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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27762: Documentos (59): A retirada de Madina do Boé (José Martins, ex-fur mil trms, CCAÇ 5, "Gatos Pretos", Canjadude, 1968/70) - Parte II


Guiné > Região de Gabu  > Carta de Madina do Boé (1958) (Escala  1/50 mil)  (Esta carta ainda não  está disponível  "on line" no nosso blogue) > Posição relativa de Madina do Boé, a 12 km da fronteira da Guiné-Conacri, a sul. Era rodeada de pequenas colinas, que iam dos 100 aos 200 metros de altitude. A amarelo, algumas das cotas. Os rios eram sazonais. A região semidesértica, mas impraticável no tempo das chuvas. Sem qualquer povoação, no tempo da guerra. As poucas que haviam desapareceram.  Distâncias: Madina do Boé até à fronteira, a leste (Vendu Leidi) > 60 km; Cheche-Madina: 20 km; Cheche- Béli > 35 km.

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2026).



Guiné > Zona Leste > Região de Gabu > Setor de Boé > Madina do Boé > 1966 > Vista aérea do aquartelamento. Imagem reproduzida, sem menção da fonte, no Blogue do Fernando Gil > Moçambique para todos

Presume-se que a sua autoria seja de Jorge Monteiro (ex-cap mil,  CCAÇ 1416, Madina do Boé, 1965/67) ou de Manuel Domingues, membro da nossa Tabanca Grande, ex-alf mil da CCS/BCAÇ 1856, Nova Lamego, 1965/66 (autor do livro: "Uma campanha na Guiné, 1965/67").

Arquivo do  Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2006).


Guiné >  Zona Leste > Região de Gabu > Canjadude > 1973 > Restos de uma autometralhadora Daimler no itinerário entre Canjadude e Cheche.



Guiné > Região de Gabu > Madina do Boé > CCAÇ 1589 / BCAÇ 1894, "Os Tufas" (Bissau, Fá Mandinga, Nova Lamego, Beli e Madina do Boé, 1966-68) > 1967 > A "Fonte da Colina de Madina", construída em 1945, ao tempo do governador Sarmento Rodrigues. Foto do álbum do Manuel Coelho, o grande fotógrafo de Madina do Boé; aliás, um dos bravos de Madina do Boé, ex-fur mil trms, da CCAÇ 1580 (1966/68); natural de Reguengos de Monsaraz, vive em Paço d'Arcos, Oeiras; tem c. 50  referências no nosso blogue, ingressou na Tabanca Grande em 12 de julho de 2011).

Foto (e legenda): © Manuel Caldeira Coelho (2018). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



José Martins (ex-fur mil trms, CCAÇ 5, "Gatos Pretos", Canjadude, 1968/70) | Sócio da Liga dos Combatentes nº 80.393 | Colaborador permanente da Tabanca Grande | Histórico do nosso blogue | Vai a caminho das 500 referências | VIve em Odivelas.


Madina do Boé: contributo para sua história

por José Martins

OS HOMENS

Falar de Madina do Boé é falar dos homens que ao longo do tempo, e muito concretamente entre maio de 1965 e 6 fevereiro de 1969, estiveram em quadrícula naquela parcela do território português, hoje independente, e sobre o qual flutuou a Bandeira de Portugal.


Consultando o terceiro volume da Resenha Histórica-Militar das Campanhas de África (1961-1974) (Dispositivo das Nossas Forças - Guiné), encontrei os seguintes elementos sobre as companhias que passaram/estiveram/permanecem para sempre, nos factos que constituem a história desta zona da atual Guiné-Bissau.

A primeira unidade a instalar-se em Madina do Boé, foi a Companhia de Cavalaria nº 702 – Batalhão de Cavalaria nº 705 - formada no Regimento de Cavalaria 7 em Lisboa (já extinto) que chegou à Guiné em julho de 1964 e ficou instalada em Bissau. 

Posteriormente foi transferida para Bula (Janeiro de 1965) e Contuboel (Março de 1965). Foi colocada em Madina do Boé em maio de 1965 onde permaneceu até abril de 1966, quando terminou a sua comissão de serviço.



A CCAV 702 foi substituída pela Companhia de Caçadores nº 1416 – Batalhão de Caçadores nº 1856 - formada no Regimento de Infantaria 1 e ainda instalado na Serra da Carregueira na região de Lisboa e onde, atualmente, se encontra o Regimento de Comandos, foi colocada em Nova Lamego em agosto de 1965. 

Posteriormente, em maio de 1966 foi substituir a CCAV 702 em Madina do Boé, onde permaneceu até abril de 1967, quando terminou a sua comissão de serviço.




A Companhia de Caçadores nº 1589 – Batalhão de Caçadores nº 1894, formada no Regimento de Infantaria 15, em Tomar (uma das unidades que mobilizou militares para a I Grande Guerra), chegou à Guiné em agosto de 1966, ficando instalada em Bissau. 

Daqui foi enviada para Fá Mandinga em dezembro de 1966 e para Madina do Boé, para substituir a CCaç 1416, em abril de 1967, onde permaneceu até janeiro de 1968, altura em que foi transferida para Nova Lamego, e, em março de 1968 foi enviada para Bissau onde permaneceu até maio de 1968, altura em que terminou a sua comissão de serviço.


CMIL 15

Em Pirada, em março de 1965, foi criada a Companhia de Milícias nº 15 que foi enviada em junho de 1967 para Madina do Boé para reforço das forças ali estacionadas. 

Não existe registo para onde foi transferida depois de retirada de Madina. Foi desactivada em dezembro de 1971.


A última unidade a permanecer naquela zona foi a Companhia de Caçadores nº 1790 – Batalhão de Caçadores nº 1933, formada no Regimento de Infantaria 15 em Tomar. 

Quando chegou à Guiné em outubro de 1967 ficou estacionada em Fá Mandinga. Daqui foi transferida para Madina do Boé em janeiro de 1968 onde permaneceu até 6 de fevereiro de 1969, seguindo nesta data para Nova Lamego e em abril de 1969 foi transferida para S. Domingos, onde se manteve até ao final da sua comissão de serviço em julho de 1969. 

Esta unidade tinha um destacamento em Beli, que foi mandado regressar e juntar-se à companhia em junho de 1968.


O LOCAL

Conheci Madina do Boé numa altura em que regressava ao aquartelamento do minha unidade, a Companhia de Caçadores nº 5 estacionada em Canjadude, indo de Nova Lamego onde tinha estado, já não me recordo, se em serviço ou no regresso de férias. Viajava numa Dornier e conheci o aquartelamento do ar. 

Sei que só aterrámos depois de dois bombardeiros T 6, que nos escoltaram a partir da altura do Rio Corubal, terem feito uma observação dos locais onde era normal estarem e/ou atacarem o aquartelamento os elementos do PAIGC. Íamos buscar o Padre Libório, alferes graduado capelão do Batalhão de Caçadores nº 2835, que tinha estado junto daquela unidade durante alguns dias.

As instruções do furriel que pilotava a aeronave foram precisas: "assim que o aparelho parar,  saltas e corres para junto dos abrigos".

Assim fizemos e, ao chegar junto dos militares que não tinham saído de junto dos abrigos, fomos recebidos com algumas dezenas de abraços e palmadas nas costas daqueles homens que, só muito raramente, viam alguém que não fossem os seus camaradas habituais. Das manifestações havidas, já não sei se foram de boas vindas ou de despedida, pois o tempo de permanência da DO em terra teria que ser mínimo.

Do local ficou-me a sensação de que era uma terra inóspita, sem população civil, e, portanto, apenas a teimosia de alguém que não sabe o que é “estar no terreno de operações” fazia permanecer tropas naquele local.

A guerra que travávamos tinha como primeiro objectivo captar a simpatia e apoio das populações, transmitir-lhe alguns ensinamentos, e, sobretudo, prepará-los para “Um Futuro numa Guiné melhor”. Neste cenário não havia razão para sacrificar aqueles homens ao isolamento e ao sofrimento da incerteza da sorte das armas.


A RETIRADA

A saída da zona do Boé começou em junho de 1968, com o desmantelamento do destacamento de Beli, guarnecido por uma força destacada de Madina de Boé (CCAÇ 1790). 

Participei nessa operação, como pira já que ainda não tinha um mês de Guiné, para visitar os destacamentos de Canjadude e Cheche, locais que se encontravam guarnecidos por forças da CCAÇ 5, unidade em que fora colocado como Sargento de Transmissões.

A minha missão terminava no Cheche. Aí ficaria a aguardar o regresso da coluna que, depois de proceder ao desmantelamento de Beli e deslocar a guarnição para Madina do Boé, voltaria, pelo mesmo e único caminho, a Nova Lamego.

Presenciei o nervosismo, e porque não dizer o medo, do pessoal que ia em primeiro lugar, na jangada, ocupar posições na outra margem, para montar a segurança para a passagem do restante da coluna.

Só os meios aéreos poderiam antecipar dados que permitissem cambar o rio com relativa segurança.

Já não assisti ao regresso da coluna nem aos trabalhos da passagem para a margem norte do Corubal, pois a primeira crise de paludismo originou novo baptismo: a evacuação aérea para Nova Lamego. Dias mais tarde assisti ao regresso da coluna e, naturalmente, à descompressão das tropas utilizadas nessa operação.

Toda esta manobra obedecia a uma directiva, a nº 1/68, do Comandante Chefe recentemente empossado, o então brigadeiro António de Spínola, que previa o estabelecimento de uma grande base operacional na região do Cheche. 

Nessa região ficariam instaladas forças de intervenção, seria construída uma pista para aviões do tipo Dakota, além de uma jangada para a travessia do rio. As canoas, que seriam a estrutura base dessa jangada, passariam mais tarde por Canjadude, em mais uma das muitas colunas que por lá passaram, tendo como destino o Cheche.

Assim, mesmo sem que a base tivesse sido instalada, a guarnição de Madina do Boé seria retirada desse destacamento, numa operação montada e que seria realizada no início de fevereiro de 1969. 

A coluna constituída por cinquenta e seis viaturas foi escoltada, entre outras forças, por elementos da Companhia de Caçadores nº 2405 – Batalhão de Caçadores nº 2852,  forrmado no Regimento de Infantaria nº 2.

DESASTRE DO CHECHE

Constou, na altura, que tinha havido uma alteração na "ordem de operações". Previa-se que, aquando da travessia do Corubal, as últimas unidades a atravessar o rio seriam as de armas pesadas, ao contrário do que se verificou, que foram tropas de infantaria.

Imagino que, ao verem na outra margem do rio Corubal e para a qual se deslocavam, uma série de morteiros e canhões-sem-recuo prontos a responder a qualquer ataque, os militares tivessem descomprimido um pouco, podendo eventualmente ter tentado encher os cantis com água do rio, cuja falta se fazia sentir naquela altura do ano, desconhecendo que um Unimog, guarnecido por uma secção que eu próprio comandava, se encontrava muito próximo para reabastecer quem necessitasse, uma vez que a companhia retirada e as que haviam procedido à sua escolta, não entrariam no perímetro militar de Canjadude, não só por questões logísticas mas também operacionais.

A determinada altura, conforme se refere num filme realizado por José Manuel Saraiva, de 1995, e editado em cassete vídeo pelo Diário de Notícias, um som abafado, muito semelhante "à saída de uma morteirada ", teria gerado agitação entre os elementos que eram transportados na jangada, e eram bastantes. 

Da agitação resultou o desequilíbrio da jangada e a queda nas águas de uma parte substancial dos homens que estavam a ser transportados na mesma. O receio era de que tivessem sido seguidos à distância por forças IN e que as mesmas estivessem a preparar um ataque à jangada, que se deslocava lentamente.

A grande preocupação foi a ajuda aos que tinham caído à água, pois que transportavam consigo todo o equipamento normal numa missão de patrulhamento que, além da arma, do cantil e do bornal, munições de reserva não só para as armas ligeiras, mas também para as bazucas e para os morteiros.

Não foi só o equipamento individual que foi o responsável pelo afogamento de tantos homens. Os habitantes daquele rio também tiveram uma intervenção pouco amigável. Diz quem também esteve no centro daquele acontecimento, que as águas tomaram um tom avermelhado.

Naquela tarde de 6 de fevereiro de 1969, o Corubal roubou a todos e a cada um de nós, quarenta e sete amigos e camaradas dos quais, poucos, viriam a ser encontrados e sepultados nas margens do Rio Corubal.

OS HERÓIS/MÁRTIRES

É com emoção que, quando falo ou escrevo sobre este tema, me perfilo em continência, os meus lábios murmuram uma breve oração, e me curvo perante a memória daqueles que não voltaram e cujo espírito permanece sobre as águas do Rio Corubal (18 da CCAÇ 2405,  28 da CCAÇ 1790 e 1 civil guineense) (realce a amarelo, a companhia que retirou de Madina do Boé, a CCAÇ 1790; e a CCAÇ 2405, a azul marinho, uma das companhias que fez a escolta da coluna):


Furriéis Milicianos (n=2)

  • Carlos Augusto da Rocha, natural de Angústias – Horta – Açores – CCAÇ 1790
  • Gregório dos Santos Corvelo Rebelo, natural de Terra Chã – Angra do Heroísmo – Açores – CCAÇ 2405


Primeiros-cabos (n=7)
  • Alfredo António Rocha Guedes, natural de Vila Jusa – Mesão Frio – CCAÇ 2405
  • Augusto Maria Gamito, natural de S. Francisco da Serra – Santiago do Cacém – CCAÇ 1790
  • Francisco de Jesus Gonçalves Ferreira, natural de Tortosendo - Covilhã – CCAÇ 1790
  • Joaquim Rita Coutinho, natural de Samora Correia - Benavente – CCAÇ 1790
  • José Antunes Claudino, natural de Alcanhões - Santarém – CCAÇ 2405
  • José Simões Correia de Araújo, natural de Telhado – Vila Nova de Famalicão – CCAÇ 1790
  • Luís Francisco da Conceição Jóia, natural de Alvor - Portimão – CCAÇ 1790

Soldados (n=37) 
  • Abdul Embaló, natural de São José, Bissorã - CCAÇ 1790
  • Alberto da Silva Mendes, natural de Sande - Guimarães – CCAÇ 2405
  • Alfa Jau, natural da Guiné - CCAÇ 1790
  • Américo Alberto Dias Saraiva, natural de S. Sebastião da Pedreira - Lisboa – CCAÇ 1790
  • Aníbal Jorge da Costa, natural de Rossas – Vieira do Minho – CCAÇ 1790
  • António Domingos Nascimento, natural de Santa Maria - Trancoso – CCAÇ 2405
  • António dos Santos Lobo, natural de Favaios do Douro - Alijó – CCAÇ 1790
  • António dos Santos Marques, natural de Lorvão - Penacova – CCAÇ 2405
  • António Jesus da Silva, natural de Arazedo – Montemor-o-velho – CCAÇ 2405
  • António Marques Faria, natural de Telhado – Vila Nova de Famalicão – CCAÇ 1790
  • António Martins de Oliveira, natural de Rio Tinto - Gondomar – CCaç 1790
  • Augusto Caril Correia, natural de Santa Cruz - Coimbra – CCAÇ 1790
  • Avelino Madail de Almeida, natural de Glória - Aveiro – CCAÇ 1790
  • Celestino Gonçalves Sousa, natural de Poiares – Ponte de Lima – CCAÇ 1790
  • David Pacheco de Sousa, natural de Lustosa - Lousada – CCAÇ 1790
  • Francisco da Cruz, natural de Lebução - Valpaços – CCAÇ 2405
  • Indique Imbuque, natural de Farol, Bissorã  – CCAÇ 2405
  • Joaquim Nunes Alcobia, natural de Igreja Nova – Ferreira do Zêzere – CCAÇ 1790
  • Joel Santos Silva, natural de Guisande – Vila da Feira – CCAÇ 1790
  • José da Silva Coelho, natural de Recarei - Paredes – CCAÇ 1790
  • José da Silva Góis, natural de Meãs do Campo – Montemor-o-novo – CCAÇ 2405
  • José da Silva Marques, natural de Marmeleira - Mortágua – CCAÇ 2405
  • José de Almeida Mateus, natural de Santa Comba Dão – CCAÇ 1790
  • José Fernando Alves Gomes, natural de Carvalhosa – Paços de Ferreira – CCAÇ 1790
  • José Ferreira Martins, natural de Pousada de Saramagos – V. N. Famalicão – CCAÇ 1790
  • José Loureiro, natural de S. João de Fontoura Resende – CCAÇ 2405
  • José Maria Leal de Barros, natural de Vilela - Paredes – CCAÇ 1790
  • José Pereira Simão, natural de Salzedas - Tarouca – CCAÇ 2405
  • Laurentino Anjos Pessoa, natural de Sonim - Valpaços – CCAÇ 2405
  • Manuel António Cunha Fernandes, natural de Arão – Valença do Minho – CCAÇ 1790
  • Manuel Conceição Silva Ferreira, natural de Pombalinho - Santarém – CCAÇ 2405
  • Manuel da Silva Pereira, natural de Penude - Lamego – CCAÇ 1790
  • Octávio Augusto Barreira, natural de Suçães - Mirandela – CCAÇ 2405
  • Ricardo Pereira da Silva, natural de Serzedo ou selzedelo – Vila Nova de Gaia – CCAÇ 1790
  • Tijane Jaló, natural de Piche – Gabu – CCAÇ 1790
  • Valentim Pinto Faria, natural de Valdigem - Lamego – CCAÇ 2405
  • Victor Manuel Oliveira Neto, natural de Buarcos – Figueira da Foz – CCAÇ 2405

Civis (n=1)
  • Um caçador nativo não identificado

José Martins 
Janeiro de 2006

(Revisão / fixação de texto, negritos, realces, links, título: LG)
_________

Nota do editor L.G.

(1) Útimo poste da série > 22 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27760: Documentos (58): A retirada de Madina do Boé (José Martins, ex-fur mil trms, CCAÇ 5, "Gatos Pretos", Canjadude, 1968/70) - Parte I

sábado, 27 de setembro de 2025

Guiné 61/74 - P27261: Contactem-nos, há sempre alguém que pode ajudar ou simplesmente saber acolher (6): O Cândido Alves, da CCAÇ 1416 / BCAÇ 1856 gostava de voltar ao Gabu como turista... será que existem condições para viajar com confiança para passar uns dias para reviver das recordações daqueles lugares?




À descoberta da Guiné-Bissau : guia turístico / Joana Benzinho, Marta Rosa ; il. Jorge Mateus, Nuno Tavares. - 2ª ed. rev. e atualiz. - [S.l.] : Afectos com Letras, 2018. - 167, [5] p. : il. ; 21 cm + [1] mapa desdobr.. - ISBN 978-989-20-6252-5. 

Disponível aqui em pdf:
https://www.eeas.europa.eu/sites/default/files/guia_turistico_guine-bissau_ue_acl2018_pt_web.pdf



"À descoberta da Guiné-Bissau : guia turístico" > Vd. região de Gabu, pp. 97/104



Crachá da CCAÇ 1416 / BCVAÇ 1856 (



1. Mensagem enviada pelo Cândido Alves através do Formulário de Contacto do Blogger (*):

Data - 23 de setembro de 2035 17:38

Estive na Guiné Bissau desde 26 de julho de 65 a 17 de abril de 67. 

A minha companhia, CCAÇ 1416,  foi colocada em Nova Lamego (Gabu),  ficando a CCS em Bissau. Mais algum tempo, também ela se sediou em Nova Lamego, durante o resto da comissão. 

Na ação da  CCAÇ 1416 percorremos uma vasta area da Guiné desde Bojucunda a Madina do Boé, passando por Canquelifá, Buruntuma, Cheche, e obrigatoriamente Piche e outros locais de passagem ,como Paunca, Pirada,  Cabuca, Beli, Canjadude entre outras tabancas, naquela vasta area. 

Mas foi no Cheche, onde passei com uma secção 2 meses de proteção à jangada. Depois esta secção foi para junto da companhia em Madina, ficando um pelotão em Béli. 

A História desses tempos já é conhecida como o local mais flagelado da zona do Boé.

 Ao Gabú gostava de voltar, como turista. Será que existem condições para viajar com confiança para passar uns dias para reviver as recordações daqueles lugares?

Cumprimentos,
Cândido Alves | candidomarcosalves@gmail.com

2. Resposta do editor LG:

Cândido, obrigado pelo teu contacto.  Infelizmente não temos aqui ninguém da tua companhia que possa dar uma ajuda. (Nem sequer do teu batalhão, a não ser o Manuel Domingues, que foi alf mil op esp/ranger,  comandante do Pel Rec Info, CCS/BCAÇ 1856, Nova Lamego, 1965/67; nem seuqer das outras subunidades de quadrícula, a CCAÇ 1416 e a CCAÇ 1417.)

Mas temos outros camaradas que conhecem bem a Guine-Bissau. Inclusive há alguns  que vão lá com frequência. Esperemos que eles te deem algumas dicas. Divulgamos o teu endereço de email também para poderem comunicar contigo. Mas gostaríamos que partilhassem aqui também a sua experiência. Para que esse conhecimento chegue a todos.

Quanto ao resto encontras na Net o essencial dos conselhos que é costume dar-se a quem viaja para o estrangeiro, e nomeadamente para África. Alguns são "chapa um".

Mas, no essencial, podemos garantir-te pela nossa experiência passada, nossa e dos nossos camaradas que lá têm ido,   que:

(i) a Guiné-Bissau é um destino seguro;

(ii) os guineenses mantêm, com os portugueses, e nomeadamente com os "antigos combatentes", uma relação amigável, amistosa, cordial, hospitaleira;

(iii) tu, que conheceste a região de Gabu, o "chão fula", só vais estranhar as mudanças (sobretudo físicas) que se operaram ao longo destes 50/60 anos: há coisas para melhor, outras para pior; nada de levar expetativas nem demasiado altas nem baixas;

(iv) aconselho-te a que contactes o Hotel Coimbra (que fica na zona histórica de Bissau, frente à Catedral): além de alojamento, eles oferecem-te outros serviços:  (a) aluguer de viaturas climatizadas com motorista; (b) organização de passeios; (c)  turismo de saudade - passeios todo-o-terreno em veículos climatizados pelo interior da Guiné-Bissau, etc.

(v) tens aqui os contactos do Hotel: Avenida Amilcar Cabral, Bissau, Guine Bissau | email: zulupreto2015@gmail.com | telem +245 966 670 836 ;

(v) não somos nenhuma agência de viagens nem representamos nenhum operador turístico da Guiné-Bissau; esta é apenas uma sugestão nossa, o Hotel Coimbra tem tido boas referências dos nossos camaradas que, como  tu, querem fazer uma viagem de "turismo de saudade";

(vi) ir ao Gabu (antiga Nova Lamego), capital da região do Gabu,  não é problema, tens estrada alcatroada, direitinha, de Bissau até lá; a cidade de Gabu está hoje melhor do que a de Bafatá; podes fazer um desvio, em Bambadinca, e ir até ao Saltinho (Região de Bafatá);

(vii) claro que deves lá ir na época seca (a partir de janeiro até maio...);

(viii) e, de preferência, com mais um ou outro casal (partindo do princípio que não vais sozinho).

Quanto ao resto, podes e deves marcar um consulta do viajante. Há requisitos de entrada, como vacina contra febre amarela (vão-te exigir o certificado internacional de vacinação, como me exigiram, a mim, quando lá fui em 2008).

Vais ser aconselhado a tomar precauções contra a malária/paludismo: profilaxia antimalárica, repelente, rede mosquiteira (se dormires no mato, sem ar condicionado),  roupas longas ao entardecer, etc,

Por outro lado, vão-te lembrar que a Guiné-Bissau também tem alguns "senãos":

 (a) em 50 anos tem havdo bastante instabilidade política; (b) há também, sobretudo em Bissau, alguma pequena criiminalidade; (c)  limitação dos serviços de emergência; (d)  oferta de cuidados médicos e hospitalares muita limitada no interior do país; (e) rede de comunicações telefónicas ainda deficiente; (f) rede de transportantes públicos muito deficiente também; (g) estradas, idem aspas...

 Nada como planeares a viagem com o Hotel Coimbra ou outro operador turístico de confiança.

E, por fim, não é por  demais lembrar que em África deves preocupar-.te com a sua segurança pessoal (e dos teus acompanhantes). Não esquecer: 

  • tratar do passaporte válido;   
  • registar-se  no serviço consular / embaixada de Portugal em Bissu;
  • fazer um seguro de viagem (com evacução médica);
  • evitar ostentar objetos de valor durante as deslocações;
  • vestir-se de maneira apropriada para um país tropical; 
  • beber muita água (engarrafada);  
  • andar com cópias dos documentos (incluindo passaporte, apólice do seguro, contactos); 
  • não andar com o  dinheiro todo no bolso (mas ter em conta as limitações do uso de cartões); 
  • levar alguns medicamentos essenciais (antimalária, analgésicos, etc, conforme conselho do médico da medicina do viajante); 
  • levar um pequeno kit de primeiros socorros;
  • informar família/contatos dos itinerários diários, etc.


Entretanhto, aguardo que outros teus/nossos camaradas te façam chegar mais dicas. Por certo vais gostar de voltar à Guiné... E vai correr tudo bem, se começares já  a planear as coisas...E já agora não fiques limitado ao Gabu. Tens o sul, tens o norte, tens Bissaus, tens outars regiões (Quínara, Cacheu, Baftá, Tombali...), tens os Bijagós, tens belíssimos fabulosos parques nacionais , tens gente boa... Ah!, e póe em ordem o teu crioulo, lê o guia turístico cuja capa  acima reproduzimos... E lá fores, "bravo até ao fim", conta-nos depois como foi...

Mantenhas. Um alfabravo. Luís.

PS - Cândido, diz-me se vives em Bragança. E se é a tua página do Facebook. De qualquer modo, ficas desde já convidado para ingressares na Tabanca Grande, a tertúlia e blogue dos amigos e camaradas da Guiné. Já somos 907 (entre vivos e mortos). O último a entrar foi o Júlio Vieira Marques, da CCAÇ 1418, do teu batalhão.  Só preciso de 2 fotos tuas, e a uma curta apresentação em três linhas. Serás bem vindo.

 ________________________

Nota do editor LG:


(*) Vd. postes anteriores da série >

28 de outubro de 2024 > Guiné 61/74 - P26085: Contactem-nos, há sempre alguém que pode ajudar ou simplesmente saber acolher (5): Lamine Bah escreve-nos, em francês, a pedir referências sobre o nosso camarada, o maj pilav António Lobato, recentemente falecido

3 de janeiro de 2023 > Guiné 61/74 - P23945: Contactem-nos, há sempre alguém que pode ajudar ou simplesmente saber acolher (4): Mensagens recebidas nos últimos dois meses de 2022

14 de dezenbro de 2022 > Guiné 61/74 - P23881: Contactem-nos, há sempre alguém que pode ajudar ou simplesmente saber acolher (3): Mensagens recebidas entre janeiro e outubro de 2022, através do Formulário de Contactos do Blogger

5 de novembro de 2022 > Guiné 61/74 - P23763: Contactem-nos, há sempre alguém que pode ajudar ou simplesmente saber acolher (2): amostra de mensagens recebidas entre setembro e dezembro de 2021

7 de agosto 2021 > Guiné 61/74 - P22439: Contactem-nos, há sempre alguém que pode ajudar ou simplesmente saber acolher (1): Mensagens recebidas entre 12 de julho e 6 de agosto de 2021

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Guiné 61/74 - P23894: Memórias cruzadas: relembrando os 24 enfermeiros do exército condecorados com Cruz de Guerra no CTIG (Jorge Araújo) - Parte IX

 


O nosso coeditor Jorge [Alves] Araújo, ex-Fur Mil Op Esp/Ranger, CART 3494 (Xime e Mansambo, 1972/1974), professor do ensino superior, ainda no ativo. Tem mais de 290 referências no nosso blogue.


MEMÓRIAS CRUZADAS

NAS “MATAS” DA GUINÉ (1963-1974):

RELEMBRANDO OS QUE, POR MISSÃO, TINHAM DE CUIDAR DAS FERIDAS CORPOREAS PROVOCADAS PELA METRALHA DA GUERRA COLONIAL: «OS ENFERMEIROS»

OS CONTEXTOS DOS “FACTOS E FEITOS” EM CAMPANHA DOS VINTE E QUATRO CONDECORADOS DO EXÉRCITO COM “CRUZ DE GUERRA”, DA ESPECIALIDADE “ENFERMAGEM”

PARTE IX

► Continuação do P23711 (VIII) (15.10.2022)

1.   - INTRODUÇÃO


Com este antepenúltimo fragmento relacionado com o tema em título, continuamos a partilhar no Fórum da Tabanca Grande os resultados obtidos nessa investigação. Com ela, procura-se valorizar, em particular, o importante papel desempenhado pelos nossos camaradas da “saúde militar” (e igualmente no apoio a civis e população local) – médicos e enfermeiros/as – na nobre missão de socorrer todos os que deles necessitassem, quer em situação de combate, quer noutras ocasiões de menor risco de vida, mas sempre a merecerem atenção e cuidados especiais.

Considerando a dimensão global da presente investigação, esta teve de ser dividida em partes, onde se procura descrever cada um dos contextos da “missão”, analisando “factos e feitos” (os encontrados na literatura) dos seus actores directos “especialistas de enfermagem”, que viram ser-lhes atribuída uma condecoração com «Cruz de Guerra», maioritariamente de 3.ª e 4.ª Classe. Para esse efeito, a principal fonte de informação/ consulta utilizada foi a documentação oficial do Estado-Maior do Exército, elaborada pela Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974).

 

2.   - OS “CASOS” DO ESTUDO


De acordo com a coleta de dados da pesquisa, os “casos do estudo” totalizaram vinte e quatro militares condecorados, no CTIG (1963/1974), com uma «Cruz de Guerra» pertencentes aos «Serviços de Saúde Militar», três dos quais a «Título Póstumo», distinção justificada por “actos em combate”, conforme consta no quadro nominal elaborado por ordem cronológica e divulgado no primeiro fragmento – P21404.

Nesta antepenúltima parte - a nona - analisaremos mais dois “casos”, ambos registados durante o ano de 1967, onde se recuperam mais algumas memórias dos seus respectivos contextos.

No quadro 1 (abaixo), referem-se os casos nominais que faltam contextualizar (n-6).


Aproveitando a elaboração do presente fragmento, voltamos a reproduzir o quadro geral dos “condecorados”, onde o seu universo foi estratificado por posto e ano da condecoração, com a divisão das frequências por triénios.


Quadro 2 – Da análise ao quadro supra, verifica-se que o número total de indivíduos do Exército, com formação específica na área dos «Serviços de Saúde Militar», condecorados com medalha de «Cruz de Guerra» por “actos em combate”, e considerados como fazendo parte da população deste estudo, é de 24 (vinte e quatro), todos eles pertencentes a diferentes Unidades de Quadrícula em missão no TO.


Verifica-se, ainda, que desse universo, 1 era Alferes médico (4.2%), 4 eram Furriéis enfermeiros (16.6%), 15 eram 1.ºs Cabos Enfermeiros (62.5%), 1 era 1.º Cabo maqueiro, 1 era Soldado auxiliar de enfermagem (4.2%) e 2 eram Soldados maqueiros (8.3%).
É relevante o facto de entre os anos de 1968 e 1971 não ter havido “condecorações” na mesma especialidade do grupo do estudo, assim como no último ano do conflito (1974), uma vez que no 1.º triénio (1963-1965) foram registados 7 casos (29.2%) e no 2.º triénio (1966-1968) os distinguidos foram 15 (62.5%).
É também de relevar o facto de que durante o 1.º sexénio (1963-1968), foram contabilizadas 22 condecorações (92% dos casos), equivalente à soma dos dois primeiros triénios, enquanto no 2.º sexénio (1969-1974) só se verificaram, apenas, duas (8%).
Pergunta-se: O que se terá passado nos anos de 1968 a 1971 para não se terem registado condecorações na área da “Saúde Militar”?

3. - OS CONTEXTOS DOS “FEITOS” EM CAMPANHA DOS MILITARES DO EXÉRCITO CONDECORADOS COM “CRUZ DE GUERRA”, NO CTIG (1963-1974), DA ESPECIALIDADE DE “ENFERMAGEM” - (n=24)

3.17 - MANUEL AUGUSTO RODRIGUES MIRANDA, 1.º CABO AUXILIAR DE ENFERMEIRO, DA CCAÇ 1501, CONDECORADO COM A CRUZ DE GUERRA DE 3.ª CLASSE 



A décima sétima ocorrência a merecer a atribuição de uma condecoração a um elemento dos «Serviços de Saúde» do Exército, esta com medalha de «Cruz de Guerra» de 3.ª Classe - a segunda das distinções contabilizadas no decurso do ano de 1967 - teve origem no desempenho tido pelo militar em título ao longo da sua comissão. Merecem, todavia, destaques, os comportamentos tidos nas acções «Operação Mutação», «Operação Assédio» e «Operação Açoite 10».

► Histórico



◙ Fundamentos relevantes para a atribuição da Condecoração

▬ Portaria de 26 de Setembro de 1967:



“Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª Classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o 1.º Cabo, n.º 5484365, Manuel Augusto Rodrigues Miranda, da Companhia de Caçadores 1501 [CCAÇ 1501] – Batalhão de Caçadores 1877, Regimento de Infantaria 15.”

● Transcrição do louvor que originou a condecoração:

“Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, louvar o 1. Cabo n.º 5484365, Manuel Augusto Rodrigues Miranda, da Companhia de Caçadores 1501 – RI 15, pela maneira como se tem comportado em todas as acções em que tem tomado parte, acorrendo prontamente aos locais em que há feridos a assistir, não se poupando ao perigo desde que o exercício da função da sua especialidade assim o exija.

A este escrupuloso cumprimento do dever alia desembaraço, resistência física e grande serenidade debaixo de fogo, qualidades estas que muito têm contribuído para o cumprimento da sua missão.

Durante a «Operação Mutação», demonstrou qualidades de presença de espírito frente ao inimigo, deslocando-se à rectaguarda da coluna para prestar os primeiros socorros a um ferido grave, evitando com a sua intervenção oportuna que o mesmo continuasse a perder sangue, com grave risco de vida. De salientar o facto de ser a primeira operação em que tomou parte.

Na «Operação Assédio», logo que teve conhecimento da existência de feridos, imediatamente se deslocou debaixo de fogo inimigo para o meio da clareira onde as nossas tropas estavam a ser emboscadas. O seu desembaraço, serenidade, dinamismo, total dedicação e excepcional presença de espírito permitiram-lhe assistir sozinho a todos os feridos. No regresso, a sua notável resistência física contribuiu para que prestasse uma assistência permanente, durante várias horas do deslocamento, aos feridos que eram transportados em macas, conseguindo que os mesmos chegassem ao quartel em razoáveis condições de serem evacuados.

Mais uma vez, na «Operação Açoite 10», a sua acção mereceu ser citada no relatório da operação, pela eficiência demonstrada na assistência a um ferido.

Mercê da sua coragem, valentia e solidariedade para com os camaradas, o 1.º Cabo Miranda tornou-se credor de muita estima e admiração de todo o pessoal da sua Companhia, constituindo a sua presença um elemento moralizante.” (CECA; 5.º Vol.; Tomo IV, p 455).

CONTEXTUALIZAÇÃO DA OCORRÊNCIA



Não tendo sido possível obter quaisquer informações sobre detalhes factuais relacionados com as três operações anteriormente identificadas, tomámos a iniciativa de considerar, para enquadramento particular deste contexto, outros aspectos da actividade operacional em que intervieram forças da CCAÇ 1501.

Está neste caso a sua participação na «Operação Inquietar», realizada entre 9 e 11 de Maio de 1967 (de 3.ª a 5.ª feira), na região de Sare Dicó, que tinha por objectivo executar acções de força sobre o acampamento IN de Canjambari, Sector L2, em coordenação com as forças do Agr 1976 (infogravura abaixo).

No livro da CECA consta que as forças intervenientes nesta «Operação», que contaram com apoio aéreo, foram organizadas em quatro destacamentos: Dest. A = CCaç 1685; 1 GC CArt 1690 (do, então, Alf. A. Marques Lopes) e 1 do PCMil 3; Dest B = CCaç 1689 e 1 Sec/CMil 3; Dest C = CCaç 1501, 1 GC CCaç 1499, 2 Sec/CMil 2 e 1 Sec/CMil 4; Dest D = 1 PRec 1578.



● Resultados => As NT destruíram um acampamento com 10 casas de mato, depois de terem 
passado revista e capturado 1 "longa", roupas e utensílios domésticos. Depois foi detectado outro, que foi assaltado; capturadas 2 "longas", destruídos numerosos artigos, utensílios domésticos, e derrubadas 30 casas de mato (acampamento de Cambajú). As NT destruíram ainda 10 casas de mato, sendo 5 cobertas com zinco, e capturaram, além de material, documentos e munições diversas, o seguinte armamento: - Lgfog "P-27 Pancerovka" 1-MI"M-52" 1 - Esautom"V-52" 1 - Esp "Mauser " 1 - "Longa" 3 - Gmdef "F-1" 6 - Gmdef"RG-34" 3 - Granadas de "lgfog" 3 - Carregadores de esautom "V-52" 7 " da ml "Degtyarev" 2" da mi "M-52" 2 - Gmdef 1 Munições: - Da esautom "M-52" 217 - Da mi "Degtyarev" 92 - Da pmetr "PPSH" 30 - De pistola 23 - Da eautom "Kalashnikov" 18 - Da esp "Mauser" 3 (CECA, 7.º Vol., Tomo II, p 44).

● Porém, durante esta investigação encontrámos informações mais desenvolvidas, ainda que não coincidentes, nomeadamente quanto ao período indicado na fonte oficial, como foi o caso do Poste 94, publicado no Blogue da CART 3494 em 18 de Fevereiro de 2011, cujo conteúdo se transcreve:

◙ «Operação Inquietar I» - de 9 a 15Jun1967 (de 6.ª a 5.ª feira seguinte).

Ø Situação Particular => Há notícias de que o IN tem um acampamento em CANJAMBARI além de outros espalhados pela mata do OIO. O IN tem-se revelado durante operações realizadas e implantado engenhos explosivos nos itinerários.

Ø Missão => Executar uma acção em força sobre o acampamento IN de CANJAMBARI em coordenação com as forças do Agrupamento 1976.

Ø Forças Executantes => As mesmas indicadas no livro da CECA

Ø Desenrolar da Acção =>

09Jun1967 (6.ª feira) = Os destacamentos A e B deslocaram-se em meios-auto de FÁ para BANJARA. Devido à falta das viaturas militares para os transportar houve necessidade de recorrer a requisição de viaturas civis, utilizadas apenas no troço FÁ - SARE BANDA. A concentração das forças em BANJARA foi morosa, pois teve que se fazer por escalões. Iniciada pelas 07h00 terminou pelas 16h00.

● 10Jun1967 (sábado) = Pelas 02h00 os destacamentos A e B iniciaram junto o movimento
para CASA NOVA que atingiram pelas 06h00. Pelas 06h50 as NT abriram fogo sobre 2 elementos desarmados tendo abatido um e ferido outro num braço, quando tentavam a fuga. Interrogado este revelou a existência de uma tabanca nas proximidades, localizado depois em BANJARA 2A4. Pelas 13h50 atacaram este objectivo que o IN abandonou precipitadamente. - As NT destruíram 10 casas de mato, depois de terem passado revista e capturado uma longa, roupas e utensílios domésticos. Pelas 12h30 as NT atingiram GENDO, utilizando o prisioneiro como guia [imagem ao lado], onde pararam para comer. Em exploração das declarações prestadas pelo guia os Cmdt’s Dest. A e B que estavam juntos decidiram seguir a corta-mato para SAMBA CULO, durante a noite, se até iniciarem a progressão não fossem detectadas. Pelas 13h00 ouviram um tiro isolado do lado NW, que lhes pareceu de reconhecimento. Pelas 14h40 um Gr IN estimado em 15 a 20 elementos flagelou durante cerca de 20 minutos com armas automáticas: PM, LGF, e Mort. 60, a posição onde as NT se encontravam, mas sem consequências.

- O Comandante do Dest. B decidiu então, como medida de excepção, desviar-se para BANJARA 5A5 e daqui progrediu durante a noite em direcção a SAMBA CULO. Pelas 17h30 as NT já se encontravam em andamento quando ouviram o rebentamento de duas granadas de mort. 60 no local onde estacionaram. Cerca das 18h00 as NT avistaram 2 elementos dos que seguiam em direcção às NT. Ao detectá-los internaram-se no mato. Momentos depois ouviu-se o lançamento de 1 granada de Mort., tendo as NT avançado imediatamente sobre a posição onde se supunha estar instalada a arma. Assaltado o acampamento foram capturadas 2 longas, destruídos numerosos artigos e utensílios domésticos, roupas, alimentos, catanas, bicicletas e destruídas 50 casas de mato, acampamento de CAMBAJÜ situado em BANJARA, 3CL. O Cmdt. Dest. B decidiu então atravessar a bolanha do Rio Cambajú, para passar a noite em BANJARA 3EL e progredir depois sobre SAMBA CULO.


 11Jun1967 (domingo) = Pelas 05h00, debaixo de chuva torrencial, as NT progrediram ao longo do Rio Cambajú, seguindo o Dest. B à frente. Pelas 08h00 o Dest. B capturou um elemento IN, que explorado levou as NT a destruir outro acampamento. Cerca das12h00 o PCV entrou em contacto com o Dest. B, que lhe solicitou que sobrevoasse o Dest. C que necessitava da sua presença e voltasse depois. Em vão o PCV tentou contactar de novo com o Dest. A e B. No resto da manhã e durante a tarde de 11Jun67, pelo que não foi possível reabastecê-los como estava previsto, apesar de todos os esforços de ligação do PCV, dos T-6 e HELI. Finalmente pelas 17h50 conseguiu o PCV contactar com o Dest B, que pedia a evacuação de 1 ferido, evacuado momentos depois por um HELI. No seu regresso a Bissau, depois de feito o reabastecimento do Dest. C verificou-se que os Dest’s. A e B se encontravam pela região do ponto 38 (BANJARA 2D4) e dado o estado precário do pessoal, pediu autorização para retirar o que lhes foi negado.

12Jun1967 (2.ª feira) - Pelas 08H00, como o PCV não aparecesse e os Dest. A e B não tivessem sido reabastecidos, os Cmdt’s dos Dest’s decidiram progredir para SW, tendo atingido BANJARA pelas 09h00 altura em que surgiu o PCV e lhes comunicou que de BAFATA saíra uma coluna com os reabastecimentos e com as instruções a cumprir durante o dia 12 e na noite de 12/13Jun. O Dest. A recebeu ordem de montar emboscadas sobre o itinerário BANJARA - MANTIDA e o Dest. B recebeu ordem de montar emboscada na região de BANTAJÃ, mas que não resultaram.

13Jun1967 (3.ª feira) - Iniciado o regresso, os Dest. A e B chegaram a FÁ pelas 12h50.

Nota: Sobre esta operação consultar outros textos de A. Marques Lopes em  postes  P48 e P49, de 7 de Junho de 2005.

3.17.1 - SUBSÍDIO HISTÓRICO DA COMPANHIA DE CAÇADORES 1501

            = BULA - BISSAU - MANSOA - TEIXEIRA PINTO - INGORÉ - PELUNDO - FAJONQUITO  

Mobilizada pelo Regimento de Infantaria 15 [RI 15], de Tomar, para cumprir a sua missão ultramarina no CTIG, a Companhia de Caçadores 1501 [CCAÇ 1501], a terceira Unidade de Quadrícula do Batalhão de Caçadores 1877 [BCAÇ 1877; do TCor Inf Fernando Godofredo da Costa Nogueira de Freitas], embarcou no Cais da Rocha, em Lisboa, em 20 de Janeiro de 1966, 4.ª feira, a bordo do N/M «UÍGE», sob o comando do Cap Inf Rui Antunes Tomaz, tendo chegado a Bissau a 26 do mesmo mês.

3.17.2 - SÍNTESE DA ACTIVIDADE OPERACIONAL DA CCAÇ 1501

Após a sua chegada a Bissau, a CCAÇ 1501 seguiu em 04Fev66 para Bula a fim de efectuar a adaptação operacional na região de Bula-Pelundo-Jolmete, sob a orientação do BCAV 790 [28Abr65-08.02.67, do TCor Cav. Henrique Alves Calado (1920.06.12-2001.11.12)] até 21Fev66, após o que recolheu a Bissau, ficando na função de subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe. Em 26Mar66, seguiu para Mansoa, sendo atribuída em reforço do BCAÇ 1857 [06.08.65-03.05.67, do TCor Inf. José Manuel Ferreira de Lemos], com vista à segurança e protecção aos trabalhos da estrada Mansoa-Mansabá, tendo-se instalado num aquartelamento temporário no Km 10, a partir de 31Mar66 e até 15Jul66, após o que recol08.02.66-heu, de novo, a Bissau. Em 21Jul66, seguiu para Teixeira Pinto, a fim de reforçar o dispositivo do seu batalhão [BCAÇ 1877 – 08.02.66-06.10.67, do TCor Inf. Fernando Godofredo da Costa Nogueira de Freitas], com vista à actuação ofensiva na área do Churo, cedendo ainda um GrComb para reforço temporário das guarnições de Ingoré, de 21Jul66 a 29Set66 e de Pelundo, a partir de 29Set66. Em 26Jan67, seguiu para Fajonquito a fim de render a CCAÇ 1497 (26.01.66-04.11.67, do Cap. Inf. Carlos Alberto Coelho de Sousa], tendo assumido a responsabilidade do respectivo subsector em 31Jan67, com Grs Comb destacados em Tendinto e Cambajú e ficando igualmente integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão. Em 19Set67, foi rendida no subsector de Fajonquito pela CCAÇ 1685 [14.04.67-16.05.69, do Cap. Inf. Alcino de Jesus Raiano] e recolheu em 24Set67 a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso, o qual ocorreu em 06 de Outubro de 1967 (CECA; pp 80-81)

3.18 - JOSÉ LUÍS VALENTE TEIXEIRA DA ROCHA, 1.º CABO AUXILIAR DE ENFERMEIRO, DA CCAÇ 1416, CONDECORADO COM A CRUZ DE GUERRA DE 4.ª CLASSE 


A décima oitava ocorrência a merecer a atribuição de uma condecoração a um elemento dos «Serviços de Saúde» do Exército, esta com medalha de «Cruz de Guerra» de 4.ª Classe - a terceira das distinções contabilizadas no decurso do ano de 1967 - teve origem no desempenho tido pelo militar em título durante a «Operação Milhafre» [?], desconhecendo-se a data e a região onde a mesma teve lugar.




◙ Fundamentos relevantes para a atribuição da Condecoração

▬ O.S. n.º 16, de 06 de Abril de 1967, do QG/CTIG:

“Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª Classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 18 de Julho de 1967: O 1.º Cabo n.º 06626264, José Luís Valente Teixeira da Rocha, da Companhia de Caçadores 1416 [CCAÇ 1416] – Batalhão de Caçadores 1856, Regimento de Infantaria n.º 1.”

● Transcrição do louvor que originou a condecoração:

“Louvo o 1.º Cabo auxiliar de enfermeiro, n.º 06626264, José Luís Valente Teixeira da Rocha, da CCAÇ 1416, porque no decorrer da «Operação Milhafre» [?], mostrou notável sangue frio e abnegação, socorrendo os seus camaradas necessitados de auxílio debaixo de intenso fogo In, numa violenta emboscada que colheu quase por inteiro toda a coluna e provocou numerosas baixas entre as nossas forças.” (CECA; 5.º Vol., Tomo V, p 108).

CONTEXTUALIZAÇÃO DA OCORRÊNCIA


Na busca de outros elementos factuais ocorridos durante a «Operação Milhafre», tendentes a uma melhor contextualização dos mesmos, já que se tratou “(…) de auxílio debaixo de intenso fogo In, numa violenta emboscada que colheu quase por inteiro toda a coluna e provocou numerosas baixas entre as nossas forças”, situação que acabaria por fundamentar a condecoração acima, as fontes bibliográficas consultadas não nos permitem acrescentar algo mais.

No entanto, partindo do facto da mesma ter “provocado numerosas baixas entre as nossas forças”, a questão de partida era tentar saber se as houve, quantas e como ocorreram as baixas da CCAÇ 1416.

Assim, durante o ano de 1966, esta Unidade contabilizou quatro mortes, a saber:

▼ 1. - Filipe Salvador Amaral, Soldado, natural do Fundão.

● Em 24 e 25.Fev.1966, durante a «Operação Cabuca»: Em exploração de uma notícia que referia que um numeroso grupo In ia atacar Cabuca. Forças da CCaç 1416 seguiram para aquela localidade. O In, instalado junto ao rio Cumbera (afluente do Corubal) e protegido pelas rochas, fez fogo sobre as NT. Estas reagiram desalojando o In, que retirou para a República da Guiné, sofrendo 15 mortos, 5 dos quais ficaram abandonados no local. As NT sofreram 1 morto (Filipe Salvador Amaral, 1 ferido grave e vários ligeiros. (CECA, p 392).

● As restantes três baixas ocorreram em 22.Jul.1966, durante um ataque ao Aquartelamento de Medida do Boé, conforme consta no P21547 - (D)o Outro lado do Combate…

▼ 2. – Augusto Reis Ferreira, Soldado, natural de Montargil (Ponte de Sôr).

▼ 3. – Carlos Manuel Santos Martins, Soldado, natural da Cova da Piedade (Almada).

▼ 4. – Rogério Lopes, 1.º Cabo, natural de Chão de Couce (Ancião).

Eis, em síntese, o que foi apurado sobre as questões em aberto.



Foto 2 – Região do Boé > Madina do Boé > CCAÇ 1589 / BCAÇ 1894 > Aquartelamento > Memorial da CCAÇ 1416 “Aos nossos mortos” … “E aqueles que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando”. Fonte: foto do álbum de Manuel Caldeira Coelho – P18867, com a devida vénia.

3.18.1 - SUBSÍDIO HISTÓRICO DA COMPANHIA DE CAÇADORES 1416

= NOVA LAMEGO - MADINA DO BOÉ - BÉLI - CHÉ-CHÉ



Mobilizada pelo Regimento de Infantaria 1 [RI 1], da Amadora, para cumprir a sua missão ultramarina no CTIG, a Companhia de Caçadores 1416 [CCAÇ 1416], a primeira Unidade de Quadrícula do Batalhão de Caçadores 1856 [BCAÇ 1856; do TCor Inf António da Anunciação Marques Lopes] embarcou no Cais da Rocha, em Lisboa, em 31 de Julho de 1965, sábado, sob o comando do Cap Mil Inf Jorge Monteiro, tendo chegado a Bissau a 6 de Agosto, 6.ª Feira.

3.17.2 - SÍNTESE DA ACTIVIDADE OPERACIONAL DA CCAÇ 1416

Após a sua chegada a Bissau, onde permaneceu uma semana, a CCaç 1416 seguiu em 13Ago65 para Nova Lamego a fim de substituir a CCaç 817 [26Mai65-08Fev67, do Cap Inf Fernando Xavier Vidigal da Costa Cascais (1.º); do Cap Art António José Fialho Segurado (2.º) e do Cap Inf Artur Pita Alves (3.º), como subunidade de intervenção e reserva do BCav 705 [24Jul64-14Mai66, do TCor Cav Manuel Maria Pereira Coutinho Correia de Freitas], tendo tomado parte em diversas acções realizadas nas regiões de Bajocunda, Canquelifá e Copá e, ainda, na região de Buruntuma, de 29Out65 a 28Jan66, substituída transitoriamente pela CCaç 1499 [08Fev66-06Out67, do Cap Inf Alcino de Sousa Faria], seguiu para Béli a fim de tomar parte na «Operação Lumiar» (02Mai66) e em 04Mai66 para Madina do Boé, tendo assumido a responsabilidade do respectivo subsector em substituição da CCav 702 [24Jul64-14Mai66, do Cap Cav Fernando Luís Franco da Silva Ataíde], com Gr Comb destacados em Béli e Ché-Ché, este até 25Jan67 e ficando, entretanto, integrada no dispositivo e manobra do seu Batalhão [BCaç 1856]. 

Tendo sofrido numerosas e fortes flagelações aos aquartelamentos, foi rendida em 10Abr67 no subsector de Medina do Boé pela CCaç 1589 [12Ago66-09Mai68, do Cap Inf Henrique Vítor Guimarães Peres Brandão] e recolheu em 12Abr67 a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.

Ø – «OPERAÇÃO LUMIAR» - Adenda


● Realizada em 02Mai66 com forças da CCav 702, CCaç 1416, CCaç 1417, 1 GC/3.ª CCaç, 1 PRec 693 e GCmds “Os Diabólicos, onde executaram uma batida na região do Boé. Foi estabelecido contacto com 1 Gr In que reagiu ao fogo das NT, retirando para sul; aquele sofreu 6 mortos e outras baixas prováveis. As NT capturaram, além de material diverso, 1 espingarda e destruíram a tabanca. Foram recuperados 100 elementos da tabanca de Sinchuro, sob controlo In, os quais foram conduzidos com todos os seus haveres para Cabuca e depois para Nova Lamego. Nesta missão, faleceu o Soldado da CCaç 1417, Licínio Batista, natural de Ceira (Coimbra). (CECA; p 401).

Continua…



Fontes consultadas:

Ø Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 5.º Volume; Condecorações Militares Atribuídas; Tomo II; Cruz de Guerra, 1962-1965; Lisboa (1991).

Ø Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 7.º Volume; Fichas das Unidades; Tomo II; Guiné; 1.ª edição, Lisboa (2002).

Ø Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 8.º Volume; Mortos em Campanha; Tomo II; Guiné; Livro 1; 1.ª edição, Lisboa (2001).

Ø Outras: as referidas em cada caso.

Termino, agradecendo a atenção dispensada.

Com um forte abraço de amizade e votos de muita saúde.

Jorge Araújo.

EAU; 06NOV2022

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Nota do editor:


Último poste da séroe > 15 de outubro de  2022 > Guiné 61/74 - P23711: Memórias cruzadas: relembrando os 24 enfermeiros do exército condecorados com Cruz de Guerra no CTIG (Jorge Araújo) - Parte VIII