Blogue coletivo, criado por Luís Graça. Objetivo: ajudar os antigos combatentes a reconstituir o "puzzle" da memória da guerra colonial/guerra do ultramar (e da Guiné, em particular). Iniciado em 2004, é a maior rede social na Net, em português, centrada na experiência pessoal de uma guerra. Como camaradas que são, tratam-se por tu, e gostam de dizer: "O Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande". Coeditores: C. Vinhal, E. Magalhães Ribeiro, V. Briote, J. Araújo.
Pesquisar neste blogue
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
Guiné 61/74 - P27136: Felizmente ainda há verão em 2025 (19): Tradicional reunião de família na região duriense (Joaquim Costa, ex-Fur Mil API)
1. Mensagem do nosso camarada Joaquim Costa, ex-Fur Mil Armas Pesadas de Inf da CCAV 8351/72 - "Tigres do Cumbijã" (Cumbijã, 1972/74), com data de 19 de Agosto de 2025:
Bom dia Luís,
Aqui vai a minha prova de vida … e de férias.
Cumprindo religiosamente uma tradição que todos os anos se renova, toda a família se reúne no mês de agosto no maravilhoso Douro, recarregando as baterias para mais um ano de trabalho (ou descanso, no meu caso).
O local escolhido este ano permitiu-me contemplar (com paragem obrigatória), a muito citada neste blogue QUINTA DE CANDOZ.
Estive quase tentado a entrar e quem sabe provar um bom verde branco com um naco de presunto e broa de milho. Fica para a próxima.
Boas férias e um grande abraço.
Joaquim Costa
_____________
Nota do editor
Último post da série de 17 de agosto de 2025 > Guiné 61/74 - P27127: Felizmente ainda há verão em 2025 (18): Libanesas de olhos verdes, nunca tínhamos visto... (Valdemar Queiroz, 1945-2025)
segunda-feira, 28 de julho de 2025
Guiné 61/74 - P27061: Felizmente ainda há verão em 2025 (1): "Depois dos oitenta deixei de contar anos, agora conto unicamente... Verões" (José Belo, Suécia e EUA)

1. Mensagem do Joseph Belo, o nosso (e)terno régulo da Tabanca da Lapónia.
Data - domingo, 27/07/2025, 12:47
Assunto - Os Verões
Pensador e filósofo do Sul dos States escreveu:
“Depois dos oitenta deixei de contar anos, conto agora unicamente……Verões!”
Votos de mais um bom Verão.
Abraço do J.Belo
segunda-feira, 28 de abril de 2025
Guiné 61/74 - P26737: Coisas & loisas do nosso tempo de meninos e moços (36): quanto valia o dinheiro de há 65 anos atrás ? O orçamento da festa anual de uma freguesia rural do Marco de Canavezes (Luís Graça)
Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Capela de N. Sra. do Socorro > 25 de julho de 2015 > Interior, com os andores, prontos para a procissão de domingo, dia 26...
Estas festas fazem parte dos "nossos seres, saberes e lazeres" e são acarinhadas pelo pessoal da Tabanca de Candoz... Nunca é de mais lembrar, por outro lado, que o extenso concelho do Marco de Canaveses pagou um pesado imposto em "sangue, suor e lágrimas" durante a guerra colonial, tendo 45 dos seus filhos lá morrido, em terras de Angola, Guiné e Moçambique.
Em chegando o verão, há foguetes e alegria no ar. Há festa, há a festa anual da padroeira de Paredes de Viadores, da freguesia do mesmo nome (mas agora mais comprido, já que á Paredes de Viadores juntou-se também a antiga freguesia de Manhuncelos).
Por estas terras também andou o lendário herói do "banditismo social", Zé do Telhado ( Castelões de Recesinhos, Penafiel, 1818 / Mucari, Malanje, Angola, 1875). e o seu bando, cujas façanhas ficaram na memória das gentes dos vales do Sousa e Tâmega (onde nasceu Portugal). Desterrado, Zé do Telhado morreu em Angola (onde a sua memória ainda é, ao que parece, venerada).
Por aqui, Marco de Canaveses e Baião, passa também a rota do românico... que os portugueses de hoje deviam fazer pelo menos uma vez na vida!...
- Fogo de quatro fogueteiros > 7600$00 | 3941 €
- Música (sic) dos B. V. Portuenses > 4100$00 | 2126 €
- Iluminação > 2750$00 | 1426 €
- Música (sic) dos B. V. de Rio Mau [Penafiel] > 2500$00 | 1297 €
- Carne para os músicos [ das bandas] > 1222$00 | 634 €
- Vinho para os músicos > 1000$00 | 519 €
- Armação [dos andores] > 1000$00 | 519 €
- Mercearias > 763$60 | 396 €
- Zés Pereiras > 450$00 | 233 €
- Padres 450$00 | 233 €
- Guarda [Nacional] Republicana > 360$00 | 187 €
- Tipografia: programas e estampas > 290$00 | 150 €
- Autofalante > 250$00 | 130 €
- Carpinteiro do sr. Geraldes [do Juncal] > 162$00 | 84 €
- Câmara [Municipal]: Energia e eletricista > 137$50 | 71 €
- 4 quilos de cavacas para os anjinhos > 100$00 | 52 €
- Pão de trigo e de milho > 96$00 | 50 €
- Licença da Câmara para as músicas > 66$00 | 34 €
- Flores e correio > 58$80 | 30 €
- João de Magalhães [que deitou o fogo] > 50$00 | 26 €
- Gratificação para o electricista > 50$00 | 26 €
- Carro em que regressou a GNR [ao posto, que era na vila] > 40$00 | 21 €
- Expediente > 28$80 | 15 €
- Selo de 35 programas > 14$40 | 7 €
- Despacho do fio de cobre para iluminação > 9$70 | 5 €
- Recebeu-se dos mordomos de Paredes > 5791$60 | 3004 €
- Recebeu-se dos mordomos de Viadores > 5186$50 | 2690 €
- Rendeu a festa em dinheiro > 4240$20 | 2199 €
- Apurou-se em ouro [oferecido à santa] > 1817$50 | 943 €
- Renderam as flores [de papel] > 642$00 | 333 €
Total =17677$80 | 9168 €
![]() |
O famoso "santo Antoninho" dos anos 60... A nota de "20 paus" (cópia)...(Segundo o Museu de Lisboa , a nota de 20$00 com a imagem de Santo António foi emitida pela primeira vez a 16 de janeiro de 1965. Com a data de 26 de maio de 1964, no total foram emitidas 299,1 milhões de notas. A 30 de maio de 1986 foram retiradas de circulação.) |
Como termo de comparação, registe-se que nessa época (1960) um jornaleiro ganhava, em média, 20 escudos (10 euros) por dia, enquanto um oficial (como o José Carneiro, ramadeiro, construtor de ramadas) cobrava 50 escudos (25 euros) pelo seu trabalho diário.(##)
Repare-se, por outro lado, que o foguetório já nessa altura representava 1/3 do total das despesas, e mais de outro tanto a contratação de duas bandas de músicas (uma do Porto e outra local, Rio Mau, Penafiel, concelho vizinho), pagas em dinheiro e em géneros (38%). As duas bandas tocavam à compita.
José Carneiro foi mais de uma vez mordomo destas festas de N. Srª do Socorro, que se realiza todos os anos no último domingo de julho. Tem um recinto encantador.
_________________
(##) Vd. logue A Nossa Quinta de Candoz > 29 agosto 2012 > José Carneiro (1911-1996), construtor civil de ramadas
segunda-feira, 21 de abril de 2025
Guiné 61/74 - P26710: Boas amêndoas e melhores Páscoas de 2025 - Parte VI (Luís Graça, versos ao "compasso pascal")

Madalena, Vila Nova de Gaia, 5 de abril de 2015.
1. Uma seleção dos meus versos dedicados ao "compasso pascal": há 50 anos que venho ao Norte, nesta data, ao Porto, à Madalena (V. N. Gaia), a Candoz (Paredes de Viadores, Marco de Canaveses). Nesta e noutras datas festivas, como o Natal, o Carnaval, etc., ou trabalhos coletivos da quinta, como a vindima...
Viva o compasso pascal
Desta linda freguesia,
Fizeram-nos muito mal
Estes dois anos de pandemia.
Faltam beijos e abraços,
Mas lá iremos ao normal,
Hoje damos mais uns passos,
Viva o compasso pascal!
É uma antiga tradição
Que nos enche de alegria,
E reforça a união
Desta linda freguesia.
Andámos todos com medo
E com máscara facial,
Duas Páscoas sem folguedo
Fizeram-nos muito mal.
Sem compasso nem foguetório,
Sem convívio nem folia,
Nem sequer houve peditório
Nestes dois anos de pandemia.
Deste compasso pascal,
É uma festa bem bonita,
E que nunca é igual.
E que nunca é igual,
Logo vem outro, se falta algum,
Renova-se o pessoal,
Que aqui somos todos por um.
Que aqui somos todos por um,
Na alegria ou na tristeza,
Na fartura ou no jejum,
Cabendo todos à mesa.
Cabendo todos à mesa,
Onde não falta o anho assado,
Nesta casa portuguesa,
Onde honramos o passado.
Onde honramos o passado,
O presente e o futuro,
Se alguém está adoentado,
Tem aqui um porto seguro.
Tem aqui um porto seguro,
Damos valor à amizade,
Às vezes o rosto é duro,
Mas o resto é humildade.
Mas o resto é humildade,
Viva o compasso pascal,
E a nossa fraternidade!...
Boa Páscoa, pessoal!
Boa Páscoa, pessoal,
Boa saúde e longa vida,
À Ti Nitas, em especial,
Que nos é muito querida!
Quinta de Candoz,
segunda feira de Páscoa,
22 de abril de 2019
_________________
Já lá vem, em festa, p’la estrada fora,
O compasso pascal da freguesia,
Chega à nossa casa mesmo na hora,
E a todos saúda com alegria.
Mais do que a tradição, é a certeza
Para nosso geral contentamento.
Se não for preenchido, é o dos ausentes,
E, em especial, dos nossos mortos queridos;
Aos que vieram e estão aqui presentes,
Saibam que nós ficamos muito honrados.
E, aos do compasso, diremos, reconhecidos:
Tenham um dia feliz, mesmo… estoirados!
Quinta de Candoz, 2 de abril de 2018
Apregoa o compasso pascal,
Que hoje nesta casa nos visitou,
E a todos nos juntou neste local.
É uma das ruas da Madalena,
Que tem nome do nosso primeiro rei,
E eu, quando não posso vir, tenho pena,
Porque a Páscoa é aqui, isso eu sei.
Lá vai o compasso pela rua fora,
Sem freima, com prazer e devoção,
Com ordem, em festiva procissão.
À frente vai a cruz e uma senhora,
E outra porta se abre, ali na hora…
Até p’ró ano… e viva a tradição!
Madalena, V. N. Gaia,
domingo de Páscoa,
16 de abril de 2017
Olha o compasso pascal,
Visitando a freguesia,
Nesta casa, é bom sinal,
Traz-nos a fé e a alegria.
Traz-nos a fé e a alegria,
Que todos bem precisamos,
É a Santa Páscoa o dia
Em que as forças renovamos.
Em que as forças renovamos,
Como seres humanos e cristãos,
Boas festas desejamos,
Pais, filhos, amigos, irmãos.
Vizinhos da Madalena,
Mais os de longe que aqui estão,
E quem não veio vai ter pena.
E quem não veio vai ter pena,
De neste ano faltar,
Mas fez esta cantilena,
Para com vós partilhar.
Para com vós partilhar
As coisas boas do Norte,
E a amizade reforçar
Com um abraço bem forte.
Lisboa e Madalena, V. N. Gaia, domingo de Páscoa,
27 de março de 2016, 10h30
Vem em abril este ano
O nosso pascal compasso,
Vem o sicrano e o beltrano,
A todos damos um abraço.
É já forte a tradição,
Desta gente aqui do Norte,
Abre a porta, pede a bênção,
A todos deseja sorte.
É um povo hospitaleiro,
Que sabe receber e dar,
Se na fé é o primeiro,
Não fica atrás no folgar.
Obrigados, nossos vizinhos,
Pela visita pascal,
E aceitem com carinhos
… As amêndoas deste casal.
(...) Madalena, 5 de abril de 2015
Diz o povo… Mas em Candoz,
Não há Páscoa sem compasso,
E não há gente como… nós!
Viva o compasso pascal
Que nos vem visitar,
Franqueando nosso portal,
Santas bênçãos nos quer dar.
Páscoa é festa com mensagem:
Triunfa a vida sobre a morte;
Segue o compasso a viagem
E a todos deseja…sorte.
Viva o compasso pascal
Que nos faz esta visita,
Vem por bem, não vem por mal,
Mas traz um saco prá… guita!
Sem guita não há foguetes,
Que é coisa que o povo adora,
Sem ovos não há omeletes,
Sem folar não me vou… embora!
Páscoa é festa da nossa vida,
É tradição cá do Norte,
Não há gente tão querida,
Alegre e de altivo… porte.
É casa de boa gente,
É povo abençoado,
Que gosta de dar ao dente
E se pela por anho… assado!
Parabéns às cozinheiras
Desta bíblica iguaria,
Elas são também obreiras
Desta nossa… alegria.
A todos, muito obrigados:
Sem uma farta e grande mesa,
Sem amigos e convidados,
Páscoa seria… tristeza!
(...) Quinta de Candoz, 1/4/2013
Último poste da série > 20 de abril de 2025 > Guiné 61/74 - P26708: Boas amêndoas e melhores Páscoas de 2025 - Parte V ( Mário Beja Santos / Miguel Torga, 1907-1995)
sexta-feira, 18 de abril de 2025
Guiné 61/74 - P26702: Boas amêndoas e melhores Páscoas de 2025 - Parte I (José Belo, Key West, Florida, EUA / Luís Graça, Tabanca de Candoz)

1. Mensagem de Joseph Belo (Key West, Florida, EUA)
Data - 18 abr 2025 16:30
Um abraço de despedida do J. Belo.
2. Comentário do editor LG:
quinta-feira, 27 de março de 2025
Guiné 61/74 - P26623: No céu não há disto: Comes & bebes: sugestões dos 'vagomestres' da Tabanca Grande (47): Um prato duriense, que se comia na Quaresma, "sável frito com açorda de ovas" (e que vai bem com o "Nita", da Quinta de Candoz, um DOC verde, branco, colheita selecionada, 2023, diz a "Chef" Alice)
1. Caros leitores: dou conta que desde maio do ano passado que não têm aparecido no blogue as tradicionais sugestões gastronómicas dos nossos vagomestres (*)...
E, a propósito, por onde é que eles andam ? Há tempos pusemos um anúncio: "Vagomestres, precisam-se!"... Só apareceu um, o Aníbal José da Silva (**)...
Mas todos os dias a malta tem de comer, mal ou bem... Nas nossas "messes" e "ranchos"... Cada vez pior, diz o povo...E ele há coisas que vão desaparecendo das nossas mesas: caça, peixe, marisco, vitela, queijo e requeijão de Serpa... Quem é que lhe chega ?
O vagomestre, com a pandemia de Covid-19, habituou-se aos enlatados: atum com grão de bico, cavalas em óleo de girassol, sardinha em óleo picante com pickles, etc. E aos congelados...
Mas, feitas as contas ao quilo, até o raio das conservas de peixe estão pela hora da morte... E até os petiscos dos pobres passaram para o cardápio dos ricos, do bacalhau ao polvo, do berbigão à sapateira, do sável à lampreia...
Será que ainda se fazem as "iscas com elas" ? E ainda há quem faça "tomates de carneiro com ovos mexidos" ?...
O que desapareceu, do nosso tempo, foram também as tascas, com serradura no chão e pipos de tinto carrascão na parede, mesas de tampo de mármore e mochos de madeira em vez de cadeiras de plástico...
Mas estamos numa época boa para certos "petiscos" como as favas suadas, as casulas com butelo ou o sável frito com acorda de ovas... Foi o que a nossa "chef" Alice fez para celebrar os dois mesinhos da segunda neta, a Rosinha (nascida a 23 de janeiro)... Dizem os comensaios que foi comer e chorar por mais (o sável foi generoso, tinha dois quilos e meio e trazia as ovas...).
Era um "prato" que se comia à mesa dos pobres, na Quaresma, por várias razões que se podem enumerar pelos dedos:
- era a altura do sável (e da lampreia) subir o rio Douro para desovar (ainda não havia barragens);
- os pobres não compravam a bu(r)la ao senhor abade;
- os "rendeiros" não podiam comer carne mas precisavam de proteína para trabalhar os socalcos do seu "senhor e amo";
- o sável vendia-se de porta em porta, uma fiada enorme de peixe enfiado num longo varapau às costas do pescador de rio;
- tinha muitas espinhas, era preciso engenho, arte e paciência para o saber cortar fininho e fritá-lo em azeite...
Ele há coisas que não há no céu... E que não têm preço. E que, por isso, não passam pelo estreito dos bilionários... E uma delas é, para além do "cebolinho do talho", seguramente a açorda de ovas com sável frito, com um toque muito especial do alho e do coentro (que era do Sul, dos ganhões, e que por isso não ia à mesa do rei)...
Tudo à moda da "Chef" Alice, segundo uma receita antiga da família da Quinta de Candoz, que ainda é do tempo do extinto concelho de Bem Viver e das pesqueiras do rio Douro que tinham foral do senhor Dom Manuel , o Venturoso.
_________________
Notas do editor LG:
(*) Último poste da série > 13 de maio de 2024 > Guiné 61/74 - P25517: No céu não há disto... Comes & bebes: sugestões dos 'vagomestres' da Tabanca Grande (46): Viva o po(l)vo... da Lourinhã!quarta-feira, 25 de setembro de 2024
Guiné 61/74 - P25979: Manuscrito(s) (Luís Graça) (255A): Tabanca de Candoz. Vindimas de 2024 - Parte II: à mesa, para 2 dezenas de "bicos", o prato forte foi dobrada à moda da "chef" Alice, uma variante mourica, com coentros, das tripas à moda do Porto
Foto nº 16 > Da colheita do ano passado, fez-se uma edição de apenas 500 garrafas, com a marca "Nita", e o selo da Comissão Viticultura da Região dos Vunhos Verdes... KJá estamos registados como produtores-engarragafadores. E em breve vamos lançar a página www.quintadecandoz.com... Masi do que uma carolice, tudo isto é um ato de amor, uma passagem de teste,munnho, uma desafio para a novas gerações da fanília... Na foto , o Tiago e o Pedro, já nossos "herdeiros"...
Foto nº 21 > Z São, esposa do António Novais Ribeiro, antigo combnatente na Guiné, que este ano veio dar uma ajuda... (O casal mora na Senhora da Hora, Matosimhos: a São é mana do nosso infortunado camarada José Manuel Ferreira de Jesus Tomé, 1º GR FZE, do DFE nº 8, morto na Guiné por acidente em 9/12/1971.)
Foto nº 25 > A Carolina de 9 anos adora andar com o avô Gutso no tractor a "acarretar" os cestos de uvas... Mas chega ao fim do dia cansada, com tantas descidas e subidas.
Foto nº 26 > Este ano não chegou ao quarteirão o pessoal da vindima...Mas o almoço das vindimas é sempre uma hora de festa.. E a mesa, comprida, tem que ser disposta em L...
Foto n º 27 > O prato forte este ano foi a dobrada à moda da "chef" Alice (uma variantes mourisca, com coentros, das "tripas à moda do Porto")
(Continua)
______________
Ultimo poste da série : 24 de setembro de 2024 > Guiné 61/74 - P25975: Manuscrito(s) (Luís Graça) (255): Tabanca de Candoz. Vindimas de 2024 - Parte I: menos quantidade, mas ainda de melhor qualidade do que em anos anteriores
terça-feira, 24 de setembro de 2024
Guiné 61/74 - P25975: Manuscrito(s) (Luís Graça) (255): Vindimas de 2024: menos quantidade, mas ainda de melhor qualidade do que em anos anteriores
Foto nº 1 > O meu sobrimho neto, com 5 anos, faz a sua primeira vindima... Mais atrás, a avõ (materna), a nossa Zezinha, a nossa "morgadinha", a primeira neta do Zé Carneiro (1911-1996) e da Maria Ferreira (1912-1995) (foi deles que herdámos Candoz, que teria já século e meio)
Foto nº 2 > Uvas da casta (nobre) "Loureiro"
Foto nº 3 > Uvas da casta Arinto (aqui diz-se "Pedernã")
Foto nº 4 : O Arinto dá cachos perfeitos e volumosos, alguns de um quilo
Foto nº 5 > O inconfundível verde e dourado da vinha de vinho verde em setembro
Foto nº 6 > A entrada para a nossa Quinta de Candoz, a cerca de 3 km da estrada municipal nº 642 (EN nº 211, à direita, no Alto, em direção a Paços de Gaiolo, Barragem do Capatelo)
Foto nº 7 > O "afugenta-javalis"...
Foto nº 8 > ... "made in China" (À falta de milho, o "nosso javali de estimação" gosta de uvas à brava e aprendeu depressa a fintar o chinocas do "Solae Animnal Repeller" (temos 3 no caminho que ele habitualmente utiliza).
Foto nº 8 > A malta da cidade dá uma ajudinha...
Foto nº 14 > O prazer de cortar um cacho de uvas de um quilo: o nosso amigo da Senhora da Hora, Matosinhos, que veio pela primeira vez às nossas vindumas: engenheiro técnico reformado, maestro de 2 grupos corais (inlcuindo um de cavaquinhos), António Novais Ribeiro (ex-fur mil trms, Cmd Agr 2951, Cmd Agr 2952 e Combis, Mansoa e Bissau, 1968/70), membro da Tabnca de Candoz e futuro membro da Tabanca Grande.
Fotos (e legendas): © Luís Graça (2024). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
(*) Último poste da série > 19 de setembro de 2024 > Guiné 61/74 - P25957: Manuscrito(s) (Luís Graça) (254): Museu Nacional do Azulejo: A "caça ao leopardo" (séc. XVII), uma das peças emblemáticas...
(**) Vd. poste de 24 de setembro de 2023 > Guiné 61/74 - P24694: Manuscrito(s) (Luís Graça) (235): o fim do verão, o princípio de outono, as vindimas da nossa alegria... E o que nós andámos para aqui chegar!...
(***) Vd. postes de;
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
Guiné 61/74 - P25939: Verão de 2024: Nõs por cã todos bem (12): ...menos as andorinhas, vítimas dos "ocupas", as abelhas asiáticas e os javalis, predadores! (Luís Graça, Tabanca de Candoz)
Marco de Canavezes > União das Freguesias de Paredes de Viadores e Manhuncelos > Candoz > Quinta de Candoz > 10 e 11 de setembro de 2024 >
Fotos (e legendas): © Luís Graça (2024). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
Marco de Canaveses, Paredes de Viadores, Candoz, Quinta de Candoz > 23 de Agosto de 2012 > Fotograma de vídeo > Ninho de andorinha, insólito, construído à volta da lâmpada do hall exterior ou alpendre de uma das nossas casas...
Aos 43 segundos vê-se uma andorinha entrar no ninho levando insetos para alimentar as crias, e 10 segundos depois a sair para mais uma "caçada" ao redor da Quinta de Candoz, que é rica em insectos... O ninho tinha sido recentemente reconstruído. As andorinhas caçam em círculo, num raio de 500 metros do ninho.
Vídeo (1' 07''): © Luís Graça (2012). Alojado em Luís Graça : You Tube