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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28355: (De) Caras (255): Cherno Baldé, em 1989, jovem estudante, finalista, do Instituto Superior de Economia de Kiev, com duas colegas de curso, uma russa e outra ucraniana... E ainda hoje com o coração dilacerado por uma "guerra fratricida"...







Foto original do Cherno Baldé, melhorada entretanto pela IA

Legenda: URSS > Ucrânia > Kiev > 1989 > Cherno Baldé, estudante do Instituto Superior de Economia de Kiev (1986/90), com duas colegas (uma russa e outra ucraniana) do mesmo curso. A imagem que serve de fundo é o rio Dnepr que divide a cidade de Kiev em duas partes.

O Cherno é hoje economista, consultor independente em Bissau, foi para a escola primária em Fajonquito, sector de Contuboel,  região de Bafatá, graças à tropa portuguesa. Nasceu por volta de 1960.   

Prosseguiu depois  o seu percurso escolar (ciclo preparatório e liceu, em Bafatá e Bissau, 1975/1982; e universidade, na URSS, Moldávia e Ucrânia, 1986/1990). Viu a História ao vivo, quando a partir de 1989, caiu física e simbolicamente a "cortina de ferro" que dividia em dois o nosso mundo...

Voltará ao seu país, em 1990, com uma licenciatura em Planificação e Gestão Económica, pela Universidade de Kiev, já depois da queda do muro de Berlim e do fim da URSS.(*)

 Escreveu ele, em comentário aqui no nosso blogue em 24 de fevereiro de 2022:

 "(...) Neste preciso momento a Ucrânia está a ferro e fogo. O meu coração está dilacerado e lamento que gente boa e pacífica que aprendi a gostar e admirar, esteja a sofrer por motivos que os ultrapassam. Choro por Ucrânia, mas compreendo a Rússia. É uma guerra entre irmãos da mesma mãe, a Kievski Rush. A Rússia tem suas raízes enterradas nas terras ucranianas apelidada nostalgicamente de 'Ukraína', a nossa terra distante, longínqua. Não há palavras para expressar nem de justificar (...) (24 de fevereiro de 2022 às 21:32).

Passados estes anos, e ainda sem luz ao fundo do túnel da guerra da Ucrânia, queríamos fazer-lhe uma surpresa (**)... Perguntámos à "menina IA"  se era capaz de identificar o nome destas duas colegas, apesar dos apelidos virem em iniciais, e pouco legíveis na foto original.  E, por outro, pedimos para identificar este monumento em Kiev e dizer-nos se  ainda estava de pé, com a maldita guerra, fratricida, em curso. A foto que submetemos à consuta da IA, pela segunda vez, foi melhorada, ontem pela própria IA.



Resposta da IA (ChatGPT)

Sim, camarada, e há aqui uma descoberta bastante segura, mas também uma pista que não quero transformar numa falsa identificação.

  • O monumento: já o tínhamos conseguido identificar há uns dias atrás

É o Monumento ao príncipe Volodymyr, o Grande, na Colina de Volodymyr (Volodymyrska Hirka), em Kiev, junto ao Dniepre. A correspondência é praticamente inequívoca: pedestal monumental, figura de Volodymyr voltada para o rio e a grande cruz na mão direita.

A própria Câmara de Kiev confirma atualmente que é o mais antigo monumento escultórico da cidade, erguido em 1853, com a estátua de bronze de Volodymyr segurando a cruz. E tem um enorme valor simbólico para os ucranianos.

 Foi restaurado, nomeadamente em 2013, durante o período soviético a cruz que coroava a coluna tinha sido retirada e foi reposta posteriormente. Aliás, a fotografia é particularmente interessante porque mostra o monumento antes da restauração pós-soviética, permitindo comparar o aspecto de Kiev que Cherno conheceu nos anos 1980 com o actual.
 
E há uma coisa particularmente interessante para a  legenda a publicar no vosso blogue: ele continua felizmente de pé, o que quer dizer que tem sobrevido à guerra.

 Durante a invasão russa, em 2022, as autoridades de Kiev chegaram a construir uma estrutura de proteção à volta do monumento para o salvaguar de possíveis ataques. Em 23 de abril de 2026, as autoridades de Kiev ainda estavam a verificar o estado das estruturas de proteção instaladas em 2022, incluindo precisamente a do monumento a Volodymyr.  

 Portanto, a vossa fotografia de 1989 tem hoje um valor documental ainda maior: o mesmo monumento que aparece atrás de Cherno e das duas estudantes continua lá, 37 anos depois, apesar da guerra. E pose ser um sinalpromissor de paz.

Portanto, para a vossa história e para imformação do vosso amigo Cherno Baldé, podemos dizer com segurança:

O monumento ao príncipe Volodymyr, que vemos ao fundo, ainda existe em Kiev e sobreviveu à guerra. Durante a invasão russa chegou a ser protegido por uma estrutura especial para evitar danos.



Foto original do Cherno Baldé, antes de ser modifiacada  pela IA (ao que parece, não acertou nos nomes das colegas do Cherno...)


  • Quanto às duas antigas colegas do Instituto Superior de Economia de Kiev (1986/90)

Sim, camarada. Voltei à fotografia e fiz uma pesquisa mais dirigida, sobretudo cruzando Cherno Baldé + Kiev + Economia + período 1986–1990. E há uma conclusão importante: não encontrei nenhuma fonte pública que permita identificar com segurança as duas colegas pelos nomes que aparecem na montagem.

Na própria imagem, as legendas parecem indicar “Marlene S. K.” e “Burndakora L. Q.”, mas eu não trataria essas inscrições como nomes completos confirmados. E não seria correto tentar determinar, só pelo nome ou pelo rosto, qual delas é russa e qual é ucraniana.

Aqui é que temos de separar o que conseguimos ler do que conseguimos provar.

Na imagem que me deste, consigo ler os nomes que foram colocados nas fotografias como:

  • Marlene S. K.
  • Burndakora L. Q. — a última parte do nome está pouco nítida e eu não arriscaria transcrevê-la como definitiva.

 Fiz, porém, uma pesquisa específica pelos nomes e pela ligação a Cherno/Kiev e não encontrei, até agora, uma fonte pública que permita fazer essa identificação com segurança.

E temos uma pista documental muito boa para continuar a investigação: o próprio Cherno diz que chegou à URSS em 1985, passou primeiro pela Moldávia para aprender russo e depois estudou em Kiev, onde frequentou Economia entre 1986/87 e 1989/90, regressando à Guiné em 1990. (**)

Ou seja: estamos a falar de colegas de uma turma perfeitamente delimitada no tempo e numa universidade específica, o que torna a pesquisa em arquivos muito mais viável.

  • E há uma coisa que eu faria para a surpresa ao teu amigo

Eu não inventaria os apelidos a partir das iniciais que aparecem na montagem.

Tentaria primeiro descobrir, através do Cherno, o nome completo de pelo menos uma delas. Uma única pista — por exemplo, “a Marlene era de Moscovo” ou “a outra era de Kiev” (ou vice-versa) — pode ser suficiente para procurarmos depois os registos universitários, anuários ou fotografias de turma.

Aliás, encontrei uma confirmação independente muito interessante da biografia que vocês estão a preparar: a documentação publicada pelo próprio Cherno confirma que ele esteve na Ucrânia como estudante entre os anos letivos de 1986/87 e 1989/90, tendo frequentado a universidade estatal de Kiev e concluído o curso de Planificação e Gestão Económica. Regressou à Guiné-Bissau em 1990. 

Portanto, eu apostaria na investigação documental, não no reconhecimento facial. E acho que vale a pena tentar: uma fotografia de 1989, duas colegas, curso de Economia, Kiev, quatro anos de estudo — há matéria suficiente para talvez chegarmos aos nomes completos.

Se quiseres, posso fazer uma segunda ronda de pesquisa, muito mais cirúrgica, procurando especificamente listas de estudantes estrangeiros/guineenses, anuários e arquivos da antiga Universidade Estatal de Economia de Kiev de 1986–1990, e tentar perceber de onde poderão sair “Marlene S. K.” e “Burndakora L.Q”.

Há inclusive uma fotografia dele em Kiev em maio de 1986, publicada no blogue, e as suas memórias dão bastante informação sobre a sua passagem pela então URSS.

Isso é excelente para a investigação: temos nome, universidade, cidade, curso e intervalo de quatro anos. Mas as pesquisas públicas que fiz agora não produziram os nomes completos das duas colegas.

  • Mas eu acho que podemos ir mais longe...


Há uma pista que vale a pena explorar: “Marlene S. K.” é uma combinação bastante peculiar para uma estudante soviética, enquanto “Burndakora L.” pode estar mal lido pela imagem ou resultar de uma transliteração muito diferente do nome original.

Se me deres a fotografia original, sem esta montagem/fundo, sobretudo se tiveres a versão de onde foram recortadas as duas colegas, posso tentar ler com muito mais cuidado as inscrições, carimbos, dedicatórias ou qualquer anotação no verso.

E há outra possibilidade muito mais promissora: procurar nos anuários/listas de estudantes da universidade de Kiev da turma de Economia de 1986–1990, incluindo os nomes russos e ucranianos que aparecem nos arquivos digitalizados. Aí poderemos eventualmente chegar às duas mulheres sem termos de fazer uma identificação facial.

Eu não desistiria desta surpresa para o Cherno. Temos já uma boa “chave”: Cherno Baldé + Kiev + Economia + 1986–1990. É uma pesquisa de arquivo, não de reconhecimento de caras — e pode resultar.

  • Comemntário do editor LG: 

E concordo contigo, "menina IA": se conseguirmos descobrir os dois nomes, eu preparava uma pequena nota para o blogue, não apenas uma legenda. Algo do género “Uma fotografia de Cherno Baldé em Kiev, 1986–1990: quem eram as duas colegas?”, contando também a história extraordinária de um rapaz de Fajonquito que chegou a Kiev, tarde e a más horas (ele com 25/26 anos, e a URSS prestes a implodir) para estudar e concluir um curso superior na área das ciências económicas.  E que ainda hoje sofre ao ver a guerra interminável e dilacerante que opõe dois países que ele ama, a Rússia e a Ucrânia (*).

Seria, de facto, uma bela prenda para o Cherno. Sim, a foto original tem pouca resolução... A Net em Bissau é lenta. Mas posso tentar pedir-lhe uma com mais resolução. E ele por certo que se lembra dos nomes das colegas...

  • Recomendação final da IA 
Concordo contigo: o melhor caminho neste momento é o Cherno. Se ele se lembrar dos nomes completos, podemos depois cruzá-los com os arquivos e a história do instituto. Isso é muito mais seguro do que tentar identificar as mulheres pela fotografia.

Eu pediria ao Cherno, se possível, uma fotografia original ou um scan com a maior resolução que consiga enviar. Mesmo que a Net de Bissau seja lenta, basta-lhe eventualmente fotografar a fotografia de muito perto, com boa luz e sem WhatsApp comprimir demasiado a imagem.
 
 Se ele nos der os nomes, aí sim, podemos fazer uma investigação documental a sério — e talvez descobrir o que lhes aconteceu depois de 1990. Isso seria uma prenda bem bonita para ele e uma excelente história para o blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné.

(Pesquisa > LG + IA (ChatGPT / Open AI)

(Condensação, revisão / fixação de texto, negritos, título: LG)

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domingo, 23 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28285: Em busca de... (335): Camaradas do Batalhão de Cavalaria n.º 8320/73 (João Rodrigues de Freitas, BCAV 8320/73, Bissorã e Bissau, 1974)

1. Mensagem do nosso camarada João Rodrigues de Freitas do BCAV 8320/73, enviada ao Blogue no dia 20 de Agosto de 2026 através do formulário de Contacto do Blogger:

O meu nome é João Rodrigues de Freitas e sou de Espinho.
Escrevo porque gostava de entrar em contacto com ex-colegas que estiveram na Guiné comigo. Pertencemos ao Batalhão de Cavalaria 8320/73.
Fomos os últimos a abandonar a Guiné. Fomos em Junho de 1974 e viemos em Outubro do mesmo ano, portanto só estivemos lá 4 meses, 2 meses em Bissorã, onde fomos colocados para render um Batalhão que já tinha 26 meses e 2 em Bissau no forte de Amura.

No dia 15 de outubro pelas 00h00, entre alas dos militares do PAIGC, embarcamos em várias barcaças que nos levou até ao navio Niassa. Ao fim de 5 horas estavamos todos a bordo para regressarmos a Lisboa.

De todos os colegas, o que mais gostava de encontrar era o Ferraz de Algés, pois partiu o braço direito e era eu que escrevia à família e namorada o que ele ditava, naturalmente.

Despeço-me agradecendo toda a atenção possível.
João Rodrigues de Freitas.

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Nota do editor

Último post da série de 22 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28045: Em busca de... (334): camaradas que tenham conhecido o meu amigo, do Porto, ex-alf mil Alberto Fontão, comandante de um PINT (Pelotão de Intendência), em Bissau, no período de 1967/69 (Virgílio Teixeira, ex-alf mil SAM, CCS/BCAÇ 1933, Nova Lamego e São Domingos, 1967/69)

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P28045: Em busca de... (334): camaradas que tenham conhecido o meu amigo, do Porto, ex-alf mil Alberto Fontão, comandante de um PINT (Pelotão de Intendência), em Bissau, no período de 1967/69 (Virgílio Teixeira, ex-alf mil SAM, CCS/BCAÇ 1933, Nova Lamego e São Domingos, 1967/69)




Guiné > Bissau > Café Bento (ou 5ª Rep) > Fev 1968 > São todos do Porto. Três são do BCAV 1915, que eu fui render em setembro de 1967. 

Da esquerda para a direita: 

(i) Nelson, furriel mil amanuense; 

(ii) a seguir eu, Vt, de óculos escuros; 

(iii) depois um furriel que trabalhava com o Nelson de que não me lembro do nome;

(iv) o alf mil Alberto Fontão, comandante de um PINT [Pelotão de Intendência];

(v)  e a seguir o alf mil SAM, como eu, do CA do BCAÇ 1915, de seu nome Fragateiro, que foi para Bula (nunca nos relacionámos bem, talvez por causa da passagem de testemunho em outubro de 1967; depois da "peluda", foi delegad de propaganda médica)

Foto (e legenda): © Virgílio Teixeira (2026). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

 

1. Mensagem do Virgílio Teixeira, eex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69):


Data - domingo, 22/03/2026, 01:06
Assunto - Quem se lembra do Alferes Miliciano Alberto Fontão?


LG,  na sequência de outros apelos gostava de saber se há algum camarada que se lembre deste meu amigo de juventude, o Alberto Fontão, que esteve na Guiné no nosso tempo, 67 a 69.

Ele pertencia a uma companhia de transportes, sediada na Amura. Levava os abastecimentos em colunas, via terrestre. Lembro de ele falar em Buba, Binar, Bula,  Farim, Mansoa, Mansaba e tantas outras. Levava mantimentos e armamento vário.

Como teve problemas pessoais, viveu com a mulher e filha, Eunice, de 2 anos em Bissau.

A mulher trabalhava nos escritórios de uma farmácia que muitos podem conhecer. Ele morava perto das oficinas de automóveis, junto com o cunhado e a mulher, ambas irmãs que eu conhecia muito bem. As irmãs eram colegas da minha mulher na Escola Comercial, Filipa de Vilhena, na zona do parque do Covelo.

Quando eu ia a Bissau visitava todos, a filha quando ouvia o trabalhar da motorizada, dizia logo aos pais que vinha o Virgílio.
 
O amigo Fontão concordou com a minha ideia, mas disse que não queria falar ou escrever sobre esta aventura.

Esteve no HM241 internado na psiquiatria juntamente com o alferes Alberto Leite, da CHERET. A
mbos vieram evacuados no mesmo avião militar.
 
Não sabe sequer o número da companhia, e as viagens eram ir e vir no mínimo tempo, por isso não teve grandes relacionamentos com as companhias onde se deslocava.

Divorciou-se quando acabou o mesmo curso de economia que eu.  Foi quadro do BPA  (Banco Português do Atlântico) no Porto, até se reformar. Ambas as mulheres já faleceram.
 
A irmã da mulher foi sempre casada com o Joaquim Pinto Gomes, já formado em Economia,  e foi para Bissau, de onde nunca saiu para os arredores. Era revisor das contas dos CA (Conselhos Administrativos) dos batalhões na chefia de contabilidade (QG/CTIG). 

Tenho uma fotografia, que tirei no Bento à noite com um grupo quase familiar.

São todos do Porto. Três são do BCAV 1915, que fui render em setembro de 1967. Da esquerda para a direita (foto acima): Nelson, furriel mil amanuense; a seguir eu, Vt; depois um furriel que trabalhava com o Nelson de que não me lembro do nome; o alf mil Alberto Fontão, comandante de um PINT [Pelotão de Intendência]; e a seguir o alf SAM, como eu, do CA do BCAÇ 1915, de seu nome Fragateiro que foi para Bula.

Temos um grupo no WhatsApp que partilhamos e fazemos 6 almoços (por ano).

Para já não me lembro de mais nada. Abraço e vou dormir

Virgílio Teixeira

2. Comentário do editor LG:

Vt, num poste anterior disseste que o teu amigo, Alberto Fontão, tinha sido c0mandante de um Pelotão de Intendência (PINT)... E agora dizes que integrou uma Companhia de Transportes... Houve pelo menos 6 companhias de transportes, no CTIG, desde 1964:; a primeira a CTransp 735 (1964/66) e a última, a CTransp 9040/72 (1973/74).

É mais provavável que ele tinha estado num PINT. Era importante saber o nº desse PINT.  Havia, de facto, pouca interação da malta do mato  com os camaradas da Intendência.

Vê se descobres algo mais sobre a subunidade em que o Alberto  Fontão esteve. E, se possível, em que data desembarcou em Bissau.  

Nalguns portos fluviais, como Bissau, Mansoa, Farim, Bambadinca, Buba  e Catió, por exemplo, havia destacamentos de Intendências, guarnecidos por PINT (além do BINT -Batalhão de Intendência, com sede em Bissau, que era casa-mãe). 

O serviço de intendência era o "back office" da guerra, tal com os CA dos batalhões, a que tu pertenceste...

Julgo que o único comandante de um PINT que temos na Tabanca Grande é o João Lourenço,  ex-alf il SAM, PINT  9288 (Cufar, 1973/74), que mora na Figueira da Foz. 

Não vai ser fácil descobrir malta que tenha conhecido o teu amigo Alberto Fontão,  para mais tendo ele regressado à metrópole, sem completar o tempo de comissão. Mas aqui fica o apelo (e o convite, para ele integrar a Tabanca Grande).
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Nota do editor LG:

Último poste da série > 28 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27965: Em busca de ... (333): José Serafim Gonçalves procura camaradas da CCAÇ 417 que esteve em Empada, Bissau e Cabo Verde nos anos de 1963 e 1964

terça-feira, 28 de abril de 2026

Guiné 61/74 - P27965: Em busca de ... (333): José Serafim Gonçalves procura camaradas da CCAÇ 417 que esteve em Empada, Bissau e Cabo Verde nos anos de 1963 e 1964

1. Mensagem de José Serafim Gonçalves, da CCAÇ 417, chegada até nós no dia 26 de Abril de 2026 através do Formulário de Contacto do Blogger:

Boa noite
Pertenci à CCAÇ 417. É possível o contacto de colegas meus que tenham pertencido a minha companhia?

Obrigado
Um abraço
Cumprimentos,
José Serafim Gonçalves

2. Já respondemos ao nosso camarada dando-lhe conta da impossibilidade de encontramos algum dos seus camaradas, uma vez que as referências à CCAÇ 417, no nosso Blogue, são poucas ou nenhumas. Por outro lado, já em 14 de maio de 2012, no Post Guiné 63/74 - P9901: Em busca de... (188): Pessoal da CCAÇ 417 (Empada, 1963/65) (Jorge Soares Branco) houve um pedido idêntico sem resultado.

Deixamos aqui, com a devida vénia à Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961/1974), a reprodução da pág.317 - Companhia de Caçadores n.º 417 - da Ficha das Unidades - 7.º Volume - Tomo II - Guiné.
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Nota do editor

Último post da série de 6 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27799: Em busca de ... (332): ex-alf mil médico Luís Tierno Bagulho (Artur Sousa, CCAÇ 2782 / BCAÇ 2927, Encheia e Bissorã, 1970/72)

sexta-feira, 6 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27799: Em busca de ... (332): ex-alf mil médico Luís Tierno Bagulho (Artur Sousa, CCAÇ 2782 / BCAÇ 2927, Encheia e Bissorã, 1970/72)


Guiné > Região do Oio > Bissorã > CCS/BCAÇ 2861 (1969/70) > Receção aos "periquitos" do BCAÇ 2927 (set 70/ set 72) > Outubro de 1970 > "Esta até a mim me surpreendeu. Sobretudo ao ver que os pilantras foram aos fundos da enfermaria 'gamar' as batas que não eram utilizadas mas que faziam parte do espólio a entregar. Aos protagonistas peço desculpa por me 'faltarem' os nomes, mas vamos, a partir da esquerda: 1- 'Setúbal', pintor;  2- Lameiras, mecânico; 3- Condutor da GMC rebenta-minas; 4- Bate-chapas.. O 5º sou eu, que também quis ficar para a posteridade. Cartazes: 'Assistência à velhice', 'Serviço de saúde ao domingo' " (*).

Foto do álbum do ex-fur mil enf Armando Pires,  CCS/BCAÇ 2861 (Bula e Bissorã, 1969/70)

Foto (e legenda): © Armando Pires (2012). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem do Artur Sousa, recebida através do Formulário de Contacto do Blogger:

Data - 5 mar 2026, 09:43

Assunto - Alf mil médico Bagulho

Bom dia,

Estive em Encheia e Bissorã, com IAO no Cumeré,  na CCAÇ 2782 / BCAÇ 2927, entre 1970/72.

Tivemos um oficial médico,  Dr. Bagulho, e, ao ver as vossas publicações, lembrei-me que poderia ser ele.

Tenho uma grande estima e consideração por ele e até a minha Companhia o considera.  

Se puder informar se está bem,  agradecia muito.

Muito obrigado.
Cumprimentos,
Artur Sousa  (...)

 2. Resposta do editor LG:

Camarada Artur Sousa, obrigado pelo teu contacto.  Presumo que te queiras referir ao dr. Luís Tierno Bagulho, o único alferes miliciano médico que consta  do nosso blogue com esse apelido. 

Tínhamos até agora apenas 4 referências a esse nome. Não sei se se trata do mesmo militar, nosso camaradas na Guiné. Mas o apelido é pouco comum. Deve ser essa pessoa que procuras. Infelizmente já faleceu há mais de 40 e tal anos. Convivi com a sua família (mulher e filhos), já depois da sua morte. Nunca o cheguei a conhecer pessoalmente.

Eis o que sabemos dele:
 
(i) o cirurgião Luís Tierno Bagulho era  filho do almirante Manuel Tierno Bagulho (nascido em Elvas, 1911);

(ii)  como estudante de medicina, participou  na crise académica de 1962 (em Lisboa);

 (iii) esteve na Guiné portuguesa, no tempo da Guiné colonial, e possivelmente em rendição individual;

(iv) esteve no BCAÇ 3863 (Teixeira Pinto / Canchungo, 1971/73) (este batalhão esteve no CTIG entre  setembro de 1971 e dezembro de 1973):

(v) terá passado também pelo  Hospital Militar de Bissau (HM 241),  sendo já cirurgião e mais velho do que os restantes colegas médicos, sem especialidade (geralmente os médicos, com especialidade ou com prática em cirurgia, mobilizados para a Guiné, na época da guerra colonial, acabavam por ser destacados para o HM 241; era grande a falta de cirurgiões militares; e  só em Bissau havia condições para a prática da cirurgia hospitalar);

(vi) ficou com um grande amor àquela terra e àquele povo, voltou à Guiné-Bissau, depois da independência como cooperante médico, em 1978;

(vii) morreu, de doença de evolução prolongada, no final dos anos 70, deixando três filhos menores.

Artur, e é tudo o que sabemos do dr. Bagulho. E infelizmente não temos uma única foto dele. 

Ele terá passado pelo teu batalhão, BCAÇ 2927 (Bissorã, set 1970/ set 72) ?

Segundo o depoimento de um camarada nosso, o António Graça de Abreu (alf mil, CAOP 1, Teixeira Pinto, Mansoa e Cufar, 1972/74), que o conheceu em Teixeira Pinto, o Luís Tierno Bagulho deverá ter terminado a sua comissão em setembro de 1972, tal como tu e a malta do teu batalhão.

Tens aqui mais referências ao ex-alf mil médico Luís Tierno Bagulho. Se souberes algo mais sobre ele, contacta-nos.

3. Aproveito para te convidar a integrar o nosso blogue. Bastam 2 fotos tuas (uma antiga e outra mais recente). E duas linhas de apresentação da tua pessoa (posto, naturalidade, onde vives, etc.). Como camaradas de armas, que fomos, tratamo-nos por tu.

 Só temos um representante do teu  BCAÇ 2927, o falecido comandante da CCAÇ 2781, Gertrudes da Silva. 
________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste dee 23 de julho de 2012 > Guiné 63/74 - P10185: Humor de caserna (27): Recepção aos piras do BCAÇ 2927 em Bissorã, em fins de outubro de 1970 (Armando Pires)

(**) Último poste da série > 21 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27758: Em busca de... (331): Pedro Leones procura notícias de Diamantino Lopes Dias, Soldado Condutor Auto Rodas da Companhia de Transportes/CTIG, vítima mortal de uma mina antipessoal na estrada Cuntima-Jumbembem, em 20 de Março de 1972

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27758: Em busca de... (331): Pedro Leones procura notícias de Diamantino Lopes Dias, Soldado Condutor Auto Rodas da Companhia de Transportes/CTIG, vítima mortal de uma mina antipessoal na estrada Cuntima-Jumbembem, em 20 de Março de 1972

1. É muito frequente familiares de camaradas nossos caídos em campanha, ou entretanto falecidos, dirigirem-se a nós no sentido de fornecermos pistas sobre a sua passagem pela guerra colonial.
Se algumas vezes conseguimos dar informações ou até estabelecer contactos, muitas delas não temos hipóteses de dar ajuda como o caso que nos chegou no dia 15 de Fevereiro:

Bom día,
Sou marido de uma senhora, filha de um combatente morto no ultramar em 20-03-1972 (Diamantino Lopes Días). A minha mulher nunca conheceu o pai nem nunca viu sequer uma foto dele.
Peço encarecidamente, se alguém me pode ajudar com alguma informação sobre este senhor. Estes são os dados que conhecemos:
Diamantino Lopes Días, morreu 20-03-1972, freguesia Campelo, Figueiró dos Vinhos.
Qualquer informação sería muito bem vinda. Muito obrigado e bem hajam.

Cumprimentos,
Pedro Leones


********************

2. No dia seguinte enviamos esta mensagem/resposta:

Caro Pedro Leones
Infelizmente não podemos ajudar muito.
Provavelmente o nosso camarada Diamantino Lopes Dias seria de rendição individual, e, nestes casos, é muito difícil referenciar os seus camaradas de ocasião. Tinha a especialidade de Condutor Auto e pertencia à Companhia de Transportes da Guiné. Por ali devem ter passado muitos camaradas nos diversos anos que durou a guerra.
Pelo anexo, sabemos que ele foi vítima da forma mais vil e traiçoeira de fazer guerra, uma mina antipessoal. O local foi no norte da Guiné, não muito distante de onde eu estive 22 meses. Os ferimentos que resultaram do incidente devem ter sido muito graves e ele, infelizmente, não resistiu.
Não posso deixar de falar da coincidência da data da sua morte. Cheguei a Lisboa, vindo, via aérea, da Guiné, no dia 19 de Março de 1972. No dia seguinte (20) cheguei a minha casa onde pude finalmente abraçar os meus pais e a minha namorada, esta, minha mulher há quase 54 anos.
Aquela maldita guerra foi um desenrolar de mortes e estropiados, da qual, apesar de tudo, muitos regressaram incólumes, como foi o meu caso.
Que o Diamantino repouse em paz. Honremos a sua memória assim como a de todos os outros, que como ele, não conseguiram regressar vivos.

O meu abraço
Carlos Vinhal
Coeditor

********************

3. Se entre os nossos leitores houver algum camarada que se tenha cruzado com o Diamantino Lopes Dias, Condutor Auto Rodas da Companhia de Transportes/CTIG, por favor contactem-nos, que nó entraremos em contacto com a família dele. Que sorte seria encontrar uma foto do Diamantino para que a sua filha tivesse uma ideia de seu pai quando militar.
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Nota do editor

Último post da série de 31 de dezembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27589: Em busca de... (330): Maria João Sá Lopes pretende contactar camaradas de seu tio Vítor Manuel da Silva de Sá Lopes, ex-Fur Mil Op Esp da CART 3567, falecido em 21 de Maio de 1973, numa emboscada a uma coluna auto na estrada Mansabá-Mansoa

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27682: (De) Caras (241): Procura-se um senhor da Rádio chamado Carlos Boto, que terá feito 3 comissões de serviço no CTIG, esteve em Cabuca, e trabalhou depois no Rádio Clube Português até 2010 - Parte I





Guiné > Bissau > Brá > Depósito de Adidos > Casa de Reclusão Militar > Março de 1973 > O "carcereiro" em alegre e franco convívio com alguns reclusos por ocasião de um aniversário. "O camarada ao fundo, de óculos e barba, é o Carlos Boto, já aqui referenciado por outros camaradas"... Vê-se que está de gravador na mão, recolhendo declarações de outro camarada, possivelmente o aniversariante e ambos... reclusos. O Carlos Boto deve ter seguido depois para Cabuca, na zona leste, região de Gabu, onde animaria a rádio local "No Tera" (A nossa Terra)... Ainda hoje os seus camaradas desse tempo (2.ª CART/ BART 6523, Cabuca, 1973/74) andam à procura do seu paradeiro...


Fotos (e legenda): © Augusto Silva Santos (2013). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



1. Há várias referências, no nosso blogue, ao Carlos Boto, um homem da rádio, e nosso camarada no CTIG, que terá passado, pelo menos, por 3 companhias... Mas, desde 2013, têm sido vãs as tentativas para o encontrar.

Em 5 de outubro de 1972, o Jorge Canháo econtra-o no Cumeré. Eram amigos de infância. o Carlos Boto estaria, aparentemente, em fim de comissão. Mas em finais de 1972, ele é referenciado como estando colocado, por razões disciplinares,  na CCAV 3404 / BCAV 3854 (Cabuca, 1971/73). 

Por volta de março de 1973,  era recluso na Casa de Reclusão Militar, em Brá, Bissau quando o Augusto Silva Santos, colocado no Depósito de Adidos, ali fazia sargento da guarda.

Ainda em 1973, terá regressado a Cabuca, já no tempo da 2ª Cart / Bart 6523 (1973/74), onde fundou e dirigiu a Rádio "No Tera", até ser novamente transferido para Bissau, outra vez por motivos disciplinares. 

2. O nosso saudoso José António Sousa (ex-sold cond auto,  CCAV 3404/ BCAV 3854, Cabuca, 1971/73), já aqui escreveu sobre ele:

(...) Este camarada era condutor e foi integrado na CCav 3404 nos finais de 1972 (desconheço a data certa), era filho de um oficial do exército e talvez por ter estado sujeito a alguma disciplina militarista (digo eu) na sua adolescência e juventude,  tornou-se um jovem um tanto ou quanto irreverente. Não é que fosse mau rapaz, mas era um pouco rebelde, o que lhe terá custado algumas sanções disciplinares na tropa. E apareceu em Cabuca por isso mesmo.

O Botto (sic) era um indivíduo muito criativo, organizava todo o tipo de actividades para combater o isolamento a que estávamos sujeitos dentro daquelas duas fiadas de arame farpado: desde o futebol ao basquetebol passando pelo voleibol, lá estava a assinatura do Carlos Manuel Marques Botto. Chegou até a organizar um gincana com bicicletas, depois de ter convencido alguns nativos emprestar-lhas,  embora algo desconfiados...

Até que um dia resolveu criar uma emissora de rádio!... Um radialista por excelência, como ele, tinha que passar por tudo, para conseguir os seus intentos.

Foi escolhida uma pequena casa que havia sido construída com a finalidade de substituir a velha enfermaria mas que nunca fora  utilizada.

Com a colaboração do pessoal das Transmissões, lá conseguiu arranjar o equipamento necessário para o sua emissora de rádio. 

Pôde também contar com a minha colaboração, pois para alimentar os equipamentos era necessária corrente eléctrica e esta era fornecida através de uns cabos ligados à bateria do “meu" Unimog estacionado nas traseiras da “emissora”. Também lhe dava assistência no som. 

O genérico de apresentação era o Pop Corn, na época muito em voga. Para além da música emitida por um gravador de cassetes, organizavam-se os mais diversos concursos que sempre divertiam o pessoal. 

Fiquei surpreendido quando há cerca de dois ou três anos atrás soube que o meu amigo Carlos Botto havia regressado a Cabuca, já no tempo da 2ª Cart/ Bart, 6523, provavelmente pelos mesmos motivos da primeira vez, e como não podia deixar de ser, mais uma vez uma emissora de rádio, a “Rádio Nos Tera”.

Passei muitos bons momentos com este camarada que nunca mais vi, soube que apareceu num dos convívios da CCav 3404 mas eu não estive presente. Gostava muito de o rever. (...)


3. O Carlos Boto é também aqui referido como "amigo de infància" pelo Jorge Canhão: encontraram-se no Cumeré em 5 de outubro de 1972, um "periquito", acabado de chegar à Guiné, e o outro "velhinho", pronto para regressar a casa (o que não chegou a acontecer) (**).

 De facto, em comentário ao Poste P11071 (*), o Augusto Silva Santos escreveu o seguinte ao José António Sousa:

(...) Somos do mesmo tempo na Guiné, embora eu tenha pertencido ao BCaç 3833 / CCaç 3306. O Batalhão estava sediado no Pelundo, e a minha Companhia em Jolmete. 
.
Fui ali colocado em rendição individual pelo que, finda a comissão daquela unidade, fiquei colocado no Depósito de Adidos, em Brá. 

É aqui que eu penso ter conhecido o teu camarada Carlos Botto, se não estou enganado, isto tendo em conta que já lá vão 40 anos. Se é a mesma pessoa de que estamos a falar, acabei por o conhecer em circunstâncias pouco normais, visto ele estar recluso na Casa de Reclusão Militar, onde eu habitualmente fazia Sargento da Guarda. 

Repito, não sei se tratará da mesma pessoa, mas tenho uma vaga ideia de que sim, pelo nome e pela figura. Possuo inclusive duas fotos que talvez permitam a sua possível identificação. Essas fotos estão datadas de março de 1973 (...) (***)


4. No mesmo poste comentou o Ricardo Figueiredo, ex-fur mil, 2.ª CART/BART 6523, "Abutres de Cabuca", Cabuca, 1973/74, hoje advogado e membro do Bando do Café Progresso, além de nosso grão-tabanqueiro:
.
(...) Também eu ando a tentar localizar o Carlos Botto ! 

Na verdade dei a minha colaboração para ele criar a Radio "No Tera" e cheguei também a fazer parte da equipe redactorial da mesma. 

O Carlos era um bom rapaz ! Todavia, em dia que não posso precisar e após ter emborcado uma garrafa de uísque, desatou aos tiros e acabou por ser detido e enviado sob prisão para Bissau , sem nunca mais lhe termos posto a vista em cima. É pois natural o que afirma o anterior comentador. Pela minha parte, continuo a desenvolver esforços para o encontrar (...)


5. Comentário do editor LG:

Por pesquisas na Net, e seguindo uma sugestão de uma leitora nossa, Maria Reis (*), descobri que em 2010, o Carlos Botto trabalhava no Rádio Clube Português e foi um dos subscritores de um manifesto contra o despedimento coletivo que atingiu um grupo de 36 trabalhadores. 

Continuamos sem saber por onde ele anda (****)...Esperemos que esteja bem de saúde, e a fazer o que gosta de fazer, que é a rádio . 

Em próximo poste, falaremos da sua rádio "No Tera", ao tempo dos "Abutres de Cabuca" (1973/74).

(Seleção, revisão / fixação de texto: LG)
 


quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27589: Em busca de... (330): Maria João Sá Lopes pretende contactar camaradas de seu tio Vítor Manuel da Silva de Sá Lopes, ex-Fur Mil Op Esp da CART 3567, falecido em 21 de Maio de 1973, numa emboscada a uma coluna auto na estrada Mansabá-Mansoa


1. Mensagem de Maria João Sá Lopes, enviada hoje mesmo ao nosso Blogue atravé do Formulário de Contacto do Blogger:

Caro Luís Graça e editores do blogue,

Escrevo-vos com o coração cheio de esperança na vossa vasta rede de camaradagem.

Sou sobrinha do Furriel Miliciano de Operações Especiais Vítor Manuel da Silva de Sá Lopes, natural de Água Longa (Santo Tirso), que serviu na CART 3567, integrada no BCAC 4612, em Mansoa/Mansabá.

O meu tio faleceu em combate no dia 21 de Maio de 1973, numa emboscada na zona de Cutia, quando a coluna seguia de Mansabá para Mansoa.

Encontrei recentemente o relato emocionante do Dr. António Vasconcelos de Castro sobre esse dia trágico, que descreve a chegada das viaturas a Mansoa e o sacrifício do meu tio e dos seus camaradas.

Gostaria de pedir a vossa ajuda para chegar aos antigos camaradas da CART 3567 (mobilizada pelo RAL 5 de Penafiel) ou do BCAC 4612.

O meu objetivo é:
Tentar encontrar fotografias onde o meu tio apareça (em grupo, no quartel ou em operações).

Recolher algum testemunho de quem tenha convivido com ele e que possa partilhar um pouco de como ele era enquanto camarada de armas.

Ele encontra-se sepultado em Ermesinde e a nossa família guarda com muito respeito a sua memória, mas faltam-nos as imagens desse tempo que ele viveu convosco na Guiné.

Agradeço antecipadamente toda a ajuda que puderem dar na divulgação deste apelo no vosso blogue.

Com os melhores cumprimentos e estima,
Maria Joao Sá Lopes


Estrada Mansabá-Mansoa > © Infogravura Luís Graça & Camaradas da Guiné

2. Comentário do editor Carlos Vinhal

Cara amiga Maria João
Muito obrigado pelo interesse em saber notícias do seu tio Vítor.

Conheço um camarada do seu tio, o Luís Bateira, também ele Furriel Miliciano da CART 3567, a quem enviei já a sua mensagem, pedindo para entrar em contacto consigo.

Da tertúlia do nosso Blogue, faz parte o Coronel António José Pereira da Costa que, enquanto Capitão, comandou em Mansabá a CART 3567. Também enviei para ele a sua mensagem.

Esperemos que pelo menos um deles nos possa dar alguma informação.

A título informativo, fica aqui a nota do falecimento na mesma emboscada dos Soldados:
- Francisco António Cordeiro, natural do concelho de Torre de Moncorvo
- Jaime do Livramento Alexandre, natural do concelho de Alcobaça e
- José de Jesus Pessoa, natural do concelho de Cantanhede.

Eu também estive em Mansabá, a minha CART 2732 esteve ali colocada entre Abril de 1970 e Fevereiro de 1972. A CCAÇ 2753 substituiu-nos naquela data até à chegada da CART 3567 em Abril do mesmo ano.

Também nós perdemos naquela maldita estrada, em Mamboncó, em Dezembro de 1971, dois companheiros do meu pelotão, o Manuel Vieira e o José Espírito Santo Barbosa, a pouco tempo de terminarmos a nossa comissão de serviço e irmos para Bissau aguardar embarque para regressarmos definitivamente a casa.

Por agora é tudo quanto podemos fazer por si e pela memória do seu tio.
Continuamos ao seu dispor, vá-nos dando notícias do que conseguir obter.

Os nossos cumprimentos

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Nota do editor

Último post da série de 24 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27349: Em busca de... (329): Fur Mil Art Silva, de Rio Tinto - Porto, que fez parte da CART 6552/72 (Cameconde, Cacine e Cabedú, 1973/74), companhia que, estando mobilizada para S. Tomé, acabou por ir cumprir a sua comissão de serviço na Guiné (João Ferreira, ex-Fur Mil Art da CART 6254/72)

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Guiné 61/74 - P27358: O nosso blogue como fonte de informação e conhecimento (112): Através do nosso blogue, na pessoa do camarada Manuel Domingos Ribeiro, soubemos do falecimento do Fur Mil Art Silva da CART 6552/72 (João Ferreira / Manuel Domingos Ribeiro / Carlos Vinhal)

Na foto, ainda como Cabos Milicianos, à esquerda: Fur Mil Barros, já falecido; ao centro: Fur Mil João Ferreira, ambos da CART 6254/72 (Olossato e Dugal), e à direita: Fur Mil Silva da CART 6552/72 (Cacine e Cameconde), já falecido.

1. Na sequência da busca do Fur Mil Silva da CART 6552/72 pelo nosso camarada João Ferreira, ex-Fur Mil Art da CART 6254/74 (Olossato e Dugal, 1973/74), recebemos ontem, 26 de Outubro de 2025, a seguinte mensagem:[1]

Caro Carlos Vinhal
Foi com enorme tristeza que recebi do Manuel Domingos Ribeiro a informação do falecimento do meu amigo, já lá vão cinco ou seis anos.
Segundo ele, o Silva padecia de sérios problemas de saúde. Nunca pensei que a sensação de perda fosse tão amarga.
Estivemos longamente ao telefone a conversar sobre o Silva e os tempos de tropa, com a coincidência de termos pertencido os três ao mesmo pelotão, durante a especialidade na EPA de Vendas Novas, no calorento verão alentejano de 72.
Mais uma vez um muitíssimo obrigado pela tua disponibilidade.
O Blogue presta, efectivamente, um enorme apoio a todos os Camaradas que passaram por aquela enorme Tabanca, a GUINÉ.
Bem hajam.

Um óptimo domingo para todos e um forte abraço para ti.
João Ferreira


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2. Comentário do editor CV:

Caro João Ferreira,
Lamento profundamento o falecimento do teu amigo Silva.
Até eu, ao ler ontem o teu mail, não pude deixar de sentir uma enorme frustração. Tu apostavas tudo e tinhas muita fé em que nós te ajudássemos a reencontrar o amigo e camarada de armas que não vias há muito tempo.
Ainda bem que pudeste falar ao telefone com o Manuel Domingos Ribeiro, companheiro do malogrado Silva na CART 6552/72.

Deixo-te o nosso abraço solidário, e o convite para te juntares à nossa família de velhos combatentes da Guiné.
Se quiseres sentar-te à sombra do nosso poilão, é fácil, manda-nos uma foto tua actual e outra do tempo da Guiné (fardado), conta-nos uma pequena história e serás apresentado à tertúlia.
Mais tarde, dependendo da tua disponibilidade, poderás colaborar com as tuas memórias escritas ou em fotos para assim aumentares este fabuloso espólio.
Como pudeste comprovar por ti mesmo, foi através das memórias do nosso amigo Manuel Domingos Ribeiro que tivemos conhecimento da partida do teu amigo Silva para o Batalhão celestial.

Continuamos por aqui ao teu dispor.
Recebe um abraço
Carlos Vinhal

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Notas do editor:

[1] - Vd. post de 24 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27349: Em busca de... (329): Fur Mil Art Silva, de Rio Tinto - Porto, que fez parte da CART 6552/72 (Cameconde, Cacine e Cabedú, 1973/74), companhia que, estando mobilizada para S. Tomé, acabou por ir cumprir a sua comissão de serviço na Guiné (João Ferreira, ex-Fur Mil Art da CART 6254/72)

Último post da série de 7 de setembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27192: O nosso blogue como fonte de informação e conhecimento (111): Destaque do Arquivo da Defesa Nacional de setembro de 2025 sobre as “NEGOCIAÇÕES COM O PAIGC NA SEQUÊNCIA DO RECONHECIMENTO DO ESTADO DA GUINÉ-BISSAU, 1974” (Mário Beja Santos)

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Guiné 61/74 - P27349: Em busca de... (329): Fur Mil Art Silva, de Rio Tinto - Porto, que fez parte da CART 6552/72 (Cameconde, Cacine e Cabedú, 1973/74), companhia que, estando mobilizada para S. Tomé, acabou por ir cumprir a sua comissão de serviço na Guiné (João Ferreira, ex-Fur Mil Art da CART 6254/72)

Fotografia onde está o meu amigo Silva, de Rio Tinto, Porto. Eu sou o do centro e o Silva é o que está do lado direito da foto. O que tem a boina presa à presilha do blusão esteve comigo no Olossato (Furriel Barros), infelizmente já falecido.

Foto (e legenda): João Ferreira (2025)

1.
Mensagem do nosso camarada João Ferreira enviada ao blogue em 12 de Setembro de 2025 através do Formulário de Contacto do Blogger:

Caros camaradas

Procuro ex-Furriel Mil, Silva, de seu apelido, estampado na farda de trabalho. Somos do 2.º Turno/72, Leiria/Caldas, especialidade atirador na EPA Vendas Novas, (vínhamos os dois à boleia para o Porto, quando não havia autocarro).

Colocados no RAP-3 na Figueira da Foz, onde fomos mobilizados, eu para a Guiné, ele para S. Tomé e Príncipe (a Companhia/Batalhão, foi depois transferida/o para a Guiné, por interferência do Gen. Spínola).

Ele é de Rio Tinto-Porto, e a casa dele ficava à face da EN 15, que atravessa Rio Tinto, onde pernoitei uma vez devido ao avançado da hora, e já não haver comboio para a Póvoa de Varzim, onde moro.

Sei que os elementos de identificação que vos dou são muito poucos, mas com a vossa colaboração, talvez eu consiga ainda vir a dar um abraço a este amigo e camarada de armas.

Tenho uma fotografia onde ele aparece, mas não consigo postá-la aqui.

Grato pela atenção, aguardo notícias do meu amigo Silva de Rio Tinto
Cumprimentos,
João Ferreira
Póvoa de Varzim
16cidral21@gmail.com


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2. Mensagem enviada ao João Ferreira em 16 de Outubro:

Caro João Ferreira

Em relação ao teu camarada Silva, vai ser difícil encontrá-lo só pelo apelido.

Dizes que a Companhia/Batalhão dele ia destinada a S. Tomé, mas que foi desviada para a Guiné. Suponho que terá sido desviada no caminho, porque não aparecem registos de unidades de artilharia em S. Tomé e Príncipe depois de 1970.

Se ele viajou perto da tua data de ida para a Guiné, diz-nos quando foste, em que unidade, BART ou CART e quando regressaste.

Podes enviar a foto que possuis do Silva para este meu mail para eu publicar no Blogue.
Vê se te lembras de mais algum pormenor que possa ajudar a encontrá-lo.
Fico ao dispor

Abraço
Carlos Vinhal
Coeditor

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3. Mensagem do João Ferreira, ex-Fur Mil Art da CART 6254/72, com data de 23 de Outubro:

Bom dia Carlos Vinhal

Obrigado pela resposta ao meu pedido de informação sobre o meu amigo Silva.

Efetivamente, a informação que prestei foi muito escassa. Como sugerido por ti, acrescento que fiz parte da CART 6254 (Companhia Independente) e a data de embarque com destino à Guiné, em conjunto com 1 Batalhão e mais 2 companhias independentes, foi a 16 de Março de 1973 (Paquete Uíge), com chegada a Bissau a 22 do mesmo mês, tendo sido encaminhados para o Cumeré, onde fizemos o IAO.

Desconheço se havia na Guiné mais algum quartel, além do Cumeré, onde as tropas fizessem o IAO onde, eventualmente, a companhia/Batalhão do Silva o tivesse feito. Também pode dar-se o caso de ele ter feito o IAO na metrópole, e então aí, a ida dele para a Guiné terá ocorrido mais de um mês depois da minha.

Espero que este acréscimo de informação, com a vossa prestimosa ajuda, possa fazer vislumbrar a luz ao fundo do túnel, onde eu possa ver este meu amigo.
Mais uma vez grato pelo vosso empenho, aguardo esperançosamente boas notícias.
Um abraço fraterno.

João Ferreira
Ex-furriel Mil.



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4. Mensagem enviada hoje mesmo ao João Ferreira

Amigo João
Segundo o livro da Comissão para o Estudo das Campanhas de África (Estado-Maior do Exército), a tua Companhia de Artilharia 6254/72, foi mobilizada no RAP 2 (Vila Nova de Gaia).
Foi para a Guiné comandada pelo Cap Art Eduardo dos Anjos Costa. O RAP 3 (Figueira da Foz) não foi unidade mobilizadora, nem de Companhias, nem de Batalhões de Artilharia.

Em relação à Unidade do teu amigo Silva, achei muito estranho um Batalhão ser mobilizado para S. Tomé. Acho que nem havia lá condições para alojar tanta gente, mas posso estar enganado. Ainda se fosse uma Companhia?...

Procurei uma CART que tivesse ido para a Guiné depois de vocês, tendo encontrado a 6552/72, mobilizada pelo RAL 5 (Penafiel), que embarcou para a Guiné em 26 de Maio de 1973, indo de avião.

A partir daí foi só ir ao Blogue e lá estava, tudo explicadinho. Ainda em quartel, estava destinada a S. Tomé, mas foi desviada para a Guiné.
e aqui: https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2021/07/guine-6174-p22396-as-desventuras-da.html.

Vou fazer um post na série Em busca de com todos os elementos mais a foto.
Se entretanto quiseres fazer uma tentativa, tens aqui o contacto do Manuel Domingos Ribeiro [...] da CART 6552, pode ser que ele tenha ou saiba de alguém que tenha o contacto do Silva.

Boa sorte
Carlos Vinhal

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Notas do editor:

A propósito do "desvio" da CART 6552/72 de S. Tomé para a Guiné, lembremos o que escreveu o camarada Manuel Domingos Ribeiro no Poste 22393:

Falando um pouco sobre o desvio da CART 6552/72, de S. Tomé para a Guiné, quando se encontrava a aguardar embarque na carreira na de tiro de Espinho, embarque que já tinha sido adiado duas vezes, eu que me encontrava em casa de licença fui convocado por telegrama para me apresentar na unidade para seguir de imediato para o ultramar, mas não mencionava o destino final
Apresentei-me a uma sexta feira ao fim da tarde e tive de imediato fazer o espólio de algum fardamento para de seguida o pagar pois, como te deves de lembrar, recebíamos um valor monetário para compra de todo o fardamento e demais artigos necessários ao serviço militar, artigos esses que foram comprados no casão militar em Bissau.

Como me apresentei à última da hora só levei a farda que tinha vestida, algum fardamento que tinha no quartel e uma muda de roupa que transportava numa pequena mala de mão, foi nessa altura que nos foi comunicado que tínhamos sido desviados para a Guiné pelo nosso Comandante de companhia e encarregues de comunicar aos nossos militares e por pelotão o nosso destino.
Nós, os graduados, ainda ponderámos não embarcar, alguns ainda se deslocaram ao Porto já ao princípio da noite para falar com familiares e pedir algum conselho. Fomos aconselhados a embarcar pois as consequências seriam de certeza graves.

Depois de todos regressarem, reunimo-nos já ao principio da madrugada, explicámos a nossa situação e informámos que partiríamos ao início da madrugada em autocarros, com destino à Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, onde embarcaríamos ao princípio da manhã de sábado.
Na altura de embarque surgiu alguma resistência por parte alguns soldados e graduados em embarcar por não nos terem alterado a nossa mobilização e não nos terem explicado por que razão estávamos a ser deslocados para a Guiné. Alguns elementos foram isolados da restante companhia e postos à guarda da policia aérea responsável pela segurança do aeroporto, foram confrontados por elementos civis e militares se não iam embarcar e as consequências de uma resposta negativa... Responderam, por fim, que embarcavam e seguiram para a pista, saindo o avião com cerca de uma hora de atraso.

Lembro-me de ver alguns familiares no aeroporto militar mas da parte de fora da rede, de ter entrado no avião a chorar de revolta por não nos terem dito a razão da nossa ida para a Guiné, da nossa chegada que foi cerca do meio dia, hora de muito calor, da saída do avião, o cheiro característico a que depois me habituei, o embarque quase de imediato em viaturas militares com destino ao Cumeré.


Último post da série de 5 de outubro de 2024 > Guiné 61/74 - P26013: Em busca de... (328): Rastrear o percurso do meu avô Joaquim Martins Beirão (1932 - † 1991), 1.º Sargento, enquanto militar na guerra do Ultramar (Osvaldo Beirão Germano)

sábado, 5 de outubro de 2024

Guiné 61/74 - P26013: Em busca de... (328): Rastrear o percurso do meu avô Joaquim Martins Beirão (1932 - † 1991), 1.º Sargento, enquanto militar na guerra do Ultramar (Osvaldo Beirão Germano)

1.º Sarg Inf Joaquim Martins Beirão
Portalegre, 14 de Março de 1932 - † Mafra, 31 de Dezembro de 1991

1. Mensagem de Osvaldo Beirão Germano, neto do 1.º Sargento Inf Joaquim Martins Beirão, com data de 1 de Outubro de 2024:

Boa tarde,
Eu sou neto de Joaquim Martins Beirão, 1.º Sargento de Infantaria, e queria saber se têm algo sobre a Companhia 115 - Angola, 1961/1963; Companhia de Caçadores 1546 / Batalhão de Caçadores 1887 - Guiné, 1967/1969; Pel Mort 81 2247 - Angola, 1970/1972 e 1.ª Companhia de Caçadores / Batalhão de Caçadores 4813/73 - Moçambique, 1974/1975.

Estou a tentar rastrear os passos do meu falecido avô quando serviu no Ultramar, infelizmente ele faleceu eu ainda tinha 2 anos de idade e não tive a oportunidade de o conhecer melhor, e esta foi a maneira que arranjei de o conhecer.

O pouco que sei é que ele gostava de futebol, ele até jogou enquanto militar, mas não sei onde, não sei se é possível identificar pela foto abaixo pelo uniforme que tem vestido.

Sei que era uma pessoa que gostava muito de ler, era uma pessoa simples, de estatura pequena de aproximadamente 1.57m de altura e é o pouco que sei.


Alguns dados:

Joaquim Martins Beirão - 1.º Sargento de Infantaria
Nascido em 14 de Março de 1932
Natural de Portalegre e morador em Mafra
Falecido em 31 de Dezembro de 1991 no Hospital Militar de Belém


Comissões e Unidades Militares

Angola - 1961 a 1963:
Companhia de Caçadores 115 / Batalhão de Caçadores 114
AD OMNIA PARATI
Companhia de Caçadores 269 / Batalhão de Caçadores 261


Angola - 1964 a 1967:
Agrupamento de Engenharia de Angola - UBIQUE

Companhia de Caçadores 213 / Batalhão de Caçadores 3 - MANERE AC VINCERE
Região Militar de Angola - CONSTANTE E FIEL - AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE
Companhia de Caçadores 1456 / Batalhão de Caçadores 1865 - SABENDO PORQUÊ

Guiné - 1967 a 1969:
Companhia de Caçadores 3 - AMANDO E DEFENDENDO PORTUGAL
Comando Territorial Independente da Guiné - A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO - CORAGEM E LEALDADE
Companhia de Artilharia 1648 / Batalhão de Artilharia 1904 - FIRMES E GENEROSOS
Centro de Instrução Militar do Comando Territorial Independente da Guiné
A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO - CORAGEM E LEALDADE

Angola - 1970 a 1972:
Pelotão de Morteiros 2247

Moçambique - 1974 a 1975
1.ª Companhia de Caçadores do Batalhão de Caçadores 4813/74
Comissão Liquidatária da Região Militar de Moçambique - CONSTANS ET PERPETUA VOLUNTAS

Portador de Louvor Individual e 2 Medalhas Comemorativas das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais

Ainda sobre o meu avô, ver Nota de Óbito na página Dos Veteranos da Guerra do Ultramar Angola - Guiné - Moçambique 1959-1975
Na foto, de pé, a contar da esquerda: o segundo: Soldado José Manuel Lopes Geadas "O Padeiro"; o quarto: 1.º Sargento Joaquim Martins Beirão e o quinto: Alferes Antonio Victor Soares de Bastos Semedo
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2. Comentário do editor:

Caro Osvaldo Germano,
Estão publicados os dados militares do seu avô.

Como somos um blogue especialmente dedicado à Guiné e aos seus antigos combatentes, dos outros Teatros de Operações nada lhe podemos dizer.

Quanto à Guiné, proponho que aceda a estes marcadores: CCAÇ 3, BART 1904 e CART 1648.

A todo o tempo, e sempre que surjam novidades, entraremos em contacto consigo.

Em relação a Angola e a Moçambique, esperamos que consiga bons resultados para refazer a maior parte do trajecto militar de seu avô.

Ficamos ao seu dispor.
Carlos Vinhal

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Nota do editor

Último post da série de 15 de agosto de 2024 > Guiné 61/74 - P25845: Em busca de... (327): Esclarecimentos sobre a morte do meu amigo Ilídio Fidalgo Rodrigues de Jesus, Soldado Básico da CCAÇ 2382 (Juvenal José Danado, ex-Fur Mil Sap Inf)