![]() |
| José Macedo, em 1971, quando frequentava 0 1º ano da Escola Naval (que não completou). Foi 2ten RN, DFE 21 (Cacheu e Bolama, 1973/74); vive nos EUA desde 1977. |
1. Comentário do Zeca Macedo, ao poste P27583 (*):
Camaradas parece que existe muita confusão sofre o que queria o PAIGC dizer que controlava 2/3 do território da Guine Bissau.
Estava o PAIGC a afirmar que nessas zonas Portugal não exercia soberania efectiva (exemplo da Coboiana), o PAIGC governava na prática, a população vivia sob instituições criadas pelo PAIGC (armazéns do povo, hospitais, escolas) e a guerrilha tinha superioridade operacional.
Quando o PAIGC afirmava controlar 2/3 do território e chamava a essa parte de "área libertada" estava a usar o termo com um sentido politico, militar e simbólico.
As "zonas libertadas" (ZL) eram espaços onde o PAIGC instalava estruturas de "Estado Paralelo", organizando escolas, postos de saúde, tribunais populares, sistema de recolha de impostos e comités locais de administração.
Nas chamadas ZL o PAIGC tinha liberdade de movimento militar. Os guerrilheiros circulavam, recrutavam e treinavam combatentes. Montavam bases, depósitos de armamentos, fardas e munições.
Era território fora do controlo efectivo da administração colonial portuguesa. Eram zonas onde Portugal não conseguia manter presença permanente excepto em operações pontuais (Ilha do Como, Bachile, Madina e outros) e a autoridade prática era exercida pelo PAIGC.
Espero que este pequeno texto que estou a submeter, com a ajuda da IA/Gemini, possa esclarecer o significado de "zonas libertadas". (**)
Feliz Ano Novo
Zeca Macedo, tenente DFE 21
Vila Cacheu, Bolama
Guine Bissau 1973-74
Vila Cacheu, Bolama
Guine Bissau 1973-74
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025 às 18:03:00 WET
________________
Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de 29 de dezembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27583: Notas de leitura (1879): Um comandante do PAIGC, o homem dos mísseis Strela e de Guidaje, vem depor para a História (Mário Beja Santos)
(**) Último poste da série > 14 de dezembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27527: S(C)em Comentários (84): O povo Balanta / Brassa foi empurrado para os braços do PAIGC pelo comportamento inicial, pouco prudente, das chefias militares portuguesas... Claro, pagou um preço muito alto: foi a "carne para canhão" do Amílcar Cabral (Cherno Baldé, Bissau)
































