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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28433: Retalhos da vida militar (13): O último quartel da minha Comissão (Artur Conceição, CART 730, Jumbembem, 1965/67)

1. Mensagem do nosso camarada Artur Conceição (ex-Soldado TRMS de Inf e Condutor Auto, da CART 730 / BART 733, Bissorã, Jumbembém e Farim, 1964/66), com data de 4 de Outubro de 2026:


O último quartel da minha Comissão

Cinco tostões eram metade de um escudo. Cinco tostões também conhecidos por uma quinhenta davam para comprar uma dose tremoços, ou uma malga de camarinhas ou uma malga de cabras.

Os CTT tinham dois tipos de correspondência, a carta que tinha de ser selada e também o chamado bilhete postal.

O bilhete postal custava exactamente cinco tostões.
Como herdei da minha mãe o vicio pela leitura, quando tinha por volta dos 13/14 anos sempre que tinha cinco tostões disponíveis,  escrevia um postal para uma qualquer embaixada de um qualquer país dizendo que gostava de visitar esse país e queria que me mandassem alguns mapas.

Recebia, via correio,  muitos envelopes com mapas e literatura sobre muitos temas de ordem geográfica. A partir dessa leitura fui adquirindo muitos conhecimentos em termos de Geografia Física de muitos países. O Canadá, a Itália e a França iam mandando sempre, mesmo sem um segundo pedido.

A conversa era sempre a mesma, e a morada das embaixadas era em Lisboa. Eu tinha apenas a quarta classe e os conhecimentos em termos de relações diplomáticas entre países não abundavam. Eu sabia que existia um país chamado Hungria cuja capital era Budapeste, mas não sabia que não tinha relações diplomáticas com Portugal, após ter sido invadido pela então URSS em 1956.

Eu estava a trabalhar em Arrancada do Vouga onde já existiam algumas fábricas que davam trabalho a muitas pessoas. Um dia mandei também um postal para a Embaixada da Hungria. Recebi o postal de volta com a indicação de que a Hungria não tinha relações diplomáticas com Portugal.

Passados alguns dias vieram dizer-me que andavam dois homens à minha procura para me levarem. Não dei qualquer importância e entendi que era mais uma daquelas coisas que se diziam aos meninos e meninas para os assustar. "Não te portas bem, vem aí um cigano e leva-te". Só bastante mais tarde quase na fase de adulto percebi o que tinha acontecido em Arrancada do Vouga e quem eram os dois homens que me queriam levar. Queriam lebre apareceu-lhes um ratito do mato.

Já depois de estar em Lisboa e durante algum tempo a trabalhar na Zona de Alcântara,  comecei a tomar conhecimento de realidades que eu tinha dificuldade em entender. Por uma distância de aproximadamente 30 metros,  não fui testemunha presencial da morte de José Dias Coelho. 

Durante toda a minha infância e juventude sempre estive ligado à Igreja. Com 6 anos já me davam 2 tostões para eu dizer a confissão em latim. Saber a confissão em latim era uma condição necessária para se poder ajudar à missa.

Fui catequista e convivi com muitos sacerdotes entre eles, os padres Aleixo Cordeiro, Felicidade Alves e bastante mais com o senhor Padre Brotero. Sabia que o senhor Padre Brotero havia sido obrigado a fugir para Marrocos por causa de uma queixa apresentada ao Patriarcado. Era comentado de que as relações entre o senhor padre Felicidade Alves e o mais alto magistrado da Nação não eram famosas. 

Do mesmo modo também se sabia na comunidade que as relações entre o senhor Professor André Navarro e o senhor Padre Brotero não eram propriamente as melhores. O senhor padre Brotero dava tudo o que podia aos pobres das barracas da Avenida de Ceuta ao ponto de nem lençóis ter na cama para receber a visita de um médico. O Senhor Professor André Navarro era pai de 10 filhos, mas tinha uma criada para tomar conta de cada um dos filhos.

O largo de Alcântara e também o largo do Calvário eram lugares bastante complicados em função da existência de muitas centenas de operários. Era também o local por onde entravam todos os trabalhadores pertencentes à classe dos Estivadores.

Vim a saber, só durante o ano de 1966 em Bissau, que um popular engraxador com a alcunha de bolinhas era um perigoso informador da PIDE.

No largo de Alcântara trabalhavam de forma pacífica muitos vendedores ambulantes. Aqui também trabalhavam mulas e cavalos trajados com o seu avental do Atlético Clube de Portugal.

Um dia, a Rita peixeira travou-se de razões com um polícia de serviço. Puxou de um peixe espada e contra uma pistola, não deixou seus créditos em mãos alheios. O senhor polícia teve de ir para o Hospital para tratar dos ferimentos no rosto.

Naqueles tempos os mercados, também conhecidos por praças estavam abertos aos domingos de manhã. A Praça de Campo de Ourique, bairro rico de Lisboa, era famosa pela quantidade de raparigas que vinham do Alto Minho e das Beiras servir para Lisboa. Eram empregadas domésticas,  vulgarmente conhecidas por “Sopeiras”. No domingo depois da missa era quase obrigatório fazer uma visita ao Mercado de Campo de Ourique. Ia eu acompanhado do meu compadre Alcides, a quem ia a contar a estória da Rita e do polícia que tinha ocorrido na véspera.

Como bom militar, terei usado algumas expressões muito militarizadas às quais dois indivíduos que iam ao nosso lado não terão achado graça. Fui agarrado por um braço e levado para um gabinete existente no próprio Mercado. Identificaram-me como militar em Caçadores 5 e mandaram-me ir de imediato para o Quartel. Como era meu entendimento de que militar não recebe ordens civil, decidi não cumprir a ordem de regresso à Unidade Militar. Passados poucos minutos já vinham de novo atrás de mim, pelo que a alternativa foi mesmo a de abandonar o local.

Durante a Primavera do ano de 1963 teve lugar em Lisboa o grande encontro da Juventude. A maioria dos participantes vieram das aldeias do interior pelo que na sua maioria eram membros da JAC (Juventude Agrária Católica). No ano seguinte (1964) Lisboa recebeu a visita de Monsenhor Joseph Cardijn, um Belga fundador da JOC. Da recepção fazia parte uma Missa Campal junto ao Monumento a Cristo Rei em Almada seguida de um desfile até ao Campo do Almadense onde teriam lugar outras Cerimónias relacionadas com a visita. Eu era membro da JOC, mas apenas na sua componente religiosa e nem me passava pela cabeça que em simultâneo também existisse uma componente política.

Terminada a Missa Campal e quando tudo estava pronto para ser dado início ao desfile, surge-nos pela frente uma manada de cavalos e respectivas montadas, militares da GNR que não nos deixaram avançar. 

Do meio da uma enorme assistência surge o Senhor Primeiro Sargento da minha Companhia em Caçadores 5. Ao conhecer-me e ao ver-me de braçadeira vermelha tal qual a usada pelo senhor Oficial Dia exclamou: - Em que é que tu andas metido? Após algumas explicações quem tinha mandado a GNR terá percebido que as coisas não eram tão graves quanto eles imaginavam. 

O desfile correu normalmente e só voltou a haver alguma agitação quando foi evocada e aplaudida uma representação da JOC da Hungria com quem Portugal não tinha relações. Os Húngaros não entraram em Portugal vindos directamente da Hungria, entraram em Portugal integrados na Delegação de Espanha. A partir deste episódio as minhas relações com o senhor Primeiro Sargento da Companhia passaram a ser relações bastante amistosas e que ajudaram muito na minha ida para Setúbal, depois de terminadas as especialidades.
Entre Mansoa e Mansabá fica uma localidade chamada Cutia onde durante a guerra aconteceu um desastre. Nas referências sobre Cutia não há nada anterior a 1967, mas recordo muito bem que se tratou de uma situação bastante complicada. Durante esse ataque as comunicações militares não funcionaram. Desconheço se por falta de capacidade ou problemas de acesso.

Estas foram as causas próximas que levaram à criação de um protocolo de apoio junto da PIDE.

Quis o destino que ao fim de 18 meses de Guiné, o Artur estivesse a cumprir as suas funções militares nas instalações da PIDE.

Foram mais 6 meses de Guiné, mas que foram muito bem passados, em contraste com os outros 18. Trabalhei bastante, de forma voluntária, mas nunca fiz nenhum serviço militar. Tudo o que era dito na Rádio Moscovo e na Rádio Argel era gravado e passado a limpo em máquina de escrever no dia seguinte. As relações de trabalho e amizade com os senhores da PIDE eram brilhantes e eu não me importava nada de fazer muita coisa para os ajudar ajudando-me a mim também. Vinham ostras de São Domingos, vinham frangos e cabritos de Nhacra, vinham camarões de Quinhamel, mas vinham também muitas outras coisas de muitos outros lados. Quando o turno tinha início às 16 horas havia taina pela certa.

Fui convidado para ficar na PIDE, mas isso não estava nos meus objectivos e como tal declinei o convite.

No ano de 1967 entrei para os quadros da Função Pública, fiz juramento de activo repúdio pelo Comunismo e todas as ideias subversivas, tal como a tomada de posse o exigia, e fiquei definitivamente vacinado.

Artur Conceição
STICA 2712/63
SPM 2578

(revisão / fixação de tecto, links: LG)

sábado, 5 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28321: Fichas de unidade (42): BCaç 2885 (Mansoa, 1969/71), e suas unidades de quadrícula, CCAÇ 2587, CCAÇ 2588 e CCAÇ 2589


Presumivelmente, o ten cor inf João Pedro do Carmo Chaves de Carvalho,
 cmdt do BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71)



Guiné > Região do Oio > BCAÇ 2885 (1969/71 >  s/d >  Comandante, capitão e 1º sargento (presume-se que seja o cmdt do BCAÇ 2885, o cmdt da CCS, cap SGE Abílio do Nascimento Castro,  e o 1º srgt, cujo nome se desconhece.

Foto do álbum do Padre José Torres Neves, antigo capelão militar, CCS/BCAC 2885 (1969/71).

Foto (e legenda): © José Torres Neves (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]





Fichas de unidade > Batalhão de Caçadores nº 2885

Identificação:  BCaç 2885

Unidade Mob: RI 15 - Tomar

Cmdt: TCor Inf João Pedro do Carmo Chaves de Carvalho | 2.° Cmdt: Maj Inf Valentino Diniz Tavares Galhardo | OInfOp/Adj: Maj Inf Alfredo José

Cmdts Comp:

CCS: Cap SGE Abílio do Nascimento Castro

CCaç 2587: Cap Mil Art Lourenço Gomes de Campos

CCaç 2588: Cap Inf Fernando do Amaral Campos Sarmento | Cap Inf Luís da Piedade Faria | Cap Mil Art Armando Vieira dos Santos Caeiro

CCaç 2589: Cap Inf Francisco António Mendonça Martins Vicente | Cap Mil Art Jorge Manuel Simões Picado

Divisa: "Nós Somos Capazes"

Partida: Embarque em 07Mai69; desembarque em 13Mai69 | Regresso: Embarque em 25Fev71

Síntese da Actividade Operacional

Em 14Mai69, rendendo o BCaç 1912, assumiu a responsabilidade do Sector 04, com sede em Mansoa e abrangendo os subsectores de Porto Gole e Mansoa. 

Em 230ut69, por extinção do Sector 03, a zona de acção foi aumentada do subsector de Mansabá, o qual lhe foi novamente retirado em 11Nov70, após reactivação do COP 6. 

Em 290ut69, o subsector de Porto Gole, foi reduzido da área de Enxa1é, que passou a ser integrada no sector do BCaç 2852. 

Em 15Nov69, por ajustamento do dispositivo, foi criado o subsector de JuguduI. As suas subunidades mantiveram-se sempre integradas no dispositivo e manobra do batalhão.

Desenvolveu intensa actividade operacional, efectuando numerosas operações e acções, golpes de mão, emboscadas, escoltas e patrulhamentos. 

Colaborou ainda na protecção e segurança dos movimentos das colunas de transporte dos meios de pavimentação e asfaltagem da estrada Mansabá-Farim e na segurança e protecção dos aldeamentos e organização dos sistemas de autodefesa e promoção sócioeconómica das populações.

Dentre o armamento capturado mais significativo, salienta-se: 

3 metralhadoras pesadas, 1 pistola-metralhadora, 8 espingardas e 28 granadas de armas pesadas e 50 minas detectadas e levantadas.

Em 14Fev71, foi rendido no Sector 04 pelo BCaç 3832 e recolheu a Bissau para embarque.

***

A CCaç 2587 seguiu em 14Mai69 para Mansoa, a fim de render a CCaç 1686 e assumir a responsabilidade do mesmo subsector, com destacamentos em Uaque, Rossum, Bindoro e Jugudul. 

Em 15Nov69, por criação do subsector respectivo, a sede da subunidade foi transferida para Jugudul, mantendo os destacamentos de Uaque, Rossum e Bindoro e sendo substituída em Mansoapela CCaç 2588. 

Em 15Jan70, por troca com a CCaç 2588, regressou a Mansoa, com a missão de intervenção e reserva do sector, onde se manteve até 04Mai70, sendo substituída pela CCaç 15, tendo actuado em diversas operações realizadas nas regiões de Locher, Bindoro e Polibaque, entre outras, e escoltas a colunas.

Em 05Mar70, rendendo a CArt 2411, assumiu a responsabilidade do subsector de Porto Gole, com um destacamento em Bissá.

Em 17Fev71, rendida pela CCaç 3303, recolheu a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.

***

A CCaç 2588 seguiu em 14Mai69 para Mansoa, a fim de render a CCaç 1685, ficando em missão de intervenção e reserva do sector, tendo actuado em diversas operações realizadas nas regiões de Locher, Changalana, Benifo, Ponta Bará e Namedão, entre outras, e escoltas a colunas. 

Em 15Jan70, por troca com a CCaç 2587, assumiu a responsabilidade do subsector de Jugudul e seus destacamentos de Uaque, Rossum e Bindoro.

Em 15Fev71, rendida pela CCaç 2304, recolheu a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.

***

A CCaç 2589 seguiu em 14Mai69 para Mansoa, a fim de render a CCaç 1684, destacando efectivos para Braia e Cutia. 

Em 27Nov70, a sede da companhia foi transferida para Cutia, para protecção e segurança dos movimentos na estrada Mansoa-Mansabá.

Em 15Fev71, rendida pela CCaç 3305, recolheu a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.

Observações -  Tem História da Unidade (Caixa n.º 110 - 2ª Div/4ª  Sec, do AHM\

Fonte: Excertos de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 7.º volume: Fichas das Unidades. Tomo II: Guiné. Lisboa: 2002, pp. 133/134

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 11 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28173: Fichas de unidades (41): CART 2384, "Leões do Norte" (Contuboel, Saliquinhedim / K3, Jumbembém, Farim, 1968/1970)

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Guiné 61/74 - P27926: Esposas de militares no mato (8): Nem tudo foi "amor e uma cabana": vivi com a minha mulher em Bissau (entre set 71 e jun 72) e depois em Mansabá (entre set 72 e mar 73), até ela ser "corrida" do mato pelo cor pqdt Rafael Durão... O caso de outras foi bem mais dramático: a Romy, mulher do Ramos, ia perdendo o seu bebé de 3 meses numa ataque ao aquartelamento; a Júlia perdeu o marido o Costa, numa emboscada, a 2 km de Cutia, em 10/12/1973

 
José Fernando de Jesus Costa, natural de Pinha, Sabacheira, Tomar; era fur mil at art, CART 3567 (Mansabá, 1972/74)

Fonte: Adapt de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 8.º volume: mortos em campanha. Tomo II: Guiné: livor 2.  Lisboa: 2001, pãg. 234




António José Pereira da Costa 

Nosso grão-tabanqueiro desde 12/12/2007, coronel art ref, natural da Amadora, vive no concelho de Sintra; conhecido por TZ (Tó Zé, pelos amigos; PK, pelos camaradas da Academia Militar do seu tempo):

 (i) ex-alf art, CART 1692/BART 1914, Cacine, 1968/69;

 (ii) ex-cap art, cmdt da Btr AAA 3434, Bissau; 

(iii) cmdr CART 3494/BART 3873, Xime e Mansambo; 

(iv) cmdt CART 3567, Mansabá, 1972/74.

É autor da série e do livro com o mesmo n0me, "A Minha Guerra a Petróleo" (Lisboa, Chiado Books, 2019, 192 pp. ); tem cerca de 210 referências no blogue. Foi diretor da Biblioteca do Exército (até finais de 2011); tem-se dedicado à investigação no domínio da História Militar.

CART 3567
Mansabá (1972/74)

1.  Mensagem enviada, através do Formulário de Contacto do Blogger, pelo nosso camarada António J. Pereira da Costa, cor art ref, 


Data - sábado, 4/04/2026, 19:32


Olá,  Camaradas Tenho reparado que no blog vão aparecendo referências à presença de jovens esposas de militares na guerra (*).Resolvi, por isso dar notícias sobre o tema.

Assim quero dizer que a minha mulher também esteve comigo na Guiné. Inicialmente em Bissau, enquanto comandava a Btr AA 3434.

Eu estava aquartelado no Gr Art.ª n.º 7 que acabou por ser incumbido da defesa da BA 12. Morávamos na Av. Arnaldo Schulz n.º 15 e lá vivemos entre set1971 e jun1972. quando eu fui para o Xime e ela recolheu a casa dos meus sogros.

Obviamente que as coisas correram bem, havendo a registar as "aventuras" do maj Gaspar que já contei noutro local.

Em set72 ela voltou à Guiné e ficámos juntos em Mansabá até mar73. O quartel era bastante cómodo e espaçoso como já sabemos pelas descrições que vão surgindo. Foi assim até o cor Rafael Durão dar por ela e obrigar-me a fazê-la regressar a Lisboa.

Entretanto dois furriéis mandaram vir as respectivas esposas: a Romy (Rosa), esposa do Ramos das M/A e que trabalhava comigo. Tinham um bebé como pouco mais de 3 meses e que ia desaparecendo no dia em que fomos atacados e em que foram queimadas  21 moranças.

Foi um susto grande, mas tudo se resolveu porque um soldado  recolheu o bebé 
e o entregou à mãe.

A esposa do [fur mil at art José Fernando de Jesus]  Costa que vivia numa morança que encontraram,  teve a infelicidade de o perder numa vez em que ambos foram a Bissau e, quando ele regressou a Mansabá,  foi assassinado numa emboscada montada a uma unidade de comandos recém-formada  [ a 2 km de Cutia; morreu no HM 241, Bissau, em 10/12/1973].

Não tenho elementos sobre a sobrevivência, em Bissau, da pobre Júlia [Maria Júlia de Jesus Siulva Costa, de seu nome completo],  mas imagino. Sei que voltou a casar com outro combatente da Guiné, mas nunca mais a revimos.

Vou procurar fotos para completar estes factos.
Cumprimentos, António José Pereira da Costa.

(Revisão / fixação de texto, título, negritos: LG)

2. Comentário do editor LG:

No livro da CECA sobre a actividade operacional (1971/74) lê-se:

(...) Acção - 10Dez  [1973] 

Pelas 07h40, na região de Momboncó (próximo de Mansabá), sector 04, numeroso
grupo inimigo emboscou uma subunidade do BCmds que executava
uma missão de escolta a uma coluna-auto no itinerário Mansoa--Mansabá.

As NT sofreram 8 mortos, 8 feridos graves e 20 feridos ligeiros.

Foram destruídas 2 viaturas e 5 ficaram danificadas.

O inimigo sofreu 3 mortos e foi-lhe capturado 1 lgfog "RPG", 1 granada de lgfog "RPG-2" e 1 granada de mão. (...)

Fonte: Adapt de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 6º volume: aspectos da actividade operacional. Tomo II: Guiné: livro 3.  Lisboa: 2015, pág. 347.

Morreram nesta emboscada, na estrada Mansoa - Cutia - Mansabá, de triste memória, para além do fur mil at art José Fernando de Jesus Costa, mais os seguintes militares das NT:

  • António Gonçalves Amaral, 1º cabo, Cart 3567, natural de Cinfães, solteiro;
  • Bacar Sissé, fur grad 'cmd', 1ª CCmds Africana / Batalhão de Comandos do CTIG, natural de Bolama, casado (2 esposas):
  • Carlos Manuel Matos Faustino, sold cond auto, CTransp 9040/72, solteiro, natural de Queluz, Sintra;
  • José Manuel Neves T0jo, fur serv transp rodo, CTransp 9040/72, solteiro, natural de Portel;
  • Sabana Fonhá, sold 'cmd', 1ª CCmds Africana / Batalhão de Comandos do CTIG, natural de Bafatá, solteiro;
  • Sori Baldé,  sold 'cmd', 1ª CCmds Africana / Batalhão de Comandos do CTIG, natural de Bafatá, casado.
Todos foram dados como mortos no HM 241, Bissau, em 10/12/1973, segundo o livro da CECA (2001), acima citado.

_________________

Nota do editor LG:

(*) Últrimo poste da série > 6 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27893: Esposas de militares no mato (7): Teixeira Pinto, ao tempo do Francico Gamelas, ex-alf mil cav, cmd Pel Rec Daimler 3089 (1971/73) - Parte III

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27589: Em busca de... (330): Maria João Sá Lopes pretende contactar camaradas de seu tio Vítor Manuel da Silva de Sá Lopes, ex-Fur Mil Op Esp da CART 3567, falecido em 21 de Maio de 1973, numa emboscada a uma coluna auto na estrada Mansabá-Mansoa


1. Mensagem de Maria João Sá Lopes, enviada hoje mesmo ao nosso Blogue atravé do Formulário de Contacto do Blogger:

Caro Luís Graça e editores do blogue,

Escrevo-vos com o coração cheio de esperança na vossa vasta rede de camaradagem.

Sou sobrinha do Furriel Miliciano de Operações Especiais Vítor Manuel da Silva de Sá Lopes, natural de Água Longa (Santo Tirso), que serviu na CART 3567, integrada no BCAC 4612, em Mansoa/Mansabá.

O meu tio faleceu em combate no dia 21 de Maio de 1973, numa emboscada na zona de Cutia, quando a coluna seguia de Mansabá para Mansoa.

Encontrei recentemente o relato emocionante do Dr. António Vasconcelos de Castro sobre esse dia trágico, que descreve a chegada das viaturas a Mansoa e o sacrifício do meu tio e dos seus camaradas.

Gostaria de pedir a vossa ajuda para chegar aos antigos camaradas da CART 3567 (mobilizada pelo RAL 5 de Penafiel) ou do BCAC 4612.

O meu objetivo é:
Tentar encontrar fotografias onde o meu tio apareça (em grupo, no quartel ou em operações).

Recolher algum testemunho de quem tenha convivido com ele e que possa partilhar um pouco de como ele era enquanto camarada de armas.

Ele encontra-se sepultado em Ermesinde e a nossa família guarda com muito respeito a sua memória, mas faltam-nos as imagens desse tempo que ele viveu convosco na Guiné.

Agradeço antecipadamente toda a ajuda que puderem dar na divulgação deste apelo no vosso blogue.

Com os melhores cumprimentos e estima,
Maria Joao Sá Lopes


Estrada Mansabá-Mansoa > © Infogravura Luís Graça & Camaradas da Guiné

2. Comentário do editor Carlos Vinhal

Cara amiga Maria João
Muito obrigado pelo interesse em saber notícias do seu tio Vítor.

Conheço um camarada do seu tio, o Luís Bateira, também ele Furriel Miliciano da CART 3567, a quem enviei já a sua mensagem, pedindo para entrar em contacto consigo.

Da tertúlia do nosso Blogue, faz parte o Coronel António José Pereira da Costa que, enquanto Capitão, comandou em Mansabá a CART 3567. Também enviei para ele a sua mensagem.

Esperemos que pelo menos um deles nos possa dar alguma informação.

A título informativo, fica aqui a nota do falecimento na mesma emboscada dos Soldados:
- Francisco António Cordeiro, natural do concelho de Torre de Moncorvo
- Jaime do Livramento Alexandre, natural do concelho de Alcobaça e
- José de Jesus Pessoa, natural do concelho de Cantanhede.

Eu também estive em Mansabá, a minha CART 2732 esteve ali colocada entre Abril de 1970 e Fevereiro de 1972. A CCAÇ 2753 substituiu-nos naquela data até à chegada da CART 3567 em Abril do mesmo ano.

Também nós perdemos naquela maldita estrada, em Mamboncó, em Dezembro de 1971, dois companheiros do meu pelotão, o Manuel Vieira e o José Espírito Santo Barbosa, a pouco tempo de terminarmos a nossa comissão de serviço e irmos para Bissau aguardar embarque para regressarmos definitivamente a casa.

Por agora é tudo quanto podemos fazer por si e pela memória do seu tio.
Continuamos ao seu dispor, vá-nos dando notícias do que conseguir obter.

Os nossos cumprimentos

_____________

Nota do editor

Último post da série de 24 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27349: Em busca de... (329): Fur Mil Art Silva, de Rio Tinto - Porto, que fez parte da CART 6552/72 (Cameconde, Cacine e Cabedú, 1973/74), companhia que, estando mobilizada para S. Tomé, acabou por ir cumprir a sua comissão de serviço na Guiné (João Ferreira, ex-Fur Mil Art da CART 6254/72)

sábado, 14 de junho de 2025

Guiné 61/74 - P26919: Tabanca Grande (576): Jacinto Rodrigues, ex-Alf Mil Art, CMDT do Pel Caç Nat 57 (Cutia e Mansabá, 1969/71), que se senta à sombra do nosso poilão no lugar 906

1. Mensagem do nosso camarada, e novo tertuliano, Jacinto Rodrigues, ex-Alf Mil Art, CMDT do Pel Caç Nat 57 (Cutia e Mansabá, 1969/71), com data de 12 de Junho de 2025:

Caro Luis Graça,
Largos anos passados desde a minha "estadia" na Guiné, entre Setembro de 1969 e Setembro de 1971, onde comandei o Pelotão de Caçadores Nativos 57, no Destacamento de Cutia e em Mansabá, aqui estou a candidatar-me a “tabanqueiro”, apadrinhado pelo Carlos Vinhal, meu “escrivão”, segundo ele diz, pois coadjuvava-me na elaboração dos autos de procedimento disciplinar, quando os havia.

 O outro meu padrinho é o meu amigo Ernestino Caniço que comandou um pelotão de Daimlers  quando estava em Mansabá. Foram eles que chegaram até mim, passados tantos anos! E, por isso, estou-lhes grato.

Estive a comandar o Pelotão de Caçadores Nativos 57, entre Setembro de 1969 e Setembro de 1971, em Cutia, um pequeno destacamento, a meio caminho (15 kms) entre Mansoa e Mansabá, e, depois, em Mansabá, aquando da construção da estrada entre Bironque (a 5/6 kms a norte de Mansabá) e Farim.

Tal como tu, certamente, vivi momentos difíceis e complicados, agravados pelo facto de ter comigo apenas meia dúzia de camaradas metropolitanos, pois os soldados do pelotão eram todos eles naturais da Guiné, de diversas etnias e viviam na tabanca cá com a respectiva família.

Apesar de tudo, foram dois anos que jamais poderei esquecer e que lembro todos os dias. E nessas memórias estão os camaradas com quem convivi e de quem tenho as melhores recordações.

Tal como me referiste no teu mail, remeto uma foto desses tempos da Guiné e uma actual.

Será um privilégio fazer parte deste grupo de combatentes.

Um abraço, Camarada,
Jacinto Rodrigues
ex-alferes miliciano

Alf Mil Art Jacinto Rodrigues
Mansabá > Cap Inf Carreto Maia, cmdt da CCAÇ 2403 (de cabeça descoberta); Alf Mil Art Jacinto Rodrigues, cmdt do Pel Caç Nat 57 (sentado) e Alf Mil Cav Ernestino Caniço, cmdt do Pel Rec Daimler 2208 (à direita da foto).
Mansabá > Uma equipa de futebol, onde o editor reconhce o Alf Mil Art Jacinto Rodrigues, na fila da frente, à direira. O Alf Mil Cav Ernestino Caniço é o terceiro, a partir da esquerda, na fila de trás.
Interior do destacamento de Cutia. Foto © César Dias
Localização do destacamento de Cutia, sensivelmente a meia distância entre Mansabá e Mansoa
Infogravura: © Luís Graça & Camaradas da Guiné (Carta da Província da Guiné - Escala 1:500.000)
O nosso camarada Jacinto Rodrigues na actualidade
Arganil > Encontro de 2025 do pessoal do BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71) > Três ilustres tertulianos do nosso Blogue: ex-Alf Mil Cav Ernestino Caniço, ex-Alf Mil Art Jacinto Rodrigues e ex-Cap Mil Jorge Picado
Arganil > Encontro de 2025 do pessoal do BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71) > Jacinto Rodrigues e Ernestino Caniço

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2. Comentário do editor CV:

Caríssimo camarada Jacinto Rodrigues, está apresentado oficialmente à tertúlia. Terá ao seu dispor o lugar estatístico 906 debaixo do nosso poilão, mas "sentar-se-á" onde muito bem entender.

Dizem as nossas normas, "muito rígidas" (ver aqui), que na tertúlia nos tratamos por tu e não distinguimos os antigos e actuais postos militares; profissões; habilitações académicas e outras possíveis distinções sociais.  

Une-nos aquela terra vermelha, manchada com o sangue de portugueses e guineenses; a água daquelas bolanhas que bebemos quando a sede já não era mais suportável; os sustos das emboscadas; as muitas noites mal dormidas, no mato e nos aquartelamentos, e a incerteza do regresso para junto das nossas famílias. Além de tudo, só nós nos compreendemos já que a família está farta de nos ouvir.

O editor Luís Graça delegou em mim a missão de receber o ex-alferes Rodrigues, meu contemporanêo em Mansabá, um camarada cordial no trato. É uma honra e um gosto fazê-lo, tratando-se de quem se trata.

Lembro-me de entrar na secretaria da CART 2732 e, dirigindo-se a mim, dizia algo parecido como: "nosso furriel, tem disponibilidade para me escrever aí à máquina umas notas para eu enviar para Bissau?" Segundo me dizia, era preciso manter activos os autos de que era responsável, pelo que de vez em quando havia que mandar papelada para a Secção de Justiça e Disciplina.

Quando há uns bons meses o camarada Rodrigues me contactou por me ter encontrado na net, foi um desfilar de lembranças daqueles tempos que,  sendo maus, são vivências da nossa juventude, irrepetíveis, que jamais se apagarão da nossa memória de velhos combatentes.

Neste blogue temos a oportunidade de deixar escrito o que ainda retemos daqueles dois difíceis anos da nossa vida, pelo que convidamos o "alferes" Rodrigues a contribuir para esta feitura de memórias.
Que retém do comportamento dos seus militares guineenses enquanto combatentes ao lado dos portugueses? Que experiência lhe trouxe para a vida o contacto tão próximo com pessoas que tinham um modo de pensar e de viver tão diferentes dos nossos? A história, filosofia de vida e religião daquele povo, apesar dos nossos estúpidos preconceitos, mantinham-se praticamente intactos, resistindo a séculos de evangelização. 


Caro Jacinto Rodrigues, está apresentado. Não termino sem antes de lhe deixar o habitual abraço de boas-vindas em nome da tertúlia e dos editores, com a certeza de que estaremos aqui ao dispor para o que nos achar úteis.
Se quiser que lhe façamos um postalinho de aniversário, só tem que nos indicar o dia e o mês em que nasceu, o resto é connosco.

Os meus votos de boa saúde
Um abraço a título pessoal do furriel escrivão
Carlos Vinhal, por acaso, também coeditor deste Blogue.

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Nota do editor

Último post da série de 25 de maio de 2025 > Guiné 61/74 - P26845: Tabanca Grande (575): Joaquim Caldeira, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 2314 / BCAÇ 2834 (Tite e Fulacunda, 1968/69), que se senta à sombra do nosso poilão no lugar 905

quarta-feira, 30 de abril de 2025

Guiné 61/74 - P26745: Tabanca Grande (572): Joaquim Galhós, ex-fur mil, de rendição individual, que integrou a CCAV 3420 (Pete, 3 meses), o Pel Caç Nat 57 (Cutia, 12 meses) e o BENG 447 (Brá, 9 meses): é natural do Barreiro, e senta-se à sombra do nosso poilão no lugar nº 902

 







Joaquim Galhós (n. Barreiro, 1950).


Guiné > Região Oeste >  Mansoa > Cutia > Pel Caç Nat 57 > Cheguei a Cutia no dia 22/10/72,  o artista que fui render mal tive tempo de o conhecer, pirou-se na primeira coluna para Mansoa. No dia 23 era preciso ir á água, íamos sempre a Mansoa mas o alferes disse que, como eu era novo, "vamos mostrar Mansabá que tem uma água muito boa"... Foi uma má ideia não chegámos a Mansabá,  parti o bico e deram cabo da vazilha...


Guiné > Região Oeste >  Mansoa > Cutia > Pel Caç Nat 57 > C. 1972/73 >  O Joaquim Galhós junto a uma bananeira.


Guiné > Região Oeste >  Mansoa > Cutia > Pel Caç Nat 57 > C. 1972/73 > O Joaquim Galhós junto ao acesso a um abrigo ou espaldão, protegido por bidões com areia...


Guiné > Região Oeste >  Mansoa > Cutia > Pel Caç Nat 57 > C. 1972/73 > O Joaquim junto a um papaieira.

Fotos (e legendas): © Joaquim Galhós (2025). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. O Joaquim Galhós (ou Galhoz um apelido de origem espanhola, e com família oriunda de Évora) aceitou o nosso convite (*) para se sentar à sombra do nosso poilão no lugar nº 902 (**).

Já aqui falámos dele,  há dias, como nosso amigo no Facebook. Temos "20 amigos em comum". 

O  Joaquim Galhós nasceu em 23 de junho de 1950. É do Barreiro, vive no Barreiro, estudou na Escola Comercial e Industrial Alfredo da Silva (nome do fundador do grupo CUF), de 1961 a 1969. Tem formação técnica em eletricidade.

Fez a sua comissão de serviço militar, na Guiné, entre 23 junho 1972 a 29 junho de 1974 (24 meses). Já tinha casado em 6 de setembro de 1970. É diretor  do Grupo Desportivo Os Leças.

Fazia 22 anos no dia em que partiu para o CTIG, de avião, do aeroporto Figo Maduro. Quando chegou a Bissau, verificou que estava a destinado à CCAÇ 3 (aquartelada em Bigene). Devem ter mudado de ideias, mandaram-no para a companhia do cap cav Salgueiro Maia, a CCAV 3420, onde esteve 3 meses. (Sabemos que esta subunidade, em 9jul72, rendendo a CCaç 2789, assumiu a responsabilidade do subsector de Pete, com destacamentos em Ponta Consolação e Capunga, com vista à execução e controlo dos trabalhos de construção dos respectivos reordenamentos e promoção socioeconómica das populações.).

Em 22 de outubro de 1972 chegava a Cutia, para ir render um fur mil do Pel Caç Nat 57. No dia seguinte "embrulhou", quando ia buscar água a Mansabá.(Já não é do te,mpo do nosso coeditor Carlos Vinhal,. que esteve em Mansabá, até março de 1972.)

Na Guiné, era de rendição individual. Integrou, como furriel miliciano, o Pel Caç Nat 57 (Cutia, 1972/73).  Teve cerca de um ano no Pel Caç Nat 57. Os restantes nove meses da comissão passou-os no "bem-bom" do BENG 447, em Brá, para onde foi destacado. 

Já não se lembra do alf mil que comandava o Pel Caç Nat 57, mas seria alguém também com o apelido Rodrigues (. Conhecemos até agora dois alferes, o Fernando Paiva, 1967/69, e o Jacinto Rodrigues, 1969/71.)

Falámos um bom bocado  ao telefone, ele tem alguns histórias para nos contar aqui. Está reformado, trabalhou na Quimigal e conhece também desse tempo o eng tec Joaquim Fernandes, meu camarada da CCAÇ 12 (Contuboel e Bambadinca, mai 69/ mar 71). Conhece também o médico de saúde pública Mário Durval, agora reformado (foi delegado de saúde no Barreiro).

Dei-lhe já, antecipadamemte as boas vindas à Tabanca Grande. E expliquei-lhe por alto o funcionamento do blogue. Ele é mais "facebuqueiro"... Disse-lhe quão importante era reconstituir as memórias das subunidades africanas, como a minha CCAÇ 12 e a do dele Pel Caç Nat 57. Voltaremos um dia destes a falar ao telefone. 
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Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 26 de abril de 2025 > Guiné 61/74 - P26730: Facebook...ando (75): Joaquim Galhós, do Barreiro, pertenceu ao Pel Caç Nat 57 (Cutia, 1972/73) e ao BENG 447 (Brá, 1973/74): esteve três meses com o cap cav Salgueiro Maia em Pete, Bula

(**) Último poste da série > 7 de abril de 2025 > Guiné 61/74 - P26660: Tabanca Grande (570): Armando Oliveira, ex-1º cabo, 3ª C/BART 6520/72 (Fulacunda, 1972/74): senta-se à sombra do nosso poilão no lugar nº 901

sábado, 26 de abril de 2025

Guiné 61/74 - P26730: Facebook...ando (75): Joaquim Galhós, do Barreiro, pertenceu ao Pel Caç Nat 57 (Cutia, 1972/73) e ao BENG 447 (Brá, 1973/74): esteve três meses com o cap cav Salgueiro Maia em Pete, Bula


"Com o Capitão Salgueiro Maia em 72, em Pete - Bula, nos 3 meses que estive na CCav 3420" (Joaquim Galhós, 5 de maio de 2023)... A foto é imprecisa, mas o Joaquim Galhós parece ostentar divisas de furriel... Impecavelmente fardado. Já o seu comandante, um oficial de cavalaria,  mostrava-se "pouco canónico no traje"... Com o clima da Guiné, ninguém respeitava o RDM em matéria de traje... 



Guiné > Zona Oeste >  "Cutia 72/73. Com este grupo que é parte do meu Pel Caç Nat 57 passei os piores momentos da minha vida,  tive a minha parte mas felizmente nada comparado com o que muitos camaradas sofreram e, com muita sorte,  aos 15 meses fui passar 9 meses ao BENG 447 até junho de 1974" (Joaquim Galhós, 19 de agosto de 2020) ·

Fotos da página do Facebook de Joaquim Galhós (aqui editadas e reproduzidas, com a devida vénia)


1. Joaquim Galhós é nosso amigo no Facebook. Temos "20 amigos em comum". É do Barreiro, vive no Barreiro, estudou na Escola Comercial e Industrial Alfredo da Silva (nome do fundador do grupo CUF), de 1961 a 1969.

Sabemos que fez uma comissão de serviço militar, na Guiné, entre 23 junho 1972 a 29 Junho de 1974. Já tinha casado em 6 de setembro de 1970. É sócio do Grupo Desportivo Os Leças... Faz anos a 23 de junho. (Foi em dia de anos, 23/6/1972, que partiu para o CTIG, de avião, do aeroporto Figo Maduro.)

Na Guiné, era de rendição individual. Integrou, como furriel miliciano,  o Pel Caç Nat 57 (Cutia, 1972/73).   Encontrámos na sua página do Facebook apenas duas fotos do seu tempo de Guiné, uma delas "preciosa", com o cap cav Salgueiro Maia, cmdt da CCAV 3420.

Vou-lhe telefonar para o convidar a juntar-se ao blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné. A malta dos Pel Caç Nat "também é gente"...E sabemos muito pouco das suas andanças pelo CTIG...



O Joaquim Galhós, sinalizado com um circulo a azul. Será ele ou o dono da foto ? "Escola Primária nº 4 , 4ª classe 1960/61. Prof.Raposo".

Fotos (e legendas): © Joaquim Galhós (2025). Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

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Nota do editor:

Último poste da série > 23 de abril de 2025 > Guiné 61/74 - P26716: Facebook...ando (74): Manuel Ribeiro de Faria, ex-cap inf, cmdt da CCAÇ 3414 (Sare Bacar, Cumeré, Brá, 1971/73), a subunidade a que pertenceu o nosso saudoso amigo e camarada Joaquim Peixoto (1947-2018)

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Guiné 61/74 - P26728: O nosso livro de visitas (227): Jacinto Rodrigues, ex-alf mil, de rendição individual, cmdt do Pel Caç Nat 57 (Cutia, Mansabá e Cutia, set 1969 / set 1971)



Guiné > Região Oeste  > Mansoa > Cutia > Destacamento de Cutia > c. 1970 > Foto enviada  pelo César Dias, ex-fur mil sapador, CCS / BCAÇ 2885, um batalhão que esteve em Mansoa desde maio de 1969 a fevereiro de 1971, e a que pertencia a CCAÇ 2589, de que o nosso grão-tabanqueiro Jorge Picado foi um dos comandantes, de  24/2/1970 a 15/2/1971. Estranhamente, Cutia não vem nas cartas nem de Mansoa nem de Farim. Ficava a nordeste de Mansoa, na estrada Mansoa-Mansabá.

Foto (e legenda): © César Dias (2007). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Bogue Luís Graça & Camaradas da Guiné


1. Comentário do nosso camarada Jacinto Rodrigues ao poste P25753 (*):  

Boa tarde! Como alferes miliciano, comandei o Pel  Cac Nat  57 durante dois anos, entre 23 setembro de 1969 e setembro de 1971. 

Em setembro de 1969 o Pel Cac Nat 57 estava sediado em Cutia, tendo sido deslocado para Mansabá em fevereiro de 1970.

Fui substituir o alferes miliciano Trigo, natural de Bissau. 

O Pel Caç Nat 57 após a construção (com asfaltamento) da estrada entre Mansabá e Farim, regressou a Cutia onde se manteve, pelo menos, até à data do final da minha comissão.

Por hoje fica este apontamento. Espero voltar aqui para falar do meu pelotão e da sua actividade, lembrando os soldados que, infelizmente, foram abandonados e, tanto quanto sei, foram executados após a retirada dos portugueses.

Um abraço para todos os Camaradas. 
Jacinto Rodrigues

2. Comentário do nosso coeditor Carlos Vinhal ao poste P18094 (*):

Se bem me lembro, a tropa de Mansabá e de Cutia estava adstrita ao Batalhão de Mansoa (BCAÇ 2885). 

Lembro-me de o Pel Caç Nat 57 estar em Mansabá, da qual recordo o oficial, o alferes Rodrigues e de dois dos três Furriéis, o Espanhol, de quem não sei nada, e do Pires, com quem tenho contacto através do facebook. 

A determinada altura, a CART 2732 passou para o COP 6, sediado em Mansabá. Por sua vez o Pel Caç Nat 57 foi para Cutia, zona que (...) era da responsabilidade de Mansoa. (...) (e onde perrmaneceu até ser desativado/extinto em agosto de 1974).

Carlos Vinhal



3. Comentário do editor LG:

Jacinto Rodrigues, és bem vindo. Obrigado pelo teu contacto (entre antigos camaradas de armas, tratamo-nos por tu, é mais simples, dá mais jeito e encurta distâncias)...

Ficas desde já convidado a integrar a Tabanca Grande: não é nenhum clube, apenas uma tertúlia virtual... que reune os amigos e camaradas da Guiné, representados neste blogue (que tem já 21 anos de existência). Não há joia nem quotas... Apenas 2 fotos tuas, tipo passe, uma mais ou menos atual e outra do "antigamente" da tropa e da guerra...

Depois de seres apresentado à malta (somos já 901 entre vivos e falecidos), podes partilhar as tuas memórias, histórias, fotos, etc. da Guiné e da subunidade  que comandaste.

Sobre o Pel Caç Nat 57,  constituído dos soldados balantas do recrutamento local, já sabemos então que;

(i) foi criado em Mansoa pelo alf mil Fernando Paiva, de rendição individual ;

(ii) esteve no CTIG de abril de 1967 a abril de 1969;

(iii)  "a pá e pica, construímos o Destacamento de Bindoro, onde permaneci, até julho de 68, quando fui transferido para Bolama";

(iv) a seguir deve ter vindo o alf mil Trigo, até setembro de 1969;

(v) depois vieste tu...

(vi) o Pelotão será extinto em agosto de 1974, tal como as demais subunidades e unidades constituídas por militares do recrutamento local. 

Aguardamos, com expetativa,  mais notícias tuas (**). 
LG
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Notas do editor LG:

(*) Sobre o Pel Caç Nat 57 temos ainda escassas referências:



17 de julho de 2024 > Guiné 61/74 - P25753: Para a história do Pel Caç Nat 57 (Mansoa, Bindoro, Mansabá, Cutia, 1967/74) - Parte I: O seu primeiro comandante, o ex-alf mil Fernando Paiva, hoje produtor de vinho verde biológico, na Quinta da Palmirinha
 


26 de maio de 2023 > Guiné 61/74 - P24342: Álbum fotográfico do Padre José Torres Neves, ex-alf graduado capelão, CCS/BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71) - Parte X: mais fotos do destacamento e tabanca de Cutia

 

29 de março de 2022 > Guiné 61/74 - P23122: (In)citações (202): Criei o Pel Caç Nat 57, construi o destacamento de Bindoro, a pá e pica, e vivi diaramente, ombro a ombro, com esses fantásticos balantas da região do Oio (Fernando Paiva, ex-alf mil, cmdt Pel Caç Nat 57, Mansoa, Bindoro e Bolama, 1967 / 1969)
 


17 de dezembro de 2017 > Guiné 61/74 - P18094: Em busca de ... (285): Camaradas do meu pai, João Arindo Canha, que pertecenceu ao Pel Caç Nat 57, e esteve em Cutia, na região do Oio (Henrique Canha)
 


2 de fevereiro de 2012 > Guiné 63/74 - P9431: O Nosso Livro de Visitas 126): Fernando Paiva, Pel Caç Nat 57, Mansoa e Bindoro, abril de 1967/abril de 1969


(**) Último poste da série > 8 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26361: O nosso livro de visitas (226): João Maria da Cruz Teixeira Pinto, bisneto do João Teixeira Pinto (1876-1917): o único descendente masculino vivo, em linha reta, do antigo aluno, nº 144/1888, do Colégio Militar, "o Pinto dos Bigodes"

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Guiné 61/74 - P25753: Para a história do Pel Caç Nat 57 (Mansoa, Bindoro, Mansabá, Cutia, 1967/74) - Parte I: O seu primeiro comandante, o ex-alf mil Fernando Paiva, hoje produtor de vinho verde biológico, na Quinta da Palmirinha



Fernando Paiva, o primeiro comandante do Pel Caç Nat 57 (Mansoa e Bindoro, abr 67 / jul 68). É hoje produtor de vinho verde, biológico, na Quinta da Palmirinha, Lixa, Felgueiras. 



1. Sobre o Pel Caç Nat 57 só temos 5 referências no nosso blogue... É difícil, pois, acompanhar a sua evolução desde a sua criação, em abril de 1967 até à sua extinção em agosto de 1974. 

Um dos poucos tesemunhos que temos é  de um dos seus fundadores, e primeiro comandante, o ex-alf mil Fernando Paiva, que. na Lixa, Felgueiras,  se e dedica à agricultura "biodinâmica" (...), "sobretudo à produção de vinhos certificados pela Demeter, a mais importante certificadora mundial ao nível de agricultura biodinâmica".

Contactos: Quinta da Palmirinha | Lixa, Felgueiras |Email: sumbi@sapo.pt | Telem: 351 962 785 717 | Página do Facebook: Quinta da Palmirinha

(...) Fui, em rendição individual, para criar o Pel Caç Nat 57, em Mansoa. A pá e pica, construímos o destacamento de Bindoro, onde permaneci, até julho de 68, quando fui transferido para Bolama.

Vivi, diariamente, quase ombro a ombro, com aqueles fantásticos Balantas, gente muito boa e corajosa, que aprendeu, às suas custas, a melhor maneira de coexistir com a tropa e o PAIGC, num “jogo de cintura” que eu julgo ser muito comum, em períodos de guerra civil, como foi aquele em que se viveu, na Guiné.

Gostava de ter alguma informação, quer da gente do Bindoro, quer dos militares, de cá e de lá, com quem partilhei alguns dos momentos mais emocionantes da minha vida. (...)

Apesar do convite que mandei ao Fernando Paiva, por eil e pessoalmnet, ao telefone, ele nunca quis juntar.se à nossa Tabanca Grande.


2. Pelo Carlos Vinhal sabemos que o  Pel Caç Nat 57:

(i)  foi para Mansabá em fevereiro de 1970, ficando adido à CCAÇ 2403;

(ii) a partir de abril de 1970 ficou adido à CART 2732 até maio de 1971;

(iii) nessa altura em que foi deslocado para o destacamento de Cutia, ficou  desde então adido ao Batalhão de Mansoa, o BCAÇ 3832.

3. Pelos livros da CECA sobre a atividade operacional no CTIG (a partir de 1967), sabemos que o Pel Caç 
[Nat]  57 estava:

(i) em Bindoro, em 1/7/1967 (e o Pel Caç  [Nat] 54, em Porto Gole);

(ii) idem em 13/7/1968;

(iii) em Mansabá, em 1/7/1970, tal como a CART 2732;

(iv) em Cutia, em 1/7/1971, junbtamente cm o Pel Caç  [Nat] 61;

(v) ambas as subunidades participaram juntamente com outras forças,nas operações "Empresa Titânica" (entre 27fev a 1mar73); e "Gente Valorosa" (entre 5 e 7mar73);

 (vi)  a 3mai73, pelas 9h30, os Pel Caç 57 e 61, em acção de patrulhamento conjugado com montagem de emboscada nas regiões de Cutia-Momboncó (Norte
de Mansoa), Secor 04, contactaram com um grupo inimigo ao qual provocaram 2
mortos . (Foi-lhes apreendido 1 metralhadora ligeira "Degtyarev", 1 espingarda
"Mosin-Nagant" e material diverso.);
 
(vii) em 21mai73, na região de Mamboncó (itinerário Mansabá-Mansoa), SEctor 04, 2 GComb/ CArt 3567 numa missão de escolta a coluna auto, foram emboscados por um
grupo inimigo que causou às NT 4 mortos, 9 feridos graves, 6 feridos ligeiros
e danos em 3 viaturas; na mesma região, o Pel Caç 57 (Cutia) que saiu em socorro foi também
emboscado e sofreu I ferido grave; o inimigo sofreu 2 mortos não confirmados; foi capturada 1 ranada de RPG-2 e 1 de RPG-7.

(viii) a 17jul73,  pelas 14h30, na região de Momboncó (estrada Mansoa-Mansabá),
Sector 04, quando o Pel Caç 57 executava um patrulhamento no referido itinerário, foi emboscado por um grupo inimigo que armadilhara previamente as duas margens da estrada na zona da emboscada; as NT sofreram 3 mortos, 4 feridos graves e 2 ligeiros; foram extraviadas 6 espingardas automáticas G-3, 1 viatura destruída e 2 danificadas; as NT levantaram, no local, 4 minas antipessoal.

(ix) em 1/7/1973, o Pel Caç 57 estava em Cutia, juntamente com o Pel Caç 61  ( a CCAÇ 15 em Mansoa; e o Pel Caç 58 em Infandre).

(Nos livros da CECA não se usa a designação Pel Caç Nat mas apenas Pel Caç)

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Guiné 61/74 - P24922: Fichas de unidade (32): CCAÇ 15 (Bolama e Mansoa, 1970/74); divisa: "Taque Tchife" (Agarra à mão)

Crachá e brasão da CCAÇ 15 


Fichas de unidade > Companhia de Caçadores nº 15

Identificação: CCaç 15

Cmdt:

  • Cap Inf Manuel José Reis do Nascimento
  • Cap Inf Luís da Piedade Faria
  • Cap Mil Inf João Nuno Rocheta Guerreiro Rua
  • Cap QEO José Eduardo Marques Patrocínio
  • Cap Inf Idílio de Oliveira Freire
  • (oficial n/ identificado)
  • Alf Mil João António de Magalhães

Divisa: "Taque Tchife" (Agarra à mão)"

Início: 29Jan70 | Extinção: finais de Ju174

Síntese da Actividade Operacional

Foi constituída e organizada no CIM, em Bolama, com quadros e algum pessoal especialista metropolitano e o restante pessoal natural da Guiné, da etnia Balanta, sendo inicialmente designada por CCaç Balanta e tomando a designação de CCaç 15 a partir de 28Fev70.

 Após a instrução inicial, efectuou a IAO no CIM, em Bolama, de IS a 28Fev70.

Em 04Mar70, deslocou-se para Mansoa, a fim de substituir a CCaç 2857 na  função de intervenção e reserva do sector, tendo actuado em diversas operações na região de Locher-Changalana, na interdição da ligação Sara-Sarauol e na segurança e protecção de itinerários e dos trabalhos das estradas Mansoa-Bissorã e Jugudul-Bambadinca. 

Destacou ainda pelotões para reforço de outras guarnições, nomeadamente de Mansabá, de 08 a 25Nov70 e de Cutia, de 27Nov70 a finais de Mar71).

Em finais de Ju174, foi desactivada e extinta.

Observações - Tem História da Unidade até 31Mar72 (Caixa n." 130 - 2." Div/4." Sec, do AHM).

Tem 22 referências no nosso blogue. Na Tabanca Grande temos dois camaradas que pertenceram à CCAÇ 15: o António Sampaio e o Joaquim Mexia Alves.

Fonte - Adapt de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 7.º volume: fichas das unidades. Tomo II: Guiné. Lisboa: 2002, pág. 635
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Nota do editor: