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segunda-feira, 2 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27787: Notas de leitura (1901): "Amílcar Cabral O Africano que Abalou o Império", por José Alvarez, Âncora Editora, 2025 (4) (Mário Beja Santos)


1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil Inf, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá, Finete e Bambadinca, 1968/70), com data de 9 de Setembro de 2025:

Queridos amigos,
Começo por dar uma explicação. Era bem possível fazer uma recensão num só texto da obra de José Alvarez. Irei fazê-lo posteriormente por outros canais. Tenho procurado no blogue incitar para a leitura das obras, seja qual for o seu nível de qualidade. Acontece que estamos perante o primeiro romance histórico de Amílcar Cabral, trata-se de um romance entremeado de muitíssimos factos já aqui versados, José Alvarez procede à ficção na construção de diálogos entre Amílcar Cabral e a sua primeira mulher e nas reuniões políticas, sobretudo ao nível do PAIGC, mas também conversas com diplomatas, jornalistas e outros. Entendi que prestaria melhor serviço aos confrades destacando aspetos relevantes da trama histórica, deixando-lhes a surpresa de lerem o enredo ficcional construído por José Alvarez. Cabral nessa fase, entre 1962 e 1964, é não só a figura preponderante e inultrapassável dentro do PAIGC, é ideólogo, estratega, diplomata, germina da sua ação ser o construtor da nação guineense, tal como aconteceu. Acho que valeu a pena dar-vos nota do que achei por bem na extensão destas recensões.

Um abraço do
Mário



O primeiro romance histórico sobre a vida e obra de Amílcar Cabral – 4

Mário Beja Santos

O romance histórico de José Alvarez remete-nos agora para a instalação de direção do PAIGC em Conacri, estamos em 1961, também Maria Helena chega à capital da Guiné-Conacri com a filha mais velha. Em casa de Hugo Azancot Meneses há uma reunião de amigos, estão presentes Viriato da Cruz e Mário Pinto Andrade, entre outros, temas como os outros partidos nacionalistas vêm à baila, Amílcar andava inquieto com as atividades do Movimento de Libertação da Guiné, maioritariamente constituído por Manjacos residentes no Senegal, tinham em julho cortado linhas telefónicas perto de S. Domingos, atacado o aquartelamento desta povoação, também Susana e Varela, procedido a vandalizações e roubos. O armamento chegava ao PAIGC a conta-gotas, Sékou Touré pouco facilitava, havia obsessão de que viessem armas para golpes de Estado internos. É nessa altura que se encontra o expediente de, a partir de Marrocos, vir armamento em caixotes com indicação de medicamentos.

Amílcar procede a um périplo internacional, primeiro Casablanca, aí vai decorrer a I Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas - CONCP, isto em abril, já em Conacri encontrara-se com um agente dos serviços secretos checos; em setembro, Amílcar volta a escrever ao Presidente da Assembleia Geral da ONU, toca sempre na tecla da liquidação pacífica do colonialismo português; Maria Helena é professora liceal em Conacri. A CONCP tem o seu secretariado em Rabat. A Conacri, chegam cada vez mais guineenses para se juntar em prol de lutar pela Independência, é criado O Lar dos Combatentes. Maria Helena vai adoecendo, Amílcar sugere que ela e a filha vão para Rabat, é uma conversa que decorre sob grande tensão.

Vamos agora conhecer a faceta do estratega militar, reunião de quadros em Conacri, repartição de responsabilidades envolvendo quem tinha frequentado a academia de Nanquim, caso de Rui Djassi, Osvaldo Vieira, Chico Té, Manuel Saturnino Costa, Constantino Teixeira, Vitorino Costa, entre outros. Já estavam mais de 25 quadros em formação na Checoslováquia e 5 na URSS. Maria Helena e a filha partem para Rabat, Rafael Barbosa e outros são presos em Bissau.

Amílcar falou na Comissão da ONU sobre os territórios ocupados por Portugal, nas reuniões vem sempre a referência à falta de armamento e começam as insinuações de que os cabo-verdianos preferem Conacri para fugir à luta armada. De 1962 para 1963 acontecem modificações políticas de tomo na Argélia, chegam políticos portugueses a Rabat, como Piteira Santos e Adolfo Ayala. Nasce a segunda filha de Maria Helena e Amílcar, a filha mais velha vai estudar para Moscovo.

Em 1963, a FLING – Frente de Libertação e Independência Nacional da Guiné estabeleceu contacto com o Governo português, procurava-se uma solução pacífica para o futuro da Guiné. Benjamim Pinto Bull será recebido por Salazar, transmite-lhe uma proposta de autonomia gradual que culminaria com a eventual independência, de forma a permitir a formação de quadros e a crescente ocupação dos lugares-chave da administração por naturais da Guiné. É nisto que se sucede um grave incidente com o desembarque das caixas com armamento disfarçado de medicamentos, uma das caixas desfaz-se em pleno porto, Sékou Touré não está para os ajustes, manda prender a direção do PAIGC, Amílcar andava pelo estrangeiro, competir-lhe-á sanar o incidente.

Em 23 de janeiro de 1963, um grupo de guerrilheiros comandado por Arafam Mané ataca o quartel de Tite, estava dado o sinal de que o PAIGC desencadeara as hostilidades, são emitidas notícias nas emissoras de Conacri, Dakar e Brazzaville, dois meses depois, na região de Catió, combatentes do PAIGC apoderaram-se de duas barcaças a motor, Arouca e Mirandela, pertencentes à Casa Gouveia e à Sociedade Policial Ultramarina. Amílcar desloca-se a Moscovo, os soviéticos pretendem conhecer o seu programa, fazem perguntas sobre Cabo Verde, as promessas de apoio ficam por enquanto no ar. Dá-se uma reunião de quadros em Dakar, a união de Guiné a Cabo Verde é um dos principais temas de discussão, Amílcar propõe que era absolutamente necessário avançar com a insubordinação de Cabo Verde, mas é reticente quanto a um quadro de violência, sugere a infiltração, cabe a Pedro Pires o recrutamento e preparação política dos combatentes, mas curiosamente pondera-se a escolha de um local de desembarque, confia-se muito na ajuda cubana.

Salazar, afinal, não dá qualquer prova de querer dialogar com a FLING; nas reuniões de quadros, Cabral é confrontado com sérias tensões entre os quadros militares e políticos nas diferentes frentes, é nessa altura que se pondera a criação da Lei da Justiça Militar, é mais do que tempo para preparar uma reunião em território da Guiné para apreciar o relacionamento entre as chefias militares e as políticas, que virá a ocorrer em Cassacá, exatamente no tempo em que decorre na ilha do Como a Operação Tridente. Surge o hino do PAIGC, os versos são de Cabral.

E estamos chegados à reunião de Cassacá que culminará em congresso. Meio ano depois daquele ataque a Tite, a presença do PAIGC era uma realidade, particularmente no sul. O general Venâncio Deslandes tinha observado ainda em 1963 que cerca de uma quinta parte do território mantinha-se em sublevação, e as populações na sua quase totalidade deslocadas. O Governador e Comandante-chefe, Vasco Rodrigues e o Brigadeiro Louro de Sousa, tinham opiniões divergentes quanto ao andamento de obstar a progressão da guerrilha, em Lisboa decidira-se reforçar os efetivos militares na Guiné de cinco para dez mil homens. Louro de Sousa delineou uma enorme operação militar, a Tridente, para recuperar a ilha do Como, operação de grande envergadura, um efetivo militar de cerca de setecentos homens, com o apoio da Força Aérea e da Marinha, operação duríssima, os guerrilheiros do PAIGC transferem-se taticamente para outro território, o comandante em terra, Fernando Cavaleiro, percorre a ilha a pé.

Em território continental, em Cassacá, começa a reunião a 13 de fevereiro. Amílcar anuncia várias medidas na mobilização e organização de forças na luta armada, são criadas as FARP – Forças Armadas Revolucionárias do Povo, bem como a formação de quadros militares especiais. Inevitavelmente, teria que ser discutida a deterioração da população devido a comportamentos prevaricadores de quadros militares, foram identificados e desarmados os prevaricadores, mais tarde julgados e alguns deles executados. Dois meses após o final da operação Tridente, ainda existe numa ponta da ilha do Como um destacamento de tropa portuguesa, em Cachil, mas o PAIGC voltou a manifestar-se, flagelando regularmente essa Unidade.

Também atendendo ao desentendimento entre o Governador e o Comandante-chefe, o Governo português toma a decisão de juntar os dois cargos de uma única pessoa, é escolhido o Brigadeiro Arnaldo Schultz, chega à Guiné em maio de 1964, e com a promessa que faz publicamente de acabar em meses com a guerrilha.

Amílcar Cabral numa das suas intervenções no Congresso de Cassacá, 13 a 17 de fevereiro de 1964
O Bureau Político do PAIGC eleito no Congresso de Cassacá. Da esquerda para a direita: Nino Vieira, Chico Té, Rui Djassi, Aristides Pereira, Chucho ou Constantino Teixeira, Amílcar Cabral, Domingos Ramos, Luís Cabral e Osvaldo Vieira.

(continua)

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Notas do editor:

Vd. post de 23 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27764: Notas de leitura (1899): "Amílcar Cabral O Africano que Abalou o Império", por José Alvarez, Âncora Editora, 2025 (3) (Mário Beja Santos)

Último post da série de 27 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27778: Notas de leitura (1900): "Portugal em África depois de 1851 (Subsídios para a História)", pelo Marquês do Lavradio; edição da Agência Geral das Colónias, 1936 (4) (Mário Beja Santos)

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27463: Viagens à Guiné-Bissau: Amizade e Solidariedade (Armando Oliveira e Ricardo Abreu) (6): O Cais fluvial de Enxudé (Aníbal Silva, ex-Fur Mil Vagomestre)

1. Em mensagem de 20 de Novembro de 2025, Aníbal José Soares da Silva, ex-Fur Mil Vagomestre da CCAV 2483 / BCAV 2867 (Nova Sintra e Tite, 1969/70), enviou-nos a sexta reportagem das "Viagens à Guiné-Bissau: Amizade e Solidariedade", levadas a efeito pelos nossos camaradas Armando Oliveira e Ricardo Abreu.


VIAGENS À GUINÉ BISSAU: AMIZADE E SOLIDARIEDADE

O CAIS FLUVIAL DE ENXUDÉ

As viagens à Guiné Bissau realizadas pelos camaradas Armando Oliveira e Ricardo Abreu, no âmbito da Amizade e Solidariedade, por razões afetivas, foram às localidades de Tite, Fulacunda e Nova Sintra. Para chegar a estes destinos por via fluvial, saídos do cais do Pidjiguiti, em Bissau, tiveram de aportar no Cais do Enxudé, na margem esquerda do rio Geba, distante 10 Km de Tite.

As fotografias anexas, a partir da terceira, dizem respeito à viagem de 2019, a penúltima, já que a última foi em 2024.

Cais do Enxudé da época da Guerra Colonial que foi desativado
Estacas que suportavam o cais antigo, distante 50 metros do atual, construído em betão pela empresa portuguesa Soares da Costa
Cais novo a servir de lota
Cais atual do Enxudé onde se comercializam os produtos da terra com os viajantes em trânsito
Aproximação do barco ao cais
O desembarque
Ricardo Abreu entre as autoridades militares. Um por cada localidade da região do Quínara
Posto de apoio ao cais
Início da estrada rumo a: Tite; Fulacunda; Jabadá; Nova Sintra; São João/Bolama e Buba.
Aglomerado de passageiros oriundos de diversas localidades da região do Quinara e o barco que os transporta até Bissau. Nos dias em que há barco, há também transporte rodoviário que percorre as diversas localidades.
Uma das viaturas que faz o transporte rodoviário
Um passageiro renitente a entrar a bordo

(continua)
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Nota do editor

Último post da série de 28 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27361: Viagens à Guiné-Bissau: Amizade e Solidariedade (Armando Oliveira e Ricardo Abreu) (5): Ruínas da Messe de Sargentos e do Quartel de Tite (Aníbal Silva, ex-Fur Mil Vagomestre)

domingo, 16 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27431: Pequenas histórias dos Mais de Nova Sintra (Carlos Barros, ex-Fur Mil API, 2.ª CART/BART 6520/72, 1972/74) (25): A despedida do meu afilhado e o aluno que comeu a borracha de safar

Vista aérea de Tite

1. Mensagem, enviada ao Blogue em 13 de Novembro de 2025 através do Formulário de Contacto do Blogger, pelo nosso camarada Carlos Barros, ex-Fur Mil Armas Pesadas Inf da 2.ª CART/BART 6520/72 (Tite, Gampará e Nova Sintra, 1972/74):

O Barros, ex-Furriel Miliciano (Armas Pesadas) da 2.ª CART/BART 6520, permaneceu, com o seu pelotão, em Tite, Gampará e Nova Sintra e, no total, foram 24 meses e 48 dias no inferno da Guiné.

O momento mais marcante, em termos históricos, foi a entrega do destacamento de Nova Sintra, ao PAIGC, rumo à liberdade.
Quando deixamos o destacamento, com partida em Enxudé, de LGD em direção a Bissau e mais, tarde, de Bissalanca, de regresso à Metrópole -Lisboa- em despedida, veio uma criança guineense despedir-se de mim, era o afilhado de batismo, batizado na Capela de Tite sendo eu seu padrinho.
Nadou uns 50 metros atrás da LDG acenando-me e as lágrimas invadiram o meu rosto e os soldados perguntavam-me:
Furriel o que é que tem? - Respondi-lhes:
Deixem-me em paz porque o silêncio, neste momento, é de que preciso.
Chamava-se Carlos, precisamente, o meu nome e foi um ADEUS para sempre...


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Vista aérea de Nova Sintra

2.ª CART/BART 6520 - "Os Mais de Nova Sintra"- Guiné, 1972/74

No quartel de Tite, onde me encontrava com o meu 3.º Pelotão, com o destino traçado para o inferno de Gampará, fui requisitado para as chamadas "aulas Regimentais" e também lecionar uma turma de alunos africanos - 1ª à 4ª classe- na companhia do furriel José S. Gonçalves.
Um dia, dei uma borracha -safa- a um aluno de 7 aninhos e que nunca tinha visto uma "safa" e passados uns minutos, iria explicar para que servia o material escolar que fornecemos.
Mamadu, onde está a borracha que te dei?
Ó "furiel" comi "barracha" era boa...

Fiquei atónito e nesse dia, não dei outra borracha e ainda bem que os outros alunos não tinham fome...
Foi apenas, uma cena real e que ficou na minha memória e ainda possuo a lista desses alunos, sendo as aulas dadas ao ar livre ou debaixo de uma árvore, uma ESCOLA DA NATUREZA...
Adorei a experiência e foi por isso, que mais tarde me tornei professor do 1º Ciclo do Ensino Básico para além de adorar ENSINAR e APRENDER no mundo da "aprendizagem infantil".
Toda a criança, é um "Mealheiro" onde guardamos as surpresas e pequenas histórias infantis.

Carlos Barros
Esposende, 13 de novembro de 2025
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Nota do editor

Último post da série de 19 de abril de 2021 > Guiné 61/74 - P22118: Pequenas histórias dos Mais de Nova Sintra (Carlos Barros, ex-fur mil at art, 2ª C/BART 6520/72, 1972/74) (24): "O papagaio embriagado"...

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27410: Efemérides (472): Fotos da Festa do Fanado que decorreu em Tite no mês de Novembro de 1969 (Aníbal José Silva, ex-Fur Mil Vagomestre)


1. Em mensagem de 5 de Novembro de 2025, o nosso camarada Aníbal José Soares da Silva, ex-Fur Mil Vagomestre da CCAV 2483 / BCAV 2867 (Nova Sintra e Tite, 1969/70), enviou-nos algumas fotos da Festa do Fanado que decorria neste mês de novembro.

Caro Carlos Vinhal
Para uma próxima publicação, em anexo envio um pequeno texto e fotografias, com relação à Festa do Fanado, que costumava ocorrer durante o mês de Novembro na Guiné-Bissau.

Um forte abraço
Aníbal Silva



FESTA DO FANADO NA GUINÉ BISSAU EM 69/70

Genéricamente, o “Fanado”é um ritual de iniciação da vida adulta, praticado por rapazes (trata-se, entre outras coisas, da circuncisão) e raparigas (em alguns casos envolvendo a prática da excisão, criminalizada na Guiné-Bissau desde 2011) e era efetuado por várias etnias, variando a idade dos intervenientes, a periodicidade com que era praticado ou a sua duração.

Com o Fanado, os jovens tomavam consciência da sua função social e da sua personalidade, passando em algumas etnias, um período na floresta ou no mato, no cumprimento de uma série de cerimónias envoltas em grande secretismo de que não deviam falar quando regressassem e assumissem o seu novo papel na sociedade.

Este assunto está amplamente divulgado em 29 Postes deste Blogue, autoria de vários Tabanqueiros.

A minha vinda a terreiro a este tema, é simplesmente para dar a conhecer e partilhar as fotografias anexas, que tirei em Tite em Novembro de 1970, não sei se no início, se no fim da festa do Fanado.

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Nota do editor

Último post da série de 6 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27392: Efemérides (471): Convite do Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, para a cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do fim da Guerra do Ultramar, que se realiza no dia 18 de novembro de 2025, pelas 10h00, no Forte do Bom Sucesso, em Belém, Lisboa, durante a qual será condecorado, com a Medalha de Honra ao Mérito, grau Ouro, da Liga dos Combatentes, o nosso editor Luís Graça

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Guiné 61/74 - P27361: Viagens à Guiné-Bissau: Amizade e Solidariedade (Armando Oliveira e Ricardo Abreu) (5): Ruínas da Messe de Sargentos e do Quartel de Tite (Aníbal Silva, ex-Fur Mil Vagomestre)

1. Em mensagem de 23 de Outubro de 2025, Aníbal José Soares da Silva, ex-Fur Mil Vagomestre da CCAV 2483 / BCAV 2867 (Nova Sintra e Tite, 1969/70), enviou-nos a quinta reportagem das "Viagens à Guiné-Bissau: Amizade e Solidariedade", levadas a efeito pelos nossos camaradas Armando Oliveira e Ricardo Abreu.


VIAGENS À GUINÉ BISSAU: AMIZADE E SOLIDARIEDADE

RUÍNAS DA MESSE DE SARGENTOS E DO QUARTEL DE TITE


Vista aérea do quartel de Tite

No decurso das viagens realizadas à Guiné Bissau, os camaradas Armando Oliveira e Ricardo Abreu tiraram fotografias às ruínas do quartel de Tite e entre elas o edifício da Messe de Sargentos e o interior da mesma. A pintura de dois painés existentes nas paredes do refeitório da messe, em 2017, ainda se mantiham em razoável estado de conservação. Ver fotos que passo a partilhar, em particular com os ex-Furriéis Milicianos que por lá passaram durante os anos de guerra.
Ruína do edifício da Messe e estrutura metálica da enfermaria
Refeitório e balcão do bar
Um dos quartos dos Furriéis
Balneários
Painel de parede
Painel de parede


RUÍNAS DE OUTROS EDIFÍCIOS

Cruzeiro na parada
Comando
Refeitório das Praças
Dormitório das Praças
Messe de Oficiais
Capela
Cozinha
???

TITE e as SUAS GENTES

Ricardo com a autoridade local na sala que foi das Transmissões
Armando e Ricardo tendo este à esquerda a sua lavadeira de outrora
Um fraterno abraço com a Maria Mancanha, uma das lavadeiras de Tite
Convívio com familiares da Maria Mancanha
Em conversa com um descendente de algúem que o Ricardo conheceu
Armando e o poilão existente próximo à porta de armas de Tite

(continua)

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Nota do editor

Último post da série de 21 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27337: Viagens à Guiné-Bissau: Amizade e Solidariedade (Armando Oliveira e Ricardo Abreu) (4): Nova Sintra (Aníbal Silva, ex-Fur Mil Vagomestre)