo, criado por Luís Graça. Objetivo: ajudar os antigos combatentes a reconstituir o "puzzle" da memória da guerra colonial/guerra do ultramar (e da Guiné, em particular). Iniciado em 2004, é a maior rede social na Net, em português, centrada na experiência pessoal de uma guerra. Como camaradas que são, tratam-se por tu, e gostam de dizer: "O Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande". Coeditores: C. Vinhal, E. Magalhães Ribeiro, V. Briote, J. Araújo.
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terça-feira, 7 de abril de 2026
Guiné 61/74 - P27896: Agenda Cultural (887): Apresentação do Catálogo "O Movimento das Forças Armadas e o 25 de Abril", dia 9 de Abril de 2026, pelas 18h00, na Associação 25 de Abril, Rua da Misericórdia, 9 - Lisboa
Convido todos os meus amigos para estarem presentes na próxima 5.ª feira, dia 9 de Abril, na Associação 25 de Abril, pelas 18h00, para o lançamento do meu livro: "O MFA e o 25 de Abril".
É um livro especial. Sendo um catálogo da Exposição de 2024 de que fui curador, integra adaptações quer de texto quer de imagem que permitem uma leitura mais completa e fluida.
O livro é uma edição da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril e da editora Âncora.
Pedro Lauret
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Nota do editor
Último post da série de 28 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27865: Agenda Cultural (886): A Sociedade de Geografia de Lisboa vai promover uma Conferência (em formato híbrido) promovida pela Secção de Antropologia, no próximo dia 17 abril de 2026 pelas 14h45, no Auditório Adriano Moreira, intitulada: “República da Guiné-Bissau: entre narrativas dedicadas à luta da libertação e aos dias de hoje”
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
Guiné 61/74 - P27299: In Memoriam (559): Suleimane Baldé (1938-2025), régulo de Contabane, ex-1º cabo do Pel Caç Nat 53 (1968-1974), filho do régulo Sambel Baldé e de Fatumatá; fica inumado, simbolicamente, à sombra do nosso poilão, no lugar nº 908
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Paulo Santiago |
Assunto - In memoriam: Suleimane Baldé
Soube há pouco, por telefonema do Zé Teixeira, da morte súbita, ontem, do Suleimane Baldé, antigo 1º cabo do Pel Caç Nat 53 que comandei entre out/70 e ago/72.
Ficou algumas vezes em minha casa, quando de vindas a Portugal.
Descansa em paz, camarada Suleimane.
Já no século XXI, eu e o antigo cap Carlos Clemente, hoje coronel na situação de reforma, fomos ouvidos, várias vezes, acerca de um ferimento sofrido, junto a um ouvido, pelo 1º cabo Suleimane Baldé e que lhe provocava perda de audição. Foi uma situação complicada. Uma operação irregular, sem relatórios escritos, com o grupo do Marcelino da Mata. Mais por declarações do Clemente,do que minhas, foi atribuída uma pensão ao Suleimane.
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Zé Teixeira |
2. Mensagem do José Teixeira (ex- 1º cabo aux enf, CCAÇ 2381, Buba, Quebo, Mampatá e Empada, 1968/70):
Quando em 2005 voltei à Guiné, encontrei-o na tabanca de Sinchã Sambel, no Saltinho – tabanca, onde o seu pai se fixou e com ele a sede do regulado de Contabane, agora nas mãos do Sulimane.
Foi um prazer grato voltar e encontrar o casal e solidificar a amizade que nos unia desde a minha estadia em Mampatá.
Voltei à Guiné várias vezes, com paragem obrigatória por Sinchã Sambel para conviver com o Sulimane e família.
O Paulo Salgado, seu conhecido e amigo de outras andanças pela Guiné, quando o Sulimane era seu 1º cabo no Pel Caç Nat 53, no Saltinho, trouxe-o à tabanca de Matosinhos. Tive a oportunidade de várias vezes o ir visitar a Lisboa, quando ele vinha cá, sobretudo por causa das doenças que o apoquentavam, o mesmo acontecia quando a Naná estava em Lisboa.
Escrever sobre o Sulimane é falar de um homem íntegro, um grande líder étnico, um guineense que também era um português de alma e coração. Um homem simples, cordato, conversador e firme nos seus ideais. Um gigante, que muito me ensinou nos diversos encontros que tivemos.
Fica em paz, querido amigo.
O Suleimane Baldé era 1º cabo do Pel Caç Nat 53, ao tempo do Paulo Santiago, seu comandandente no época de 1970/72. Era DFA (com 30% de incapacidade, por estilhaço num ouvido, resultante de uma nina A/P. Fez operações "irregulares" para lá da fronteira com o grupo do Marcelino da Mata. Herdou de seu pai o regulado de Contabe. A sua tabanca, Contabane, foi riscada do mapa pelo PAIGC, em 22 de junho de 1968. (**)

Depois da evacuação de Contabane, em a população dispersou-se por Mampatá e Aldeia Formosa. Mais tarde,foi reunida numa nova tabanca, junto ao Saltinho, Sinchã Sambel, em homenagem ao régulo, que foi sempre leal aos portugueses (era um firme alidado de Spínola).
Foto (e legenda): © José Teixeira (2005). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]Guiné-Bissau > Região de Bafatá > Sinchã Sambel > 2005 > "Fatumatá, esposa do régulo Sambel de Contabane.Tirei-lhe esta foto em 2005 quando ela tinha 96 anos, segundo me disse a Meta Baldé (Naná), esposa do Suleimane Baldé, o filho e atual régulo. À data estava perfeitamente lúcida. A imagem que me ficou dela foi o seu abraço prolongado enquanto me dizia com emoção 'Branco e na volta, Branco e na volta'. Quando faleceu em 2010, tinha efetivamente 100 anos.
Guiné-Bissau > Região de Bafatá > Sinchã Sambel > 2013 > A famíla Baldé e a família Teixeira
Guiné-Bissau > Região de Bafatá > Sinchã Sambel > 2015 > O "Sulimane", como lhe chamava o Zé Teixeira. Dois velhos amigos e camaradas.
Guiné-Bissau > Região de Bafatá > Sinchã Sambel > 2015 > O " Sulimane" com o seu filho Alfa e o Zé Teixeira, vendo-se dntro da morança o Eduardo Moutinho Santos.
(*) Último poste da série > 9 de agosto de 2025 > Guiné 61/74 - P27104: In Memoriam (558): Dúnia Ivone Ramos Gonçalves (1976-2025), filha do nosso camarada Carlos Filipe Gonçalves, ex-fur mil amanuense, CefInt / QG / CTIG, Bissau, 1973/74): o funeral é amanhã, às16h00, no Cemitério da Várzea, Praia, Cabo Verde
Face à pressão IN sobre a região do Forreá, a CCAÇ 2382 (que chegara ao CTIG em 6mai68, e estava a fazer a IAO em Bula), é colocada em 7jun68, à pressa, no Sector S2 (Aldeia Formosa), com dois pelotões em Contabane, no Forreá. Veio render forças da 5ª CCmds.
Em 11jun68, instala-se o o comando e os outros dois pelotões em Mampatá; no entanto, em 18jun68, a sede da subunidade passou para Contabane, ficando apenas um pelotão destacado em Mampatá.
Na noite de 22jun68, Contabane sofre um ataque de 3 horas e fica praticamente reduzida cinzas.
O régulo era o Sambel, e a "mulher grande" do régulo, uma grande senhora, a Fatumatá, pais do Suleimane Baldé (1935-2025).
Em 1jul68, Contabane, é evacuada, a CCAÇ 2382 volta de novo a instalar-se em Mampatá, agora com dois pelotões destacados em Buba e Patê Embalá. Será construído um reordenamento, no Saltinho, Sinchã Sambel, para alojar as famílias da antiga Contabane.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2025
Guiné 61/74 - P26361: O nosso livro de visitas (226): João Maria da Cruz Teixeira Pinto, bisneto do João Teixeira Pinto (1876-1917): o único descendente masculino vivo, em linha reta, do antigo aluno, nº 144/1888, do Colégio Militar, "o Pinto dos Bigodes"
Pinto (1876 - 1917). Fonte: "Guiné Portuguesa. Album Fotográfico", 1943. Coleção de fotografias de Amândio Lopes. Cortesia de Armando Tavares da Silva (*).
Data - 7 jan 2025 13:35
Assunto - Pequena correção
Caro Luis Graça
Quero começar por felicitá-lo e à sua equipa pelo excelente trabalho de recolha de testemunhos e informações sobre experiências vividas durante
a guerra colonial na Guiné no blog "Luís Graça & Camaradas da Guiné".
Apesar da minha ascendência e do ambiente familiar da minha juventude, onde me lembro que estes assuntos eram frequentemente falados, estou muito afastado destes temas (sou Matemático, professor e investigador do Instituto Superior Técnico), tendo chegado ao vosso blog através do meu querido primo Pedro Lauret com quem tenho uma relação próxima desde criança.
Ao explorar o vosso blog deparei-me com um artigo antigo, já de 2007, incluindo a contribuição do meu primo afastado A. Teixeira Pinto na página
https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2007/03/guin-6374-p1614-o-capito-diabo-heri-do.html
faleceu ainda criança, e eu próprio.
Disponho de alguma documentação e, principalmente, muitas chapas fotográficas, já que o meu bisavô era entusiasta da fotografia levando
sempre atrás de si nas campanhas um volume considerável de material fotográfico.
Termino com os meus desejos de que prossigam o vosso bom trabalho.
João Maria da Cruz Teixeira Pinto
(*) Vd. poste de 8 de janeiro de 2021 > Guiné 61/74 - P21747: O nosso blogue como fonte de informação e conhecimento (80): busto do capitão Teixeira Pinto, em Bissau, c. 1943 (Armando Tavares da Silva)
quarta-feira, 19 de junho de 2024
Guiné 61/74 - P25658: Os 50 Anos do 25 de Abril (30): A exposição, na Gare Marítima de Alcântara, sobre os antecendentes e a origem (com enfoque na guerrra colonial) e os protagonistas do 25 de Abril de 1974... Para ver até 23 de junho - II (e última) Parte: Op Viragem Histórica
Lisboa > Administração do Porto de Lisboa > Gare Marítima de Alcàntara (um belo edifício da arquitetura estado-novista, inaugurado em 1943, da autoria do arquiteto Pardal Monteiro, decorado com painéis a fresco de Almada Negreiros) > Fachada do edifício com os cartazes da Exposição "MFA 25A - O Movimento das Forças Armadas e o 25 de Abril". Horário: de quarta feira a domingo, das 14h00 às 20h00, de 14 de abril a 23 (ou 26? ) de junho de 2024.
1. Recorde-se que a Exposição “O MFA e o 25 de Abril”, que evoca o papel do Movimento das Forças Armadas (MFA) no derrube da ditadura e na construção da Democracia, está patente na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa, até ao próximo 23 de junho, domi9ngo. (Há informações contraditórias: na página da Comissão Comemorativa 50 Anos 25 Abril, diz-se que acaba a 23, domingo; no Faeebook da Associação 25 de Abril (A25A) aponta-se a data de 26, quarta feira, como era de resto a data que constava inicialmente do anúncio...)
quinta-feira, 6 de junho de 2024
Guiné 61/74 - P25612: Os 50 anos do 25 de Abril (26): A exposição, na Gare Marítima de Alcântara, sobre os antecendentes e a origem (com enfoque na guerrra colonial) e os protagonistas do 25 de Abril de 1974... Para ver até 26 de junho - Parte I: Os bodes expiatórios do regime
Lisboa > Administração do Porto de Lisboa > Gare Marítima de Alcàntara (um belo edifício da arquitetura estado-novista, inaugurado em 1943, da autoria do arquiteto Pardal Monteiro, decorado com painéis a fresco de Almada Negreiros) > Fachada do edifício com os cartazes da Exposição "MFA 25A - O Movimento das Forças Armadas e o 25 de Abril". Horário: de quarta feira a domingo, das 14h00 às 20h00, de 14 de abril a 26 de junho de 2024.
"Esta exposição pretende ilustrar o papel do Movimento das Forças Armadas (MFA) no derrube da ditadura e na construção da Democracia, através do recurso a materiais iconográficos, audiovisuais e sonoros. Será dinamizada através de visitas guiadas, conferências, debates e espetáculos, e complementada por um dossiê multimédia." (Fonte: Comissão Comemorativa 50 anosdo 25 de Abril).
Imagens colhidas e editadas por LG (2024), com a devida vénia...
(**) Último poste da série > 3 de junho de 2024 > Guiné 61/74 - P25598: Os 50 anos do 25 de Abril (25): Hoje, na RTP1, às 21:01, o 8º (e penúltimo) episódio da série documental, "A Conspiração", do realizador António-Pedro Vasconcelos (1939-2024)
segunda-feira, 29 de abril de 2024
Guiné 61/74 - P25457: Os 50 anos do 25 de Abril (15): Exposição na Gare Marítima de Alcântara, Porto de Lisboa, até 26 de junho próximo, de 4ª feira a domingo, entre as 14h00 e as 20h00: "O Movimento das Forças Armadas e o 25 de Abril": curador, Pedro Lauret, Capitão-de-Mar-e-Guerra Ref
"Esta exposição pretende ilustrar o papel do Movimento das Forças Armadas (MFA) no derrube da ditadura e na construção da Democracia, através do recurso a materiais iconográficos, audiovisuais e sonoros. Será dinamizada através de visitas guiadas, conferências, debates e espetáculos, e complementada por um dossiê multimédia."

Foto (e legenda): © Pedro Lauret (2006). Todo os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
(...) "Num local de elevado simbolismo para a história de Portugal, ligado à guerra nas ex-colónias e à descolonização, porto de partida e de chegada de militares para e de os territórios ultramarinos, Pedro Lauret conduziu os jornalistas numa visita guiada. O mote do que está exposto, é um: colocar o MFA no 'centro do dia 25 de Abril' "(...)
Acrescenta depois que "os acontecimentos na Guiné-Bissau, onde cumpriu serviço entre 1971 e 1973, marcam a memória pessoal de Pedro Lauret":
(...) " 'Meti uma cunha e coloquei o meu navio (aponta para a fotografia) na Guiné. Chamava-se Orion, era uma lancha de fiscalização', explicou o responsável da Marinha que integrou o Movimento dos Capitães e a Comissão que elaborou o programa do Movimento das Forças Armadas (MFA)" (...)
A exposição está organizada em função de três cronologias: (i) da II Guerra Mundial à guerra colonial"; (iii) os noves meses de génese e desenvolvimento do MFA (1973/74); e, por fim, 0 25 de Abril.
(...) "A situação na Guiné-Bissau mereceu também palavras do curador e antigo combatente, ao recuperar duas imagens. A 'Carta do furriel Casimiro a contar à família o abandono do quartel' e Miguel Pessoa, piloto-aviador cujo avião foi abatido. 'Esteve um dia e meio pendurado numa árvore e foi recuperado pelo grupo de Marcelino da Mata. Tem um simbolismo notável', confessou." (...)
(...) “Mostramos os aspetos dos aquartelamentos, como os soldados viviam. Viviam pior do que um bairro da lata”, comparou. “Tentámos que as imagens, numa exposição destas características, fossem ilustrativas, sem serem demasiado chocantes” (...)
Não sei se as minhas coisas todas estão lá, ou se os meus colegas as trouxeram. Tinha lá tudo, mas paciência.
Mas… JÁ NÃO VOLTO PARA LÁ!!! [em maiúsculas, no original].
(Revisão / fixção de texto: LG)
quinta-feira, 11 de abril de 2024
Guiné 61/74 - P25369: Os 50 anos do 25 de Abril (8): Convite para a inauguração da exposição "O MFA e o 25 de Abril", amanhã, dia 12 de Abril, pelas 17h00, na Gare Marítima de Alcântara - Lisboa (Pedro Lauret, Capitão-de-Mar-e-Guerra Reformado)
1. Mensagem do nosso camarada Pedro Lauret, Capitão-de-Mar-e-Guerra Reformado, com data de 11 de Abril de 2024:
Meu caro Carlos Vinhal,
Venho convidar-vos a estar presentes na inauguração da exposição “O MFA e o 25 de Abril” amanhã pelas 17:00, na Gare Marítima de Alcântara, onde o nosso Blogue figura na Ficha Técnica, assim como o Miguel Pessoa e o Casimiro de Carvalho.
Quem não puder estar presente a exposição estará aberta até fim de Junho, acesso livre, nos horários do Convite.
Forte Abraço
Pedro Lauret
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Nota do editor
Último poste da série de 9 DE ABRIL DE 2024 > Guiné 61/74 - P25359: Os 50 anos do 25 de Abril (7): exposição em Santiago do Cacém, "Filhos da Terra, Soldados do Ultramar"
sábado, 2 de julho de 2022
Guiné 61/74 - P23403: Guidaje, Guileje, Gadamael, maio/junho de 1973: foi há meio século... Alguém ainda se lembra? (7): um "annus horribilis" para ambos os contendores: O resumo da CECA - Parte VI: o ataque a Gadamael Porto: de 31 de maio a 11 de junho, o IN disparou cerca de 1500 granadas de canhão s/r e morteiro 120
Foto nº 1 > Guiné > Região de Tombali > Gadamael > 1974 > CCAÇ 4152/73 (Gadamael e Cufar, 1974 > O alf mil Carlos Milheirão (*), depois, no obus 14, e por detrás, assinalados por seta e legenda, o depósito de géneros e a enfermaria
Foto nº 2 > Guiné > Região de Tombali > Gadamael > 1974 > CCAÇ 4152/73 (Gadamael e Cufar, 1974 > Em primeiro plano, o autor das fotos, o alf mil Carlos Milheirão, que esteve em Gadamael entre fevereiro e julho de 1974.
Foto nº 3 > Guiné > Região de Tombali > Gadamael > 1974 > CCAÇ 4152/73 (Gadamael e Cufar, 1974 > Legendas, em primeiro plano, o Carlos Milheirão... À volta, da direita para a esquerda (i) portadas da messe; (ii) depósito de géneros e enfermaria; (iii) canhão sem recuo; e (iv) geradores elétricos (?).
Foto nº 4 > Guiné > Região de Tombali > Gadamael > 1974 > CCAÇ 4152/73 (Gadamael e Cufar, 1974 > O Carlos Milheirão no espalddão do obus 14. Legendas: da esquerda para a direita: (i) aqui provavelmente estava uma das metralhadoras; (ii) obus 14; (iii) algures por aqui havia um canhão sem recuo; e (iv) depósito de géneros e enfermaria.
Foto nº 5 > Guiné > Região de Tombali > Gadamael > 1974 > CCAÇ 4152/73 (Gadamael e Cufar, 1974 > Crianças... Legendas: (i) direção da bolanha /cais; (ii) depósito de géneros e enfermaria; e (iii) enfermaria / abrigo.
Foto nº 6 > Guiné > Região de Tombali > Gadamael > 1974 > CCAÇ 4152/73 (Gadamael e Cufar, 1974 > Aspeto geral do aquartelamento... Legendas, da esquerda para a direita: (i) abrigo; (ii) bandeira; (iii) padaria (?); (iv) cozinha e messe de sargentos; (v) messe e bar de oficiais; (vi) estas telhas certamente "voaram" com um disparo de obus para a mata do Cantanhez (Jemberém); e (v) espaldão de obus 14
Foto nº 6A> Guiné > Região de Tombali > Gadamael > 1974 > CCAÇ 4152/73 (Gadamael e Cufar, 1974 > Foto anterior, mais detalhada.
Foto nº 7> Guiné > Região de Tombali > Gadamael > 1974 > CCAÇ 4152/73 (Gadamael e Cufar, 1974 > Legendas: (i) abrigo; (ii) geradores elétricos (?); e (iii) bandeira (quando se içava ou arriava, os cães vinham para ali e uivavam ao toque do clarim)
Foto nº 8 > Guiné > Região de Tombali > Gadamael > 1974 > CCAÇ 4152/73 (Gadamael e Cufar, 1974 > Da esquerda para a direita: (i) bolanha; (ii) algures por aqui havia um canhão sem recuo; (iii) obus 14; (iv) depósito de géneros e enfermaria; (v) bolanha/cais; e (vi) tabanca.
1. Continuação da publicação da esta nova série "Guidaje, Guileje, Gadamael, maio/junho de 1973: foi há meio século... Alguém ainda se lembra?" (**).
Felizmente que ainda temos muitos camaradas vivos, que podem falar "de cátedra" sobre os 3 G, Guidaje, Guileje e Gadamael... Outros, entretanto, já não estão cá, que "da lei da morte já se foram libertando"... Do lado do PAIGC, por seu turno, é cada vez mais difícil poder-se contar com testemunhos, orais ou escritos, sobre os acontecimentos de então.
Após a retirada da guarnição de Guileje (22Mai73), a guarnição de Gadamael Porto tinha a seguinte constituição:
CCaç 4743/72,
O Cmdt do CAOP 1, Cor Para Rafael Ferreira Durão, esteve no aquartelamento de 22 a 31Mai73.
O Capitão Inf 'Cmd' Manuel Ferreira da Silva assumiu o Comando do COP 5 em 31 de Maio de 1973.
"[ ... ] No dia 29, no Comando-Chefe das FAG, foi-me comunicado que no dia seguinte seguiria para Gadamael Porto, para comandar o Comando Operacional n" 5, substituindo o Major Coutinho e Lima, entretanto preso em Bissau. No dia 30, segui de helicóptero para Cacine, e em 31 de barco "sintex", para Gadamael Porto onde cheguei cerca das 11h00n depois de 2 horas de viagem [... ]
Após a partida do coronel Rafael Durão, nesse mesmo dia, reuni com os dois Comandantes de Companhia, Cap Mil Inf Manuel Maia Rodrigues (CCaç 4743/72) e Cap Mil Art Abel Quelhas Quintas (CCav 8350/72), para me inteirar da situação. Após o almoço, quando iniciávamos uma visita ao aquartelamento, começaram as flagelações contínuas, com artilharia, morteiros, canhão sem recuo e mísseis. No início os impactos verificavam-se fora das instalações, mas gradualmente foram-se aproximando, e no final do dia já caiam dentro do aquartelamento.
O aquartelamento de Gadamael Porto, onde se encontravam as instalações militares tinha uma área de cerca de um hectare, com uma avenida central em terra batida que do cais, onde na maré cheia acostavam os pequenos barcos, passava junto à enfermaria, comando, depósito de géneros, arrecadação de material de guerra, posto de rádio, etc. e seguia para a pista de aviação. Os alojamentos estavam dispersos, e alguns junto ao arame farpado, que protegia a parte por onde o ln podia atacar. Do lado oposto existia a tabanca
da população com cerca de 500 habitantes. [... ]
Gadamael Porto face à sua localização, normalmente não era atacado, pelo que os abrigos existentes eram reduzidos, e as valas à volta do aquartelamentonnão ofereciam qualquer protecção às granadas do lN.
Ao amanhecer do dia 1 de Junho, o 2°dia da minha permanência, iniciou--se aquele que seria o dia mais crítico de toda a batalha de Gadamael Porto,mcom as flagelações quase permanentes particularmente de artilharia e morteiros 120 mm. Num espaço de tempo de 3 minutos chegaram a cair 18 granadas dentro do Quartel.
Fonte: Excertos de: Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 6.º Volume; Aspectos da Actividade Operacional; Tomo II; Guiné; Livro III; 1.ª Edição; Lisboa (2015), pp. 325-333.
[ Seleção / revisão / negritos / fixação de texto pata efeitos de publicação deste poste no blogue: L.G.]




































