Florbela Queiroz (nb. 1943): em 1967, em Mocimboa do Rovuma, Moçambique.(Fonte: "Guerra Colonial: fotobiografia", de Renato Monteiro e Luís Farinha. Lisboa: Dom Quixote e Círculo de Leitores, 1990, pág, 226, com a devida vénia).
A popular artista, atriz (de cinema e teatro de revista) e canconetista (a partir de 1966), aqui retratada na capa da revista quizenal "Plateia", nº 104 (15 de novembro de 1961). A Brigute Bardot portuguesa, como já era conhecida, tinha entáo 18 anos (nasceu em Lisboa em 1943). Cortesia de Instragam > florbela.queiroz
Raul Solnado (1929-2009): entre militares em Zala, Angola. S/d.
.(Fonte: "Guerra Colonial: fotobiografia", de Renato Monteiro e Luís Farinha. Lisboa: Dom Quixote e Círculo de Leitores, 1990, pág, 226, com a devida vénia).
Raul Solnado (1929-2009): ator, apresentador de televisão, humorista (um dos génios do humor português do sec. XX). Capa da revista "Nova Antena", 1 de novembro de 1968. Fonte: Wikipedia, com a devia vénia.
Guiné >: Região de Tombali > Guileje > 10 de novembro de 1969 > CART 2410, "Os Dráculas" (Gadamael e Guileje, 1968/70) > "Duo Ouro Negro" .(Fonte: "Guerra Colonial: fotobiografia", de Renato Monteiro e Luís Farinha. Lisboa: Dom Quixote e Círculo de Leitores, 1990, pág, 227, com a devida vénia).
Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Sector L2 > Fajonquito > CART 2742 > 1971 > Atuação de um grupo de cançonetistas que vieram da Metrópole com o apoio do Movimento Naciuonal Feminino. O Zé Turra, embora não gostasse de fado nem do nacional-cançonetismo, também aparecia, nestes espetáculos no mato, disfarçado com a população local...(Sabe-se que preferia, naturalmente, a coladera, o gumbé, etc., os ritmos de Cabo Verde e da Guiné.)
Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Imagen: José Bebiano (2010)
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.
1. Alguns/algumas artistas de variedades, fadistas, cançonetistas, actores do teatro de revista, humoristas, apresentadores de televisão, radialistas, etc., atuaram, nos três teatros de operações, em plena guerra do ultramar / colonial, entre 1961 e 1974, incluindo na Guiné. "Seguindo um modelo experimentado noutros palcos de guerra, o Movimento Nacional Feminino, com apoio dos meios empresariais do espectáculo, organizava tournées, às três frentes de combate, com os artistas mais conhecidos do teatro e da música ligeira" (in: "Guerra Colonial: fotobiografia", de Renato Monteiro e Luís Farinha. Lisboa: Dom Quixote e Círculo de Leitores, 1990, pág, 227; foto da capa à direita). (Recorde-se que o meu querido amigo e camarada e saudoso grão-tabanqueiro Renato Monteiro (1946-2021) foi fur mil art, CART 2479 / CART 11, Contuboel, Nova Lamego e Piche, 1969; e CART 2520, Xime e Enxalé, 1969/70).
A TAP e o Exército asseguravam o apoio logístico aos artistas em "tournée" (transportes, alojamento, alimentação, segurança, etc.).
O tema está mal documentado no nosso blogue, com exceção das atuações do Conjunto Académico João Paulo e pouco mais. Temos 12 referências ao Marco Paulo.
No caso específico da Guiné, há também referências dispersas a atuações de vários conjuntos musicais militares que faziam circuitos por Bissau, Bambadinca, Bafatá, Nova Lamego, Teixeira Pinto e outros aquartelamentos, em geral nas sedes de circunscrição e de batalhão locais mais acessíveis.
Em abril de 1971 houve uma grande "Noite das Forças Armadas", na Associação Comercial, Industrial e Agrícola, em Bissau. Mas o espetáculo foi assegurado exclusivamente por artistas, que cumpriam serviço no CTIG, com números musicais, humorísticos e de variedades. Isto mostra que nem toda a animação dependia de artistas vindos da metrópole.
3. Fica aqui um apelo aos nossos leitores:
A memória (individual e grupal) dos antigos combatentes costuma revelar programas de espetáculo, fotografias e até autógrafos esquecidos em baús e malas no sótão ou nas gavetas das velharias (material que irá, para o lixo, sem dó nem piedade, quando à gente der o trângulo-mango, isto é, lerpar)...
È difícil (se não impossível) reconstituir com rigor o elenco exato de artistas que passaram pelo TO da Guiné, por exemplo, mas sabe-se que as Forças Armadas, o Movimento Nacional Feminino e outras entidades organizavam regularmente "tournées" (sic), ou digressões, de artistas, uns mais conhecidos do que outros. Atuaram em povoações, aquartelamentos, destacamentos, bases aéreas. navios da marinha, etc.
Entre os artistas que, em diferentes momentos da Guerra Colonial, passaram pelo Ultramar ou participaram em espetáculos para as tropas ou colaboraram noutras iniciativas do MNF (como os discos de Natal, 1971,1973...) contam-se:
Ela sabia, de resto, da experiência norte-americana na II Guerra Mundial (e depois na Coreia e no Vietname), da importância que podia ter, sobre o moral das tropas em África, as atividades de natureza lúdica, como os espetáculos musicais ao vivo, feitos por artistas em voga, vindos da metrópole.
Além dos músicos do Conjunto Académico João Paulo, talvez o caso mais conhecido terá sido o da actriz de teatro de revista e cinema (mas também cançonetista, a partir de 1966) Florbela Queiroz.
O célebre disco "Natal 71", enviado aos militares destacados no Ultramar, incluía mensagens e participações de vários destes artistas e figuras públicas, refletindo a forte ligação então existente entre o meio artístico, os empresários do "show business", o MNF e as campanhas de "apoio moral" aos soldados.
Entre os artistas que, em diferentes momentos da Guerra Colonial, passaram pelo Ultramar ou participaram em espetáculos para as tropas ou colaboraram noutras iniciativas do MNF (como os discos de Natal, 1971,1973...) contam-se:
- Madalena Iglésias
- Simone de Oliveira
- António Calvário
- Artur Garcia
- Maria José Valério
- Hermínia Silva
- Tony de Matos
- Marco Paulo (estava na Guiné, em 1968, a cumprir o serviço militar, ainda no início da sua carreira musical) (vd. aqui vídeo da RTP)
- Paco Bandeira (atuou em Angola, onde cumpriu a sua comissão)
- Duo Ouro Negro (formado pelos angolanos Raúl Indipwo e Milo MacMahon) (vd. aqui um vídeo da RTP Aqruivos, de 1967).
- Florbela Queiroz (vd., aqui vídeo de 1972, da RTP Arquivos)
- Armando Cortez
- Parodiantes de Lisboa
- Francisco Nicholson
- Raul Solnado (vd,. aqui um vídeo da RTP Arquivos, de 1978)
- etc.
2. Facto desconhecido para muitos dos nossos leitores, foi a Cecília Supico Pinto quem "conseguiu que os músicos do 'Conjunto João Paulo' cumprissem o serviço militar actuando no mato em digressões pelas 'províncias' ", revelação feita na sua biografia, escrita por Sílvia Espírito Santo ("Cecília Espírito Santo,o rosto do Movimento Nacional Feminino, Lisboa, A Esfera dos Livros, 2008, pp. 144).
Ela sabia, de resto, da experiência norte-americana na II Guerra Mundial (e depois na Coreia e no Vietname), da importância que podia ter, sobre o moral das tropas em África, as atividades de natureza lúdica, como os espetáculos musicais ao vivo, feitos por artistas em voga, vindos da metrópole.
Houve muito boa gente, do mundo do espectáculo, incluindo a nossa "diva", a Amália Rodrigues, que colaborou com o Movimento Nacional Feminino, quer na edição dos famosos discos de Natal (1971 e 1973), quer participando inclusive em digressões pelos quartéis do mato ou em concertos na metrópole para angariação de fundos.
Além dos músicos do Conjunto Académico João Paulo, talvez o caso mais conhecido terá sido o da actriz de teatro de revista e cinema (mas também cançonetista, a partir de 1966) Florbela Queiroz.
A Florbela Queiroz (nascida em Lisboa, em 1943) não sei se passou pela Guiné, mas diz ela que andou no mato 8 meses, em 1967 e 1968.
"Nunca fui tão respeitada por toda a gente. Eu era nova, tinha 21 anos, era uma miúda gira, e andava lá no mato no meio dos soldados, comi da ração deles. Foi a época em que mais me realizei" (cit. por Sílvia Espírito Santo - "Cecília Supico Pinto: o rosto do Movimento Nacional Feminino". Lisboa, A Esfera do Livro, 2008, pág. 144)
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Isabel Amora (1946-.2020) |
O célebre disco "Natal 71", enviado aos militares destacados no Ultramar, incluía mensagens e participações de vários destes artistas e figuras públicas, refletindo a forte ligação então existente entre o meio artístico, os empresários do "show business", o MNF e as campanhas de "apoio moral" aos soldados.
A elite do Estado Novo queria mostrar que os "rapazes" que defendiam os seus interesses em África, não estavam esquecidos nem eram abandonados. Em especial em datas sensíveis como o Natal.
No caso específico da Guiné, há também referências dispersas a atuações de vários conjuntos musicais militares que faziam circuitos por Bissau, Bambadinca, Bafatá, Nova Lamego, Teixeira Pinto e outros aquartelamentos, em geral nas sedes de circunscrição e de batalhão locais mais acessíveis.
Em abril de 1971 houve uma grande "Noite das Forças Armadas", na Associação Comercial, Industrial e Agrícola, em Bissau. Mas o espetáculo foi assegurado exclusivamente por artistas, que cumpriam serviço no CTIG, com números musicais, humorísticos e de variedades. Isto mostra que nem toda a animação dependia de artistas vindos da metrópole.
Muitos camaradas da Guiné recordam-se mais facilmente dos nomes das vedetas femininas do que dos cantores. Foi o caso da desconhecida Isabel Amora (1946-2020),
Muitos espetáculos na Guiné eram organizados localmente e incluíam:conjuntos musicais militares, oriundos da metrópole como o Conjunto Académico João Paulo (6 referências no blogue), ou formados "ad hoc", como o Conjunto Musical das Forças Armadas (4 referências) ou o Conjunto Os Bambas D'Incas (5 referências).
3. Fica aqui um apelo aos nossos leitores:
"Quem assistiu, no mato, a espetáculos de artistas da metrópole em digressão pela Guiné ? Em que local? Quem atuou? Há fotos, cartazes, programas, autógrafos ?"
A memória (individual e grupal) dos antigos combatentes costuma revelar programas de espetáculo, fotografias e até autógrafos esquecidos em baús e malas no sótão ou nas gavetas das velharias (material que irá, para o lixo, sem dó nem piedade, quando à gente der o trângulo-mango, isto é, lerpar)...
Pesquisa: LG + Net + Wikipedia ´+ IA (ChatGPT / OpenAI| Vibe Mistral AI| Gemini AI / Google)
(Condensação, revisão / fixação de texto, negritos, links, título: LG)



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