Victor Costa (1952-2026), ex-fur mil at inf, CCaç 4541/72 (Safim, 1973/74).
Empresário, ligado à aquacultura marinha no rio Mondego, natural de Lavos, Figueira da Foz.
1. Mensagem do António Murta (ex-alf mil at inf, MA, ex-alf mil MA, 2.ª CCAÇ/BCAÇ 4513 Aldeia Formosa, Nhala e Buba, 1973/74):
Data - sábado, 24/10/2026, 22:49
Assunto - Falecimento do Victor Costa
Olá, Luís Graça e Carlos Vinhal.
Olá, Luís Graça e Carlos Vinhal.
Soube hoje, por mero acaso, que faleceu o Vitor Costa, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 4541/72, nascido em Lavos - Figueira da Foz em 1952 e membro da nossa Tabanca Grande. (*)
Sei também que o seu funeral foi hoje dia 24, mas não tenho mais informações.
Abraços para vocês do
António Murta.
Foto do BI Militar do Fur Mil At Inf Vitor Manuel Ferreira Costa,
emitido pelo cmtd do R.I. Coimbra, com data de 11 de outubro de 1975.
(Imagem melhorada com recurso a IA / Google AI)
2. Comentário do editor Luís Graça:
2.1. O Victor tem 23 referências no nosso blogue, Passou a sentar-se sob o nosso poilão, no lugar nº 855, a partir de 30/11/2021, ainda o tempo da pandemia. Vivia em Bizorreiro, Lavos, Figueira da Foz. A sua morte é também confirmada pela Funerária Oliveira, da Figueira da Foz. Os seus restos mortais repousam no cemitério de Lavos. Tinha 74 anos.
Foi um dos últimos soldados do império, tendo regressado a casa em 3/10/1974.
(...) O meu nome é Victor Manuel Ferreira Costa, sou natural da freguesia de S. Julião da Figueira da Foz e resido na freguesia de Lavos do mesmo concelho. Nasci a 17 de abril de 1952.
Fui recenseado pelo DRM 12 de Coimbra, com o NM 01271573, e incorporado em 26 de abril de 1973 no RI 5 das Caldas da Rainha (...).
No fim da recruta, fui transferido para o CISMI de Tavira, tendo completado o curso de sargentos milicianos de infantaria na especialidade de atirador de infantaria. De acordo com a minha classificação, passo à categoria de rendição individual.
Colocado no CICA 2, da Figueira da Foz, exerço a função de instrutor, durante 4.º turno de 73 e o 1.º turno de 74.
Mobilizado em 4 de março de 1974 para a Guiné, benefício de 10 dias de licença e no dia 16 de março do mesmo ano, a bordo de um Boeing 727 da FAP, chego ao aeroporto de Bissalanca e daí em transporte rodoviário para Bissau, a fim de render um camarada, fur mil, morto em combate na região de Bafatá.
Fico instalado no QG/CTIG e aguardo ordens, que chegam uns dias depois: fazer o espólio de guerra do camarada acima citado.
No final do mês de março, , sou colocado na CCaç 4541/72, em Safim.
No fim da recruta, fui transferido para o CISMI de Tavira, tendo completado o curso de sargentos milicianos de infantaria na especialidade de atirador de infantaria. De acordo com a minha classificação, passo à categoria de rendição individual.
Colocado no CICA 2, da Figueira da Foz, exerço a função de instrutor, durante 4.º turno de 73 e o 1.º turno de 74.
Mobilizado em 4 de março de 1974 para a Guiné, benefício de 10 dias de licença e no dia 16 de março do mesmo ano, a bordo de um Boeing 727 da FAP, chego ao aeroporto de Bissalanca e daí em transporte rodoviário para Bissau, a fim de render um camarada, fur mil, morto em combate na região de Bafatá.
Fico instalado no QG/CTIG e aguardo ordens, que chegam uns dias depois: fazer o espólio de guerra do camarada acima citado.
No final do mês de março, , sou colocado na CCaç 4541/72, em Safim.
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Guião da CCAÇ 4541/72 (Caboxanque, Jemberém, Cadique, Cufar e Safim, 1972/74). Coleção: Carlos Coutinho (2009) ( com a devida vénia...) |
egurança e patrulhas do Rio Mansoa até Bula.
Em maio de 1974, fui eleito membro da delegação do MFA na CCaç 4541/72.
Regresso à Metrópole a 3 de outubro desse ano, em avião da FAP. (...)
Em maio de 1974, fui eleito membro da delegação do MFA na CCaç 4541/72.
Regresso à Metrópole a 3 de outubro desse ano, em avião da FAP. (...)
2.2. Em 27 de novembro de 2021, o Victor pediu para se sentar â sombra do nosso poilão nestes termos (*):
(...) Há cerca de dois meses que tenho conhecimento desta vossa iniciativa e desde então que tenho seguido uma pequena parte das vossas publicações, mas nem preciso de ver mais para considerar este trabalho muito importante para que se escreva a verdade histórica sobre o que foi a Guerra Colonial e em particular na Guiné.
Não há em Portugal consciência da coragem manifestada por estes combatentes neste teatro de guerra, apesar da insuficiência quer em quantidade quer na qualidade do nosso equipamento militar, comparado ao do IN.
É também a nossa obrigação, darmos a conhecer aos nossos netos este período da nossa vida, resistirmos e denunciarmos a manipulação dos factos feita por alguns jornalistas sobre os nossos heróis com o intuito de apagar a história, nomeadamente o 25 de Novembro de 1975. (...)
Não há em Portugal consciência da coragem manifestada por estes combatentes neste teatro de guerra, apesar da insuficiência quer em quantidade quer na qualidade do nosso equipamento militar, comparado ao do IN.
É também a nossa obrigação, darmos a conhecer aos nossos netos este período da nossa vida, resistirmos e denunciarmos a manipulação dos factos feita por alguns jornalistas sobre os nossos heróis com o intuito de apagar a história, nomeadamente o 25 de Novembro de 1975. (...)
Foto (e legenda): © Victor Costa (2022). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / OPen AI)]
(*) Último poste da série > 7 de outubro de 2026 > Guiné 63/74 - P28411: In Memoriam (592): Joaquim Ganhão, natural de Moura (1942-2026), ex-1º cabo at cav, CCAV 489 / BCAV 490, cruz de guerra de 3ª classe (1965)
2.3. Não nos conhecíamos pessoalmente. Nem o António Murta o conhecia, apesar de ambos residirem no mesmo concelho. O Victor era um pequeno empresário (desde 1976, mais tarde ligado à aquacultura marinha no Rio Mondego, segundo ele nos informou). E chegou a dar-nos conta, num ou noutro poste, das atribulações da sua vida profissional após a "peluda" .
Era uma homem que não escondia as suas opiniões, preferências ou paixões políticas. Fora nomeado delegado do MFA, eleito em maio de 1974 pelos seus camaradas da CCAÇ 4541/72 (que ele apenas conhecera em Safim, já no fim da comissão). Mas considerava-se, ironicamente, um "reacionário", tendo sido de "esquerda", e leitor em Safim do "República".
Mesmo sem já não ser do seu tempo, manifestava grande apreço pelo antigo governador e comandante-chefe, o general António Spínola, para ele simbolo das velhas virtudes militares.
Também expressou aqui, por diversas vezes, com frontalidade, a sua divergência em relação ao rumo que o MFA seguiu no CTIG (e depois na Metrópole).
A CCAÇ 4541/72 terminou a sua comissão e regressou a casa em 25/8/1974. O Victor, que era de rendição individual, ainda ficou em Bissau até 3/10/1974.
À família, ao seu filho (que vive nos EUA, segundo cremos) e amigos íntimos deixamos aqui a nossa solidariedade na dor. Em nome pessoal e da Tabanca Grande. O Victor continuará a ser lembrado pelos seus antigos camaradas (LG)
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Notas do editor LG:
(*) Último poste da série > 7 de outubro de 2026 > Guiné 63/74 - P28411: In Memoriam (592): Joaquim Ganhão, natural de Moura (1942-2026), ex-1º cabo at cav, CCAV 489 / BCAV 490, cruz de guerra de 3ª classe (1965)
(**) Vd. poste de 30 de novembro de 2021 > Guiné 61/74 - P22765: Tabanca Grande (528): Victor Manuel Ferreira Costa, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 4541/72 (Safim, 1974). Senta-se no lugar n.º 855, à sombra do nosso poilão


























