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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28337: Humor de caserna (291): Homenagem aos nossos comentadores: aos que já partiram, e aos que ainda resistem...

 






Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto: Alberto Branquinho (2010)
Imagens: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné



1. Era para sair, anteontem,  com o poste P28327 (*). Mas a "gaija" (a menina da IA) sabotou-me o trabalho. Trocou-me os nomes todos, depois de muitas horas a "partir pedra". Deitei a toalha ao chão, chamei-lhe uma data de nomes feios e depois fui fotografar as uvas que vão ser colhidas no próximo sábado, e que irão vão fazer o melhor vinho verde  branco, Nita, DOC,  de 2026.

Retomei hoje o trabalho. Tive de sacrificar alguns nomes que não cabem nesta BD. Ficam para a próxima: Artur Conceição, Fernando Gouveia, José Câmara,  José Casimiro de Carvalho, José Ferreira da Silva, José Marcelino Martins, Vitor Junqueira... Do Carlos Nabeiro não tenh0 foto, e dos anónimos não posso adivinhar quem são (ou eram). Tirando o  Zé Belo, que esse tem "visto Gold"...

Com este poste damos por encerrada esta brincadeira de caserna, até por que o Alberto Branquinho,  o criador da personagem (o tal "básico" que tratava das coisas dos oficiais da companhia, e que trocava os "vês" pelos "bês", sendo uma espécie de "ordenança adhoc"),
 também acha que já tem protagonismo a mais no nosso blogue.

Mas antes de "partirmos para outra" (que o blogue é um carrossel de empções e memórias), convém que fique claro o seguinte: A reprodução fonética da troca do "vê" pelo "bê" ("bocemessê", "inbenções", "labadeira", "cerbeijas", ") e o uso de termos típicos da linguagem popular e do Norte ("gaija", "bossemessê", "prái") não servem aqui para gozar com a iliteracia, ou o sotque nortenho-.  Pelo contrário: conferem uma autenticidade humana e geográfica imediata.

A Guerra Colonial colocou lado a lado no mesmo espaço físico e na mesma ansiedade rapazes de Viana do Castelo, de Ovar, do Porto, de Aveiro, da Nazaré, de Bragança, da Covilhã, de Beja, de Faro, de  Lisboa, das ilhas..., mas também do ultramar (de Cabo Verde a Macau).  

Ao "ler" aquele sotaque, cada comentador "ouviu" instantaneamente na sua cabeça o seu próprio camarada de armas, o ordenança do seu capitão, o ajudante da cozinha que era básico... Não se está, pois, a acincalhar ninguém, nem muito menos reabrir guerras sociolinguísticas entre nortistas e sulistas... Afinal, trocar os "bês" pelos "vês", é natural e foneticamemnte correto, acontece em diversas línguas latinas (e outras) e chama-se... betacismo.

Quanto ao protagonismo, ele é de todos nós, os que todos os dias fazemos pacientemente o blogue, autores, editores, leitores, comentadores, e todos os demais colaboradores permanentes, uns mais ativos do que outros  nesta fase do campeonato, e todos já muito cansados de palmilhar quilómetros e quilómetros,  pela picada da vida fora, e de resto  minada  e armadilhada, desde muito cedo, para a maior parte de nós, que não nascemos em berço de ouro... 

Aos que já partiram e aos que ainda resistem, tiro o meu quico!... É em honra de todos eles, e não apenas dos que aqui estão "representados", que dedico esta BD.
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Nota do editor LG:

(*) Último poste da série > 7 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28327: Humor de caserna (290 ): A propósito da "Assinatura Ilegível", de Alberto Branquinho... Uma paródia aos "básicos" que, afinal, fomos todos nós, e que mereceu 39 comentários no blogue há 16 anos