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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27708: O nosso livro de estilo (21): Três novos colaboradores permanentes: José Teixeira, João Cristóstomo e Joaquim Pinto Carvalho: Welcome aboard, captains!

José Teixeira, colaborador permanente 
(Tabancas, Cooperação & Desenvolvimento )



Ex-1.º cabo aux enf, CCAÇ 2381 (Buba, Quebo, Mampatá e Empada, 1968/70); escritor, gerente bancário reformado; vive em Leça do Balio, Matosinhos: histórico da Tabanca Grande, cofundador e régulo da Tabanca de Matosinhos


João Crisóstomo, colaborador permanente 
(Relações externas & diáspora lusófona)


Ex-alf mil inf, CCAÇ 1439 439 (Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67): natural de Torres Vedras, luso-americano, vive em Nova Iorque desde 1977; ativista social, conhecido por causas como Foz Côa, Timor Leste, Aristides Sousa Mendes


Joaquim Pinto Carvalho, colaborador permanente
 (Apoio jurídico)


Ex-alf mil inf, CCAÇ 3398 (Buba) e CCAÇ 6 (Bedanda) (1971/73); natural do Cadaval, advogado, poeta e régulo da Tabanca do Atira-te ao Mar e Náo Tenhas Medo (foi "arca de Noé" na pandemia...), Porto das Barcas, Atalaia, Lourinhã


1. Três novos colaboradores permanenentes vêm-se juntar à nossa  esquipa que, de vez em quando, tem que se renovar, segundo as leis da vida e o ciclo deo eterno retormo: por exemplo, o Joaquim Pinto Carvalho vem ocupar o lugar vago com a morte do seu nosso sempre querido Jorge Cabral (1944-2021).  É advogado e ainda está no ativo. Além disso, convive com frequência connosco. Contamos com ele para o "apoio jurídico". 

O José Teixeira e o João Cristómos são escolhas óbvias para os "pelouros" que gostamos de acarinhar e precisamos de cuidar mais: os "negócios internos e externos". 

De resto, pelo seu perfil e currículo completam-se. 

O José Teixeira  é régulo da Tabanca de Matosinhos, e seu cofundador. A Tabanca Pequena de Matosinhos foi, historicamente, a primeira a ser criada, enquanto tertúlia, seguindo o exemplo da Tabanca Grande, "mãe de todas as tabancas". 

Tem, além disso, um grande abertura, sensibilidade e experiência no que  diz respeito às questões da cooperação e desenvolvimento.  Foi um dos antigos combatentes mais ativos na liderança de projetos de ajuda e cooperação com a Guiné-Bissau.

O João Crisóstomo, luso-americano, vive na "diáspora lusófona". E, como o Zé Teixeira, faz também facilmente "pontes" entre tabancas e comunidades lusófonas.   

São ambos "homens de causas", pessoas solidárias e cidadãos ativos, e nutrem, igualmente, um grande carinho por este projeto, que já é mais do que um simples blogue, é uma comunidade, virtual e real, de amigos e camaradas da Guiné. 

Tal como o nosso blogue, são três pessoas com valores e princípios. Não estão cá só para compor o ramalhete... São grão-tabanqueiros com quem os editores podem contar, e nomeadamente com o seu conselho, sabedoria, experiência... 

E , não menso importante,  estão ao alcance  de um clique: 
  • um em Nova Iorque (e, pelo menos uma ou duas vezes por ano, na Lourinhã), o João; 
  • outro em Matosinhos, o Zé;
  • e outro ainda, o Joaquim, entre o Cadaval, Lisboa, Carnaxide e Lourinhã...

Welcome aboard, captains! E parabéns, Zé, que hoje é também o teu dia!

Luís Graça, 6/2/2026
_________________


2. Lista dos atuais editores e colaboradores permanentes do blogue (c0nstante da badana do blogue,  ou coluna estática, do lado esquerdo):


Luís Graça, fundador, administrador e editor do blogue


Vive entre a Lourinhã, Alfragide e, às vezes, Candoz. Sociólogo do trabalho e da saúde, doutorado em saúde pública, foi professor na ENSP/NOVA (até 2017). Casado, com a Alice Carneiro. Esteve na Guiné (CCAÇ 12, Contuboel e Bambadinca, mai69 / mar71)


Carlos Vinhal, coeditor e administrador desde 25 de maio de 2007


Nasceu em 1948, Vila do Conde. Vive em Leça da Palmeira, Matosinhos. Aposentado da Função Pública, APDL. Cumpriu a sua comissão de serviço na Guiné (Mansabá, abr70 / mar72, integrando como Fur Mil At Art MA, a CART 2732. Grão-tabanqueiro desde 25 de março de 2006



Eduardo J. Magalhães Ribeiro, coeditor


Nasceu em 27/3/1952, em Matosinhos, foi Fur Mil OE, CCS / BCaç 4612/74 (Cumeré, Mansoa e Brá). Seguiu para a Guiné já depois do 25 de Abril, tendo regressado na última viagem, com tropas, do navio Uíge, em 15/10/74. Aposentado da EDP (onde trabalhou no Departamento de Manutenção Mecânica da Produção Hidráulica). Pertenceu aos Corpos Directivos da AOE (Associação de Operações Especiais) e LAMMP (Liga dos Amigos do Museu Militar do Porto).


Jorge Araújo, coeditor, a partir de março de 2018


Ex-fur mil OE / Ranger, CART 3494 / BART 3873 (Xime e Mansambo, 1972/1974); doutorado pela Universidade de León (Espanha) (2009), em Ciências da Atividade Física e do Desporto; professor universitário, no ISMAT, Grupo Lusófona, aposentado; vive entre Almada e os Emiratos Árabes Unidos.


Virgínio Briote, coeditor (jubilado)


Nascido em Cascais, frequentou a Academia Militar, em 1962, foi Alf Mil em Cuntima, CCAV 489 / BCAV 490 (Jan-mai1965). Fez o 2.º curso de Comandos do CTIG. Comandou o Grupo Diabólicos (Set 1965 / Set 1966). Regressou em Jan 1967. Casado com a Maria Irene. Foi quadro superior da indústria farmacêutica.


Cherno Baldé, "Chico de Fajonquito", colaborador permanente (assuntos étnico-linguísticos)


Nasceu em Fajonquito, setor de Contuboel, no início dos anos 60. Futa e guineense, aprendeu a ler e a escrever com a NT. Tem formação superior universitário (Kiev e Lisboa). É gestor de projetos, consultor independente. Vive em Bissau. Muçulmano, é casado com uma nalu, cristã. Tem 4 filhos.


Humberto Reis, colaborador permanente (o nosso cartógrafo-mor)


O ex-Fur Mil, OE/ranger, CCAÇ 2590 / CCAÇ 12 (Contuboel e Bambadinca, mai69/mar71) é o nosso primeiro e até agora único mecenas. Pagou do seu bolso todas as cartas militares da antiga Guiné Portuguesa - uma obra-prima da nossa cartografia militar de que nos orgulhamos! - e a sua digitalização na Rank Xerox. Profissionalmente é engenheiro, especialista em sistemas de refrigeração, reforma. Divide o seu tempo entre Alfragide e Portimão. Viúvo da Teresa Reis (1947-2011).


Hélder Sousa, colaborador permanente (provedor da Tabanca Grande)


Ribatejano, de nascimento (Cartaxo) e formação (Vila Franca de Xira), português, cidadão do mundo. Fur Mil Tms TSF Nov 70 / Nov 72, Piche e Bissau. Engenheiro Técnico Electrotécnico. Consultor em segurança no trabalho, aposentado. Vive em Setúbal.


José Martins, colaborador permanente (história militar e arquivos)


Nasceu em Leiria, em 5/9/1946. Vive em Odivelas. Trabalhou como contabilista. Está reformado. Serviu como Fur Mil Trms Inf, CCAÇ 5, Gatos Pretos (Canjadude, jun68/ jun70).


Mário Beja Santos, colaborador permanente (crítica literária)


Licenciado em história, assessor, aposentado, da Direção Geral do Consumidor, reputado especialista de direito do consumidor, a nível nacional e internacional, foi alf mil, cmdt Pel Caç Nat 52 (Missirá e Bambadinca, 1968/70); é autor de 4 dezenas de títulos, incluindo sobre a sua experiència de guerra, a história e a cultura da Guiné.


Patrício Ribeiro, colaborador permanente (Ambiente, economia e geografia da Guiné-Bissau)


Português, natural de Águeda, da colheita de 1947, criado e casado em Nova Lisboa, hoje Huambo, Angola, ex-fuzileiro em Angola (1969/72), a viver na Guiné-Bissau desde 1984, fundador, sócio-gerente e ex-director técnico da firma Impar, Lda; membro da nossa Tabanca Grande desde 6/1/2006.


Antigos colaboradores permanentes
  • Jorge Cabral (1944-2021), 
  • José Manuel Matos Dinis (1948-2021),
  • Miguel Pessoa, 
  • Torcato Mendonça (1944-2021)
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Nota do editor LG:

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27705: E as nossas palmas vão para... (35): O régulo Manuel Resende que conseguiu juntar 73 convivas na festa do 16º aniversário da Magnífica Tabanca da Linha, em Algés, no passado dia 14 - Fotogaleria - Parte VI

Foto nº 47 >  Mais uma mesa, com alguns "veteranos" da Tabanca da Linha (e pelo menos dois da Tabanca Grande)


Foto nº 48 > Um "pira": Vitor Lourenço Laranjeiro da Cova da Piedade. Pertenceu à Cart 2439, Canquelifá, 1968/70



Foto nº 49 > O Vitor Laranjeiro e António Varanda


Foto nº 50> António Casquilho Alves (Lisboa) e João Pereira da Costa.(Lisboa): sempre de óculos escuros, desde que foi operado às cataratas...(João Pereira da Costa, ex-fur mil Pel Rec Info / BART 2857, Piche, 1968/70,  fundador e administrador do blogue do BART 2857 (Piche, 1968/70), é membro da nossa Tabanca Grande, nº  736, desde 20/2/2017). 

Quanto ao António Alves,  não precisa de convite para se juntar à Tabanca Grande, a mãe de todas as tabancas.


Foto n reº 51 > à esquerda, utro "pira", o Carlos Cabral de Oeiras, SM em Bissau (69/71). o do meio é o superintendente chefe da PSP, reformado, Presidente do Núcleo de Oeiras-Cascais da Liga dos Combatentes, Isaías Fernando Ferreira Teles: oficial do exército, da arma de infantaria, Isaías Teles nasceu em Bragança em 1946, passou pelos TO de Guiné (onde esteve como alferes na região de Tombali), Angola e Moçambique; em 1985 transitou para os quadros da PSP onde chegou ao posto de superintendente chefe; gostávamos que se sentasse connosco à sombra do poilão da Tabanca Grande: também não precisa de convite formal.

À direita, o cor inf ref Fernando José Estrela Soares (ex-comandante da CCAÇ 2445, Cacine, Cameconde e Có, julho de 1968 / dezembro de 1970) (o  F. J. Estrela Soares é membro nº 786 da Tabanca Grande, desde 10/4/2019),



Foto onº 52 > Da esquerda para a direita, o António Varanda (Lisboa); depois, ao centro o nosso já veterano Manuel Jesus B. Aleixo de Mação, da Cart 2440, Piche 68/70, e a seguir é o já referenciado Carlos Cabral.
 
Magnífica Tabanca da Linha > Restaurante Caravela d' Ouro > Algés > 14 de janeiro de 2026 > 63º almoço-convívio > 16º aniversário >

Fotos (e lege4ndas) © Manuel Resende (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné.


1. Continuação da fotorreportagem do último almoço-convívio da Tabanca da Linha, Algés, 16 de janeiro de 2026, em que participaram 73 "magníficos" dos 76 inscritos. Fotos do Manuel Resende, régulo da Tabanca da Linha. 

(Continua)

domingo, 25 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27670: Tabanca Grande (578): António Brito Ribeiro, ex-Alf Mil TRMS da CCS/BART 2857; GA 7; COP 6; CAOP1 e BCAÇ 3884 (1970/72), senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar 912

1. Apresenta-se à tertúlia António Brito Ribeiro, ex-Alf Mil TRMS da CCS/BART 2857 (Piche); GA7 (Bissau); COP 6 (Mansabá e Farim); CAOP 1 (Teixeira Pinto) e BCAÇ 3884 (Bafatá):

O Alf Mil TRMS António Brito Ribeiro, nosso novo amigo e camarada de armas, que se vai sentar no lugar 912 da tertúlia


Percurso Militar de António de Brito Ribeiro,

- Recruta para o COM (Curso de Oficiais Milicianos), na EPI em Mafra, no 3.º turno de 1969

- Especialidade de Transmissões de Infantaria do COM, na EPI em Mafra, no 4.º turno de 1969

- Como Aspirante a Oficial Miliciano dei instrução de Transmissões a um pelotão de cabos milicianos, no CISMI (Centro de Instrução de Sargentos Milicianos de Infantaria) em Tavira, nos primeiros 2 turnos de 1970

- Em junho de 1970, fui mobilizado para a Guiné, em rendição individual e promovido a Alferes

- Fiz a viagem para a Guiné no navio Ana Mafalda, tendo feito escalas em Cabo Verde, nas ilhas de S. Vicente (Mindelo) e S. Tiago (Praia) cerca de 10 dias

- Chegado à Guiné em 2 de julho de 1970, passei uma semana em Bissau a aguardar transporte para PICHE no leste da Guiné, para desempenhar a função de Oficial de Transmissões na CCS do BART 2875, em rendição individual do anterior Alferes. Em Piche encontrei e convivi com o Zé Gouveia (Zé Bentinha) que prestava serviço no STM. Loriguense e também da minha idade, deu-me dicas importantes para a comissãoque estava a iniciar.
Vista parcial de Piche. Foto com a devida vénia ao blogue do BART 2857. Editada por Carlos Vinhal

- Regressado a BISSAU em outubro, após a rendição e regresso à metrópole do BART 2857, fui integrado no GA 7 (Grupo de Artilharia n.º 7), com as funções de Oficial de Transmissões e de Oficial da PJM (PolíciaJudiciária Militar).

- Em 10 de dezembro de 1970, fui punido com 5 dias de prisão disciplinar, por me ter negado a punir o motorista do comandante, adulterando e simulando falsas acusações, num auto que o mesmo mandou abrir para o efeito. Apesar de ter reclamado e depois recorrido da punição, foi a mesma reduzida para repreensão, pois apesar de me ter sido dada razão, ficou registado que me neguei a cumprir uma ordem de comando, infringindo assim os deveres do n.º 1, do Art.º 4, do RDM.

- Na sequência desta situação, fui transferido para o COP 6 (Comando Operacional 6), em MANSABÁ, no meio das matas do Morés e Oio (zona de guerrilha intensa), desempenhar a função de Oficial de Transmissões e de Operações. Este Comando Operacional, coordenava a proteção aos trabalhos da estrada entre Mansabá e Farim, contando para o efeito com as seguintes forças: Companhias de Caçadores Paraquedistas CCP 121 e CCP 122, 27ª Companhia de Comandos, CCAV 2721 (comandada pelo capitão Mário Tomé), CCAÇ 2753 (Açorianos), CART 2732 (Madeirenses), EREC 2641, 21.º PELART (10,5), 27.º PELART (14), PELART 8,8, PELSAP BCAÇ 3832. Quando a construção da estrada se aproximou de Farim (+/- 3 Km), o comando do COP 6 mudou-se para FARIM, nas margens do rio Cacheu, localidade com uma dimensão e população muito razoáveis.

- Após a conclusão das obras e do COP 6, já no final de 1971, fui transferido para o CAOP 1 (Comando de Agrupamento Operacional 1), em TEIXEIRA PINTO, comandado pelo Coronel Rafael Durão, que liderava toda a Intervenção Operacional naquela zona, desempenhar a função de Oficial de Transmissões. Teixeira Pinto já era uma localidade de grande dimensão para a Guiné, com muito comércio e, uma sala de cinema e de festas.
Vista aérea de Mansabá. Foto: Carlos Vinhal

- Quando em março de 1972, estava a terminar a comissão e preparar para regressar ao continente, apenas aguardava a guia de marcha, fui requisitado para ir dar a instrução e tirocínio ao BCAÇ 3884, com destino a BAFATÁ, atendendo à fuga do Oficial de Transmissões para o estrangeiro. Após o tirocínio em Nhacra (+/- 3 semanas), próximo de Bissau, o Batalhão seguiu em lancha e coluna até Bafatá, onde estive até junho de 1972, a instruir e comandar o pelotão de Transmissões da CCS e, acompanhar a rendição do anterior Batalhão, que por curiosidade tinha sido rendido em 1970, quando da rendição do meu Batalhão de Piche. BAFATÁ era uma localidade de grande dimensão para a Guiné, onde havia muito comércio e uma ótima piscina fluvial.

- Terminei a comissão e regressei à metrópole em 23/junho/1972
O Alf Mil TRMS António Brito Ribeiro em Bissau
O Alf Mil TRMS António Brito Ribeiro em Piche
O Alf Mil TRMS António Brito Ribeiro em Piche
O Alf Mil TRMS António Brito Ribeiro em Mansabá
O Alf Mil TRMS António Brito Ribeiro em Mansabá
O Alf Mil TRMS António Brito Ribeiro em Mansabá
O ex-Alf Mil TRMS António Brito Ribeiro actualmente

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2. Comentário do editor CV:

Caro amigo Brito Ribeiro,
Sê bem aparecido na tertúlia. Um dos lemas do nosso blogue é "o mundo é pequeno e a nossa Tabanca... é grande". Talvez por isso, tenho vivido aqui algumas agradáveis surpresas, vendo aparecer camaradas que jamais imaginaria voltar a "ver". No nosso caso particular, já nos tínhamos encontrado em 2009 em Arruda dos Vinhos, mas com a nossa idade, cada reencontro pode ser o último, principalmente, quando como é o nosso caso, estamos geograficamente distantes.
Arruda dos Vinhos, 18JAN2009 > 1.º Encontro da CART 2732 > Na foto, a partir da esquerda: Cor Art Ref Carlos Marques Abreu; António Brito Ribeiro; Cor Art Grad DFA Ref Américo Almeida Nunes Bento, Carlos Vinhal e João Malhão, organizador do Encontro.

Há na tertúlia um bom grupo de camaradas que passaram por Mansabá, um dos melhores resorts da Guiné, onde até nem faltavam sessões de fogo de artíficio, incluídas na diária.


Referes e eu confirmo, que em meados de Março de 1971, o COP 6 foi deslocado para Farim, mas regressou em fins de Abril à base, Mansabá, onde permaneceu até ser desactivado em 20 de Julho de 1972. A actividade operacional naquela zona exigia um COP. Julgo que ainda foste contemporâneo do Major (ou TenCoronel?) Correia de Campos, que a determinada altura foi deslocado para a Península de Gampará onde havia muito barulho. Em Maio de 1973 vamos voltar a ouvir falar dele, agora em Guidaje, onde segundo os relatos, foi um herói, incentivando e comandando a guarnição daquele quartel num dos momentos mais difíceis da nossa guerra.

Ainda hoje mantenho contacto com o senhor Coronel Carlos Alberto Marques de Abreu, Comandante do COP 6 e com o senhor Coronel António Carlos Morais da Silva, que faz parte da nossa tertúlia, que como Adjunto também passou pelo COP 6.

Falei do nosso tempo comum em Mansabá, de ti e das tuas vivências por terras da Guiné falarás tu melhor que ninguém. É um convite.

Fico ao teu inteiro dispor para o que achares útil.

Em nome da tertúlia, deixo-te um abraço de boas-vindas.
Carlos Vinhal

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Nota do editor:

Último post da série de 21 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27339: Tabanca Grande (577): Timóteo da Conceição dos Santos, ex-Fur Mil Inf Minas e Armadilhas da CCAÇ 2700 / BCAÇ 2912 (Dulombi, 1970/72), que se senta à sombra do nosso poilão no lugar nº 909

sábado, 24 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27664: In Memoriam (570): Carlos Alberto Machado de Brito (1932-2025), cor inf ref, 1º cmdt da CCAÇ 12 (Contuboel e Bambadinca, jun 1969/mar 1971): vivia em Braga, e foi comandante da GNR, comando territorial de Braga - II (e última) Parte

Foto nº 1 > Carlos Alberto Machado de Brito (1932-2025).

cor inf ref, 1º comdt CCAÇ 12 (Contuboel e Bambadinca, 1969/71). Na foto, aos 37 anos, na estrada Xime-Bambadinca. 

A CCAÇ 2590/CCAÇ 12 sempre foi uma família (éramos umas escassas 6 dezenas de graduados e especialistas metropolitanos, a que se juntaram depois mais 100 praças, do recrutamento local,  98% fulas, em junho de 1969, no CIM de Contuboel). Diversos camaradas da CCAÇ 12 são membros da Tabanca Grande, de longa data.  Por todas as razões, o "nosso capitão Brito"   também cá faz falta. Tem já uma dúzia de referências. Tomo a liberdade de o apresentar à Tabanca Grande, inumando-o simbolicamente à sombra do nosso poilão, no lugar nº 911, no talhão dos camaradas e amigos da Guiné que "da lei da morte já se libertaram". Até sempre, comandante!...(LG)

Foto: © Humberto Reis (2006). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Foto nº  2 > Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Bambadinca > Comando e CCS/BCAÇ 2852 (1968/70)  >  A
 equipa de futebol de oficiais de Bambadinca que acabara de jogar contra uma equipa de sargentos.

Na segunda fila, da esquerda para a direita, de pé:

  •  o alf mil Beja Santos (cmdt do Pel Caç Nat 52, 1968/70);
  • o major Cunha Ribeiro, 2º cmdt do BCAÇ 2852 )já falecido, como coronel);
  • o alf mil médico, David Payne Pereira (já falecido, era um conhecido psiquiatra);
  • o cap inf Carlos Alberto Machado de Brito (cor inf ref) (1932-2025), comandante da CCAÇ 12;
  • e ainda o alf mil at int Abel Maria Rodrigues, também da CCAÇ 12.

Na primeira fila, da esquerda para a direita:
  • um militar que ainda não conseguimos identificar;
  • alf mil cav  José António G. Rodrigues, da CCAÇ 12 (já falecido), 
  • o António Carlão, da CCAÇ 12 (já falecido) 
  • e o Ismael Augusto (CCS); (o Fernando Calado, alf mil trms, também fazia parte da equipa mas fracturou um braço, não aparecendo por isso na foto).

O major Cunha Ribeiro  tinha  substituido,  em setembro de 1969,  o major Viriato Amílcar Pires da Silva, transferido por motivos disciplinares. 

Foto (e legenda): © João Pedro Cunha Ribeiro (2023). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




Foto nº 3



Foto nº 3A 




Foto nº  3B

Guiné > Zona leste > Região de Bafatá > Setor L1 > Bambadinca > c. 1970 > Não, não é uma sessão de cinema, no refeitório das praças (ou sala de convivio das praças, a avaliar pela mesa de pingue-pongue)... É um simples projeção de "slides" ou diapositivos... Tudo servia para ajudar a passar o tempo, embora não fosse habitual esta mistura de "classes" (oficiais, sargentos e praças, ou como  eu gosto de dizer, com graça, "nobreza, clero e povo")... 

Recorde-se que o nosso exército era "classi(ssi) sta" e, em aquartelamentos como o Bambadinca, com razoáveis e desafogadas instalações, a regra era a da estratificação socioespacial, ou seja, nada de misturas...

A esta sessão  de projeção de "slides!" ou diapositivos assistiram,  no refeitório das praças, pelo menos dois capitães (a olhar para o seu lado direito)... O primeiro era o comandante da CCS/BCAÇ 2852, o cap inf Manuel Figueiras... O segundo era o cmdt da CCAÇ 12, cap inf Carlos Brito (Foto nº 3A).

O "artista principal", neste caso,  é o alf mil at cav José António G. Rodrigues, natural de Lisboa, e já falecido, comandante do 4º Gr Comb da CCAÇ 12.

 Em segundo plano, por detrás dos capitães, o alf mil op esp/ranger Francisco Magalhães Moreira, comandante do 1º Gr Comb da CCAÇ 12, e também 2º cmdt da companhia. Nunca maios soube dele, dizem-me que seguiu a carreira das armas e ainda terá feito uma comissão de serviço em Angola. 

O seu Gr Comb, incontestavelmente, era o melhor. Ele tinha talento, carisma e treino para comandar homens no mato. O capitão confiava nele e delegava-lhe missões, porque sabia que ele era o melhor de todos nós. Só se delega a quem é competente e empenhado. Dos outros 3 oficiais (e sem ofensa para nenhum deles, e dois já morreram),  podia-se dizer que eram competentes mas não empenhados, ou então eram empenhados mas menos competentes. (Afinal, nem toda a gente tem jeito para a guerra...).

 De facto, o "projecionista", à civil, era o alf mil cav José António G. Rodrigues... Devia ser também o "dono" dos diapositivos, cujas caixas, de plástico, são visíveis à frente do projeto (Foto nº 3B).

Nessa época, este material fotográfico era tratado na "nossa inimiga"... Suécia, principal aliada, no mundo ocidental, do PAIGC a aquem forneceu importante apoio (político, humanitário, financeiro, logístico...). Era de lá,  da terra dos "vikings" (e das loiras de olhos azuis do nosso imaginário febril!),  que vinham as mágicas caixinhas com os "slides"... Não sei quanto custavam por unidade...

Pormenor interessante: devido ao excesso de calor e humidade do ar, usava-se uma ventoínha para "refrigerar" o ar à volta do projetor...

Mas agora: que raio de "slides" seriam estes para atrair a atenção de tanta gente, oficiais, sargentos e praças ?!... Possivelmente, "recuerdos" das férias do nosso alferes Rodrigues... A ser assim, esta sessão só pode ter acontecido já no 2º semestre de 1970, ao tempo do BART 2917... 

Mas, digam-me lá, quem estava interessado em saber onde e com quem passou férias, na metrópole, o nosso alferes Rodrigues ?... Ainda não havia gajas de biquini no Algarve... E as férias do Rodrigues só poderiam ter sido passadas na metrópole, porque nessa época nenhum militar, em princípio,  podia ter passaporte para ir passar férias ao estrangeiro no "intervalo" da guerra (a licença de férias era de 30/35 dias)...  

Ao lado do alf Rodrigues, reconheço o alf at inf Abel Rodrigues, comandante do 3º Gr Comb da CCAÇ 12, e nosso grão-tabanqueiro (nasceu no mesmo dia e ano que eu, 29/1/1947; é transmontano de Miranda do Douro; acabei de lhe telefonar a dar a triste notícia da morte do nosso capitão...  

Na ponta direita, o nosso 1º cabo escriturário e acordeonista, Eduardo Veríssimo de Sousa Tavares, também já falecido.

Talvez o Abel se lembre do teor dos "slides", sobre os quais tenho imensa curiosidade... (Esqueci-me de lhe perguntar; infelizmente, também não tenho qualquer contacto com familiares do meu malogrado camarada José António G. Rodrigues, com quem alinhei no mato muitas vezes, a par dos outros alferes, o Moreira e o Carlão, com este tive o meu infeliz batismo de fogo, em 7 de setembro de 1969; como prémio, e por ser casado, com a mulher a viver com ele em Bambadinca, teve a sorte grande: foi para a equipa de reordenamentos de Nhabijões; era oriundo do CSM).



Foto nº 4 > Guiné > Zona leste > Região de Bafatá > Setor L1 > Bambadinca > c. 2º semestre de 1969 >  Messe de sargentos > Almoço de "confraternização" entre oficiais e sargentos da CCAÇ 2590/CCAÇ 12: ao centro, o cap inf Carlos Brito, à civil... .

Do lado direito, em primeiro plano o fur mil op esp / ranger Humberto Reis, e a seguir o alf mil cav, já falecido, José António G. Rodrigues; do lado esquerdo, em primeiro plano, o fur mil trms José Fernando Gonçalves Almeida ( seguido de outro furriel, de cuja identidade não tenho a certeza: Joaquim Fernandes ou Luciano Almeida ?), e ainda do 2º srgt inf José Martins Rosado Piça e do 1º srgt cav Fernando Aires Fragata (que depois iria frequentar a Escola Central de Sargentos, em Águeda).

A CCAÇ 2590 passou a designar-se CCAÇ 12 a partir de 18 de janeiro de 1970, ainda no tempo do BCAÇ 2852 (Bambadinca, 1968/70)... 

Ainda a propósito da foto, era a cerveja Cristal que estava na moda..E o petisco, se bem me parece, incluia ostras.

Naturalmente que os sargentos não frequentavam (pelo regulamento) a messe de oficiais que era ali ao lado. Mas o cap  Brito dignava-se, de vez em quando (e sobretudo no princípio) aparecer na messe de sargentos que era muitíssimo mais animada, mesmo sem garotas...

O bar e a messe de sargentos de Bambadinca, no meu tempo (julho de 1969/março de 1971) tinham  uma certa tradição de hospitalidade. Recebiamos gente de fora, estavamos abertos aos vizinhos do lado (messe de oficiais, embora o inverso não fosse verdadeiro)... E sobretudo havia uma bom espirito de camaradagem entre operacionais e não operacionais. a nível de sargentos (CCS/BCAÇ 2852 e depois BART 2917, CCAÇ 12 e outras subunidades adidas). Fazíamos festas conjuntas (por ex., Natal, aniversários), havia preocupação com a qualidade da comida, havia cantorias até às tantas da noite... Bebia-se
 O bar era bem recheado.

Foto do álbum do Arlindo Roda (ex-fur mil at inf, 3º Gr Comb, CCAÇ 12, 1969/71)



Guiné > Zona Leste > Sector L1 (Bambadinca) > CCAÇ 12 (1969/71) > Cambança, descontraída.  de uma bolanha, na região do Xime, no decurso de uma operação que não conseguimos identificar.

A foto (aliás, um diapositivo) deve ter sido tirada ainda em 1969, no final da época das chuva. Infelizmente não temos as legendas das magníficas imagens que o Arlindo Roda, que vive em Setúbal, teve a gentileza de nos mandar, através do Benjamim Durães (CCS / BART 2917, 1970/72). Falei com ele, finalmente, ao telefone há poucos meses, depois do nosso último encontro há mais de 30 anos.

Em primeiro plano, vê-se o 1º cabo Manuel Monteiro Valente, que viria a ser ferido por estilhaços de morteiro em janeiro de 1970 (Op Borbeleta Destemida)...

Em 2º plano, vê-se o fur mil at inf Roda, o alf mil op esp / ranger Francisco Moreira (comandante do 1º Gr Comb). Atrás deles, descortinam-se ainda as cabeças do fur mil op esp / ranger Humberto Reis e o fur mil at inf António Branquinho (já falecido). 

O cap Brito frequentemente alinhava no mato com a malta, sobretudo em operações de maior responsabilidade e risco, a nível de sector. Apesar dos seus já 37/38 anos de idade... E nós, com 22... Tínhamos outra pedalada naquele tempo, com aquela idade.

 
Fotos: © Arlindo T. Roda (2010). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Crachá da CCAÇ2590 ("Excelente e Valorosa) e da CCAÇ 12 ("Sempre Mais Além")
1969/71).   Design: Tony Levezinho. Cortesia do autor (2006).


1. Declaração de conflito de interesses:

Este e o anterior In Memoriam (*), não assinados como a  grande maioria dos postes publicados pelos editores LG e CV, são da minha lavra. Estive no CTIC às ordens do então Cap Brito. 

O único louvor que tive na tropa foi-me atribuído do, recomendado ou sugerido por ele. O louvor é, formalmente,  do comandante do BART 2917, por quem nunca morri de amores... 

Foi coisa que nunca mostrei a ninguém (a não ser aqui no blogue há muitos anos).  Nem nunca utilizei, para efeito nenhum, na minha vida civil e professional. E no início até tinha algum pudor,   pelo evidente exagero dos encómios.

Pensando bem, deveria ter razões para sentir-me honrado pela distinção... Só se fala, é verdade, das minhas qualidades (que também escondem defeitos), o que  é sempre lisonjeiro. 

De qualquer modo, não há, no teor do louvor, nada que me envergonhe como português, cidadão, homem e militar.

E mais acrescento: nem eu nem o meu capitão ficámos a dever favores um ao outro. Sendo eu de armas pesadas de infantaria, e estando numa companhia de intervenção ( e não de quadrícula), depressa tive que  esquecer tudo o que aprendi no CISMI, em Tavira. 

Fui rapidamente  "promovido a atiruense". Deram-me uma G3 e passei a ser o "pião de nicas" da companhia... tapando todos os buracos no comando de secções dos 4 Gr Comb...

Afinal, "não era mais do que os outros", meus camaradas e bons amigos, a começar pelos que dormiam no mesmo quarto...

Por outro lado, eu e o capitão estávamos,  política e ideologicamente,  em campos opostos: eu era, desde os meus 15 anos, um jovem do "reviralho", do "contra" e estava recenseado nos cadernos eleitorais aquando das eleições para a Assembleia Nacional em 26 de outubro de 1969.

Fui,  aliás,  dos poucos militares em Bambadinca a poder exercer o direito de voto. Eu, o meu capitão, e mais um 1º cabo (cujo nome não fixei). Nem sequer os sargentos do quadro estavam recenseados! ... Ou não votaram, o Piça, o Videira...

Patriótico paradoxo. já aqui escrevi em tempos: um português podia morrer pela Pátria mas podia não ter direito de voto nas eleições para a Assembleia Nacional...  

Eu sei que votei em branco, o meu capitão seguramente que votou no  candidato da União Nacional que representava o círculo eleitoral da Guiné, o infortunado James Pinto Bull (Bolama, 15 de Julho de 1913 – Rio Mansoa, 26 de Julho de 1970).

O então cap Brito era minhoto, dizia-se que já tinha feito uma primeira comissão na Índia (o que não posso confirmar), era católico, política e ideologicamente conservador e "situacionista"...

Nunca fez, em contrapartida, o mais pequeno reparo em relação à minha pessoa e à minha posição contra a guerra. Aliás, nunca falámos de "política"... E mais: confiou-me, no final da comissão, a tarefa (ciclópica) de fazer a história da unidade. Eu tinha dado como profissão a de jornalista (da imprensa regionla), mesmo nunca tendo tido carteira profissional,

Já agora registo a seguir os nomes dos outros graduados da CCAÇ 2590/CCAÇ 12 que foram louvados no final da comissão, a começar pelo próprio capitão, 2 alferes mil, 1 sargento QP e 4 furriéis mil  (além de 19 praças):
  • Carlos Alberto Machado Brito, cap inf, CCAÇ 2590 / CCAÇ 12 (Louvor do Brigadeiro Cmdt Militar do CTIG, em 01.06.71):
  • Abel Maria Rodrigues, alf mil at inf / CCAÇ 12  (Louvor do cmtd CCAÇ 12, em 13.03.71);
  • Francisco Magalhães Moreira, alf mil op esp / CCAÇ 12  (Louvor do cmdt BART 2917,  em 12.03.71);
  • José Martins Rosado Piça, 2º srgt inf / CCAÇ 12 (Louvor do cmdt BART 2917 em 11.03.71);
  • António Fernando R. Marques, fur mil at inf / CCAÇ 12 (Louvor do cmdt  CAOP 2 em 04.05.71);
  • Humberto Simões Reis, fur mil op esp /CCAÇ 12 (Louvor do cmdt BART 2917,  em 12.03.71);
  • José Luís Vieira Sousa, fur mil at inf / CCAÇ 12 (Louvor do cmdt BART 2917,  em 25.02.71);
  • Luís Manuel da Graça Henriques, fur mil arm pes inf / CCAÇ 12 (Louvor do cmdt BART 2917,  em 25.02.71). 


Louvor. Reprodução da página 12 da minha caderneta militar... e onde se faz referência ao trabalho de elaboração da história da unidade

Foto (e legenda): © Luís Graça (2010). Todos os direitos reservados. [Edição:  Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


2. O "making of" da história da CCAÇ 12 merece ser aqui recontado, até como forma de homenagem ao "nosso capitão Brito":


(i) escrita por mim (LG), contou com a cumplicidade e a colaboração de vários camaradas, milicianos, incluindo um sargento do quadro, infelizmente já falecido , o 2º srgt Piça ("o Grande Piça, para os amigos!"), que me chamava , com piada, o "Soviético" ( só por ser do " contra");

(ii) oficialmente, o documento não tem (nem podia ter) autor, mas é unanimemente reconhecido que foi escrita por mim;

(iii) mais, foi-me  expressamente incumbida, a sua elaboração, pelo comandante da companhia, o afável capitão inf Carlos Brito;

(iv) o então capitão Brito (em vésperas de ser promovido a major, se não mesmo já major) não autorizou a sua divulgação, nem muito menos o comando do batalhão de quem estávamos hierarquicamente dependentes, o BART 2917, a partir de junho de 1970 até fevereiro de 1971); alegava ter informação "classificada" (o que era inteiramente verdade);

(v) um versão, dactilografada e impressa à luz do dia, a stencil, na secretaria da companhia, foi discretamente distribuída aos alferes e furriéis milicianos (mesmo assim, não sei se a todos...), numa tiragem necessariamente reduzida, na véspera da partida; como era sabido, os quadros metropolitanos e os especialistas da CCAÇ 12, num total de 60, eram de rendição individual;

(vi) em 1994, quando reencontrei o meu antigo capitão, na altura já cor inf ref,  dei-lhe conta desta "deslealdade" que cometi em março de 1971 (a única, em relação a ele, que julgo ter cometido).

Esta pequena homenagem que lhe faço é já tardia, é post-mortem. Sempre quis trazê-lo para o blogue. Ele participou em diversos encontros da malta de Bambadinca de 1968/71. E, quando não podia, tinha sempre a cortesia de contactar o organizador, agradecer o convite e apresentar a competente justificação para a ausência. 

A CCAÇ 2590/CCAÇ 12 sempre foi uma família (éramos escassas 6 dezenas de graduados e especialistas metropolitanos, a que se juntaram depois mais 100 praças, do recrutamento local, todos 98% fulas, em junho de 1969, no CIM de Contuboel).

 Diversos camaradas da CCAÇ 12 são membros da Tabanca Grande, de longa data.  Por todas as razões, o "nosso capitão Brito"   também cá faz falta. Tem já uma dúzia de referências. Tomo a liberdade de o apresentar à Tabanca Grande, inumando-o simbolicamente à sombra do nosso poilão, no lugar no 911, no talhão dos camaradas e amigos da Guiné que "da lei da morte já se libertaram".

Até sempre, "capitão Brito", bom amigo e camarada!...LG


Foto nº 5


Foto nº 5A


Foto nº 5B

Esposende > Fão > 1994 > A primeira vez que a  malta de Bambadinca (1968/71), camaradas da CCAÇ 12, e outras subunidades adidas ao comando do BCAÇ 2852, mas também malta do BART 2917 (1970/72)... 

Este primeiro encontro foi organizado pelo António Carlão, já falecido (ao centro)


Na primeira fila, da esquerda para a direita: 

(i) fur mil MAR Joaquim Moreira Gomes (vivia no Porto, na altura(; 

(ii)  sold cond auto Diniz Giblot Dalot (empresário na área dos transportes, vivia em Aljubarrota, Prazeres,  ou em Samora Correia, não sei ao certo); 

(iii) um antigo escriturário da CCS/ BART 2917 (morava em Fão, Esposende); 

(iv) alf mil at  inf António Manuel Carlão (1947-2018) (casado com a Helena, comerciante, vivia em Fão, Esposende);

(v)  fur mil at inf Arlindo Teixeira Roda (natural de Pousos, Leiria; professor  reformado, vive em Setúbal; grande jogador de king e de lerpa, no nosso tempo, a par do Humberto Reis, e depois de damas, cuja federação portuguesa cofundou e dirigiu); 

(vi)  fur mil armas pes inf Luís [Manuel da ]  Graça [ Henriques]  (prof univ ref., fundador deste blogue, vive entre Alfragide / Amadora e Lourinhã, e com ligações também ao Marco de Canaveses, Quinta de Candoz); 

(vii) Arménio Monteiro Fonseca (taxista, no Porto, da empresa Invictuas, táxi nº 69, mais conhecido no nosso tempo como o "vermelhinha"); 

(viii) fur Mil José Luís Vieira de Sousa (natural do Funchal, onde vive, agente de seguros reformado).

Na segunda fila de pé, da esquerda para a direita: 

(ix) Fernando [Carvalho Taco]  Calado (1945-2025), ex-allf mil trms, CCS/BCAÇ 2852 (vivia em Lisboa, natural de Ferreira do Alentejo(;

(x) alf mil manutenção material, Ismael Quitério Augusto, CCS/BCAÇ 2852, 19698/70 (vive em Lisboa);

(xi)  fur mil at inf, António Eugénio Silva Levezinho [, Tony para os amigos, reformado da Petrogal, vive em Martingal, Sagres, Vila do Bispo]; 

(xii)  capitão inf Carlos Alberto Machado Brito [cor inf ref, vivia em Braga, tendo passado pela GNR] (1932-2025);

(xiii) camarada, de óculos escuros, que não sei identificar [diz-me o Fernando Andrade Sousa que se trata do Pinto dos Santos, ex-furriel mil de Operações e Informações, CCS / BCAÇ 2852, natural de Resende, já falecido];

(xiv) major Ângelo Augusto Cunha Ribeiro, mais conhecido por "major elétrico", 2º comandante do BCAÇ 2852 (Bambadinca, 1968/70) (1926-2023) (vivia no Porto, era natural de Gondomar);

(xv) fur mil op esp / ranger, Humberto Simões dos Reis (engenheiro técnico, vive Alfragide / Amadora; era o grande fotógrafo da CCAÇ 12, a par do fur mil Arlindo Roda;  na foto, escondido, de óculos escuros); 

(xvi) camarada não identificado;

(xvii) alf mil cav,  José Luís Vacas de Carvalho, cmdt Pel Rec Daimler 2206 (Bambadinca, 1969/71) (vive em Lisboa; natural de Montemor-o-Novo);

(xviii) alf mil at inf,  Mário Beja Santos, cmdt do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70 (vive em Lisboa, nosso colaborador permanente);

(xix)  Fur mil  at inf António Fernando R. Marques (DFA, natural de Abrantes, vive em Cascais, empresário reformado);: 

(xx)  Manuel Monteiro Valente (de bigode e de perfil, ex-1º cabo, 1º Gr Comb, CCAÇ 12, apontador de dilagrama, vive em Vila Nova de Gaia, organizou o convívio, em 2019, do pessoal de Bambadinca, 1968/71):

(xxi) Abel Maria Rodrigues (hoje bancário reformado, vive em Mirando do Douro, ex-alf mil at inf, 3º Gr Comb, CCAÇ 12); 

(xxii) alf mil op esp / ranger,  Francisco Magalhães Moreira (vive em Santo Tirso, se não erro; nunca mais o vi, desde este 1º encontro, em 1994; terá seguido a carreira militar; não é membro da Tabanca Grande, o que é pena(; 

(xxiii) Fur mil at inf,  Joaquim Augusto Matos Fernandes (de óculos escuros, engenheiro técnico, vive ou vivia no Barreiro; também não é membro da Tabanca Grande, infelizmente, mas não costuma falhar os encontros da malta de Bambadinca de 1968/71); 

(xxiv) 1º cabo Carlos Alberto Alves Galvão (o homem que foi ferido duas vezes numa operação, vive na Covilhã; não integra a Tabanca Grande; dizem-me que não comunicou à tropa as habilitações literárias que tinha, para não ir para o CSM); 

(xxv)  Fernando Andrade Sousa (ex-1º cabo aux enf, CCAÇ 12, vive na Trofa); 

(xxvi) e, por fim, 2º sarg inf Alberto Martins Videira (vivia em Vila Real,já falecido, tal como o outo 2º srgt, o José Manuel Rosado Piça, que vivioa em Évora).


Foto (e legenda): © Fernando Calado (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
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Nota do editor:

Último poste da série > 22 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27662: In Memoriam (569): Carlos Alberto Machado de Brito (1932-2025), cor inf ref, 1º cmdt da CCAÇ 12 (Contuboel e Bambadinca, jun 1969/mar 1971): vivia em Braga, e foi comandante da GNR, comando territorial de Braga - Parte I

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27612: In Memoriam (568): António José Mendes Matias (1949-2022), ex-Soldado At Inf da CCAÇ 3305/BCAÇ 3832; fica inumado, simbolicamente, à sombra do nosso poilão, no lugar n.º 910

IN MEMORIAM

António José Mendes Matias (Vide, Seia, 12/08/1949 - Coimbra, IPO, 22/02/2022)
Ex-Soldado At Inf da CCAÇ 3305/BCAÇ 3832
Mansoa, 1971/73

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1. Mensagem de Paulo Matias, filho do nosso camarada António José Mendes Matias, com data de 5 de Janeiro de 2026:

Chamo-me Paulo Matias e sou filho de um soldado atirador da CCaç 3305/RI2 (pertencente ao BCac 3832 que esteve em Mansoa) chamado António José Mendes Matias.

Tomei conhecimento deste website através de um amigo meu que o encontrou e me aconselhou a visitar.

Lamento informar, mas o meu pai faleceu em 2/2/2022, no IPO de Coimbra, vitima de cancro. Ele nasceu a 12 de Agosto de 1949 no lugar de Vide, concelho de Seia, onde vivia.

Gostaria de conhecer histórias desse tempo e partilhar algumas histórias que o meu pai me contava em conversas. Ele tinha muitas vezes reservas em falar destes assuntos e pouco me contava.

Em anexo junto 2 fotos antigas (não sei se foram tiradas em Mansoa ou no quartel de Abrantes antes de embarcar) e 1 atual do meu pai.

Caso pretendam contactar-me ou enviar noticias do vosso blog, utiliem o meu email

Com melhores cumprimentos,
Paulo Matias

Fotos sem data e sem indicação do local
António José Matias, o primeiro a partir da esquerda, de pé

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2. Mensagem enviada ao nosso amigo Paulo Matias no mesmo dia:

Caro Paulo Matias

Muito obrigado pelo seu contacto.
Primeiro que tudo, aceite os nossos sentimentos pela perda do senhor seu pai.
Falando do meu camarada António José Matias, ele ainda foi meu contemporâneo, eu estava cerca de 30 km mais a norte, em Mansabá.

Do batalhão do seu pai, faleceram dois furriéis sapadores em Fevereiro de 1971, pouco tempo após terem chegado à Guiné e a Mansoa. O incidente aconteceu uns quilómetros a norte de Mansabá, quando me encontrava a gozar férias em Portugal. Foi um choque para mim quando regressei e me deram a triste notícia. Mal tive tempo de os conhecer.

Uma vez que nos mandou fotografias do pai, se aceitar, gostaríamos de o receber a título póstumo na nossa Tabanca Grande, nome por que é conhecido o nosso Blogue. O seu nome ficará a constar na listagem dos nossos camaradas que já partiram. Veja aqui:
https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/p/tabanca-grande-lista-alfabetica-dos-897.html

No próximo contacto diga-nos se aceita a inclusão do seu pai na tertúlia.

Também queríamos que identificasse o seu pai na foto do grupo. Veja nas costas da foto se por acaso tem o local onde foi tirada.
Deixo-lhe dois links para explorar, um da CCAÇ 3305 (https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/search/label/CCA%C3%87%203305) e
outro do BCAÇ 3832 (https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/search/label/BCA%C3%87%203832)

Não esquecer que ao fim de cada página apresentada tem de clicar em "Mensagens antigas" até receber a mensagem para voltar à página inicial.

Ficamos na expectativa do seu contacto.
Receba um abraço dos editores e da tertúlia.

Carlos Vinhal
Coeditor


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3. Mensagem enviada ao blogue no dia 6 de Janeiro pelo Paulo Matias:

Caro sr Carlos Vinhal

Relativamente à proposta de inclusão do meu pai na tabanca, autorizo sem qualquer problema, estejam a vontade.

Agora que falou nos 2 furrieis, lembro me que o meu pai me contou uma história envolvendo uma emboscada. Que ele é que costumava levar o cinto das munições (se não for termo correto, as minhas desculpas) e que certa vez sairam para missão qualquer e um colega dele lhe disse que naquele dia ele quis levar o cinto e trocaram de lugar, passando para a frente do meu pai. 

Durante o trajeto lá no carreiro, foram atacados e esse colega dele foi atingido com uma bala e acabou por morrer. Talvez tivesse sido por este eventual trauma ele não gostasse de recordar esses tempos, digo eu. Ele dizia se tivesse ido normalmente no lugar, eu não teria nascido. Gostaria de saber mais sobre esse soldado, mas meu pai nunca me disse mais nada sobre isso.

Em relação a foto do grupo, o meu pai é o que está de pé atrás com a boina e camisa, e mãos à cintura, do lado esquerdo quem olha para a foto. Já verifiquei atrás e só tem números "25" e "11" e mais nada escrito. Talvez através dos edificios surgem atrás e comparando com outras fotos se consiga descobrir o local onte foi tirada. Mas dá ideia ser no quartel, talvez em Mansoa.

Cumprimentos,
Paulo Matias


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4. Comentário do editor CV:

Caro amigo Paulo Matias,

O seu pai vai passar a partir de hoje a figurar no nosso obituário e terá o n.º 910 da nossa tertúlia.

A história que ele contava àcerca da troca de lugar nas progressões apeadas ou em colunas auto, eram frequentes pelo que ele não teve teve culpa do infortúnio que vitimou o seu camarada, que tinha a sua morte destinada para aquele dia e naquele local.

Quanto ao transporte das munições, os pelotões normalmente eram compostos pela secção da metralhadora, que seguia à frente, pela secção da bazuca, que seguia a meio, e pela secção do morteiro 60 mm, por acaso a que eu comandava no meu pelotão, que seguia atrás. 

O pessoal de cada secção levava as respectivas munições, tais como fitas para a metralhadora e granadas para a buzuca e para o morteiro. Muitas vezes alombei com granadas de morteiro ao ombro quando em progressões apeadas no mato. Cada um ainda tinha de carregar, além da sua G3, 4 carregadores de reserva para a arma, 4 granadas ofensivas/defensivas, 1 ou 2 cantis com água e, por vezes a ração de combate para o dia.

Inclino-me para que as fotos sejam tiradas na Guiné (Mansoa?), primeiro pelo piso tão maltratado, talvez por chuvadas recentes, depois porque na Metrópole não se admitiam militares em troco nu.

Termino, deixando-lhe um abraço em nome da tertúlia e dos editores.
Ficamos à sua disposição
Carlos Vinhal

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Nota do editor

Último post da série de 6 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27609: In Memoriam (567): Horácio Neto Fernandes (1935 - 2025): "Maldita pátria amada, odiada, esquecida, / e quase sempre perdoada, / que tantos filhos pariste e rejeitaste!" (Luís Graça)