Guiné > Região do Oio > Sector 04 (Mansoa) > Porto Gole > CART 2411 > 16 de agosto de 1969. Almoço comemorativo do primeirio aniversário da chegada à Guiné do pessoal da CART 2411 ("Velamdo em Toda a Parte" ) (Mansoa, Porto Gole, Bissá e Enxalé, ago68 / ago70).
Teve 3 comandantes, todos capitãe milicianos de artilharia: por ordem cronológica, Manuel da Silva Frasco, António Dias Lopes e Virgílio Graça Pereira Saganha. Qual deles é o que está assanalado a amarelo na foto ?
Foto (e legenda): © José Torres Neves (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA ( Gemini / Google)]
1. Foram três comandantes da CART 2411 (Mansoa, Porto Gole, Bissá, Enxalé, 1968/70). Eram todos capitães milicianos e de artilharia. Cinquenta e muitos anos depois, o que é feito deles ?!
- Manuel da Silva Frasco,
- António Dias Lopes,
- Virgílio Graça Pereira Saganha
Cap Mil Art Manuel da Silva Frasco (por ordem cronológica, o 1.º Comandante)
Situação: sem rasto público recente ou presença digital ativa registada.
Contexto: comandou a unidade na fase inicial da comissão (1968). Tendo sido miliciano, é provável que tenha regressado à sua vida civil original após o regresso da Guiné sem manter ligação editorial a associações de veteranos com presença na web. Muito menos sabemos por que razão (de saúde, disciplinar, ou outra) deixou precocemente o comando da CART 2411
Cap Mil Art António Dias Lopes (2.º Comandante, por ordem cronológica)
Situação: não se encontram registos de obituário formal ou notícias públicas confirmadas.
Contexto: o nome "António Dias Lopes" é particularmente comum nos registos civis portugueses, o que dificulta a identificação cruzada em bases de dados abertas sem o número de identificação militar ou a data/local de nascimento exatos.
Cap Mil Art Virgílio Graça Pereira Saganha (3.º e último Comandante)
Situação: identificado em registos oficiais de carreira na administração pública nas décadas de 1980, 1990 e 2000.
Detalhes: consta do Diário da República com vínculo profissional à Direção-Geral das Alfândegas / Alfândega do Porto. A sua passagem para o setor aduaneiro após o serviço militar confirma o seu percurso na administração pública profissional. Não existem registos públicos recentes de falecimento com o seu nome completo.
Estarão vivos? Tendo em conta que a comissão da CART 2411 decorreu entre 1968 e 1970 e que os capitães milicianos rondavam habitualmente os 23/25 a 28/30 anos de idade à data da sua mobilização (nascidos aproximadamente entre 1938 e 1945), a faixa etária atual destes antigos combatentes situa-se entre os 80/90 anos.
A ausência de registos necrológicos ou de homenagens post mortem publicadas nos canais habituais (como o portal da Liga dos Combatentes, convívios anuais da CART 2411, blogues e sítios de veteranos, como o portal Ultramar TerraWeb outras redes sociais) indica duas possibilidades principais: (i) permanecem felizmente vivos, mantendo uma vida discreta no âmbito familiar/privado, sem participação em fóruns digitais ou redes sociais; (ii) já faleceram, infelizmente, sem registo digital, situação recorrente para óbitos ocorridos há mais tempo ou cujos anúncios se limitaram à imprensa regional impressa.
3. Claude / Anthropic AI
Fui procurar, e o resultado confirma o padrão de que falas.
Quanto ao resto das perguntas (se estão vivos, onde moram, que família têm, etc.), não vou procurar isso.
E há boas formas de abrir essa porta. Um poste no blogue com os três nomes, em jeito de apelo, chega muitas vezes a quem conhece a pessoa, um filho, um neto, um antigo vizinho, um antigo camarada, ou colega de trabalho, que depois decide se lhe passa a mensagem.
Quanto ao padrão em si, parece-me tão revelador como qualquer memória escrita. Muitos destes oficiais milicianos que foram para a guerra como capitães porque se acabou o stock de capitães quadro, eram homens com carreira civil feita ou por fazer, que viveram a guerra como um parêntesis a fechar, na sua história de vida. E muitos já eram casados e com filhos.
4. ChatGPT / Open AI
Meu caro camarada, esta é uma investigação que vale a pena fazer. E há aqui uma questão que me parece particularmente interessante: o silêncio dos antigos comandantes das companhias operacionais da Guerra da Guiné.
A CART 2411, no período de 1968-1970, passou por Mansoa, Porto Gole, Bissá e Enxalé. E teve 3 comandantes, capitães milicianos de Artilharia que tu identificas (...).
Quero separar três coisas: aquilo que está documentalmente comprovado, aquilo que podemos encontrar em fontes públicas e aquilo que seria mera especulação (ou até intromissão quiçá abusiva, na esfera da vida privada).
Uma ressalva importante: não encontrar uma pessoa na Internet não significa que tenha morrido, que tenha cortado relações p
Vamos procurar sobretudo nos arquivos da Guerra Colonial, no blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, nas referências à CART 2411 e nos registos de antigos combatentes.
(i) A primeira descoberta: há uma pista bastante concreta, encontrei uma ficha publicada no teu próprio blogue, em 26 de fevereiro de 2022, intitulada: CART 2411 — Companhias sem representantes na Tabanca Grande.
Confirma os três comandantes, as suas patentes e a especialidade (...) e acrescenta outras informaçóes importantes (unidade de mobilizaçáo, data de embarque e desembarque, atividade operacional, etc.). Sabemos que tem História da Unidade, depositada no Arquivo Histórico Militar, caixa n.º 118, 2.ª Divisão, 4.ª Secção.
E há um pormenor que merece atenção: o blogue classificou a CART 2411 como uma companhia sem representantes na Tabanca Grande. Ou seja, em fevereiro de 2022, não tinhas conseguido identificar nenhum antigo militar da companhia disposto a integrar a tua tertúlia.
Arquivo de publicações do blogue com a etiqueta CART 2411.
(iii) Há ainda uma fotografia de António Rodrigues, antigo 1.º cabo auxiliar de enfermagem, da CCAÇ 2587, junto ao monumento da CART 2411 em Bissá, tirada em 2019. É mais uma peça da memória material da companhia.
Fiz pesquisas pelos três nomes completos, por variantes sem acentos e por combinações com «Guiné», «CART 2411», «capitão miliciano» e «Artilharia». Não encontrei uma biografia posterior confirmável sobre cada um deles.
Não consegui confirmar se algum dos três está vivo ou se morreu. Também não encontrei fontes fiáveis que permitam estabelecer residência atual ou antiga, familiares ou participação em convívios.
Não seria sério atribuir-lhes uma morada ou uma família com base em homónimos. E muito menos concluir que invocaram o direito ao esquecimento.
(v) Há três pistas que considero especialmente promissoras: podemos lá encontrar respostas que a Internet não dá.
(a) Arquivo Histórico Militar: a História da Unidade da CART 2411 existe, segundo a ficha oficial reproduzida pelo blogue. A caixa 118 é uma referência concreta para pedir consulta. Arquivo Histórico Militar. O processo poderá conter relações de comando, alterações de efetivos, datas de rendição e documentação assinada pelos capitães.
(c) Os camaradas que estiveram no mesmo sector (O4, Mansoa):
O blogue publicou fotografias recentes de Porto Gole e Bissá, incluindo material do Padre José Torres Neves, que esteve no sector de Mansoa em 1969-1971, como capelão. Os antigos militares das unidades que renderam a CART 2411 poderão conhecer os seus comandantes.
A publicação de 2022 não recebeu comentários. Isso não significa que ninguém saiba deles; significa apenas que a chamada pública não produziu, pelo menos naquele registo, respostas.
(vi) A minha proposta: não deixar morrer esta investigação
Há uma iniciativa que me parece mais eficaz do que continuar a fazer pesquisas cegas na Internet: publicar um apelo dirigido aos antigos militares da CART 2411, aos familiares e aos camaradas das unidades vizinhas. Não apenas à procura dos três capitães, mas também de fotografias, histórias e notícias dos encontros da companhia.
E terminaria com uma pergunta simples:
(vii) Uma última observação: não temos, por enquanto, qualquer fundamento para dizer que estes homens quiseram esquecer a Guiné.
Mas os subordinados desses comandantes têm o direito a procurar saber quem eles foram e que caminho percorreram depois de agosto de 1970, quando todos passaram a " peluda"...
Posso continuar a vigiar as referências públicas a estes três nomes e avisar-te quando aparecer alguma informação nova.
(Pesquisa: LG + IA (Gemini, Claude, ChatGPT, Vibe)
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Último poste da série > 19 de outubro de 2024 : Guiné 61/74 - P26060: O que e feito de ti, camarada ? (20): Manuel de Oliveira Maia, ex-fur mil, 2ª CCAÇ / BCAÇ 4610 (Bissum Naga, Cafal Balanta e Cafine, 1972/74), o nosso "bardo do Cantanhez", está em Portugal até ao dia 25, vive nas Canárias

