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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28257: Historiografia da presença portuguesa em África (539): A Guiné vista por estrangeiros - I: A viagem na Senegâmbia e na Guiné Portuguesa pelo Capitão Henri Brosselard (7): Le Tour du Monde, nouveau journal des voyages, 1889, 1.º semestre, Livraria Hachette (Mário Beja Santos)


1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil Inf, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá, Finete e Bambadinca, 1968/70), com data de 18 de Fevereiro de 2026:

Queridos amigos,
O Capitão Henri Brosselard revela-se um excelente observador e pela sua digressão até Kandiafara ganha a perceção de que a região do Futa-Djalon tem uma saída natural em rios que ficaram em território da Guiné Portuguesa, caso do rio Grande de Bolola (Buba) e o Cumbijã, acrescentando-lhe rios que ficavam em domínio francês como o Nuno e o Pongo, apontando para outra região importante, como os Rios do Sul. Brosselard encontrou-se com o rei Mamadu Paté e o seu colaborador Bacar-Lombi, este revelar-se-á um ganancioso, como veremos mais adiante, toda esta missão decorre em território tumultuoso, os Fulas procuram afastar os Nalus do Forreá. A grande surpresa deste relato é de ficarmos a saber que se tinha descoberto o rio Cacine, quando o Tenente Clerc, colaborador de Brosselard, chegou à povoação de Kandenbel, houve uma enorme agitação, era a primeira vez que aparecia ali um branco.

Um abraço do
Mário



A Guiné vista por estrangeiros - 1:
A viagem na Senegâmbia e na Guiné Portuguesa pelo Capitão Henri Brosselard – 7
Le Tour du Monde, nouveau journal des voyages, 1889, 1.º semestre, Livraria Hachette


Mário Beja Santos

A narrativa do Capitão Henri Brosselard é relevante na medida em que exprime o ponto de vista do chefe da missão francesa à primeira demarcação das fronteiras da recém-criada Guiné portuguesa, uma narrativa que deve ser aferida com a do Tenente da Armada-Real Costa Oliveira, chefe da missão portuguesa, esta aqui já publicada no blogue e que irá reaparecer no meu livro "Guiné Bilhete de Identidade Tomo II".

Prosseguindo o relato sobre a situação do Forreá, damos de novo a palavra ao Capitão Henri Brosselard. Atualmente a Praça de Buba assegura a manutenção do statu quo entre os Biafadas e os Fulas, pondo um travão à expansão destes últimos no noroeste, mas é em detrimento do seu comércio tanto mais que os fulas abandonam de boa vontade a escala de Buba onde os mercadores portugueses são pesadamente taxados, sabendo que lhes era fácil traficar em condições mais vantajosas nas escalas de Combidiah, do Cacine e sobretudo em Kandiafara. Também o comércio do Compony tem uma grande extensão: e se instalarmos ali uma alfândega uma parte do comércio do rio Nuno será desviado completamente deste rio.

Em Kandiafara, o rio Compony tem ainda 10 metros de água; até ao mar o leito do rio é sempre profundo, infelizmente à entrada há uma passagem difícil por causa de uma barra arenosa e com alguns rochedos; porém, nada impede a navegação a pequenos vapores e às embarcações de toda a natureza que podem subir até Kandiafara, mais de 80km do interior. A escala de Kandiafara parece, pois, destinada a prosperar, tanto mais que os barcos podem atracar no cais com 4 ou 5 metros de água. Porém, os progressos efetivos não se poderão concretizar sem a nossa proteção, só assim se poderão instalar de um modo permanente e seguro; e os indígenas não os impedirão até que nós tivermos feito o ato de posse.

Kandiafara beneficiará então completamente do comércio que existia antigamente no rio Grande de Bolola e que se cifrava em milhões. Esta escala terá, além disso, a vantagem de continuar o comércio com o Futa-Djalon, durante a época das chuvas, quando o Geba, o Combidiah, o rio Nuno, o Pongo e o Mellacorée não forem acessíveis às caravanas do interior. Um facto completamente novo e digno de atenção, que constatámos recentemente para a escala da Dubreka, produzir-se-á igualmente em Kandiafara: os Fulas vieram a Dubreka durante a época das chuvas e vieram e chegaram igualmente a Kandiafara. Estas duas escalas são de facto as únicas que se podem realizar no Futa-Djalon, por itinerários no país acidentado.

Kandiafara fica a três dias de Kadé para os Fulas; e esta povoação, como iremos ver adiante, tem uma importância capital e parece contrabalançar a influência dos maiores centros do Futa-Djalon. Em suma, esta escala no futuro está situada no terreno da navegação marítima do Cogon e o reconhecimento que fizemos deste rio, que desce do centro do Futa-Djalon, permite-nos apreciar a sua importância: estamos em crer que poderá ser utilizado para a navegação de pequenas embarcações até à altura de Dandum, isto é, a meio caminho de Kandiafara e de Kadé, e talvez para lá indo do rio Nuno ao Futa-Djalon; o Capitão Lambert atravessou este rio durante a baixa-mar, a mais de 500km de Kandiafara. A descrição que o nosso compatriota faz deste rio mostra a importância que ele ainda tem a esta distância da sua foz.

O rei Mamadu Paté disse a Bacar-Lombi na minha presença que ele devia fornecer-me carregadores. A fisionomia deste último revelou-se interessante, também fui informado da situação que ele ocupa no país.

Bacar-Lombi era o homem que Mody-Yaya queria fazer rei do Forreá; foi só devido às instâncias portuguesas que a nomeação recaiu em Mamadu Paté. Apesar deste insucesso à candidatura real, Bacar-Lombi que é chefe militar dos Futa-Cundas, não viu diminuído o imenso prestígio que possui. É, aliás, o tipo acabado de homem de guerra: alto, com uma fisionomia viril e severa, muitas cicatrizes provenientes de golpes de sabre. É ele que teve a iniciativa de todos os golpes de mão com êxito tentados pelos Fulas, nas últimas guerras. Sempre na primeira linha, dotado de uma bravura lendária, cobre-se de glória em todas as circunstâncias e mostra uma fidelidade sem mácula. Também, não sendo de facto o rei, ele é tão poderoso quanto o rei.

Estas informações eram mais do que suficientes para apreciar a necessidade de manter nas melhores relações com o vice-rei; também, em 16 de fevereiro, enviei-lhe um mensageiro para lhe recordar as palavras de Mamadu Paté e fiz acompanhar a missiva de um certo número de espingardas, barris de pólvora e noz de cola, presentes que me parecem dever ser bem acolhidos por um homem de guerra como ele.

Escrevi a Sayon-Salifou, convidando-o a fornecer informações sobre os movimentos dos Portugueses e encarregando-o igualmente de os informar da minha presença em Kandiafara. Dei-lhe a ordem de pôr à sua disposição todos os meios necessários para assegurar o sucesso das operações de que o incumbi. Entretanto, o Tenente Clerc foi convidado a estudar a solução do problema geográfico referente às nascentes deste rio. O Sr. Galibert foi igualmente convidado a completar o estudo do rio Compony a partir dos afluentes que o alimentam na parte do seu curso já visitado. Sendo o Cogon um grande rio era de presumir que o Cacine não tinha nascente no Futa-Djalon; as suas nascentes não podiam estar muito longe da foz.

Este rio, que o Tenente Clerc teve a honra de aqui revelar as nascentes tinha sido descoberto, em circunstâncias trágicas, pelo Sr. Wallon, hoje almirante.

Aí por 1855, tomou-se conhecimento no Senegal que dois industriais se tinham estabelecido num rio desconhecido da Costa e ali fabricavam moedas falsas de cinco francos com a efigie do rei Luís Filipe. Um aviso comandado pelo Tenente Wallon foi à procura destes audaciosos falsários e o seu refúgio foi descoberto no Cacine, rio cujos acessos haviam escapado até então às investigações dos navegadores. Quando o aviso apareceu nas proximidades dos moedeiros falsos estes infelizes suicidaram-se.

O Tenente Clerc organizou seguidamente a pequena expedição que ele estava encarregue de dirigir e deixou Kandiafara a dezoito pela manhã. Durante o primeiro dia de exploração, na curva de um caminho, ele apercebeu-se da presença de Bacar-Lombi, que estava acompanhado de dois escravos, à sombra de um gigantesco poilão.

Este chefe indígena estava informado da viagem do Tenente Clerc e, na esperança de um presente, pôs-se à disposição deste oficial.

Kandenbel mostrou satisfação com a chegada do explorador. Era a primeira vez que um branco entrava na povoação e toda a população se acotovelou com espanto e admiração à sua passagem. Precedido por um griot que dedilhava a sua guitarra de duas cordas as melodias mais suaves dos Fula-Cundas, ele teve dificuldade em abrir caminho para a morança do chefe da povoação. Muito curiosas estavam as mulheres que invadiram esta morança. Esperando desembaraçar-se da sua presença, o nosso companheiro distribuiu por elas braceletes em celuloide; foi uma ideia muito infeliz, porque todas as mulheres queriam por sua vez penetrar na morança para obter este presente, e como ele não podia satisfazer esta infinidade de pedidos, deixou bruscamente a povoação. Dirigiu-se para Dodi-Maovudo, não parou aqui, continuou na direção do pântano de Kakondum e, pelas seis horas da tarde atingiu o entreposto de Ahmadu-Boubou, comerciante negro que explora a zona do alto Cacine.


Capitão Henri Brosselard, gravura de Thiriat, segundo uma fotografia
Pormenor da carta publicada por Le Temps em março de 1890 para ilustrar a viagem do Capitão Binger 1887-1889
Missão católica a Boffa, desenho de Taylor, segundo uma fotografia
Escrava de Mamadu-Guimi, desenho de G. Vuillier, segundo uma fotografia
Interior de Dandoum, desenho de A. de Bar, segundo uma fotografia
La Mésange e o seu escaler, desenho de Th. Weber, segundo uma fotografia
Mulher Fula, desenho de G. Vuillier, segundo uma fotografia

(continua)
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Nota do editor

Último post da série de 5 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28241: Historiografia da presença portuguesa em África (538): A Guiné vista por estrangeiros - I: A viagem na Senegâmbia e na Guiné Portuguesa pelo Capitão Henri Brosselard (6): Le Tour du Monde, nouveau journal des voyages, 1889, 1.º semestre, Livraria Hachette (Mário Beja Santos)

terça-feira, 12 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P28013: Humor de caserna (265): A ronda do sono e as sentinelas... desarmadas (Fernando de Jesus Anciães / Joaquim Pinto de Carvalho, CCAÇ 3398 / BCAÇ 3852, Buba, 1971/73)





Ilustração: IA generativa (ChatGPT / OpenAI), composição (e legendagem)  orientada pelo editor LG, sob história contada pelo FJA/JAPC .11 de maio de 2026 


1. Quem é que não se lembras destas expressões da gíria ou calão de caserna  que usávamos para designar "dormir" ?!... Quem é que, nas longas noites quentes e húmidas da Guiné, naquelas horas mortais da madrugada, no aquartelamento ou destacamento no mato, no seu posto de sentinela, não foi apanhado pela ronda a "chonar", a "ferrar o galho", a "passar pelas brasas", a "bater a sua sorna", com a sua "namorada" (a G3), pousada no peito...? 

A gíria ou calão de caserna é um universo à parte, cheio de criatividade e ironia, especialmente para escapar à monotonia e ao cansaço das noites intermináveis na Guiné: onde havia de tudo, mosquitos, e miríades de outros insetos, calor, humidade, chuva, trovoada (conforme a estação),  uivos das hienas, silvos de granadas, very ligths, balas tracejantes...  Mas também tédio, cansado, medo, lassidão, angústia, sono, sobretudo muito sono...

Eis algumas expressões para "dormir" (ou tentá-lo) no posto de sentinela, em emboscada,  no mato, ou na caserna, em véspera de uma "saída":
´
  • "Chonar" ( ou "xonar") – Clássico, vindo do calão lisboeta, mas adoptado em todo o lado; era o verbo por excelência para "dormir" (ou "tirar uma sesta", mesmo que fosse só uns minutos entre turnos);
  • "Ferrar o galho" – Esta era mais usada para "dormir profundamente", muitas vezes em situações menos formais ou quando se aproveitava um momento de folga;
  • "Passar pelas brasas" – Esta tinha um tom mais irónico, como se fosse um ritual de resistência: aguentar o sono a todo o custo, mas acabava por ser o mesmo que "adormecer"; sinónimo: passar pelo sono;
  • "Bater a sorna" – Outra pérola! Sorna era o sono, e bater era tirá-lo, mesmo que fosse à pressa: às vezes ouvia-se também "bater uma soneca";
  • "Pegar no sono" – Mais literal, mas também muito usada.
  • "Dormir a sono solto" – Quando o cansaço era tanto que nem a ronda ou os mosquitos ou os "turras" conseguiam acordar.
  • "Ninar" – Usada mais em tom de brincadeira, como se alguém estivesse a embalar-se e a dormecer (ao som de uma cantiga);
  • "Dormir como um prego" – Esta era mais específica: dormir em pé, encostado a uma parede ou a um poste, como os soldados faziam nos postos de sentinela (com a G3 ao peito); ter um sonmo profundo; sinónimo: dormir como um anjo;
  • "Fazer a sesta do leão" – Para quem conseguia dormir em qualquer lado, como os animais do mato;
  • "Estar a sonhar com a terra" – Quando o sono era tão profundo que se sonhava com Portugal, com a família, ou com a comidinha da mamã.
 
Outras expressões relacionadas com o sono (ou a falta dele):
 
  • "Ficar a olhar para o teto" – Quando não se conseguia dormir, mas se fingia que sim (neste caso, olhar para o céu estrelado, ou para o negrume da floresta à volta);
  • "Ficar a contar carneiros" – Quando não se tem sono, ou quando se tem insónias;
  • "O sono é o melhor soldado" – Um ditado que se ouvia muito, especialmente nas noites antes de uma operação; sinónimo: passar a noite em branco;
  • "A ronda não perdoa" – Para quem era apanhado a "chonar" em serviço.
  • "Dormir de olho aberto" – Literalmente, tentava-se, mas não era fácil com o calor, a humidade,  os mosquitos, os ruídos da mata;
  • "O sono é o único luxo que não se paga" – Uma forma de justificar uns minutos de descanso roubados;
  • "O sono é o melhor médico" – Provérbio judaico;
  • "O teu mal é sono" – Quando  uum gajo andava a bater com a cabeça pelas paredes (ou nas árvores e arbustos, em operações, ou no gajo da frente); sinónimo: bêbedo de sono.


Pinto Carvalho.

Foto  LG (2010)

E a G3 como "namorada"? Essa sim, era uma imagem recorrente! A G3 era a nossa companheira constante, sempre ao peito ou ao lado (na cama, na caserna) como uma namorada (ciumenta) que não se podia largar. E quando se adormecia com ela ao colo, era sinal que o cansaço tinha ganho a batalha.


2. E a propósito do sono ( em tempo de guerra), temos hoje mais   um contributo do  nosso colaborador permanente
Joaquim António Pinto Carvalho (JAPC) que, como já o dissemos, é reconhecidamente, um homem dotado de apurado sentido de humor. 

Foi alf mil da CCAÇ 3398/BCAÇ 3852 (Buba) e CCAÇ 6 (Bedanda) (1971/73). É hoje advogado, ainda no ativo. 

Da brochura, de que é autor,  com a história da unidade, a CCAÇ 3398, distribuída no respetivo XXV Convívio, realizado no Cadaval, em 18/9/2021,  vamos "sacar" mais uma historieta engraçada,  que o JAPC recolheu junto do seu camarada, também ele alf mil at inf, Fernando de Jesus Anciães (FJA).



Fonte: "A 'chama' que nos chamou: um contributo para a história da CCAÇ 3398, "Os Incendiários", Buba, Guiné, 1971-1973, na comemoração do seu cinquentenário. Edição de autor, s/l, 2021, pp. 55/56. (Com devida vénia...)

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P27992: Humor de caserna (263): O anedotário da Spinolândia - Parte XXXIII: Os cocos do Sr. Gouveia (leia-se, da CUF)... Uma cena tão divertida quanto edificante, passada na IAO, em Bolama (Joaquim Pinto Carvalho, ex-alf mil at inf, CCAÇ 3398, Buba, 1971/73)


Guiné > Zona leste > Bafatá > Vista aérea  (parcial) > c. 1969/1970 > Rua principal da vila (mais tarde, cidade) > Do lado direito, em primeiro plano, o principal estabelecimento da cidade, uma sucursal da Casa Gouveia (que tinha a sua sede em Bissau).

Foto: © Humberto Reis (2006). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné.]



Pinto Carvalho.
Foto  LG (2010

1. O nosso colaborador permanente
Joaquim Pinto Carvalho é, reconhecidamente, um homem dotado de elevado sentido de humor. Perito nos trocadilhos, no uso do segundo sentido, no subtil manejo das palavras. Foi alf mil da CCAÇ 3398/BCAÇ 3852 (Buba) e CCAÇ 6 (Bedanda) (1971/73).  (O BCAÇ 3852, em 5 de agosto de 1973, recebeu um louvor do com-chefe, gen António Spínola; regressou à metrópole, de avião, no início de setembro de 1973.)

Além disso, é um poeta de talento. E tem o culto da memória (e da amizade). Adora, por outro lado, conviver. Faz parte da Magnífica Tabanca da Linha e da Tabanca do Centro.  

Natural do Cadaval, é advogado, e régulo da Tabanca do Atira-te ao Mar (... e Não Tenhas Medo), Porto das Barcas, Atalaia, Lourinhã.

É autor de uma brochura com a história da unidade, a CCAÇ 3398, distribuída no respetivo XXV Convívio, realizado no Cadaval, em 18/9/2021. 

Tem  80 referências no nosso blogue, e é membro nº 633 da Tabanca Grande (desde 7/12/2013).

Este ano, a 9 de maio, em Águeda, a CCAÇ 3398 / BCAÇ 3852 ("Os Incendiários", Buba, 1971/73) vai realizar o seu XXX Convívio Anual. Achámos por bem, em homenagem a estes "piromaníacos", publicar aqui esta história, "divertida" mas também "edificante" (*),  do tempo em que passaram pelo CIM de Bolama: nas andanças da IAO  (de 5 de a 31 de julho de 1971), o Joaquim com o seu pelotão entrou, sem dar por isso, numa plantação de coqueiros que tinha dono.

O sr. Gouveiia, abaixo referido, não seria por certo o fundador da Casa Gouveia... Recorde-se o que aqui já dissemos sobre ele o António da Silva Gouveia:
  •  foi deputado republicano, entre 1911 e 1915;
  • era um típico "africanista" do Séc. XIX que se instalara em Bolama justamente em 1879;
  •  devia ter nascido por volta de 1850;
  • em Bolama, capital da província, criara a maior empresa daquela colónia africana, a Casa Gouveia;
  • mais tarde, em 1921, a Casa Gouveia é adquirida pela CUF - Companhia União Fabril, que passou a ser o sócio mairitário; 
  • em 1961, passaria a sociedade anónima, por ações.

De 1911 a 1915, António Silva Gouveia teve assento na Câmara dos Deputados, como representante da Província. Em 1912 aderiu ao Partido Republicano Evolucionista, dirigido por António José de Almeida (considerado de centro-direita, dentro do republicanismo).

(...) Este homem, de que se desconhecem muitos aspectos da sua vida, e que antes de ser empresário e político, foi "moço e marinheiro, piloto e capitão de navios" (sic), orgulhando-se de conhecer toda a África, ocidental e oriental, mereceria muito provavelmente uma boa história, uma boa biografia, um bom filme... 

Não sabemos onde nasceu nem onde morreu. Fazia gala de dizer que era "um homem que não tinha o exame de instrução primária" e que acreditava na "iniciativa privada", vociferando contra o estado (lastimável) em que se encontrava a província no início do Séc. XX. (...) (**)

A Casa Gouveia, com sede em Bissau, servia a totalidade do território devido às suas sucursais que, em 1948,  eram 14: Bafatá, Bambadinca, Binta, Bissorã, Bolama, Brames, Cacheu, Teixeira Pinto, Farim, Nova Lamego, Geba, Mansoa, Sonaco e Pelundo. Sucursais em que se vendiam bens adaptados à vida em contexto rural e atmosfera étnica (têxteis, bicicletas, aparelhos de rádio, máquinas de costura, utilidades domésticas e querosene).

Era a principal empresa da Guiné, e nomeadamente ao nível das exportações:

(...) "reunia e transportava para a metrópole os cultivos locais (mancarra, purgueira, rícino, algodão, mandioca) e as produções espontâneas de palmares, mangais, arrozais, bananais e outras frutas tropicais. Na segunda metade dos anos 1920 a procura internacional de produtos como a borracha e as oleaginosas desceu e bem assim os seus preços, no contexto das dificuldades da Grande Depressão de 1929-1933.”  (Fonte: Poste P24235, de 19 de abril de 2023).

Vd. poste de  27 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27958: Humor de caserna (260): O anedotário da Spinolândia - Parte XXXII: o cheirinho a roupa lavada (Joaquim Costa, ex-fur mil Arm Pes Inf, CCAV 8351/72, Cumbijã, 1972/74)

domingo, 12 de abril de 2026

Guiné 61/74 - P27914: Humor de caserna (256): O anedotário da Spinolândia - Parte XXVIII: Do "Caco Baldé" ao "Aponta, Bruno" (José Teixeira, ex-1º cabo aux enf, CCAÇ 2381, Buba, Aldeia Formosa, Mampatá e Empada, 1968/70)


Guiné > Região de Cacheu > Bula > Pecuré > Op Ostra Amarga > 18 de outubro de 1969 > Depois da emboscada do IN, o general Spínola,  com o seu ajudante de campo, o cap cav cmd João Almeida Bruno, 1935-2022, mais tarde general (e que deu origem a uma das diversas alcunhas do governador e comandante-chefe, "Aponta, Bruno"). 

Na foto, o Almeida Bruno (que faleceu em 10/8/2022, aos 87 anos), está de luvas e óculos Ray-Ban, empunhando uma G3.  O com-chefe, por sua vez,  está  também de luvas, e com o seu aristocrático monóculo. Estavam ambos em pleno local, onde se deu a emboscada, de que resultaram 2 mortos entre as NT (CCAV 2487 / BCAV 2868). 

A foto acima reproduzida (e editada pelo nosso blogue) é do Paris-Match nº 1071, de 15 de novembro de 1969 (Com a devida vénia...).


José Teixeira: (i) colaborador permanente (com o pelouro de Tabancas, Cooperação & Desenvolvimento ); (ii) ex-1.º cabo aux enf, CCAÇ 2381 (Buba, Quebo, Mampatá e Empada, 1968/70); (iii) gerente bancário reformado, escritor,  vive em Leça do Balio, Matosinhos;  (iv) é um  histórico da Tabanca Grande (desde 14/12/2005); (v)  tem 460 referências no nosso blogue; (vi) cofundador e régulo da Tabanca de Matosinhos; (vii) é autor da série "Estórias do Zé Teixeira", de que já se  publicaram 65 postes, desde 31/12/2005  a 30/10/2024; (viii) é também autor da série "O meu Diário"...


1. O Zé Teixeira, além de ser um "histórico" da Tabanca Grande (foi dos primeiros camaradas a sentar-se, simbolicamente,  à sombra do nosso poilão...), foi também (e continua a ser) um profícuo, talentoso, ativo, proativo e bem-humorado autor de textos de memórias: por exemplo, nos primeiros mil postes que publicámos, 60 são dele  (entre dezembro de 2005 e  julho de 2006). 

O Zé Teixeira foi dos que acreditou na força, importância e viabilidade do nosso projeto bloguístico coletivo, como repositório (partilhado) de memórias de antigos combatentes da Guiné.  E o tempo deu-lhe razão. Tem sido também  dos mais "leais" grão-tabanqueiros. 

Estive com ele, na passada quinta feira, dia 9: fui a um velório de uma senhora amiga da família de Candoz, na igreja de Padrão da Légua, Matosinhos, perto da sua casa, e que ele de resto conhecia; dei-lhe um toque, apareceu logo a seguir, conversámos um pouco; anda compreensivelmente preocupado com uns problemas de saúde; espero que o prognóstico lhe seja favorável; quero voltar a ver-te,  Zé, em boa forma!)

Do poste P613, de 16 de março de 2006 (há 20 anos!), sob o título "Aponta, Bruno! (ou outra alcunha do Spínola) (Zé Teixeira)", voltamos a publicar uns excertos, que ficam muito melhor  nesta série "Humor de caserna >  O anedotário da Spinolândia" (*).

Esta "cena" deve ter-se passado  em Buba, em meados de 1969, quando os "Maiorais" (a CCAÇ 2381) estiveram particularmente empenhados na seguranç e proteção dos trabalhos de construção da estrada Buba - Aldeia - Formosa. Spínola tinha então 59 anos (!). Se fosse vivo faria hoje, 11 de abril, 106 anos. Nasceu em Estremoz em 11 de abril de 1910. Morreu, aos 86 anos, em 13 de agosto de 1996, no Hospital Militar de Belém, em Lisboa.
 

Alcunhas do Spínola: do "Caco Baldé" ao "Aponta, Buno"

por José Teixeira

 
  O Aponta, Bruno!... Aí vem o Aponta, Bruno !    dizia logo o pessoal quando se avistava o héli que o transportava.

Porquê ? Toda a zona de Buba, Nhala, Mampatá, Chamarra e Aldeia Formosa esteve uns tempos a comer, ao almoço e ao jantar, arroz com arroz e de vez em quando uma amostra de chispe. A barcaça que levava os mantimentos foi afundada pelos nossos amigos, e ficámos a ver . . . barcaças 

Isto gerou um mal estar que mais se agravou com o ataque às 5 da matina, como já contei no meu diário. 

Devo dizer que a minha companhia estava reduzida a 36 homens operacionais, dado esforço que se estava a fazer com a protecção à nova estrada de Buba para Aldeia Formosa, em que saíamos com o que seriam três pelotões às seis da matina. Regressávamos à tarde, e no dia seguinte estávamos de serviço à segurança do quartel e logo de seguida abalávamos de novo para a estrada.

Então o homem chega e começa o discurso:

 
  Pátria está a exigir de vós um grande esforço e vós sois .....blá, blá, blá. Sei que a comida não tem sido a melhor, mas a Pátia exige sacrificios... blá, blá,blá. Quando estiverdes a comer feijão ou arroz, sem mais nada, fechai os olhos e imaginai-vos a comer um belo perú recheado ou um grãozinho com bacalhau, lá em Lisboa... blá, blá, blá.

Acompanhava-o um capitão, seu ajudante de campo, que toda a gente conhece,  e perante as reclamações do major e do médico, o  Spínola só dizia:

 
  Aponta, Bruno!

Felizmente tinhamos um excelente médico, a quem presto a minha homenagem no Blogue, o Dr. João Carlos de Azevedo Franco, que,  à mais pequena mazela, muitas vezes resultante do estado psicológico em que vivívamos, dava uma baixa. 

Recordo que nesse célebre dia do Aponta, Bruno,  o Spínola disse ao médico:

—  Estes rapazes o que precisam é de umas picas, vou lhe mandar uma boa dose de medicamentos... Aponta, Bruno!

Ao que o médico lhe respondeu:

  O que eles precisam é de uns bons bifes e descanso.

Claro está que o capitão Bruno não apontou o que o médico disse. Mas, não é que oito dias depois chega a barcaça com mantimentos e duas enormes caixas de medicamentos não solicitados ?! 

Escusado será dizer que foram devolvidas ao remetente, com a informação "medicação não solicitada"... E a vida continuou.

 (Revisão / fixação de texto, título, negritos, itálicos:  LG)

 
2. Ficha de unidade > 
Companhia de Caçadores nº  2381

Identificação  CCaç 2381
Unidade Mob: RI2 - Abrantes
Cmdt: Cap Mil Inf Jacinto Joaquim Aidos | Cap Mil grad Inf Eduardo Moutinho Ferreira Santos
Divisa: "Os Maiorais" - "Pela Lei. Pela Grei"
Partida: Embarque em 01Mai68; desembarque em 06Mai68 | Regresso: Embarque em 03Abr70

Síntese da Actividade Operacional

(i) Em 06Mai68, seguiu para Ingoré, a fim de efectuar a instrução de aperfeiçoamento
operacional com a CCaç 1801, sob orientação do BCaç 1933 e seguidamente, assegurar a segurança e proteção dos trabalhos de reordenamento de Antotinha e efectuar ações de patrulhamento e emboscadas nas áreas dos corredores de Sano e Canja, em reforço da guarnição local e daquele batalhão.

(ii) Em 18Ju168, na sua função de subunidade de reserva do Comando-Chefe, foi deslocada para Buba, a fim de reforçar o BCaç 2834, em substituição da CArt 1613, que anteriormente recolhera a Bissau, por fim de comissão.

(iii) Em 08Ago68, por troca com a CCaç 2382, assumiu a responsabilidade do subsector de Aldeia Formosa, com pelotões destacados em Chamarra, de 10Ago68 a 08Fev69, ficando integrada no dispositivo e manobra do COSAF/ COP 1 e depois do BCaç 2834.

(iv) Em 04Jan69, substituída pela CCaç 1792, seguiu para Buba, no mesmo sector, a fim de colaborar na segurança e protecção dos trabalhos da estrada Buba-Aldeia Formosa e na ação de contrapenetração, passando a ficar integrada no dispositivo e manobra do COP 4, então criado, a partir de 19Jan69.

(v) Em 01Mai69, por troca com a CCaç 1792, assumiu a responsabilidade do subsector de Empada, continuando na dependência do COP 4 e depois do BCaç 2892 e mantendo dois pelotões em Buba até 03Dez69, um dos quais foi deslocado para Mampatá, de 04 a 31Mai69, orientando a Companhia a sua atividade para a realização de emboscadas, patrulhamentos e defesa e controlo das populações.

(vi) Em 26Fev70, foi rendida no subsector de Empada pela CArt 2673 e recolheu a Bissau, em 28Fev70, a fim de aguardar o embarque de regresso.

Observações - Tem História da Unidade (Caixa nº 94 - 2ª  Div/4ª Sec, do AHM).

Fonte: Excertos de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 7.º volume: Fichas das Unidades. Tomo II: Guiné. Lisboa: 2002,  pág. 366.
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Nota do editor LG:

Últimpo poste da série > 10 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27908: Humor de caserna (255): O anedotário da Spinolândia (XXVII): Os comparsas da FAP - Parte II

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27481: Fotogaleria do José António Sousa (1949-2025), ex-sold cond auto, CCAV 3404 / BCAV 3854 (Cabuca, 1971/73): viagem de saudade em 2010 - III (e última) Parte: Canquelifá, Buba, Guileje



Foto nº 14 > Antigo cais de Buba (?) > 2010 > Zé António  Gomes de Sousa é o primeiro à esquerda, e o Manuel Joaquina, também soldado da CCAV 3404.  Em segundo plano, alguém escreveu a tinta branca , em maiúsculas, "a paz".




Foto nº 15A, 15 B, 15 >  Canquelifá ? > 2010 > O José António Sousa é o primeiro a contar da direita, e o Rogério Paupério é o terceiro





Foto nº 16 > Guileje >Núcleo Museológico Memória de Guileje > 2010 > De pé,  da esquerda para a direita; João Paupério (filho do Rogério),  Pereira (familitar do Eugénio).  Rogério Paupério João BragaGomes de Sousa
De joelhos: da esquerda para a direita, Manuel Joaquina, António Faria  e Eugénio Pereira.

Atrás do grupo, uma peça de museu, um Unimog 404, das NT.



Foto nº 17 > Guileje >Núcleo Museológico Memória dfe Guileje > 2010 > Macaco-cão.



Foto nº 18 > Guileje >Nucleo Museológico Memória de Guileje > 2010 > Reconstituição do perímetro com arame-farpado e garrafas de cerveja vazias 



Foto nº 19 > Guileje >Núcleo Museológico Memória de Guileje > 2010 > Pórtico de entrada do antigo aquartelamento das NT


Foto nº 20 > Guileje >Núcleo Museológico Memória de Guiledje > 2010 > O brasão da CCAV 8350, "Piratas de Guileje", 1972/74. (O aquartelamento foi abandonado em 22/5/1973.)



Foto nº 21 > Buba >Painel do Parque Natural das Lagoas de Cufada > 2010 >


Foto nº 22 > Guiné- Bissau >  2010 >   Passeando nas ruas de Bissau Velho. O José António de Sousa, o Rogério Paupério (o 2º e o 3º a contar da direita, respetivamente) e demais companheiros.


Fotos: © José António Sousa  (2010). Todos os direitos reservados. (Edição e legendagem: Bogue Luís Graça & Camaradas da Guiné)


1. Em 2010, talvez em março,  em plena época seca, o José António Sousa (1949 - 2025), ex-sold cond auto, CCAV 3404/BCAV 3854 (Cabuca, 1971/73), voltou à Guiné (agora Guiné-Bissau), com mais um grupo de camaradas, entre eles  o Rogério Paupério e o Eugénio Antunes Pereira.
 
Tanto o Rogério Paupério como o Zé António  Sousa pertenciam na época ao Bando do Café Progresso bem como à Tabanca de Matosinhos. Mais tarde registaram-se na Tabanca Grande.

 Respondendo à nossa pergunta sobre quem foi com o José A. Gomes de Sousa à Guiné em 2010, o Rogério Paupério, que também foi, respondeu-nos:

(...) "Com este grupo foi o Manuel  Joaquina, soldado atirador, que também pertenceu à CCAV 3404 .

Foi também o Eugénio Antunes Pereira,  ex-furriel.  que esteve em Canquelifá em 72/74,  na CCaç. 3545. 

Houve outro de nome Pereira,  que esteve na Guiné 62/63 mas não sei a companhia. Dos outros,  um fez a tropa em Angola mas queria conhecer a Guiné.  Outro ainda foi um amigo e o meu filho.

Visitámos:
  • Bissau (hospital de Cumura) | Bambadinca | Bafatá | Gabú |Cabuca | Piche | Canquelifá
  •  Xitole | Saltinho | Quirafo | Quebo | Buba | Gadamael | Guileje (incluindo o Núcleo Museológico Memória de Guiledje)" (...)


(Revisão / fixação de texto, edição de imagem: LG

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Nota do editor LG: 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27463: Viagens à Guiné-Bissau: Amizade e Solidariedade (Armando Oliveira e Ricardo Abreu) (6): O Cais fluvial de Enxudé (Aníbal Silva, ex-Fur Mil Vagomestre)

1. Em mensagem de 20 de Novembro de 2025, Aníbal José Soares da Silva, ex-Fur Mil Vagomestre da CCAV 2483 / BCAV 2867 (Nova Sintra e Tite, 1969/70), enviou-nos a sexta reportagem das "Viagens à Guiné-Bissau: Amizade e Solidariedade", levadas a efeito pelos nossos camaradas Armando Oliveira e Ricardo Abreu.


VIAGENS À GUINÉ BISSAU: AMIZADE E SOLIDARIEDADE

O CAIS FLUVIAL DE ENXUDÉ

As viagens à Guiné Bissau realizadas pelos camaradas Armando Oliveira e Ricardo Abreu, no âmbito da Amizade e Solidariedade, por razões afetivas, foram às localidades de Tite, Fulacunda e Nova Sintra. Para chegar a estes destinos por via fluvial, saídos do cais do Pidjiguiti, em Bissau, tiveram de aportar no Cais do Enxudé, na margem esquerda do rio Geba, distante 10 Km de Tite.

As fotografias anexas, a partir da terceira, dizem respeito à viagem de 2019, a penúltima, já que a última foi em 2024.

Cais do Enxudé da época da Guerra Colonial que foi desativado
Estacas que suportavam o cais antigo, distante 50 metros do atual, construído em betão pela empresa portuguesa Soares da Costa
Cais novo a servir de lota
Cais atual do Enxudé onde se comercializam os produtos da terra com os viajantes em trânsito
Aproximação do barco ao cais
O desembarque
Ricardo Abreu entre as autoridades militares. Um por cada localidade da região do Quínara
Posto de apoio ao cais
Início da estrada rumo a: Tite; Fulacunda; Jabadá; Nova Sintra; São João/Bolama e Buba.
Aglomerado de passageiros oriundos de diversas localidades da região do Quinara e o barco que os transporta até Bissau. Nos dias em que há barco, há também transporte rodoviário que percorre as diversas localidades.
Uma das viaturas que faz o transporte rodoviário
Um passageiro renitente a entrar a bordo

(continua)
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Nota do editor

Último post da série de 28 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27361: Viagens à Guiné-Bissau: Amizade e Solidariedade (Armando Oliveira e Ricardo Abreu) (5): Ruínas da Messe de Sargentos e do Quartel de Tite (Aníbal Silva, ex-Fur Mil Vagomestre)