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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28299: (De) Caras (252): João Bonifácio, ex-fur mil SAM, CCAÇ 2402 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70): história de vida um emigrande no Canadá, em BD
















  Toronto Welcome!















Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto: João Bonifácio (2026)
Imagens: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.



1. João Bonifácio foi furriel miliciano SAM (Serviço de Administração Militar), exercendo a difícil,  ingrata mas impreescindível função de vagomestre, na CCAÇ 2402 (Có, Mansabá e Olossato, Guiné, 1968/70).

37 meses ao serviço do exército português (dos quais 21 no CTIG). Como muitos de nós.

É beirão, nascido em Castelo Branco. Quando passou à "peluda", foi viver com a esposa e o filho para Lisboa. Descontente com o rumo das coisas em Portugal (e mesmo sabendo ou suspeitando que iria em breve acontecer um golpe de estado, afinal o 25 de Abril de 1974), decidiu ir viver e trabalhar para o Canadá, onde tinha amigos. Quatro anos depois de ter passado à disponibilidade.

Já aqui contou, em breves mas sentidas palavras, o que foi a sua história de  vida de emigrante,  de 1974 até hoje (*)... 

Achámos que isto merecia uma bonita e simpática BD em homenagem a este camarada da Tabanca da Diáspora Lusófona, membro da Tabanca Grande desde 1/12/2006, mas com escassas referências no blogue (cerca de 2 dezenas)...

A única foto que temos dele do tempo da Guiné (a fazer o "papel de repórter" na festa de Natal de 1968, em Có) é de muito má qualidade (cópia de uma fotocópia). 

Tem, todavia, uma grande força documental.  Está ali o Bonifácio, o vagomestre dos "Linces de Có", a CCAÇ 2402, na"festa de Natal de 1968",  a fazer de “repórter”, microfone em punho, e gravador ao ombro, talvez já com essa tendência para comunicar e participar que atravessou toda a sua vida (irá, de resto, trabalhar na rádio, em Toronto, e fundar, com mais alguns compatriotas, o Clube Português de Oshawa, Ontário, Canadá).  

É, pois,  uma fotografia com memória. E, para nós, aqui, vale muito. (Embira tenhamos pena de náo ter uam foto atual do nosso camarada.)

O texto do João Bonifácio, já aqui publicado (*) tem uma coisa que merece destaque: ele se não  se arma em herói (nem em vítima), não se põe em bicos de pés perante a sua própria história. Conta-a com simplicidade, e sem rodeios.

É, de resto, uma excelente história de vida,  não  muito diferente, por certo, da de muitos de nós, antigos combatentes, que decidiram não ficar em Portugal e tentar a sua sorte, noutras paragens, além Atlântico (EUA, Canadá, Brasil, Venezuela...) como sobretudo na Europa (França, Alemanha, Luxemburgo, Suiça...) mas também em África (Angola, Moçambique, África do Sul...). Infelizmente, não temos dados estatísticos sobre os antigos combatentes que, depois da "peluda", emigraram, quer os do Continente quer os da Madeira e Açores.

As circunstâncias em que o João G. Bonifácio sai de Portugal, em 15 de fevereiro de 1974 (4 anos depois de trer passado à disponibilidade, e a pouco mais de 2 meses do 25 de Abril) não deixam de ser "intrigantes": ele sabe ou suspeita (por via das suas ligações aos meios da "oposição democrática"; antes da tropa tinha trabalhado no escritório do advogado dr. Arlindo Vicente) que o país vai mudar, que o regime político vigente vai cair, e que a guerra em África vai ter que encontrar uma solução...

É uma dessas ironias da História que parecem escritas por um romancista: esteve quase a esperar pelo acontecimento, mas tomou a decisão de partir  antes de ele chegar. O João não fica, pela simples razão de que  já não acredita no futuro que o país lhe oferece, a ele e aos seus filhos.

Em contrapartida, no novo país que o acolhe, ele não vai ter  uma história de vida linear, nem de sucesso imediato.  Chegou ainda antes de perfazer os trinta anos  de idade, no dia 16 de fevereiro de 1974, data do seu  29º.  aniversário... Teve como prenda  um grande nevão em Toronto. 

Por outro lado, o Canadá estava a passar também pela grave crise económica de finais de 1973/ princípios de 1974 (Guerra do Yom Kippur, de 6 a 26 de outubro de 1973, embargo petrolífero da OPEP, primeiro grande choque petrolífero, subida de 400% do preço do barril de petróleo,  de 3 para 12 dólares,  em poucos meses, crise das economias capitalistas, etc.).


São três décadas de trabalho duro e de lenta mas bem conseguida adaptação a um novo país, completamente diferente da sua terra natal: fábrica de sofás, hospital de Oshawa, aprendizagem do inglês, Chrysler, biscates em pequenas empresas, agência de viagens, rádio portuguesa em Toronto, General Motors Canada, trinta anos de serviço, reforma, regresso a Portugal em 2011, tremenda desilusão e nova partida para o Canadá. (Não sabemos qual foi a rádio e TV portuguesa a que o João se refere: há varias, CHIN Radio TV,  a Camões Rafio TV, etc.)

Ou seja: é  toda uma vida construída aos poucos, a pulso, com trabalho, adaptação, inteligência, capacidade de aprender, resiliência... Mas  também com vontade de ser ajudar os outros.

E deixa um recado a eventuais candidatos à emigração para o Canadá; "Com o tempo tudo fica bem. O Canadá não é Portugal". pou seja, o Canadá é um país fiável, e bom para se vivver (tirando o maldito frio...).

É uma frase muito mais sábia do que parece. Não diz “o Canadá é melhor”. Diz simplesmente: "o Canadá é diferente, eu já não me adaptaria a Portugal". Mas uma pátria nova não substitui a antiga; aprende-se a viver entre dois mundos. E, para mais, com o nosso blogue a fazer a ponte, nestes últimos vinte anos.

E depois há o Clube Português de Oshawa/Oshawa Portuguese Club, fundado em 1978. Isso acrescenta uma dimensão bonita à história: João não se limitou a emigrar. Levou consigo uma comunidade e ajudou a construí-la. 

Hoje, quando fala português, inglês e francês e ajuda outros emigrantes a tratar de assuntos legais (impostos, desemprego, emigração, saúde,  segurança social,  etc.), vê-se que gosta de ajudar. Percebe-se, enfim, que aquela integração não significou apagar as raízes. 

Voltando à fotografia do Natal de Có de 1968: é a fotografia de um camarada nosso  antes de saber (ou sequer de imaginar)  que, cinco anos depois, estaria a embarcar para o Canadá.

E isso dá-lhe uma força narrativa enorme. Daí o título que escolhemos para esta BD: “De Có para Oshawa: a longa viagem de João Bonifácio”, Mas também poderia ser outra,  talvez até mais alinhada com o espírito do nosso blogue: “Quando a Pátria não foi Mátria, foi Madrasta: a história canadiana de João Bonifácio”.

Aliás, há uma continuidade com o meu comentário de 2006, de boas vindas. Na altura escrevi: “Eu sei que a Pátria não foi Mátria para ti, foi madrasta.” (***).

Claro que houve mágoa, e raiva. Hoje, vinte anos depois, é o próprio João que nos conta o que fez com essa mágoa e essa raiva. Não ficou parado, no meio da picada da vida a lamber as feridas. Construiu uma vida e uma família. Ficamos orgulhosos dele.

Essa é provavelmente a melhor homenagem que podemos fazer-lhe, aos 81 anos:  não,  não  foi  mais  um antigo combatante da guerra do ultramar / guerra colonial que "virou costas" à sua Pátria ou que "cuspiu na sopa"...  Pelo contrário, foi um homem que, depois de 37 meses no exército (e 21 meses e 4 dias na Guiné), teve a coragem de procurar noutro lugar do planeta a vida que entendia merecer, para ele  e a família, sem nunca deixar de ser português e de falar português. 

João, rápidas melhoras e volta sempre!... Serás bem vindo, à tua Pátria portuguesa (agora tens duas, a nossa e a canadiana, aproveita o melhor de cada uma delas). 

E toma boa nota:  a Pátria Portuguesa não é o 1º sargento  ou o  tenente SGE da secretaria  do RI 1 da Amadora, a tua unidade mobilizadora,  que te exigiu 1500 escudos em estampilhas fiscais, o custo exorbitante da taxa   da licença militar que pediste para obter  o "passaporte da liberdade" (1500 escudos em 1974 seriam equivalentes a 300 euros, a preços atuais).

Um alfabravo caloroso  do Luís Graça.

26 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28295: Tabanca da Diáspora Lusófona (43): From John (Crisostomo), USA, to John (Bonifacio), Canada

(**) Último poste da série > 19 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28270: (De) Caras (251): Luís Tinoco de Faria (1927-1966), ex-cap pqdt, morto aos 39 anos, em combate, no corredor de Guileje: livro de homenagem que está a ser organizado por Elsa Coxinho

(***) Vd poste de 1 de dezembro de 2006 > Guiné 63/74 - P1331: Blogoterapia (9): Quando a Pátria não é Mátria para ti (João Bonifácio, Canadá, ex-fur mil vagomestre, CCAÇ 2402 / BCAÇ 2851, Có, Mansabá e Olossato, 1968/70)

domingo, 23 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28286: O Nosso Livro de Visitas (232): João Bonifácio, a viver no Canadá desde 1974, ex-Fur Mil Sam da CCAÇ 2402 / BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70)


1. Mensagem do nosso camarada João Bonifácio, Ex-Fur Mil do SAM da CCAÇ 2402/BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70), com data de 14 de Agosto de 2026:

Parece ser o momento para por este meio enviar um abraço amigo a todos os que por aqui ainda visitam e escrevem.
Não tenho muito para contar, porque não esperava ver-me mais uma vez a entrar pela Tabanca do Luís e amigos. O tempo passa e já vão 16 anos desde que tive a triste ideia de me reformar em Portugal. Mas não é tudo mau. Já não tenho 65 anos mas estou a perder altitude nos 81 e em Fevereiro já cá cantam 82.

Nesta reforma que todos tanto desejamos, ficam as dores nas pernas e as energias que se vão perdendo. Por causa disso, não tenho podido ir a Portugal.
No próximo dia 5 de Setembro, o Esparteiro irá fazer a última reunião militar da CCAÇ 2402. Já se perderam muitos amigos e camaradas e em conjunto com a idade, temos de analisar a situação financeira de alguns, que já não podem andar na estrada, para se deslocarem para os pontos de reunião.

Neste ponto, eu apenas desejava dizer-lhes que estou bem vivo, com dores aqui e ali, mas ainda capaz de escrever e dizer-lhes que aprecio muito poder enviar um abraço amigo para todos, e pedir ao nosso chefe de Tabanca que aceite e divulgue as minhas saudações. Para o Luís Graça e todos os restantes, o meu eterno agradecimento por nos dar esta oportunidade.

Pronto. Um dia destes escrevo uma história acerca da minha vivência no Canadá, onde cheguei em Fevereiro de 1974. Again, thank you, stay well and enjoy life.

João Bonifácio
Ex-Fur Mil do SAM
CCAÇ 2402/BCAÇ 2851
Có, Mansabá e Olossato
1968/70

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Nota do editor

Último post da série de 21 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28275: O Nosso Livro de Visitas (231): Arsénio Puim, antigo alferes graduado capelão, CCS/BART 2917 (Bambadinca, 1970/72), acaba de lançar um novo livro sobre o povo da sua ilha, e vem "partir mantenhas"

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27756: Humor de caserna (241): O mistério do peixe mole, capturado num afluente do rio Mansoa, perto da Ponta Augusto Barros (Vargas Cardoso, 1935-2023, ex-cap inf, CCAÇ 2402, Có, Mansabá e Olossato, 1968/70)



Fonte: Governo da Guiné-Bissau > Ministério das Pescas > Potencialidades (com a devida vénia)


Guiné > Região do Cacheu > Carta de Pelundo (1953) (Escala 1/50 mil) > Posição relativa de Có, Rio Mansoa, Rio de Co (afluente do Rio Mansoa) e Ponta Augusto Barros...

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2026)


Humor de caserna (241): O mistério do peixe mole, capturado num afluente do rio Mansoa, perto da Ponta Augusto Barros

por cor inf  ref Viegas Cardoso (1935-2023)

1. O nosso saudoso Raul Albino (1944-2020), alf mil at inf, CCAÇ2402/BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70) 1968/70,  deixou-nos duas notáveis brochuras com a história da unidade e as "memórias de campanha" da sua companhia. Tem 64 referências no blogue. É dos veteranos da Tabanca Grande, para a qual entrou em 17/9/2006, pela mão do Beja Santos (que também fez parte da CCAÇ 2402, acabando por ir comandar, em rendição individual, o Pel Caç Nat 52).

Temos muito boas recordações dele. O Carlos Vinhal e eu.  Era informático na IBM, Portugal. Sempre amável e prestável. Trocávamos ideias sobre o futuro do blogue, e sobre a sua sobrevivência,  depois da nossa morte física. Infelizmente, ele partiu mais cedo, em plena pandemia de covid-19. Temos a obrigação de o recordar. 

Publicamos um excerto, bem humorado, das memórias do ex-cap inf, Vargas Cardoso, cmdt da CCAÇ 2402, "Lynces de Có", também ele já falecido, em 2023.  Para este Volume II ele contribui com 20 textos (não participou no volume I). As suas histórias, em geral, são bem humoradas. Estão numeradas de 1 a 18 (**). Preocupava-se, para além da segurança e do desempenho operacional, com a alimentação e o bem-estar do seu pessoal.

Desta companhia, temos ainda como membros da Tabanca Grande






Fonte: Vargas Cardoso, cor inf ref (1935-2023) - "8. Como se pescava na Ponta Augusto Barros: o mistério do peixe mole". In: Memórias de campanha: Companhia de Caçadotres 2402 (Guiné, 1968/70),  inumeradas. (coordenação: Raul Albino), vol. II, s/l, 2008, inumeradas.

(Seleção, digitalização, título: LG)
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Notas do editor LG:

(*) Último poste da série > 20 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27752: Humor de caserna (240): Olha a Maria Turra, Sardeira!... (Juvenal Amado, ex-1º cabo cond auto, CCS/BCAÇ 3872, Galomaro, 1972/74)

(**) Vd. poste de 6 de junho de 2023 > Guiné 61/74 - P24372: História da CCAÇ 2402 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70) (Coordenação: Raul Albino, 1945-2020) - Textos avulsos - Parte II: A imaginação que era preciso ter para se comer "atacadores da PM com estilhaços"!... Trocando carne do restaurante "Solar dos 10", em Bissau, por produtos locais de Có (camarão, ostras, tomate...) (Mário Vargas Cardoso, 1935-2023)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27755: Tabanca Grande (579): Luís da Cruz Ferreira, grão-tabanqueiro nº 913: foi 1.º cabo aux enf, 2ª C/BART 6521/72, "Os Có Boys" (Có, 1972/74): natural da Benedita, Alcobaça, vive em Cascais, e é também membro da Tabanca da Linha


Luís da Cruz Ferreira, grão-tabanqueir nº 913;  natural da Benedita, Alcobaça, vive  em Cascais; é empresário na área da restauração coletiva

 

Capa do livro do Luís da Cruz Ferreira, "Os Có Boys: nos trilhos da memória" (edição de autor, 2025, il., 184 pp,) (ISBN 978-989 -33.7982-0). (Revisão / fixação de texto: J. Pinto de Carvalho.)


1. Luís da Cruz Ferreira (de alcunha, o "Beatle", já antes da tropa), natural da Benedita, Alcobaça, teve o posto de 1.º cabo aux enf, mas também foi "barman" e depois professor do Posto Escolar Militar n.º 20, na tabanca (reordenada) de Có, chão mancanha, onde a companhia, 2ª C/BART 6521/72, esteve sediada, de 1972 a 1974.

"Os Có Boys", um  nome de guerra que só por si é um achado, tinham uma divisa que podemos considerar, no mínimo,  como pícara, divertida e irreverente: "Quatro Chapos e Bolinha Baixa"...

Luís, não tínhamos até agora nenhum representante dos "Có Boys" na Tabanca Grande. Passas tu a sentar-te no lugar nº 913, à sombra do nosso poilão. 

Aceitas, com muito agrado, o convite que te formulámos no passado dia 14 de janeiro, por ocasião ao 63.º almoço-convívio da Magnífica Tabanca da Linha, de que tu também fazes parte. 

Conheces as nossas regras de convívio.  Aqui falamos da Guiné e das nossas memórias de tropa e de guerra. Deixamos à porta da Tabanca Grande a G3 e as eventuais diferenças que nos podem dividir (opiniões, perceções, representações, preferências, etc.), nomeadamente em matérias como a politica, a religião e o futebol. 

Como camaradas de guerra que fomos, tratamo-nos por tu. E cultivamos o bom humor. Tudo isto para te dizer que a vossa divisa "Quatro Chapos e Bolinha Baixa" não pode  aqui ser aplicada à letra...

Ficamos  a saber, com satisfação que este teu livro, que estamos a seguir com interesse e a partilhar com os nossos leitores (**),  faz parte de um projeto autobiográfico mais vasto, a tua história de vida. Para já cumpre a função de um roteiro de memórias desse  tempo.

Vamos falando e vamo-nos encontrando, nomeadamente em Algés. Vá dando notícias. E traz mais "có boys" para o nosso blogue.


Guiné > Região do Cacheu > Pelundo > Có > CCAÇ 2402 (1968/70) >A tabanca de Có, incendiada, na sequência do segundo ataque ao aquartelamento, em 12 de Outubro de 1968,ao cair da noite.


Guiné > Região do Cacheu > Pelundo > Có > CCAÇ 2402 (1968/70) > 13 de outubro de 1968: O brigadeiro  Spínola observando os destroços nas zonas atingidas, acompanhado do comandante da CCAÇ 2401, o cap inf Vargas Cardoso

Fotos (e legendas): © Raul Albino (2007). Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
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Notas do editor LG:

(*) Último poste da série > 25 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27670: Tabanca Grande (578): António Brito Ribeiro, ex-Alf Mil TRMS da CCS/BART 2857; GA 7; COP 6; CAOP1 e BCAÇ 3884 (1970/72), senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar 912

(**) Vd. poste de 19 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27749: Notas de leitura (1897): "Os Có Boys (Nos Trilhos da Memória)", de Luís da Cruz Ferreira, ex-1º cabo aux enf, 2ª C/BART 6521/72 (Có, 1972/74) - Parte IX: o batismo de fogo numa das primeiras colunas de Teixeira Pinto - Pelundo - Bissau (Luís Graça)

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27439: (Ex)citações (441): Regressei ao Canadá em 11 de Março de 2011, depois de reconhecer que pouco poderia fazer em benefício dos outros (João Bonifácio, ex-Fur Mil SAM)

Créditos: nomadglobal.com

1. Comentário do nosso camarada João Bonifácio, Ex-Fur Mil do SAM da CCAÇ 2402/BCAÇ 2851 (Có, Mansabá e Olossato, 1968/70), deixado hoje no Poste Guiné 63/74 - P7506: Tabanca Grande (256): João Bonifácio de volta ao Canadá, desiludido com Portugal:

Estamos em Novembro de 2025 e ao tentar recordar o que importante existe em Portugal, eis que estou a ler a resposta do José Câmara, e como estou aqui tão perto, envio os meus melhores cumprimentos e saudações a todos os que andam e participam nesta Tabanca chefiada pelo Luís Graça. O Jose escreveu em 27 de Dezembro de 2010 e eu só hoje dei conta desta resposta.

Para os que acompanham o blogue, eu regressei ao Canadá em 11 de Março de 2011, depois de reconhecer que pouco poderia fazer para evitar que outros sofressem mais. É verdade que poderia esperar por uma melhor adaptação. Eu até tentei ajudar a Junta de freguesia da Sobreda. Eu aprendi a lidar com as políticas da Câmara de Almada. Eu até os informava onde poderiam ajudar a limpar certos locais, onde se viam vidros partidos que eram zonas onde as crianças brincavam. Eu não podia aceitar que uma viatura carregada de lixo de obras da construção civil, despejasse a carga na estrada criando constrangimentos no tráfego local. Eu até os avisava de possíveis rebentamentos dos sistemas de drenagem de água subterrâneos. Mas, as respostas demoraram demoravam muito tempo.

O amigo José veja só esta resposta dos serviços de regas das árvores que são vistas nas ruas das cidades. Uma vez o carro/tanque passou na rua, regou as árvores 1, 2 , 3 e 4 mas não regou a 5 e foi para a 6. Quando perguntei o que se passava, os cantoneiros apenas disseram que não podiam regar porque não lhes pertencia. Percebem isto?

Mas a outra anedota que encontrei foi nas Finanças da Costa da Caparica. Fui atendido por uma funcionária que me disse que não poderia requerer a isenção do IMI. No dia seguinte voltei e fui atendido por outra funcionária, curiosamente ao lado da anterior, e os papeis foram submetidos, sem problema e bem depressa o assunto foi resolvido, já que eu tinha direito a 8 anos de insenção. Portanto, quero pedir desculpa a todos os amigos que por aqui passam, porque desapareci em 2011.

Estou aqui para dizer a todos que já não tenho 65 e nem 66, mas estou a caminhar para uma aterragem calma na pista 81. Desde o meu regresso, Portugal já sofreu muitas transformações, e o Canadá também. Ambos os países melhoraram, mas o meu país é pequeno, pobre e corrupto. Ninguém consegue resolver os fogos e as cheias. A Justiça não existe. Antes eram agulhas infetadas, agora são facas no pescoço.

Tivemos o covid e eu alterei os meus planos, mas quero dizer que gosto de visitar o meu país, mas por pouco tempo, porque as famílias estão cada vez mais reduzidas. Antes de ir para outro lado, quero dizer ao amigo José que hoje já não há paraísos na Terra. Estou conformado. Tenho 4 meses de inverno e os resto ate e muito aceitável. O Canadá tem um clima próprio, mas não é mau pois temos conforto. O Verão até é quente. Em breve iremos ter fartura de neve e fica tudo branco. Mais tarde vem a maravilha da primavera e do verão.

Bem, tenham umas festas felizes, muita saúde e um ano NOVO com o melhor que houver.
Obrigado a todos. Estou de volta após a ausência de 2011 a 2025.

João Bonifácio, Ex-Fur Mil do SAM
CCAÇ 2402/BCAÇ 2851
Có, Mansabá e Olossato, 1968/1970

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Nota do editor

Último post da série de 16 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27430: (Ex)citações (440): Estar com o amok, passar-se dos carretos, perder as estribeiras, estar f*dido dos c*rnos, estar apanhado do clima ou cacimbado... serão expressões equivalentes?