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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27607: História de vida de um capelão militar: Horácio Fernandes / Francisco Caboz (1935-2025) - Parte II: A escola primária e a comunhão solene


Francisco Caboz, "alter ego" de Horácio Fernandes
(Ribamar, Lourinhã, 1935 - Porto, 2025)


António Fernandes (Maçarico), avô paterno do Horácio. Era filho de Maria da Anunciação (Maçarico) e de Manuel Fernandes. Deve ter nascido em finais do séc. XIX e emigrado para a América nos anos 20. O Horácio nunca o chegou a conhecer. Foi o avô materno, o Ti João das Velas de Santa Bárbara, sacristão, quem marcou a sua infància, e o apoiou na sua decisão de ir para a escola primária e depois para o seminário, única forma de escapar à pobreza naquele tempo. (Ediçãp da foto e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné)


Fonte: Américo Teodoro Maçarico Moreira Remédio - Vila de Ribamar e as famílias mais antigas: Família Maçarico: Árvore genealógica: 500 anos de história. Ribamar, Lourinhã: ed. autor. 2002, pag.132. 



1. Estamos a reproduzir excertos da dissertação de mestrado em ciências da educação, pela Faculdade de Psicologia e Ciências das Educação da Universidade do Porto (1995), da autoria do Horácio Fernandes.

No capº 4º, ele narra e comenta em 3 dezenas de páginas a sua história de vida.  No poste anterior,  ele apresentou-nos. sucintamente,   a sua terra, "Arribas do Mar" [leia-se Ribamar, da Lourinhã], bem como as 3 figuras da família que o marcaram: o pai (José Fernandes Nazaré), a mãe (Elvira Neto) e  o avô materno  (nascido por volta de 1875/80, o sacristão da freguesai, o Ti João das Velas de Santa Bárbara)... 

O avô paterno, Fernandes (Maçarico),  nunca o chegaria a conhecer: quando disse a Missa Nova, em 1959, ele já tinha morrido na América.

É uma história de vida, bem dura, em tempos muito difíceis, que merece ser conhecida dos nossos leitores. O Horácio nasceu em 1935. Em 1945/46,  cpmpletou a 4ª classe e seguiu para o seminário dos franciscanos (em Montariol, Braga). A maior parte de nós, que nasceu já 10 ou mais anos depois do Horácio, ainda se reconhece nesta narrativa autobiográfica  

Foi a partir deste trabalho académico que, 14 anos depois, ele publicaria o seu livro de memórias "Francisco Caboz: a construção e a desconstrução de um padre" [ Porto: Papiro Editora, 2009, 185, (7) pp. ISBN 978-989-636-446-5].

Francisco Caboz é o "alter ego" do Horácio Fermandes, entretanto falecido, recentemente, em novembro de 2025, aos 90 anos). (O livro está esgotado.)

O Horácio Fernandes  seria ordenado padre em 1959. Foi capelão  no exército e na marinha mercante. Deixou o sacerdócio em 1972. Casou, passou a viver no Porto. Teve 3 filhos. Estava reformado da Inspeção Geral de Educação onde trabalhou 25 anos na zona norte. Em 2006 doutorou-se em ciências da educação pela Universidade de Salamanca, Espanha. Reencontrei-o por volta de 2015, na Tabanca de Porto Dinheiro. Ainda somos parentes, pelo lado paterno: as nossas bisavóis. Maria Augusta e Maria da Anunciação (nascidas na década de 1860) eram irmãs, e pertenciam ao clã Maçaricos.


História de vida de um capelão militar: Horácio Fernandes / Francisco Caboz (1935-2025) - Parte II:  A escola primária e a comunhão solene (1942-1946)

por Horácio Fernandes


3. Quando fiz sete anos    entrei para a escola, porque, não obstante fazer falta para tomar conta de minha irmã, doente cardíaca, esse o desejo de meu avô. Alimentava a esperança de ter um neto padre e insistiu com o meu pai.

 Aliás, eu não tinha sido habituado às lides do campo nem do mar, porque, como mais velho, tinha de tomar conta dos irmãos: aos dias de semana, paira a minha mãe trabalhar no campo e ao domingo ir à missa.

Na terceira [1944/45] e quarta classe [1945/46] , as coisas mudaram. Veio uma professora oficial de Lisboa e foi morar na residência anexa à escola, construída pelo povo. Vivia sozinha com sua mãe e um cãozinho de luxo.

 Meu pai, quando matava o porco, ou trazia um peixe melhor, mandava-me levá-lo ao Senhor Prior e à professora, cuja mãe me mimoseava com um pacotinho de bolachas.

Uma vez, faltou dinheiro da Gaixa Escolar, que era para ajudar os alunos mais pobres a comprarem o material escolar, e a professora interrompeu imediatamente as aulas. 

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Como dissemos no 2° capítulo, e em síntese, o sistema educativo salazarista não tinha preocupações de qualidade. Na sua lógica de privilegiar a doutrinação sobre a qualificação pedagógica (...), arregimentou pessoas de «bons costumes», a quem não exigia habilitação escolar para além da 4ª classe, a quem deu o estatuto de «regentes». (1)

Interessado apenas na alfabetização e não na escolarização, o regime investiu nestas figuras, a quem pagava pouco, mantendo-as mais facilmente na subordinação. 

Em Arribas do Mar, numa escola construída pelo povo, em 1932, houve apenas «regentes» até 1944, que ministravam a 1ª, 2 e 3ª classe. 

Quem quisesse tirar a 4ª  classe tinha de andar todos os dias 16 quilómetros [Lourinhã, ir e vir] , sem estradas nem meios de comunicação.

(1) Decreto n° 20604, de 30 de novembro de 1931.

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Os alunos ficaram aterrados e todos se interrogavam de quem seria o culpado. Como ninguém se acusasse, a professora usou o seguinte estratagema: deu meia hora de intervalo para que o culpado fosse buscar o dinheiro e depois obrigou os alunos a desfilarem, um de cada vez, com as janelas fechadas, para que o culpado repusesse a importância subtraída na respectiva Caixa. 

No fim desta operação, felizmente para todos, a importância estava reposta. Reuniu os alunos e disse-lhes:

«O que tirou o dinheiro e o repôs, até agora só reparou metade do pecado que cometeu. Agora tem de se ir confessar ao Senhor Prior, para que Deus lhe perdoe.» 

A tarde, levou todos os alunos à confissão.

A vingança dos que abandonavam a escola, também não se fez esperar. Passado um ano, começou a ir lá aos fins de semana outro professor de Lisboa namorá-la. Como era de baixa estatura, os 'rapazes vingavam-se nele, chamando-lhe «rapazeco» e correndo atrás dele e gritando, como faziam os maiores aos mais pequenos: «capa-se ! capa-se!».

À quarta feira, tínhamos catequese na escola e, ao sábado, aulas de Mocidade Portuguesa. A professora passava revista às nossas cabeças e às mãos. Se não estivessem limpas, ela própria fazia a limpeza.

Não se importava que fôssemos descalços, ou remendados, mas tínhamos de ir limpos. Se não fôssemos, não nos deixava entrar, e não se contentava com as desculpas da mãe do aluno e obrigava o pai, ao outro dia, justificar a falta. Na terceira e quarta classe, ao fim do dia, levava-nos para casa e dava-nos aulas até ao entardecer e de Inverno pela noite dentro.

Nas revisões para os exames, dava um pacote de 5 bolachas a quem lhe fizesse 5 problemas certos e quem não desse erros, dava reguadas aos outros. Eu combinava com o meu primo, que era bom a problemas, mas fraco a ditados.Por isso, eu, que não dava tantos erros, batia-lhe com pouca força e ele dava-me bolachas.

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A  primeira e segunda classe de Francisco foram atribuladas. Estava-se em 1942. As professoras «regentes» faltavam muito e ensinavam pouco. Com o mísero vencimento que auferiam (2) tinham de prover à subsistência da sua família e dar aulas de manhã aos rapazes e de tarde às raparigas da 1ª, 2ª e 3* classe.

Quem valeu a Francisco foi a «Menina Luísa», que tinha sido governanta do Senhor Prior e levava as crianças para casa para as ensinar. Como morava perto da sua casa, ia para lá todas as tardes fazer cópias e contas, pagando o seu pai com o melhor peixe do seu quinhão.

No ano lectivo 1944/45, Arribas do Mar passou de Posto Escolar para escola oficial e foi criado um lugar do quadro para uma professora. Chamava «paraquedista» à «regente» escolar que a antecedeu e assumiu-se como o 'alter ego' do Senhor Prior (3). Autêntica «missionária», a escola com ela era a fiel reprodutora do 'construtum' salazarista.

Cada lição do compêndio era reforçada com um sermão, sobre as obrigações de cada um para com Deus e seus representantes: pais, professores, padres e autoridades. Às quartas feiras à tarde, não obstante o atraso no programa, ministrava aos alunos a catequese para a comunhão solene. A escola era complemento da catequese.


 (2) «Se os regentes escolares que recebem 250$00 mensais, exceptuando as férias grandes, recebessem todo o ano, seriam equiparados a auxiliares de limpeza e guardas das sentinas da Ex.ma Câmara do Porto e ficariam abaixo dos varredores de 3ª lasse que auferem uns 330$00» (Dr. Pires de Lima, 1942,/« SAMPAIO, 1976: 200).

(3)  Ver Pinto, "Professor da Escola do Magistério do Porto", s.d.

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Começava com muitos alunos da terceira e quarta e no meio do ano já nem estavam metade. Os outros iam-se espontaneamente embora, mas ela também não fazia nada para os reter, porque dizia: «não quero cá os burros». 

À custa da régua, cana e bater com a cabeça no quadro decorávamos todos os caminhos de ferro, rios e serras do Continente Ilhas e Colónias, mesmo sem saber onde se localizavam. 

Todos os dias esperávamos por ela no alpendre da escola, às 9 horas em ponto, e saudávamo-la em silêncio, estendendo o braço à lusito, com um «Bom dia Senhora Professora !». Depois, em fila militar, entrávamos no átrio coberto, que antecedia a sala de aula, cantando em coro o hino da Mocidade Portuguesa: «lá vamos cantando e rindo, levados, levados sim (...)».

Ficávamos de cabeça baixa e olhos no chão, quando, depois das orações, chamava alguém ao quadro. O silêncio era de morte. Quando ela dava um sorriso, o que era raro, parecia que era dia de festa. O sinal exterior de que algo estava a correr mal era uma veia saliente que tinha junto aos olhos. Quando crescia, era sinal de tempestade.

Das poucas vezes que a vi sorrir, foi quando foram anunciados os resultados do exame da 4`ª classe, realizados na Lourinhã e passaram os cinco alunos que levou a exame, dos 8 que tinham começado a 4ª classe. 

Mas foi sol de pouca dura, porque ainda faltava o exame para a Comunhão Solene que ia ser feito pelo senhor Prior e ela dava-lhe tanta ou mais importância, que ao da quarta classe.

Perguntava, muitas vezes, quem queria ser padre e tinha uma devoção especial por Santo António de Lisboa. Quando tinha algum tempo livre, lia-nos as vidas dos santos da sua devoção.

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Entregou-se totalmente à escola e aos alunos. Exigente, cumpridora, católica devota, tomou sobre os seus ombros civilizar aquela gente ainda rude. 

No primeiro ano em que entrou, para conseguir mais um lugar de «regente», matriculou 88 alunos, da 1ª à 4* classe (4). Contudo, efectivamente começaram as aulas apenas 43 alunos: 26 da primeira e segunda classe e 17 da segunda e terceira classe. 

Os rapazes eram obrigados a vestir bata castanha e as raparigas bata branca.

No ano seguinte foi criado, mas não preenchido, mais um lugar de «regente» em Arribas do Mar. A professora ficou novamente sobrecarregada com 65 alunos, dos quais 17 fizeram exame: 12 do primeiro grau e 5 do segundo grau. 

Toda a gente a temia, mais que ao Regedor ou ao Cabo de Ordens, naturais de Arribas do Mar.

Muito reservada, dava-se apenas com duas ou três famílias, sendo intransigente quanto ao que chamava as «obrigações».

A escola elitista do regime seleccionava os «melhores», prefigurando uma sociedade, em que os pobres, submissos e dependentes,  eram alimentados dos valores simbólicos que os «eleitos» administravam. Para isso, recrutava dos meios rurais matéria-prima, que depois de estruturada pelo 'habitus' (cap. 3º ) e com o patrocínio dos «melhores»,  os benfeitores, iriam reproduzir os valores do sistema. Em contrapartida, adquiriam novo status social. 

Dos 4 rapazes e uma rapariga, que com Francisco fizeram o exame da 4ª classe, três foram para o Seminário e um para pescador. A única rapariga foi para costureira.


(4) Números retirados do Registo da Vida Oficial do Professor Primário, organizado por Manuel Pinto de Sousa, 1930. Porto (documento preenchido pela professora).

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Fonte: Excertos da dissertação de mestrado do Horácio Neto Fernandes, "Francisco Caboz: do angélico ao trânsfuga, uma autobiografia". Porto:  Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. 1995, pp. 106-108  (A dissertação, orientada pelo Prof Doutor Stephen R. Stoer, já falecido, está aqui disponível em formato pdf).

(Seleção, revisão / fixação de texto, paraènteses retos, bold, itálicos, título: LG)

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 3 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27598: História de vida de um capelão militar: Horácio Fernandes / Francisco Caboz (1935-2025) - Parte I: Arribas do Mar (Ribamar, Lourinhã), a família (o pai, a mãe, o avô materno)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27519: Ser solidário (293): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (18): A bolanha (Renato Brito)


1. Mensagem do nosso amigo Renato Brito, voluntário, que na Guiné-Bissau integra um projecto de construção de uma escola na aldeia de Sincha Alfa, com data de 8 de Dezembro de 2025:

Bom dia Carlos Vinhal,
Partilho mais uma "cartolina" que vai dando notícias sobre a campanha de angariação de fundos para a construção de uma escola na aldeia de Sintcham Arafam – Guiné-Bissau.
Desta feita a participação em mais um mercado para vender objetos em segunda-mão previsto para o dia 13 de dezembro de 2025.


Para enriquecer a reflexão sobre as “bolanhas” uma interessante publicação intitulada Armazenamento tradicional na Guiné-Bissau
Disponível para consulta aqui:
https://www.ssoar.info/ssoar/bitstream/document/31865/1/ssoar-1996-oliveira_et_al-Armazenamento_Tradicional_na_Guine-Bissau.pdf

Cumprimentos,
Renato Brito

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Nota do editor

Último post da série de 27 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27470: Ser solidário (292): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (17): A cabana (Renato Brito)

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27470: Ser solidário (292): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (17): A cabana (Renato Brito)

1. Mensagem do nosso amigo Renato Brito, voluntário, que na Guiné-Bissau integra um projecto de construção de uma escola na aldeia de Sincha Alfa, com data de 26 de Novembro de 2025:

Boa noite Carlos Vinhal,
3 anos volvidos desde o início do projeto de construir uma escola na Guiné-Bissau, amanhã um momento de encontro para comemorar os resultados do primeiro passo operativo do projeto e apresentar o passo sucessivo – construir uma horta pedagógica no terreno doado.
Envio a “cartolina” e o cartaz que divulgam o evento.

Cumprimentos,
Renato Brito


Nota do editor CV:
Ver aqui o PDF em português do Projecto previsto para a Horta Pedagógica:
https://sostegnoguineabissau.weebly.com/uploads/1/4/4/2/144252647/projeto_horta_portugu%C3%AAs.pdf

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Nota do editor

Último post da série de 11 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27411: Ser solidário (291): Início do ano lectivo na escola de Sintcham Arafam, na Guiné-Bissau (Renato Brito)

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27411: Ser solidário (291): Início do ano lectivo na escola de Sintcham Arafam, na Guiné-Bissau (Renato Brito)

1. Mensagem do nosso amigo Renato Brito, voluntário, que na Guiné-Bissau integra um projecto de construção de uma escola na aldeia de Sincha Alfa, com data de 5 de Novembro de 2025:

Boa noite Carlos Vinhal,
Espero tudo bem consigo.

O presente mail para lhe comunicar que começou o ano lectivo na escola da Guiné-Bissau.

Cumprimentos,
Renato


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Nota do editor

Último post da série de 7 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27396: Ser solidário (290): Relatório de Atividades, Outono de 2025, da Missão Solidária da ONGD Afectos com Letras à Guiné-Bissau

domingo, 28 de setembro de 2025

Guiné 61/74 - P27264: Ser solidário (289): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (16): Mercatino em Merano (Itália) no dia 04 de outubro de 2025 (Renato Brito)

1. Mensagem com data de 30 de Agosto de 2025 do nosso amigo Renato Brito, voluntário, que na Guiné-Bissau integra um projecto de construção de uma escola na aldeia de Sincha Alfa, trazendo até nós a Cartolina número 16:

Boa tarde Carlos Vinhal,
Com a presente venho por este meio partilhar a “cartolina” que prossegue com a campanha de angariação de fundos para construir uma escola na aldeia de Sintcham Arafam – Guiné-Bissau.

Desta feita mais um mercatino em Merano no dia 04 de outubro.

Sobre a migração das aves interessante este documentário: https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=w8e5bBIeL3s

Envio também o catálogo dos objetos do projeto África Sacra_tecidos que tem por objetivo comprar material didático no início de cada ano letivo.

Cumprimentos,
Renato













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Notas do editor:

Vd. post anterior de 2 de setembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27177: Ser solidário (287): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (15): Cancoran II, e Convite para a apresentação do projecto de construção de uma escola na Guiné-Bissau e jantar com prova de produtos da Guiné-Bissau, a levar a efeito no próximo dia 13 de Setembro, a partir das 16h30, na Associação Macaréu, Rua João das Regras, 151 - Porto (Renato Brito)

Último post da série de 24 de setembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27252: Ser solidário (288): No Dia Nacional da Guiné-Bissau, a ONGD Afectos com Letras comemora o 16.º ano da sua criação

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Guiné 61/74 - P27177: Ser solidário (287): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (15): Cancoran II, e Convite para a apresentação do projecto de construção de uma escola na Guiné-Bissau e jantar com prova de produtos da Guiné-Bissau, a levar a efeito no próximo dia 13 de Setembro, a partir das 16h30, na Associação Macaréu, Rua João das Regras, 151 - Porto (Renato Brito)

1. Mensagem com data de 30 de Agosto de 2025 do nosso amigo Renato Brito, voluntário, que na Guiné-Bissau integra um projecto de construção de uma escola na aldeia de Sincha Alfa, trazendo até nós a Cartolina número 15:

Bom dia Carlos Vinhal,
Com a presente venho por este meio partilhar a “cartolina” que prossegue com a campanha de angariação de fundos para construir uma escola na aldeia de Sintcham Arafam – Guiné-Bissau.
Divulga a apresentação do projeto no Porto no dia 13 de setembro. Será dado ênfase ao modo de criar uma horta no terreno com 5.400 m2 doado ao projeto.
Todos bem-vindos!

Cumprimentos,
Renato Brito


Macaréu - Associação Cultural
Rua João das Regras, 151 – Porto
https://macareu.org/2019/03/09/apresentacao/
13 de Setembro de 2025 –16:30
Preço do jantar: 12 euros
Marcações através do seguinte mail:
macareu.porto@gmail.com

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Notas do editor:

Vd. post da série de 19 de junho de 2025 > Guiné 61/74 - P26938: Ser solidário (285): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (14): Mercado de venda de produtos em segunda-mão no dia 21 de junho na cidade de Bressanone – Região Italiana do Alto Adige (Renato Brito)

Último post da série de 4 de agosto de 2025 > Guiné 61/74 - P27090: Ser solidário (286): Almoço-Convivio da Associação Anghilau, dia 14 de Setembro de 2025, às 12h30, no Restaurante da Quinta de Santo António, na Malveira (Manuel Rei Vilar)

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Guiné 61/74 - P24956: E depois da peluda... a luta continua: as minhas escolas (Joaquim Costa) - Parte IV: Enfim, em casa!... Famalicão, a minha terra...

 


Foto nº 1 > Vila Nova de Famalicão > Edifício, emblemático,  da Câmara Municiap (1961), da autoria do arquiteto Januário Godinho.


Foto nº 2 > Vila Nova de Famalicão >   O Edifício da Lapa, antigo hospital, e posteriormente liceu da cidade, hoje sede da Universidade Lusíada.
 


Foto nº 3 > Vila Nova de Gaia > 2023 > O Joaquim Costa, num esplanada ribeirinha, com o casarinho histórico da sua amada "Invicta"  ao fundo.

Fotos (e legendas): © Joaquim Costa (2023). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

 

1. Continuação da nova série do Joaquim Costa:  "E depois da peluda... a luta continua: as minhas escolas"... (*)


(i) ex-fur mil at armas pesadas inf, CCAV 8351, "Tigres do Cumbijã" (Cumbijã, 1972/74);

(ii) membro da Tabanca Grande desde 30/1/2021, tem cerca de 7 dezenas de referências no blogue;

(iii) autor da série "Paz & Guerra: memórias de um Tigre do Cumbijã (Joaquim Costa, ex-mil arm pes inf, CCAV 8351, 1972/74)" (de que se publicaram 28 postes, desde 3/2/2021 a 28/7/2022) , e que depois publicou em livro ("Memórias de um Tigre Azul - O Furriel Pequenina", por Joaquim Costa; Lugar da Palavra Editora, 2021, 180 pp);

(iv) tirou o curso de engenheiro técnico, no ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto;

(v) foi professor do ensino secundário, tendo-se reformado como diretor da escola secundária de Gondomar;

(vi) minhoto, de Vila Nova de Famalicão , vive em Rio Tinto, Gondomar;

(vii) tem página no Facebook.


E depois da peluda... a luta continua: as minhas escolas (Joaquim Costa) - Parte IV:  Enfim,, em casa!... Famalicão, a minha terra...


Enfim, em casa!!!

O sonho de qualquer professor é ser colocado na sua terra (Foto nº 1). Contudo, eu não aconselho.

Ser professor de filhos de colegas, de familiares, de conhecidos, etc. não é tarefa fácil. Seja em casa, no café, na rua, no jardim, na feira ("ó mãe,  olha o meu professor!"), mil olhos sempre postos em nós. Nunca podíamos pôr o pé na "poça".

Por todas estas razões estavam criadas as condições para não ser um ano fácil. E assim foi:

− Só um 4 para o Francisco!?

− Médio, Médio, Médio, Médio! Ao menos um Elevado!!

− Na reunião do conselho de turma um pouco de água benta para a Maria!

Algumas das amizades azedaram um pouco e alguns familiares deixaram de me convidar para os batizados.

Fiquei ao menos de consciência tranquila, não obstante acabar por reconhecer que alguns destes alunos acabaram por ser prejudicados porque me coloquei, algumas vezes, no papel de mulher de César: "Não basta sê-lo,  é preciso parecê-lo."

A coisa não correu bem logo no meu primeiro dia.

Apresentei-me ao diretor, que me recebeu cordialmente, pois, embora não fosse alguém das minhas relações de amizade,  conhecíamo-nos por frequentar o mesmo café. Perguntei se se encontrava na escola um colega professor, meu amigo, de longa data, de nome António.

Resposta pronta do homem:

−  Se é o que eu penso está na cadeia. 

Fiquei atónito. O António na cadeia!? Ainda há dois dias estive com ele!

Estava eu a digerir aquela bombástica notícia, com suores frios e as pernas a cederem, enquanto o homem com toda a calma do mundo e um sorriso cândido procurava o meu horário no meio de uma selva de papeis.

Com a voz trémula ainda afirmei: 

− Tem a certeza?!...

Entretanto entra no gabinete outro elemento da direção a quem o diretor pergunta:
 

 Ó Francisco, o professor António está na cadeia, não está?!

Responde a criatura,  parecendo-me com voz de compaixão:

− Ainda hoje estive lá a conversar um pouco com ele. 

Fiquei de rastos, o meu amigo António na cadeia, o que terá feito de tão grave?!

Entretanto o Diretor lá encontra a agulha no palheiro (o meu horário) e afirma com um sorriso de menino:

− E o colega também vai para a cadeia!

É então que olho para o meu horário e vejo escrito no lugar do nome da sala de aula a palavra: CADEIA.

Assim mesmo, a escola funcionava no antigo hospital (a sede) (Foto nº 2).   e na antiga cadeia, que distava 500 metros da sede. Embora eu já não residisse na cidade há vários anos,  tinha conhecimento que o antigo liceu funcionava no hospital, mas desconhecia em absoluto que também funcionava na antiga cadeia e mesmo que existia.

Aqui a sala de professores funcionava no antigo recreio dos reclusos e as salas de aula nas antigas celas. O edifício não sofreu nenhuma alteração estrutural da antiga cadeia, pelo que as salas de aulas (as celas) mantinham uma pequena abertura junto ao teto, onde entrava apenas um fio de luz. Mantinha a porta de ferro reforçada que pesava uma tonelada, que fechava só da parte de fora com uma ferragem dos anos 30.
 
Todos os professores davam aulas de porta aberta.

Eu, para além de dar as aulas de porta aberta, ficava sempre de pé junto à mesma com medo que alguém a fechasse, pois sempre sofri de claustrofobia. Era uma brincadeira frequente quer de alunos quer mesmo de professores.

Com a massificação do ensino, com muita imaginação, se encontraram soluções de recurso para acomodar tantos alunos: antigos hospitais, antigas cadeias, antigos tribunais bem como os famosos pavilhões pré-fabricados em madeira.

Joaquim Costa (Foto nº 3)

(Revisão / fixação de texto: LG)
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Nota do editor:

Último poste da série > 9 de dezembro de 2023 > Guiné 61/74 - P24932: E depois da peluda... a luta continua: as minhas escolas (Joaquim Costa) - Parte III: Primeiro, Santo Tirso, a seguir, Portalegre e logo... Santarém (onde fiz a minha formação pedagógica)

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Guiné 61/74 - P24865: E depois da peluda... a luta continua: as minhas escolas (Joaquim Costa) - Parte I: Santo Tirso, o dono da "tasca"



Porto > O atual edifício do ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto. que faz parte do IPP - Instituto Politécnico do Porto. Fonte: ISEP (2023)


Santo Tirso - Fachada da atual Escola Secundária Tomaz Pelayo.
Fonte: Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo (2023)



1. Mensagem do Joaquim Costa:

(i) ex-fur mil at Armas Pesadas Inf, CCAV 8351, "Tigres do Cumbijã"  (Cumbijã, 1972/74);

(ii) membro da Tabanca Grande desde 30/1/2021, tem cerca de 7 dezenas de referências no blogue;

(iii) autor da série "Paz & Guerra: memórias de um Tigre do Cumbijã (Joaquim Costa, ex-mil arm pes inf, CCAV 8351, 1972/74)" (de que se publicaram 28 postes, desde 3/2/2021 a 28/7/2022) (*), e que depois publicou em livro ("Memórias de um Tigre Azul - O Furriel Pequenina", por Joaquim Costa; Lugar da Palavra Editora, 2021, 180 pp);

(iv) tirou o curso de engenheiro técnico, no ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto;

(v) foi professor do ensino secundário, tendo-se reformado como diretor da escola secundária de Gondomar;

(vi) minhoto, de Vila Nova de Famalicão (**), vive em Rio Tinto, Gondomar;



Data - 24/10/2023, 10:49
Assunto - Depois da Guiné... a luta continua

Olá,  Luís,

Espero que tudo esteja bem contigo.

Envio-te a minha primeira crónica, que publico no Facebook, sobre as “Minhas Escolas”.

Esta primeira crónica faz uma pequena referência às dificuldades e peripécias sobre o regresso à escola para concluir os cursos que ficaram a meio com a nossa mobilização para a guerra.

Deixo ao teu critério o interesse na publicação do Blogue.

Um grande abraço

Joaquim Costa



2. Comentário do editor LG:

Joaquim, é indecente responder-te só agora... Para mais sendo tu um colaborador "líquido", do nosso blogue, já com 67 referências, o que é muito para quem entrou há pouco mais de dois anos e meio. Lembro que és autor de uma notável série, "Paz & Guerra: memórias de um Tigre do Cumbijã", com  base da qual publicaste o teu livro “Memórias de Guerra de um Tigre Azul” (Rio Tinto, Lugar da Palavra, 2021, 179 pp.), 

Como já te respondi, por mail e na sequência da nossa última conversa ao telefone, claro que vamos publicar.  É um "filão" a explorar, o teu, o nosso pós-guerra como "paisanos"... 

Não temos aqui falado tanto quanto deveríamos  das dificuldades e obstáculos que, nós, antigos combatentes,  tivemos de enfrentar e vencer depois da peluda: exorcisar os fantasmas da guerra, "esquecer a Guiné", fazer os "lutos",  acertar o relógio e o calendário, arrostar  com as "piadas de mau gosto" (quando não mesmo a hostilidade de certos indivíduos e grupos), voltar a estudar, arranjar um emprego, ou retomar o trabalho que já tínhamos antes da tropa, refazer a vida pessoal e familiar, arranjar casa, casar, contrair o primeiro empréstimo bancário (e pagar juros altíssimos!), comprar o primeiro automóvel,  ou fazer as primeiras férias com a namorada, ou a mulher e os filhos, viajar, sair pela primeira vez do país, etc.  

Tu que fostes professor toda a vida, e também passaste pela experiência da administração escolar, podes falar de cátedra do que é isso de andar com a casa às casas até conseguir um lugar efetivo do quadro, próximo da terra e da casa onde queremos viver.

Seguramente que as tuas crónicas vão motivar e ajudar outros camaradas a escrever sobre o assunto, doloroso e fascinante ao mesmo tempo.


E depois da peluda... a luta continua: as minhas escolas (Joaquim Costa) 

Parte I: Santo Tirso, o dono da "tasca"


Ainda na ressaca dos dois anos passados no inferno da Guiné e completamente alucinado com o desenvolvimento do PREC (Processo Revolucionário Em Curso, 1974/75), assistindo incrédulo ao incêndio e destruição da sede de um partido político com uma multidão em fúria, lá me desloquei à minha antiga Escola (hoje ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto) tentar retomar os estudos vencendo as cadeiras por concluir. 

Foi uma tarefa de avanços e recuos; não só pelo alvoroço de toda aquela juventude que já se tinha livrado da guerra e que,  ao que parece,  também queria mudar o mundo, sabe-se lá para onde... mas fundamentalmente por sentir que aquela já não era a escola que eu tinha deixado.

Esta miudagem olhava para estes “velhos;” tisnados pelo sol da Guiné e com aspeto de alucinados, com alguma desconfiança já que cumprimentavam com deferência os seus antigos professores, que eles queriam sanear.

Como os porcos espinho no inverno,  lá se conseguiu um espaço mais ou menos confortável para as duas gerações. Os miúdos tinham já conseguido reduzir para 3 anos a duração dos cursos, entrar na direção da escola e sanear alguns professores. Nós conseguimos manter a antiga estrutura e duração do curso, o mesmo currículo e aulas suplementares nas cadeiras estruturantes.

Lá se conseguiu concluir o curso com o mesmo espírito com que se venceram os dias de inferno na Guiné, apoiados uns nos outros, nunca deixando ninguém para trás.

Concluído o curso, enquanto esperava pela resposta aos inúmeros currículos enviados para várias empresas, com outros colegas avançámos, como profissionais liberais, na elaboração dos primeiros projetos (ou proje...tinhos) de engenharia.

Entretanto surge a minha colocação na Escola Industrial e Comercial de Santo Tirso, que aceitei uma vez que me garantia o vínculo à função pública.

Não foi fácil, pois o ensino estava a anos-luz das minhas preferências. Apresentei-me na escola num dia, e nesse mesmo dia me indicaram a sala, cheia de alunos, para iniciar as aulas. 

O que é isso de pedagogia?!... Desenrasquei-me, ensinando como fui ensinado!

Entrei pela primeira vez na sala de professores, onde se discutia aos gritos os últimos desenvolvimentos do PREC. Mesmo naquelas condições não foi uma entrada discreta, para além do silêncio de igreja que abruptamente se fez sentir, vejo, incrédulo, toda a gente a afastar-se de mim. Tinha acabado de trocar o meu Fiat 600 por uma Diane nova com os estofos de uma mistela que deixava um cheiro na roupa insuportável. Demorou um ano a sair aquele cheiro,  pelo que não foi fácil fazer... amizades.

Passei dois anos nesta Escola, bem perto de casa (que era em Famalicão), mas não foram propriamente os melhores anos da minha vida. Contudo gostei muito dos alunos com quem mantive uma boa relação.

Também ajudou a algum desconforto o facto de ser o responsável pelo bar da escola, tarefa que ninguém queria, já que se estava sujeito a todo o tipo de piropos sobre a qualidade dos produtos e a quantidade do queijo e fiambre no pão. Chegaram a insinuar que eu estava a meter dinheiro ao bolso. Era brincadeira, mas... aleijava!

Até os amigos das jogatanas de futebol de salão me tratavam por... “tasqueiro”!

Sim, é mesmo verdade! Imaginem o meu espanto quando a Diretora me entrega o horário com duas horas da “disciplina” de Bar. Argumentei que a minha formação era em engenharia eletromecânica pelo que nada sabia sobre restauração. Dizia ela, com um sorriso nos lábios: "não dá trabalho nenhum, é só comprar os produtos e vendê-los ao preço de custo. No final do ano entregas um relatório com a diferença do deve e haver a zeros!"...

Ficou, ao menos,  uma grande amizade com o funcionário do bar, o meu braço direito...e esquerdo.

Não foram propriamente dois anos fáceis, principalmente na "cadeira" de Bar...

Joaquim Costa

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Notas do editor

(*) Último poste da série > 28 de julho de 2022 > Guiné 61/74 - P23465: Paz & Guerra: memórias de um Tigre do Cumbijã (Joaquim Costa, ex-furriel mil arm pes inf, CCAV 8351, 1972/74) - Parte XXVIII: Em 1976, uma viagem pela velha Europa para esquecer a guerra e espairecer do PREC

(**) Vd. postes de:

18 de dezembro de 2022 > Guiné 61/74 - P23891: Origens do Tigre Azul: Nado e criado entre Famalicão e o Porto (Joaquim Costa, ex-fur mil, CCAV 8351, Cumbijã, 1972/74) - Parte I: A pomada milagrosa

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Guiné 61/74 - P24645: Ser solidário (258): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (5): A força das mulheres da Guiné-Bissau (Renato Brito)

1. Mensagem enviada ao nosso Blogue, em 9 de Setembro de 2023, por Renato Brito, voluntário, que na Guiné-Bissau integra um projecto de construção de uma escola na aldeia de Sincha Alfa:

Bom dia Carlos Vinhal,
Partilho mais um bilhete-postal que vai dando notícias sobre a campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa – Guiné-Bissau.
Partindo da imagem sugestiva de um grupo de mulheres que transportam água na aldeia de Cabuca, apresento uma reflexão sobre a força das mulheres da Guiné-Bissau.
Destaco também a ideia reconhecida e premiada da Associação Afectos com Letras de oferecer em aldeias descascadoras mecânicas de arroz para que as meninas possam frequentar a escola.
Bem ilustrativo desta realidade este vídeo:



Ainda sobre este tema, procurei ajuda para traduzir do Crioulo a música de Zé Manel “Mindjer i um Kumpanher” que pode ser ouvida neste site:


Apresento ainda um projecto de distribuição gratuita de água potável realizado no sul do Senegal, desenvolvido pela Associação Italiana Salo Balouo.
Referem no site que com um investimento que pode variar entre 7.000 e 12.000 euros, beneficiam desta água sem vírus nem bactérias, diretamente 3000 pessoas e indiretamente 10.000.
Possível consultar a descrição detalhada deste interessante projecto neste site:
https://www.balouosalo.com/projects/pozzo-kenewal.html


Ainda, como acontece com cada “cartolina”, divulgo a apresentação da minha viagem à Guiné-Bissau que se vai realizar no Centro Cultural Urania, na cidade de Merano.
Uma noite onde os presentes vão poder também experimentar a gastronomia e ouvir a música do país.
Para quem tenha curiosidade, possível aceder à apresentação deste deste evento aqui:
https://urania-meran.it/it/cultura-societa/cultura-allurania/kurs/2310C10271/merano-travel-nights-02-guinea-bisseau-in-bicicletta-attraverso-lafrica-oc/

Muito grato pelo seu contributo em divulgar este projecto.

Cumprimentos,
Renato Brito

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Notas do editor

Vd. poste anterior de 27 DE ABRIL DE 2023 > Guiné 61/74 - P24260: Ser solidário (255): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (4) (Renato Brito)

Último poste da série de 30 DE ABRIL DE 2023 > Guiné 61/74 - P24268: Ser solidário (257): Com a consignação de 0,5% do nosso IRS a favor da ONGD Afectos com Letras (NIF 509301878), podemos ajudar a levar descascadoras de arroz até à Guiné-Bissau, retirando as meninas do trabalho manual da descasca e permitindo que vão à escola