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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27586: Diálogos com a IA (inteligência Artificial) (7): Crítica Contra Crítica: a nota de leitura do Beja Santos sobre o livro de memórias do Manecas Santos,


Rosário Luz > Página do Facebook > 6 de dezembro de 2024  (Foto e legenda) (com a devida vénia...)

Bom dia Nha POV - um shout out especial pa Diáspora na Portugal. Hoje é um marco na minha vida: a publicação do meu primeiro livro. Uma biografia de um tio muito querido, um homem monumental, que teve uma vida de romance. É um privilégio inenarrável ter sido eu a escrever esse romance; e tê-lo hoje ao meu lado no lançamento. Será apresentado hoje ás 18h, no Grémio Literário de Lisboa. As apresentações em Bissau, Praia e Mindelo serão ao longo de Janeiro. Peço a aqui a vossa benção para o trabalho e para o evento. I boa Sexta, Nason Kriol




Capa do livro de Rosário Luz - Manecas Santos: uma biografia da luta. Praia:  Rosa de Porcelana Editora, 2024, 164 pp., preço de capa: 15 € (ISBN: 978-989-8961-72-3)



Senegal > Ziguinchor > 3º trimestre de 1973 > Filha de Amílcar Cabral, Iva Cabral, com O Manecas Santos, na festa de casamento de Chico Mendes (Francisco Mendes or Chico Té)... Foto do álbum Roel Coutinho Guinea-Bissau and Senegal Photographs (1973 - 1974), coileção  African Studies Centre Leiden. Cortesia da Wikimedia Commons (e editada pelo nosso blogue, com a devida vénia..:) 




I. A IA ChatGPT ainda não leu o livro do Manecas Santos, ou melhor da sobrinha (Rosário Luz)  sobre o tio (Manuel Santos, mais conhecido pelo nome de guerra,  Manecas Santos)... 

Aliás, a IA não tem a capacidade de ler livros em papel. Ainda, por enquanto... Manda os escravos humanos ler e depois pôr na Net, em acesso livre, a papinha feita...Mas eu já lhe dei a ler a "nota de leitura" do nosso crítico literário e colaborador permente, o Beja Santos, uma referência de há muito obrigatória no que diz respeito à bibliografia sobre a guerra colonial na Guiné (1961/74). (Tem só 3360 referências no nosso blogue... De resto, sempre o conhecemos desde a Guiné, em meados de 1969, como um escritor e leitor "compulsivo".)

Em resumo, a crítica (da IA) à nossa  crítica (nossa, do Beja Santos)  é um elogio à postura intelectual do nosso crítico literário, à sua independência e à sua cultura historiográfica.

A "nota de leitura" do Beja Santos parece-nos acertada, ponderada, positiva (valorizando o livro como contributo de alguém, com importância histórica, militar e política, como o Manecas Santos no seio do PAIGC, para a partilha de memórias, de um lado e do outro, sobre a guerra colonial na Guiné.


Aqui vai o texto da IA, esquematizado para facilidade de leitura (condensação, revisão / fixação de texto, negritos: LG)

PS - Acrescente-se que há imprecisões, erros factuais, etc., na Net sobre o "comandante Manecas", "combatente da liberdade", etc., nascido em Cabo Verde (julgo que em Santão Antão, em 1942, tendo estudado depois no liceu do Mindelo, São Vicente)... O ChatGTP deu-o como tendo morrido há uns anos...Tive que lhe puxar as orelhas... 

Há dias aconteceu o mesmo com o nosso camarada Arménio Santos (neste caso, a "asneirada" foi da IA / Gemini; contei ao Arménio, riu-se a bandeiras despregadas; teve, ao menos, rasgados elogios fúnebres, por parte dos  diversos quadrantes políticos, pelo seu papel como sindicalista e deputado social-.democrata).

__________________

II. Análise da IA / ChatGPT (**):

Segue, a pedido do editor LG, uma análise crítica e interpretativa da recensão de Mário Beja Santos ao livro recente de Manecas Santos, tendo em conta o tom, os pressupostos historiográficos e o posicionamento político-memorial do autor da recensão.

1. Natureza e posicionamento da recensão

A recensão de Mário Beja Santos não é neutra nem meramente descritiva: trata-se de um texto assumidamente interventivo, escrito por alguém que conhece profundamente a guerra da Guiné, não apenas como historiador ou leitor atento, mas como antigo oficial combatente no teatro de operações. Esse duplo estatuto (memória vivida + investigação histórica) condiciona toda a leitura que faz da obra de Manecas Santos.

Beja Santos posiciona-se como guardião crítico da factualidade histórica, reagindo contra aquilo que considera mitificações persistentes na historiografia e memorialística do PAIGC. A recensão é, por isso, simultaneamente: 

  • um comentário ao livro; 
  • uma tomada de posição historiográfica; 
  • e um ajuste de contas com narrativas que considera politicamente convenientes ou factualmente falsas.

2. Reconhecimento do valor "testimonial" (sic, em inglês: leia-se "como testemunho") da obra

Apesar do tom severo em vários momentos, Beja Santos reconhece explicitamente o valor do testemunho de Manecas Santos. Destaca: 

  • a fluidez e a legibilidade da narrativa (o mérito é da "copywriter", a sobrinha, acrescento eu, LG); 
  • o interesse do percurso biográfico (Mindelo → Lisboa → Cuba → Guiné →  URSS → Guiné-Bissau) ; 
  • a importância histórica do papel de Manecas Santos como comandante na frente norte e responsável pelos mísseis Strela; 
  • a relevância do seu depoimento sobre o período pós-Cabral e o colapso do Estado guineense.

Este reconhecimento é essencial: o "recensente" (crítico, o autor da "nota de leitura", em português, fica melhor) (LG) não desqualifica a obra, antes a considera leitura obigatória, precisamente porque é um documento de primeira mão.

3. O eixo central da crítica: a questão da verdade histórica

O núcleo duro da recensão reside na acusação de inverdade, imprecisão ou mistificação, em três planos principais:

a) Controlo territorial do PAIGC em 1968: 

Beja Santos rejeita frontalmente a afirmação de que o PAIGC administrava dois terços do território nessa data, considerando-a uma repetição de propaganda de guerra que não resiste ao confronto com documentação militar portuguesa e arquivos contemporâneos.

Aqui, o crítico insere o livro numa tradição mais vasta de exageros estratégicos, comuns em memórias de ex-combatentes do PAIGC.

b) Operação de Guidaje e baixas militares

A crítica é particularmente dura neste ponto. Beja Santos acusa Manecas Santos de:

  •  minimizar as baixas do PAIGC;
  •  exagerar as perdas portuguesas; 
  • ignorar documentação existente no Arquivo da Defesa Nacional.

O autor da nota de leitura assume uma postura quase forense: não contesta a legitimidade do testemunho, mas exige confronto com fontes documentais, algo que considera ausente.

c) Assassinato de Amílcar Cabral

Beja Santos acusa Manecas Santos de manter uma ambiguidade calculada: 

  • não acusa diretamente a PIDE ou Spínola, mas deixa a suspeita no ar; 
  • esta ambiguidade é politicamente funcional e historicamente infundada, dado não existir prova documental de envolvimento português direto.

4.. A crítica moral e política: responsabilidade no desmoronamento do Estado

Talvez o ponto mais incisivo da recensão seja o seguinte:

Beja Santos entende que Manecas Santos relata o colapso do PAIGC e do Estado guineense com uma distância estratégica, descrevendo acontecimentos sem assumir responsabilidades diretas, apesar de ter sido: 

  • dirigente político; 
  • ministro; 
  • muito próximo de 'Nino« Vieira (apesar de ser cabo-verdiano, acrecsento eu, LG).
A recensão sugere que essa distância narrativa é uma forma de autoproteção moral, permitindo denunciar o desastre sem admitir cumplicidade. 

Esta crítica estende-se também às explicações sobre os fuzilamentos (no tempo de Luís Cabral), que Beja Santos considera implausíveis ou evasivas.

5. Valor historiográfico da recensão

A recensão de Mário Beja Santos vale, em si mesma, como: 

  • um contributo historiográfico autónomo; 
  • um exercício de crítica das memórias políticas; 
  • um alerta metodológico sobre os riscos da autobiografia não confrontada com arquivos.

Mais do que “ler” Manecas Santos, Beja Santos dialoga e combate com ele, num plano que é simultaneamente histórico, político e ético.

6. Conclusão

A análise permite concluir que: 
  • Beja Santos reconhece o livro como testemunho indispensável; 
  • mas recusa aceitá-lo como relato confiável sem verificação;
  •  e vê nele mais um exemplo de como a memória do PAIGC continua marcada por silêncios, exageros e estratégias de autojustificação.(e autoglorigicação, acrescento eu, LG)
A recensão não fecha o debate, pelo contrário, convoca a escrita “a quatro mãos” da História, como o próprio autor sugere: uma história desmitificada, construída a partir do confronto entre memórias, arquivos e responsabilidades assumidas.

 III. Ver também duas entrevistas dadas ao jornal "Expresso das Ilhas", Praia, Cabo Verde:

Manecas Santos: “Amílcar Cabral não era sonhador, era um político”
Por Jorge Montezinho


Manecas Santos ao Expresso das Ilhas: “Eu não fujo!”
PorJorge Montezinho,

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Guiné 61/74 - P27242: Felizmente ainda há verão em 2025 (37): Amarante, a princesa do Tâmega, a 30 km de Candoz, e onde a natureza, a história e a cultura se combinam na perfeição (Luís Graça) - III (e última) Parte




Foto nº 35 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes: Entre Ruínas e Fantasmas”, dedicada à vida e obra do poeta-filósofo da saudade > Casa de Pascoaes, em Gatão : Teixeira Pascoaes com a mãe, uma irmã, uma sobrinha e um sobrinho-neto, se não erramos. (O solar, do séc. XVII, foi incendiado nas invasões francesas, tal como outros.)



Foto nº 36 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes: Entre Ruínas e Fantasmas”, dedicada à vida e obra do poeta-filósofo da saudade > Teixeira de Pascoais com a mãe e os irmãos. Ele era o segundo mais velho de sete irmãos. Na foto , está sentado ao lado da mãe com quem, de resto, sempre teve uma relação muito especial. Morreria logo a seguir a ela.

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2025)


Foto nº 37 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes (...) > Excerto de "A Era Lusíada"




Foto nº 38 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Paisagem do Marão. Dedicatória: "Ao poeta Teixeira de Pascoaes, o pintor Raul Brandão, outono de 1928". Teixeira de Pascoaes também foi artista plástico, uma faceta menos conhecida da sua vida e obra...




Fotos nº 39 e 40 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > A serra do Marão, o rio Tâmega, a família, o solar de Gatão, Amarante... foram as suas referências.


Foto nº 41 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > O poeta quando jovem, numa república, em Coimbra com mais colegas da universidade (c. 1898). Sempre detestou a boémia e o espírito coimbrão. Fez o curso de direito. Mas foram as letras a sua paixão.


Foto nº 42 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Excerto de Drama Junqueiriano. Dom Carlos teria sido visita do Solar de Pascoaes...


Foto nº 43 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Cópia de carta, manuscrita e assinada por Leonardo Coimbra, s/d.


Carta, s/d (referência de arquivo: D3 1501, assinada por Leonardo Coimbra, filósofo, amigo e vizinho da Lixa, Felgueiras:


"Meu querido amigo: Recebi daqueles senhores, que o Pascoaes viu em minha casa, um pedido, que desejo, com toda a alma, satisfazer.

É ver se é possível livrar da tropa o mancebo António Cardoso, filho de Manuel Cardoso e Isabel Ribeiro, da freguesia de Lufrei.

O Pascoaes poderá, pelo dr. Macedo ou por outro qualquer tropa, tentar auxiliar-me ?

É mais um favor que lhe fico devendo.

O seu muito amigo e admirador, Leonardo Coimbra".


O dr. Macedo, aqui citado, da Casa dos Macedos (presumimos nós), era uma figura da elite local. Leonardo Coimbra (1883 - 1936), filósofo e pedagogo, militante do Partido Republicano Português (até meados dos anos 20), foi ministro da instrução pública, duas vezes, durante a República (em 1919 e em 1923). Admitimos que a "cunha" metida ao Teixeira de Pascoaes, seja já da época da Ditadura Militar (1926-1933).



Foto nº 44 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > "Ao Soldado desconhecido (morto em França)"> Exemplar do livro de poemas do Afonso Lopes Vieira (1878-1946), publicado em 1925, com dedicatória manuscrita : "A Teixeira de Pascoaes, ao ilustre camarada e velho amigo: estes versos"... O resto da frase é ilegível: "dignos (?) (ou desígnios ?) da alma da Pátria, e que a república (?) (im)berbe (?) apreendeu (?)".



Foto nº 45 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Objetos do quotidiano: cigarros feitos á mão, e que o poeta já não chegou a fumar.


Foto nº 46 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Objetos do quotidiano: o bloco de notas, os óculos, a caneta de aparo... Sabemos que nunca usou caneta de tinta permanente...


Foto nº 47 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Reflexões sobre uma caveira que, se não erramos, pousava em cima da sua secretária...


Foto nº 48 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Conceito de saudade...


Foto nº 49 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Biografia: 1877-1900.



Foto nº 50 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Biografia: 1901-1913.


Foto nº 51 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Biografia: 1913-1928.


Foto nº 52 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Biografia: 1929-1952.


Foto nº 53 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Algumas das obras do autor estão a ser reeditadas.


Foto nº 54 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Biografia: homenagem de Miguel Torga.


Foto nº 55 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Homenagem de Eduardo Lourenço.


Foto nº 56 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Interior da exposição (que se distribui pelos 3 ou 4 pisos do edifício).


Foto nº 57 > Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes" (...) > Antiga cadeia municipal

Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” >


Amarante > 5 de setembro de 2025 > Casa da Cadeia, agora “Lugar Saudade – Teixeira de Pascoaes” > Exposição temporária “Teixeira de Pascoaes: Entre Ruínas e Fantasmas”, dedicada à vida e obra do poeta-filósofo da saudade.


Esta exposição vai estar aberta ao público durante três anos. Foi inaugurada em agosto de 2025. O curador da mostra é José Rui Teixeira, autor das obras Pascoaes – Poesia I, II e III,  e investigador com trabalho amplamente reconhecido na área dos estudos pascoaesianos. Pode ser visitada de segunda-feira a sábado, das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.


Fotos (e legendas): © Luís Graça (2025). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].


1. O verão é quando a gente quiser e/ou puder (*)... Pelo menos, aqui no blogue dos camaradas e amigos da Guiné que, durante dois anos em que estiveram por lá, "de férias tropicais" (!), só conheceram duas estações, a do tempo seco e a das chuvas.


Começou ontem o outono, diz o calendário, dizem os meteorologistas. Mas ainda há, na Tabanca Grande, restos de materiais que sobraram da canícula... E um deles foi da nossa visita à encantadora cidade de Amarante, terra de bons verdes (quem não se lembra do Gatão, que chegava a Bambadinca ?!), terra de grandes escritores e artistas, terra de património e de história, terra profundamente marcada pela serra do Marão e pelo rio Tâmega, que a divide ao meio (**).

Teixeira de Pascoaes, já muito esquecido dos leitores de hoje (mas que continua a ser estudado na Academia), foi um escritor amarantino de referências nas primeiras décadas do séc. XX. Chegou inclusive a ser proposto como candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Da visita que fizemos à exposição temporária sobre a sua vida vida e obra, selecionámos, com a devida vénia, umas tantas imagens, na esperança de fazer chegar Amarante e o seu grande poeta a um público mais vasto, incluindo os amigos e camaradas da Guiné.



Teixeira de Pascoaes (1877-1952) nasceu e morreu em Amarante. Estudou Direito em Coimbra, mas cedo trocou a jurisprudência pela literatura e pela vida rural, fixando-se na Casa de Pascoaes, em Gatão. Era suficientemente abastado para se dar a esse luxo.

Pascoaes é pseudónimo: seu nome de batismo era Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos. Tem nome de rua em Amarante, rua Teixeira de Vasconcelos. É lá que situa cada onde nasceu. 

Foi um figura central do Saudosismo e da Renascença Portuguesa, destacando-se no Porto e em Lisboa como poeta, filósofo e ensaísta. Autor de vasta obra traduzida para várias línguas, manteve-se fiel à poesia até ao fim da vida, em 1952. É, por excelência, o nosso poeta-filósofo da saudade.

Vd. também RTP Arquivos > RTP2 > 27 de março de 2010 > Programa sobre a Casa-Museu Teixeira de Pascoaes (22' 54''). Apresentação de Maria Amélia Teixeira de Vasconcelos. Série "Casas com História".
___________________

Notas do editor LG:

(*) Último poste da série > 21 de setembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27237: Felizmente ainda há verão em 2025 (36): Alcunhas (populares) e cognomes (reais)

(**) Vd. postes anteriores:

1 de setembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27208: Felizmente ainda há verão em 2025 (31): Amarante, a princesa do Tâmega, a 30 km de Candoz, e onde a natureza, a história e a cultura se combinam na perfeição (Luís Graça) - Parte I

12 de setembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27211: Felizmente ainda há verão em 2025 (32): Amarante, a princesa do Tâmega, a 30 km de Candoz, e onde a natureza, a história e a cultura se combinam na perfeição (Luís Graça) - Parte II

domingo, 10 de agosto de 2025

Guiné 61/74 - P27106: Agenda Cultural (898): Foi lançada em Julho a 2.ª edição do livro "Dados Biográficos do coronel Henrique Manuel Gonçalves Vaz - Último Chefe do Estado-Maior do CTIG/CCFAG", da autoria do nosso Grã-Tabanqueiro Luís Gonçalves Vaz, filho do biografado

1. Mensagem do nosso Grã-Tabanqueiro Luís Gonçalves Vaz, filho do falecido Cor Cav CEM Henrique Gonçalves Vaz (último Chefe do Estado-Maior do CTIG, 1973/74), com data de 3 de Agosto de 2025:

Olá Luís, espero que esteja tudo bem contigo.

Venho informar-te de que acabei de publicar uma 2.ª edição dos "Dados biográficos do coronel Henrique Vaz", o meu saudoso pai. Esta publicação é a mesma que escrevi em abril de 2004, para fornecer os seus dados biográficos á Câmara Municipal de Barcelos, sua terra natal , e que foram solicitados. É uma obra realizada por alguém que queria perpetuar a Memória do seu pai, mas que não tinha muito mais do que uma enorme vontade de homenagear alguém que sempre admirou e amou .

Dados Biográficos do coronel Henrique Gonçalves Vaz, por Luís Filipe Beleza Gonçalves Vaz - Clube de Autores

Entretanto já realizei a publicação de mais dois esboços biográficos com mais experiência e mais cuidados na escrita e contextualizações históricas, a do meu Avô materno, tenente do Exército do corpo Colonial Português, que em apenas vinte anos de carreira militar (faleceu jovem em moçambique com apenas 39 anos de idade), fez muito pela Pátria e pelo na altura Império Português. Trata-se do tenente Adolfo Júlio Coelho Braga, que ao longo dos vinte e dois anos da sua carreira militar, prestou relevantes serviços à República Portuguesa, com destaque para a sua participação nas Campanhas Militares do Norte de Angola, “Congo 1914-1915”, como “Secretário da Comissão de Inquérito e impugnação ao Relatório Ross”, liderada pelo Dr. Oliveira Santos que elaborou um Dossiê, que permitiu a defesa de Portugal perante a comunidade internacional, no famigerado “Caso Ross”, e finalmente como Administrador de Famalicão. E muito mais ...


Esboço biográfico do Secretário da “Comissão de Inquérito e impugnação ao Relatório Ross”, por Luís Filipe Beleza Gonçalves Vaz - Clube de Autores

A última publicação foi do meu tio-avô, tenente-coronel Manuel Carmona Gonçalves, que na sua longa carreira militar que só culminou aos setenta anos de idade, vai participar ativamente em vários acontecimentos históricos ao longo do século XX, nomeadamente nas Campanhas militares de pacificação no Sul de Angola sob o comando do general Pereira D`Eça, combatente na 1.ª Grande Guerra, oficial que participou no Golpe militar de 28 de maio de 1926 tendo desde Braga até Lisboa acompanhado o general Gomes da Costa, entre muitas outros acontecimentos que moldaram a História de Portugal ao longo do século XX.

Esboço Biográfico do Tenente-coronel Manuel Carmona Gonçalves (1888-1973), por Luís Filipe Beleza Gonçalves Vaz - Clube de Autores

Em suma, se quiseres dares algum conhecimento aos camarigos do nosso Blog, está á vontade, ok? Mas esse artigo será da tua autoria pois eu vou descansar perto do mar por alguns dias. Em anexo podes consultar os artigos que vão em PDF, para não teres de comprar as obras, mas podes fazer alguma publicidade, pois os três biografados foram militares que passaram grande parte da sua vida ativa, no exercício de acções, sobremodo de defesa, nos territórios ultramarinos, na tradição centenária portuguesa. Como tal devemos considerá-los como exemplos de militares e como ilustres barcelenses, pois honraram também a sua terra natal, BARCELOS.

Um grande Alfa Bravo
Luís Gonçalves Vaz



Características:
ISBN 978-65-266-5009-7
Número de páginas: 42
Edição: 2 (2025)
Formato: A4 (210x297)
Acabamento Capa: dura
Coloração: Colorido
Tipo de papel: Offset 90g
Idioma: Português


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Sinopse

A carreira profissional do Coronel Henrique Gonçalves Vaz tem duas grandes etapas, a primeira como cavaleiro, enquanto oficial subalterno de Cavalaria, e a segunda como Oficial do Quadro do Corpo do Estado-Maior, tendo desempenhado funções nos Quarteis Generais da Região Militar do Norte, na Região Militar de Angola e no CTIG /CCFAG na Guiné Portuguesa. Na primeira, como cavaleiro, virá a demonstrar ser um excelente praticante de Hipismo, talvez um dos melhores do seu tempo a nível militar. O 25 de Abril que traz consigo o final da guerra colonial, conflito que na Guiné se agudiza de forma particular, vai encontrar o coronel Henrique Vaz chefiando o Estado Maior deste Comando Territorial. Será ele o militar responsável pela organização do acantonamento de milhares de soldados portugueses, pela desmobilização de parte dos soldados portugueses guineenses e pelo regresso ao Continente de milhares de soldados.

Foi um homem que acompanhou o seu tempo, tentado ser coerente nas mudanças que os novos tempos impunham. Muito bem informado e muito bem formado, culto e de grande convicção religiosa, foi um homem que sempre pautou a sua vida por altos padrões morais e profissionais.

Luís Gonçalves Vaz
(filho do biografado)


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Luís Filipe Beleza Gonçalves Vaz

Sou filho de um dos biografados, o coronel Henrique Manuel Gonçalves Vaz, como tal tive uma infância feliz mas com uma educação de cariz militar, uma infância em muitos quarteis, frequência em instituições militares onde aprendi equitação por exemplo. Acompanhei o meu falecido Pai na sua última comissão militar, nomeadamente na antiga Colónia da Guiné. Fui militar miliciano da Polícia Militar nos anos de 1983 e de 1984, na antiga Escola Prática de Cavalaria em Santarém. Na Escola Prática de Cavalaria tive o privilégio de conhecer em 1984 o então major de cavalaria Salgueiro Maia. Sou Licenciado em Ensino de Biologiae Geologia pela Universidade do Minho e leciono a disciplina de matemática e Ciências Naturais na Escola Básica de Vila Verde, distrito de Braga. Como sou também um estudioso da genealogia familiar, resolvi há alguns anos elaborar algumas pequenas biografias de familiares, nomeadamente do meu pai, coronel do Estado-Maior e de Cavalaria, do meu avô tenente do corpo do Exército Colonial Adolfo Júlio Coelho Braga e do meu tio-avô tenente-coronel Manuel Carmona Gonçalves, um familiar que conheci de perto e com quem convivi em jovem e que além de ter estado no teatro de Guerra da 1º Guerra Mundial, esteve também ao lado do General Gomes da Costa no golpe militar de Maio de 1926. Em suma, são esboços biográficos para honrar a Memória destes meus familiares, que realizei com recurso aos Arquivos Histórico Militar e Histórico Ultramarino, e claro com recurso aos arquivos familiares e aos depoimentos de avós e outros familiares.

Casa de Levandeiras: https://sites.google.com/view/casa-de--levandeiras/hist%C3%B3ria-da-casa

“Vazes Capella” Alvações do Corgo: https://sites.google.com/view/vazes-de-carvalho/vazes-de-carvalho-de-alva%C3%A7%C3%B5es-do-corgo-pereira-capela-1%C2%BA

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Nota do editor

Último post da série de 21 de julho de 2025 > Guiné 61/74 - P27039: Agenda Cultural (897): Programa "Linha da Frente", reportagem "Marcados pela Guerra": RTP 1, quinta-feira, dia 24, às 21h00... Um dos participantes é o nosso camarada José Saúde (ex-fur mil OE/Ranger, CCS / BART 6523, Nova Lamego, 1973/74; vive em Beja)

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Guiné 61/74 - P26179: O Nosso Blogue como fonte de informação e conhecimento (107): alguém conheceu Álvaro de Barros Geraldo, o fotógrafo oficial do gen Spínola, no período da guerra colonial, na Guiné-Bissau ?(Catarina Laranjeiro, investigadora no Instituto de História Contemporânea da NOVA/FCSH)



Gen Spínola, governador e comandante-chefe no CTIG, s/d. Foto editada e reproduzida com a devida vénia do livro de Luís Nuno Rodrigues,. "Spínola: Biografia" (Lisboa, A Esfera dos Livras, 2010, 748 pp.). Pertence ao Arquivo António Spínola, desconhece-s o autor. Poderá ter sido o fotógrafo oficial do general, no TO da Guiné,  Álvaro de Barros Geraldo ?


1. Através do Formulário de Contacto do Blogger (e depois por mail), chegou-nos o seguinte pedido:

Data - Quarta, 20/11/2024, 12:48


Boa Tarde a todos,

Espero que se encontrem bem.

O meu nome é Catarina Laranjeiro e sou investigadora no Instituto de História Contemporânea da NOVA/FCSH.

Estou juntamente com uma colega, a Inês Vieira Gomes (em cc neste email), a realizar uma investigação sobre a obra do fotógrafo Álvaro de Barros Geraldo, que foi o fotógrafo oficial do General Spínola na Guiné-Bissau, no período da Guerra Colonial.

Alguem se lembra deste fotografo na Guiné? Tem alguma pista sobre a família de Álvaro de Barros Geraldo?

Um abraço
Catarina
Cumprimentos,
Catarina de Castro Laranjeiro | claranjeiro@fcsh.unl.pt

2. Comentário do editor LG:

Catarina: Como sempre, procuramos que o nosso blogue seja também útil à comunidade académica.  Sobre o seu pedido, que agradeço,  vamos torná-lo público. É possível que, em cinco anos de presença do gen Spínola no TO da Guiné, como governador e comandante-chefe, haja alguém de nós que tenha conhecido esse fotógrafo (em Bissau, não no mato),

Eu desconhecia completamente o seu nome e a sua função. O próprio biógrafo de Spínola (Luís Nuno Rodrigues,. "Spínola: Biografia", Lisboa, A Esfera dos Livroas, 2010, 748 pp.), não faz qualquer referência a esse fotógrafo. E as fotos que publica, infelizmente poucas,  sobre o general na Guiné, são citadas como pertencentes ao "Arquivo António Spínola".

O Geraldo seria militar ? Talvez um "fotocine"... Ou seria um "civil" ?...Sei que o seu arquivo está em depósito na Torre do Tombo, doado em 1974.  Pode ser, entretanto, que algum dos nossos leitores tenha mais alguma pista. Boa saúde, bom trabalho.

PS - A Catarina Laranjeiro, investigadora e realizadora de cinema, tem  7 referèncias no nosso blogue.

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Guiné 61/74 - P26124: Agenda cultural (864): Convite para o lançamento do livro "Um Grande Militar Português - General Bethencourt Rodrigues" da autoria de António Pires Nunes, a levar a efeito no próximo dia 5 de Dezembro, pelas 17h30, no Auditório das Instalações do Instituto Universitário Militar, em Pedrouços. A obra será apresentada pelo Major-general João Vieira Borges






SINOPSE


"Bethencourt Rodrigues é considerado por muitos o melhor general do séc. XX e sê-lo-ia também em qualquer outro Exército.

Foi o único oficial a ser escolhido para três difíceis missões de liderança, nas quais sempre se agigantou: Chefe de Estado-Maior da Região Militar de Angola (61/63), onde combateu a guerrilha no Norte; Comandante da Zona Militar Leste (71/73), onde venceu a Batalha do Leste mediante uma operação militar e um plano de desenvolvimento; Governador e Comandante-Chefe das Forças Amadas da Guine (73/74), onde substituiu o general Spínola depois de este ter desistido de continuar pela força das armas, continuando a senda vencedora que o caracterizava e onde o Golpe Militar de 25 de Abril o foi surpreender.

A forma ignominiosa como foi afastado é a maior mancha da geração de oficiais daquela época. O General José Manuel de Bethencourt Rodrigues foi um grande português, um grande chefe militar, um comandante de aguda inteligência estratégica e muito apreciado pelos bravos."


sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Guiné 61/74 - P26055: Agenda cultural (863): Rescaldo da sessão de apresentação do livro "O (Ainda) Enigma da Vida Intelectual e Científica de João Barreto", de Mário Beja Santos, levada a efeito no passado dia 10 de Outubro de 2024, na Sociedade de Geografia de Lisboa

Apresentação do novo livro de Mário Beja Santos
na Sociedade de Geografia de Lisboa

O colunista do Mais Ribatejo, Mário Beja Santos, apresentou no dia 10 de outubro, a sua mais recente obra na Sociedade de Geografia de Lisboa, numa sessão que contou com a presença de diversos convidados e estudiosos da história da Guiné.

O livro foca-se na figura de João Vicente Sant’Ana Barreto, distinto aluno da Escola Médico-Cirúrgica de Nova Goa e autor da única História da Guiné, publicada dois anos antes de falecer.

A apresentação do livro contou com a participação do Embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Artur Silva, do neto de João Barreto, Aires barreto, e de Valentim Viegas, professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da universidade de Lisboa.

A sessão, precedida por uma visita à Sala da Índia e à Sala de Portugal da Sociedade de Geografia, onde se encontram valiosos tesouros artísticos da Índia portuguesa, teve início pelas 16h00. Valentino Viegas, professor universitário aposentado, e o bisneto do biografado, Aires Barreto, acompanharam o autor na apresentação e nos comentários finais sobre o legado científico e histórico de João Barreto.

A obra explora a carreira notável deste epidemiologista, desde o seu trabalho pioneiro sobre a peste na Índia portuguesa até ao seu envolvimento em projetos científicos e de saúde pública na Guiné. João Barreto foi louvado pelo seu papel no combate à peste em Cacheu e tornou-se uma figura de grande relevância na saúde pública de Bissau. A sua trajetória, no entanto, ainda apresenta lacunas que o livro de Mário Beja Santos procura esclarecer, oferecendo uma nova perspetiva sobre o contexto histórico em que viveu e trabalhou.

No final da sessão, foi oferecido um Porto de Honra e, por decisão do autor da edição, todos os participantes receberam um exemplar gratuito da obra.

Texto e fotos: jornal Mais Ribatejo, com a devida vénia
Fixação do texto, selecção e edição das fotos: Carlos Vinhal

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Notas do editor:

Vd. post de 19 de setembro de 2024 > Guiné 61/74 - P25958: Agenda cultural (859): Convite para a sessão de apresentação do livro "O (Ainda) Enigma da Vida Intelectual e Científica de João Barreto", de Mário Beja Santos, dia 10 de Outubro de 2024, pelas 16h00, na Sociedade de Geografia de Lisboa

Último post da série de 12 de outubro de 2024 > Guiné 61/74 - P26039: Agenda cultural (861): Convite para o lançamento do livro "CRÓNICAS DE PAZ E DE GUERRA, de Joaquim Costa, a ter lugar no próximo dia 9 de Novembro, pelas 16h00, na Bibliotaca Municipal de Gondomar, Av. 25 de Abril. Apresentação do livro a cargo do Dr. Manuel Maria

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Guiné 61/74 - P26022: Lembrete (47): Sessão de apresentação do livro "O (Ainda) Enigma da Vida Intelectual e Científica de João Barreto", de Mário Beja Santos, a ter lugar no próximo dia 10 de Outubro de 2024, quinta-feira, pelas 16h00, na Sociedade de Geografia de Lisboa

C O N V I T E


1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil Inf, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá, Finete e Bambadinca, 1968/70), com data de 17 de Setembro de 2024:

Meus caros,
Meti-me numa alhada que não sei como é que vai acabar, já gastei a ponta dos dedos a folhear Boletins Officiais de Cabo Verde e da Costa da Guiné e também da Província da Guiné, até já pedi ajuda ao Philip Havik por causa da Escola de Medicina Tropical, e tenho que saber o que é que este meco andou a fazer desde que se reformou (1931), a única coisa que sei é que viveu sempre em Lisboa até que partiu para as estrelas em 1 de dezembro de 1940. Não me podia ter metido noutra alhada maior, eu que andava com o Boletim Official da Província da Guiné à volta de 1890... Peço, pois, a amabilidade de fazerem a notícia nos próximos dias e um pouco antes do 10 de outubro. Grato.

Um abraço do
Mário



CONVITE

O que falta saber sobre a obra científica do autor da única História da Guiné, apresentação do livro na Sociedade de Geografia de Lisboa, 10 de outubro, pelas 16h00.

João Barreto (de seu nome João Vicente Sant’Ana Barreto) foi aluno distintíssimo da Escola Médico-Cirúrgica de Nova Goa, ali lecionou cerca de um ano, antes de partir para Lisboa apresentou um trabalho de estrutura invulgarmente moderna sobre a peste na Índia portuguesa. Continuará os seus estudos em Lisboa, parte em 1916 para Cabo Verde, onde permanecerá durante toda a Primeira Guerra Mundial. Segue depois para a Guiné, é louvado pelo seu desempenho no combate à peste em Cacheu, exerce outros cargos em Bafatá, em 1923 é nomeado delegado na Junta de Saúde de Bissau. Parte para a Índia, onde permanecerá cerca de meio ano. É no seu regresso à Guiné que os seus trabalhos científicos ganham reconhecimento. É então enviado para a Presidência da República uma proposta de condecoração como Cavaleiro da Ordem de Avis.

É uma parte deste percurso que este estudo aprecia, há ainda significativas lacunas a preencher, haverá que decifrar o que vai levar este notável epidemiologista a lançarse num empreendimento da única História da Guiné, que dará à estampa dois anos antes de falecer.

A pedido de um seu bisneto, lancei-me neste empreendimento, é empolgante tudo quanto escreveu (fora o que ainda não se conhece), incluindo os seus comentários quando foi delegado de saúde na Ilha do Fogo, no auge do conflito mundial.

A apresentação deste estudo será precedida, em homenagem à sua memória, a uma visita à Sala da Índia, seguindo-se uma passagem pela Sala de Portugal para visitar os tesouros artísticos da Índia portuguesa, visita que decorrerá entre as 15h30 e as 16h00.

A sessão de apresentação contará com Valentino Viegas, professor universitário aposentado, o autor e o comentário final de Aires Barreto, bisneto do biografado.

Seguir-se-á um Porto de Honra.

Por decisão do autor da edição, os participantes receberão gratuitamente um exemplar da obra.
Bolama no tempo em que lá viveu João Barreto, ali se tornou cidadão emérito
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Notas do editor:

Vd. post de 19 de setembro de 2024 > Guiné 61/74 - P25958: Agenda cultural (859): Convite para a sessão de apresentação do livro "O (Ainda) Enigma da Vida Intelectual e Científica de João Barreto", de Mário Beja Santos, dia 10 de Outubro de 2024, pelas 16h00, na Sociedade de Geografia de Lisboa

Último post da série de 4 de julho de 2024 > Guiné 61/74 - P25713: Lembrete (46): Últimos dias! Viagem de grupo à China com o acompanhamento do Prof. Dr. António Graça de Abreu - 01 a 12 Setembro 2024

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Guiné 61/74 - P25958: Agenda cultural (859): Convite para a sessão de apresentação do livro "O (Ainda) Enigma da Vida Intelectual e Científica de João Barreto", de Mário Beja Santos, dia 10 de Outubro de 2024, pelas 16h00, na Sociedade de Geografia de Lisboa

C O N V I T E


1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil Inf, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá, Finete e Bambadinca, 1968/70), com data de 17 de Setembro de 2024:

Meus caros,
Meti-me numa alhada que não sei como é que vai acabar, já gastei a ponta dos dedos a folhear Boletins Officiais de Cabo Verde e da Costa da Guiné e também da Província da Guiné, até já pedi ajuda ao Philip Havik por causa da Escola de Medicina Tropical, e tenho que saber o que é que este meco andou a fazer desde que se reformou (1931), a única coisa que sei é que viveu sempre em Lisboa até que partiu para as estrelas em 1 de dezembro de 1940. Não me podia ter metido noutra alhada maior, eu que andava com o Boletim Official da Província da Guiné à volta de 1890... Peço, pois, a amabilidade de fazerem a notícia nos próximos dias e um pouco antes do 10 de outubro. Grato.

Um abraço do
Mário



CONVITE

O que falta saber sobre a obra científica do autor da única História da Guiné, apresentação do livro na Sociedade de Geografia de Lisboa, 10 de outubro, pelas 16h00.

João Barreto (de seu nome João Vicente Sant’Ana Barreto) foi aluno distintíssimo da Escola Médico-Cirúrgica de Nova Goa, ali lecionou cerca de um ano, antes de partir para Lisboa apresentou um trabalho de estrutura invulgarmente moderna sobre a peste na Índia portuguesa. Continuará os seus estudos em Lisboa, parte em 1916 para Cabo Verde, onde permanecerá durante toda a Primeira Guerra Mundial. Segue depois para a Guiné, é louvado pelo seu desempenho no combate à peste em Cacheu, exerce outros cargos em Bafatá, em 1923 é nomeado delegado na Junta de Saúde de Bissau. Parte para a Índia, onde permanecerá cerca de meio ano. É no seu regresso à Guiné que os seus trabalhos científicos ganham reconhecimento. É então enviado para a Presidência da República uma proposta de condecoração como Cavaleiro da Ordem de Avis.

É uma parte deste percurso que este estudo aprecia, há ainda significativas lacunas a preencher, haverá que decifrar o que vai levar este notável epidemiologista a lançarse num empreendimento da única História da Guiné, que dará à estampa dois anos antes de falecer.

A pedido de um seu bisneto, lancei-me neste empreendimento, é empolgante tudo quanto escreveu (fora o que ainda não se conhece), incluindo os seus comentários quando foi delegado de saúde na Ilha do Fogo, no auge do conflito mundial.

A apresentação deste estudo será precedida, em homenagem à sua memória, a uma visita à Sala da Índia, seguindo-se uma passagem pela Sala de Portugal para visitar os tesouros artísticos da Índia portuguesa, visita que decorrerá entre as 15h30 e as 16h00.

A sessão de apresentação contará com Valentino Viegas, professor universitário aposentado, o autor e o comentário final de Aires Barreto, bisneto do biografado.

Seguir-se-á um Porto de Honra.
Por decisão do autor da edição, os participantes receberão gratuitamente um exemplar da obra.
Bolama no tempo em que lá viveu João Barreto, ali se tornou cidadão emérito
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Nota do editor

Último post da série de 22 de agosto de 2024 > Guiné 61/74 - P25868: Agenda cultural (858): O nosso camarada Fernando de Jesus Sousa, (ex-1.º Cabo At Inf DFA da CCAÇ 6, Bedanda, 1970/71), vai estar presente no próximo dia 24 de Agosto, sábado, às 18 horas, na Feira do Livro do Porto, Jardins do Palácio de Cristal, para uma sessão de autógrafos no Pavilhão 118