sábado, 16 de abril de 2016

Guiné 63/74 - P15980: O que dizem os Perintreps (Nuno Rubim) (2): Há 50 anos, em Guileje, quando a CCAÇ 726 trocava de setor com a CCAÇ 1424...


Guiné > Região de Tombali > Guileje A> 1966 >  "A Maria era filha de um soldado africano do Pelotão Fox; trouxe-lhe de Bissau uma boneca, que ela transportava tal como a mãe fazia com um irmão ainda bébé".



Guiné > Região de Tombali > Guileje A> 1966 > "Outra 'mascote' de que não me recordo; talvez algum camarada do Blogue o possa identificar".



Guiné > Região de Tombali > Guileje > 1966 > "Tinhamos regressado de uma operação ao “Corredor” e como sempre tomava logo um banho (dei-me sempre muito mal com o calor ) e depois de beber uma “bejeca” vestia o meu calção fula, muito fresco e que me evitava as micoses, Guileje; este vosso amigo [, o "capitão fula",]  com o Cardinali à minha direita e outro camarada de que não me lembro o nome."


Guiné > Região de Tombali > Guileje A> 1966 >  Tinhamos regressado de uma operação ao 'Corredor de Guileje' e, como sempre tomava logo um banho (dei-me sempre muito mal com o calor ) e depois de beber uma 'bejeca' vestia o meu calção fula, muito fresco e que me evitava as micoses.


Fotos (e legendas): © Nuno Rubim (2016). Todos os direitos reservados.

1. Ao Nuno Rubim,  agora com "um coração novo de rapaz de 20 anos", desafiámo-lo, há dias,   para alimentar esta nova série "O que dizem os Perintreps (Nuno Rubim)"...

O Nuno tem uma documentação, em suporte digital e em papel, absolutamente fabulosa sobre o TO da Guiné, onde fez duas comissões, no princípio e no fim da guerra... Na primeira comissão comandou duas das unidades que passaram por Guileje: a CCAÇ 726 (out 1964/jul 1966) e a CCAÇ 1424 (jan 1966/dez 1966)...

O Nuno Rubim, hoje cor art ref, é um dos membros mais antigos do nosso blogue. Chegou até nós, no último trimestre de 2005, pela mão do  nosso querido coeditor Virgínio Briote. Estiveram ambos nos comandos, na Guiné, em 1966, sendo na altura comandante da CCmds da Guiné o Nuno Rubim.

É um dos nossos camaradas que mais sabe da história militar da guerra colonial na Guiné (1963/74). Espero que ele ainda tenha (e vai ter, porque ele merece...)  muita vida e saúde para publicar, em livro, alguns dos resultados do seu trabalho de investigação historiográfica.

Há seis anos atrás ele confidenciava-me que  já tinha identificado pelos nomes mais de 3 mil guerrilheiros do PAIGC, e mais de três centenas de acampamentos (!)... E que tinha mais de 90 GB de informação, em texto e imagens, sobre a guerra colonial na Guiné, em geral, e sobre a região de Tombali, em particular. 

Era, até então, um frequentador assíduo do Arquivo Histórico-Militar, que conhecia como ninguém, e tinha caesso, na Guiné-Bissau, a  fontes privilegiadas de informação (oral). Recordo que ele é  casado com a Júlia, de origem guineense, professora, e que é um encanto de pessoa (tive o privilégio, eu e a Alice, de conviver durante uma semana com o casal Rubim, em Bissau e no Cantanhez, no decurso do Simpósio Internacional de Guiledje, em março de 2008).

Tenho, pelo Nuno Rubim, um grande admiração, pelas suas qualidades de investigador, metódico, rigoroso, crítico, incansável, E uma grande ternura pelo bom amigo e melhor camarada que ele é, e que eu já conheço há 10 anos.

Informalmente, sem nunca me pedir nada em troca (nem sequer o retrato na coluna do lado esquerdo do blogue, ao lado dos nossos editores!), "promovi-o"  a meu/nosso assessor para as questões técnico-militares... Tem, neste domínio, um conhecimento enciclopédico avassalador. Não há dúvida ou questão  a que ele não  saiba esclarecer ou responder...

E é publicamente reconhecido como  um especialista em museologia militar e em história da artilharia. A sua obra fala por ele...

Já aqui escrevi, em tempos, que não é uma pessoa  de feitio fácil, no sentido em que  "não é homem para fazer fretes a ninguém"... E depois, é um militar de carreira, filho de militar, com um elevado conceito da artilharia e dos artilheiros, não aparece nos nossos convívios (da Tabnaca Grande), detesta que o distraiam das tarefas que ele leva, quotidianamente, a peito, e que é o seu trabalho de investigação.

Pelo menos até há um  ano atrás, antes de uma grave crise de saúde, ele trabalhava estoicamente, todos os dias, com gripe ou sem gripe, arduamente, como um monge da Alta Idade Média, no seu retiro do Seixal... Durante anos só saía para ir ao Arquivo ou dar um conferência...

O Nuno reconhece o trabalho único, meritório, do nosso blogue para produção e reprodução da memória da guerra colonial: "Não há ninguém com este repositório colectivo de memórias no mundo, nem os Amercianos com o Vietname, ou os franceses com a a Argélia", disse-me ele um dia, com a honestidade intelectual que é seu timbre... 

Isso não o impedia de logo a seguir dizer que passava dias e dias "sem nos visitar"...

Respondi-lhe que isso "não era grave": afinal, há coisas muito mais importantes para fazer,, na vida,  do que visitar o blogue... De tempos a tempo ele era alertado, por amigos, para postes que lhe podiam interessar. E nisso ele continua a ter um enorme sexto sentido, um excepcional faro de rato de biblioteca, a intuição que é própria dos grandes investigadores...

2. Mensagem do Nuno Rubim:


Enviado: terça-feira, 12 de Abril de 2016 12:26
 Assunto: Guileje 1966

Amigos

Mais umas fotos que descobri recentemente num álbum esquecido...

(i) A Maria era filha de um soldado africano do Pelotão Fox; trouxe-lhe de Bissau uma boneca, que ela transportava tal como a mãe fazia com um irmão ainda bébé;

(ii) Outra “mascote” de que não me recordo; talvez algum camarada do Blogue o possa identificar.

(iii) Pessoal da CCaç 726, Guileje; este vosso amigo [, o "capitão fula",]  com o Cardinali à minha direita e outro camarada de que não me lembro o nome.

[Tinhamos regressado de uma operação ao “Corredor” e como sempre tomava logo um banho (dei-me sempre muito mal com o calor ) e depois de beber uma “bejeca” vestia o meu calção fula, muito fresco e que me evitava as micoses].

(iv)  A troca de sectores das CÇaç 726 e 1424, em julho de 1966. [Imagem abaixo]

Abraços
Nuno Rubim




Recorte de documento de fonte desconhecida... Não sabemos se é um Perintrep... Na volta do correio, o Nuno vai esclarecer.

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13 de janeiro de  2010 > Guiné 63/74 - P5639: Dossiê Guileje / Gadamael (22): Construção dos abrigos, minas AP tipo Claymore, viaturas blindadas BRDM 2, as NT, o PAIGC, o nosso blogue... (Nuno Rubim)

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Guiné 63/74 - P15979: XI Encontro Nacional da Tabanca Grande, Palace Hotel de Monte Real, 16 de Abril de 2016 (6): Últimas instruções e programa das festas... Local de encontro, a partir das 10h de amanhã, sábado, dia 16: Monte Real (Leiria), Palace Hotel de Monte Real: LAT +39° 51' 5.15' - LON -8° 52' 1.87'


A foto de família do ano passado (X Encontro Nacional da Tabana Grande, 18 de abril de 2015). Foto de Miguel Pessoa (2015)


Olá, bom dia, boa tarde, boa noite!... Camaradas e amigos que se inscreveram para o XI Encontro Nacional da Tabanca Grande (*), esperamos que estejam em estado de  prontidão  para a Op Monte Real 2016...  Esperemos também que amanhã esteja um pouco melhor em Monte Real do que em hoje Lisboa e noutras partes do país... A metereologia dá melhoras para a tarde de amanhã...

Como em anos anteriores,  convirá fazer este postezinho com as últimas instruções e lembrar o programa das festas...  Aqui vai:

Em 2016, como era esperado, quase atingimos o limite físico da sala que habitualmente ocupamos, as duzentas (200) pessoas. Infelizmente, houve bastantes desistências de última hora, por motivos  de saúde, falecimento de familiares ou outras razões imperiosas.

Terminadas que foram as inscrições, cabe relembrar então o programa do nosso convívio anual que já vai na sua 11ª edição (*), e que se realiza, desde 2010 (V Encontro Nacional da Tabanca Grande), no Palace Hotel Monte Real (Termas de Monte Real).

Vai ser celebrada uma missa de sufrágio na Igreja Matriz de Monte Real, pelas 11h30, pelos camaradas caídos em campanha e pelos camaradas e amigos que depois da guerra foram falecendo. Só da nossa Tabana Grande são já 43 (quarenta e três) num total de 712.

Finda a Missa será feita a foto de família frente ao Hotel por volta das 12h45.

Às 13 horas teremos o buffet de entradas que, devido ao tempo, será servido no interior do hotel.

Seguir-se-á o almoço durante o qual o convívio será mais próximo e mais restrito. As mesas são de 10 pessoas. Cada um senta-se onde quiser... Pedimos, no entanto, a vossa compreensão para os grupos de família que querem ficar juntos, numa mesma mesa. A comissão organizadora dará,. entretanto, as boas, antes da malta "passar ao ataque"...

O pagamento será feito já na mesa em momento a anunciar. Recorde-se que o custo é de 30€ para adultos e 15€ para crianças até aos 12 anos.

Este ano, e para facilitar a passagem de facturas, a comissão organizadora previu duas modalidades: acontecem: (i) aqueles que pernoitam no hotel (e são bastantes), podem pagar o almoço, etc., junto com a conta do hotel no check out.; (ii) por isso mesmo e por causa de alguém que queira factura do almoço, uma colaboradora do Hotel, Rosa Silva, irá passar nas mesas todas logo no início para preencher dados dos que querem factura.

Durante a tarde o convívio continuará dentro e fora do Hotel, com a certeza de que pelas 18 horas será servido um lanche ajantarado para fim de festa. (**)

Lembramo, entretanto, o nosso acordo de cavalheiros (ou melhor, de amigos e camaradas): quem não comparecer depois de inscrito e não nos tiver prevenido em tempo útil (até ao dia 14, em princípio), por  uma mensagem (carlos.vinhal@gmail.com) por telemóvel (916 032  220), dando conta da sua desistência, terá o dever moral de ressarcir os organizadores, já que não há almoços grátis... Admitimos que possam haver situações de vida ou de morte que impeçam um ou mais desistentes de comunicar connosco.

Como informação complementar aqui ficam as coordenadas de GPS do Palace Hotel de Monte Real:

LAT +39° 51' 5.15' - LON -8° 52' 1.87'.

Não se esqueçam, ao para lá e ao para cá, a segurança sempre em primeiro!... Boa viagem, bons (re)encontros!...

Os organizadores

Carlos Vinhal
Joaquim Mexia Alves
Luís Graça
Miguel Pessoa



Infogravura de Miguel Pessoa (2015)

Em 23/4/2016 fazemos 12 (doze) anos a blogar... São seis comissões na Guiné!...É obra... Alguns dados estatísticas, atualizados: (i) cerca de 7,8 milhões de páginas visualizadas;  (ii) 712 membros registados (43 falecidos);  (iii) c. de 16 mil postes publicados; (iv) mais de 62 mil comentários publicados; (v), c. 52 mil imagens; (vi) 11 encontros nacionais (desde 2006)...  Na brincadeira dizemos que o Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande!...
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Notas do editor:

(*) Último poste da série > 14 de abril de  2016 >  Guiné 63/74 - P15973: XI Encontro Nacional da Tabanca Grande, Palace Hotel de Monte Real, 16 de Abril de 2016 (5): Camaradas da diáspora: (i) Virgílio Valente, Macau (ex-alf mil, CCAÇ 4142, Gampará, 1972/74): manda-nos saudações; (ii) Vasco Pires, ex-alf mil art, 23.º Pel Art, Gadamael, 1970/72), Brasil, "aqui de longe, mas tão perto" : envia abraço fraterno; (iii) Zeca Macedo, EUA (ex-2º ten fuzileiro especial, DFE 21, Cacheu e Bolama, 1973/74): vai dar-nos o prazer da sua presença, dele e da esposa Goretti

(**) Vd. poste de  19 de fevereiro de 2016 > Guiné 63/74 - P15770: XI Encontro Nacional da Tabanca Grande, Palace Hotel de Monte Real, 16 de Abril de 2016 (1): Primeiras informações e abertura de inscrições


16 Abril 2016 - Grupo TABANCA GRANDE > Menu

Aperitivos - Terraço Sala D. Diniz (ou interior do hotel, conforme o tempo)


Saladinha de Polvo

Salada de Bacalhau
Salada de Atum
Salada de feijão-frade com orelhada grelhada
Salada de Ovas
Meia-desfeita de bacalhau
Salgadinhos variados
Presunto fatiado
Meia concha de mexilhão com vinagreta
Tortilha de camarão
Pezinhos de coentrada
Choquinhos fritos à Algarvia
Joaquinzinhos de escabeche
Sonhos de bacalhau
Coxas de frango fritas à nossa moda
Cogumelos salteados c/bacon
Guisado de dobrada
Bebidas:
Moscatel, Porto Seco, Martini
Vinho branco e tinto Fontanário de Pegões; 
Vinho Verde Tinto Aguião 
e Verde Branco Loureiro - Ponte de Lima; 
Cerveja, Água Mineral, Sumo de Laranja

Almoço - Sala D. Diniz - Menu Servido

Creme de peixe com crutons de alho
Lombo do cachaço de porco no forno a baixa temperatura com molho de vinho tinto
Petit gateaux de chocolate com ganache de chocolate branco
Bebidas:
Vinho branco e tinto Fontanário de Pegões, vinho verde tinto Aguião e verde branco Loureiro-Ponte de Lima, água mineral, sumos de laranja e cerveja
Café e digestivo nacional

Lanche - Sala D. Diniz - Buffet

Carnes frias com molho tártaro

Enchidos da região gelhados
Rosbife
Queijos variados
Charcutaria variada
Azeitonas com laranja e orégãos
Franguinho assado
Batata Chips
Salada de tomate
Salada de alface
Salada de cenoura
Salada de pepino
Mesa de sobremesas
Bebidas:
Vinha branco e tinto Fontanário de Pegões, Vinho verde tinto Aguião e verde branco Loureiro-Ponte de Lima, cerveja, água mineral, sumo de laranja

Guiné 63/74 - P15978: Nota de leitura (830): Jorge Sales Golias, um capitão eng trms, no TO da Guiné (1972/74), que teve um papel prepoderante no MFA, no 25 de abril e no processo de descolonização: escreve um livro de memórias 40 anos depois

Foi ontem feito  o lançamento oficial do livro de Jorge Sales Golias (*). Infelizmente, não nos foi possível comparecer por estarmos com aulas à hora em que se realizou a sessão. Mas aqui ficam  mais alguns elementos informativos sobre o livro, com destaque para o seu detalhado índice. 

Esperemos que alguns dos nossos leitores queira e possa fazer-nos chegar, para publicação, a sua "nota de leitura" deste livro, escrito por antigo capitão eng trms, no TO da Guiné, que teve um papel prepoderante no MFA da Guiné e no processo de descolonização. (**) LG

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Título: A Descolonização da Guiné-Bissau e o Movimento dos Capitães

Editora: Colibri
Ano: 2016
Data de publicação: Abril de 2016
Temas: História ContemporâneaDescolonizaçãoRevolução
Colecção: Memórias de Guerra e Revolução
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 376
Formato: 23x16
Peço de capa: 20,00 €
ISBN: 978-989-689-570-9

Sinopse:

No caso de A Descolonização da Guiné - Bissau, MFA 72-74, de Jorge Golias, a História é o trabalho sério e rigoroso, pessoal, de colocação no seu devido lugar do que aconteceu na Guiné – "província ultramarina" de Portugal desde o início do processo que conduziu ao 25 de Abril de 1974 até ao fim da guerra que ali decorreu durante onze anos, à transferência da soberania para o PAIGC e ao içar da bandeira da República da Guiné-Bissau. É uma história complexa, tão importante como desvalorizada e, tantas vezes, adulterada.

O livro de Jorge Golias é também um resgate da verdade, feito com uma invulgar abordagem da escrita, em que o tempo da narrativa é o tempo da história e a aventura individual do autor é o fio de Ariadne que permite seguir a série de acontecimentos que vamos encontrar até ao embarque do último representante da soberania portuguesa em Bissau. O resultado é uma crónica dos dois anos de 1972 a 1974, que o autor escreve como se estivesse a vivê-los hoje. [Carlos de Matos Gomes] 

 A Descolonização da Guiné-Bissau tinha tudo para correr mal: 
– Os nossos militares na Guiné, de todas as patentes, clamavam pelo "regresso imediato a Portugal"; – O povo português em Lisboa gritava “nem mais um soldado para o Ultramar; 
– O PAIGC, muitas vezes, não se entendia e dava ordens contraditórias e provocatórias. 
 – Spínola opunha-se ao reconhecimento e defendia um referendo de continuidade numa comunidade lusíada. 
A Descolonização surge assim como a síntese destes contrários, promovida pelo MFA na Guiné e pelo governador e comandante-chefe, com o apoio do MFA em Portugal [Jorge Sales Golias]



Índice:

PREFÁCIO [, de Carlos Matos Gomes]

1. A CHEGADA A BISSAU 
O choque térmico 
As primeiras impressões 

2. AS MINHAS MISSÕES 
A minha guerra 
A missão a Jemberém 
Outras missões 
Outras actividades 
À margem da guerra 
A minha outra guerra

3. “ZOE” – A REVISTA DO AGRUPAMENTO TM

4. A SITUAÇÃO MILITAR NO TO DA GUINÉ 
A reocupação do Sul-Cantanhês 
A perda da supremacia aérea 
O cerco e a libertação de Guidage 
A retirada de Guileje 
O inferno de Gadamael 
A guerra dos 3 G’s 

5. A SITUAÇÃO POLÍTICA NO TO DA GUINÉ 
A posição do governo português 
A marca Spínola 
Reunião de Altos Comandos de 15 de Maio de 1973 
A partida do centurião 
Um estudo do Estado-Maior 
O General Bettencourt Rodrigues e os sinais do fim próximo 

6. AS ORIGENS DO MOVIMENTO DOS CAPITÃES 
As primeiras reuniões 
O papel do Agrupamento de Transmissões 
A primeira Comissão do Movimento de Capitães 
Episódio tenente-coronel Luís Ataíde Banazol 

7. O 25 DE ABRIL NA GUINÉ-BISSAU 

8. GOLPE MILITAR EM BISSAU E DIAS SEGUINTES 
A tomada do poder em 26 de Abril 
1º Encarregado de governo – ten-cor Mateus da Silva 
Incidentes no interior 
Primeira organização de estruturas de apoio ao governo 
2º Encarregado de governo – ten-cor Carlos Fabião 
O MFA na Guiné-Bissau 
Agenda do tenente-coronel Mateus da Silva para Lisboa 
Encontros de Dakar, Londres.1, Londres.2, Argel.1 e Argel.2 
Legalização de partidos políticos 
Acontecimentos deste período – até 30 de Junho 
Contratempo com ordem de desmobilização do MFA 
Institucionalização do MFA na Guiné 
Organização da Área da Informação 

9. A DESCOLONIZAÇÃO DA GUINÉ-BISSAU 
Primeiras actividades 
O Movimento Para a Paz – MPP 
Visita de trabalho da Comissão Coordenadora do Programa 
Chamada a Lisboa de oficiais do MFA 
Assembleia do MFA na Guiné de 1 de Julho 
Reunião marginal de Fuzileiros 
O Congresso do Povo 
Ultimatos do PAIGC 
Retracção do dispositivo 
A Companhia 18 
O problema das Tropas Africanas 
Reunião Extraordinária dos órgãos do MFA 
Acontecimentos até 31 de Julho 
Encontros no Cantanhês em 15, 16 e 18 de Julho 
Assembleia Geral do MFA de 29 de Julho 
A caminho da independência de jure – de 1 a 31 de Agosto 
A Transferência de Poderes – de 1 de Set a 14 de Outubro 

10. IMPRESSÕES E EMOÇÕES À DISTÂNCIA DE 40 ANOS 

BIBLIOGRAFIA E FONTES 
LISTA DE SIGLAS 
LISTA DE ANEXOS 
ANEXOS E APÊNDICES 
CALENDÁRIO DO 25 DE ABRIL NA GUINÉ 
LISTA DE NOMES 

O autor > JORGE SALES GOLIAS:

(i) nasceu em 1941 em Mirandela:

(ii) cursou a Academia Militar (Exército-Arma de Transmissões) e licenciou-se em Engenharia Electrotécnica no IST;

(iii) participou na guerra colonial (Guiné 72-74) e no 25 de Abril de 1 9 74;

(iv) foi chefe de gabinete do Encarregado do Governo da Guiné, membro da Assembleia do MFA , assistente do Conselho de Administração dos CTT/TLP e adjunto do Chefe de Estado- -Maior do Exército;

(v) tem o posto de Coronel, reformando-se em 1992 e fazendo depois uma carreira de gestão de empresas nas áreas de investigação e desenvolvimento de electrónica.

 (vi) é sócio de: A25A, Liga dos Amigos do Arquivo Histórico Militar, Casa de TMAD e Academia de Letras de Trás-os-Montes;

(vii) integra a Comissão da História das Transmissões Militares e o Grupo de Amigos do Museu das Transmissões; 

(viii) é co-autor das seguintes obras: Vinte e Cinco de Abril – 10 anos Depois, As Transmissões Militares – da Guerra Peninsular ao 25 de Abril, Mirandelês” e “Bicentenário do Corpo Telegráfico 1810-2010. Coordena a Tertúlia Transmontana na Casa de Trás -os-Montes e Alto Douro;

(ix) elo seu papel no 25 de Abril é citado na História de Portugal, de José Mattoso,  e tem o seu nome inscrito no monumento aos Capitães de Abril, em Grândola: 

(x) é  cronista regular do Notícias de Mirandela, e tem colaborado com a "Revista Raízes", com o Notícias de TMAD e "O Referencial", da A25A.


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Notas do editor:

(*) vd. poste de 7 de abril de 2016 Guiné 63/74 - P15948: Notas de leitura (825): "A Descolonização da Guiné-Bissau e o Movimento dos Capitães", de Jorge Sales Golias (a lançar na 5ª feira, dia 14, em Lisboa): pré-publicação de um excerto por cortesia do autor: A perda da supremacia aérea – Março de 1973
(**) Último poste da série > 15 de abril de  2016 > Guiné 63/74 - P15977: Nota de leitura (829): “A África começa mal”, de René Dumont, edição portuguesa de 1965 (Mário Beja Santos)

Guiné 63/74 - P15977: Nota de leitura (829): “A África começa mal”, de René Dumont, edição portuguesa de 1965 (Mário Beja Santos)

1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70), com data de 26 de Maio de 2015:

Queridos amigos,
Este livro de René Dumont é hoje uma reminiscência histórica, um trabalho de referência que acabou por deixar os dirigentes africanos de então tanto irritados como indiferentes. Não era possível acusar o reputadíssimo agrónomo de neocolonialista, acusaram-no de pouco condescendente e exigente em excesso nas suas propostas sobre o campesinato, a industrialização, a melhoria da pecuária, etc. E não lhe perdoaram a denúncia dos políticos corruptos, vaidosos e tribalistas.
É uma reminiscência histórica mas passadas todas estas décadas dá que pensar como a África não sai da estagnação, tal como René Dumont aqui denuncia.

Um abraço do
Mário


A África começa mal, por René Dumont

Beja Santos

A edição francesa de “A África começa mal”, de René Dumont data de 1962, em 1965 surgia a sua edição portuguesa com prefácio de Raquel Soeiro de Brito que cedeu fotografias de colónias portuguesas de África. O livro provocou celeuma, vindo de onde vinha. Dumont era já nessa altura um dos maiores especialistas mundiais de agricultura, com obra exemplar, indiscutível, no continente africano. O seu tremendo libelo dirige-se fundamentalmente aos países de África negra francófonos, ele levava já um palmarés de estudos como assessor de Chefes de Estado e de departamentos ministeriais de muitos países independentes, caso de Madagáscar, Guiné Francesa, Costa do Marfim, Mali, Congo, Chade, Daomé, Senegal, Camarões. Com este título provocatório, o agrónomo procura demonstrar que África não é um continente maldito apesar de marcar passo, enuncia os principais obstáculos e tem sempre argumentação persuasiva ao dizer que a savana e a floresta podem fazer a revolução agrícola e dá pistas para uma nova maneira de pensar a formação, a cooperação entre camponeses, a política de crédito e os apoios ao desenvolvimento por parte dos países mais industrializados.

Convém nunca perder do horizonte temporal quando foi escrito este importante documento, início da década de 1960.

Dumont começa por explicitar as dificuldades tropicais: a insalubridade do clima, as doenças, os solos depauperados, as carências alimentares de diferente índole, a formação de couraças férricas ou lateríticas ressequidas, enfim, os vales e os litorais difíceis de drenar. E comenta: “O homem negro encontra-se fechado no círculo infernal de uma agricultura subprodutiva, realizada por homens subalimentados numa terra não fertilizada”. E contrapõe com um argumento demolidor falácias de então e de hoje: “Muitos europeus têm mostrado tendência para tornar o negro, que logo de princípio batizaram de primitivo (quando não de preguiçoso, ladrão e mentiroso) inteiramente responsável pelo seu atraso e por todos os seus males. Esquecemos facilmente que há séculos que o homem branco explora sem escrúpulos esse continente negro; primeiro através da escravatura e do comércio de trocas, depois através da colonização. E quando as metrópoles manifestaram o desejo de provocar o desenvolvimento económico aumentando o seu auxílio, este foi durante muito tempo, e ainda hoje é, bastante inadequado”. Revela em toda a sua extensão os desgastes do tráfico de escravos, a par das guerras intestinas multiplicadas, e de seguida desmonta as infraestruturas onerosas, o custo excessivo dos trabalhos hidráulicos, os porquês do fracasso da mecanização prematura.

E se o libelo acusatório já ganhou ressonância pelos factos irrefutáveis dos erros do colonialismo, agora o investigador muda da tribuna e desmascara o tribalismo africano, os salários chorudos da nova classe política, as novas manifestações do nepotismo, a administração pública inflacionada, as moradias sumptuosas, os carros dispendiosos para mostrar o estatuto do presidente sempre acompanhado de batedores. De forma clara, Dumont mostra como as elites africanas se preocuparam em tomar o lugar dos brancos e em gozar-lhes as vantagens. Ainda dentro desta sequência, levanta o véu a várias perversidades. Por exemplo, “para a maior parte das crianças das cidades e dos campos a escola representa acima de tudo a possibilidade de acesso à casta privilegiada do funcionalismo público”.

Estes governos africanos confiavam num novo Deus, o planeamento cuja elaboração era confiada a tecnocratas, a maior parte deles estranhos ao país, sem dispor de meio de saber o que pensam do plano os trabalhadores e os agricultores. Pensou-se num planeamento de caráter socialista quando a economia era mais do que primária e sem haver a certeza nos investimentos públicos e privados. Muitos fracassos vieram imediatamente à tona, caso dos preços elevados de açúcar, dos adubos e de certas indústrias alimentares. Por isso Dumont disseca um sem número de obstáculos ao desenvolvimento agrícola e propõe correções nas plantações em zona florestal, na cultura do algodão e do amendoim, no desenvolvimento da irrigação, na cultura do arroz, na eliminação de obstáculos à intensificação da pecuária. O agrónomo adverte que a África deve rever a sua escola, reabilitar a quinta/escola, descobrir as formas mais apropriadas do crédito e animar os agricultores à cooperação com medidas concretas e no pleno respeito dos valores culturais dos diferentes povos. Recorda que há lições a ter em conta e dá os exemplos da Suécia, Israel, Jugoslávia, Polónia, Cuba, URSS e China. Mas também não deixa de ser franco ao dizer que os auxílios são indispensáveis não devem saldar-se em subordinação. Muito ao sabor da época, recorda aos dirigentes africanos as plenas vantagens das organizações unitárias, sem esquecer os seus pressupostos básicos: “Uma confederação de Estados perfeitamente autónoma, pela sua política interna e pela sua conceção mais ou menos liberal ou socializante, teria mais possibilidades, mas seria necessário que existisse um mínimo de acordo, nomeadamente para a política externa; as uniões económicas podem suprimir as alfândegas, permitem confrontar os planos e alargar os mercados”. Considera que a África se defenderá melhor diversificando a sua agricultura e deixando de pensar unicamente no rico Ocidente Atlântico. E como no manifesto, recorre a uma linguagem de exaltação e retórica: “Acabamos de pedir aos africanos, camponeses e governantes, funcionários e estudantes, que forneçam para o seu desenvolvimento um esforço e sacrifícios, que sejam, em suma, heróis e santos. A que título o faremos nós, que temos uma vida tão fácil, resultado principalmente do trabalho dos nossos antepassados, e em seguida dos nossos trabalhadores e camponeses? E que fizemos nós até agora para os auxiliar mais eficazmente? Chegou o momento de procurar fazer à África propostas verdadeiramente honestas de lhe dar um auxílio realmente desinteressado, que se preocupa em primeiro lugar, com o seu próprio desenvolvimento, e não com o prolongamento de privilégios abusivos”.

Para o melhor ou para o pior, o documento de René Dumont revelou-se certeiro. Porém, nem africanos nem brancos lhe procuraram dar razão.
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Nota do editor

Último poste da série de 11 de abril de 2016 Guiné 63/74 - P15960: Nota de leitura (828): “A Marinha em África, Angola, Guiné e Moçambique, Campanhas Fluviais, 1961-1974”, por John P. Cann, Academia da Marinha 2014 (Mário Beja Santos)

Guiné 63774 - P15976: Parabéns a você (1065): António Pimentel, ex-Alf Mil Rec Inf do BCAÇ 2851 (Guiné, 1968/70)

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Nota do editor

Último poste da série de 12 de Abril de 2016 Guiné 63/74 - P15964: Parabéns a você (1063): Francisco Alberto Santiago, ex-1.º Cabo TRMS do BART 3873 (Guiné, 1972/74)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Guiné 63/74 - P15975: O meu álbum de fotografias (António Bastos, ex-1.º Cabo do Pelotão de Caçadores 953, Cacheu, Bissau, Farim, Canjambari e Jumbembem, 1964/66) - Parte II: Juramento de bandeira, Queluz, 1964


Foto nº  9A  > O Bastos no dia do juramento de bandeira, Queluz, 1964


Foto nº  5 > O Bastos nas provas finais na Fonte da Telha,  princípios de 1964


Foto nº 7A > Tropas em desfile, Queluz 1964


Foto nº 9 >  Dia de juramento de bandeira, Queluz, 1964


Foto nº 8 > Desfile das tropas no dia do juramento de bandeira, Queluz, 1964


Foto nº 7 >  Desfile de tropas, no dia do juramento de bandeira, Queluz 1964

Fotos (e legendas): © António Bastos (2016). Todos os direitos reservados.


1. Continuação da publicação do álbum fotográfico do António Bastos  [ex-1º Cabo do Pelotão de Caçadores 953, Cacheu, Bissau, Farim, Canjambari e Jumbembem, 1964/66] (*)

Recorde-se que o Bastos assentou praça no RAAF de Queluz, em 12 de janeiro 1964, sendo depois "transferido para uma Bateria que existia em Porto Btandão",onde fez a recruta. Jurou bandeira em Queluz. As fotos que publicamos são alusivas a esse dia (exceto a nº 5).

Guiné 63/74 - P15974: Os nossos seres, saberes e lazeres (148): A pele de Tomar (1) (Mário Beja Santos)

1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70), com data de 2 de Dezembro de 2015:

Queridos amigos,
Esta cidade de Tomar é um alfobre de surpresas. Já se falou do ventre, lojas onde se encerram coisas de outras eras, estão ali de pedra e cal a testemunhar hábitos do passado, adaptam-se sabe Deus com que esforço aos caprichos do nosso consumismo ondulante.
Hoje fala-se da pele, sinais exteriores de riquezas malbaratadas, outras vulgarizadas pelo olhar e outras aceites como o ar que respiramos. Mas não pode ser assim, há manifestações da pele que têm um cunho caraterístico, os pedaços de pedra à vista do casco histórico (havemos de lá voltar), portas tomarenses de quando a cidade pulsava quase exclusivamente numa margem; há aquele açude incompreensivelmente entregue à natureza que vai tomando conta de tudo; e há um Nabão que sai airoso da cidade, cheio dos dourados do Outono, o reverso da moeda daqueles dias curtos que já nos fazem suspirar pela Primavera.

Um abraço do
Mário


A pele de Tomar (1)

Beja Santos

Uma das singularidades de Tomar é a envolvente rural, o murmurejar de um rio quase sempre pachorrento e discreto, o ter cravado bem perto do casco histórico uma belíssima mata de onde se contempla o castelo e a Charola. A cidade não é ruidosa, não sente o frenesim ou o tumulto dos grandes centros urbanos, não se anda nas ruas aos gritos e as pessoas param para se cumprimentar. O que dá tempo para olhar o arvoredo, quedar-se diante de portas onde se sente o cunho do tempo, andarilhar até ao açude, um daqueles mistérios de como tanta beleza está desbaratada, cercada de belo arvoredo que nos conduz aos escombros da fábrica de fiação. É a pele, é a superfície das coisas, não é necessário comunicar com os outros, resta sentir e meditar.




Eu preferiria estar ali comodamente sentado, junto do açude que podia ser um mimo turístico, podia ali haver um parque e um equipamento onde apetecesse passar umas horas a ouvir o correr das águas, em qualquer estação do ano. Mas não, faz-se a visita, contempla-se uma vez mais esta indiscritível beleza e ala morena que se faz tarde, não há um banco para a gente se sentar e com as chuvas o melhor é vir de galochas. É bem possível que esta natureza expectante venha a favorecer o aparecimento de hotéis de charme, condomínios de luxo, sei lá que mais. Mas acho que os tomarenses mereciam coletivamente esta fruição. Estou bem contente por começar a falar da pele de Tomar neste sítio.




Quem vê portas não vê interiores, resta a especulação: a porta tão bela corresponderá um recheio idêntico? A porta é um sinal de distinção, mas embarga-nos a entrada, é preciso anunciar quem chega, e quando a porta se abre para deixar sair podemos medir a representação de quem por ela sai. Estão aqui três marcas de dois tempos, as duas últimas portas correspondem a um período amistoso e ascensional de Tomar, aí pela década de 1940, o peso da industrialização impressionava. A partir daí, a cidade cresceu na outra banda, deste lado ficaram vestígios indeléveis de um poder que se esfumou.




Os fotógrafos amadores também têm dores de cabeça, não há autodidatismo que permita saber de ciência certa qual a melhor hora para apanhar estes tons dourados no Nabão à saída da cidade, a confluir com S. Lourenço. Ali se esteve ao princípio e ao fim da manhã, num fim de Novembro, à espera de sol e de um céu azul. Insatisfeito, o fotógrafo amador regressou depois de almoço e não subsistiram mais dúvidas, era agora ou nunca. Fixou-se aquilo que enche o coração de quem ama o rio e os seus arvoredos e a lânguida partida do rio a caminho de um curso de água mais cheio. Pasmou o fotógrafo amador com aquele bando de corvos marinhos, certamente empoleirados para descerem num raide para apanhar o peixe desacautelado. E perdoem o amor-próprio de quem captou, com uma árvore de premeio, a despedida do rio que embeleza Tomar. São delicadezas da pele, pontos de superfície que às vezes vemos sem olhar, são pontos nevrálgicos do amor que ganhamos aos sítios, aos lugares, já que a exuberância do património sulca a cidade e quem lhe dá o alento.

(Continua)
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Nota do editor

Último poste da série de 7 de abril de 2016 Guiné 63/74 - P15947: Os nossos seres, saberes e lazeres (147): O ventre de Tomar (11) (Mário Beja Santos)

Guiné 63/74 - P15973: XI Encontro Nacional da Tabanca Grande, Palace Hotel de Monte Real, 16 de Abril de 2016 (5): Camaradas da diáspora: (i) Virgílio Valente, Macau (ex-alf mil, CCAÇ 4142, Gampará, 1972/74): manda-nos saudações; (ii) Vasco Pires, ex-alf mil art, 23.º Pel Art, Gadamael, 1970/72), Brasil, "aqui de longe, mas tão perto" : envia abraço fraterno; (iii) Zeca Macedo, EUA (ex-2º ten fuzileiro especial, DFE 21, Cacheu e Bolama, 1973/74): vai dar-nos o prazer da sua presença, dele e da esposa Goretti

1. Mensagem do nosso grã-tabanqueiro Virgílio Valente [Wai Tchi Lone, em chinês], que vive e trabalha em Macau, há mais de 2 décadas; foi alf mil, CCAÇ 4142, Gampará, 1972/74; é o nosso grã-tabanqueiro nº 709]


Data: 14 de abril de 2016 às 08:24

Assunto: XI Convívio da Tertúlia - Encontro da Tabanca Grande - 16 de Abril de 2016


Caro Luís, caros Tabanqueiros,

Não podendo participar no vosso Convívio, por estar ausente em Macau, onde trabalho, quero enviar um Grande Abraço para todos e desejar-vos um Bom e Saudável Convívio, repleto de partilhas e de boas histórias.

Um dia estarei fisicamente presente.
Saudações,
Virgílio Valente
Companhia de Caçadores 4142 - Gampará, Guiné-Bissau

1972-74

"A wise man makes his own decisions; an ignorant man follows public opinion." 
(Chinese proverb) |  "Um homem sábio decide por si próprio; um homem ignorante segue a opinião pública."  (Provérbio chinês



2. Comentário (*) de Vasco Pires [ex-alf mil art,  cmdt do 23.º Pel Art, Gadamael, 1970/72, bairradino, a viver no Brasil desde 1972; foto atual à direita]


Aqui de longe (mas tão perto) envio um fraterno abraço aos Camaradas, e os parabéns aos organizadores.

VP




3. Mensagem, de 29 de dezembro de 2915, do nosso camarada José Macedo [ou Zeca Macedo, , que antecipadamente preparou a sua viagem a Portugal para poder estar no nosso encontro;



[Zeca Macedo foi 2º tenente fuzileiro especial, DFE 21 (Cacheu e Bolama, 1973/74); nasceu na Praia, Santiago, Cabo Verde, em 1951; vive nos Estados Unidos, onde é advogado; é membro da nossa Tabanca Grande desde 13/2/2008; aqui na foto, no novio Escola Sagres, com a esposa Goretti].


Feliz Ano Novo.

Camarada Luís Graça, penso ir à reunião anual da Tabanca Grande, contudo gostaria que me confirmasse que será no dia 16 de Abril, pois necessito de planear com uma certa antecedência e mudar as datas de alguns julgamentos que possa ter. A minha mulher {Goretti] tambm terá de pedir umas férias. Também conto levar o meu irmão e a mulher que moram na Charneca da Caparica.

Um abraço amigo

Zeca Macedo

Jose J. Macedo, Esquire | Law Offices of Jose J. Macedo
392 Cambridge Street, Cambridge, MA 02141
Tel. (617) 354-1115 | Fax (617) 354-9955

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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Guiné 63/74 - P15972: XI Encontro Nacional da Tabanca Grande, Palace Hotel de Monte Real, 16 de Abril de 2016 (4): Lista dos participantes, distribuição por zonas geográficas e penalizações aos faltosos


XI CONVÍVIO DA TERTÚLIA DO NOSSO BLOGUE

DIA 16 DE ABRIL DE 2016

PALACE HOTEL DE MONTE REAL

Listagem Final dos 192 Participantes,  de A a Z


Abel Santos e Maria Júlia - Leça da Palmeira / Matosinhos
Afonso Azevedo - Lavra / Matosinhos
Agnelo Macedo - Lisboa
Agostinho Gaspar - Leiria
Albano Costa e Maria Eduarda - Guifões / Matosinhos
Alexandre Cardoso - S. Mamede Infesta / Matosinhos
Almiro Gonçalves e Amélia - Vieira de Leiria / Marinha Grande
Aníbal Tavares e Fátima - Santarém
António Barbosa - Gondomar
António Dias Pereira e Teresa - Tomar
António Duarte e Conceição - Linda-a-Velha / Oeiras
António Estácio - Algueirão / Sintra
António Faneco e Tina - Montijo
António Fernando Marques e Gina - Cascais
António Garcez Costa - Lisboa
António João Sampaio e Clara - Leça da Palmeira / Matosinhos
António Luís e Maria Luís - Lisboa
António Manuel S. Rodrigues e Rosa Maria - Oliveira do Bairro
António Maria Silva e Maria de Lurdes - Lisboa
António Martins de Matos - Lisboa
António Osório, Ana e Maria da Conceição - Vila Nova de Gaia
António Pimentel - Porto
António Santos, Graciela, Sandra, Rui, Catarina e Raquel - Caneças / Odivelas
António Silveira Castro e Maria Domingas - Lisboa
António Sousa Bonito - Carapinheira / Montemor-o-Velho
António Souto Mouro - Paço de Arcos / Oeiras
António Sá Carneiro e Maria de Fátima - Lisboa
António Vieira - Vagos
Arlindo Vasconcelos - Vila Nova de Gaia
Armando Nunes Carvalho e Maria Deolinda - Sintra
Armando Oliveira - Porto
Armando Pires - Algés / Oeiras
Augusto Pacheco - Baguim do Monte / Gondomar

Belarmino Sardinha, Antonieta, Ana e Pedro - Odivelas
Bento Luís Fernandes - Porto

C. Martins - Penamacor
Carlos Alberto Cruz, Irene e Paulo - Paço de Arcos / Oeiras
Carlos Cabral e Judite - Mealhada
Carlos Vinhal e Dina - Leça da Palmeira / Matosinhos
Cílio de Jesus Silva - Oliveira do Bairro

David Guimarães e Lígia - Espinho
Delfim Rodrigues - Coimbra
Diamantino Varrasquinho e Manuel - Ervidel / Aljustrel

Eduardo Campos - Maia
Eduardo Moutinho Santos - Porto
Ernestino Caniço - Tomar

Fernandino Leite - Gueifães / Maia
Fernando Jesus Sousa e Emília Sérgio - Lisboa
Fernando Sousa e Maria Barros - Trofa
Francisco Allen - Porto
Francisco Baptista - Porto
Francisco Oliveira - Lisboa 
Francisco Palma - Cascais
Francisco Vilas Boas - Lisboa

Hélder Valério Sousa - Setúbal
Hernâni Torres Alves da Silva e esposa - Lisboa

Idálio Reis - Sete-Fontes / Cantanhede
Isolino Silva Gomes e Júlia - Porto

João Alves Martins e Graça - Lisboa
João Godinho - Vila Nova de Gaia
João Manuel Rebola - Sra. da Hora / Matosinhos
Joaquim Carlos Peixoto e Margarida - Penafiel
Joaquim Ferreira de Oliveira - Oliveira do Bairro
Joaquim Gomes Soares e Maria Laura - Porto
Joaquim Mexia Alves, Catarina e André - Monte Real / Leiria
Joaquim Nunes Sequeira e Mariete - Colares / Sintra
Jorge Araújo e Maria João - Almada
Jorge Canhão e Maria de Lurdes - Oeiras
Jorge Loureiro Pinto e Ana Maria - Lisboa
Jorge Peixoto - Porto
Jorge Rosales - Estoril / Cascais
Jorge Teixeira (Portojo) - Porto
Jorge Teixeira - Porto
José António Simões - Montemor-o-Velho
José Armando Almeida - Albergaria-a-Velha
José Barros Rocha - Penafiel
José Carlos Neves - Leça da Palmeira / Matosinhos
José Casimiro Carvalho - Maia
José Diniz Sousa e Faro - Paço de Arcos / Oeiras
José Eduardo R. Oliveira (JERO) - Alcobaça
José Fernando Almeida e Suzel - Óbidos
José Ferreira da Silva (Silva da CART) - Crestuma / Gondomar
José Ferreira da Silva, Virgínia e Rosa - S. Mamede Infesta / Matosinhos
José Leite e Ana Maria - Lisboa
José Manuel Alves e Adelaide- Sintra
José Manuel Cancela e Carminda - Penafiel
José Manuel Lopes e Luísa - Régua
José Manuel Matos Dinis - Cascais
José Maria Nunes Ribeiro e Maria da Glória - Ermesinde
José Rodrigues - Belas / Sintra
Juvenal Amado - Fátima / Ourém

Lucinda Aranha e José António - Torres Vedras
Luís Graça - Alfragide / Amadora
Luís Paulino e Maria da Cruz - Algés / Oeiras
Luís R. Moreira e Irene - Lisboa

Manuel Augusto Reis - Aveiro
Manuel Carvalho - Medas / Gondomar
Manuel Domingos Santos e Maria Isabel - Leiria
Manuel Gonçalves e Maria de Fátima - Lisboa
Manuel Joaquim - Lisboa
Manuel Lema Santos e Maria João - Massamá
Manuel Lima Santos e Maria de Fátima - Viseu
Manuel Lopes e Hortense Mateus- Monte Real / Leiria
Manuel Marques e Maria da Conceição - Maia
Manuel Resende - S. Domingos de Rana / Cascais
Mário Fitas e Helena - Estoril / Cascais
Mário Serra de Oliveira e esposa - Alcaide / Castelo Branco
Mário Vitorino Gaspar - Lisboa
Miguel e Giselda Pessoa - Lisboa

Nelson Sousa - Maia
Noel Natário - Monte Real / Leiria

Paulo Santiago - Aguada de Cima / Águeda

Ricardo Abreu - Porto
Rodrigo Teixeira - Matosinhos
Rogé Guerreiro - Cascais
Rui Gouveia e Eulália - Leiria
Rui Guerra Ribeiro - Rio de Mouro / Sintra
Rui Pedro Silva - Lisboa

Urbano Murta Mendes - Figueira da Foz

Vasco Ferreira - Vila Nova de Gaia
Victor Tavares - Recardães - Águeda
Victorino da Sliva - Sra. da Hora / Matosinhos
Virgínio Briote e Maria Irene - Lisboa
Vítor Manuel Sousa Neto - Figueira da Foz

Zeca Macedo e Goretti - Estados Unidos da América


Número e percentagem dos participantes por zona geográfica


Grande Lisboa - 77 - 40,1%
Grande Porto - 51 - 26,6 %
Centro - 46 - 24 %
Norte - 9 - 4,7%
Sul - 7 - 3,6%
Resto do Mundo - 2 - 1%

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MUITO IMPORTANTE:

A partir de amanhã, 14 de Abril, não aceitaremos desistências. 
Os inscritos que faltem ao Encontro poderão ter de suportar os custos imputados aos Organizadores do evento, pelo Hotel, originados pela sua não comparência.

Mais informações no Poste Guiné 63/74 - P15770: XI Encontro Nacional da Tabanca Grande, Palace Hotel de Monte Real, 16 de Abril de 2016 (1): Primeiras informações e abertura de inscrições
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Nota do editor

Poste anterior de 4 de abril de 2016 Guiné 63/74 - P15938: XI Encontro Nacional da Tabanca Grande, Palace Hotel de Monte Real, 16 de Abril de 2016 (3): Actualização das informações e listagem dos 180 inscritos até ao momento

Guiné 63/74 - P15971: Efemérides (219): Homenagem aos Combatentes da Guerra do Ultramar, mortos em combate nas 3 frentes (Angola, Moçambique e Guiné), em Cascais, levada a efeito no passado dia 31 de Março (Francisco Henriques da Silva)

1. Mensagem do nosso camarada Francisco Henriques da Silva (ex-Alf Mil da CCAÇ 2402/BCAÇ 2851, , Mansabá e Olossato, 1968/70; ex-embaixador na Guiné-Bissau nos anos de 1997 a 1999), com data de 1 de Abril de 2016:

Meu caro,
Deixei passar há dias o teu aniversário, mas estava em Espanha e sem computador. Os meus parabéns atrasados e as minhas desculpas.
Mando-te um pequeno apontamento de uma cerimónia evocativa dos nossos combatentes mortos nas 3 frentes que teve lugar, em Cascais (também compareceram camaradas dos concelhos limítrofes, Oeiras e Sintra, como foi o meu caso).

Um abraço
Francisco Henriques da Silva
(ex-alferes miliciano da C.Caç 2402, ex-embaixador em Bissau)

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MORRERAM PELA PÁTRIA

Homenagem aos Combatentes da Guerra do Ultramar, mortos em combate nas 3 frentes (Angola, Moçambique e Guiné), hoje, em Cascais. 

Presentes o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Carlos Carreiras, o Presidente da Liga dos Combatentes, General Chito Rodrigues, o Presidente do Núcleo de Oeiras da Liga, Superintendente Isaías Teles, um Destacamento dos Comandos, antigos combatentes e seus familiares. 

Foram proferidas breves palavras evocativas pelo General Chito Rodrigues e pelo Presidente do Município. 
Foi também tocado e cantado o Hino Nacional e executados os toques de silêncio e de alvorada.

Honrar os que deram a sua vida por Portugal, para que a memória não se apague.







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Nota do editor

Último poste da série de 6 de abril de 2016 Guiné 63/74 - P15944: Efemérides (218): Conheci o Cap. Alves no BII 17, em Setembro de 1970, mas foi na Guiné, na Mata dos Madeiros, aonde a CCaç 3327 chegaria no dia 6 de Abril de 1971, que comecei a conhecer o homem, o coração de ouro que a sua farda encobria (José Câmara)

Guiné 63/74 - P15970: Memória dos lugares (338): Cancolim, subsetor de Galomaro (Rui Baptista, ex-fur mil, CCAÇ 3489 / BCAÇ 3872, 1972/74) - Parte III: adeus, Guiné!


Foto 19 > O último dia em Bissau antes do regresso à Metrópole... A avenida da República que ia dar à praça do Império e ao palácio do governador (ao fundo)...



Foto 18 > Eu,  junto ao rio Geba, no Xime,  à espera da LDG para Bissau



Foto 17 > O último dia em Cancolim... Na parte de cima da foto, no tecto, pode ver-se alguns restos  (empenas ?) dos RPG que caíram na parada de Cancolim durante a flagelação ao aquartelamento em 20 de janeiro de 1974 (a única vez que fomos atacados logo de manhã).


Foto 16 > Abrigo da população na orla da mata para espantar os macacos,  por altura da colheita da mancarra


Foto 20 > O fur mil Gaspar, o alf mil Andrade e eu na escala que o Niassa fez no Funchal no regresso a Lisboa



Foto nº 22 > Análises que fiz antes de regressar à metrópole... Regressei a Portugal no navio Niassa que partiu de Bissau em 28 de Março e chegou a Lisboa a 4 de abril de 1974. Já não me recordo do que era o EDDT...



Foto 23 > A primeira vez que fui parar ao Hospital Militar de Bissau foi devido a uma febre que ninguém conseguiu identificar... Cheguei lá a 6 de Junho de 1972 e saí quase um mês e meio depois. A segunda vez foi mais grave: foi gravemente ferido na sequência de mina A/C na coluna  no dia 14 de Agosto de 1972...

Foto acima: a "pirimetamina" era um medicamento que tomávamos , 1 comprimido aos domingos durante oitro semans.. Fazia parte da profilaxia (prevenção) da malária ou paludismo... O "mintezol" acha que era um fungicida...


Fotos (e legendas): © Rui Baptista (2009) / Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné. Todos os direitos reservados.



1. Terceira (e última) parte do álbum fotográfico do Rui Batista (ex-fur mil, CCAÇ 3489 / BCAÇ 3872, Cancolim, 1972/74) qu emora em Póvoa de Santo Adrião, Loures. Com 65 anos de idade, está reformado, é lisboeta, sendo os pais oriundos de Arganil. e é nosso grã-tabanqueiro desde 9/12/2009.



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Nota do editor

Último poste da série > 1 de abril de  2016 > Guiné 63/74 - P15925: Memória dos lugares (337): Cancolim, subsetor de Galomaro (Rui Baptista, ex-fur mil, CCAÇ 3489 / BCAÇ 3872, 1972/74) - Parte II: "Passei lá alguns maus bocados, com duas idas ao hospital, mas também lá tive alguns bons bocadinhos"...