1. Mais uma "pequena história" do Carlos Barros:
O 3º grupo de combate do 2ª CART / BART 6520, com quartel em Nova Sintra, esteve de serviço de segurança à estrada de Tite -Enxudé.
Num desses dia, um condutor ia buscar o almoço à cozinha de Tite. Na viagem deu boleia, o que era proibido, a uma jovem africana que andava na apanha desse marisco e já tinha um enorme cesto cheio de lagostins.
Aconteceu então algo de inesperado, que poderia ter trágicas consequências. O condutor, com a jovem ao lado, despistou-se com o Unimog. E foi tombar na bolanha, tendo-se virado o cesto com os lagostins que rapidamente ficaram no seu “habitat”... aquático.
O furrielda "ferrugem" soube do sucedido e, depois de ouvir o condutor, refletiu sobre a situação e “branqueou” o acidente, não chegando este ao conhecimento do capitão. O que, a acontecer, teria consequências, com castigo grave para o soldado.
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Carlos Barros |
O furriel Barros, que se encontrava de serviço com este seu grupo, deu uma “ajudazinha ao condutor”: afinal, a guerra propiciava estas aventuras, por vezes pouco refletidas, e que eram fruto da irreverência da juventude.
Naturalmente, após estes longos anos, afastado da guerra, o ex-furriel Barros, agora professor, pode descrever, em liberdade, esta história, com um cunho muito real...
Só teve pena dos lagostins que se perderam nas águas da bolanha...
Tite, 1972 | Nova Sintra, 1974.
Esposende 1 de fevereiro de 2021
Carlos M. de Lima Barros
Ex.fur mil Barros, 2ª C/BART 6520/72 (Nova Sintra, 1972/74)
(Revisão/fixação de texto, negritos, título: LG)
2. Comentário do editor LG:
"Proibido dar boleia às bajudas ?!"...
E quanto às questões de saúde... pública: naquele tempo não havia poluição, nunca tive problemas com as ostras em Bissau, com os lagostins em Bambadinca...O único problema era a conservação em frio... Por isso é que os guineenses defumavam ou secavam o peixe... Como se fazia na minha terra há 70 anos, até chegar a electricidade e o frigorífico... Salgava-se e secava-se ao sol o peixe, que sobrava, a pensar no inverno quando o pescador não ia ao mar... Guardavva-se nas palhas de trigo ou centeio...Batatada raíz-de-cana, e peixe seco (arraia, safio, sapata, cação...), etc., não ficam atrás dos nossos "lagostins" do Geba, que em Bambadinca me custavam 50 pesos o quilo...na tasca do Zé Maria "turra"...
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(*) Vd. poste de 3 de fevereiro de 2021 > Guiné 61/74 - P21847: Pequenas histórias dos Mais de Nova Sintra (Carlos Barros, ex-fur mil at art, 2ª C/BART 6520/72, 1972/74) (16): O regresso dos lagostins... à bolanha








































