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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28438: Estórias do Zé Teixeira (66): Recordações do Dia 10 de Junho de 1968 em Ingoré (José Teixeira, ex-1.º Cabo Aux Enfermeiro da CCAÇ 2381)

1. Em mensagem do nosso camarada e amigo José Teixeira, ex-1.º Cabo Aux Enfermeiro da CCAÇ 2381 (Buba, Quebo, Mampatá e Empada, 1968/70) com data de 13 de Outubro de 2026:

Carlos
Espero que tu e a Dina estejam bem.
Luís e Alice os mesmos votos de saúde e bem-estar.
Por cá, vai-se andando.

Junto uma narrativa curiosa que vivi no dia 10 de junho de 1968 em Ingoré.

Beijos e abraços
José Teixeira



Recordações

10 de junho de 1968. Estava eu em Ingoré na fronteira norte da Guiné. Era dia feriado em todo o mundo português, por ser o Dia de Camões, da Raça e de Portugal. Tinha passado um mês da minha chegada à Província. A enfermaria militar estava fechada, por ser dia feriado e como tinha saído para o mato no dia anterior, estava livre de qualquer tarefa, pelo que decidi, após o pequeno-almoço, dar uma volta pela Tabanca. Era tempo de partir à exploração da localidade e das gentes, sozinho. À minha maneira, observar, a terra, as casas, as pessoas e os seus costumes.

Ouvi, um som de batuque. Estranhei por ser de manhã, mas dispus-me a segui-lo atentamente. Ainda não tinha tido a oportunidade de ver a tão famosa batucada africana de que falavam os que tinham regressado à Metrópole. Localizei um recinto fechado em cana de bambu e entrei. Era uma espécie de discoteca, com muita juventude que dançava e suava por todos os poros da pele. Um cheiro a catinga como nunca tinha sentido. Dois jovens, logo se dirigiram a mim, com palavras e gestos com palavras que não entendi. (o meu crioulo ainda estava muito ferrugento), e delicadamente pegaram-me por um braço e puseram-no no exterior. Continuei, então, o meu caminho pela tabanca, quando vi aproximarem-se de mim dois “lusitos”. Dois pequenos e franzinos miúdos, bem aprimorados com a farda da Mocidade Portuguesa. Para quem não sabe, ou não se lembra, era o nome dado às crianças que andavam no Liceu. Eram obrigadas a inscreverem-se na Mocidade Portuguesa, e usar a devida farda nas atividades da Mocidade, que eram ao sábado à tarde. No dia 10 de Junho havia grandes desfiles de jovens com a farda da Mocidade, em Lisboa e no Porto, nos grandes ajuntamentos e desfiles militares, onde eram condecorados os heróis do Ultramar, muitos dos quais a título póstumo.
Ingoré, 10 de Junho de 1968 > José Teixeira com os lusitos da Mocidade Portuguesa

OBS: - Foto colorizada com recurso à IA - ChatGPT

Esfreguei os olhos para me certificar que não estava a ver fantasmas. Não! Era verdade. Aproximei-me e cumprimentei-os com um – Bom dia! Responderam-me com uma saudação típica da Mocidade e retribuíram com um bom dia, senhor!

Ali ficamos no meio da tabanca, com um sol do caneco a falar em português correto. Vinham da escola primária local, as comemorações do Dia de Camões de Portugal e da Raça, onde eram alunos da quarta classe.

Para testar os seus conhecimentos fui um pouco malandro, revi a minha 4.ª classe, e fiz perguntas, sobre Portugal continental na área de História e Geografia, e descobriu que sabiam, na ponta da língua, os nomes dos Rios; nascentes, afluentes e onde desaguavam; o nome das serras foi cantado na mesma ladaínha que nós usávamos para decorar; das estações da CP em Portugal; dos Reis que nos governaram, etc. no meio da conversa descobri que não faziam ideia do que era e como era um comboio. No seu livro escolar, parece que havia uma fotografia a preto e branco, com uma máquina a vapor envolvida em fumo e umas carruagens, mas como se movimentava aquele monstro? Explicar-lhe não foi fácil, mas o possível, creio eu, para entenderem.

Na primeira oportunidade, fui visitar a escola, conhecer o professor (creio que se chamava Domingos). Da primeira vez estava a dar aulas, com uma sala cheia de crianças em silêncio, muito atentas. Tinha algumas carteiras, se a memória não me falha, mas não dava para tanta criança. Voltei várias vezes, depois do horário escolar para conversarmos sobre o ensino, a aprendizagem das crianças e do futuro daquela gente esmagada pelo medo da guerra. Era um jovem professor de dezasseis anos. Estava ligado à Comunidade Salesiana de S. Domingos, onde tinha feito alguns estudos do Secundário. Fora colocado em Ingoré no princípio do ano escolar e queria seguir a carreira de professor. Esperava que chegasse o fim do mês de julho para ir nas viaturas militares até ao Sedengal e depois, seguir pela mata, até S. Domingos para continuar os seus estudos durante as férias. Caminho que conhecia bem, pois já o tinha feito algumas vezes.

Passado um mês, a minha Companhia foi deslocada para Sul. Foi tal a rapidez da mudança, que nem me deu tempo para me despedir do jovem professor Domingos, que tinha ganho a minha amizade e profunda admiração pela sua força de vontade e dedicação. Voltei a Ingoré em 2011 com o saudoso Pepito, acompanhado dos meus filhos, para visitar o Infantário Pipisa, que quer dizer Flor de Arroz, o qual estava a ser apoiado pela Associação Tabanca Pequena de Matosinhos. Passei uma bela manhã, a conviver com cerca de cinquenta crianças.

Perguntei pelo Professor Domingos. Era um ilustre desconhecido para aquelas jovens que geriam o infantário. A Escola tinha desaparecido. Havia outra, maior e mais atual. Creio que atualmente há um liceu. A Tabanca cresceu imenso. Incorporou Ingorezinho e outras pequenas tabancas existentes no meu tempo. Ingoré é um mundo, como pude constatar em 2013 e 2015, quando lá voltei.

O tempo (cerca de quarenta e três anos) tinha apagado muita coisa das nossa memórias, mas os dois simpáticos e sabichões “lusitos” e o Professor Domingos continuam bem presentes na minha.

Que será feito deles?
José Teixeira

Eu a interagir com as crianças em 2011
O meu filho Tiago a interagir com as crianças em 2011
O meu Tiago e o saudoso Pepito com as crianças, em 2011
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Nota do editor

Último post da série de 30 de outubro de 2024 > Guiné 61/74 - P26094: Estórias do Zé Teixeira (65): Da Guiné a Lisboa a pé pelo Saará - O sonho que durou vinte anos a concretizar-se (2) (José Teixeira, ex-1.º Cabo Aux Enfermeiro da CCAÇ 2381)

sábado, 2 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P27979: Fotos à procura... de uma legenda (204): "A mulher na imagem é igualzinha à minha mãe" (Cherno Baldé)..."Fermero, tua minina, tua mulher parte banana" (José Teixeira)



Guiné > > Região do Cacheu > Bigene > c. 1966/67 > O alf mil médico Adáo Cruz ( CCAÇ 1547 / BCAÇ 1887, Canquelifá e Bigene, 1966/68), com uma jovem mãe, e o seu filho a quem pôs o nome de "Adão Doutor", em gestor de gratidão para com o médico, "tuga", que a assistiu no porto.

Foto (e legenda): © Adão Cruz (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Comentários ao poste P27970 (*):

(i) Cherno Baldé

Cada época tem sua marca, sua imagem própria que nunca se confunde com outras de épocas diferentes. Anos 60, no território da Guiné (dita portuguesa) as imagens têm a marca da originalidade, de sofrimento agarrado a alma de gente simples, humilde, de gente que não controla o destino, de gente sujeita a violência e imprevisibilidade da guerra, uma guerra escondida em cada esquina, em cada árvore, em cada baga-baga.

A mulher na imagem é igualzinha à minha mãe, no tamanho, nas feições rudes e vincadas de uma mulher camponesa da Guiné dos anos 50/60. Os pés, duros e escarpados não sabiam o que era usar chinelas ou sandálias que, mesmo o que tivessem, para não atrapalhar no caminho da bolanha, preferiam colocá-los na cesta das roupas,  equilibrada encima da cabeça... Na verdade, eram mais para mostrar ao branco do que proteger os pés calejados de tanto morder a areia quente dos trilhos do mato.

A adornar o peito, aí estão os colares tradicionais feitos de sementes e raízes de aroma da maternidade africana que nenhuma mulher dispensava na época e que tinha o efeito benéfico de afastar o cheiro do leite com mistura do suor da criança colada ao seu corpo de forma quase permanente.

Quanto ao nome dado a criança, era sobretudo a vontade e a firma decisão da mãe, pois era um direito que ninguém podia questionar, mas na realidade o nome oficial e que seria válido dentro da comunidade, era sempre um direito do pai que, como mandam as regras, devia obedecer aos critérios da tradição do grupo étnico. 

Todavia, para a mãe e as crianças do núcleo familiar, em respeito à dor e sofrimento que constituem o dificil processo do parto, ela será sempre o "Adão Doutor" da sua querida e sofrida mãe.

quinta-feira, 30 de abril de 2026 às 19:48:00 WEST



Guiné- Bissau > Bissau > Maio de 1997 > "Eu e a minha mãe"

Foto (e legenda): © Cherno Baldé (2011). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



(ii) José Teixeira

Como já contei no blogue, eu tratei uma bebé com alguns meses de uma crise de paludismo. O seu estado de saúde era muito grave, com elevada temperatura, muitos vómitos. E
stava tão débil que nem no peito da mãe pegava. Abusivamente, cometi um ato médico que lhe salvou a vida. Ao fim de duas horas, começou a baixar a temperatura. Pouco tempo depois, mamou um pouco. Foi uma tarde inteira de luta e sofrimento para mim e para a mãe, mas valeu a pena.

No dia seguinte, a mãe veio trazer-me a menina, logo de manhã, como combinado e trazia também um cacho de bananas. A primeira frase dela foi: "Fermero, tua mulher parte banana". A partir dessa data, ficou a ser minha mulher. Todos os dias de manhã, enquanto estive em Mampatá elas (mãe e filha) vinham visitar-me:  "Tua mulher parte mantenhas". Trazia quase sempre fruta ou uma caneca de água fresquinha que ia buscar à fonte de Iroel para mim.

À noite, ficavam as duas à porta da casa, a aguardar a minha passagem para o abrigo para partir mantenhas.

Fui cerca de dois meses para a Chamarra. Duas vezes por semana ia a Mampatá em serviço de apoio ao enfermeiro africano que me substitui. Procurava a minha menina para lhe fazer festinhas. No regresso definitivo para Buba, passei por Mampatá. Para minha grande alegria e grande sofrimento, lá estava a mãe com a minha mulher ao colo: "Pega minina. Leva tua mulher contigo!"

Este momento continua gravado na memória, pelo sofrimento que me causou, pela recusa que tive de dar.






Guiné > Região de Tombali > Mampatá (1)> 1968> O 1º cabo enfermeiro Teixeira (CCAÇ 2381, Buba e Empada, 1968/70), com a sua inseparável amiguinha Maimuna.

Foto (e legenda): © José Teixeira (2005). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

Revisão / fixação de texto, título: LG)
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Nota do editor LG:

domingo, 30 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27477: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (58): Bolanhas e lalas de São Domingos, Susana e Ingoré; pôr-do-sol em Varela; e... manga de calor

 

Foto nº 1 > Pôr do sol na Praia de Varela, enquanto pesco


Foto nº 2 > Arroz de água doce, bolanha na zona de Ingoré


Foto nº 3 > Arroz de bolanha, zona de Susana


Foto nº 4 > Lala, na zona de Susana (1)


Foto nº 4 > Lala, na zona de Susana (2)



Foto nº 5 > Bolanha, na zona de São Domingos


Guiné-Bissau :> Região de Cacheu > Varela, Susana, Sáo Domingos, Ingoré

Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2025). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]






(i) Português, natural de Águeda, da colheita de 1947, criado desde criança em Nova Lisboa, hoje Huambo, Angola; 

(ii) ex-fuzileiro em Angola (1969/72);

(iii)  a viver na Guiné-Bissau desde 1984;

(iv) fundador (em 1991), sócio-gerente e ex-director técnico da firma Impar, Lda (
Energia solar, água, comunicacão e geradores):

(v)  é um "histórico" nossa Tabanca Grande (que integra desde 6/1/2006);

(vi) é o português que melhor conhece a Guiné e os guineenses, e ainda hoje é conhecido como o "pai dos tugas" (pelos mais novos, que visita a Guiné-Bissau, e que ele apoia);

(vii) é o nosso "embaixador" em Bissau,

(viii)  colaborador permanente para as questões de ambiente, geografia e economia;

(ix) autor da série "Bom dia, desde Bissau" (que já vai em quase 6 dezenas de postes);

(x)  tem cerca de 190 referências no nosso blogue.


1. Mensagem do Patrício Ribeiro

Data - quarta, 26/11/2025, 17:06

Assunto - Bom dia, desde Bissau

 Luís, envio estas fotos do calor da Guiné, como se pode ver está quente.

Vão enviadas a partir do telemóvel, por hoje à tarde e noite há descanso e não consigo chegar ao computador.

As fotos levam legendas

Abraço. PR

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quarta-feira, 2 de julho de 2025

Guiné 61/74 - P26974: (Ex)citações (434): Uma questão de "falso pudor"... (José Teixeira, régulo da Tabanca de Matosinhos; ex-1º cabo aux enf, CCAÇ 2381, Buba, Quebo, Mampatá e Empada, 1968/70)



Guiné-Bissau > Região de Tombali > Guileje > Simpósio Internacional de Guileje > 1 de março de 2008 > O Zé Teixeira com a Cadidjatu Candé (infelizmente já falecida), filha de Akiu Candé, o valente alferes de 2ª linha e comandante de milícias no Quebo, preso e assassinado com requintes de crueldade  pelo PAIGC depois do fim da guerra.

Foto (e legenda): © José Teixeira (2008). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar:Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Desafiei o Zé Teixeira  ( e o Cherno Baldé) a comentar este posta P26971 (*):

Zé e Cherno:


Não sei se é pedir-vos muito... Mas gostava que comentassem a primeira parte do aerograma do nosso já saudoso Fernando Calado, que acabou de morrer há dias... Esteve comigo cerca de um ano em Bambadinca. E nestes últimos quarenta / cinquenta anos, apreciei melhor o seu fino trato.... E falou do nosso blogue, antes de morrer, segundo confidência da viúva, Rosa Calado.

A questão do pudor, entre diferentes culturas (e em diferentes épocas), é um tema apaixonante... Os médicos, desde Hipócrates, há 25 séculos que dizem "naturalia non turpa" (o que é natural não é vergonhoso)....

Há um "pudor natural", próprio dos primatas, mas o nosso é profundamente culturalizado. O Cherno lidou connosco, tugas, tu, Zé, lidaste com os fulas, tiveste talvez tanta ou mais intimidade do que eu com os nossos bons e leais amigos, que combateram (e alguns morreram) ao nosso lado... Mas não deixávamos de ser diferentes, e em posições de poder diferentes.

Mantenhas. Luís


2. Resposta, com data de ontem,  do Zé Teixeira (régulo da Tabanca de Matosinmhos, 
ex-1.º cabo aux enfermeiro, CCAÇ 2381, Buba, Quebo, Mampatá e Empada, 1968/70; é um histórico da Tabanca Grande, que integrou a partir de 14/12/2005; tem 443 referências no blogue; vive em São Mamede de Infesta, Matosinhos; é gerente bancário reformado) (**):


Luís.

Esta é uma questão do falso "pudor" ocidental português dos anos 60/70, enraizado num país tradicionalmente católico ao quadrado, "dono" de um (falso) Império espalhado pelos quatro cantos do mundo, como nos ensinavam na escola primária e na catequese.

Forçados a ir ao encontro de outras civilizações com diferente forma de gerir o respeito pelo corpo, naturalmente que estranhámos, e mais que isso, no caso da Guiné, não soubemos respeitar, o deles, mas refugiando-nos no nosso. 

Recordo a minha chegada a Ingoré e ser recebido por um coro de bajudas com o tronco nu a oferecerem os seus préstimos como "lavanderas". Foi um choque civilizacional e perturbador do meu eros, mais que isso, senti a falta de respeito dos soldados brancos "velhinhos" e até "periquitos", levados na onda do apalpar os seios das garotas, até com violência. E se elas eram lindas e bem jeitosas, o raio das bajudas!

Com não vi os jovens africanos a praticar tais gestos, entendi que devia respeitar a ordem das coisas (puritano? talvez!). Nunca tomei tal atitude, sem deixar de "brincar" dentro do respeito pelo "outro"/outra" a que vinha educado, como por exemplo, quando de serviço à enfermaria me aparece na fila para consulta uma jovem mulher linda e bem dotada.

- Bajuda linda e mama firme! - disse-lhe eu em jeito de piropo.

- Nega! A mim mulher grande!

- Hum, bo conta mintira. Bajunda linda e mama firme!

Então ela, a Binta, chega o peito junto da minha cara e esparrinha-a com leite do seu seio, para gáudio da mulherada que estava na fila.

Adaptei-me à realidade ao chegar ao Sul, mais propriamente a Mampatá do Forreá, onde por força das circunstâncias, vivíamos no meio da população, criei raízes de amizade que ainda hoje perduram, sempre no respeito mútuo pela forma de ser e estar de cada um. 

Fui algumas vezes tomar banho no riacho onde as mulheres lavavam a nossa roupa (um riacho que aparecia na época das chuvas), servindo-me de uma lata como chuveiro (banho à fula) e quantas vezes eram elas que me deitavam a água pela cabeça abaixo. Algumas estavam nuas e quando me viam chegar, nem sempre se tapavam, outras tapavam-se com um pano e eu normalmente estava de cações de banho e por vezes nu.

As nossas formas de ser e estar nunca foram impeditivas de uma boa relação, mas entendo bem a reação do Fernand Calado, como homem educado e respeitador que era. Por parte das bajudas, talvez mindjers garandi, foi uma atitude natural de quem se sentia à vontade, na sua forma de ver o corpo humano, sem os preconceitos ocidentais.

Zé Teixeira

terça-feira, 1 de julho de 2025 às 17:18:53 WEST

(Revisão / fixação de texto, título, negritos, itálicos: LG)

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Notas do editor:

(*) Vd. poste de 1 de julho de 2025 > Guiné 61/74 - P26971: Humor de caserna (202): Dormir nu por causa do clima à noite e ter sonho "manga di bom": aerograma datado de Bambadinca, 1 de dezembro de 1969, dirigido à sua amada pelo nosso saudoso Fernando Calado (1945-2025)

(**) Último poste da série > 21 de maio de 2025 > Guiné 61/74 - P26825: (Ex)citações (433): Ao pesquisar na Net informações relacionadas com o aquartelamento de Nova Sintra, li as crónicas do Fur Mil Joaquim Caldeira, da CCAÇ 2314, e numa delas com o título “Um tronco sem pernas e sem braços”, verifiquei que, pelas piores razões, eu era um dos protagonistas da história (Aníbal José da Silva, ex-Fur Mil Vagomestre)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Guiné 61/74 - P25142: Convívios (977): Almoço/Convívio do pessoal do BCAV 3846 (Ingoré, S. Domingos e Susana, 1971/73), a levar a efeito no próximo dia 3 de Março de 2024, em Fátima (Delfim Rodrigues, ex-1.º Cabo Aux Enfermeiro)

Ingoré, S. Domingos e Susana, 1971/73


ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO DO BCAV 3846

DIA 3 DE MARÇO DE 2024 EM FÁTIMA

Caros amigos,
Vamos a  Fátima para o nosso regular encontro anual, onde haverá lugar a alegre e são convívio para recordar os episódios da nossa história conjunta na Guiné-Bissau.

O evento ocorrerá no Domingo, dia 3 de Março de 2024 no Restaurante Pastilha & Filhas, Estrada de Fátima, 34 Batalha

Apelamos a que compareças com a tua habitual alegria, se quiseres com a família e ou amigos, e nos ajudes a divulgar esta iniciativa por todos os teus amigos que estiveram connosco na Guiné e não receberam este convite. Estamos com dificuldade em ter a base de dados completa.

O programa será o seguinte:
Chegada e registo entre as 11h00 e as 12h00

Almoço com a seguinte ementa:
- Entradas: pão, azeitonas, camarão, rissóis, morcela e pastéis de bacalhau
- Aperitivos: martini, porto e ricard
- Bebidas: vinho maduro e verde, águas, refrigerantes e cervejas
- Sopas: legumes ou peixe
- Bacalhau à Zé do Pipo
- Cordeiro à padeiro
- Sobremesa: prato misto (gelado, fruta e pudim)
- Café e digestivos (aguardente, licores e whisky)

O preço será 30€/pessoa, (não se aceita Multibanco) e todas as bebidas estão incluídas.
(Crianças de 0 a 5 anos é grátis e de 6a 11 anos pagam 50%)

- Encerramento pelas 17h00 com bolo e espumante.

Confirma a tua presença com urgência (máximo até 20 de Fevereiro) para:
- Carlos Conceição (Xina) tlm 919 489 378 - email: carlosconceicaonovoa@gmail.com
- João Catarino tlm 919 805 205 email: catarino.isilva@gmail.com
- Abel Miranda tlm 966 963 841 email: miranda abel@hotmail.com
- Joaquim Monteiro tlm 964 071 285 email: monteiro.quito@gmail.com

AVISA TODA A GENTE QUE CONHEÇAS DAS NOSSAS RELAÇÕES no CTI Guiné

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Nota do editor

Último post da série de 16 DE JANEIRO DE 2024 > Guiné 61/74 - P25077: Convívios (976): A CCAÇ 4544/73 (Cafal Balanta, 1973/74) vai realizar o seu convívio comemorativo dos 50 anos do regresso a Portugal, em Setembro próximo, na zona de Coimbra (António Agreira, Fur Mil TRMS)

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Guiné 61/74 - P24561: A minha ida à guerra (João Moreira, ex-Fur Mil At Cav MA da CCAV 2721, Olossato e Nhacra, 1970/72) (4): Tropa depois da Especialidade

Posição relativa de Ingoré


"A MINHA IDA À GUERRA"

4 - TROPA DEPOIS DA ESPECIALIDADE

João Moreira

Em Janeiro de 1969 fui colocado no RC 3, em Estremoz, onde fui promovido a Cabo Miliciano no dia 6.


Cabo Miliciano João Moreira. Estremoz

Em Fevereiro fui para Tancos para tirar o curso de Minas e Armadilhas.

Voltei ao RC 3.
Mobilizado para a Guiné.

Dei instrução aos militares da CCAV 2540, que fazia parte do BCAV 2876. Na semana de campo tive nova crise - Espinha bífida - e o médico mandou-me para o Hospital Militar de Évora, onde estive até ao fim de Setembro de 1969.

Regressado ao RC 3 fui gozar os 10 dias da mobilização, para ir ter com a minha CCAV 2540 que já estava em Ingoré, na fronteira do Senegal.

Ao 2.º ou 3.º dia recebi uma chamada telefónica do 1.º sargento da secretaria do RC 3 a dizer para voltar para o quartel porque tinha sido desmobilizado.

Estive colocado no Gabinete de Estudos até Dezembro. Nessa altura voltei a ser mobilizado para a Guiné.

Em Dezembro de 1969 fui para o RC 4, em Santa Margarida, para formar a CCAV 2721, novamente mobilizado para a Guiné.


O Cabo Miliciano Enfermeiro José Manuel CARVALHO e eu na semana de campo no RC 4 - Santa Margarida
Furriel João Moreira, com a farda n.º 1


Embarquei no T/T Carvalho Araújo em 4 de Abril de 1970. Cheguei a Bissau no dia 11 de Abril.

Quando embarquei já era furriel, embora ainda não tivesse sido promovido, porque já era cabo miliciano desde 6 de Janeiro de 1969 e na data de embarque já tinha 15 meses de cabo miliciano. Por isso a graduação em furriel que me fizeram em 4 de Abril de 1970, foi corrigida para promoção com a data de 15 de Janeiro do mesmo ano.

No embarque já tinha 21 meses de tropa efetiva mais 6 meses das 2 especialidades perdidas, num total de 27 meses desde a data da incorporação.


(continua)
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Nota do editor

Último poste da série de 10 DE AGOSTO DE 2023 > Guiné 61/74 - P24547: A minha ida à guerra (João Moreira, ex-Fur Mil At Cav MA da CCAV 2721, Olossato e Nhacra, 1970/72) (3): EPC - Escola Prática de Cavalaria - Santarém: Especialidade

domingo, 5 de março de 2023

Guiné 61/74 - P24121: S(C)em comentários (4): A Massiel de Ingoré, ou melhor, a cantora espanhola, que venceu o Festival da Eurovisão da Canção em 1968, e que deu a alcunha à autometralhadora Daimler ME-78-63, ao tempo em que o nosso Zé Teixeira passou por lá (e também deu uma voltinha com ela...), entre maio e julho de 1968


Guiné > Ingoré > 1968 > CCAÇ 2381 (1968/70) > O 1º cabo auxiliar enfermeiro José Teixeira, dando uma voltinha  numa autrometralhadora Daimler, no início da sua comissão que o levaria do Cacheu (Ingoré) até ao Sul, às regiões de Quínara (Buba, Empada) e Tombali (Quebo, Mampatá, Chamarra).

O veículo tem a matrícula ME-78-63. Viemos a descobrir que  a alcunha, Massiel, era uma homenagem à cantora espanhola María de los Ángeles Félix Santamaría Espinosa (nascida em Madrid, em 1947), mais conhecida como Massiel, que no ano de 1968 havia vencido o Festival Eurovisão da Canção em Londres, à frente do concorrente da casa, e o favorito (com a canção "Congratulations"), Cliff Richard. A canção vencedora chamava-se "La, la, la". (Vd. aqui o vídeo no You Tube, 2' 02''.)

Ora cá temos, mais uma cançonetista em voga na época, outra mulher, a seguir à Sandie Shaw (*), a ser homenageada pelos rapazes das Daimler...  O Pel Rec Daimler deveria ser o mesmo do tempo do Manuel Seleiro, o 2043 (Ingoré e São Domingos, maio de 1968/ março de 70).(**)

Foto (e legenda): © José Teixeira (2005). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].


1. Não sabíamos, até há pouco tempo quem era a Massiel, mas sabemos, desde 2005, quem é o nosso querido amigo e camarada José Teixeira, um dos históricos régulos da Tabanca de Matosinhos... e que tem no nosso blogue nada menos do que cerca de 4 centenas de referências...  E foi, na guerra, um simples (mas valente) 1º cabo auxiliar de enfermagem... É ele mesmo quem se apresenta:

(i) "Fui enfermeiro de campanha na CCAÇ 2381. Fui para a Guiné em fins de Abril de 1968 e regressei em Maio de 1970. Estacionei cerca de 3 meses em Ingoré, no Norte, onde a companhia fez o seu treino operacional [de maio a julho de 1968].

(ii) "Seguimos depois para Buba e fixámo-nos em Quebo (Aldeia Formosa), [no final de Julho de 1968]. Aí a CCAÇ 2381 teve como missão fazer escoltas de segurança às colunas logísticas de abastecimento entre Aldeia Formosa/Buba e Aldeia Formosa/Gandembel, ao mesmo tempo que garantia a autodefesa de Aldeia Formosa, Mampatá e Chamarra;

(iii) "Regressámos a Buba, em Janeiro de 1969, para servirmos de guarda às equipas de Engenharia que construiram a estrada Buba/Aldeia Formosa;

(iv) "Face ao desgaste físico/emocional fomos enviados, a partir de 1969, para Empada onde vivemos os últimos meses de Comissão".
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Notas do editor:

(*) Vd. poste de 27 de fevereiro de 2023 > Guiné 61/74 - P24104: Sem Comentários (2): A cantora descalça, Sandie Shaw, britânica, vencedora do Festival Eurovisão da Canção (Viena, 1967) que deu o nome a uma Daimler, a ME-90-93, do Pel Rec Daimler 1130 (Ingloré e São Domingos, 1966/68)

(**) Último poste da série > 4 de março de 2023 > Guiné 61/74 - P24116: S(C)em comentários (3): "A gratidão é uma doença canina que não se transmite ao homem"

sexta-feira, 3 de março de 2023

Guiné 61/74 - P24115: Álbum fotográfico de Manuel Seleiro, 1º cabo ref, DFA, Pel Caç Nat 60 (São Domingos, Ingoré e Susana, 1968/70) - Parte II: Mais imagens de Ingoré... e de pessoal da CCAÇ 1801 (Ingoré, Bissum-Naga, São Domingos)


Foto nº 7 > Guiné > Região do Cacheu > Ingoré > Pel Caç Nat 60 (1968/70) > Despedida do pessoal da CCAÇ 1801 (1968/69), que estava em Ingoré e no destacamento de Antotinha  O Manuel Seleiro, nesta foto, parece ser o segundo, ao centro, de bigode,


Foto nº 8 > Guiné > Região do Cacheu > Ingoré > Pel Caç Nat 60 (1968/70) > O quartel de Ingoré


Foto nº 9 > Guiné > Região do Cacheu > Ingoré > Pel Caç Nat 60 (1968/70) > "Dois batelões" (... no Leste, no rio Geba, eram chamados "barcos turras" que faziam transporte de mercadorias e de pessoal civil...)


Foto nº 10 > Guiné > Região do Cacheu > Ingoré > Pel Caç Nat 60 (1968/70) > Pôr do sol

Fotos (e legendas): © Manuel Seleiro (2009). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].


Guiné > Região de Cacheu > Carta de Sedengal  (1953) (Escala 1/50 mil) > Posição relativa de Sedengal, Ingoré, Antotinha e rio Cacheu.

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2023)


1. Continuação da publicação de uma seleção de fotos do álbum do Manuel Seleiro (*), membro da Tabanca Grande nº 870 (**). Trata-se de mais algumas imagens de Ingoré, editadas pelo nosso blogue, com a devida vénia e a autorização do autor. Numa destas fotos vê-se pessoal da CCAÇ 1801, que estve destacado em Antotinha. A CCÇ 1801 passou por Ingoré, Bissum-Naga, S. Domingos, Cacheu e Antotinha (destacamento de Ingoré) (1968/69).  Sobre Ingoré temos mais de 80 referências. Ingoré fica na carta de Sedengal (1953) (escala 1/50 mil),

Recordamos que o Manuel Seleiro era o sapador do seu Pel Caç Nat 60. Tirou um curso de minas e armadilhas, de 10 dias, em Bissau. Quando lhe faltavam dois meses para terminar a comissão, foi vítima, em combate, da explosão de uma mina A/P. 

Mesmo totalmente cego, e apenas com dois dedos na mão esquerda, o nosso camarada edita dois blogues (Pel Caç Nat 60 e Luar da Meia Noite). Só reconhece as suas fotos pelas legendas (que procuramos manter). Segue (e comenta) o nosso blogue há muito. O seu exemplo de tenacidade, resistência, camaradagem, e amor à vida e à sua terra natal, Serpa, Baixo Alentejo,  é digno da nossa admiração e do nosso maior apreço. Podemos apontá-lo como um grande exemplo de capacidade de luta contra a adversidade.

Estas fotos, que constam, da  página pessoal do Manuel Seleiro, Luar da Meia Noite, também podem ser, algumas, da autoria do Nelson Gonçalves, que foi o segundo comandante do Pel Caç Nat 60 (criado em São Somingos, em 1968), e também ele vítima de uma mina (neste caso A/C), e DFA.

Julgo que o Nelson Gonçalves vive nas Caldas da Rainha, é viúvo da nossa amiga Manuela Gonçalves, a Nela, falecida em 2019; não temos, infelizmente, o contacto do nosso camarada Nelson Gonçalves que gostaríamos ainda dever sentado à sombra do nosso poilão.

Da CCAÇ 1801, só temos infelizmente quatro referências: o  Carlos Sousa, o Carlos Fernando da Conceição Sousa [ex-alf mil op esp /ranger, CCAÇ 1801, Ingoré, Bissum-Naga, S. Domingos, Cacheu e Antotinha (destacamento de Ingoré) 1968/69] é membro da nossa Tabanca Grande. E é o único representante da CCAÇ 1801.

Guiné 61/74 - P24113: Álbum fotográfico de Manuel Seleiro, 1º cabo ref, DFA, Pel Caç Nat 60 (São Domingos, Ingoré e Susana, 1968/70) - Parte I: Imagens de Ingoré


Foto nº 1 > Guiné > Região do Cacheu > Ingoré > Pel Caç Nat 60 (1968/70) > O 1º cabo Manuel Seleiro com a bazuca 8.9

Foto nº 2> Guiné > Região do Cacheu > Ingoré > Pel Caç Nat 60 (1968/70) > O 1º cabo Manuel Seleiro com o LGFog 3.7

Foto nº 3 > Guiné > Região do Cacheu > Ingoré > Pel Caç Nat 60 (1968/70) > O 1º cabo Manuel Seleiro com o morteiro médio, 8.1

Foto nº 4 > Guiné > Região do Cacheu > Ingoré > Pel Caç Nat 60 (1968/70) > O 1º cabo Manuel Seleiro na fonte

Foto nº 5 > Guiné > Região do Cacheu > Ingoré > Pel Caça Nat 60 (1968/70) > O 1º cabo Manuel Seleiro  a beber água



Foto nº 6 > Guiné > Região do Cacheu > Ingoré > Pel Caça Nat 60 (1968/70) > O 1º cabo Manuel Seleiro na tabanca (... provavelmente à procura de um leitãozinho).

Fotos (e legendas): © Manuel Seleiro (2009). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].


1. Seleção de fotos do álbum do Manuel Seleiro, membro da Tabanca Grande nº 870 (*). Amostra de fotos tiradas em Ingoré, editadas pelo nosso blogue, com a devida vénia e a autorização do autor.

Tirou um curso de minas e armadilhas, de 10 dias, em Bissau. Quando lhe faltavam dois meses para terminar a comissão, foi vítima da explosão de uma mina A/P. Mesmo totalmente cego, e apenas com dois dedos na mão esquerda, o nosso camarada edita dois blogues (Pel Caç Nat 60 e Luar da Meia Noite). Só reconhece as suas fotos pelas legendas (que procuramos manter). Segue (e comenta) o nosso blogue há muito. O seu exemplo de tenacidade, resistência, camaradagem, e amor à vida  e à sua natal,  Serpa, é digno do nosso maior apreço.
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Nota do editor:

terça-feira, 26 de abril de 2022

Guiné 61/74 - P23201: 18º aniversário do nosso blogue (6): O enviado especial do "Diário de Lisboa", Avelino Rodrigues, em julho de 1972, no CTIG: uma "crónica imperfeita" em quatro artigos - Parte II: 29 de agosto de 1972: no mato com Spínola, "a simpatia como arma de guerra"




Citação: (1972), "Diário de Lisboa", nº 17847, Ano 52, Terça, 29 de Agosto de 1972, Fundação Mário Soares / DRR - Documentos Ruella Ramos, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_5495 (2022-4-25)

Cortesia de Casa Comum | Fundação Mário Soares | Pasta: 06815.165.26101 | Título: Diário de Lisboa | Número: 17847 | Ano: 52 | Data: Terça, 29 de Agosto de 1972 | Directores: Director: António Ruella Ramos | Observações: Inclui supl. "DL Economia" |b Fundo: DRR - Documentos Ruella Ramos.


DL / REPORTAGEM, pp. 12/13

2. GUINÉ: CRÓNICA IMPERFEITA

A SIMPATIA COMO ARMA DE GUERRA


















(Com a devida vénia ao autor, Avelino Rodrigues,
aos herdeirtos do António Ruella Ramos, e à Fundação Mário Soares)

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Nota do editor:

Último poste da série > 25 de abril de  2022 > Guiné 61/74 - P23200: 18º aniversário do nosso blogue (5): Roteiro da nossa saudosa Bolama (Antonio Júlio Emerenciano Estácio, luso-guineense, nascido em 1947, e escritor)