Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta José Colaço. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Colaço. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28452: Os bu...rakos onde vivemos (16): Cachil, o "forte Apache" (José Colaço, ex-sold trms, CCAÇ 557, Cachil e Bafatá, 1963/65)



Foto nº 1 


Foto nº 2 


Foto nº 3 

Fpoto nº 4

Foto nº 5


Foto nº 6


Foto nº 7


Foto nº 8

Guiné > Região de Tombali > Ilha do Como > Cachil > CCAÇ 557 (1963/65) > 1964 > São "fotos falantes" , como diria o nosso saudoso Torcato Mendonça, que também ele viveu num "bu...rako",  chamado Mansambo (1968/69)... São fotos do álbum do  José Colaço, que era sold trms, e que viveu neste "bu...rako" chamado Cachil. 

São alguns aspetos da construção do aquartelamento (?) de Cachil, o "Forte Apache" (por ser feito com troncos de palmeira, material abundante na ilha)... 

Tal aconteceu  na sequência da celebre Op Tridente (de 14 de Janeiro a 24 de Março de 1964)... que a rapaziada da CCAÇ 557 ainda apanhou mas não figura na ficha técnica do filme...por lamentável lapso da produção... 

(As fotos acima foram melhoradas digitalmente, com recurso à IA, que ainda não existia em1964; e, se existisse, já não  valia a pena tirar "slides" que ficavam por um dinheirão, tinham de ser revelados na Alemanha ou na Suécia .)

Fotos (e legenda): © José Colaço (2011). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: LG + IA (Gemini Google) ]


 1. Inadmissível!... Desde 30 de setembro de 2022 que não falamos dos "bu...rakos em que vivemos" (*)... E foram muitos... 

Esta nossa série está muito pobrezinha, camaradas!.. Quem lá viveu e sobreviveu, não escreve... Quem por lá passou, não tem gratas lembranças, quem nunca lá penou, encolhe os ombros... Com o mal dos outros posso eu bem!... Ou como dizia o cangalheiro da minha terra, "eu não quero que ninguém morra, só espero que a minha vidinha corra!"...

A Guiné era um imenso bairro de lata  Como Lisboa e o Porto nessa   época...Não era só a Ponta do Inglês, Mampatá, Saré Banda, Banjara, Mato Cão,  Ponte Caium, Camabajá,  etc..  Havia muitos mais,  em 220 e tal aquartelamentos e destacamentos das NT no CTIG... (inventário feito pelo dono daquilo tudo, em 24 de abril de 1974, o general Bettencourt Rodrigues). 

Que me lembre, faltam muitos mais "bu...rakos" (alguns eram mesmo "bu...rak...inhos"): Ponte Caium, Copá, Ponte do Rio Udunduma, Ponte dos Fulas, Missão do Sono (em Bambadincazinho), Missirá, Enxalé, Porto Gole, Gandembel, Balana, Guileje, Gadamael,  Beli, Madina do Boé, Cheche, Sangonhá, Cameconde, Cacoca,  Cumbijã, Cadique, Cafal Balanta, Caboxanque, Jemberém, Saré Ganá, Mansambo, Afiá, Candamã, Madina Xaquili... sem falar das dezenas e dezenas de destacamentos de milícias, que às vezes nos tocava ir reforçar (Bissá, Dembataco, Taibatá, Amedalai, Contabane, cito de cor...)

E o Cachil, camaradas !... Não fora o Zé Colaço, e já ninguém se lembrava  mais do Cachil...E eu que lhe tinha prometido, ainda no tempo da pandemia, que não me ia esquecer do Cachil!...Na ilha paradisíaca do Como! 

 Imperdoável, Zé!... Mas ainda  cá estamos para poder cumprir a promessa. E quem não cumpre as promessas, vai para o inferno! 

Em boa verdade, o Cachil sempre foi um "bu...rako" até o brigadeiro Spínola, dono do "resort", ter mandado despejar todos os inquilinos, logo em julho de 1968 ...

De facto, já era um "bu...rako" no tempo do Zé Colaço , continuou a sê-lo no tempo do João Sacoto (**), e por aí fora... até ao tempo do Manuel Cibrão Guimarães, o último inquilino.  (***)  

Em resumo, aquilo não tinha licença de habitabilidade. Não tinha água, eletricidade, saneamento  básico... Enfim, os minimos confortos da civilização... cristã e ocidental. Nem condições de segurança: imaginem, o "turista" a dormir e as cobras a entrarem e  a saírem  por aqueles "bu...rakos"...




Guiné > Região de Tombali > Cachil > CCAÇ 557 (Cachil, Bissau e Bafatá, 1963/65) > 1964  Abrigo "Cova do Comando"... Alguém chamou a esta subunidade, que também participou na Op Tridente (jan/mar 1964), "a esquálida e esgrouviada Companhia de Caçadores 557" (sic). 

Por detrás desta foto estão cinquenta e cinco dias a ração de combate, cerca sessenta dias sem mudar de roupa nem tomar banho, e com água racionada para beber. Legenda: a começar da esquerda para a direita: 
  • 1.º cabo enfermeiro Leiria; 
  • 1.º cabo radiotelegrafista Joaquim Robalo Dias; 
  • Dr. Rogério Leitão, tenente  mil médico, que já partiu; 
  • atrás, o 1.º cabo enfermeiro António Salvador;
  • e por último, de quico, a sair do "bu...rako",  eu, soldado de transmissões,  José Colaço. 

As barbas com cerca de 90 dias e os cabelos já tinham levado um corte para melhor se aguentar o calor. Aquela "divisória" entre o 1.º Cabo Dias e dr. Rogério é uma cobra que durante a noite se lembrou de nos assaltar o abrigo e que só de manhã com a luz do dia foi detectada a um canto da cova. Foi condenada à morte pela catana de um milícia.

Foto (e legenda): © José Colaço (2015). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (Gemini / Google)]



2. Comentário do José Botelho Colaço (*)

Servir da água dos poços em zona controlada pelo inimigo, nem lembra ao Diabo!... Mas lembrava aos nossos comandantes militares instalados no ar condicionado de Bissau...

Vem isto a propósito dum poço situado na mata do Cachil na fronteira com a mata do Cassacá, não sei como é que os comandantes instalados no ar condicionado de Bissau souberam da existência do referido poço. Talvez  por cartas cartográficas existentes ou qualquer outra informação,  o que sei é que foi recebido uma mensagem para a companhia ir fazer uma colheita de água do dito poço para ser analizada e passar a ser utilizada uma vez que no Cachil não havia água potável.

Esta tinha que vir de Catió na lancha LD4 que semanalmente se deslocava ao Cachil com reabastecimento de água e géneros alimentícios e material de defesa, porque no Cachil,  tirando o capim, palmeiras e o tarrafo,  nada mais sobrevivia além do imbondeiro de grande porte.

Ordens são ordens e são para cumprir. Certo dia dois pelotõoes da companhia batem a mata do Cachil e atingem o respetivo poço, recolhem a amostra da água para ser analizada em Bissau. 

No Hospital Militar 241 em Bissau quem é que foi escalado para fazer a análise  ? O Dr. Rogério Leitão, médico da CCAÇ 557. Por falta de médicos no HM 241 tinha sido chamado a Bissau mas este médico era o médico da CCAÇ 557 que tinha desembarcado  com o pessoal na tomada do Cachil no dia 23/01/1964.

Como o nosso médico conhecia muito bem a zona e sabendo os perigos que a companhia corria ao tentar deslocar-se ao referido poço "para ir ao do poço", fez o seguinte relatório da análise da água: "Não potável, imprópria para consumo". 

Isto é um resumo muito resumido mas é uma pequena amostra como os comandantes militares do ar condicionado de Bissau tratavam os assuntos do pessoal do mato. Parece mentira mas é a pura da verdade.

sábado, 1 de outubro de 2022 às 00:11:00 WEST 

(Revisão / fixação de texto, negritos, título: LG)

3. Comentário do editor LG:

Zé, comentários para quê ?! Tu ainda apanhaste o brigadeiro Louro, que nunca deve ter ido ao Cachil beber um simples copo de  água...de Catió.

E sobretudo nunca pôs em prática as normas da "acção psicossocial dirigida às NT"... já com data de  setembro de 1963 (3a. Rep /  QG / CTIG) e aprovadas por ele. 

Vocês, coitados,  tiveram um galo do caraças, a guerra dita subversiva estava a começar e a nossa "intelligentsia" de Bissau  ainda não sabia como lidar com ela... (E muito menos as mentes brilhantes" de Lisboa: sim, como se ganha uma guerra subversiva, pergunta alfito o com-chefe ?!)...  

Se fossem os americanos, que é um povo prático e que adora comprar e vender guerras e armas, tinham mandado à frente a engenharia militar construir de raíz um hotel de 5 estrelas, antes de vos lançar contra o IN armados de "tridentes" e "motoserras" ...

Zé, de facto, era preciso ser doido para marcar férias em "resorts" turísticos como esses...Qual foi a "agência de viagens" que vos enganou ?

 Bem,  vocês têm um grande alibi  (quer dizer, desculpa) perante a História com H grande: no vosso tempo tempo ainda a IA estava para nascer... Nem muito menos havia internet, telemóveis, GPS, mapas da Google...

____________________

Notas do editor LG:
 

(**) Vd. poste 11 de julho de 2019 > Guiné 61/74 - P19967: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte IX: O 'bu...rako' do Cachil (set 1965 / jan 1966)

(***) Vd. poste de 26 de janeiro de 2018 > Guiné 61/74 - P18257: Memória dos lugares (372): Cachil, na altura da extinção do aquartelamento, em 1 de julho de 1968 (Manuel Cibrão Guimarães, ex-fur mil, CCAÇ 1620, Bissau, Cameconde, Cacine, Sangonhá, Cacoca, Cachil e Bolama, 1966/68)

domingo, 27 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28379: Humor de caserna (294): "Periquito hoje, velhinho um dia"...




O capelão também ajudava à festa...na receção ao "periquito"... Também ele um dia  fora "praxado", também  ele um dia fora "periquito"...







Terão sido as bajudas fulas quando chegaram ao cais para oferecer ao novo contingente os seus préstimos de lavandeiras e se depararam com uma formatura de soldados todos vestidos de verde,  que os batizaram: "Iiih!, jubi ! Agora cá tem maçarico, só manga de periquito".

(Conta o Zé Botelho Colaço, um VCC, da batalha do Como, jan-mar de 1964) 



Duas coisas em que o burro do "artista gráfico" da IA nunca acerta: a p*ta da G3 e a m*rda do quico!


Prompt original e orientação editorial: Luís Graça.
Texto: Luís Graça (2026)
Geração gráfica assistida por IA (ChatGPT/OpenA).
___________________

Nota do editor LG:

Último poste da série : 26 de setembro de 2026 >
Guiné 61/74 - P28377: Humor de caserna (293): "Salta, periquito, salta!"...


sábado, 20 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27551 A nossa guerra em números (48): é provável que em média um soldado gastasse, mensalmente, só em cerveja, até 1/3 do pré; e, quando não tinha "patacão", bebia fiado...


Guiné > Região de Tombali > Cachil > CCAÇ 557 (1963/65) > 1964 > Uma pausa nos trabalhos ciclópicos de construção do famoso "Forte Apache" (perímetro defenbsivo feito por troncos de  cibes)... Num dos piores lugares do inferno verde e vermelho que foi, para muitos de nós, a Guiné... Mas hoje seria uma fantástica imagem de publicidade a uma marca de cerveja (que por sinal não seria a Sagres mas a Cristal). Fotograma  de vídeo, do álbum do José Colaço (ex-soldado trms,  CCAÇ 557, Cachil, Bissau e Bafatá, 1963/65).

Foto (e legenda): © José Colaço (2011). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

 

Guiné > Notas 100  escudos (ou "pesos") Banco emissor: BNU - Banco Nacional Ultramarino (1971). Efígie: Nuno Tristão. No câmbio e no comércio, em relação ao escudo da metrópole, emitido pelo Banco de Portugal, havia uma quebra de 10%... Ou seja: 100 "pesos" (escudos do BNU) só valiam 90 escudos (do Banco de Portugal)... Recorde-se que o BNU foi criado em 1864 como Banco Emissor para as ex-colónias portuguesas (tendo também exercido funções de banco de fomento e comercial no país e no estrangeiro; vd. aqui a sua história).

Uma nota destas, em 1969, dava para pagar à lavadeira, diz o nosso editor LG,  ou comprar uma garrafa de uísque do bom... Na cantina do Zé Soldado, rm Bambadinca, dava para comprar,  cerca de 14 cervejas de 0,33 l. 

Foto: © Sousa de Castro (2005). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



1. Quanto é que um soldado bebia de cerveja,  em média, por mês ?   É  arriscado calcular médias.  Porque nem toda a gente bebia (e muito menos cerveja).

O nosso 1º cabo cond auto  José Claudino Silva, da 3ª CART /BART 6250/72 (Fulacunda, 1972/74) dá-nos algumas pistas: promovido pelo 1º sargento a cabo dos reabastecimentos, compete-lhe controlar o "stock" de bebidas e não deixar o pessoal morrer de sede... 

 Estamos na companhia dos "Serrotes", a que pertenciam também os nossos camaradas Jorge Pinto e Armando Oliveira.

Escassos meses depois da chegada (em finais de junho de 1972), "os serrotes de Fulacunda" (sic)  passam, em outubro, a consumir  ( ou, com mais rigor, a requisitar,  em média, 12 mil cervejas por mês, em vez das 10 mil) (*). Era bom ter alguns "excedentes" no armazém, para o caso do mundo acabar...

Pelo menos era esse o "stock" mensal. Já lhe pedi para confirmar esses números, distinguindo entre existências e compras/consumos.

 Admitindo que houvesse, no máximo,  cerca 200 militares  em Fulacunda (1 companhia de quadrícula + 1 Pel Art), um consumo médio de 12 mil cervejas, dava 2 cervejas por dia  por cada militar, o que não é muito. ( Não sabemos a proporção de cervejas de 0,33 l e de "bazucas",. de0,. 66 l.)

Também não temos termos de comparação com outros sítios da Guiné, com mais facilidades de reabastecimento (por ex., Bambadinca, por onde se abastecia todo a Zona Leste,as regiões de Bafatá e Gabu, que iam do Xime a Buruntuma).

A cerveja no meu tempo (Bambadinca, 1969/71) era a 3$50,e a "bazuca a 6$00. As duas marcas eram a Sagres e a Cristal, em garrafa de 33 cl (a "bazuca", a 0, 66 l). Acho que também já havia a enlatada, mais cara (mas já não tenho a certeza: as bebidas enlatadas eram a coca-cola e outros refrigerantes, que vinham da África do Sul, supono, juntamente com as fritads em calda).

De qualquer modo, modo lá se ia 1/5 a 1/3 do pré de um soldado (que era 900$00, enquanto um 1º cabo ganhava 1200$00).

Estamos a falar de uma média estatística (que é sempre enganadora): 

  • 2 a 3 cervejas por dia, em média,  é perfeitamente aceitável, se considerarmos as condições (de clima e de guerra) que enfrentávamos na Guiné;
  • temos, por outro lado, que considerar o número (desconhecido) dos abstémios... e o consumo de outras bebidas (coca-cola, uísque, vinho...);
  • provavelmente não se bebia mais cerveja porque o "patacão" não chegava, nem muito menos havia capacidade de frio (que melhora,apesar de tudo,  no tempo do gen Spínola);
  • como muitos de nós diziam, "a cerveja quente sabia a mijo"...

Já agora reproduz-se  aqui, de novo,   um interessante documento que é o  "Rol das despesas mensais de um soldado". Permite-nos  reconstituir, de certo modo, o quotidiano e o padrão de consumo de um soldado-tipo. Não temos  a certeza se a situação se reportava à Guiné ou outro TO (Angola ou Moçambique). Para o caso, também não interessa muito. De qualquer modo diz respeito a março de 1973.

Encontrámos esta informação numa nota de despesa, fotografada, que consta de um livro de que é primeiro autor o nosso saudoso grão-tabanqueiro Renato Monteiro (1946-2021), ex-fur mil art (CART 2479 / CART 11, Contuboel, Nova Lamego e Piche, 1969; e CART 2520, Xime e Enxalé, 1969/70).

Despesa de 3 [março]/1973:

  • Cerveja > 54 x 6$00 = 324$00 [=54 x 0,66 l= 35, 6 litros]
  • Cerveja > 24 x 4$00 = 92$00 [= 24 x 0,33 l= 7,92 litros]
  • Floid (sic) = 55$00
  • Pasta p/ dentes = 18$00
  • 1 frasco de cola = 30$00
  • 1 bloco de escrever = 15$00
  • 1 lata de fruta = 11$00
  • 1 garrafa de Porto = 55$00
  • Sabão = 7$00
  • Selos = 30$00
  • Envelopes = 8$00
  • Fotos = 44$00
  • Carne patoscada (sic) = 77$00
  • Vagaço (sic) = 14$00
  • 1 lata de leite = 8$00
  • Subtotal = 788$00
  • FIO (sic) = 750$00
  • Despesa total = 1538$00

1/4/1973
Assinatura ilegível


[ Fonte: Monteiro, R.; Farinha, L. - Guerra colonial: fotobiografia. Lisboa: Círculo de Leitores / D. Quixote. 1990, p. 223.]








Excertos do capítulo IV (Quotidiano do soldado, pp. 193-259) do livro  de Monteiro, R.; Farinha, L. - Guerra colonial: fotobiografia. Lisboa: Círculo de Leitores / D. Quixote. 1990, p. 223.] 


Legenda da foto de cima, com o militar a um canto no bar: 

"Bar de Sargentos e Oficiais, Nova Lamego, Guiné-Bidsau: sujeito  a grandes períodos de isolamento no mato ou nos aquartelamentos avançados das zonas de combate, o militar encontra nas pastuscadas e no consumo, por vezes imoderado, de bebidas alcoólicas, uma compensação para o esgotamento psicológico e moral. Nesses consumos dissipa o grosso do seu pré melhorado, que começa a auferir assim que  inicia a sua condição de 'mobilizado' ". 

Repare-se que a decoração da parede do fundo, do bar,  ainda é a do fur mil op esp Pechincha, que foi camarada do Renato Monteiro, do Valdemar Queiroz e do Abílio Duarte, em 1969, em Nova Lamego  na  CART 2479 / CART 11, os "Lacraus".

A legenda da foto com a lista das despesas diz apenas isto: "Rol de despesas mensais de um soldado" )(sic). Pela data do documento (1/4/1973) já não é do tempo do Renato Monteiro.

2. Repare-se que numa despesa mensal de 788$00 (equivalente hoje a 164, 26 euros) já nada restava do pré do soldado do Ultramar, uma parte do qual era de resto depositado na Metrópole.  Era um militar que comprava a fiado. E o cantineiro devia ser nortenho, que trocava os "bês" pelos "vês"...

Do total do consumo mensal (788$00), 52.8% ia para a cerveja! Em todo o caso, estes valores tem que ser vistos como um "outlier"; este militar, "soldado" (sic), chegaria ao fim da comissão  completamente endividado. 

Convertidos em litros,  o consumo de cerveja daria c.  de 43,5 litros por mês, 1,5 litros por dia... Se este fosse o "comportamento típico" do nosso Zé Soldado, o consumo anual de cerveja devia ultrapassar os 300 litros "per capita", admitindo-se  que na época das chuvas se bebia menos...(Parece-nos um valor exagerado.)

Havia dois tipos de garrafa: a de 0,66 litros (a chamada bazuca, na Guiné) e a de 0,33 l. 

Em 1973, o preço era, respetivamente, 4$00 e 6$00 (0,83 euros e 1, 25 euros, respetivamente, a preços atuais). Terá aumentado a cerveja de 0,33 l (de 3$50 para 4$00). Admitimos que o preço da cerveja se tenha mantido relativamente estável, ao longoi da guerra, por vezes razões "psicossociaias"...

Parece-nos mais razoável apontar para, no máximo, um 1/3 o valor da despesa em cerveja,  tendo em conta os consumos em junho de 1970 em Nova Sintra  (***).

3. Já agora, vamos rever os preços de alguns bens de consumo, na época, bem como outros valores de referência (vencimentos, por exemplo) (**).

2.1. O Sousa de Castro diz-nos que no seu tempo (1972/74) "não era muito diferente: os preços que se praticavam, eram mais ou menos os mesmos" [que em  1969/71]...

  • eu como 1º cabo radiotelegrafista ganhava 1.500$00, sendo 1.200$00 por ser 1º cabo e mais 300$00, de prémio de especialidade" [tudo somado, 1500$00 em 1973, era o equivalente, a preços de hoje,  a 312,67 €];
  • por lavar a roupa, como cabo pagava 60 pesos [em 1973][=12, 51 euros ]

Em 1969, diz o nosso editor LG:

  • recordo-me que os soldados da minha CCAÇ 12 (que eram praças de 2ª classe, oriundos do recrutamento local), recebiam de pré 600 pesos/mês [=181, 92 €];
  • além de mais uma diária de 24$50 [=7,43€] por serem desarranchados. 600 pesos deviam dar para comprar uma saca de arroz de 100 kg ( o arroz irá passar de 6 escudos o quilo para 14 em 1974, com a inflação)...

2.2. Elementos fornecidos por outros camaradas (**):

José Casimiro de Carvalho:

  • 100 pesos dava para comprar uma garrafa de Old Parr (em 1972/74);
  • como furriel, o Carvalho ganhava por mês entre 5400$00 e 6240$00 (isto já em 1974).

Humberto Reis:

Dos produtos que ele mais consumia, entre 69 e 71, referei:
  • 1 maço de SG Filtro: 2,5 pesos (sempre que saía para o mato, levava 3 a 4 maços para 2 dias);
  • 1 garrafa de whisky novo (J. Walker Juanito Camiñante de 5 anos, rótulo vermelho, JB): 48,50 pesos;
  • Idem, de 12 anos, J. Walker rótulo preto;
  •  Dimple e  Anti query: 98,50
  • Idem, de 15 anos, Monkhs e kOld Parr: 103,50
  • um uísque, no bar da messe de sargentos, eram 2,50 pesos sem água de sifão e com água eram 3,00 pesos;
  • o uísque era mais barato que a cervejola : 2$50, simples, contra 3$00 ou 3$50, além de que dava direito, o uísque,  a gelo;
  • as cervejas nunca estavam suficientemente geladas pois os frigoríficos da messe, a petróleo, não tinham poder de resposta para a quantidade de pedidos.
  • quanto à lerpa, ou ramim, uma noite boa, ou má, poderia dar, em média,  200 a 300 pesos para a lerpa e 50 a 100 para o ramim.
Luís Graça:
  • para uma família africana 100 pesos era muito dinheiro;
  • para a maior parte dos nossos militares, era muito dinheiro;
  • uma lavadeira em Bambadinca devia receber, nesse tempo (1969/71) 100 pesos por mês (era quanto ele pagava à sua)...(Elas tinham diferentes preçários, conforme a hierarquia militar; e tinham mais do que um cliente).
Com a inflação provocada pela guerra (era tudo importado!), houve uma progressiva degradação dos preços...e dos rendimentos. O problema agrava-se a partir de finais de  1973, com a chamada crise petrolífera...

Recorde-se que em 1973 os países árabes organizados na OPEP aumentaram o preço do petróleo em mais de 400% como forma de protesto pelo apoio norte-americano a Israel durante a Guerra do Yom Kippur... A nossa economia foi muito afetada...E a inflação disparou, pondo seriamente em risco a capacidade do país para poder continuar a financiar a guerra.

4. O melhor termo de comparação em relação a preçário, existências e compras de bebidas alcoólicas nas cantinas, é com Nova Sintra, ao tempo da CCAV 2483, e do nosso querido amigo e camarada,  ex-fur mil SAM Aníbal José da Silva.

Recorde-se m junho de 1970, a companhia (160 homens)  consumiu 7,8 mil garrafas de cerveja de 0,33 l , o que dava dava cerca de 2,6 mil  litros (uma média de 16 litros "per capital"... num só mês, meio litro por mês, perfeitamente aceitável, naquelas circunstâncias: um aquartelamento isolado, sem população, com reabastecimento apenas mensal)...

Claro que nem todos bebiam (cerveja ou outras bebidas alcoólicas). Mas seria raro aquele que só bebia água da torneira: na Guiné era intragável...
_______________

22 de abril de 2010 > Guiné 63/74 - P6212: O 6º aniversário do nosso blogue (12): Cem pesos ? Manga de patacão, pessoal! ( Luís Graça / Humberto Reis / A. Marques Lopes / Afonso Sousa / Jorge Santos / Luís Carvalhido / Sousa de Castro)

(***) Último poste da série > 6 de dezembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27499: A nossa guerra em números (47): mais de 2/3 do consumo, do valor de vendas em junho de 1970 (n=89 contos), na cantina, da CCAV 2483, em Nova Sintra, foi em álcool e tabaco (Aníbal Silva / Luís Graça)

Guiné 61/74 - P27550: Parabéns a você (2445): José Botelho Colaço, ex-Sold TRMS da CCAÇ 557 (Cachil e Bafatá, 1963/65) e José Casimiro Carvalho, ex-Fur Mil Op Esp da CCAV 8350/72 e CCAÇ 11 (Guileje, Gadamael e Paunca, 1972/74)


_____________

Nota do editor

Último post da série de 19 de dezembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27546: Parabéns a você (2444): Humberto Reis, ex-Fur Mil Op Esp da CCAÇ 2590/CCAÇ 12 (Bambadinca, 1969/71) e João Melo, ex-1.º Cabo Op Cripto da CCAV 8351/72 (Aldeia Formosa e Cumbijã, 1972/74)

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Guiné 61/74 - P26076: S(C)Comentários (49): "Quem não tem padrinhos, morre Mouro" (José Colaço)... "E quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão" (Luís Graça)



Fotograma de vídeo da RTP, 1968, "Marco Paulo Anima Tropas na Guiné" (1' 23'') (com  devida vénia...) (No vídeo, outro dos artistas que atua neste espetáculo é o cabo-verdiano Bana, então em início de carreira; e na assistência parece-nos também reconhecer o gen Arnaldo Schulz, a bater palmas...) 


1. A propósito do popularíssimo Marco Paulo (Mourão, 1945 - Sintra, 2024) que acaba de deixar da Terra da Alegria, depois de uma prolongada, digna e corajosa luta contra o cancro, e que nos seus verdes anos foi nosso camarada na Guiné (*)...

(i) Luís Graça:

 A história do Hugo Guerra (*), hoje cor inf DFA reformado, ... é uma delícia!... 

Vem um gajo do "inferno de Gandembel" para desopilar em Bissau, e é apanhado "em contramão" pelos sacanas da PM... Quem apanha a seguir com a fúria toda acumulada, é um pobre de um cabo, nos Correios, o peito ao léu, desabotoado, afogueado pelo calor...Mas não é um cabo qualquer, ponto e vírgula, é o Marco Paulo, é já o futuro grande artista Marco Paulo!...

Salvaguardas as devidas proporções (e sem qualquer crítica para ninguém), faz-me lembrar a história dos cães famélicos e vadios da "Cova do Lagarto", vítimas da Op Noite das Facas Longas:

  • o tenente coronel andava com os cabelos em pé com medo de levar um "par de patins" do Spínola; 
  • pressionava o segundo comandante (um militarista, que nunca se vestia à civil!) e o major de operações a mostrarem serviço; 
  • estes, por sua vez, obrigavam os desgraçados dos "pretos de 1ª e 2ª classe" a andar no mato a toda a hora do dia e noite; 
  • o capitão não chiava porque, á beira  dos 40 anos, estava na calha para ser promovido a major; 
  • o "chico" do alferes "ranger", garboso 2º comandante da companhia, com um ego de todo o tamanho, batia-se à cruz de guerra, e estava sempre danado para sair com os seus "rapazes"; 
  • os furriéis, os cabos e o resto da "tropa-macaca" andavam à beira de um ataque de nervos...

Um bela noite de verão tropical, com milhões de insetos atacar em voo picado os ouvidos dos pobres "tugas", mais a sinfonia lancinante dos vira-latas, que tomavam conta da parada à noite, uivando como verdadeiras alcateias de lobos..., tudo somado fez encher o copo...

Às 3 da manhã, um piquete exterminador, armado de Walthers P38, com balázios de 9 mm, em loucas correrias de jipe, deu cabo de todo o canil da  "Cova do Lagarto"... (Este massacre ficou, obviamente omisso, na história do batalhão...).

Toda a gente, a começar pelo comandante, teve um resto de noite descansada, e até com direito a sonhos cor de rosa... Nessa altura, ainda não havia o partido dos animais e da natureza... Nem cão era gente, e muito menos "turra". Mas pior que "turra".

Este é mais "um conto com mural ao fundo"... A verdade é que quando o mar bate na rocha quem se f*de é sempre o mexilhão...



(ii) A a propósito de um militar ficar ou não em Bissau (como acontecia com os artistas, os futebolistas, e outras figuras públicas, mais os "meninos" que tinham cunhas...), bem pergunta o alentejano José Colaço (ex-sold trms, CCAÇ 557, 1963/65),  que foi parar com os costados ao inferno do Cachil, no Como:

(...)  "Sorte ficar em Bissau?!... O Zé Manuel Concha do Duo Concha também teve essa sorte... que se chama "Cunha"... E aí formou um conjunto e animava as noites de Bissau. Como diz o provérbio popular, "Quem não tem padrinhos, morre Mouro"....

____________

Notas do editor:


(**) Último poste da série > 9 de outubro de 2024 > Guiné 61/74 - P26025: S(C)em Comentários (48): O quarto dos horrores... no "Anexo de Campolide" do HMP (Excerto do livro "Cabra Cega", 2015, de A. Marques Lopes, 1944-2024)


terça-feira, 19 de março de 2024

Guiné 61/74 - P25286: Facebook...ando (52): António Pina, ex-sold, CCAÇ 3399 / BCAÇ 2892 (Aldeia Formosa, 1971/73); natural de Loriga, Seia, vive em São João da Talha, Loures, e é membro da Tabanca da Linha



 
"Eu também estive no mato 26 meses e 8 dias...foram tempos muito dificeis que nunca foram ultrapassados e jamais o serão... 71/73"


"Esta foto foi tirada junto ao 'Hotel'... a chamada caserna, onde dormíamos"


"Foto tirada no meio do capim, passados uns dias depois de saber que a minha querida mãe tinha falecido... quando eu mais precisava dela."


"Foto tirada, com o dilagrama, junto ao arame farpado, em Aldeia Formosa"


"Esta foto foi tirada em cima de um 'bunker' onde era guardado o materal de guerra (paiol)" (...) "Esta era a minha arma de defesa nas matas da Guiné... Tinha que ter um grande sentido de responsabilidade porque era uma arma eficaz em clareiras mas imensamente perigosa em matas muito densas  porque havia perigo de embater em qualquer vegetação e ferir os nossos irmãos de guerra quando caímos numa emboscada" (...)


Em dia de ir à lenha, numa velha GMC


Junto  ao obus 14, em Aldeia Formosa


Patrulha por Mampatá


"Como se pode ver na foto, eu e os meus irmãos de guerra estamos no restaurante, ao mais alto nivel, em Aldeia Formosa."... Um dos companheiros é o António Alberto Salgado Raposo, que era soldado condutor.  

Não sabemos qual foi o petisco, mas  foi bem regado, não faltando o vinho português, incluindo um Dão... A mesa é feita com tábuas de restos de caixas que acondicionavam géneros alimentícios, num delas pode ler-se: "Massa superior. Esparguete. Pacoteas"... O famoso "esparguete" que foi a tábua de salvação dos nossos vagomestres, juntamente com as conservas peixe (atum,  cavala...).


"Esta foto foi tirada em março de 1973, estava eu aqui com meus irmãos de guerra todos felizes...pois estávamos á porta de armas esperando a companhia que nos vinha render"...

Guiné > Região de Tombali > Aldeia Formosa >: CCAÇ 3399 (1971/73) >  Seleção de fotos do álbum do António Pina

 Fotos (e legendas): © António Pina (2024). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

Oeiras > Algés > Restaurante Ca4ravelaq de Ouro > 55º almoço-conmvívio da Magnífica Tabanjca da Linha > 14 de marçlo de 2024 > O João Crisóstomo (Nova Iorque), o José Colaço e o António Pina, ambos de  São João da Talha (Loures).

Foto: © Manuel Resende (2024). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



1. O Alberto Bastos (1948-2022), ex-alf mil op esp, é até à data o único representante da CCAÇ 3399 / BCAÇ 3852 (Aldeia Formosa, 1971/73), na nossa Tabanca Grande (embora tenha entrado a título póstumo, e "por mão" do Joaquim Pinto Carvalho) há dois anos atrás (*).

Gostaríamos que outros seus camaradas, da CCAÇ 3399 / BCAÇ 3852 , pudessem vir a preencher o vazio deixado pela sua morte. Descobrimos há dias que o António Pina (ou António Santos Pina) foi também desta subunidade, tendo estado a maior parte da sua comissão em Aldeia Formosa. 

É membro da Magnífica Tabanca da Linha (**), que frequenta com regularidade, e gostavámos de o convidar a integrar o nosso blogue. Já participou, em 15 de abril de 2015, no X Encontro Nacional da Tabanca Grande, em Monte Real, juntamente com o seu amigo e vizinho José Botelho Colaço. 

Peço ao Colaço, que é um histórico do nosso blogue, que "apadrinhe" a sua entrada, no ano em  que comemoramos os 20 anos da Tabanca Grande (e estamos a fazer uma campanha para chegar aos 900...).  

O Pina é também amigo da página do Facebook da Tabanca Grande  (temos mais de uma centena de amigos comuns).  

Sabemos que é natural de Loriga, Seia, e vive em São da Talha, tal como seu  amigo José Botelho Colaço. Profissionalmente foi mecânico de apoio de avião na TAP Air Portugal.  

Da sua página no Facebook selecionámos algumas das fotos do seu álbum, para partilhar com os nossos leitores. (***)

___________

Notas do editor:

(*) Vd. poste de 11 de janeiro de  2022 > Guiné 61/74 - P22897: Tabanca Grande (529): Alberto Bastos (1948-2022), ex-alf mil op esp, CCAÇ 3399 / BCAÇ 3852 (Aldeia Formosa, 1971/73), natural de Vale Cambra, o primeiro grã-tabanqueiro do ano, o nº 856, embora infelizmente a título póstumo

(**) Vd. poste de 16 de março de 2024 >  Guiné 61/74 - P25277: Convívios (984): 55.º Almoço-convívio da Magnífica Tabanca da Linha, Algés, 14 de março de 2024 - Parte I

(***) 16 de fevereiro de 2024 > Guiné 61/74 - P25175: Faceboook...ando (51): seleção do álbum fotográfico de Nicolau Esteves, o "brasileiro de Cinfães", ex-1º cabo radiotelegrafista, CCAÇ 797 (Tite, São João e Nhacra, 1965/67) - II (e última)

sábado, 16 de março de 2024

Guiné 61/74 - P25277: Convívios (984): 55.º Almoço-convívio da Magnífica Tabanca da Linha, Algés, 14 de março de 2024 - Parte I


Lisboa > Algés > Restaurante Caravela de Ouro > 14 de março de 2024 > 55.º convívio da Magnífica Tabanca da Linha > O João Crisóstomo (Nova Iorque) e filha Cristina (que presentemente vive e trabalha em Lisboa)


Lisboa > Algés > Restaurante Caravela de Ouro > 14 de março de 2024 > 55.º convívio da Magnífica Tabanca da Linha > Lado direito da mesa em U: logo em primeiro plano, três "magníficos" e "históricos" da Tabanca da Linha: o António Fernandes Marques (Cascais)  o Luís Moreira e a Irene (Mem-Martins)


Lisboa > Algés > Restaurante Caravela de Ouro > 14 de março de 2024 > 55.º convívio da Magnífica Tabanca da Linha > O lado esquerdo da mesa em U:  logo em primeiro plano, o Carlos Silvério (Lourinhã).


Luís Cardoso Moreira e Irene (Mem-Martins)


Virgínio Briote e Irene (Lisboa)


Luís Graça e Alice (Lourinhã)


O João Crisóstomo (Nova Iorque), o José Colaço e o António Pina, ambos de  São João da Talha. 


António Graça de Abreu (São Pedro do Estoril), outro "histórico" e "magnífico" da Tabanca da Linha


Hélder Valério Sousa (Setúbal)


João Pereira da Costa (Lisboa): foi recentemente operado às cataratas...


Fernando Serrano (Linda-A-Velha)


Victor Carvalho (Linda-A-Velha)


Constantino Ferreira d'Alva (Linda-A-Velha)


António F. Marques (Cascais)


António Casquilho Alves (Lisboa)


Daniel Gonçalves (Carcavelos)


João Crisóstomo (Nova Iorque)


Fotos: © Manuel Resende (2024). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Quinta feira, 14 de março de 2024, às 21;44. o régulo (e administrador da página do Facebook) da Magnífica Tabanca da Linha, Manuel Resende, já estava a postar as fotos que tinha tirado à tarde, e comentado,  com bom humor,  que os "magníficos" desta vez foram 36 (três dúzias), alguns outros não puderam vir por esta ou aquela razão... Voltaremos a encontrarmo-nos em 23 de maio, no 56.º almoço-convívio:

(...) Caros Magníficos, como estava previsto, realizou-se hoje mais um convívio do nosso grupo "A Magnífica Tabanca da Linha",  com a presença de 36 valentes que apostam sempre na linha da frente. 

Podia ter sido um pouco mais concorrido, mas as famigeradas maleitas atacaram alguns. Vamos em frente, porque estes convívios dão força ao nosso espírito. 

O nosso "homenageado" João Crisóstomo ficou feliz com as presenças de muitos conhecidos de há quase 60 anos.

Bom, o próximo será a 23 de Maio, já reservei a sala do 2.º piso no restaurante para nós.

Para ver as fotos de hoje, clicar no link. (...)


2. Desta vez o nosso almoço foi servido na sala de jantar do r/c do restaurante Caravela de Ouro. Costuma ser no 2.º andar, em salão amplo, privativo, com vista magnífica para o Tejo... quando o número o justifica.

Não vamos repetir aqui as fotos do Manuel Resende, disponíveis na página do Facebook da Tabanca da Linha. Sabemos que ele teve  seis "piras" (caras novas) mas não listou os seus nomes... 

Para já deixamos aqui algumas caras mais conhecidas, de camaradas que são membros também da Tabanca Grande, a mãe de todas as tabancas. As fotos foram editadas por nós, eliminando o fundo... Esperamos que o fotógrafo, e os próprios, não levem a mal esta "brincadeitra"... Num segundo poste publicaremos mais "caras", umas mais conhecidas do que outras... Nestas fotos, tiradas à mesa há sempre "poluição estética" a mais: copos, garrafas, talheres, guardanapos, pratos com comida...

O João Crisóstomo, à despedida, manifestou a sua alegria por este convívio entre camaradas e "irmãos"... "Ganhei o dia!", disse-nos ele. E para mais tinha a companhia da sua querida filha Cristina que tirou pelo menos duas horas à sua agenda sobrecarregada para estar com o pai e os seus velhos camaradas... 

A Cristina, filha de mãe minhota, nasceu no Brasil, veio novinha para Portugal e só depois foi viver para Nova Iorque em meados dos anos 70, se não erro... Fala impecavelmente o português, o que é um motivo de orgulho para todos nós... (Vive no Chiado, queixa-se de estar ainda um bocado  isolada...).
____________

Nota do editor:

Último poste da série > 14  de março 2024 > Guiné 61/74 - P25273: Convívios (983): XXXI Convívio do pessoal da CCAÇ 2381 - "Os Maiorais" - a levar a efeito no próximo dia 13 de Abril de 2024, em Fátima, com concentração na Rotunda dos Peregrinos (José Teixeira / Eduardo Moutinho Santos)