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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28273: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (74): Adeus, Bijante, Bubaque, Bijagós, que eu vou para o "Puto" para fugir das chuvas...e sentar-me debaixo da parreira na quinta do Vouga, Águeda





Foto nº 1A e  1



Foto nº 2A e 2 


Guiné-Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Ilha de Bubaque > Bijante > 1 de agosto de 2026 >   Sistema de a abastecimento de água para a tabanca de Bijante. Obra da Impar Lda. 


Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]



1. Comentário do Patrício Ribeiro ao último poste da sua série, "Bom Dia, desde Bissau" (*):

(...) Eu agora, fugi da chuvas.

Espero debaixo da minha parreira nas margens do Vouga, Águeda,  pela vossa visita.
Abraço
2. Última mensagem que nos mandou da ilha de Bubaque, Bijagós, antes de viajara para o "Puto", onde vai passar férias nai sua quinta em Águeda.


Data - sábado, 1/08/2026, 20:52
Assunto - Sistema de a abastecimento de água para a tabanca Bijante.

Luís,

Não me quero substituir aos fotógrafos famosos do nosso blogue...Cada um faz o que pode, com a realidade que tem...Mesmo com muita chuva nas costas, de mais uns dias na ilha de Bubaque.

Desta Guiné, pela qual muitos nós nos apaixonámos e que outros detestaram.

Abraço
Patrício Ribeiro
Impar Lda
________________
 
Nota do  edittor LG:


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28246: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (73): A árvore sagrada, secular, da tabanca de Bijante, junto à baloba, na ilha de Bubaque, Bijagós, é muito provável que seja uma Ficus polita




Foto nº 1, 1A e 1B




Foto nº 2, 2Ae 2B


Guiné-Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Ilha de Bubaque > Bijante >   1 de agosto  de 2026 > A árvore sagrada, junto à baloba (ou casa dos irãs) (*)

Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]



1. Fotos enviadas pelo Patrício Ribeiro, nosso "embaixador em Bissau", empresário (Impar Lda), que chegou a Bubaque, no dia 10 de julho, por volta das 13:55. Em trabalho.
 

 Devido à lentidão da Net, costuma mandar-nos sempre uma foto de cada vez. Estas foram tiradas em 1 de agosto, por volta das 14h15, na tabanca de Bijante.  Têm legendas lacónicas, como sempre



Data - sábado, 1/08/2026, 20:35

Foto nº 1 > Ilha de Bubaque > Tabanca de Bijante > Árvore, do género "Figueira",  de grande tamanho, junto da baloba.

Foto nº 2 > Ilha de Bubaque > Tabanca de Bijante > Tronco da "Figueira", com mais de 5 mt de diâmetro
 

2. Comentário do editor LG:

Patrício  obrigado pelas fotos. Não sou especialista em botânica, e muito menos da tua terra adotiva (, sou apenas um curioso da fauna e flora), mas três ferramentas de IA que consultei ( Gemini Google | ChatGPT Open AI | Vibe Mistral AI ), além da plataforma African Plants: A photo guide, estão de acordo com a tua observação:  analisando as tuas fotos, concluíram que tens razão, trata-se de um exemplar do género Ficus (uma figueira-brava/estranguladora); é um belo exemplar das figueiras sagradas que se encontram na Guiné-Bissau, e em especial no arquipélago dos Bijagós.

2.1. Na Foto no. 2,, é possível observar claramente a estrutura botânica que explica o aspeto e as dimensões do tronco:

Hábito estrangulador (Figueira-Mata-Pau), em português do Brasil): a árvore hospedeira original (provavelmente um poilão/Ceiba pentandra ou outra espécie de grande porte) foi envolvida ao longo de décadas pelas raízes aéreas e ramos de uma figueira epífita,

Fusão de troncos: o tronco massivo visível na base resulta da fusão e espessamento (anastomose) dessas raízes aéreas adventícias ao redor do tronco central, criando uma estrutura colossal composta;

Massa e dimensão: esse processo de crescimento colateral e fusão de raízes explica a enorme largura da base (que pode atingir facilmente perímetros invulgares e uma copa extremamente densa e ramificada, como se nota na foto nº 1).

Na Guiné-Bissau e no Arquipélago dos Bijagós, estas grandes figueiras e poilões centenários junto a balobas são habitualmente integrados nos locais sagrados, servindo de morada aos espíritos (irãs) e de ponto de reunião ritual da comunidade. (Fonte: Gemini | Google).

2. 2. O ChatGPT também está de acordo, dezendo que, sem quaisquer dúvidas, se trata uma figueira-brava, do género Ficus.

As fotografias mostram vários indícios característicos de uma Ficus adulta: o tronco gigantesco, muito engrossado na base; tronco muito espesso e irregular, com numerosas protuberâncias; raízes tabulares ("sapopemas") e raízes adventícias aderentes ao tronco; ramos muito pesados e pendente; numerosas raízes aéreas que descem dos ramos e acabam por fundir-se com o tronco; copa extremamente densa e arredondada, em forma de guarda-chuva; hábito de formar um verdadeiro "bosque" sobre um único indivíduo.

A foto nº 2 é particularmente elucidativa: essas raízes adventícias, que abraçam o tronco e descem dos ramos, são praticamente uma assinatura das grandes figueiras tropicais.

Espécie:

É mais difícil de identifcicar.

Na Guiné-Bissau existem várias espécies de Ficus. Mas a mais provável é a Ficus polita, muito comum na África Ocidental, frequentemente preservada junto das tabancas e dos locais sagrados.

O ChatGPT exclui, como menos prováveis a Ficus sycomorus (copa mais aberta; folhas bastante maiores; tronco menos "nodoso"; sicónios abundantes diretamente no tronco); e Ficus elastica (a figueira-da-borracha), introduzida, cujas folhas são muito maiores e brilhantes.

Idade:

Se o diâmetro referido pelo Patrício Ribeiro ronda os 5 metros ( perímetro visível do conjunto do tronco ou a uma medição aproximada "de vista"), e observando a enorme base, as raízes incorporadas, e o grau de deformação do tronco, o ChatGPT dar-lhe-ia 200 a 250 anos de existência.

Nas tabancas bijagós, onde uma árvore ligada à baloba nunca é abatida, exemplares desta idade não são nada improváveis.

Se o fotógrafo mediu cerca de 5 m de diâmetro, isso corresponderia a quase 16 metros de perímetro, o que faria dela uma árvore verdadeiramente excecional, provavelmente com vários séculos de idade.

Há, contudo, uma particularidade nas figueiras: muitas vezes o que parece um único tronco resulta da fusão de diversos troncos e raízes aéreas ao longo do tempo. Por isso, o "diâmetro" é um conceito algo enganador nestas árvores.

Altura:

A fotografia permite fazer uma estimativa razoável,  usando as casas (moranças). Uma casa tradicional bijagó tem normalmente: cerca de 2,6–3 m até ao beiral; e  cerca de 4–4,5 m até ao cume do telhado.

Comparando essas referências com a copa,  a árvore mede aproximadamente 8 a 9 vezes a altura do telhado. Ou seja, qualquer coisa entre 31 e 37 m

Relação com a baloba

As figueiras sagradas são centrais nas balobas das tabancas bijagós
, servindo como eixo espiritual para rituais, assembleias e culto aos irãs (espíritos ancestrais).

A idade centenária e a preservação junto a locais sagrados alinham-se com a prática de conservar estas árvores como símbolos de memória coletiva e ligação aos antepassados (Mistral AI).

Aliás, esta figueira poderá ser mais antiga do que a própria tabanca atual. É perfeitamente possível que Bijante tenha crescido em torno dela e que sucessivas gerações a tenham preservado precisamente por ser considerada sagrada. (ChatOpen AI).

Seria interessante perguntar aos anciãos da tabanca se existe uma tradição oral sobre a idade da árvore ou sobre quem ali fundou a baloba.

 Essas narrativas, mesmo quando não são historicamente verificáveis, costumam conservar uma memória muito antiga do lugar. Muitas vezes, estas narrativas guardam memórias ancestrais valiosas

Em praticamente toda a África Ocidental, as grandes figueiras constituem lugares privilegiados para: assembleias da comunidade; julgamentos tradicionais; cerimónias de iniciação; culto dos antepassados; sacrifícios e oferendas.

A árvore não é apenas uma árvore: é um marco da memória coletiva, um eixo simbólico que liga os vivos, os antepassados e os espíritos protetores da tabanca (irãs).

Em conclusão, a legenda mais apropriada para as fotos do Patrício Robeiro:

Grande figueira (Ficus sp.), provavelmente Ficus polita (ou espécie muito próxima), junto à baloba da tabanca de Bijante, ilha de Bubaque. Exemplar monumental com cerca de 34 metros de altura e idade provavelmente superior a dois séculos. A preservação secular desta árvore está muito ligada ao seu carácter sagrado para a comunidade bijagó.

Se o Patrício Ribeiro conseguir uma fotografia aproximada de um ramo com folhas e, sobretudo, dos figos (sicónios), mesmo verdes, com uma moeda ou uma mão ao lado para escala, é possível chegar à identificar a espécie com uma confiança de 95% ou mais, com a ajuda  da IA.


Pesquisa: LG +  African Plants: A photo guide, ´ IA (Gemini /Google | ChatGPT / Open AI | Vive Mistral)

(Condensação, revisão / fixação de texto, negritos, itálicos; LG)

________________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 30 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28228: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (72): A jaca, espécie invasora tropical, que já chegou a Bijante, Bubaque, Bijagós

domingo, 2 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28234: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (73): a baloba de Bijante, Bubaque, Bijagós, e a força securitária do sagrado



Foto nº 1, 1A e 1B



Foto nº 2, 2A e 2B

Guiné-Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Ilha de Bubaque > Bijante > Sábado > 1 de agosto de 2026  > A  baloba local, o sítio mais seguro da tabanca.

Fotos (e legenda): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]


1. Patrício Ribeiro, o nosso "embaixador em Bissau", empresário (Impar Lda), que chegou a Bubaque, em trabalho,  no dia 10 do mês passado, mandou-nos mais fotos de Bijante, incluindo a baloba local...

Data - sábado, 1/08/2026, 20:31

Assunto - Baloba de Bijante, Bubaque, Bijagós

As pinturas na baloba de Bijante, local sagrado, onde guardámos os nossos equipamentos, onde ninguém vai mexer.


Mantenhas

Patrício Ribeiro
Impar Lda


 Guiné > Zona leste >  Região de Bafatá >Setor L1 > Bambadinca > Destacamento de Nhabijões > 1970 > O furriel miliciano Henriques, da CCAÇ 12 (Luís Graça, fundador e editor deste blogue) junto a uma baloba,   um dos locais de culto dos irãs (espíritos da floresta).

A população era maioritariamente balanta, animista. Mas também havia um núcleo Mandinga. Era conhecida a sua colaboração com o PAIGG, sobretudo com as populações e os guerrilheiros de Madina/Belel, no limite do Cuor, a noroeste de Missirá, mas também com os do subsetor do Xime. "Tinham parentes no mato", dizia-ser então.

 O reordenamento desta população, considerada até então sob duplo controlo e pouco colaborante com  as NT (e senão mesmo hostil), iniciou-se em 1969, sob a iniciativa do BCAÇ 2852 (1970/72), tendo sido continuada pelo BART 2852 (1970/72). Foi criado um destacamento para apoio a (e defesa de) o reordenamento.

No seu diário de então, o furriel Henriques usava um termo demasiado forte (e manifestamente desajustado...), "etnocídio", para qualificar a construção deste reordenamento, a que chamava "aldeia estratégica". 

Era então um dos maiores, se não o maior, em construção  no CTIG, com cerca de  300 fogos, pelo exército em colaboração (franca e leal) com a população local. 

Porquê "etnocídio" ?  Na altura, ele referia-se à  destruição do habitat socioecológico destas populações ribeirinhas, dispersas pela margem esquerda do rio Geba Estreito (do outrro lado, era o "mato do Cão") que passavam a ser "reordenadas"  e "militarizadas" (o reordenamento passava a ter umqa guarnição militar, constituída por um Grupo de Combate do batalhão de Bambadinca e por milícias balantas...).

Há uma diferença entre etnocídio e genocício: ele falava, em 1970,   da  destruição da cultura, da perda da identidade e do fim dos costumes da comunidade de Nhabijões, o que era manifestamente exagerado... A baloda construída no reordenamento, embora "liliputiana" (quando comparada com as dos Bijagós)  era a prova de que os "reordenadores" tinham a preocupação de preservar "usos & costumes" da população"... Estávamos em plena "Spinolândia!... 

O PAIGC,  mais tarde, "ressaibiado" com a colaboração da comunidade de Nhabijões com a tropa,  iria flagelar o reordenamento. Sem consequências.

Foto (e legenda): © Luís Graça (2007). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


2. Comentário do editor LG:

Patrício, a tua sensibilidade sociocultural vale ouro. Não és turista, nem antropológo, és empresário, andas no teu trabalho, a "cirandar" por toda a Guiné-Bissau, embora "reformado... a meio tempo"... E vai-nos, sem querer, e sem a gente te pedir nada (a não ser "partir mantenhas" ), mandando de vez em quando estas preciosas fotos, em geral acompanhadas de lacónicas legendas, da terra que tu amas e nós amamos, mesmo não conhecendo, como tu, todos os cantinhos.

É o caso destas, tiradas na tabanca de Bijante, Bubaque,  Bijagós. Estas fotografias da balofa local são, para mim, um pequeno achado etnográfico. Não sou especialista em etnografia guineense. Sou sociólogo, e tive uma cadeira de antropologia, de um ano, com um grande professor e antropólogo, o Joaquim Pais de Brito. O "bichinho" da antropologia / etnologia ficou cá para sempre...

Lembro-me das balofas de Nhabijões (vd. foto acima, de 1970), nos arredores de Bambadinca, bem como das boas e más memórias desse reordenamenyo (apanhei lá com uma mina anticarro que bem poderia ter-me mandado para os anjinhos). 

Mas, confesso, sei pouco do "animismo" que sobrevive na Guiné-Bissau, "entalado", cada vez, entre duas poderosas religiões monoteístas e proselitistas, como são o cristianismo e o islamismo.  Coitados dos irãs da Guiné-Bissau, até as últimas florestas sagradas  já perderam. (Felizmente, não parece terem-se repetido os ataques a duas balofas e uma igreja cristã, em Bissau, em março de 2024.)

Patrício, recorrendo à menina da IA (e a outras fontes da Net),  eis aqui algumas dicas que me parecem pertinentes, e que nos podem ajudar  a "ler" as tuas fotos da baloba de Bijante. 

(i) o interesse documental, "etnográfico",  destas tuas imagens:

Não tem tanto a ver com a qualidade das pinturas (que já estão muito gastas), mas com o facto de mostrarem uma baloba viva, ainda em uso e respeitada pela comunidade.   

(ii) o que é uma baloba

A palavra "baloba" (ou " baloba di irã") entrou no crioulo da Guiné (ainda no nosso tempo) a partir das línguas locais e designa, de forma geral, um santuário comunitário, a casa dos espíritos (os Irãs entre os Bijagós). 

Já está grafada em português. Segundo a Infopedia, o termo crioulo "baloba" vem do do felupe bu-loba, «feitiço falante»

Baloba não é simplesmente um "templo animista". É simultaneamente: lugar de culto;
lugar de iniciação; sede do poder espiritual da tabanca; espaço onde se realizam sacrifícios, consultas e cerimónias; depósito de objetos rituais...

Nos Bijagós, a baloba está intimamente ligada ao culto dos antepassados e dos irãs, que podem assumir formas humanas,  ou  elementos da fauna e flora.

(iii) O que podemos ver fotografias do Patrício (fotos nºs 1 e 2):

Para já é curioso que a morança dos irãs esteja identificada pela palavra "baloba", escrita en português, em letras do alfabeto latino, a par de pinturas murais

Tudo indica, entretanto , que a decoração da parede exterior, que tem uma  porta de entrada principal (e provavelmente única), seja relativamente recente (seguramente do período pós-independência,  ou  últimas décadas).

O edifício passa, pois, a ser mais facilmente identificado quer pelos turistas (que visitam Bubaque), quer pelos membros mais jovens, alfabetizados, da comunidade, que estão em rápida perda da sua identidade cultural (bijagó e guineense), com a "globalização".

Outro símbolo, as setas:  convergem para a porta, podendo indicar tanto a entrada ritual como a direção obrigatória da circulação. Não sabemos se há uma porta de saída.

Acima da porta aparece um peixe enorme (em estilo naturalista).  O que não é estranho. Estamos numa ilha, estamos em Bijagós, um arquipélago onde a população tem uma forte ligação ao mar e vive também do mar. 

O peixe significa  "mafé", abundância, proteção... Pode também representar um irã associado ao mar; ou ser simplesmente um marcador identitário da aldeia. Falta-nos aqui as "explicações" dos moradores locais.

Mais intrigante é a figura do morcego. Não é um elemento decorativo. No animismo, nos sistemas religiosos africanos, o morcego aparece frequentemente associado  à noite, aos espíritos, à passagem entre vivos e mortos.

Já a serpente, à esquerda do morcego, é um símbolo extremamente antigo e constante em quase toda a África Ocidental.
 Pode ser a Píton-africana ou píton-da-rocha-centro-africana ou Píton-norte-africana (Python sebae), também conhecida (e temida) como "irã-cego"... Mas não sei se  este réptil existe no arquipélago dos Bijagós. 

Pode representar fertilidade, continuidade da vida, proteção do recinto, ou pode ser a própria representação de um irã (os irãs tendem a assumir a forma animal).

O grande lagarto, à direita da porta e da palavra "Koreti", pode ser um crocodilo estilizado. Não arrisco o seu significado.

 "Koreti", também não faço ideia do que seja... Nome gentílico ?  Nome, cristianizado (por influência dos missionários cristãos),  de mulher e rainha, guardiã do templo ? Pode ser uma variante ortográfica ou erro de audição para Goreti , da santa italiana  Santa Maria Goretti. 

O Cherno Baldé, que nos ajude, não é bijagó, mas é guineense, muito mais guineense e melhor etnólogo do que eu.

Quanto às figuras humanas (no lado direito da parede, a seguir à porta): temos uma figyura antropomórfica  (uma mulher ?), sentada o chão, em cima de uma esteira, com uma lança ou bastão, em postura cerimonial. Difícil descodificar este signo.

O músico (?), por sua vez,  tem barrete, usa colares  segura um instrumento (que pode ser uma espécie de cordofone tradicional) (?). Representa o músico ritual, o  cantor cerimonial, a personagem das iniciações.

Os triângulos à volta da porta são, sem dúvida,  o elemento mais claramente decorativo. Esses padrões geométricos são frequentes em várias casas rituais dos Bijagós. Podem simplesmente marcar o caráter sagrado do local,  a transição entre exterior e interior.
 
Estas pinturas murais não contam uma história, como acontece nos nossos murais.  Funcionam antes como  marcadores identitários; proteção simbólica, representação de espíritos, memória ritual. Dizem muito simplesmente:  "isto é uma baloba".

Cada figura poderá provavelmente ter um significado que só é conhecido pelos iniciados da aldeia, e que  não é necessariamente explicado aos não-iniciados.

(iv) O grande especialista dos Bijagós foi o missionário e linguista italiano Luigi Scantamburlo.

Na sua obra sobre Bubaque refere que cada tabanca  tem os seus irãs próprios; estes, por sua vez, tendem a ter formas animais; a baloba guarda objetos onde reside a força espiritual; certas esculturas representam a alma dos antepassados ("orebok").

Ainda em relação às pinturas: parecem ter sido feitas por várias mãos, em épocas diferentes. O traço do morcego, por exemplo,  é muito diferente do do músico (?). Também as cores são diferentes. 

Algumas figuras  podem  ser mais antigas; outras foram acrescentadas ao longo dos anos;  esta morança  foi sendo "renovada" ritualmente, não apenas reparada. Tem agora telhado de zinco, um material de construção mais recente (e caro) na ilha.

 
(v) a força securitária do sagrado

Há uma observação da  IA que merece ser citada, porque é muito personalizada e homenageia simultaneamente o Patrício e a tabanca de Bijante:

(...) "E termino com uma observação que me parece belíssima. O Patrício escreveu apenas: '...guardámos os nossos equipamentos, onde ninguém vai mexer.'

"Essa frase vale quase uma lição de antropologia. Num país onde a autoridade do Estado pode ser frágil em muitas regiões, a autoridade do sagrado continua eficaz. Não é a fechadura da porta que protege os painéis solares ou as ferramentas da Impar; é o respeito coletivo pela baloba. Esse respeito, construído ao longo de gerações, continua a regular comportamentos de forma muito concreta".


 





3. Numa leitura posterior, mais fina, pormenorizada e atenta das duas figuras humanas, volto atrás, e encontro outras pistas:

Patrício: em relação à primeira figura humana, decididamente não pdoe ser um homem, mas uma  figura feminina, numa postura ligada à maternidade ou ao parto ... 
 
Postura: a figura está sentada com as pernas muito abertas, numa posição que lembra uma posição ritual ou de parto, mais do que numa posição de autoridade masculina; é uma  postura que aparece em diversas representações africanas relacionadas com a fecundidade e a maternidade.

Tronco: o peito está desenhado de forma muito esquemática, mas não também não há qualquer indicação evidente de órgãos genitais masculinos. Pelo contrário, o traço central dirige o olhar para a zona pélvica, que parece ser precisamente o foco da composição.

Região inferior: na fotografia, a tinta está muito degradada; mas aquilo que inicialmente podia ser interpretado como um pénis,  pode muito bem representar sangue, ou sangue menstrual,  cordão umbilical; ou simplesmente um símbolo gráfico hoje quase ilegível.

Bastão: o bastão vertical não é necessariamente um atributo masculino; não é uma lança; nas balobas, muitos objectos rituais (bastões, lanças, remos, cajados) são símbolos de autoridade espiritual e não apenas de género (masculino, feminino).

Cabeça:  há uma  "meia cabaça" invertida na cabeça, com motivos geométricos; esse pormenor é muito importante; não se trata de nenhum penteado. Ora, a cabaça é um objecto ritual de enorme importância em praticamente toda a África Ocidental, podendo  simbolizar fecundidade, maternidade, iniciação, ancestralidade,  ou conter substâncias sagradas.

Saia bijagó: a figura enverga a típica saia bijagó...





Guiné-Bissau > Região de Tombali > Cantanhez > Iemberém > 6 de Dezembro de 2009 > 10h26> "Festa de baptizado muçulmano"... Rapando a cabeça da criança, com uma gilete...A mãe tem um olhar "inexpressivo", indiferente à presença do fotógrafo (**)-.

Fotos: © João Graça (2009). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]


O meu filho João Graça fotografou, em Iemberém, 6 de dezembro de 2009, um ritual (a que ele chamou, talvez indevidamente, "batizado muçulmano") em que uma parturiente usava precisamente uma meia cabaça semelhante (mas lisa); isso pode constituir uma pista iconográfica muito valiosa, mesmo que o ritual fosse fula.

É verdade que Fulas e Bijagós pertencem a universos culturais bastante diferentes, mas certos objectos rituais circulam há séculos entre povos vizinhos. Aliás, a própria cabaça é um objecto transversal a quase toda a Senegâmbia.

Vamos avançar então com uma outra hipótese etnográfica: em muitas sociedades da África Ocidental, incluindo os Bijagós, a fertilidade da mulher, a fecundidade da terra e a prosperidade da comunidade pertencem ao mesmo domínio simbólico.

Não seria surpreendente que uma parturiente fosse considerada uma imagem suficientemente poderosa para figurar na parede de uma baloba. Aliás, a posição das pernas abertas é um motivo conhecido em esculturas de maternidade africanas. Não é uma cena obstétrica realista; é antes um símbolo da capacidade de dar vida.

À cautela, poderíamos descrever a primeira figura nestes termos: figura antropomórfica de interpretação incerta, mas mais do que provavelmente feminina, podendo representar uma parturiente, uma antepassada ligada à fertilidade ou uma entidade protectora da maternidade.

A segunda figura, pelo contrário, é seguramente masculina. usa um chapéu com cocar, um adorno de penas (símbolo de elevado estatuto) (embora o cocar seja de origem indígena ameriucan). Parece segurarum grande animal sacrificado (ou uma pele) (e não um instrumento de música); ao lado vê-se um tridente ou lança ritual; transmite uma imagem de sacerdote, adivinho ou responsável pelos sacrifícios.

As duas pinturas podem representar momentos complementares do mesmo universo ritual: a mulher (ou antepassada) ligada ao nascimento, fertilidade e continuidade da linhagem; o homem, sacerdote ou guardião que assegura a comunicação, a ligação, com os espíritos.

(Pesquisa: LG + IA | Chat GPT / Open AI)
(Condensação, revisão / fixação de texto, negritos e itálicos: LG)
______________

Notas do editor LG

(*) Último poste da série > 30 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28228: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (72): A jaca, espécie invasora tropical, que já chegou a Bijante, Bubaque, Bijagós

(**) Vde. poste de 28 de janeiro de 2011 > Guiné 63/74 - P7686: Notas fotocaligráficas de uma viagem de férias à Guiné-Bissau (João Graça, jovem médico e músico) (2): 6/12/2009, domingo, 1ª consulta, um baptizo muçulmano, um casório católico, uma visita a uma fábrica de caju... 7/12/2009, 2ª feira: 1º dia de consultas. 42 doentes à porta do C.S. Materno-Infantil de Iemberém

sábado, 18 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28191: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (72): Bijagós: a ilha de Rubane


Foto nº 1 > Bubaque, tabanca de Bijana > Chabéu


Foto nº 2 > Ilha de Rubande, ao fundo


Foto nº 3 > Bubaque, porto-cais, vistio do barco que chega de Bissau

Guiné-Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Ilha de Bubaque > Sábado, 11 de julho de 2026 >

Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]


1. Mais fotos da ilha de Bubaque, Bijagós, enviadas pelo nosso "embaixador" Patrício Ribeiro


Data - 12 jul 2026 19:15

Assunto - Porto cais de Bubaque | Ilha de Rubane, vista da ilha de Bubaque | Chabéu

Luis,

Agora já ando a passear pela Ilha de Bubaque (foto nº 3) à chuva,depois de ter estado no Gabú.

Fotos enviadas de Bubaque da casa de um amigo, do meu telemóvel ...Eate têm esta vista sobre o canal de Bubaque (Foto nº 2).

A tabanca de Bidjana transforma muito óleo de palma de forma tradicional (Foto nº 1).

Patricio Ribeiro
Impar Lda


2. Comentário do editor LG:

Recorde-se que o chabéu (Foto nº 1) é o fruto da palmeira-de-óleo (dendém) (Elaeis guineensis). É amplamente utilizado na culinária da Guiné-Bissau para preparar o tradicional Caldo de Chabéu.

Este ensopado é feito extraindo a polpa do fruto cozido para criar um molho espesso e avermelhado, misturado com peixe ou carne, vegetais e temperos locais. A palavra vem do crioulo cabéu ou cebén.

Quanto à ilha de Rubane: tem uma populaçãom flutuante, de cerca de centena e meia de habitantes (censo de 2009)... Existe uma pequena tabanca na ilha, chamada Ponta Anchaca. A habitação é sazonal: muitos dos nativos da etnia Bijagó que detêm terras em Rubane vivem, na verdade, na ilha vizinha de Bubaque. Eles deslocam-se para Rubane apenas temporariamente em determinadas épocas do ano para cultivar arroz, cuidar do gado ou praticar a pesca de subsistência.

Para o povo Bijagó, Rubane é um território sagrado habitado por divindades espirituais (irãs). Por causa disso, existem regras e proibições severas decretadas pelas autoridades tradicionais (como a proibição de derramar sangue, enterrar mortos ou realizar combates na ilha, ou fazer construções de alvenaria permanentes, salvo raras exceções autorizadas pelos anciãos).

Toda a região classificada pela UNESCO como Reserva da Biosfera e Património da Humanidade. Rubane não tem turismo de massas. É procurada sobretudo por pescadores desportivos e amantes da natuteza. É um verdadeiro bilhete-postal.
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Nota do editor LG

Vd. postes anteriores da série >

16 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28186: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (71): Bubaque, Bijana: 11 de julho de 2026: chuva e mais chuva...

15 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28184: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (70): A "Mona Lisa" de Ancamona, Bubaque, Bijagós

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28186: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (71): Bubaque, Bijana: 11 de julho de 2026: chuva e mais chuva...


Foto nº 1


Foto nº 2


Foto nº 3


Foto nº 4

Guiné-Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Ilha de Bubaque > Bijana > Sábado, 11 de julho de 2026 > Dia de chuva

Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]


1. Fotos enviadas pelo Patrício Ribeiro, que chegou a Bubaque, no dia 10, por volta das 13:55. Apanhou muita chuva. Devido à lentidão da Net, manda-nos sempre uma foto de cada vez. Estas foram tiradas a 11 do corrente, por volta das 14h00. 

A tabanca de Bidjana (ou Bijana) é das  comunidades que beneficia da instalação de painéis solares. Projeto Tanka Mas, da ASAD (Asociación  Solidaria Andaluza de Desarollo) (ONGD, criada em 2005, com sede em Granada). Segundo o censo de 2009, Bijana tinha 94 habitantes (49 homens,  45 mulheres).


Data - 12/7/2026, c. 19:19

Assunto - Chuva

Luís:  A canseira é tanta que dá para tirar uma sesta à chuva... na varanda de uma casa, na tabanca de Bidjana.

Mantenhas
Patrício Ribeiro

segunda-feira, 24 de março de 2025

Guiné 61/74 - P26610: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (56): Bubaque, o mercado de rua no cais de embarque



Foto nº 1 > Guiné- Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Bubaque > 9 de fevereiro de de 2025, 12:01 > Meracdo de rua, no cais de Bubaque, antes da partida do navio para Bissau... Produtos alimentares locais.


Foto nº 2 > Guiné- Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Bubaque > 9 de fevereiro de de 2025, 12:00 > Ostras fumadas...


Foto nº 3 > Guiné- Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Bubaque > 9 de fevereiro de de 2025, 12:01 > Produtos alimentares tradicionais dos Bijagós


Foto nº 4 > Guiné- Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Bubaque > 9 de fevereiro de de 2025, 12:03 > Combé, faz parte da dieta alimentar, muitas vezes é a base alimentar dos povos do litoral e das ilhas. (Em português, o "combé" já está grafado: (i) GB: molusco bivalve de água salgada; berbigão; (ii) Guiné-Bissau: concha deste molusco... Etimologia: do crioulo da GB, "Kombé".


Foto nº 5> Guiné- Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Bubaque > 9 de fevereiro de de 2025, 12:03 > Pequeno camarão (equivalente ao nosso "camarão da costa"), apanhado com rede mosquiteira (!)...


Foto nº 6 > Guiné- Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Bubaque > 9 de fevereiro de de 2025, 12:01 > Garrafas de plástico com óleo de palma


Foto nº 7 > Guiné- Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Bubaque > 9 de fevereiro de de 2025, 12:01 > Artesanato: saias bijagós... As mulheres mais velhas ainda as usam nas tabancas mais remotas...


Foto nº 8 > Guiné- Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Bubaque > 9 de fevereiro de de 2025, 12:01 > Peixe fumado, base da alimentação da população.


Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2025). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem de Patrício Ribeiro, 23 mar 2025, 12:19:


Luís, porque hoje é domingo calmo, envio algumas fotos, antes de ir Quinhamel comer umas ostras e dar um mergulho no meio dos tarrafes.

Há umas semanas atrás, durante os meus passeios “passa...tempo”, tirei algumas fotos da praça de produtos alimentares, no cais de Bubaque, antes da saída do navio de passageiros para Bissau.

Muito destes produtos (muito bons petiscos, para os mais afortunados) são também a base de alimentação do povo.

As mulheres são quem se dedica à sua apanha para a alimentação diária da sua família, o resto é para venda e assim conseguem algum dinheiro.

Como não há energia, não há frio, mas há 35º de temperatura, o produto tem que ser fumado para aguentar algumas semanas... Assim é em quase em todas as tabancas na Guiné.

Junto umas fotos, dos meus “passa...tempos” por toda a Guiné, enquanto as pernas deixarem e houver cerveja.

Desta vez foi instalação de energia solar, para se instalar a telemedicina no Hospital de Bubaque, é um projeto novo que vai ser replicado. Este mês vai começar a funcionar.

Existe um outro projeto semelhante, entre o Hospital Militar em Bissau (construído pela China) e um Hospital na cidade Porto, que já funciona há alguns meses.

Também por lá andei a “passar...tempo”.

Abraço, Patrício


Patrício Ribeiro

Português, natural de Águeda, da colheita de 1947, criado desde criança em Nova Lisboa, hoje Huambo, Angola, ex-fuzileiro em Angola (1969/72), a viver na Guiné-Bissau desde 1984, fundador, sócio-gerente e ex-director técnico da firma Impar, Lda; é um "histórico" nossa Tabanca Grande (que integra desde 6/1/2006): é o português que melhor conhece a Guiné e os guineenses; é o nosso "embaixador" em Bissau, colaborador permanente para as questões de ambiente, geografia e economia, autor da série "Bom dia, desde Bissau".


Foto nº 9 > Guiné- Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Bubaque > 9 de fevereiro de de 2025, 12:31 >  O meu "passa... tempo": instalação de ergia solar para a telemedicina no hospital de Bubaque

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Nota do editor:

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Guiné 61/74 - P26197: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (43): Passeio à ilha de Orango Grande, com passagem por Bubaque - Parte I




Foto nº 1 >  Viagem Bissau - Bubaque > 22 de novembro de 2023 > Navio, recentemente oferecido pelo governo português à Guiné-Bissau, e que passou a fazer o transporte de pessoas e cargas entre Bissau e Bubaque


Foto nº 2  > Viagem Bissau - Bubaque >22 de novembro de3 20024 > O pessoal... da 3ª classe


Foto nº 3 >  Viagem Bubaque - Bissau >  24 de novembro de 2024 > Convívio




Foto nº 4  > Viagem Bubaque - Bissau >  24 de novembro de 2024 > "Música ao vivo",,,


Foto nº 5  >Viagem Bissau - Bubaque > 23 de novembro de 2024 > Ponte-cais  (1)




Foto nº 6 >Viagem Bubaque- Bissau  > 24 de novembro de 2024 > Ponte-cais  (2)


Foto nº 7  > Bubaque > 24 de novembro de 2024 > Casa do administrador, em segundo plano,  e  em primeiro "o meu táxi na ilha"
 

Foto nº 8 > Bubaque > 24 de novembro de 2024 : Pista de aviões, que é utilizada quase todos os dias


Foto nº 9  > Bubaque > 23 de novembro de 20024 >  A famosa casa do Luís Cabral


Foto nº 10  > Viagem Bissau - Bubaque > 22 de novembro de 2024 > Ilhéu dos Pássaros, a seguir à ilha do Rei (esta frente a Bissau), no estuário (ou canal) do Geba. Ficava frente a Bandim. Ao fundo, vê-se a ilha do Rei...


Foto nº 11 > Viagem Bissau - Bubaque > 22 de novembro de 2024 > Ilha de Rubane, a nordeste da ilha de Bubaque 


Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2024). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
 


1.  Reportagem fotográfica que o nosso Patrício Ribeiro fez nos passados dias 22, 23 e 24 do corrente, de Bissau a Bubaque e de Bubaque a Orango (a ilha mais atlântica, a sudeste, do arquipélago dos Bijagós). 

Ele é o "nosso embaixador" na Guiné-Bissau, onde vive há quatro décadas.   É um histórico do nosso blogue (está connosco desde 1 de junho de 2006)...Tem 170 referências. É autor da série "Bom dia desde Bissau" (iniciada em 3 de abril de 2017).   
 
Data - 26 nov 2024 6:32

Assunto - Viagem a Bubaque e a Orango, nos Bijagós, dias 22, 23 e 24

Fui num navio que foi oferecido recentemente pelo governo português à Guiné-Bissau.
Neste momento está a transportar pessoas e cargas entre Bissau e Bubaque.

Junto também umas fotos do passeio até à ilha de Orango Grande, e à tabanca de Eticoga,  dentro do Parque Nacional de Orango.

Mantenhas, Patrício.
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