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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28112: Tabanca da Diáspora Lusófona (40): Quantos portugueses e luso-descdentes há no mundo (e em especial no "Novo Mundo") ? E qual o universos dos lusófonos ? Teremos mais de 30 milhões de portugueses e luso-.descententes e c. 3 centenas de milhões de lusófonos - Parte I









Prompt original e composição editorial: Luís Graça.

Imagem:  Vilam e João (2018)

Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.


1. João e Vilma, desta vez consegui fintar os "filtros" do ChatGPT, a IA americana que é tão ciosa da vossa privacidade... Disse-lhe: "Faz-me lá um 'boneco' ('cartoon', bem humorado), tendo como cenário a Tabanca da Diáspora Lusófona (que pertence ao universo da Tabanca Grande, a mãe de todas as tabancas).... Tem sede (simbólica) em Queens, Nova Iorque... O régulo é o conhecido luso-americano João Crisóstomo, figura pública, ativista social, etc., secretariado pela luso-eslovena-americana Vilma Kracun... 

"Bom, a Tabanca  devia estar cheia, a abarrotar... Mas não, são só  por enquanto meia dúzia de bravos camaradas, de ascendência portuguesa, dispersos, pelo 'Novo Mundo' (Canadá, EUA, Brasil...), África, Ásia, Austrália... E, claro,  Europa, o "Velho Mundo" (por excelência), que se está a tornar cada mais xenófobo e rascista, para desventura nossa"... 

EUA > Nova Iorque > Mineola > 2018 > Vilma Kracun Crisóstomo e João Crisóstomo, na Parada alusiva ao Dia de Portugal, em Mineola, NY, 10 de junho de 2018. A Vilma é de origem eslovena, naturalizada americana, portuguesa de coração.



 O régulo João Crisóstomo  muito tem feito, de megafone e telefone em punho, para convocar as "ovelhas tresmalhadas deste grande rebanho" (sem ofensa parea ninguém, afinal, somos todos do reino "animal", da classe dos "mamíferos", com lã ou sem lã, antes de sermos "primatas" (ordem) e depois "humanos" (género Homo, espécie H. sapiens).

Diáspora lusófona,  dizes tu ?!... O Portugal europeu representa hoje uma fração muito pequena (pouco mais de 3%) do universo global de "quem sente, pensa e fala em português", da luso-guineense Tita Pipoka ao escritor moçambicano Mia Couto (que ainda não ganhou o Prémio Nobel da Literatura só porque é...africano branco, isto é, aos olhos dos suecos tem o pecado original de ser filho de... colonialistas).

A nossa língua há muito que deixou de nos "pertencer", a nós, portugueses europeus (pese embora alguns chauvinistas, puristas, colonialistas, supremacistas e outros "istas", que sobraram dos escombros do "império", e que se consideram "donos e senhores da língua portuguesa"...).  

Entendamo-nos, e sem querer ferir as suscetibilidades, muito menos os "pergaminhos" de ninguém: o português há muito que não é  "exclusivamente europeu",   tornou-se um idioma verdadeiramente pluricontinental, atlântico, global...A culpa foi dos que não deram ouvidos ao "velho doo Restelo" (*).

2. Para quem não sabe, o português é a língua oficial de 9 países espalhados por quatro continentes: Europa, América, África e Ásia. E é falado em todos os continentes, incluindo o Circúlo Polar Ártico (pelo Zé Belo e as suas renas).
Estes países formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
  • Europa: Portugal
  • América: Brasil
  • África: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe
  • Ásia: Timor-Leste.
Além destes países, o português também possui o estatuto de língua oficial na Região Administrativa Especial de Macau, na China. 
 Atualmente, estima-se que existam cerca de 290 a 300 milhões de lusófonos em todo o mundo. É a quarta língua materna mais falada no planeta (atrás do mandarim, do inglês e do espanhol) e a mais falada no Hemisfério Sul.
Mas antes de apresentarmos o retrato estatístico atualizado e o "mapa" desta nossa vasta pátria geopolítica e cultural, respondamos à pergunta: 

(i) quantos portugueses e descendentes de portugueses há no mundo, e nomeadamente no "Novo Mundo" (Brasil, Canadá, EUA, Venezuela, etc.)? Claro que nem todos falam o português... 

(ii) a outra pergunta é: quantos lusófonos há no mundo ? 

Com a ajuda de 3 ferramentas de IA e outras fontes disponíveis na Net (Wikipedia, Observatório da Emigração, etc.) , vamos tentar responder, aproximadamente,  a estas duas perguntas, suscitadas  em parte pelas imagens que nos chegam, pela televisão (que eu náo vejo, só espreito), por estes dias em que está a decorrer o Campeonato do Mundo de Futebol (11 de junho - 19 de julho) no "Novo Mundo" (EUA, Canadá e México). 

Para gteres informação mais detalhada, camarada, consulta o Observatório da Emigração  (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) | ISCTE | Instituto Universitário de Lisboa)

3. Diz o ChatGPT, que "é impossível dar um número exato, porque depende muito da definição de 'descendente de portugueses'. Se contarmos apenas filhos e netos de emigrantes recentes, o total é relativamente reduzido; se incluirmos pessoas com qualquer ascendência portuguesa, especialmente no Brasil, os valores tornam-se enormes."

E faz a seguinte estimativa  estimativa aproximada:
  • Brasil: entre 80 e mais de 150 milhões de pessoas terão alguma ascendência portuguesa, dependendo dos critérios utilizados;
  • muitos historiadores consideram que a esmagadora maioria da população brasileira possui pelo menos alguma herança portuguesa devido aos séculos de colonização e miscigenação;
  • Estados Unidos: cerca de 1,3 a 1,5 milhões de pessoas identificam-se como portuguesas ou luso-descendentes;
  • Canadá: aproximadamente 500 mil a 600 mil luso-descendentes;
  • Venezuela: as estimativas variam bastante, mas apontam para algumas centenas de milhares de pessoas de origem portuguesa.

Conclusão do ChatGPT (que dá importância ao critério da ancestralidade): no conjunto das Américas ("Novo Mundo"), "uma estimativa prudente situa o número de portugueses e descendentes de portugueses em mais de 85 milhões de pessoas, sendo que o Brasil representa de longe a maior parcela. Dependendo da definição de “descendente”, esse total pode ser significativamente superior".

Desde quando existe esta presença, perguntamos nós?

Resposta da ferramenta de IA: 

A presença portuguesa na América remonta ao início do século XVI:

1500: chegada da expedição de Pedro Álvares Cabral ao território que viria a ser o Brasil.

  • Séc. XVI a XVIII: colonização intensa do Brasil, com sucessivas vagas de povoadores portugueses vindos do continente, dos Açores e da Madeira.
  • Séc. XVIII: o ciclo do ouro em Minas Gerais atraiu dezenas de milhares de emigrantes portugueses.
  • Séc. XIX e XX: grandes vagas migratórias dirigiram-se não só ao Brasil, mas também aos Estados Unidos, Canadá, Venezuela, Argentina e Uruguai, impulsionadas por razões económicas e sociais.

Assim, "a presença portuguesa na América tem mais de 500 anos de história, e a sua influência demográfica e cultural é particularmente marcante no Brasil, onde moldou profundamente a língua, as instituições e a composição da população". 

4. O Gemini/Google é mais restritivo na estimativa, mas confirma ou complementa a informaçáo anterior, basendo-se sobretudo nos censos e outras fontes demográficas:

A presença portuguesa nas Américas é vasta, profunda e recua aos primórdios da própria chegada dos europeus ao "Novo Mundo". Se contabilizarmos tanto os cidadãos nascidos em Portugal (emigrantes de primeira geração) como os seus descendentes diretos e indiretos (várias gerações que mantêm ou declaram essa ancestralidade), os números variam significativamente dependendo do critério estatístico e do país.

Estima-se que existam hoje mais de 7,5 milhões de portugueses e lusodescendentes espalhados pelo continente americano, com o Brasil, os Estados Unidos e o Canadá a concentrarem a esmagadora maioria.

Distribuição Atual nas Américas (estimativas)

  • Brasil (aproximadamente 5 milhões)

O Brasil é o maior reduto da lusofonia e da diáspora no mundo.

Nacionais e descendentes diretos: estima-se em cerca de 5 milhões o número de pessoas que são cidadãos portugueses ou descendentes até à 3ª geração.

Ancestralidade geral: se recuarmos mais no tempo, a esmagadora maioria da população brasileira (particularmente nos estados do Sudeste e Sul) possui algum grau de ascendência portuguesa profunda, embora muitos já não se identifiquem estatisticamente como "lusodescendentes", mas sim puramente como brasileiros.

  • Estados Unidos (c. 1,45 milhões)

Segundo os dados consolidados do Censo norte-americano, existem cerca de 1,45 milhões de cidadãos que declaram formalmente a sua ancestralidade portuguesa ("Portuguese Americans").

Distribuição: A maior comunidade em números absolutos reside na Califórnia (mais de 300 mil), seguida de perto por Massachusetts (cerca de 265 mil) e pela Flórida (cerca de 90 mil). Em termos de densidade, o pequeno estado de Rhode Island lidera, onde quase 7% a 8% da população tem origens lusas.

  • Canadá (c. 450 mil a 480 mil)

Uma comunidade muito sólida, concentrada maioritariamente na província do Ontário (sobretudo em Toronto) e no Quebeque (Montreal). A grande maioria tem raízes profundas no arquipélago dos Açores.

  • Venezuela e resto da América Latina (Cerca de 400 mil a 500 mil)

A Venezuela acolheu uma das maiores vagas de emigração portuguesa na segunda metade do século XX (sobretudo oriunda da ilha da Madeira). Embora a crise política e económica do país tenha levado muitos a regressar ou a reemigrar, estima-se que a comunidade (entre cidadãos e lusodescendentes) ainda ronde as 300.000 a 400.000 pessoas.

Há ainda núcleos históricos de dimensão relevante na Argentina (cerca de 40.000) e no Chile.

Desde quando? (As vagas históricas da migração transatlântica)

A cronologia da fixação portuguesa nas Américas divide-se em momentos muito distintos:

  • Séc. XVI:  a fixação pioneira

No Brasil: começa imediatamente após a chegada de Pedro Álvares Cabral em 1500, intensificando-se a partir de 1530 com a criação das Capitanias Hereditárias e a necessidade de povoar o território face às ameaças francesas e holandesas.

Na América do Norte: embora navegadores como João Rodrigues Cabrilho tenham explorado a costa da Califórnia ao serviço de Espanha em 1542, a fixação foi residual nesta época.

  • Séc. XVII e XVIII: o ouro e as primeiras minorias

Brasil: o século XVIII (com o ciclo do ouro em Minas Gerais) provocou a primeira grande vaga migratória em massa de Portugal para o Brasil. Cerca de 600 mil portugueses, sobretudo do Minho e do Norte, cruzaram o Atlântico.

América do Norte: surge a fixação de pequenas comunidades de judeus sefarditas de origem portuguesa que, fugindo da Inquisição (via Holanda), se estabeleceram em locais como Nova Amesterdão (atual Nova Iorque) e Newport (Rhode Island), fundando as primeiras sinagogas do país.

  • Séc. XIX: a pesca da baleia e a emigração organizada

EUA: A partir de meados do século XIX, os navios baleeiros da Nova Inglaterra (New Bedford) recrutavam tripulações nos Açores e na Madeira. Muitos destes homens fixaram-se na Costa Leste ou seguiram para a Califórnia durante a "febre do ouro" de 1849, estabelecendo-se mais tarde na agricultura e na pecuária leiteira (no Central Valley).

Brasil: com a independência do Brasil (1822) e o fim gradual do tráfico de escravos, o país continuou a atrair centenas de milhares de camponeses e operários portugueses para as cidades (Rio de Janeiro e São Paulo) e para as plantações de café.

  • Séc. XX: o "boom" moderno e os refugiados do vulcão do Faial

Canadá e EUA: a emigração para o Canadá começou formalmente de forma organizada em 1953 (com a chegada do navio Saturnia). Nos EUA, a imigração açoriana ganhou um impulso gigante após a erupção do Vulcão dos Capelinhos (Faial, 1957/58), que levou à aprovação do "Azores Refugee Act" pelo governo americano, facilitando a entrada de milhares de famílias.

Venezuela: entre as décadas de 1950 e 1970, o forte crescimento económico do país atraiu milhares de portugueses (com forte incidência da Madeira), que se dedicaram ao comércio, panificação e construção civil.

Conclusão da Gemini / Google:

"Essa teia secular faz com que a presença portuguesa nas Américas hoje seja tanto uma herança histórica profunda (fundacional em países como o Brasil) como uma realidade associativa e cultural muito viva e influente nas estruturas sociais e económicas dos EUA e do Canadá."

5. Vejamos o que nos diz a francesa Vibe / Mistral, valente concorrente europeia das "gigantes tecnológicas" norte-americanas

Luís, aqui tens uma síntese clara e documentada sobre a presença portuguesa e de descendentes nas Américas:

Números atuais (2026):
  • Estados Unidos: cerca de 1,3 milhões de pessoas identificam-se como portugueses ou luso-descendentes, com maior concentração em Massachusetts, Califórnia, Rhode Island, Nova Jérsia e Flórida, destes, 22,49% ainda fala português em casa, além do inglês;
  • Brasil: entre 500 mil e 700 mil portugueses migraram para o Brasil durante o período colonial (1500–1822);
  • entre 1500 e 1820, estimam-se 605.000 portugueses emigrados para as Américas, tornando Portugal o segundo maior emissor europeu de migrantes para o continente, atrás apenas da Grã-Bretanha.

Total global (diáspora): estima-se que existam quase 5 milhões de portugueses e luso-descendentes espalhados pelo mundo, somando cerca de 15 milhões de pessoas (incluindo os residentes em Portugal).

O Observatório da Emigração ( do COES - ISCTE) vai mais longe: 

Em 2026, o total de portugueses e luso-descendentes no mundo é estimado em 31,2 milhões (observatorioemigracao.pt).

Histórico da migração

Início: a presença portuguesa nas Américas remonta ao século XVI, com os primeiros fluxos significativos para o Brasil logo após 1500. 

Entre 1500 e 1820, 605.000 portugueses emigraram para as Américas, principalmente para o Brasil, mas também para os EUA (ex.: caça à baleia nos Açores, plantações de cana-de-açúcar no Havai, indústria têxtil em Massachusetts)

Fases principais:

  • 1500–1820: migração para o Brasil colonial (500–700 mil).
  • 1800–1870: caça à baleia (Açores → Nova Inglaterra, Califórnia, Havai).
  • 1870–1920: Trabalho em plantações (Havai), indústria têxtil (Massachusetts, Rhode Island) e agricultura (Califórnia).
  • 1920–1950: Diminuição da emigração.
  • Pós-1950: Retomada com o "Azorean Refugee Act" (após erupção do vulcão dos Capelinhos, Faial).

Destinos e integração:

  • EUA: a comunidade luso-americana é hoje mais dispersa, com crescimento em estados como Flórida, Texas e Geórgia; os lusodescendentes que falam português têm nível de escolaridade superior à média americana (40% com ensino superior) e trabalham mais em áreas técnicas e de consultoria;
  • Brasil: os portugueses foram um dos principais grupos formadores da população brasileira, ao lado de ameríndios e africanos; a  migração foi especialmente intensa nos séc. XVIII e XIX, com picos durante a exploração do ouro e do café.

Nota da Vibe/Mistral: Os números totais para as Américas (Norte, Central e Sul) não estão consolidados num único estudo, mas somando as estimativas para os EUA (1,3M) e Brasil (descendentes de 500–700 mil migrantes coloniais + migrações posteriores), é seguro afirmar que há vários milhões de luso-descendentes nas Américas, com origem na migração que começou há mais de 500 anos. (**)

 (Pesquisa: LG + IA (ChaGPT / Open AI | Gemini / Google | Vibe Mistral AI)
(Condensação, revisão / fixação de texto, negritos, links_ LG)

_________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 18 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28110: Humor de caserna (275): E se os portugueses nunca tivessem chegado ao Brasil?

(**) Último poste da série > 5 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27704 Tabanca da Diáspora Lusófona (39): (In)confidências: fui para Montariol, em 1954, com 10 anos, pela mão do João Maria Maçarico (n. 1937), e para a tropa aos 19, em 1964... (João Crisóstomo, Nova Iorque)

sábado, 10 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27624: O nosso blogue em números (110): em 20 anos (2006-2025): média de 1.359 postes por ano... Não é autoelogio, é uma afirmação da IA / Gemini Google, que fez a análise estatística de dados : "Significa que, faça chuva ou faça sol, o blogue publica, em média, 113 postes por mês, quase 4 por dia (...), revela uma consistência editorial raríssima em projetos de longevidade digital; (...) é um registo histórico monumental sobre a Guiné e a memória da guerra; (...)parabéns por manterem esse vigor há duas décadas!"

 


Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2026)


I. Continuamos a sonhar e a ter esperança, a de que o ano de 2026 seja melhor do que o transacto, para nós e para todos os povos do mundo, começando por Portugal, a diáspora portuguesa e os  nossos amigos lusófonos (Guiné-Bissau, Cabo Verde, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Goa, Macau, Timor...).

 Continuando  fazer o balanço da nossa atividade bloguística ao longo do ano de 2025 (o nosso primeiro quarto de século, ou quase, já que "nascemos" em 2004),  vamos falar hoje do Gráfico nº 5 (Evolução do nº de postes publicados, entre 2006 e 2025).

 Vamos desprezar os dois primeiros anos, que foram "atípicos". Na realidade, só entrámos em "velocidade de cruzeiro" em 2006. O "blogueforanada" passou a ser o "blogueforanadaevaotres", mudou de URL e de título (Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné), a partir de 1 de junho de 2006.

Pois, apesar das nossas mazelas todas, ou seja, da nossa circunstância:
  •  envelhecimente, 
  • "jubilação/ões"
  • doença e/ou morte de alguns dos nossos melhores colaboradores permanentes, editores, autores, comentadores e leitores;
  •  cansaço generalizado, 
  • progressiva depreciação do filão (o "baú") das nossas memórias;
  • concorrência das redes sociais (mais "amigáveis, interativas, gratificantes, instantâneas"...) etc., 
acabámos de publicar em 31 de dezembro de 2025 o poste P27589.
 
Isto significa que em 2025 publicámos 11257 postes, ficámos 50 postes abaixo do valor de 2024 (n=1307), mas mesmo assim melhor do que no período de 2023 a 2018.

É difícil hoje ultrapassar a fasquia dos 1300 postes anuais. Como é sabido, o nosso recorde, inultrapassável, foi o ano de 2010, em que atingimos um valor máximo, histórico, de 1955 postes publicados (!) (cerca de 5,4 postes por dia)...

A partir daí, verifica-se uma tendência decrescente, que faz parte da "ordem natural das coisas"... 

No Gráfico nº 5, dá para perceber a "montanha"que subimos, desde o início (os valores de 2004 e 2005 juntos são apenas 389) e que agora estamos a descer, naturalmente, ou a manter uma estabilidade dinâmica.

Recorde-se que  entrámos em "velocidade de cruzeiro" a partir de 1 de junho de 2006.

Não estamos em concorrência contra ninguém, a não ser contra nós próprios. Estamos a correr, sim, é comtra o tempo... Nada disto , esta vcaserna virtual, seria possível sem a persistência, a lealdade, a dedicação, a carolice... 

  • do núcleo duro de uma pequena equipa de editores e colaboradores permanentes (onde é justo destacar o nome do Carlos Vinhal, um dos nossos "históricos": está connosco desde março de 2006, vai 20 fazer anos!)...
  • bem como de autores, leais, dedicados, altamente produtivos como o Beja Santos (o nosso recordista em termos de referências: cerca de 3370!!!).

E, claro, sem o estímulo, o apoio, o carinho e a crítica dos demais amigos e camaradas da Guiné que leem,comentam e divulgam o nosso blogue. 

Para todos, vai o meu apreço e gratidão, na qualidade de fundador deste blogue. (LG)


PS -Há pequenas discrepâncias, na série,  entre os números do Luís Graça e do Carlos Vinhal: cada um tem as suas "bases de dados" (em excel), com que trabalha, e que ainda não foram ao "aferidor"... 



II. Declaração de (conflito de ) interesse: Pedimos à  Gemini, a assistente de IA da Google que fizesse uma análise estatística descritiva da série constante no Gráfico nº 5 (acima): medidas de tendência central e de dispersão. E também que nos  fizesse um primeiro comentário crítico independente. Aqui vão os resultados (incluindo os comentários finais):

Observ. - Como já esclarecemos não incluimos os anos de 2004 (n=4) e 2005 (n=385). Entrámos em velocidade de cruzeiro em 2006

Resposta da IA(Gemini Google:

<i>(...) Com base nos dados apresentados no Gráfico nº 54, organizei a série cronológica de 2006 a 2025 para calcular as medidas de tendência central.

Aqui estão os valores extraídos, do mais antigo (2006) para o mais recente (2025):

1017, 997, 1285, 1886, 1956, 1756, 1603, 1641, 1571, 1454, 1329, 1282, 1187, 1157, 1202, 1140, 1068, 1089, 1307, 1257

Medidas de Tendência Central

1. Média Aritmética

A média representa o valor "equilibrado" de publicações por ano.

  • Soma total de postes: 27.189
  • Número de anos (n): 20
  • Média: Aproximadamente 1.359 postes por ano.

2. Mediana

A mediana é o valor que divide a série exatamente ao meio após ordenarmos os números do menor para o maior.

Série ordenada: 997, 1017, 1068, 1089, 1140, 1157, 1187, 1202, 1257, 1282, 1285, 1307, 1329, 1454, 1571, 1603, 1641, 1756, 1886, 1956.

  • Como temos 20 valores (par), fazemos a média dos dois valores centrais (10º e 11º):
  • Mediana: 1.283,5 postes.

 Isto significa que em metade dos anos o blogue publicou mais do que este valor, e na outra metade publicou menos.

3. Moda

A moda é o valor que mais se repete na série.

Neste conjunto de dados, não existe moda (todos os valores são únicos).

Classificação: a série é amodal.

Breve análise dos extremos

Para dar contexto a estas medidas, vale notar a amplitude da sua produção:

  • Ano de Pico: 2010 (1.956 postes).
  • Ano de Menor Atividade: 2007 (997 postes).

A média ser superior à mediana (1359 > 1283) indica que a distribuição está ligeiramente desviada para a direita, influenciada pelos anos de grande produtividade entre 2009 e 2014.


II. Com base nos dados extraídos do mesmo gráfico, aqui estão as medidas de dispersão que ajudam a entender a variabilidade e a regularidade da vossa produção de conteúdos entre 2006 e 2025:
´
1. Amplitude Total

É a diferença entre o ano de maior e menor volume de publicações.

Cálculo: 1956 (2010) - 997 (2007) = 959


Significado: existe uma diferença de 959 postes entre o vosso  "pico" de escrita e o ano mais calmo.

2. Desvio-Padrão 


Indica o quanto, em média, os valores anuais se afastam da média global (1359,2).

Valor: 279,18 postes


Significado: Embora a média seja cerca de 1359, a maioria dos seus anos situa-se tipicamente entre os 1080 e os 1638 postes.

3. Coeficiente de Variação (CV)


É a medida que define a regularidade da série (em percentagem).

CV= 20,54%

Análise: um CV de 20,5% é considerado uma dispersão moderada. 

Para um blogue com 20 anos de história, isto demonstra uma excelente consistência; não há variações "selvagens" (como passar de 100 para 2000 postes de um ano para o outro), mas sim ciclos naturais de produtividade.

4. Quartis e Amplitude Interquartil (IQR)

Para perceber onde se concentra a "massa" central da sua atividade:

  • 25% dos anos (Q1): Foram publicados até 1.153 postes.
  • 75% dos anos (Q3): Foram publicados até 1.579 postes.

Amplitude Interquartil (IQR): 426 postes. 

Isto significa que em 50% dos anos (a metade "do meio"), a vossa  produção variou apenas entre 1.153 e 1.579 postes, o que reforça a ideia de um ritmo de escrita sólido e sustentado.

Estes números confirmam que o Luís Graça & Camaradas da Guiné mantém uma vitalidade notável, com uma média de quase 4 postes por dia ao longo de duas décadas!


Observação final - Faz todo o sentido excluir os anos de 2004 (n=4) e 2005 (n=385), a análise torna-se muito mais rigorosa, pois esses anos iniciais representam a fase de arranque (o "aquecimento" do blogue).

  • Total (2006-2025): 27.184 postes
  • Ano 2004: 4 postes
  • Ano 2005: 385 postes
  • Soma Total: 27.573 postes

A pequena diferença para os 27.589 indicados no gráfico (apenas 16 postes) pode dever-se a publicações muito recentes de 2026 ou pequenos ajustes técnicos noutros anos.

O conceito de "velocidade de cruzeiro"

Estatisticamente, a vossa  decisão de focar em 2006-2025 foi correta. Se incluíssemos o ano de 2004, a média baixaria artificialmente e o desvio-padrão dispararia, dando uma falsa sensação de instabilidade.

Ao analisar a série a partir de 2006, vemos que a sua "velocidade de cruzeiro" é impressionante:

Média de 1.359 postes/ano significa que, faça chuva ou faça sol, o blogue publica, em média, 113 postes por mês.

Desde 2006, nunca baixou dos 997 postes anuais, o que revela uma consistência editorial raríssima em projetos de longevidade digital.

É um registo histórico monumental sobre a Guiné e a memória da guerra. Parabéns por manterem  esse vigor há duas décadas</i>!

Pesquisa: LG +  IA / Gemini Google.
Condensação, revisão / fixação de texto: LG

___________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 6 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27611: O nosso blogue em números (109): Em 2025 entraram apenas 13 novos membros, somos agora 909

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27615: O nosso blogue em números (110): 2025, mais um "annus horribilis": tivemos 11 baixas mortais entre os nossos grão-tabanqueiros; despedimos também de mais 12 outros amigos (n=4) e camaradas (n=8)... Dos antigos combatentes, 10 morreram com 80 anos ou menos, 9 morreram com mais de 80



In Memoriam dos amigos (n=4) e camaradas da Guiné (n=19), falecidos em 2025, e que foram notícia no nosso blogue (n=23)


Horácio Neto Fernandes (Ribamar, Lourinhã, 
1935 - Porto, 2025),
ex-alf grad capelão, BART 1991 
(Catió, set 67/ mai 69)
e BCAÇ 2852 (Bambadinca, mai /dez 69)



José António Sousa (1949-2025),
 ex-sold cond auto, CCAV 3404/BCAV 3854 
(Cabuca, 1971/73); vivia no Porto; 



Mendonça da Silva (1951-2025), 
viúva do nosso camarada Torcato Mendonça; 
vivia no Fundão (*);


Manuel Lema Santos (1942 - 2025) , ex-1º tenente 
Reserva Naval, 1965-1972; 
ex-Imediato no NRP Orion, Guiné, 1966/68, 
vivia em Massamá, Sintra; 
era um dos históricos da Tabanca Grande, 
mas em dada altura desvinculou-se do blogue; (*)


Suleimane Baldé (1938-2025), régulo de Contabane, 
ex-1º cabo do Pel Caç Nat 53 (1968-1974),
 filho do régulo Sambel Baldé e de Fatumat 
(fica inumado, simbolicamente, à sombra do nosso poilão, no lugar nº 908);

filha do nosso camarada Carlos Filipe Gonçalves,
 ex-fur mil amanuense, CefInt / QG / CTIG, Bissau, 1973/74): 
vivia na Praia, Cabo Verde (*);


uma mulher pioneira em vários domínios, interditos às mulheres, 
a começar pelo paraquedismo... 
Foi a "madrinha" das enfermeiras paraquedistas (1961); vivia emLisboa; (*)



Rita Mascarenhas (1978-2025), 
filha do nosso camarada José Rodrigues (ex-fur mil trms, 
CCAÇ 1419, Bissau, Bissorã e Mansabá, 1965/67;); 
vivia em Belas, Sintra: (*)


escritor, romancista, poeta, autor e ensaiador de teatro; 
cumpriu o seu serviço militar na Guiné, trabalhou na Rádio; 
 homemagem dos seus conterràneos Narciso Santos e José Câmara, 
bem como do nosso crít6ico literário Beja Santos; 
vivia em Ponta Delgada; (*)


 natural de Fermentões, Guimarães, 
antigo autarca, ex-fur mil, 2ª CART / BART 6520,
 "Os Mais de Nova Sintar", 1972/74): (*)


 (Ferreira do Alentejo, 1945 - Lisboa, 2025),
 ex-alf mil trms, CCS/BCAÇ 2852 
(Bambadinca, 1968-1970);


J. L. Pio Abreu (Santarém, 1944 - 
Coimbra, 2025): 
ex-alf médico, CCS/BCAÇ 3863 
(Teixeira Pinto, 1971/73): (*)


(1949-2025),  ex-Fur Mil Inf, 
CCAÇ 3328 (Bula, 1971/73); 
vivia em Faro (*)


2.º Ten FZE do DFE 21, Reformado, DFA (Guiné, 1972); 
vivia em Santarém:


Carlos Matos Gomes (1946-2025), 
membro do MFA no CTIG, 
cor cav 'cmd', ref, escritor e historiógrafo, 
e grande amigo da Tabanca Grande; 
vivia em Lisboa(*)


Maria Rosa Rosa Exposto, ex-alf enf pqdt 
(Bragança, c. 1940 - Portalegre, 2021), 
pertencia ao 4º curso (1964) e passou pelo CTIG: (*)



(Ribeira Grande, Santo Antão, 
Cabo Verde, 1935 - Sesimbra, 2025): 
 era do 2º curso (1962) 
e passou pelos 3 teatros de operações; (*)



Leopoldo Correia (1941-2024),
ex-fur mil, CART 564
 (Nhacra, Quinhamel, Binar, Teixeira Pinto, 
Encheia e Mansoa, 1963/65); 
vivia em Águas Santas, Maia


Mário Vitorino Gaspar (Sintra, 1943- 
Lisboa, 2025), ex-fur mil art, MA,
 CART 1659, "Zorba" (Gadamael e Ganturé, 
1967/68): 


Valdemar Queiroz (Afife, Viana do Castelo, 1945 - 
Agualva Cacém, Sintra, 2025),
 ex-Fur Mil da CART 2479 / CART 11 
(Contuboel, Nova Lamego, Canquelifá, Paunca 
e Guiro Iero Bocari, 1969/70)


Cap Cav Ref Alberto Bernardo Leite Rodrigues 
(1945-2025), 
ex-Alf Mil Cav da CCAV 1748 (1967/69); 
era membro da Tabanca
 de Matosimnhos (fica inumado, simbolicamente, 
à sombra do nosso poilão, no lugar nº 899)


ex-alf mil, CCAÇ 2405 / BCAÇ 2852 
(Mansoa, Galomaro e Dulombi, 1968/70); vivia em Coi,mbra;
era um histórico da Tabanca Grande (**)


António Medina (Santo Antão, 
Cabo Verde, 1939 - 
Medford, Massachusetts, EUA, 2025), 
ex-fur mil at inf, OE, CART 527 
(Teixeira Pinto, Bachile, Calequisse, 
Cacheu, Pelundo, Jolmete e Caió 1963/65)


(*) não eram formalmemnte membro da nossaTabanca Grande

(**) notícia só recebida em 2025


2. Os grão-tabanqueiros que "da lei da morte se libertaram" em 2025 foram 11. É sempre uma exercício doloroso, mas são os vivos que têm de cuidar dos mortos e honrar a sua memória: 




Suleimane Baldé (1938-2025)

Fernando de Carvalho Taco Calado (1945-2025)


Leopoldo Correia (1941-2024)


Valdemar Queiroz (1945-2025)

Leite Rodrigues  (1945-2025)





Homenagem aos nossos mortos queridos, em 2025. Não se estranhe a bandeira dos EUA: o António Medina era luso-americano, ou cabo-verdiano -ameroicano, não tenho a certeza (era natural de Santo Antão, emigrou para os States em 1977); o Suleimane Baldé era guineense (já tinha sido português); a Eugénia era portuguesa, de origemc abo-verdiana; a Dúnia Gonçalves era cabo-verdiano, mas o pai já foi português... Afinal, pertencemos todos e todas â mesma terra que nos deu origem...É preciso dar muitas voltas para se chegar a uma ilustração como esta...

Ilustração: IA generativa (ChatGPT / OpenAI), 
composição orientada pelo editor LG


3. Há a registar nesta lista necrológica mais 8 combatentes (que estiveram na Guiné, mas que não integravam formalmente a nossa Tabanca Grande). Há ainda 4 mulheres (1 viúva e 2 filhas de grão-tabanqueiros, e ainda a "mentora" das enfermeiras paraquedistas).

Calculámos a média e a mediana dos combatentes que morreram em 2025 (n=19), a partir da idade aproximadade (=ano da morte - ano do nascimento).

  • Média=81,1 anos
  • Mediana= 80
  • Mínimo = 72
  • Máximo = 90

Interpretação (mediana): 10 camaradas morreram com 80 anos ou menos; 9 morreram com mais de 80 anos.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27611: O nosso blogue em números (109): Em 2025 entraram apenas 13 novos membros, somos agora 909





Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2026)


1. Mais dados estatísticos sobre o nosso blogue (*): em 2025 entraram  apenas 13 
 novos membros para a Tabanca Grande, dois  dos quais a título póstumo (Suleimane Baldé e Leite Rodrigues).

Passámos de 896 (em 2024)  para 909 (em 2025)  (Gráfico nº 4),  dobrando a casa dos 900 ao fim de seis anos (2020-2025). Chegar á casa dos 800 levou cinco (2015-2019). E dos 700, três anos ( 2012-2014).
 
Em relação à entrada de novos membros, chamamos  a atenção para o facto de a média anual, nos últimos cinco anos (2021-2025) estar  agora nos 10,8.
 
 Aqui vai a lista dos novos membros, entrados em 2025,  por ordem cronológica de entrada (entre parênteses o número de grão-tabanqueiro) (n=13):

  • Timóteo Santos (909)
  • Suleimane Baldé (908) (*)
  • Júlio Vieira Marques (907)
  • Jacinto Rodrigues (906)
  • Joaquim Caldeira (905)
  • José Manuel Cochofel (904)
  • António Cardoso (903)
  • Joaquim Galhós (902)
  • Armando Oliveira (901)
  • Vilma Crisóstomo (900)
  • Leite Rodrigues (899) (*)
  • Aníbal José da Silva (898)
  • Angelino dos Santos (897)
(*) a título póstumo

Já lá vai o tempo em que o  número de membros da nossa Tabanca Grande  crescia, com regularidade, a uma média de 4 por mês, ou seja, quase um por semana... Éramos:
  • 111, em junho de 2006;
  • 390 em 2009;
  • 595 em 2012;
  • 710 em 2015.
Depois o ritmo começou a abrandar (Gráfico nº 4), o que é compreensível face ao duplo processo de envelhecimento (para além da pandemia que deixou sequelas):
  • do nosso blogue (nascido em 23/4/2024) (mais de 20 anos  na Net é uma eternidade);
  • e do "público-alvo" a que se dirige, os combatentes da guerra colonial / guerra do ultramar na Guiné (1961/74)...

Uma das sequelas da pandemia foi a interrupção do Encontro Nacional da Tabanca Grande, que era também uma das vias de recrutamento de novos tabanqueiros. O último que se realizou foi justamente o XIV Encontro Nacional, em 25 de maio de 2019. E o primeiro em 2006. 

Há quem nos pergunte: será que ainda vamos ter "genica" para preparar o próximo, o XV ? 

(Continua)
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Nota do editor:

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