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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Guiné 61/74 - P27967: Álbum fotográfico de Ernestino Caniço, ex-alf mil cav, Pel Rec Daimler 2208, Mansabá e Mansoa, e Rep ACAP/QG/CCFAG, Amura, Bissau, 1970/72 - Parte I: "Conquistar mentes e corações"




Foto nº 1 > População (homens e mulheres do "mato") junto ao Palácio do Governador


Foto nº 3 > População (homens do "mato") visitandio um posto sanitário


Foto 8 >  Entrevista de um elemento da população no Pifas


Foto nº 2 > Construção de tabanca pelas NT (reordenamentos)



Foto nº  4 > Vista aérea de uma tabanca (reordenamento)


Foto nº 5 > Trabalhos na estrada (asfaltagem, a cargo do BENG 447)



Foto nº 6  > Cerimónia de imposição dos galões do ten cor Lemos Pires



Foto  nº 7  > Bandeja com os galões do ten cor Lemos Pires da qual sou portador e permuta pelo major Luz Almeida

Foto (e legenda): © Ernestino Caniço (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné] 



O médico Ernestino
 Caniço (Tomar, 2014)
1. Mensagem, mais abaixo. de Ernestino Caniço (ex-Alf Mil Cav, Comandante do Pel Rec Daimler 2208, Mansabá e Mansoa; Rep ACAP - Repartição de Assuntos Civis e Acção Psicológica, Bissau, jan 1970/ dez 1971, hoje médico, vive em Tomar, estando reformado do SNS (em 1971, era chefe da Rep ACAP o major inf Mário Lemos Pires, que será entretanto promovido a tenente-coronel); trabalhou com o então cap Otelo Saraiva de Carvalho sobre quem escreveu, em 26/7/2021:

 " (...) Faleceu Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho, o principal pilar do 25 de Abril de 1974. Durante o ano de 1971 fomos camaradas, em funções na ACAP (Repartição de Assuntos Civis e Ação Psicológica), no quartel da Amura, na Guiné Bissau. Partilhámos a mesma sala com as secretárias lado a lado. Como é natural dialogámos muito. Face à sua morte, não posso deixar de manifestar o apreço e a amizade que nos uniu, pelo que lamento a sua perda. Foi fácil. A sua empatia, generosidade e humanismo assim o permitiram. O diálogo fluía naturalmente,
 não descortinando qualquer atitude lapuz. Que descanse em paz." (...)

Foi pela mão do Ernestino Caniço que o Otelo foi simbolicamente inumado à sombra do nosso poilão, no lugar nº 846.

Date: sexta, 30/07/2021 à(s) 17:59

Data - terça, 28/04, 22:01 (há 7 horas)

Assunto - Rep ACAP /QG / CCFAG

Olá,  Luís.

Que saúde não falte.

Face à tua solicitação (*) , vou tentar repescar algo, salvaguardando alguma imprecisão a esta distância temporal.

Na dependência da AP - Ação Psicológica, havia as secções Informações Psicológicas, Operações Psicológicas e Rádio Difusão e Imprensa. 

Quando fui colocado na Rep ACAP estava orientado para a Secção de Assuntos Civis. No entanto, após alguns contactos com o ainda major Lemos Pires (Lamego, 1931 - Lisboa, 2009) , este colocou-me na Secção de Operações Psicológicas (que visava, entre outros, credibilizar a presença portuguesa e manter o moral das forças portuguesas), pela minha putativa desenvoltura (sem pesporrência).

Além de contactos frequentes com as populações, fui colaborador do cap Otelo com enfoque nos contactos internacionais e corresponsável pela biblioteca com o major Eanes. 

Os impactes dos contactos com as populações eram processados na rádio pelo alf Arlindo Carvalho. Mais pormenores estão descritos no Post 22426 de 2021.08.02 (**), que deu origem a alguns comentários suscetíveis de serem considerados perspetivas olhizainas e interpretados como chifralgias (termo meu – basta decompor a palavra).

Anexo algumas fotos sobre esta temática

Foto 1 – população junto ao palácio do governo

Foto 2 – construção de tabanca pelas NT

Foto 3 – população visitando um posto sanitário

Foto 4 – vista aérea de uma tabanca

Foto 5 – trabalhos na estrada

Foto 6 – cerimónia de imposição dos galões do ten cor Lemos Pires

Foto 7 – bandeja com os galões do ten cor Lemos Pires da qual sou portador e permuta pelo major Luz Almeida

Foto 8 – entrevista de um elemento da população no Pifas

Abraço,

Ernestino Caniço

2. Comentário do editor LG:

Ernestino, obrigado pela tua generosidade e perceção da importància que tem esta documentação para a memória e a história  da nossa geração de antigos combatentes na Guiné.  Alguns destes distintos militares com quem tiveste o privilégio de trabalhar na Rep ACAP,  QG/CCFAG, na Amura, em Bissau em 1971, já morreram e fazem parte da nossa história contemporânea (maj gen Lemos Pires, cor art Otelo Saraiva de Carvalho, marechal António Spínola, etc.). O gen Ramalho Eanes ainda está felizmente entre nós. 

Só mais refentemente, em 2021, com a morte do Otelo,  foste ao teu álbum fotográfico, à parte dos "reservados", e selecionaste algumas fotos que quiseste partilhar connosco (**). 

O trabalho da "tua" Rep ACAP, onde passaste metade da tua comissão, depois de 4 meses em Mansabá e 6 meses em Mansoa, com os teus bravos do Pel Rec Daimler 2208 e as tuas "velhinhas latas de sardinha com roda"...), foi historicamente muito importante mas é, infelizmente, mal conhecido e está mal documentado. Que este seja o primeiro poste de mais alguns da série que eu acabei de criar para a ti...Um alfabravo, Luís.
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Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 27 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27961: O PIFAS, de saudosa memória (21): O Programa das Forças Armadas ganha maior visibilidade com Otelo e Ramalho Eanes, na Rep ACAP: recordações dos radialistas Garcês Costa e Silvério Dias (1934-2026)

(**) Vd. poste de 2 de agosto de 2021 > Guiné 61/74 - P22426: Tabanca Grande (523): O cap art Otelo Saraiva de Carvalho, com quem trabalhei na Rep ACAP, QG/CCFAF, em 1971, ao tempo do major inf Ramalho Eanes e do ten cor inf Mário Lemos Pires (Ernestino Caniço)... Em sua memória, é reservado o lugar nº 846, à sombra do nosso poilão

domingo, 6 de julho de 2025

Guiné 61/74 - P26988: Facebook...ando (85): João de Melo, ex-1º cabo op cripto, CCAV 8351 (1972/74): um "Tigre de Cumbijã", de corpo e alma - Parte IV: Buba e o rio Grande de Buba no seu esplendor




Foto nº 1, 1A, 1B





Foto nº 2, 2A, 2B, 2C




Foto nº 3, 3A, 3B



Foto nº 4, 4A


Foto nº 5

Guiné-Bissau > Re3gião de Quínara > Buba e rio Grande de Biuba > Maio de 2025 > Fotos do álbum do João Melo (com a devida autorização do autor e vénia do editor LG...)

Fotos (e legendas): © João de Melo (2025). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


João Melo (ou João Reis de Melo), ex-1º cabo op cripto, CCAV 8351, "Os Tigres do Cumbijã" (Cumbijã, 1972/74): 

(i)  é profissional de seguros, vive em Alquerubim, Albergaria-a-Velha; 

(ii) viaja regularmente, desde 2017,  para a Guiné-Bissau, em "turismo de saudade e de solidariedade" (em que distribui material pelas escolas de Cumbijã, e apoia também, mais recentemente,  o clube de futebol local); 

(iii) regressou há pouco tempo da sua viagem deste ano de 2025; 

(iv) fez uma visita demorada à Amura e ao atual Museu Militar;

 (v) tem página no Facebook (João Reis Melo);

 (vi) tem 22 referências no nosso blogue para o qual entrou em 1 de março de 2009.

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 10 de junho de 2025 > Guiné 61/74 - P26905: Facebook...ando (84): os acontecimentos de Bissássema, em 3 de fevereiro de 1968, visto pelo oficial de dia em Tite, alf mil Augusto Antunes, cmdt do Pel Rec Daimler 1131 (Tite, 1966/68) (Joaquim Caldeira, grão-tabanqueiro nº 905) 

Vd. postes recentes do João Melo:

7 de junho de 2025 > Guiné 61/74 - P26895: Facebook...ando (83): João de Melo, ex-1º cabo op cripto, CCAV 8351 (1972/74): um "Tigre de Cumbijã", de corpo e alma - Parte III: A Bissau Velho a renascer das ruinas dos últimos 50 anos...

5 de junho de 2025 > Guiné 61/74 - P26886: Facebook...ando (82): João de Melo, ex-1º cabo op cripto, CCAV 8351 (1972/74): um "Tigre de Cumbijã", de corpo e alma - Parte II: Bissau Velho, a ponte-cais

4 de junho de 2025 > Guiné 61/74 - P26879: Facebook...ando (81): João de Melo, ex-1º cabo op cripto, CCAV 8351 (1972/74): um "Tigre de Cumbijã", de corpo e alma - Parte I: De volta a Bissau Velho, agora de cara lavada

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Guiné 61/74 - P26830: Álbum fotográfico do Fur Mil Cav Aníbal José da Silva - Pel Caç Nat 56 em São João

1. Mensagem do nosso camarada Aníbal José Soares da Silva, ex-Fur Mil Vagomestre da CCAV 2483 / BCAV 2867 (Nova Sintra e Tite, 1969/70), com data de 18 de Maio de 2025:

Caro Carlos Vinhal
Hoje volto ao tema "Pelotão de Caçadores Nativos 56", que depois de terem estado afetos à minha Companhia (CCAV 2483), entre Março e Junho de 1969, no aquartelamento de Nova Sintra, foram continuar a sua missão no destacamento de S. João

O meu amigo José Manuel Rodrigues Cunha, ex-Fur Miliciano da rendição individual, esteve em Nova Sintra aquando da permanência da CART 2771, (Set70 a Set72, de os "Duros de Nova Sintra". No final da comissão dos DUROS, o Cunha foi destacado para S. João, para integrar o Pel Caç Nat 56, onde permaneceu até 1973. Creio ter sido contemporâneo do camarada José Câmara, colaborador deste Blogue.

O amigo Cunha, conhecedor da minha ligação àquele Pelotão, há uma década, teve a gentileza de me oferecer as fotografias que envio em anexo e que agora pretendo partilhar com o distinto Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné.

Bom Domingo e um abraço
Aníbal Silva



S. João > 1973 > Fur Mil José Cunha


S. João > Pel Caç Nat 56


S. João > Pel Caç Nat 56


Pel Caç Nat 56 patrulhando a estrada S. João-Nova Sintra


Pel Caç Nat 56 patrulhando a estrada S. João-Nova Sintra


Pel Caç Nat 56 patrulhando a estrada S. João-Nova Sintra


Pel Caç Nat 56 na estrada S. João-Nova Sintra


Painel de aulejos no muro da Fonte de S. João, colocado em 1945


Ruina do Fontanário de S. João em 2014, sendo visível o painel de aulejos de 1945


Escola de S. João em 1972/73


(Fotos: © Fur Mil José Manuel Rodrigues Cunha)
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Nota do editor

Último post da série de 11 de maio de 2025 > Guiné 61/74 - P26791: Álbum fotográfico do Padre José Torres Neves, ex-alf graduado capelão, CCS/BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71) - Parte XXIV: Mais fotos de Mansabá, novembro de 1970

domingo, 11 de maio de 2025

Guiné 61/74 - P26791: Álbum fotográfico do Padre José Torres Neves, ex-alf graduado capelão, CCS/BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71) - Parte XXIV: Mais fotos de Mansabá, novembro de 1970


Foto 1 > Zona Oeste > Mansabá > Fotos do poilão caído por velhice, à entrada da povoação de Mansabá, para quem vinha de sul, Estrada Mansoa-Farim


Foto 2 > Zona Oeste > Mansabá > Fotos do poilão caído por velhice, à entrada da povoação de Mansabá, para quem vinha de sul, Estrada Mansoa-Farim


Foto 3 > Zona Oeste > Vista aérea captada numa deslocação de Mansabá para Porto Gole


Foto 4 > Zona Oeste > Quartel de Mansabá > Jovens junto à Porta de Armas


Foto 5 > Zona Oeste > Quartel de Mansabá > O Pe. José Torres na Messe de Oficiais


Foto 6 > Zona Oeste > Quartel de Mansabá > Porta de Armas


Foto 7 > Zona Oeste > Quartel de Mansabá > Formação de coluna auto com destino a Mansoa


Foto 8 > Zona Oeste > Parada do Quartel de Mansabá > Memorial


Foto 9 > Zona Oeste > Mansabá > Estrada para Bafatá


Foto 10 > Zona Oeste - Mansabá > Estrada para Bafatá>


OBS: - Fotos enviadas pelo ex-Alf Mil Ernestino Caniço, editadas e legendadas pelo coeditor CV
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Nota do editor

Último post da série de 8 de abril de 2025 > Guiné 61/74 - P26662: Álbum fotográfico do Padre José Torres Neves, ex-alf graduado capelão, CCS/BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71) - Parte XXIII: Mais fotos de Mansabá, novembro de 1970

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Guiné 61/74 - P26674: A Bissau do Meu Tempo (Virgílio Teixeira, ex-alf mil SAM, CCS/BCAÇ 1933, Nova Lamego e São Domingos, 1967/69) - Parte II



Foto nº 12A e 12




Foto nº 15A e 15



Foto nº 14


Foto nº  11


Foto nº 10


Foto nº 8



Foto nº 9 e 9A




Foto nº 13A e 13

Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2025). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guine]


Fot0s do álbum do Virgílio Teixeira: membro da Tabanca Grande desde 19/12/2017. Tem cerca de 200 referências no nosso blogue. Natural do Porto, vive em Vila do Conde. É economista e gestor reformado.



A Bissau do meu tempo (Virgílio Teixeira,ex-alf mil SAM, CCS/BCAÇ 1933, Nova Lamego e São Domingos, 1967/69)


- Parte II








1.  Fotos e legendas:


Foto 8

No Restaurante Tropical

Frequentei este restaurante tradicional várias vezes, mas não me lembro onde ficava, talvez na Bissau Nova.

Estamos 3 na mesa, um deles o Riquito foi bater a chapa, está um prato a mais. O rapaz na minha frente, que aparece inúmeras vezes nas fotos, nem sei o nome, era um soldado que julgo ser irmão do nosso ex-Furriel Riquito, pois é parecido com ele.

Duas garrafas de vinho, que não sei a marca, e um móvel cheio de coisas, que não
consigo agora identificar. Pede-se ajuda!

O penso no meu cotovelo, são as reminiscências da enorme queda nos acessos à Messe de Oficiais no Clube de Santa Luzia, onde já noite, vindo de Safim, com o meu amigo ex-alferes Verde, com uns copos a mais, caímos que nem sapos da motorizada, nas enormes valas de escoamento de chuvas. Ainda fomos à enfermaria tratar das mazelas sem ninguém se aperceber desta bronca.

Foto 9

Na estátua a Mouzinho de Albuquerque (o autor queria dizer, navegador Diogo Gomes, c. 1402/1420-c.1502), era eu e o meu homólogo "bianense", do BCAÇ 1932. Meu amigo do Porto e colega, de que já falei, no ICP (Instituto Comercial do Porto, fu
turo ISCAP - Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, a partir de 1976).

Em Fevereiro de 1968. Bissau

Foto 10

Marginal e ponte-cais de Bissau

Estou a deslumbrar-me com aquelas vistas, do rio, cais, porto. Está comigo o mesmo individuo que ainda não sei quem é, mas provavelmente irmão do Furriel Riquito (foto 8).

Bissau, em Fevereiro de 1968

Foto 11

Pub Bar A Meta

A tomar um copo neste bar, que era também de jogos de corridas de minicarros, etc,

À esquerda o soldado condutor Espadana, era também o Chefe de Mesa na Messe de oficiais, vestia sempre de branco, e tinha uns galões vermelhos, pelo que era conhecido como o nosso Brigadeiro. Era um rapaz simples e afável, parecia mais morcão do que veio a saber-se,

Foi ele que geriu o Bar no mês em que fui nomeado. Todos beberam à grande, nunca fiz contas nem vi o dinheiro, mas no final deu saldo positivo.

Veio a saber-se nos almoços do batalhão, que ele, não morava dentro do arame farpado! Tinha uma bajuda, isto pelo menos em S. Domingos, com quem fazia vida conjugal e com certeza levava algumas coisas da messe. Nunca soube de nada, só alguns e poucos colegas e amigos.

Nunca deram falta dele, estava a horas no Bar e Messe.

Quando eu nos anos de 1984 e 1985 andei em viagens de e para a Guiné, em negócios, fui e como sempre, antes de embarcar na TAP na Portela, jantar ou almoçar ao mesmo restaurante às Portas de Santo Antão, pegado ao Gambrinus.

Eis que dou com ele, ali numa churrasqueira ao lado, a servir frangos na esplanada. Lá nos abraçamos, era hora de ponta, ele não tinha muita disponibilidade, disse o que fazia agora na Guiné, ele demonstrou alguma saudade ou saudosismo (da bajuda talvez?!).

Já pertence àqueles que da lei da morte se foram libertando. Paz à sua alma.

A seguir o tal rapaz que não sei identificar, mas que andava com esta malta.

Depois aí está o chamado ‘Artolas nº 1’ Era um bom amigo, e fez comigo as marchas finais em Mafra, e depois em Lisboa Lumiar Carregueira na EPAM. Formou-se um grupo autodenominado o Grupo dos Artolas. Era eu, o meu homólogo,  o "Bianense", o chamado ‘Cachadinha’ que morava em Vila do Conde, foi candidato à Camara de Matosinhos pelo PCP, e que foi durante muitos anos, o Diretor Chefe da Alfândega de Leixões. Eu ia lá em serviço muitas vezes, mas nunca facilitava nada. Era severo. Tinha a voz rouca e grossa, baixinho como eu, daí a voz de bagaço a que chamamos de Cachaça, logo o Cachadinha. Era o Madureira. Tinha o curso do ICP e foi parar a outro local qualquer, mas não na Guiné.

A seguir ao Artolas, falha-me o nome, sou eu já conhecido. (Policarpo). Os pais tinham uma pensão junto à Estação de São Bento, onde serviam na tasca, bebidas e petiscos, e fui lá algumas vezes, na Rua da Picaria.

Bissau em 25 de Março de 1968. Faz hoje 57 anos.

Foto 12

No cais de embarque em Bissau e Marginal

Das primeiras fotos que tirei, uns dias depois de ter desembarcado e ainda em Setembro de 67.

A apreciar paisagem com o tal personagem que não sei quem é, o meu batalhão ainda não tinha chegado, eu ia para ali para ver a sua chegada, em 3 de outubro de 67.

Os "bocas de sapo" eram talvez do Estado, pelo aspecto.

Não sei identificar o navio no cais, mas era pequeno, porque os grandes ficavam ao largo.

Bissau, em fins de Setembro de 1967

Foto 13

Junto a navio patrulha da armada portuguesa Esse é um navio, talvez Patrulha ou Fragata, não sei. Mas a bandeira não é Portuguesa, daí a minha confusão. Mas para lá entrar era dos nossos.

Nesta fase, já estou desempregado, e a aguardar a chegada do "Uíge" para me levar
embora.

Bissau, Maio de 1969

(Nota do editor LG: Provavelmente é um rebocador. o pavilhão é alemão (bandeira tricolar: preto, vermelho e dourado, da então República Federal Alemão; o navio estava matricialdo em Hamburgo, lê-se na boia de salvação; o nome do navio é ilegível.)

Foto 14

Grande Hotel de Bissau

Já fumava charuto? Não me lembro, mas talvez esporadicamente.

Vinha muitas vezes para este Hotel, tinha um optimo serviço, parava lá a fina flor de Bissau e visitas,

Passei por lá algumas noites, quando não me apetecia ir para o "Biafra", tinha casa de banho completa. Lembro-me do cheiro a creolina para desinfectar tudo especialmente expulsar as baratas que por lá andavam e os fungos de muita gente com doenças,

Tinha pequeno almoço tipo hotel, e muitas vezes almocei e jantei por lá, onde via
frequentemente os altos comandos militares, incluindo Spínola.

Tinha uma loja de venda de muitas coisas que não existiam no comércio local e
tradicional. Ali comprei os primeiros polos.

Na esplanada não faltavam os sardões de meio metro a subir pelas árvores, mas vinham visitar-nos à beira dos pés.

Os jagudis era a sua sombra negra.

Bissau, Novembro de 1968

Foto 15

Avenida da Liberdade (isto é, da República), em Bissau, com duas faixas de rodagem e separador central

Pouco movimento, tudo maltratado, ao cimo a Praça do Império, e o Palácio do
Governador.

Quem sobe do lado direito, depois do Bento, e depois da Pensão da Dona Berta, temos o Stand da Peugeot e venda de gás em botija. Era o Gascidla, muito famoso aqui na metrópole. Devia pertencer à Sacor.

Acima estão as bombas de gasolina da Sacor, onde eu abastecia as minhas motorizadas.

Bissau em 3 de Outubro de 1967, no dia de chegada do T/T Timor com o meu batalhão.

(Continua)

(Revisão / fixação de textyo: LG)
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