Porto > Ribeira > 27 de maio de 2015 > VI Encontro dos "Ilustres TSF" > Em baixo, o Carlos Lã. De pé, da esquerda para a direita: António Calmeiro (já entretanto falecido), M. Rodrigues, Eduardo Pinto, J. Reis, Hélder Sousa, M. Martins, Fernando Cruz e Fernando Marques. Faltou o Nelson Batalha que já não compareceu por razões de saúde, e que viria a morrer, entretanto, um ano e meio depois (*)
Foto (e legenda): © Hélder Sousa (2016). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

Lisboa > 20 de Outubro > XI Encontro dos Ilustres TSF > Foto de família > Sentados: Marques, Miguel, Martinho, Cruz e Eduardo. De pé: Lã e Hélder
Foto (e legenda): © Hélder Sousa (2016). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
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1. Comentário do nosso "ilustre TSF" e colaborador permanente, Hélder Valério, ao poste P15386 (*), com mais de 10 anos, mas que vem a propósito dos "nossos músicos", artistas, cançonetistas, fadistas, humoristas, apresentadores de televisão, atores, radialistas, etc., civis e militares, que ajudaram a alegrar os nossos dias no CTIG ao longo dos anos de guerra. Com ou sem o apoio e a benção do Movimento Nacional Feminino, o que para o caso não é relevante.
Alguns, de facto, eram "prata da casa" (Conjunto Académico João Paulo, Conjunto Musical das Forças Armadas, Conjunto Os Bambas D' Incas...), e não será demais recordá-los. É da mais elementar justiça.
Pelo TO da Guiné passaram filhos de muitas mães, jovens generosos, inquietos, fogosos, curiosos, com a ânsia de liberdade, viajar, conhecer mundo, estudar, aprender, amar, jovens da geração da música "yé-yé", gente com múltiplos talentos, que a tropa soube aproveitar nalguns casos, ou desaproveitar, na maior parte dos casos.
(**) Último poste da série > 19 de março de 2026 > Guiné 61/74 – P27838: (Ex)citações (446): A necessidade de mudar (Hélder Valério de Sousa, ex-Fur Mil TRMS TSF)
Por exemplo, em Santa Luzia, bairro que fazia paredes-meias com o famigerado Pilão , por detrás de um "ilustre TSF" havia sempre (ou quase sempre) um músico desconhecido, como recorda o Hélder Sousa, com a sua prodigiosa memória para os nomes e terras dos seus camaradas de curso!...
Até parece que foram todos escolhidos a dedo, com a única exceção do próprio Hélder, que, esse, enganou os gajos das transmissões, dizendo na entrevista de seleção que tinha jeito para engenheiro e até tinha construído... um telégrafo!... (É preciso, lata, camaradas!...Eu não me lembrei dessa, era tanso, disse que era jornalista e mandaram-me ...para as armas pesadas de infantaria!).
Podiam ter-se feito "n" bandas para alegrar a malta com os "ilustres TSF". Sim, porque a Guiné era triste, chata, plana, os dias custavam a passar como o caraças, as noites um pesadelo, as namoradas estavam longe, a 4 mil km de distância, a comida era uma merda, a água intragável, os mosquitos aos milhões, as bolanhas cheias de sanguessugas, não havia primavera nem outono, nem sábados nem domingos nem feriados...
Em boa verdade, nem sei como é que há gajos que têm saudades da Guiné!
Mas, também, é verdade, que a malta estava ali para fazer a guerra e dar cabo do "turra"... Os "ilustres TSF" eram pagos, em primeiro lugar, para apanhar o "turra" na converseta... E só depois é que podiam, nos intervalos do serviço de escuta, pegar na guitarra elétrica, oferecida pela Cilinha, tão querida, que era a nossa "mãe Natal".
2. Leiam o que o nosso Hélder Sousa, ribatejano a viver hoje em Setúbal, nos conta (em 2015), desses tempos em que podíamos ter sido tão felizes (o Hélder Valério de Sousa foi fur mil trms TSF, Piche e Bissau, 1970/72; candidato a régulo da Tabanca de Setúbal, uma tabanca que nunca chegou a abrir) (**);
(...) Em meados dos anos 60, conforme calculo que se lembrem, decorreu o Concurso "Yé-yé" em que diversas bandas de "rock" actuavam em eliminatórias no Cinema Monumental, em Lisboa.
Tratou-se do primeiro grande impulso da música "rock".
(...) Em meados dos anos 60, conforme calculo que se lembrem, decorreu o Concurso "Yé-yé" em que diversas bandas de "rock" actuavam em eliminatórias no Cinema Monumental, em Lisboa.
Tratou-se do primeiro grande impulso da música "rock".
Influenciados pelo modelo dos "The Shadows", com 3 violas e 1 bateria, como base, e depois com vocalista dedicado ou também músico, havendo por vezes teclas. enfim, lá se foram proliferando conjuntos por esse País fora e isso ajudou a aglutinar muita juventude.
As eliminatórias foram-se sucedendo e houve a final. Entre os conjuntos finalistas estavam "Os Tubarões", de Viseu. Não ganharam, eram da província.....
Foram os dois para a Guiné, mobilizados em rendição individual, tal como eu, e ao mesmo tempo que eu.
O Dutra foi inicialmente para Farim. Por motivos de saúde, se bem me lembro um problema qualquer de coração, veio para Portugal e voltou mais tarde para lá. O Eduardo esteve todo o tempo na Escuta, sendo um dos seus iniciadores.
Um deles, por exemplo, foi o Vítor Raposeira, aqui de Setúbal, que ainda recentemente tem andado a reanimar os "Sixties".
Hélder Sousa
As eliminatórias foram-se sucedendo e houve a final. Entre os conjuntos finalistas estavam "Os Tubarões", de Viseu. Não ganharam, eram da província.....
- Dois dos seus elementos, o Luís Dutra (infelizmente falecido há em 2013, vítima de "doença incurável" por acção do tabaco nos pulmões) e o Eduardo Pinto, foram meus colegas de curso nas Transmissões, fazendo parte do grupo que eu costumo chamar de "Ilustres TSF".
Foram os dois para a Guiné, mobilizados em rendição individual, tal como eu, e ao mesmo tempo que eu.
O Dutra foi inicialmente para Farim. Por motivos de saúde, se bem me lembro um problema qualquer de coração, veio para Portugal e voltou mais tarde para lá. O Eduardo esteve todo o tempo na Escuta, sendo um dos seus iniciadores.
- Além deles também um outro elemento, o Barros, esteve nas Transmissões e também na Guiné.
- O Carlos Lã era de um conjunto do Algarve e ainda hoje [em 2015...] está no activo nas animações dos Hotéis, mesmo depois de deixar de ser "residente" do Montechoro.
- O Fernando Cruz, do Porto, tinha também a sua banda de garagem;
- O mesmo com o Fernando Marques, de Alhandra, o António Camilo, de Castelo Branco, o Miguel Pacheco, de Barcelos, o José Fanha (primo do animador da televisão), da Meia Via, Tomar, o Nélson Batalha, que tocava acordeão e órgão num restaurante com música ao vivo em Setúbal.
- o José Canudo, de Elvas, de que não tenho a certeza se tinha alguma relação com a música;
- o mesmo digo do António Calmeiro, de Tinalhas;
- e do José Alves, de S. Miguel;
- sendo que o José Reis, do Porto, era funcionário da Emissora;
- o Manuel Martinho tinha abandonado o Seminário de Fátima;
- e eu, Hélder Valério de Sousa, costumo dizer que era especialista em 'campainhas de missa' e eu que apenas tinha dado a informação de ter construído um telégrafo.
Um deles, por exemplo, foi o Vítor Raposeira, aqui de Setúbal, que ainda recentemente tem andado a reanimar os "Sixties".
Hélder Sousa
(Seleção, revisão/fixação de texto, negritos, parênteses retos, título: LG)
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Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de > 19 de novembro de 2015 > Guiné 63/74 - P15386: Álbum fotográfico de Alfredo Reis (ex-alf mil, CART 1690, Geba, 1967/69) (2): A visita, à sede da companhia, do Conjunto Académico João Paulo, em 24 de agosto de 1968
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Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de > 19 de novembro de 2015 > Guiné 63/74 - P15386: Álbum fotográfico de Alfredo Reis (ex-alf mil, CART 1690, Geba, 1967/69) (2): A visita, à sede da companhia, do Conjunto Académico João Paulo, em 24 de agosto de 1968
(**) Último poste da série > 19 de março de 2026 > Guiné 61/74 – P27838: (Ex)citações (446): A necessidade de mudar (Hélder Valério de Sousa, ex-Fur Mil TRMS TSF)
