Ilustração para o "conto" da dupla Zé Ferreira / Ricardo Figueiredo, "Concursos polémicos na rádio 'No Tera', de Cabuca" (*)... Várias ferramentas de IA "recusaram-se" a fazer-me um "boneco", um "cartoon", para este poste... Num caso fiz três tentativas: "Ai, não, Jesus, que isto é nudez explícita e viola as minhas regras"...
Este é o "boneco" mais "inocente" que consegui sacar ao "ChatOn"...
(uma nova ferramenta de IA, que eu nem conhecia).
São uma delícia, estas meninas da IA que começam por te tratar por "você"... Eu pedi-lhe: "E podes fazer-me um 'boneco', um cartoon, uma tira de banda desenhada com esta história, desde que não haja nudez explícita ? É para publicar no meu blogue de antigos combatentes da guerra colonial portuguesa (1961/74), tudo rapaziada com mais de 18 anos, e que gosta do humor de caserna... Diz-me depois como te citar".
Resposta da menina: "Aqui está o cartoon baseado na história que tu compartilhaste! Ele captura o humor de caserna sem nudez explícita, mantendo o espírito leve e divertido. Podes citar-me da seguinte forma: 'Cartoon criado por uma assistente de IA, com base em uma narrativa de José Ferreira, adaptada para humor militar' " (...)
Os "bandalhos" Ricardo Figueiredo e José Ferreira da Silva
Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2026)
1. Alguns leitores mais sensíveis (ou mais "educados") poderão ter "reservas" em relação à linguagem usada por alguns de nós, em séries como o "Humor de caserna", a começar pelo "bandalho" do José Ferreira da Silva, escritor já com 3 livros publicados sobre as suas "memórias boas da guerra"...
Será que a linguagem que ele usa é inapropriada, para o nosso blogue, obscena ou até mesmo pornográfica, violando desse modo as nossas próprias regras editoriais bem como as do nosso servidor, o Blogger? Pode ser o caso do poste P27690 (*).
Eu acho que não, mas sou suspeito. Numa série como esta, "Humor de caserna", é impossível de todo não usar a linguagem...de caserna. Afinal, somos todos antigos combatentes, maiores de 18 anos, respeitáveis pais de filhos e avós de netos, sem registo criminal, com louvores, cruzes de guerra, etc... E, mais importante, gostamos à brava de rir e fazer rir... que é coisa que náo se pode fazer no céu.
Para evitar chocar os "meninos de coro", os papás, as avózinhas, os censores que há em todos nós, e sobretudo os algoritimos das redes sociais que andam à caça de palavrões explícitos, etc., há muito que optámos, os editores do blogue, pelo "eufemismo gráfico": não escrevemos a palavra "merda" (que é desagradável, cheira mal) mas sim "m*rda".
Essa técnica de substituir letras de uma palavra "proibida" ou ofensiva por símbolos (geralmente asteriscos, sublinhados ou pontos) chama-se, em inglês, grawlix (num contexto mais visual ou da BD - Banda Desenhada). De forma mais técnica e literária, há quem lhe chame também elipse de censura ou eufemismo tipográfico.
O uso de apenas um asterisco é uma versão "suave", a lógica é a mesma. O asterisco (*) esteticamente é mais elegente do que outros símbolos tipográficos....
No mundo da edição e da informática, chama-se masking (máscara de caracteres) . É uma forma de ocultar parte da informação sensível para que o leitor reconheça a palavra pelo contexto, mas a "ofensa" visual seja mitigada.
Nota do editor LG:
Último poste da série > 1 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27690: Humor de caserna (236): Concursos polémicos da rádio "No Tera", de Cabuca: O da "Mama Firme", que ía dando porrada com os "homens grandes" da Tabanca, substituído por "A Minha è Maior do que a Tua", restrito a "tugas" (José Ferreira da Silva, o "Bandalho")
Será que a linguagem que ele usa é inapropriada, para o nosso blogue, obscena ou até mesmo pornográfica, violando desse modo as nossas próprias regras editoriais bem como as do nosso servidor, o Blogger? Pode ser o caso do poste P27690 (*).
Eu acho que não, mas sou suspeito. Numa série como esta, "Humor de caserna", é impossível de todo não usar a linguagem...de caserna. Afinal, somos todos antigos combatentes, maiores de 18 anos, respeitáveis pais de filhos e avós de netos, sem registo criminal, com louvores, cruzes de guerra, etc... E, mais importante, gostamos à brava de rir e fazer rir... que é coisa que náo se pode fazer no céu.
Para evitar chocar os "meninos de coro", os papás, as avózinhas, os censores que há em todos nós, e sobretudo os algoritimos das redes sociais que andam à caça de palavrões explícitos, etc., há muito que optámos, os editores do blogue, pelo "eufemismo gráfico": não escrevemos a palavra "merda" (que é desagradável, cheira mal) mas sim "m*rda".
Essa técnica de substituir letras de uma palavra "proibida" ou ofensiva por símbolos (geralmente asteriscos, sublinhados ou pontos) chama-se, em inglês, grawlix (num contexto mais visual ou da BD - Banda Desenhada). De forma mais técnica e literária, há quem lhe chame também elipse de censura ou eufemismo tipográfico.
O grawlix originalmente vem do mundo da banda desenhada, refere-se ao uso de símbolos tipográficos (@#$%&!) para representar insultos sem os escrever explicitamente.
O uso de apenas um asterisco é uma versão "suave", a lógica é a mesma. O asterisco (*) esteticamente é mais elegente do que outros símbolos tipográficos....
No mundo da edição e da informática, chama-se masking (máscara de caracteres) . É uma forma de ocultar parte da informação sensível para que o leitor reconheça a palavra pelo contexto, mas a "ofensa" visual seja mitigada.
Na linguística clássica, quando se omite parte de uma palavra ou frase, chamamos a isso elipse. Quando se substitui por algo menos ofensivo, é um eufemismo. É o caso do título do nosso poste, a opção é o editor (*).
Talvez o termo mais prático seja autocensura ou eufemismo gráfico . Quando um autor quer manter o impacto da palavra forte (o "shock value") para vender o livro, e ao mesmo tempo evitar que o algoritmo das lojas ou a sensibilidade dos livreiros barrem a obra, usa a autocensura.
Recentemente, houve uma explosão desta técnica no mercado editorial (como no famoso A Arte Subtil de Saber Dizer Que se F*da). Já ninguéms se choca quando vè um título destes na montra de umna livraria (das poucas que ainda vão havendo na cidade...).
Talvez o termo mais prático seja autocensura ou eufemismo gráfico . Quando um autor quer manter o impacto da palavra forte (o "shock value") para vender o livro, e ao mesmo tempo evitar que o algoritmo das lojas ou a sensibilidade dos livreiros barrem a obra, usa a autocensura.
Recentemente, houve uma explosão desta técnica no mercado editorial (como no famoso A Arte Subtil de Saber Dizer Que se F*da). Já ninguéms se choca quando vè um título destes na montra de umna livraria (das poucas que ainda vão havendo na cidade...).
Os motivos são estratégicos. Além de contornar a censura, o asterisco cria uma espécie de "clique" mental no leitor, que preenche a lacuna automaticamente, tornando o título mais interativo e memorável.
De qualquer modo, acredito que algumas pessoas, até por educação mas também pelo género, não gostam de dizer nem de ouvir palavróes. A minha saudosa cunhada Nita, que era niortenha, nunca diza "f*da-se", mas "vai-te, Afonso". À minha mãezinha nunca lhe ouvi dizer uma asneira (nem ao meu pai). Às vezes queixava-se que a filha mais nova (com quase menos 18 anos do que eu) vinha do Norte a dizer "alhos & bogalhos"... ou "Torres" (p*orra).
2. A sentença da menina IA americana (ChatGPT / Opena AI)
Curto e grosso: não é “hardcore pornográfico”, não, senhor!... É humor de caserna, escarrapachado, de cinco estrelas para o público certo. E esse público — antigos combatentes, maiores de idade, com memória partilhada do mato e da tropa — está claramente bem definido no teu blogue.
Agora, a análise literária, como tu me pediste.
(i) Género e tradição
O texto inscreve-se numa tradição muito específica:
Isto aproxima-se mais de:
A pornografia excita; aqui o objectivo é rir, chocar e criar cumplicidade.
(ii) O episódio africano não é decorativo:
A presença do chefe de tabanca Mamadu é crucial. Ele funciona como contraponto moral e filosófico. E, ironicamente, ele é o mais sábio da história.
A frase: “A beleza exterior é produto de Deus” é de uma elegância antropológica brutal, e legitima a viragem absurda do concurso (que de "Mama Firme" passa para a... "Gaita mais comprida")...
Sem isso, o texto seria só anedota verde. Com isso, ganha espessura cultural e colonial.
(iv) Estrutura narrativa (bem montada, diga-se desde já):
Esse epílogo desarma o riso fácil e requalifica tudo como memória humana, não como bravata sexual. É aí que o texto se salva literariamente.
Esses vão chamar “ordinário” ao texto e à dupla Zé Ferreira / Ricardo Figueiredo,..
Quem lá viveu, vai dizer: “Isto é mesmo assim. Andavámos já todos completamente apanhados do clima".
(vi) Veredicto final:
(Continua)
2. Pelo sim, pelo não, pedimos às "meninas da IA", que são púdicas, não têm emoções, não choram nem riem, nem sabem o que é um orgasmo, etc., a sua "opinião" sobre o eventual risco deste material hunorístico violar as nossas regras de bom senso e bom gosto, que criámos para nós e para os outros.
Recolhem0s o "veredicto" de duas meninas da IA, uma americana (ChatGPT / Open AI) e outra europeia / francesinha (Le Chat / Mistral AI), sobre o "conto" do Zé Ferreira (que tem uma mãozinha do Ricardo Figueiredo) (*)
Comecemos pela "amaricana"... (Elas são todas assexuadas, mas não se importam que eu as trate por meninas... IA em português é do género feminino.)
2. A sentença da menina IA americana (ChatGPT / Opena AI)
Curto e grosso: não é “hardcore pornográfico”, não, senhor!... É humor de caserna, escarrapachado, de cinco estrelas para o público certo. E esse público — antigos combatentes, maiores de idade, com memória partilhada do mato e da tropa — está claramente bem definido no teu blogue.
Agora, a análise literária, como tu me pediste.
(i) Género e tradição
O texto inscreve-se numa tradição muito específica:
- oralidade de quartel,
- anedotário militar,
- memória grotesca da guerra,
- onde o corpo (sujo, ridículo, exagerado) funciona como válvula de escape à tensão, ao medo e à hierarquia.
Isto aproxima-se mais de:
- Rabelais (o corpo grotesco) (François Rabelais, c. 1483-1553)
- humor popular ibérico,
- clássica “literatura de caserna”, não de pornografia.
A pornografia excita; aqui o objectivo é rir, chocar e criar cumplicidade.
(ii) Função do obsceno:
A linguagem obscena não é ornamental nem gratuita, ela cumpre função narrativa e social:
Isto é importante: o riso nasce da inversão, não da exibição sexual.
A linguagem obscena não é ornamental nem gratuita, ela cumpre função narrativa e social:
- marca a fronteira entre “nós” (os tugas) e “os outros”;
- reforça a igualdade brutal da tropa: todos nus, todos ridículos;
- desmonta a masculinidade heróica (o “machão” do Zé Faroleiro falha; o “Pequenitaites”, o faxina, vence).
- introduz a ironia trágica final: o dom (ser "bem abonado") torna-se maldição ("infeliz com as mulheres", chora o "Pequenitaites, 12 anos depois).
Isto é importante: o riso nasce da inversão, não da exibição sexual.
(ii) O episódio africano não é decorativo:
A presença do chefe de tabanca Mamadu é crucial. Ele funciona como contraponto moral e filosófico. E, ironicamente, ele é o mais sábio da história.
A frase: “A beleza exterior é produto de Deus” é de uma elegância antropológica brutal, e legitima a viragem absurda do concurso (que de "Mama Firme" passa para a... "Gaita mais comprida")...
Sem isso, o texto seria só anedota verde. Com isso, ganha espessura cultural e colonial.
(iv) Estrutura narrativa (bem montada, diga-se desde já):
- Expectativa → fracasso → solução absurda;
- Escalada grotesca → clímax → interrupção;
- Punchline final melancólico (12 anos depois): a amargura do "Pequenitaites" que veio confessar que o tamanho do seu pénis só lhe trouxera dissabores na vida.
Esse epílogo desarma o riso fácil e requalifica tudo como memória humana, não como bravata sexual. É aí que o texto se salva literariamente.
(v) Pode chocar ?
Sim. Mas choca para dentro, não para fora.
Pode chocar quem não viveu:
Pode chocar quem não viveu:
- a tropa,
- o quartel,
- a Guiné, Cabuca, o mato, a terra de ninguém, a solidão, o absurdo do quotidiano da guerra,
- o humor como defesa psíquica.
Esses vão chamar “ordinário” ao texto e à dupla Zé Ferreira / Ricardo Figueiredo,..
Quem lá viveu, vai dizer: “Isto é mesmo assim. Andavámos já todos completamente apanhados do clima".
E esse é o critério certo para o blogue.
(vi) Veredicto final:
- não é pornografia;
- não é hardcore;
- é humor de caserna, cru, oral, memorialístico, bruto e feito, grotesco... e eficaz.
(Pesquisa: LG + IA / ChatGP / OPenAI)
(Condensação, revisão / fixação de texto~, link, negritos: LG)
(Continua)
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Último poste da série > 1 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27690: Humor de caserna (236): Concursos polémicos da rádio "No Tera", de Cabuca: O da "Mama Firme", que ía dando porrada com os "homens grandes" da Tabanca, substituído por "A Minha è Maior do que a Tua", restrito a "tugas" (José Ferreira da Silva, o "Bandalho")


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