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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28466: As nossas georgrafia emocionais (69): João Landim e a sua famosa jangada (Victor Costa, 1952-2026)










Foto nº 1, 1A, 1B,1C,1D




Foto nº 2, 2A
 


Fotro nº 3, 3A




Foto nº 4A, 4B, 4





Foto nº 5, 5A,5B


Guiné > Sector de Bissau > Safim > CCAÇ 4541/72 > 1974 > Destacamento de Safim  > Era aqui que a famosa jangada de João Landim  fazia a travessia ("cambança") do rio Mansoa


Foto (e legenda): © Victor Costa (2022). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / OPen AI)]




Guiné > Carta geral da província (1961)  / Eascala 1/500 mill > Posição relativa de João Landim: com Nhacra e Bissau a sudeste; região do Oio a nordeste (Mansoa, Bissorã,Mansabá, Olossato, Farim); região do Cacheu, a norte e e noroeste (Binar, Bula, Cõ, Pelundo, Teixeira Pinto,Cacheu, Ponta São Vicente




Guiné > Carta de Bula (1953) / Escala 1/50mil > Posição relativa de João Landin, rio Mansoa, Bula e Binar






Guiné-Bissau > Ponte Amílcar Cabral, mais conhecida por ponte João Landim. Com 785 metros de comprimento, inaugurada em 2003, foi  totalmente financiada pela União Europeia e construída por um consórcio espanhol [Foto: Acciona-Engineering, com a devida vénia...]



1. João Landim tem 23 referências no nosso blogue. 

Era um local estratégico crucial: situa(va)-se  a cerca de 20 km a norte de Bissau, na travessia do Rio Mansoa. Era um ponto de passagem obrigatório: não havendo ponte, funcionava como o principal elo de ligação rodoviária entre a capital (Bissau) e o norte, o noroeste  (região do Cacheu) e o nordeste do território (região do Óio). 

A travessia do Rio Mansoa era feita através de uma jangada, "pachorrenta",  que transportava viaturas militares e comboios logísticos (geralmente apenas duas viaturas de cada vez), exigindo horas de espera e um esquema mínimo de segurança (nunca houve nenhuma emboscada, ataque, flagelação ou mina...).

 A equipagem e a manutenção da jangadas de João Landim (tal como as de S. Vicente e Farim) estavam a cargo do BENG 447 e da Marinha..  

O local em si era seguro. Durante o ano de 1971 a estrada João Landim - Bula ficou asfaltada. Nunca houve financiamento para fazer uma "miserável" ponte sobre o rio Mansoa!... (Se a jangada era segura, e barata, e nunca fora atacada, para quê construir uma ponte, ó tuga ?!...Afinal, não éramos ricos, mesmo tendo ambições imperiais...)

Os guineenses tiveram que esperar 30 anos (!) pela "ponte Amílcar Cabral", ou melhor "ponte João Landfim" (que o povo é politicamente incorreto, como o caraças!...). Construída pelos espanhóis. Com patacão da UE... Tal com a ponte de São Vicente (670 metros de comprimento; essa, sim, com forte componente e orgulho da engenharia portugesa!)

Em 10 de abril de 1974 o destacamento de João Landim era guarnecido por um Gr Comb da 1ª Cav/BCav 8320/72 mais uma secção reforçada da CCaç 4541/72 (sediada em Safim). Os fuzileiros patrulhavam o rio Mansoa.

João Landim, subsetor de Safim,  pertencia ao setor de Bissau (COMBIS - Comando de Agrupamento de Bissau). Além de Safim, o COMBIS compreendia ainda os subsetores de Brá, Bor, Prábis e Quinhamel

Ataques só lá mais para norte, na região do Cacheu... Por exemplo, em 17Set73. pelas 06h40, forças do Pel Mil 223/CMil Pelundo, em missão de escolta no itinerário Có- Bula - João Landim, foram emboscadas por um grupo inimigo na área de Pelundo, sector 07. As NT sofreram 11 mortos (10 da população), 12 feridos graves (5 da população) e 15 feridos ligeiros.



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Nota do editor LG:

Último poste da série > 8 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28248: As nossas geografias emocionais (68): Bambadinca, meu amor ! (Torcato Mendonça, 1944 - 2021)