Blogue coletivo, criado por Luís Graça. Objetivo: ajudar os antigos combatentes a reconstituir o "puzzle" da memória da guerra colonial/guerra do ultramar (e da Guiné, em particular). Iniciado em 2004, é a maior rede social na Net, em português, centrada na experiência pessoal de uma guerra. Como camaradas que são, tratam-se por tu, e gostam de dizer: "O Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande". Coeditores: C. Vinhal, E. Magalhães Ribeiro, V. Briote, J. Araújo.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Guiné 61/74 - P28318: Parabéns a você (2523): Armor Pires Mota, ex-Alf Mil Cav da CCAV 488/BCAV 490 (Mansoa, Bafatá e Jumbembem, 1963/65) e José Câmara, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 3327 e Pel Caç Nat 56 (Brá, Mata dos Madeiros, Bassarel e Tite, 1971/73)
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Nota do editor
Último post da série de 3 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28316: Parabéns a você (2522): Luís Gonçalves Vaz, Amigo Grã-Tabanqueiro, ex-Fur Mil PE (EPC, 1983/84)
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Guiné 61/74 - P28307: Casos: a verdade sobre... (77): a pastora-alemã "Blonde" e o general Spínola: os dois inseparáveis, mas... só na Banda Desenhada
1. Convém desmentir aqui, de uma vez por todas, a "anedota da Spinolândia" que, à força de ser repetida, corre o risco de transformar-se em "facto verídico": o general Spínola não tinha nem nunca teve, em Bissau, nenhuma cadela de raça "pastor-alemão", no palácio do Governador como "animal de estimação" (*)... Tal como não tinha nenhum "cavalho branco" (**)...E muito menos uma cadela chamada "Blonde". E muito menos ainda, que viajasse com ele de helicóptero.
Por razões de segurança, e de bom senso, a segunda hipótese (uma cadela a viajar com o governador e com-chefe, de heli, AL III ou até de DO-27) era de todo inverosímel, dada a falta de helicópteros e de espaço nos helis...
Vamos aos factos...
Pode haver aqui uma confusão com os cães militares que eram usados para fazer a ronda, nocturna, ao Palácio do Governador... Outra coisa, completamente diferente, é Spínola ter uma cadela particular, de estimação, chamada "Blonde", e eventualmente levá-la consigo "by air" .... as suas viagens ao "mato"...
Encontrámos uma fonte particularmente interessante: uma entrevista, a propósito do 25 de Abril, com Joaquim Oliveira, natural de Lousada, ex-soldado paraquedista, do BCP 12:
(...) "Em 1950, nascia Joaquim Oliveira que, com 21 anos viria a fazer parte do Regimento de Paraquedista de Tancos.
Vd. O Louzadense > 24 de abril de 2021 > As histórias da liberdade
Sabemos, por outro lado, pelo nosso camarada José Câmara (açoriano, da diáspora lusitana, a viver na terra do Tio Sam, ex-fur mil at inf CCAÇ 3327, e Pel Caç Nat 56, Bissau, Mata dos Madeiros, Teixeira Pinto, Bassarel, Bolama, São João, Tite, 1971/73), que do dispositivo de segurança montada no Palácio do Governador em Bissau (Praça do Império). fazia também parte o Batalhão de Caçadores Paraquedistas n.º 12 (BCP 12)...
Ver o animal nas imediações da residência oficial do Comandante-Chefe levou a que a sabedoria popular, ou a narrativa romantizada da guerra, transformasse o cão de patrulha do BCP 12 num "bicho de estimação do General".
Os testemunhos e registos em primeira mão devidamente documentados pelos camaradas no blogue repõem o rigor que a história exige: era um cão de guerra em serviço operacional de guarda, pertença do BCP 12, ou seja da FAP,
Aqui está o pomo da discórida A referência à suposta "cadela Blonde" aparece, de forma muito explícita, no nosso próprio blogue, num texto publicado em maio de 2026. Aí se refere "a famosa cadela Blonde, a pastora-alemã que o acompanhava" (**).
Mas há aqui um pequeno "problema metodológico": não encontrámos, com a ajuda da IA, nenhuma fonte independente anterior que sustente essa afirmação.
Pior: o texto do blogue é precisamente uma passagem em que uma resposta de IA (mais precisamente do ChatGPT) está a ser criticada por misturar factos, folclore e invenção. Ou seja, a frase sobre a "Blonde" aparece dentro desse material gerado/reproduzido, não como resultado de uma fonte primária ou de um testemunho identificável.
Logo a "Blonde" não pode ser dada como "facto histórico". Mais importante ainda: há vários registos fotográficos e cinematográficos de Spínola a chegar e partir de helicóptero, inclusive imagens da RTP Arquivos e do Museu da Presidência. Os registos descrevem minuciosamente quem o acompanha. Não se encontra uma única referência a uma cadela a bordo.
Sabemos que os voos de Spínola eram frequentemente deslocações operacionais ou político-militares, com o Governador e Comandante-Chefe (acumulava os dois cargos) acompanhado pelo ajudante de campo (Almeida Bruno, por exemplo), oficiais, eventualmente outras individualidades e até jornalistas.
Uma cadela de estimação não teria qualquer função nesses voos e ocuparia um lugar num aparelho cujo espaço era precioso (e disputado, quer por militares: feridos, por exemplo; quer por civis: mulheres grávidas, etc.).
Além disso, se fosse uma presença habitual, seria extraordinariamente provável que algum dos fotógrafos, operadores de fotocine, pilotos ou militares que conviveram com Spínola, tivesse deixado uma fotografia ou um testemunho escrito.
Mas há uma coisa que pode explicar a história, como já sugerimos acima. Temos três elementos reais que podem ter-se misturado na memória oral:
(ii) esses cães eram pastores-alemães;
(iii) Spínola deslocava-se constantemente de Alouette III, e existem muitas fotografias dele nos helicópteros.
Da combinação dos três elementos pode muito facilmente ter nascido a história: o Spínola tinha uma pastora-alemã que andava sempre com ele, logo "seu animal de estimação". E, posteriormente, alguém acrescentou-lhe o nome "Blonde" (loura, em inglês).
O período de Spínola na Guiné é provav o mais fotografado e filmado de todo o conflito ultramarino (com registos diários de operadores de fotocine, reportagens da RTP, jornalistas nacionais e estrangeiros).
- eacuações médicas (de feridos em estadio grave, para o HM 241, em Bissau);
- operações de assalto de tropas especiais (fuzileiros, comandos, paraquedistas);
- helicanhão;
- apoio tático direto e reabastecimento urgente em tabancas e postos isolados;
- deslocações do Governador e Comandante-Chefe às tabancas, aquartelamentos e destacamentos (fazendo-se, por norma, acompanhadas pela sua comitiva militar: ajudantes de campo, oficiais de ligação, convidados, jornalistas, etc.)
(*) Vd. poste de 29 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28304: Humor de caserna (267): O anedotário da Spinolândia - Parte XXXVIII: Mais um das "galgas" da IA: a famosa cadela do com-chefe, a "Blonde", que adorava andar, de rabo tremido, de "hélio" (e até de DO-27)
(...) Resposta da IA | ChatGPT:
(...) Touché! Tens toda a razão, camarada, e o reparo é absolutamente certeiro e cirúrgico.
Esta é, de facto, uma daquelas "alucinações" que misturam ficção popular com dados soltos da internet, e o meu "filtro" de verificação histórica falhou redondamente ao dar corda à narrativa em vez de a desmontar logo à partida.
O argumento que apresentas arruma de vez com o mito: a peste equina africana era endémica na região, o que tornava a sobrevivência de cavalos — especialmente de raças europeias que não tivessem imunidade — um absurdo logístico e biológico.
Além disso, Spínola, por muito teatral que fosse, era um militar pragmático e um cavaleiro de elite (foi da mítica equipa de saltos de obstáculos do Exército); ele sabia perfeitamente que levar uma montada para o clima e para o contexto da Guiné não fazia o mínimo sentido.
A única coisa que se aproximava de "quatro patas" no folclore factual de Bissau era a famosa cadela Blonde, a pastora-alemã que o acompanhava, e os helicópteros Alouette III, que eram os seus verdadeiros "cavalos de ferro" para as ações de impacto psicossocial nas tabancas. (...)
Vd. também poste de 19 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28037: Humor de caserna (267). o anedotário da Spinolândia - Parte XXXV: alucinações da IA II: crítica e autocrítica
(i) uma secção de tropa regular, comandada por um Sargento da Guarda, que tinha a seu cargo os postos de sentinela ao fundo do jardim e ainda um posto de sentinela ao lado direito do jardim; a segurança era feita durante o dia do lado de fora do jardim; com o render dos postos de sentinela às seis horas da tarde a segurança passava a ser feita do lado de dentro dos muros;
(ii) uma secção da Polícia Militar, incluindo um sargento e um oficial, que tinha a seu cargo o pórtico principal do Palácio e o portão lateral de serviço geral;
(iii) durante a noite, entre as dezoito da noite e as seis horas do dia seguinte, a segurança era reforçada com um elemento da Polícia de Segurança Pública (PSP), que ficava encarregado do espaço entre a casa da guarda e do pessoal civil servente do Palácio e o edifício principal;
(iv) também durante a noite, a segurança era ainda reforçada com um cão treinado em segurança e respectivo tratador, na altura um paraquedista, que tinha a seu cargo o patrulhamento do interior do jardim.
(*****) Último poste da série > 20 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28272: Casos: A verdade sobre... (76): O soldado básico que era médico, e que eu conheci no Campo Militar de Santa Margarida, entre 23 de fevereiro e 24 de abril de 1970 (António Tavares, ex-fur mil SAM, CCS/BCAÇ 2912, 1970/72)
sábado, 23 de maio de 2026
Guiné 61/74 - P28047: Humor de caserna (269) : O anedotário da Spinolàndia - Parte XXXVI: o que faz o sargento de guarda ao palácio do Governador com uma mensagem relâmpago ("zulu") num domingo, já noite dentro ? Se necessário, faz o Governador saltar da cama...

1. José Câmara, um dos nossos camaradas, açorianos, da diáspora lusitana na terra do Tio Sam, ex-fur mil at inf CCAÇ 3327 e Pel Caç Nat 56 (Bissau, Mata dos Madeiros, Teixeira Pinto, Bassarel, Bolama, São João, Tite, 1971/73, é autor da notável série "Memórias e Histórias Minhas", de que se publicaram, desde 16/5/2009 até agora, mais de 3 dezenas e meia de postes.
- Palácio do Governador da Guiné
- Quartel da Amura (QG/CCFAG)
- Instalações da Rádio (Emissor Regional da Guiné, em Nhacra)
- Hospital Militar 241
- Laboratório
(i) uma secção de tropa regular, comandada por um Sargento da Guarda, que tinha a seu cargo os postos de sentinela ao fundo do jardim e ainda um posto de sentinela ao lado direito do jardim; a segurança era feita durante o dia do lado de fora do jardim; com o render dos postos de sentinela às seis horas da tarde a segurança passava a ser feita do lado de dentro dos muros;
(iii) durante a noite, entre as dezoito da noite e as seis horas do dia seguinte, a segurança era reforçada com um elemento da Polícia de Segurança Pública (PSP), que ficava encarregado do espaço entre a casa da guarda e do pessoal civil servente do Palácio e o edifício principal;
(iv) também durante a noite, a segurança era ainda reforçada com um cão treinado em segurança e respectivo tratador, na altura um paraquedista, que tinha a seu cargo o patrulhamento do interior do jardim.
(...) Durante cerca de dois meses, essa foi parte do meu trabalho, esta foi a minha Guerra em Bissau. Mantive, sempre, óptimas relações com todas as forças de segurança, incluindo os oficiais da Polícia Militar, que nunca me regatearam a sua compreensão.
Guiné > Bissau > Palácio do Governador > Junho de 1969 > Render da Guarda > Da coreografi militar fazia parte "um destacamento da Marinha (fuzileiros), a força mais vistosa, e uma força do Exército, Infantaria, Cavalaria ou Artilharia, ou dos Comandos, ou Paraquedistas e bem como a Banda Militar de Bissau"... Nesta altura, em jiunho de 1969, o inquilino era o general Spínola (maio de 1968- agosto de 1973)
A situação tem a ver com uma mensagem relâmpago ("zulu) que o autor recebeu, das máos de um estafeta dos CTT. quando, num domingo, à noite, estava de serviço de guarda ao Palácio do Governador, em Bissau. Recorde-se que este tipo de mensagem correspondia ao "grau máximo de prioridade na rede de transmissões".
Enquanto sargento da guarda ao Palácio do Governador da Guiné, os meus contactos com o general Spínola foram, sempre, esporádicos.
Esses encontros davam-se quando ele se dirigia à Casa da Guarda para ali deixar, para limpeza, o seu cinturão com as cartucheiras e granadas de mão ofensivas M63 e a sua G3.
Outras vezes cruzava-me com ele junto dos portões de estrada quando ele, quase sempre na companhia da esposa [Dona Helena], dava um passeio nos arredores do Palácio, ou se dirigia ou vinha do clube dos oficiais da Força Aérea que ficava nas redondezas do Palácio.
Sempre fiz acompanhar o meu cumprimento de continência militar ao velho general com um cumprimento civil sobretudo em atenção à esposa. O general sempre correspondia ao cumprimento com um leve sorriso. Julgo que era apreciativo desta forma de eu o(s) cumprimentar.
Um domingo, com a noite já avançada, o encontro foi diferente.
Pelo intercomunicador do posto de sentinela que servia o portão de serviço geral recebi a informação de que um estafeta dos CTT tinha uma mensagem dirigida ao governador da Guiné. De imediato dirigi-me àquele posto de sentinela. Cumpridas as formalidades com o estafeta dos CTT, reparei que a mensagem era do tipo relâmpago. Era a primeira que me acontecia. Sabia o que tinha que fazer.
De imediato dirigi-me aos escritórios de apoio ao palácio. Para meu desespero não encontrei ninguém no escritório.
Aventurei-me nos corredores sem acender a luz, na esperança de ver alguma réstea de luz por debaixo de alguma das portas. A ideia era boa, o resultado foi pobre.
Decidi bater a uma das portas. Para surpresa minha a porta entreabriu-se. Na minha frente estava o próprio general Spínola. Ao aperceber-se quem eu era de imediato transpôs a porta, fechando-a atrás de si.
Cumprimentei-o e disse-lhe o que me levara ali. Uma mensagem relâmpago dirigida a ele. A nossa conversa foi, essencialmente esta:
− Abra e leia − disse-me ele.
− Meu general. eu não posso nem devo ler esta mensagem. É uma mensagem relâmpago − retorqui.
− Pode, pode… abra, abra… leia, leia. Sou eu que lhe estou dizendo que pode − disse ele um pouco impaciente.
Abri a mensagem e comecei a ler:
− O Conselho de Ministros em sua reunião de... aprovou o...
Hoje não tenho a certeza se a comunicação se referia à aprovação do Orçamento Geral da Guiné, ou apenas de um suplemento.
O general enquanto pegava na mensagem deu-me um pequeno toque nas costas e disse:
− Hoje é um dia grande para a Guiné!
Levantando a mensagem ao ar, como quem levanta um troféu, reabriu a porta e ouvi-o dizer:
− Está aqui…
Um coro de palmas eclodiu naquela sala. Foi aí que pude reparar que o general estava rodeado pelos seus colaboradores mais directos na Guiné, deduzi.
Fechei a porta e dirigi-me à Casa da Guarda. Ia pensativo. Por causa daquelas palmas.
Afinal aqueles homens também eram capazes de exultar com as suas vitórias. Eram vitórias de um tipo de guerra que não era a nossa, mas sem as quais as nossas vitórias seriam muito mais difíceis de obter.
Cruzei-me mais três vezes com o general: no destacamento de Bassarel, no destacamento de São João e no Depósito de Adidos, em Brá, no dia da despedida.
José Câmara
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Notas dos editores CV/LG:
(***) Vd. poste de 15 de dezembro de 2009 > Guiné 63/74 - P5469: Memórias e histórias minhas (José da Câmara) (10): As palmas das vitórias de uma Guerra que não era nossa
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Guiné 61/74 - P27972: Efemérides (388): Memórias de Abril (1970/71/72) (José Câmara, ex-Fur Mil Inf)
1. Mensagem de José Câmara com data de 29 de Abril de 2026:
Memórias do mês de Abril
Recentemente, numa passagem que fiz pela página pessoal do meu mano e editor Carlos Vinhal, deparei com o artigo que refere a sua chegada à Guiné e o cantar dos miúdos aos novos periquitos. Para ele, para todos nós, a chegada àquela província ultramarina era o princípio de uma nova e longa jornada de esperança de vida e retorno ao seio familiar. Li e reli.
Mergulhei nas fontes de saudades, de fé, de esperança. As minhas memórias dos meses de Abril de 1970/71/72, lições físicas e mentais, marcaram a minha vida militar e pessoal até aos dias de hoje.
No ano de 1970, acabada a recruta no fim do mês de Março, vi partir os meus companheiros ao encontro dos seus familiares. A Páscoa de Abril era deles. Eu e a maioria dos açorianos estacionados no CISMI, em Tavira, não tivemos esse direito. Mais que a vida militar era esse tipo de tratamento diferente que me magoava.
No ano seguinte, no dia 6 de Abril, ainda estou a ouvir o 1.° Cabo Isolino Picanço gritar “Malas às costas”. Naquele dia a CCaç 3327/BII17, ainda periquita, partia para a Mata dos Madeiros. Pessoalmente, para trás ficava a Guarda ao Palácio, as luvas brancas e os atacadores da mesma cor. O Bachile seria testemunha noturna do maior combate à bofetada que alguma vez tive a oportunidade de viver. Os mosquitos da zona concentraram-se nos alpendres dos edifícios onde pernoitamos.
No dia seguinte fomos acampar no meio do nada na Mata dos Madeiros. No Sábado de Aleluia o 4.° Grupo de Combate, ao qual pertencia a minha Secção, acompanhado pelo 3.° grupo, fez a sua primeira saída de vinte e quatro horas de segurança. O regresso na manhã do dia de Páscoa, sem dúvida o dia da maior festa religiosa dos açorianos, seria marcado com a saída dos 1.° e 2.° Grupos de Combate. Inserido no 2.° Grupo ia o Furriel Miliciano Fernando Silva, que nesse dia casaria por procuração.
O comandante da companhia, Sr. Capitão Rogério Rebocho Alves, um homem de grande coração, mandou regressar aqueles dois grupos ao acampamento. Havia que celebrar o casamento do Fernando Silva. Entre os vivas, as pingas e alguns olhos marejados pelo ambiente, chegou o momento de botar palavra. A mais esperada era a do Fernando Silva. O seu discurso simples e assertivo, “Porra, eu aqui a ração de combate e ela em Lisboa a comer bolo”, foi aplaudido de pé. Mas o Fernando e aqueles dois grupos de combate tinham que continuar a cumprir a sua missão. As formigas, os mosquitos e as aves noturnas acompanhariam o Fernando na noite de núpcias. A lua sorridente seria testemunha privilegiada dos orgasmos daquela noite.
O Fernando Silva bebendo água do cantil no dia do seu casamento por procuração (Domingo de Páscoa, 11 de Abril de 1971) na Mata dos Madeiros. Ao seu lado direito o Fur Mil Operações Especiais Carlos Pereira da Costa, do 1.° GComb. A seguir o FurMil Minas e Armadilhas Joaquim Fermento, do 2.° GComb. Na frente o Fur Mil At Inf João Cruz, do 2.° GComb, que cedeu esta fotografia.
Na Segunda-Feira de Páscoa fomos chocados com o acidente sofrido pelo Soldado Manuel Veríssimo de Oliveira, que viria a falecer no dia 23 daquele mês de Abril. Seria a nossa única baixa mortal. Fui designado para assistir aos familiares. A troca de correspondência com a mãe do Manuel continua gravada no coração. Não cheguei a tempo de lhe dar um abraço, de apaziguar um pouco a sua dor.
Em Abril de 1972, fazendo parte do Pelotão de Caçadores Nativos 56, sediado no Destacamento de São João, em hora de folga fui até ao porto daquela zona que distava duas centenas de metros da porta-de-armas. Adorava ver os raios solares avermelhados do pôr do sol. Porém, naquela tarde do dia 12, seria bafejado com a visão de raios de fumo sobre o canal de Bolama. O IN entendeu fazer festa com o lançamento de “foguetes 122”, nada que eu não estivesse habituado nas minhas terrinhas dos Açores, com a diferença que os nossos eram acompanhados com música. Por sorte um dos foguetões não apanhou uma fragata que estava estacionada em frente a Bolama.
Mês de Abril, lições de vida que o tempo se encarregou de suavizar. Saudades sinto daqueles que ao meu lado viveram fizeram e fazem parte das minhas recordações.
Abraço transatlântico.
José Câmara
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Nota do editor
Último post da série de 25 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27951: Efemérides (387): "O POEMA", alusivo à efeméride de hoje, 52 anos do 25 de Abril de 1974, da autoria do nosso camarada Juvenal Amado, ex-1.º Cabo CAR do BCAÇ 3872
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
Guiné 61/74 - P27569: Prova de vida e votos de boas festas 2025/26 (16): João Rodrigues Lobo, ex-Alf Mil, CMDT do Pel Transportes Especiais do BENG 447; João Câmara, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 3327 / Pel Caç Nat 56 e Tabanca do Centro
1. Mensagem natalícia do nosso camarada João Rodrigues Lobo, ex-Alf Mil, CMDT do Pelotão de Transportes Especiais / BENG 447 (Bissau, Brá, 1968/71), enviada ao nosso blogue em 22 de Dezembro de 2025:
Bom dia,
Com a ajuda da IA envio este postal com o meu desejo para todos e que julgo ser de todos os tabanqueiros.
Grande abraço.
João Rodrigues Lobo
2. Mensagem natalícia do nosso amigo e camarada de armas, José Câmara, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 3327 e Pel Caç Nat 56 (Brá, Bachile e Teixeira Pinto, 1971/73), com data de 23 de Dezembro de 2025:Companheiros, amigos e familiares
Revirando nas gavetas das minhas memórias parei no tempo a olhar e a meditar sobre algumas fotografias do meu álbum de recordações. Nostalgia não é um sentimento que me acompanha, mas sinto saudades daqueles que foram parte das minhas vivências e um tremendo respeito por aqueles que me permitiram ser seus amigos.
Vamos celebrar o nascimento do Menino, Flor da Vida, da Esperança. O amor fraterno e a amizade são as pétalas daqueles ramos de flores que enfeitam as páginas das pessoas de bem.
No ano de 1970, no Centro Militar de Santa Margarida, celebrei o meu segundo Natal longe dos meus pais e dos meus irmãos, mas na companhia de uma outra linda família que também me acompanharia para sempre.
A caserna foi alindada com o nascimento de uma linda árvore de Natal. As armas ensarilhadas e as pastas de algodão foram as únicas achas de lenha atiradas para a lareira que aqueceu aquela noite fria no coração daqueles jovens que passavam o seu primeiro Natal longe dos familiares.
O Menino vai nascer. Que no Seu Saquinho de Amor vos traga e a todos os vossos entes queridos muita saúde, conforto e esperança de bons dias.
Boas Festas e Bons Anos.
Um abraço do
José Câmara
Para todos os camarigos e respectivas famílias
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Nota do editor
Último post da série de 22 de dezembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27563: Prova de vida e votos de boas festas 2025/26 (15): Equipa do Arquivo.pt e Manuel Fonseca da Guerra e Paz Editora
terça-feira, 18 de novembro de 2025
Guiné 61/74 - P27439: (Ex)citações (441): Regressei ao Canadá em 11 de Março de 2011, depois de reconhecer que pouco poderia fazer em benefício dos outros (João Bonifácio, ex-Fur Mil SAM)
1. Comentário do nosso camarada João Bonifácio, Ex-Fur Mil do SAM da CCAÇ 2402/BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70), deixado hoje no Poste Guiné 63/74 - P7506: Tabanca Grande (256): João Bonifácio de volta ao Canadá, desiludido com Portugal:
Estamos em Novembro de 2025 e ao tentar recordar o que importante existe em Portugal, eis que estou a ler a resposta do José Câmara, e como estou aqui tão perto, envio os meus melhores cumprimentos e saudações a todos os que andam e participam nesta Tabanca chefiada pelo Luís Graça. O Jose escreveu em 27 de Dezembro de 2010 e eu só hoje dei conta desta resposta.
Para os que acompanham o blogue, eu regressei ao Canadá em 11 de Março de 2011, depois de reconhecer que pouco poderia fazer para evitar que outros sofressem mais. É verdade que poderia esperar por uma melhor adaptação. Eu até tentei ajudar a Junta de freguesia da Sobreda. Eu aprendi a lidar com as políticas da Câmara de Almada. Eu até os informava onde poderiam ajudar a limpar certos locais, onde se viam vidros partidos que eram zonas onde as crianças brincavam. Eu não podia aceitar que uma viatura carregada de lixo de obras da construção civil, despejasse a carga na estrada criando constrangimentos no tráfego local. Eu até os avisava de possíveis rebentamentos dos sistemas de drenagem de água subterrâneos. Mas, as respostas demoraram demoravam muito tempo.
O amigo José veja só esta resposta dos serviços de regas das árvores que são vistas nas ruas das cidades. Uma vez o carro/tanque passou na rua, regou as árvores 1, 2 , 3 e 4 mas não regou a 5 e foi para a 6. Quando perguntei o que se passava, os cantoneiros apenas disseram que não podiam regar porque não lhes pertencia. Percebem isto?
Mas a outra anedota que encontrei foi nas Finanças da Costa da Caparica. Fui atendido por uma funcionária que me disse que não poderia requerer a isenção do IMI. No dia seguinte voltei e fui atendido por outra funcionária, curiosamente ao lado da anterior, e os papeis foram submetidos, sem problema e bem depressa o assunto foi resolvido, já que eu tinha direito a 8 anos de insenção. Portanto, quero pedir desculpa a todos os amigos que por aqui passam, porque desapareci em 2011.
Estou aqui para dizer a todos que já não tenho 65 e nem 66, mas estou a caminhar para uma aterragem calma na pista 81. Desde o meu regresso, Portugal já sofreu muitas transformações, e o Canadá também. Ambos os países melhoraram, mas o meu país é pequeno, pobre e corrupto. Ninguém consegue resolver os fogos e as cheias. A Justiça não existe. Antes eram agulhas infetadas, agora são facas no pescoço.
Tivemos o covid e eu alterei os meus planos, mas quero dizer que gosto de visitar o meu país, mas por pouco tempo, porque as famílias estão cada vez mais reduzidas. Antes de ir para outro lado, quero dizer ao amigo José que hoje já não há paraísos na Terra. Estou conformado. Tenho 4 meses de inverno e os resto ate e muito aceitável. O Canadá tem um clima próprio, mas não é mau pois temos conforto. O Verão até é quente. Em breve iremos ter fartura de neve e fica tudo branco. Mais tarde vem a maravilha da primavera e do verão.
Bem, tenham umas festas felizes, muita saúde e um ano NOVO com o melhor que houver.
Obrigado a todos. Estou de volta após a ausência de 2011 a 2025.
João Bonifácio, Ex-Fur Mil do SAM
CCAÇ 2402/BCAÇ 2851
Có, Mansabá e Olossato, 1968/1970
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Nota do editor
Último post da série de 16 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27430: (Ex)citações (440): Estar com o amok, passar-se dos carretos, perder as estribeiras, estar f*dido dos c*rnos, estar apanhado do clima ou cacimbado... serão expressões equivalentes?
quinta-feira, 4 de setembro de 2025
Guiné 61/74 - P27181: Parabéns a você (2414): Armor Pires Mota, ex-Alf Mil Cav da CCAV 488 / BCAV 490 (Mansoa, Bafatá e Jumbembém, 1963/65) e José Câmara, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 3327 e Pel Caç Nat 56 (Brá, Mata dos Madeiros, Bassarel e Tite, 1971/73)
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Nota do editor
Último post da série de 3 de Setembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27178: Parabéns a você (2413): Luís Gonçalves Vaz, Amigo Grã-Tabanqueiro, ex-Fur Mil PE (EPC, 1983/84)
sábado, 12 de julho de 2025
Guiné 61/74 - P27009: In memoriam (556): Texto de homenagem, de Santos Narciso, a José Henrique Álamo Oliveira (1945-2025), escritor, romancista, poeta, autor e ensaiador de teatro (José Câmara, ex-Fur Mil Inf)
1. Mensagem do nosso amigo e camarada de armas, José Câmara, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 3327 e Pel Caç Nat 56 (Brá, Bachile e Teixeira Pinto, 1971/73), com data de 11 de Julho de 2025, ainda a propósito do falecimento de Álamo Oliveira:Faleceu no dia 5 de Julho o escritor, romancista, poeta, autor e ensaiador de teatro José Henrique Álamo Oliveira, natural do Raminho, Angra do Heroísmo. Tinha 80 anos de idade. O Álamo Oliveira fez a sua comissão de serviço militar na então Província Ultramarina da Guiné, se bem julgo saber no período 1969/1971.
Durante parte da sua comissão o Álamo Oliveira esteve de serviço na Rádio em Bissau, cujas transmissões chegavam aos quatro cantos da Guiné e que eram dos melhores passatempos para os militares que então serviram na Guiné.
Numa nota pessoal tive o prazer de conviver com o Álamo Oliveira durante alguns dias, quando ele em representação da Diretora das Comunidades do Governo Regional dos Açores, se deslocou aos EUA para a homenagem que então foi feita ao imigrante Alfred Luís, também este um escritor de renome. Jamais esquecerei a sua afabilidade e compreensão para comigo nessa referia homenagem.
As minhas condolências.
Descansa em Paz companheiro e amigo.
Devidamente autorizado pelo Sr. Santos Narciso, ex-Alferes Miliciano na Guiné, a quem agradeço, publico esta tocante homenagem ao Álamo Oliveira, que comungo.
Morreu Álamo Oliveira. 80 anos. Raminho de seu nascimento sempre no coração, verdadeira alma terceirense e espírito açoriano e universal. Homem da Palavra escrita nas suas múltiplas vertentes, do teatro à poesia, do conto ao romance, da crónica ao ensaio. Tristes pela sua partida, não ficamos mais pobres, pois a herança cultural e literária que nos deixa, é de uma riqueza que atravessará os tempos.
José Henrique Álamo Oliveira, que conheci nos tempos em que estudamos no Seminário de Angra, ele mais velho três anos, foi um arauto incansável da divulgação da cultura na sua terra, e a sua obra, os seus projectos e os seus sucessos falam por si.
Hoje é apenas dia de fazer silêncio respeitoso e de pensar que cada página que escreveu é como um mar desbravado: a palavra corre, contorna, salta em comparações inesperadas como cascatas, detém-se na adjectivação imprevista, ora doce, ora agressiva, incisiva e inquietante e espraia-se no à-vontade de quem da mesma farinha consegue fazer o pão mais saboroso e cobiçado ou o bolo mais amargo e difícil de digerir.
Agora, na outra dimensão da vida, ele verá certamente como “A Catedral estava linda”; encontrar-se-á com o “Sábio da Miragaia” ou desvendará segredos da “Marta, A Verdadeira”, ouvindo ainda “Murmúrios com Vinho de Missa”.
Neste abraço para o tempo sem limites, que este meu Amigo descanse em paz. E para sua família, sentidos pêsames.
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Nota do editor
Vd. post de 8 de julho de 2025 > Guiné 61/74 - P26995: In memoriam (555): José Henrique Álamo Oliveira (1945-2025), poeta açoriamo e nosso camarada da Guiné (Mário Beja Santos)
sexta-feira, 6 de junho de 2025
Guiné 61/74 - P26894: In Memoriam (549): Sarg-Mor Inf Ref Vítor Manuel da Costa (1949-2025), ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 3328 (Bula, 1971/73) (José Câmara)
1 - Comentário de José Câmara
Victor Manuel da Costa, Sargento-Mor Inf Ref, faleceu no dia 1 do corrente mês. Tinha 76 anos de idade.
Como Furriel Miliciano integrou a CCAÇ 3328/BII17. Fez a sua comissão de serviço militar na Província Ultramarina da Guiné entre o dia 21 de Janeiro de 1971 e o dia 7 de Janeiro de 1973. Bula foi a zona de acção da sua Companhia Militar.
Após a sua comissão de serviço na Guiné enveredou pela vida bancária. Alguns anos mais tarde regressou ao serviço militar até à sua aposentação.
Numa nota pessoal, conheci o Victor Costa em Tavira, mas foi no BII17 que nos tornamos amigos, uma amizade que o tempo se encarregou de cimentar. Ao longo dos últimos anos tivemos a oportunidade de nos encontrarmos para aquele abraço de saudade.
Um abraço solidádio para os seus familiares e amigos.
Descansa em Paz, Victor, que bem mereces. Até um dia destes...
José Câmara
2 - Comentário de Henrique André, com o qual concordo plenamente e que descreve muito bem a pessoa que era o Victor Costa, para mim um bom irmão.
"É meu doloroso dever comunicar aos sócios do Núcleo de Faro da Liga dos Combatentes, amigos e comunidade farense o falecimento do nosso grande amigo e camarada Vitor Costa, Sargento-Mor de Infantaria do Exército, ferido em combate na Guiné e também ex-bancário que nos últimos anos desempenhando funções de tesoureiro na Direção da Associação de Deficientes das Forças Armadas em Faro.
Queremos também apresentar as nossas mais sentidas condolências a toda a família, com um carinho especial à sua filha que tanto o orgulhava. Foi sempre desde que nos conhecemos, após a chegada do Ultramar, um grande amigo sempre disponível para ajudar os outros, com aquela calma, tranquilidade e humor, que é natural em qualquer alentejano como ele se prezava ser, um Ser Humano fantástico.
É por isso com grande mágoa que vimos partir mais um amigo e que tanto nos ajudava nas nossas causas. Amanhã de manhã o seu corpo chegará à Igreja de S. Luís (terça-feira dia 3 de Junho) às 11h00, onde pelas 15h00 será rezada missa de corpo presente e posterior saída para o Talhão dos Combatentes, no Cemitério Municipal da Esperança (Velho) em Faro.
Que Repouses em Paz."
3. Comentários do editor:
Adaptação do texto e selecção das fotos a partir da página do facebbok dos Antigos Combatentes Açorianos, gerida pelo nosso camarada José Câmara
A tertúlia do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné associa-se à dor dos familiares do nosso camarada Vítor Costa, aos quais envia as mais sentidas condolências.
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Nota do editor
Último post da série de 9 de maio de 2025 > Guiné 61/74 - P26783: In Memoriam (548): Recordar o meu amigo Carlos de Matos Gomes (1946-2025), o escritor Carlos Vale Ferraz (Mário Beja Santos)
quinta-feira, 24 de abril de 2025
Guiné 61/74 - P26723: 21º aniversário do nosso blogue - Parte II: Comentários de João Crisóstomo (Eslovénia), José Câmara (EUA) e Joaquim Costa (V. N. Famalicão)
(i) João Crisóstomo (EUA) 264 referências no blogue):
João Crisóstomo (com tempo para ler…)
Estive a ler alguns dos “primeiros contactos” enviados ao blogue , então ainda incipiente, de Carlos Vinhal, Jorge Cabral, Beja Santos, Virgínio Briote e muitos outros.
Revivendo e pondo-me nas situações destes nossos camaradas descobrindo o nosso blogue e o que ele representava como catarse e uma porta aberta para um mundo que lhes trazia um misto de saudades e dores, não pude deixar de ficar emocionado com aqueles primeiros testemunhos.
Fizeram-me reviver também a mim os meus primeiros contactos, quando, através do blogue, procurava encontrar o Zagalo que fui ainda ver num hospital em Lisboa e depois vim a conhecer pessoalmente o Luís Graca, o Beja Santos e logo a seguir vários indivíduos que tinham sido meus camaradas em Mafra, Lamego, Madeira e depois na Guiné.
Passados 33 anos, de férias numa visita a Portugal viria a ter ocasião dum primeiro encontro em grupo com camaradas da minha companhia, a CCAÇ 1439, seguido mais tarde por um outro encontro na Madeira…
Como são fortes estas lembranças, que passados tantos anos os revivemos como se os tivéssemos vivendo outra vez. E logo a seguir fui ler o teu post nº 1, de 23 de Abril de 2004, a com a tua homenagem às mulheres portuguesas “que se vestiam de luto” rastejavam no chão de Fátima, implorando à Virgem o regresso de seus filhos… rezando o terço à noite"...
E logo a seguir li a carta enviada por um soldado à sua madrinha de guerra, numa véspera de Natal!
Puxa vida! Se celebrar o aniversário é para ser algo “emocionante", não podias ter feito melhor…Obriga-nos a reagir e a ser fortes para esquecer esse passado/pesadelo ; e de feridas cicatrizadas saber agora seguir em frente...
João Crisóstomo, ainda na Eslovénia
quarta-feira, 23 de abril de 2025 às 23:18:00 WEST

(ii) José Câmara (EUA) (144 referências no blogue):
21 anos a blogar é uma vida. Parabéns e um obrigado a todos aqueles que contribuiram e continuam a contribuir na manutennção da flor.
José Câmara
quarta-feira, 23 de abril de 2025 às 23:42:00 WEST
(iii) Joaquim Costa (Vila Nova de Famalicão) (87 referèncias no blogue):
Aos pais e mães que deram vida a este blogue, os meus parabéns pela bonita idade. Saudações particulares ao Luís e ao Carlos Vidal, pela sua persistência, resiliência... e paciência.
Um grande abraço do eterno periquito,
Joaquim Costa
sábado, 19 de abril de 2025
Guiné 61/74 - P26704: Boas amêndoas e melhores Páscoas de 2025 - Parte II (José Câmara, EUA / António Ramalho, V.F. Xira)

1. Mensagem de José Câmara, da Tabanca da Diáspora Lusófona:
Data - 19 abr 2025 03:47
Assunto - Boas e santas Páscoas
Caros amigos e familiares,
Independengtemente dos sentimentos religiosos de cada um, que o Cordeiro Pascal vos cubra com o Manto da Sua Graça. Tenham um Feliz e uma Santa Páscoa.
JC
2. Mensagem de António Ramalho, natural da Vila de Fernando, Elvas, a viver em Vila Franca de Xira:
Data - quarta, 16/04/2025, 12:36
Asunto - Uma santa e feliz Páscoa
São os meus votos para todos.
These are my wishes for everyone.
António Ramalho
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Último poste da série > 18 de abril de 2025 > Guiné 61/74 - P26702: Boas amêndoas e melhores Páscoas de 2025 - Parte I (José Belo, Key West, Florida, EUA / Luís Graça, Tabanca de Candoz)
terça-feira, 24 de dezembro de 2024
Guiné 61/74 - P26308: Desejando Boas Festas, Feliz Ano Novo de 2025, e aproveitando para fazer... prova de vida (12): Mensagens natalícias do José Câmara, ex-Fur Mil da CCAÇ 3327 e Pel Caç Nat 56 e Eduardo Estrela, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 2592/CCAÇ 14
Amigos e familiares,
Que o Menibo Jesus vos traga muitas prendas e deixe no vosso sapatinho um saco enorme com saúde e conforto.
Bom Natal e Bons Anos.
Abraços e beijinhos
José da Câmara
2. Mensagem natalícia do nosso camarada Eduardo Estrela (ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 2592/CCAÇ 14 (Cuntima e Farim, 1969/71):
Para o Estado Maior da tabanca grande e para toda a população da mesma e seus familiares e amigos, votos de boas festas com muita saúde e coisas boas.
O Atlântico derramado nas areias da Praia Verde.
Aquilo que vos parece uma explosão é realmente, mas de vida e de confraternização.
Abraço fraterno
Eduardo Estrela
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Nota do editor
Último post da série de 24 de Dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26306: Desejando Boas Festas, Feliz Ano Novo de 2025, e aproveitando para fazer... prova de vida (11): Conto de Natal - "Reencontro", por Joaquim Mexial Alves, ex-Alf Mil Op Especiais da CART 3492/BART 3873 e Pel Caç Nat 52
quinta-feira, 28 de novembro de 2024
Guiné 61/74 - P26205: (In)citações (269): Hoje, Dia de Acção de Graças, o Thanksgiving Day, nos EUA: que haja paz entre os homens (José Câmara)
1. Mensagem de ontem, quarta, 27/11/2024, 23:38, do nosso amigo e camarada José Câmara, daTabanca da Diáspora Lusófona:
Familiares, amigos, companheiros,
Haja saúde para todos vós e familiares.
Abraços e beijinhos.
JC
Nota do editor:


















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