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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28337: Humor de caserna (291): Homenagem aos nossos comentadores: aos que já partiram, e aos que ainda resistem...

 






Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto: Alberto Branquinho (2010)
Imagens: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné



1. Era para sair, anteontem,  com o poste P28327 (*). Mas a "gaija" (a menina da IA) sabotou-me o trabalho. Trocou-me os nomes todos, depois de muitas horas a "partir pedra". Deitei a toalha ao chão, chamei-lhe uma data de nomes feios e depois fui fotografar as uvas que vão ser colhidas no próximo sábado, e que irão vão fazer o melhor vinho verde  branco, Nita, DOC,  de 2026.

Retomei hoje o trabalho. Tive de sacrificar alguns nomes que não cabem nesta BD. Ficam para a próxima: Artur Conceição, Fernando Gouveia, José Câmara,  José Casimiro de Carvalho, José Ferreira da Silva, José Marcelino Martins, Vitor Junqueira... Do Carlos Nabeiro não tenh0 foto, e dos anónimos não posso adivinhar quem são (ou eram). Tirando o  Zé Belo, que esse tem "visto Gold"...

Com este poste damos por encerrada esta brincadeira de caserna, até por que o Alberto Branquinho,  o criador da personagem (o tal "básico" que tratava das coisas dos oficiais da companhia, e que trocava os "vês" pelos "bês", sendo uma espécie de "ordenança adhoc"),
 também acha que já tem protagonismo a mais no nosso blogue.

Mas antes de "partirmos para outra" (que o blogue é um carrossel de empções e memórias), convém que fique claro o seguinte: A reprodução fonética da troca do "vê" pelo "bê" ("bocemessê", "inbenções", "labadeira", "cerbeijas", ") e o uso de termos típicos da linguagem popular e do Norte ("gaija", "bossemessê", "prái") não servem aqui para gozar com a iliteracia, ou o sotque nortenho-.  Pelo contrário: conferem uma autenticidade humana e geográfica imediata.

A Guerra Colonial colocou lado a lado no mesmo espaço físico e na mesma ansiedade rapazes de Viana do Castelo, de Ovar, do Porto, de Aveiro, da Nazaré, de Bragança, da Covilhã, de Beja, de Faro, de  Lisboa, das ilhas..., mas também do ultramar (de Cabo Verde a Macau).  

Ao "ler" aquele sotaque, cada comentador "ouviu" instantaneamente na sua cabeça o seu próprio camarada de armas, o ordenança do seu capitão, o ajudante da cozinha que era básico... Não se está, pois, a acincalhar ninguém, nem muito menos reabrir guerras sociolinguísticas entre nortistas e sulistas... Afinal, trocar os "bês" pelos "vês", é natural e foneticamemnte correto, acontece em diversas línguas latinas (e outras) e chama-se... betacismo.

Quanto ao protagonismo, ele é de todos nós, os que todos os dias fazemos pacientemente o blogue, autores, editores, leitores, comentadores, e todos os demais colaboradores permanentes, uns mais ativos do que outros  nesta fase do campeonato, e todos já muito cansados de palmilhar quilómetros e quilómetros,  pela picada da vida fora, e de resto  minada  e armadilhada, desde muito cedo, para a maior parte de nós, que não nascemos em berço de ouro... 

Aos que já partiram e aos que ainda resistem, tiro o meu quico!... É em honra de todos eles, e não apenas dos que aqui estão "representados", que dedico esta BD.
__________________

Nota do editor LG:

(*) Último poste da série > 7 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28327: Humor de caserna (290 ): A propósito da "Assinatura Ilegível", de Alberto Branquinho... Uma paródia aos "básicos" que, afinal, fomos todos nós, e que mereceu 39 comentários no blogue há 16 anos


sábado, 1 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28232: Verso & reverso (1): Levantamentos de rancho, cozinheiros, vagomestres, jagudis, porradas, contos... sem má-fé, "bonecos" da IA ... (Alberto Branquinho / Carlos Pinheiro / Eduardo Estrela / José Manuel Cancela / Luís Graça / Virgílio Teixeira)


Desde 1955 que era proibido caçar (e comer carniça de) jagudis...na Guiné Portuguesa. (Decreto, nº 40040, de 20 de janeiro de 1955, do Minitério do Ultramar(

Foto: arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guine


1. Felizmente que há o verso & o reverso das coisas e das palavras. Se assim não fora, nunca haveria o "outro lado da lua" nem nunca o homem chegaria um dia à lua (se é que lá chegou, apesar das notícias dos jornais, dizem os céticos).

(i) Tabanca Grande Luís Graça (*)

Nem um comentário, Alberto... Se eu tivesse aranjado outro título (por exemplo, "Hoje há jarroz de agudi no forno"), talvez a malta tivesse curiosidade em ler e comentar o teu conto...

quinta-feira, 30 de julho de 2026 às 11:48:00 WEST 

(ii) Alberto Branquinho (*):


Pois é, Luís, há que ter cuidado com a embalagem e com o aspecto do embrulho do produto (ou serviço) que se queira "vender".

Além disso, tenho um primo que me diz:  "Não me mandes mais livros. Não tenho paciência para ler; demoro três dias para ler a 'Bola' e... não leio tudo".

E quem pouco lê... muito menos escreve.

Título que eu colocaria: "Levantamento de rancho: furriel vaguemestre leva uma porrada e passa a operacional no mato".

quinta-feira, 30 de julho de 2026 às 15:55:00 WEST 

(iii) Eduardo Estrela (*)

Eu li o conto e,  se não o comentei,  foi porque gozei que nem um nababo com o seu conteúdo. A certa altura da leitura lembrei-me: querem ver que o sacana do do vagomestre mandou cozinhar jagudis!?

O homem devia era ser louvado! Praticou o princípio da lei do Lavoisier. Não fossem os cozinheiros e todos ficavam satisfeitos. "O que olhos não veem coração não sente", neste caso o estômago.

quinta-feira, 30 de julho de 2026 às 16:29:00 WEST 

(iv) Alberto Branquinho (*):

Quando, pela primeira vez, li o título que lhe deste, o meu entendimento foi: "Arroz com má-fé"...

sexta-feira, 31 de julho de 2026 às 09:57:00 WEST 

(v) Virgílio Teixeira (**)

Enfim, uma história com cenários que nada têm a ver com os nossos soldados, aquartelamentos, fardas, cantinas e refeitórios, terrenos e tudo...etc.

Já vi outros anteriores e a minha opinião é a mesma, o IA veio estragar tudo.

O autor pode até ter boas ideias, mas francamente, e tenho de ser fiel a mim prõprio, eu não acho piada nenhuma a estas bandas desenhadas, prefiro as de antigamente, dos índios e cowboys, desenhadas por pessoas reais, e não por Extra Terrestres, esta coisa, aqui, cheira a outros cenários, e por mim dou o recado completo, sem complexos.

Acho uma pura perda de tempo com um resultado francamente mau, o conteúdo é lastimável.

Tanta outra coisa para publicar e agora é tudo igual, não gosto definitivamente, mesmo que todos os leitores até possam achar alguma ponta de piada.

Nada tem a ver com as personagens que se querem aqui representar, mas o conteúdo é francamente indescritível.

Desculpem a minha franqueza!

sexta-feira, 31 de julho de 2026 às 21:40:00 WEST 


(vi) José Manuel Cancela (**):

Completamente de acordo... E essa de comer aquelas aves nojentas, não cabe na cabeça de ninguém...

sexta-feira, 31 de julho de 2026 às 23:26:00 WEST 

(vii) Carlos Pinheiro (**):

Pensava que já tinha visto tudo, mas afinal enganei-me. A IA veio complicar isto tudo, quando se pensava que era para facilitar

sábado, 1 de agosto de 2026 às 11:50:00 WEST

(viii) Alberto Branquinho (**):
 
Meus senhores (e ex-camaradas de armas): uma coisa são os factos (ou seja, os acontecimentos vividos, embora "pintados" com cores mais vivas ou mais esbatidas) outra coisa são desenhos (com a ajuda da IA ou não) que possam ou não corresponder ao ambiente militar criado "à portuguesa" naquelas terras, em ambientes tropicais, em zonas de guerrilha/contra-guerrilha.

Portanto, não misturemos a apreciação de um escrito sobre factos ou acontecimentos com a sua representação gráfica segundo um qualquer meio ou estilo (gráfico e/ou informático ou outro), que, eventualmente, não retrate os ambientes tal qual aqueles em que vivíamos no chamado "mato" (que não era, propriamente "mato", mas quartéis no interior).

sábado, 1 de agosto de 2026 às 11:14:27 WEST

(ix) Tabanca Grande Luís Graça (**):

Pois é estamos, aqui a discutir duas coisas distintas ( e, portanto, não devemos confundi-las):

(a) um conto ou microconto, da autoria de um camarada nosso, o Alberto Branquinho, que é um "senhor escritor" , com obra publicada e generosa participação no blogue;

e (b) a ilustração gráfica desse conto , da responsabilidade do editor LG (com recurso,  confesso e declarado, à IA).

Em relação ao conto, já aqui publicado em poste anterior (**), e que passou "despercebido", só vamos relembrar o seguinte: não se sabe nem onde nem quando se passa esta "cena de humor de caserna" (em princípio na Guiné, c. 1967/69) , e que para alguns ou muitos de nós seria "inverosímil"... (Perguntarão, indignados, alguns dos nossos leitores mais sensíveis: quem seria o filho da p*ta do vagomestre que teria a "ideia criminosa" de servir gato por lebre, ou pior, jagudi por frango, aos seus camaradas de armas?!)

Aqui convém lembrar que a imaginação supera a realidade e essa é a magia da literatura... E que o humor é sempre caricatura do real..«

Quanto á BD propriamente dita (ou melhor, aos "bonecos", para não ofender os verdadeiros artistas da BD), podem dar "porrada" á vontade: é um produto tosco, artesanal, feito com boa vontade, "pro bono", espírito de reinação...e recursos técnicos limitados... 

E que, no fundo, "parodia" a IA, que é "americana", sabe pouco ou nada de geografia e de história, a começar por Portugal e a Guiné-Bissau... E nomeadamente sobre a guerra do ultarmar / guerra colonial na Guiné (1961/74)... O que sabe, também vai aprendendo connosco..., como ela própria reconhece, o que muito nos honra.

sábado, 1 de agosto de 2026 às 13:10:00 WEST 
 
(Seleção, revisão/ fixação de texto: LG)
____________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 28 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28220: Humor de caserna (283): "Arroz especial ... com mafé" (um conto magistral de Alberto Branquinho, "Cambança Final", 2013, pp. 85-89)

(**) Vd. poste de 31 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28231: Humor de caserna (286): Os frangos do vagomestre: uma BD inspirada num microconto do Alberto Branquinho (2013)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27649: O nosso blogue em números (112): Em 20 anos, estamos a cminho dos 110 mil comentários... Em 2025, publicámos 3,6 comentários por poste... Nos 19 primeiros dias de janeiro de 2026, já vamos em 6, em média, o que é encorajador



Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2026)

1. Prosseguindo a nossa "prestação de contas" relativamente à atividade bloguística do ano que agora findou (*) ... (Diga-se, de passagem, que "prestar contas" não é uma coisa que muita gente faça, de livre vontade.)

 Em 2025 publicámos 1257 postes e  4580 comentários. O que dá uma média de 3,64 comentários por poste, ums décimas acima do ano anterior (3,57).  Arredondandando, dá 3,6 (Gráfico nº 7).

Se analisarmos a evolução dos últimos dez anos (2016-2025), verificamos que:

  • atingimos os 4,9 comentários por poste em 2019 (antes da pandemia) e em 2023;
  • o valor mais baixo (3,2) foi em 2017.
Recorde-se, tivemos que reeintroduzir, com pena nossa, em 13 de setembro de 2024, a moderação ou triagem dos comentários (**), devido à ocorrência reiterada de casos de "ciberbullying", ameaças e insultos...

A medida, temporária, fpoi levantada no início do novo novo de 2026. Em 19 dias e 45 postes, o número de comentários já subiu, em média, para os 6. O que é encorajador.

2. Convém, entretanto, lembrar, mais uma vez, que estas "médias", como todas as médias estatísticas, podem ser "enganadoras": 

  • há postes sem um único comentário,
  • a maior parte tem um, dois ou três;
  • às vezes podem ter meia dúzia, ou até 10;
  • outros podem ter, muito excecionalmente, algumas dezenas. 

Tudo depende do tema, do conteúdo, do interesse, do autor, da ilustração fotográfica, etc.

Há, naturalmente, postes mais "polémicos" ou mais "interessantes" ou até mais "apaixonantes" do que outros. Tudo depende do assunto e da sua abordagem. Ou até do autor. Os postes,  com pontos de vista menos "consensuais",  podem originar mais comentários, às vezes "marginais"  (ou sejam, à margem do assunto ou tema principal).

Em todo o caso, sabemos que "ler e comentar dá muito trabalho"...  Por isso,     quem cá. merece tanmbém as nossas palmas...


3. Recorde-se que qualquer leitor (mesmo não registado no Blogger ou sem conta no Google), pode comentar como "anónimo"... As nossas regras exigem, no entanto, que no final da mensagem deixe o seu nome e apelido (como é conhecido dentro ou fora da Tabanca Grande).

 O ideal é usar a conta do Google (basta só criar uma conta, o que é gratuito): quase toda a gente, hoje em dia, tem um endereço de @gmail, por exemplo...

Os comentários dão mais vida, mais pica, mais cor, mais graça, mas também mais pluralismo, mais participação, mais autenticidade, mais verdade, mais representatividade, ao nosso blogue!...

E são a prova de que estamos vivos e somos capazes de conviver com as as memórias, as nossas emoções, as nossas contradições, os nossos lutos, os nossos fantasmas, as nossas limitações de informação e conhecimento, as nossas lacunas, etc.!...


 É bom recordar que há um limite de cerca de 4 mil carateres, incluindo espaços, por comentário, qualquer coisa como cerca de página e meia de texto, em formato A4; mas podem desdobrar-se os comentários,  publicando-se uma primeira parte e depois a continuação. De qualquer modo, o Blogger dá essa indicaão quando se excede o limite de carateres.

Por outro lado, uma parte desses comentários pode dar (e tem dado) origem a postes, por iniciativa em geral dos editores mas também, nalguns casos, por sugestão dos autores.

Por outro lado, alguns camaradas nossos continuam a queixar-se de perderem, às vezes, extensos comentários, certamente por terem tocado numa tecla errada... Nestes casos, é preferível escrever o texto, mais extensos,  em
 word ou txt, à parte e no fim, fazer "copy & paste"... O mesmo se aplicar ao correio eletrónico...

É mais seguro proceder deste modo (ficar sempre com uma cópia de mensagens ou comentários extensos).

Excecionalmente, pode haver um ou outro comentário que é eliminado (à posteriori, por violação das nossas regras editioriais), mas não se perde, segundo guardado  na caixa do Spam.  

Fazemos os votos para que os nossos leitores continuem a aparecer a comentar os nossos postes.  

Os autores (e os editores) são os primeiros a agradecer o interesse dos comentadores. Ao fim destes anos todos estamos a caminho  dos 110 mil comentários (sem SPAM), o que é obra!
___________

Notas do editor:

 (*) Último poste da série > 1
3 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27631: O nosso blogue em números (111): E lá vamos blogando e rindo... E mais se publicaria se mais material houvera, parafraseando o Camões (Carlos Vinhal / Luís Graça / Eduardo Magalhães Ribeiro)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27628: O nosso livro de estilo (20): Já não eliminamos nenhum comentário, o "lixo" é guardado como SPAM para ser reciclado... Amigos e camaradas, o comentário é a seiva do poilão da Tabanca Grande!... Comentem com total liberdade e responsabilidade!

Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Sector L1 (Bambadinca) > Subsetor do Xime ou Xitole> c. 1970 > 2º Grupo de Combate da CCAÇ 12, deslocando-se numa lala, no tempo das chuvas, decurso de mais uma operação... Arquivo fotográfico de Humberto Reis (ex-fur mil at inf, OE, CCAÇ 12, Bambadinca, 1969/71). É uma das fotos mais icónicas (e pirateadas) do nosso blogue.

Foto: © Humberto Reis (2005). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]











Comentário é fácil... e é preciso!

1. As opiniões aqui expressas, sob a forma de postes ou de comentários, são da única e exclusiva responsabilidade dos seus autores, não podendo vincular o fundador, proprietário e editor do blogue, Luís Graça, bem como a sua equipa de co-editores e demais colaboradores permanentes. Devem, naturalmente, respeitar as leis da República e a Constituição, revista, de 1976.

2. Camarada, amigo, simples leitor: Podes escrever no final de cada poste um comentário, uma informação adicional, um reparo, uma crítica, uma pergunta, uma observação, uma sugestão...

3. De preferência sem erros nem abreviaturas, siglas, acrónimos; evitar também as frases em maiúsculas ou caixa alta.

4. Basta, para isso, apontares o ponteiro do rato para o link Comentários, que aparece no fim de cada texto, postagem  ou poste (como lhe chamamos), a seguir à indicação de "Postado por" Fulano Tal [Editor] at [hora], e clicares... 

Se leres "Sem Comentários", quer dizer que serás o primeiro a comentar... Mas o poste pode já ter 1 ou mais comentários.

5. Abre-se então uma "caixa" (ou formulário) para escrever o teu comentário que será publicado instantaneamente, sem edição prévia, sem moderação, sem "censura prévia" (leia-se: triagem de qualquer espécie)... Nós chamamos-lhe a "montra pequena" do nosso blogue. 

É como no Facebook: é fácil, é barato, mas... não dá milhões. Exerces apenas o teu direito de ajudar a construir este património das nossas memórias.

Há 3 maneiras de entrares na caixa de comentários, com a tua identifiocação:
  • Conta Google (Recomendado): se tiveres conta no Google, o teu perfil do Blogger será selecionado automaticamente; é só digitar o comentário e clicar em "Publicar".
Se não tens conta no Google, é vantajoso abrir uma, ficas com o perfil no Blogger, com foto e tudo, podes usar os serviços do Google, o servidor onde está alojado o nosso blogue é o Blogger.)


Mas também podes entrar de outras duas maneiras:
  • Nome / URL (se tiveres uma página ou um "site" na Net, uma conta no Facebook... );
  • Anónimo

Como "anónimo", tens de pôr no final da mensagem o teu nome, e facultativamente a localidade ou país onde vives; sendo ex-combatente do ultramar, podes indicar o Teatro de Operações (TO) onde estiveste, local ou locais, posto e unidade a que pertenceste)....

O que é importante lembrar: não são permitidas abreviaturas de nomes nem pseudónimos, ou falsos perfis... Os camaradas da Guiné" (e os antigos combatentes em geral) dão a cara", não precisam de se "esconder atrás do bagabaga"...

Se voltares ao blogue, encontrarás logo a mensagem que lá deixaste. Repete as operações acima descritas para visualizar o teu comentário.

5. Escreve com total liberdade e inteira responsabilidade, o que significa respeitar as boas regras de convívio que estão em vigor entre nós (no nosso servidor, o Blogger). Por exemplo,

(i) não nos insultamos uns aos outros;

(ii) não usamos, em público, a 'linguagem de caserna' (se quiseres usar um palavrão usa os astericos: p*ta; car*lho, etc, para não ofender os leitores mais sensíveis e bem educados);

(iii) somos capazes de conviver, civilizadamente, com as nossas diferenças (políticas, ideológicas, filosóficas, religiosas, culturais, étnicas, estéticas,  etc.);

(iv) somos capazes de lidar e de resolver conflitos 'sem puxar da G3';

(v) todos os camaradas têm direito ao bom nome e à privacidade;

(vi) não trazemos a "actualidade (política, económica, social, etc.)" para o blogue, etc.


6. Os editores reservam-se, naturalmente, o direito de eliminar, "a posteriori", rápida e decididamente, todo e qualquer comentário que violar as normas legais (incluindo as do nosso servidor, Blogger/Google), bem como as nossas regras de bom senso e bom gosto que devem vigorar entre pessoas adultas e responsáveis, a começar pelos comentários anónimos  (por favor, põe sempre o teu nome e apelido por baixo), incluindo mensagens com:

(i) conteúdo racista, xenófobo, sexista, supremacista,  homofóbico, etc.;

(ii) sexo explícito, material pornográfico (que é diferente de erótico), nu integral, etc.

(ii) carácter difamatório;

(iii) tom intimidatório, provocatório, insultuoso; 

(iv) acusações de natureza criminal ou violação segredos judiciais;

(v) violência, física e/ou verbal (apelo/incitação, uso);

(vi) assédio sexual e moral ("ciberbullying");

(vi) linguagem desbragada,  inapropriada, etc. (mas o bom humor é bem-vindo);

(vii) publicidade comercial ou propaganda claramente político-ideológica (ou "partidária");

(viii) informações/dados  do foro privado, sem autorização de uma das partes (nome completo, filiação, naturalidade, morada, nº de cidadão, nº de telemóvel, etc.);

(x) spam sob a forma de repetição em série de um mesmo comentário em diversos postes;


Alguns comentários poderão, entretanto, transformar-se em postes se houver interesse mútuo (do autor e dos editores).

7. Além dos editores, há os colaboradores permanentes, membros seniores do nosso blogue, que recebem, automaticamente, na sua caixa de correio (e apreciam depois o conteúdo de) todos os comentários.

O seu papel é o de ajudar os editores a cumprir e a fazer cumprir as regras do nosso blogue. 

Alguns deles têm, aleatoriamente, poderes de administradores, podendo eliminar, de imediato, ou considerar como SPAM, comentários que infrinjam as nossas regras editoriais, o que raramemente acontece (0,2 ou 0,3%, no máximo, em 20 anos e em 110 mil comentários).

8. Aliás, já não eliminamos nenhum comentário, o "lixo" é guardado como SPAM... para ser "reciclado".

Amigos e camaradas, continuem a alimentar o blogue com os vossos comentários. É a "seiva" do poilão da Tabanca Grande.
________________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 4 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27601: O Nosso Livro de Estilo (19): Política editorial do blogue

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Guiné 61/74 - P26643: O Nosso Livro de Estilo (17): Comentar é fácil... à sombra do acolhedor e fraterno poilão da nossa Tabanca Grande




Os vizinhos (freguesia de Santa Leocádia, concelho de Baião, para lá da linha ferroviária do Douro) da Quinta de Candoz  (freguesia de Paredes de Viadores, concelho do Marco de Canaveses) > 31 de março de 2018 > Foram estes socalcos e muros de pedra seculares que ajudaram a tornar arável a floresta de castanheiro e carvalho do Norte.... Metaforicamente falando, podemos dizer que "na Tabanca Grande cabemos todos, com tudo o que nos une e até com aquilo que nos pode separar"...


Foto (e legenda): © Luís Graça (2018). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




I. Comentar é fácil (1)... sob o acolhedor e fraterno poilão da Tabanca Grande...


1.As opiniões aqui expressas, sob a forma de postes ou de comentários, são da única e exclusiva responsabilidade dos seus autores, não podendo vincular o fundador, proprietário e editor do blogue, Luís Graça, bem como a sua equipa de coeditores e demais colaboradores permanentes.

2. Camarada, amigo, simples leitor, registado ou não na Tabanca Grande: podes escrever no final de cada poste um comentário, uma informação adicional, um reparo, uma crítica, uma pergunta, uma observação, uma sugestão... 

De preferência sem erros nem abreviaturas.. Evita também as frases em maiúsculas ou caixa alta...

Basta, para isso, apontares o ponteiro do rato para o link Comentários, que aparece no fim de cada texto (ou poste), a seguir à indicação de Postado por Fulano Tal [Editor] at [hora], e clicares...





3. Tens uma "caixa" (a que chamamos a a nossa "montra pequena ou  traseira") para escrever o teu comentário que será publicado, após apreciação de um dos editores,

Infelizmente, e ao fim de 20 anos, tivemos que reintroduzir, temporariamente, a moderação ou triagem... E uma decisão a rever, em breve, após consulta dos editores e colaboradores permanentes.



Se tiveres uma conta no Google (como é o nosso caso, Tabanca Grande Luís Graça) deves usar essa identificação. 

Em suma,. tem que se escolher um "perfil":

  • Conta no Google / Blogger
  • Anónimo
  • Nome / URL

Mas também podes entrar como "anónimo": é obrigatório no final da mensagem pôr o teu nome, e facultativamente a localidade onde vives; sendo ex-combatente do ultramar, podes indicar o Teatro de Operações onde estiveste, local ou locais, posto e unidade a que pertenceste. 

Se tens uma página an Net, indica o nome e a URL (o link).


Não são permitidas abreviaturas de nomes, siglas, acrónimos, pseudónimos; e muito menos "falsos perfis" (os camaradas da Guiné têm a ombridade de "dar a cara", não se escondendo atrás do bagabaga do anonimato e da cobardia...). 

Se voltares ao blogue, poderas não encontrar logo a mensagem que lá deixaste, precisa do OK do editor, nesta fase de transição (em que voltámos a fazre a moderação / triagem d0s comentário)... 

 Repete as operações acima descritas para visualizar o teu comentário.

4. Escreve com total liberdade e inteira responsabilidade, o que significa respeitar as boas regras de convívio que estão em vigor entre nós. Por exemplo,

(i) não nos insultamos uns aos outros;

(ii) não usamos, em público, a 'linguagem de caserna' (asneiras, calão, etc.);

(iii) somos capazes de conviver, civilizadamente, com as nossas diferenças (políticas, ideológicas, filosóficas, culturais, étnicas, éticas, religiosas, estéticas, etc.);

(iv) somos capazes de lidar e de resolver conflitos 'sem puxar da G3';

(v) todos os camaradas têm direito ao bom nome e à privacidade;

(vi) não trazemos a "atualidade" política, social, desportiva, etc., para o blogue, etc.

Os editores reservam-se, naturalmente, o direito de eliminar todo e qualquer comentário que violar as normas legais (incluindo as do nosso servidor, Blogger/Google), bem como as nossas regras de bom senso e bom gosto que devem vigorar entre pessoas adultas e responsáveis, a começar pelos comentários ANÓNIMOS (por favor, põe sempre o teu nome e apelido por baixo), incluindo mensagens com:


(i) conteúdo racista, xenófobo, sexista, homofóbico, pornográfico, etc.;

(ii) carácter difamatório;

(iii) tom intimidatório, provocatório, insultuoso:

(iv) acusações de natureza criminal;

(v) apelo à violência, física e/ou verbal;

(vi) linguagem inapropriada;

(vii)
publicidade comercial ou propaganda claramente político-ideológica (ou "!partidária");

(viii) comunicações do foro privado, sem autorização de uma das partes (nome completo, naturalidade, morada, nº de cidadão, nº de  telemóvel, etc.);

(ix) assédio sexual e moral ("ciberbullying");

(x) spam sob a forma de repetição em série de um mesmo comentário em diversos postes;

6. Alguns comentários poderão transformar-se em postes se houver interesse mútuo (do autor e dos editores).

7. Além dos editores (LG, CV, MR, VB e JA), há os colaboradores permanentes, membros seniores do nosso blogue, que recebem, automaticamente, na sua caixa de correio (e apreciam depois o conteúdo de) todos os comentários: Cherno Baldé, Hélder Sousa, Humberto Reis, José Martins, Mário Beja Santos,Patrício Ribeiro e, eventaulmente, outros colaboradores  que venham a ser escolhidos)

O seu papel é o de ajudar os editores a cumprir e a fazer cumprir as regras do nosso blogue. Alguns deles têm, aleatoriamente, poderes de administradores, podendo eliminar, de imediato, comentários que infrinjam as nossas regras editoriais, o que felizmente tem acontecido poucas vezes em mais de 106 mil comentários recebidos.

II. Comentar é fácil (2)... e é preciso

Amigos e camaradas:

Originalmente (até julho de 2012) o sistema de triagem dos comentários era pouco amigável, era muito apertado... A intenção (boa) era a de prevenir e combater o SPAM (correio indesejado, publicidade, etc.) automático... Alertado para os problemas que estava a causar aos leitores, desencorajando-os de participar, já fizemos as alterações que se impunham às nossas definições.

Vejam se agora funciona melhor: podem comentar com ou sem conta no Google, com ou sem foto... Como "anónimos", terão sempre que assinar (pôr o vosso nome) por baixo da mensagem...

Experimentem. Julgamos que o sistema agora está mais amigável e prático... Aos anónimos o sistema estava a exigir a cópia manual de um número e uma palavra, com letras pouco ou nada legíveis... Mas continua a exigir o teste anti-robô: identificação de imagens...

Continuem a alimentar o blogue com os vossos comentários. É a "seiva" do poilão da Tabanca Grande. Até agora, em 20 anos, recebemos mais de 106 mil  comentártios, livres de spam.

__________________

Nota do editor:

Último poste da série > 16 de setembro de 2024 > Guiné 61/74 - P25949: O nosso livro de estilo (16): O blogue não foi feito para a gente se chatear.. Por isso, às vezes é preciso reintroduzir a moderação ou triagem de comentários

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Guiné 61/74 - P26430: O segredo de... (49): António Medina (1939-2025) - Parte V: Comentários (2014): (I) Vasco Pires / Luís Graça / Manuel Carvalho / António Graça de Abreu / Joaquim Luís Fernandes / Júlio Costa Abreu / Manuel Luís Lomba / António Rosinha / António Medina / César Dias / Carlos Pinheiro / João Lemos



Guiné > Região do Cacheu > Zona Oeste > Sector 01 (Teixeira Pinto) > Jolmete > "Eu com o Dandi Djassi, futuro capitão de milícia, em pose para a foto".

Foto de Manuel Resende.  ex-alf mil, CCaç 2585/BCaç 2884, Jolmete, Pelundo e Teixeira Pinto, 1969/71.

Foto (e legenda): © Manuel Resende (2012). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




Major General Hélio Esteves Felgas (1920-2008): duas comissões na Guiné  (Bula, 1963/64; Mansoa, Tite, Bafatá, 1968/69); um dos militares portugueses da sua geração mais condecorados, autor de dezenas de livros e artigos sobre a "luta contra o terrorismo", a guerra ultramarina... Comparou a Guiné ao Vietname. Também considerava que a solução para a Guiné não era militar mas política... Foi, todavia, um crítico de Spínola que lhe terá roubado, entretanto, a ideia dos reordenamentos (aldeias estratégicas) (1). Um oficial intelectualmente brilhante mas controverso, dizem alguns dos seus pares, mais novos. (Foto gentilmente cedida ao nosso blogue pela filha, Dra. Helena Felgas, advogada, que era amiga do prof Jorge Cabral.)
 


1. Na altura, a "partilha do segredo" do António Medina (1939-2025) (*) provocou diversos comentários (**) que merecem ser aqui revistos, incluindo a resposta do autor (que infelizmente acaba de nos deixar no início deste ano). Também o Vasco Paris (1948.2016), camarada da diáspora lusófona já não está entre nós (morreu no Brasil).

Outro camarada da diáspora lusófona é o Júlio Costa Abreu, é contemporâneo dos acontecimentos tal como o Manuel Luís Lomba. Camnaradas de épocas diferentes, mas que conheceram o "chão manjaco": Manuel Carvalho, António Graça de Abreu, Joaquim Luís Fernandes e João Lemos, além do António Medina.


(i) Vasco Pires (1948-2016) (ex-alf mil. cmdt, 23º Pel Art, Gadamael, 1970/72),

"War is hell,"

"You cannot qualify war in harsher terms than I will. War is cruelty, and you cannot refine it; and those who brought war into our country deserve all the curses and maledictions a people can pour out. I know I had no hand in making this war, and I know I will make more sacrifices to-day than any of you to secure peace."


General William Tecumseh Sherman

Parabéns, Camarada, por conseguires exorcizar os teus "fantasmas".

terça-feira, 24 de junho de 2014 às 20:25:00 WEST 

 PS -  (...) Fiz a citação do major-general Sherman, por se tratar de um militar da terra de adoção do camarada Medina.

Citei-o também, por ser o autor da célebre frase "War is hell", repetida até hoje à exaustão.

Transcrevi a frase seguinte, por ter sido feita, por um militar considerado intransigente, num momento de decisão particularmente difícil - a evacuação e incêndio de Atlanta.

Quanto a juízos de valor,nada tenho contra quem os faz, contudo, eu tento não os fazer. (...)


(ii) Luís Graça, editor

Nunca é demais recordar uma das regras básicas do nosso blogue, sem a qual não pode haver "partlha de memórias e de afetos":

(...) "recusa da responsabilidade coletiva (dos portugueses, dos guineenses, dos fulas, dos balantas, etc.), mas também recusa da tentação de julgar (e muito menos de criminalizar) os comportamentos dos combatentes, de um lado e de outro" (...)


(iii) Manuel Carvalho Manuel Carvalho (ex-fur mil armas pesadas inf, CCAÇ 2366 / BCAÇ 2845, Jolmete e Quinhamel, 1968/70)


 
(...) Cerca de quatro anos depois junho de 68 a minha companhia 2366 chegou a Jolmete e aí permanecemos cerca de um ano. O Blog tem fotos minhas desse mesmo barracão que era o edifício com mais qualidade que existia em Jolmete.A pouca população que havia tinha sido recuperada no mato. O régulo atual de Jolmete julgo que é o Cajan Seidi. Por acaso não te lembras do nome desse régulo? (...)


(iv)  António Graça de Abreu ( ex-alf mil, CAOP1, Teixeira Pinto, Mansoa e Cufar, 1972/74):

Diz o António Medina:

"Não se trata de nenhuma minha criatividade ou ficção, mas sim a descrição verdadeira de factos sucedidos, contados a mim na altura por quem foi testemunha e participante de uma acção bastante degradante e vergonhosa."

Portanto o António Medina não assistiu aos "fuzilamentos", ouviu contar.

Não digo que não possam ter acontecido, todas as guerras são sujas, tudo é possível, até o assassínio de três majores e um alferes, mais dois guias, gente do meu CAOP 1, em 1970, militares desarmados que iam em negociações de paz, exactamente na estrada do Pelundo para o Jolmete.

Estive sete meses em Teixeira Pinto, em 1972/73, estive no Jolmete em 1972, jamais ouvi esta história. Eu sei que já haviam passado oito anos, mas "fuzilamentos" deste tipo costumam deixar lastro na memória das gentes.

Gostava que estes "fuzilamentos" fossem confirmados por mais pessoas que se possam pronunciar com verdade, com factos, não de ouvir contar. (...)
 

(v) Joaquim Luís Fernandes (ex- alf mil, CCAÇ 3461/BCAÇ 3863, Teixeira Pinto, 1973, e Depósito de Adidos, Brá, 1974):
 
(...) Eu sou um sentimentalão! E se calhar muito ingénuo.

Ao ler esta narrativa sentia uns arrepios e um desgosto profundo e interrogava-me: Como terá sido possível tão medonho ato por parte de um corpo do exército português, formado e enquadrado por valores éticos,que condenariam em absoluto tal procedimento? Ou havia nesse tempo outra doutrina que eu desconheço?
E porque duvidar da verosimilhança da descrição do camarada António Medina?...

Tudo isto mexe comigo. Porque vivi aí os meus primeiros medos e pisei esse chão incerto e instável,sou remetido para as questões que tantas vezes coloquei a mim próprio: Porquê a antipatia que via espelhada nos rostos dos manjacos e a sua desconfiança e má vontade?

Teria a ver com a memória desses factos, ou eram memórias bem mais antigas, do tempo de Teixeira Pinto ou ainda mais antigas do tempo dos escravos do Cacheu?

Em 1973, em Teixeira Pinto, coabitávamos em paz aparente com a população local,(velhos, mulheres alguns jovens adolescentes e crianças) mas sentia que eramos "personas non gratas". Toleravam-nos enquanto os serviamos Diziam-me os meu soldados: "Eles fazem de nós seus criados".

Também ainda não consegui encaixar bem toda a tramoia dos assassinatos dos três majores, do alferes e dos acompanhantes, em 1970. Apesar de tudo o que li, ficaram-me vários hiatos sem explicação. Agora fico com mais esta dúvida: Será que um acontecimento não tem nada a ver com o outro? A minha intuição diz-me que sim. Pelo menos o local escolhido foi o mesmo. Porquê?... Esta história tem muito por contar! (...)


(vi) Júlio Costa Abreu (ex-1º cabo 'cmd', Grupo Centuriões, Cmds do CTIG, Brá, 1964/66)

(...) Ser ou não ser , e questão ter ou ter razão.

E de quem foi na culpa de terem fuzilado em Banbandinca depois do 25 de Abril tantos soldados Comandos, como por exemplo o Jamanca e muitos outros, ou será que depois de eles terem confiado nos novos donos da Guiné foi a paga que lhes deram? 

Isso também motivo para serem assassinados ?  E guerra realmente nunca foi limpa mas isso e normal.

Julio Abreu (
Crupo de Comandos Centurioes, ex-Guiné Portuguesa)


(vii) Manuel Luís Lomba (ex-fur mil cav, CCAV 703/BCAV 705, Bissau, Cufar e Buruntuma, 1964/66):

(...) Terei sido contemporâneo destas circunstância.Chegamos a Bissau (BCav 705) em 26/7/64 e a minha subunidade (CCav 703) foi de intervenção para Bula em Agosto, fez o seu baptismo de fogo em Naga e durante 20 dias reforçou a atividade operacional o BCaç 507, comandado pelo então tenente-coronel Hélio Felgas - que alinhava no mato.

Sem pretender sindicar a memória do camarada António Medina, acho algo de estranho. Aquele comandante exortava-nos à implacabilidade em relação à gente que nos recebesse à bala ou granada, mas incitava-nos ao cuidado de poupar populações. Enfatizava o dilema das mesmas - colocados entre a tropa e os "terroristas". 

Havia bastantes presos, junto à casa da guarda que recebiam o rancho geral e não me apercebi de maus tratos. Isto dois meses após esses eventuais factos. Cercar tabancas e fazer capturas foi o nosso dia a dia nosso de cada dia operacional. 

Aconteceram atos lamentáveis? Com certeza. Mas o fuzilamento dos capturados diferido dois meses suscita melhores provas. Luís Cabral não refere esse evento no seu livro "Crónica da Libertação". E aquele foi o tempo da prisão de importantes paigcistas, como Rafael Barbosa, Fernando Fortes, sem esquecer os que vieram a conspirar e assassinar Amílcar Cabral que não foram eliminados. (...)


(viii) António Rosinha (ex-fur mil, Angola 1961/62, e topógrafoda TECNIL, Guiné-Bissau, 1987/93)

(...) Todos os crimes e fuzilamentos e atrocidades cometidos pelos tugas estão adaptados ao discurso anticolonial conveniente às autoridades revolucionárias que tomaram conta do poder em toda a África.

Isto desde o início da guerra em 1961, sempre se acreditou em tudo o que vinha de Argel, Moscovo e Brazaville e Conacry.

Desde os números arredondados tipo os 50 mártires do Pidjiquiti até aos milhares de turras da UPA lançados ao mar, pelos luxuosos PV2 da FAP, tudo está "provado" e "comprovado".

Só falta descobrir o segredo das valas comuns e da contagem dos respectivos cadáveres. (...)

quinta-feira, 26 de junho de 2014 às 13:51:00 WEST 
 
(ix) António Medina (1939-2025) (ex-fur mil,
OE, CART 527 /  (Teixeira Pinto, Bachile, Calequisse, Cacheu, Pelundo, Jolmete e Caió, 1963/65).

 (...) 
Acabo de tomar conhecimento de comentários feitos por alguns camaradas, mostrando certa relutância em aceitar a narrativa dos factos acontecidos na área de Jolmete. Cada um tem o direito de aceitar ou discordar e até pedir provas mais concretas desde que estejam disponíveis.

Segundo a teoria aplicada pelo comandante do Batalhão de Bula , ver comentaário do camarada Manuel Lomba porque assim reza o seu segundo parágrafo:

” Aquele comandante exortava àimplacabilidade em relação às gentes que nos recebessem à bala  ou granada mas incitava-nos ao cuidado de poupar populações" ,

Ora, o que foi feito em Jolmete ?

Pouparam, sim, a vida das mulheres e crianças. Mas sem condescendência, como vingança, exterminaram os homens da tabanca,considerando o facto que talvez fossem coniventes com os autores da tal emboscada ou assim evitar o perigo de virem a pegar em armas. Foi uma ação bastante secreta como é obvio.

Se enquadra ou não na teoria operacional daquele comandante  ?

Sabemos que casos semelhantes aconteceram não só na Guiné mas também em Angola e Moçambique, em grupos ou a nível individual.

O camarada Manuel Carvalho se refere ter estado em Jolmete em 1968, quatro anos depois , assim como que a pouca população que havia em Jolmete tinha sido recuperada no mato. isto vai ou não ao encontro do que escrevi, da fuga da população que restou e se refugiou no mato?

Estava eu em Bissau como empregado do BNU quando em 1970 se deu o caso dos três majores, um alferes e outros na estrada de Jolmete. Não obstante fossem militares e em guerra, o caso consternou os civis da cidade de Bissau. Teria sido vingança do PAIGC sobre a tropa colonial ?  (...)
 

(x) César Dias, ex-fur mil sapador, CCS/BCAÇ 2885, Mansoa, 1969/71)

(...) Camaradas, não tenho dificuldade nenhuma em considerar veridica a narrativa do António Medina, já era diferente se estes episódios se tivessem passado durante a era de Spinula, tanto quanto me apercebi não era possivel uma situação destas, com ou sem PIDE. (...)
 
segunda-feira, 30 de junho de 2014 às 13:06:00 WEST 


(xi) Carlos Pinheiro (ex-1.º cabo trms op msg, Centro de Mensagens do STM/QG/CTIG, Bissau, 1968/70):

(...) Fiz a minha comissão na Guiné de outubro de 68 a novembro de 70. Desembarquei cá no dia da Operação Mar Verde.

 Ao longo daqueles 25 meses tive conhecimento de tanta coisa mas, como respondi ao inquérito, dessas cenas macabras nunca ouvi falar com consistência. Estava lá quando os 3 Majores e o Alferes foram selvaticamente assassinados nessa zona de Jolmete. Um horror. 

Mas estava lá também quando foi a evacuação de Madina de Boé quando morreram aquelas dezenas de militares na jangada que se virou. Mas uma coisa conclui hoje. O comandante de Bula falado no poste foi o mesmo que coordenou o abandono de Madina de Boé. E no ano seguinte levou uma Torre e Espada ao peito no Terreiro de Paço. Coincidências? Não sei. (...)


(xii) João Lemos  (ex-alf mil sapador, CCS/BART 6521/72, Pelundo, 1972/74)


(...) Pertenci à CCS do BART 6521/72, onde era alferes miliciano sapador. Estive no Pelundo desde 1972 até à entrega deste quartel, tal como os de Có e o de Jolmete, ao PAIGC, em 1974. Em Jolmete estava a 3ª Companhia do BART 6521/72. 

Fui muitas vezes a Jolmete, pois comandei muitas vezes as escoltas entre Jolmete e João Landim. Passei muitas vezes na “2ª bolanha”, onde foram assassinados os Majores, o Alferes e os dois guias negros em 1970.

 Cheguei portanto a esta zona 8 anos depois dos factos narrados pelo camarada António Medina. Convivi muito com Dandi Djassi que veio a ser fuzilado, tal como o “Sete”, pelo PAIGC, depois da saída das tropas portuguesas da Guiné Bissau. 

Dandi Djassi era de Jolmete, mas vivia no Pelundo, onde, juntamente com as milícias desta localidade, combatia o PAIGC ao lado das tropas portuguesas. 

Nunca ouvi falar dos factos narrados pelo camarada António Medina, mas, tal como diz o comentário anterior do camarada Cesar Dias, "não tenho dificuldade nenhuma em considerar verídica a narrativa do António Medina, já era diferente se estes episódios se tivessem passado durante a era de Spínola, tanto quanto me apercebi não era possível uma situação destas, com ou sem PIDE”. (...)

(Revisão / fixação de texto: LG)

___________

Notas do editor:

(**) Vd,. poste de 5 de setembro de 2018 > Guiné 61/74 - P18988: Blogues da nossa blogosfera (103): "Memórias de Jolmete", de Manuel Resende: Cajan Seidi, o atual régulo de Jolmete, neto de Cambanque Seidi, o régulo de Jol que, em 1964, foi uma das cerca de 20 vítimas de represálias das NT (Manuel Resende / Eduardo Moutinho Santos)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Guiné 61/74 - P26352: O nosso blogue em números (102): A caminho dos 105 mil comentários: em 2024 publicámos mais postes mas menos comentários do que em 2023... Média por poste: 3,6.

 


Infografia: BlogueLuís Graça & Camaradas da Guiné (2025)


1. Prosseguindo a nossa "prestação de contas" relativamente à atividade bloguística do ano que agora findou (*) ...

 Em 2024 publicámos mais postes (n=1307) mas menos comentários (n=4670) do que no ano anterior...o que se reflete na média de comentários por poste: 3,6 (Gráfico nº 5).

O nosso recorde continua a ser os 6 comentários, em média, por poste, nos anos de 2011 e 2012 em que publicámos um total de 1756 e 1604 postes, com 11 mil e 10,5 mil comentários, respetivamente... Mas nessa época o controlo do Spam não era tão rigoroso. Hoje há um despiste mais apertado do Spam por parte do nosso servidor, o Blogger. Isto quer dizer, então, que aqueles primeiros anos, de 2010 a 2013 não devem servir de referência.

Por outro lado, recorde-se, tivemos que reeintroduzir, com pena nossa,   em 13 de setembro passado,  a moderação ou triagem dos comentários (**), devido à ocorrência reiterada de casos de "ciberbullying", ameaças e insultos... 

Uma medida, temporária, esperamos nós. De qualquer modo, afetou a participação dos nossos leitores. Há várias queixas, de comentadores habituais, relativamente à dificuldade, por exemplo,  em comentar a partir do telemóvel.


2. Convém, entretanto, lembrar, mais uma vez, que estas "médias", como todas as médias estatísticas, podem ser "enganadoras": 
  • há postes sem um único comentário,
  • a maior parte tem um, dois ou três;
  • às vezes podem ter meia dúzia, ou até 10;
  • outros podem ter, muito excecionalmente, algumas dezenas. 

Tudo depende do tema, do conteúdo, do interesse, do autor, da ilustração fotográfica, etc.

Há, naturalmente, postes mais "polémicos" ou mais "interessantes" ou até mais "apaixonantes" do que outros. Tudo depende do assunto e da sua abordagem. Ou até do autor. Os postes,  com pontos de vista menos "consensuais",  podem originar mais comentários, às vezes "marginais" (ou sejam, à margem do assuntou tema principal).

Em todo o caso, ler e comentar dá muito trabalho... E nota-se, ao fim destes anos 20 anos a blogar (completados em 23/4/2024) todos temos que admitir que há um natural cansaço... E não é fácil arranjar novos autores, leitores  comentadores...

Por outro lado, quem aqui vem, com regularidade, dos quatro cantos do mundo, são antigos combatentes, uma geração em vias de extinção... Mas também gente (jornalistas, investigadores, estudantes, familiares de antigos combatentes, etc.) que se interessam pela guerra da Guiné. no período de 1961 a 1974... Há quem se interesse, também, pela geografia, economia, cartografia, antropologia, história, fotografia, literatura, etc., da Guiné (e, marginalmente, de outros países lusófonos: Cabo Verde, Angola, Moçambique, Timor, et.)

Merecem as nossas palmas (dos editores e dos autores) os nossos leitores que, além de lerem os postes, ainda têm "tempo e pachorra" para os comentar. Serão sempre bem vindos, desde que respeitem as regras editoriais.

3. Recorde-se que qualquer leitor (mesmo não registado no Blogger ou sem conta no Google), pode comentar como "anónimo"... As nossas regras exigem, no entanto, que no final da mensagem deixe o seu nome e apelido (como é conhecido dentro ou fora da Tabanca Grande).

Como "anónimo", o leitor terá sempre que "clicar" na caixa que diz "Não sou um robô"...

O ideal é, pois, usar a conta do Google (basta só criar uma conta, o que é gratuito): quase toda a gente, hoje em dia, tem um endereço de @gmail, por exemplo...

Os comentários dão mais vida, mais pica, mais cor, mais graça, mas também mais pluralismo, mais participação, mais autenticidade, mais verdade, mais representatividade, ao nosso blogue!...

E são a prova de que estamos vivos e somos capazes de conviver com as as memórias, as nossas emoções, as nossas contradições, os nossos lutos, os nossos fantasmas, as nossas limitações de informação e conhecimento, as nossas lacunas, etc.!...


O comentário não precisa de ser extenso e muito elaborado: às vezes basta uma linha, duas, três linhas; 
  • "Gosto do que escreveste";
  • "Concordo em grande parte";
  • "Também passei por isso";
  • "Olha, nunca vi, nem nunca ouvi falar";
  • "Respeito a tua opinião mas não concordo"...
  • "Discordo por isto e por aquilo", etc.

É bom recordar que há um limite de cerca de 4 mil carateres, incluindo espaços, por comentário, qualquer coisa como cerca de página e meia de texto, em formato A4; mas podem desdobrar-se os comentários,  publicando-se uma primeira parte e depois a continuação.De qualquer modo, o Blogger dá essa indicaão quando se excede o limite de carateres.

Por outro lado, uma parte desses comentários pode dar (e tem dado) origem a postes, por iniciativa em geral dos editores mas também, nalguns casos, por sugestão dos autores.

Por outro lado, alguns camaradas nossos continuam a queixar-se de perderem, às vezes, extensos comentários, certamente por terem tocado numa tecla errada... Nestes casos, é preferível escrever o texto, mais extensos,  em
 word ou txt, à parte e no fim, fazer "copy & paste"... O mesmo se aplicar ao correio eletrónico...

É mais seguro proceder deste modo (ficar sempre com uma cópia de mensagens ou comentários extensos).

Excecionalmente, pode haver um ou outro comentário que não é publicado, mas não se perde, indo parar à caixa do Spam. E nesse caso pode ser recuperado pelos editores.  Mas, com a reintrodução da moderação, já não há lugar a mensagens deste tipo, isto é,  Spam.

Em dia de Reis Magos, 6 de janeiro de 2025, fazemos os votos para que os nossos leitores continuem a aparecer a comentar os nossos postes.  

Os autores (e os editores) são os primeiros a agradecer o interesse dos comentadores. Ao fim destes anos todos estamos a caminho  dos 105 mil comentários, o que é obra!
___________

Notas do editor:

(*) Último poste da série > 4 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26344: O nosso blogue em números (101): a nossa pequena Guiné-Bissau ficou, em 2024, no 10º lugar dos países que mais nos visitam...

(**) Vd. poste de 16 de setembro de 2024 > Guiné 61/74 - P25949: O nosso livro de estilo (16): O blogue não foi feito para a gente se chatear.. Por isso, às vezes é preciso reintroduzir a moderação ou triagem de comentários

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Guiné 61/74 - P25949: O nosso livro de estilo (16): O blogue não foi feito para a gente se chatear.. Por isso, às vezes é preciso reintroduzir a moderação ou triagem de comentários





Lisboa > Mosteiro de São Vicente de Fora > Fábulas de La Fontaine > 24 de maio de 2024 > Este antigo mosteiro é um dos sítios mais deslumbrantes de Lisboa, com uma coleção única no mundo inteiro, de 38 painéis de azulejos, ilustrando outras tantas fábulas de La Fonatine (das 200 que o autor escreveu para educação do príncipe). Uma delas é sobre os médicos. 


Fotos (e legenda): © Lu7ís Graça (2024).Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


A. Comentar no nosso blogue é fácil ... Comentar (concordar, discordar, criticar, elogiar, complementar, acrescentar,  etc.), em amena cavaqueira, sob o sagrado poilão da nossa Tabanca Grande... é fácil. Ou deveria sê-lo...  

Há vinte anos que constatamos aqui que o Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande, todos ou quase todos (os antigos combatentes da Guiné) cá cabendo com tudo o que nos une e até com aquilo que nos pode separar... A única coisa que nos pode separar não são as diferenças mas o conflito manifesto na exposição dessas diferenças sob a forma de opiniões, perceções, experiências, sentimentos, ideias, etc., levando à violência verbal e até ao ódio patológico... 

Razão por que, de tempos a tempos, temos de relembrar alguns pontos do Nosso Livro de Estilo (há gente que nunca o leu) (*)



1. As opiniões aqui expressas, sob a forma de postes ou de comentários, são da única e exclusiva responsabilidade dos seus autores, não podendo vincular o fundador, proprietário e editor do blogue, Luís Graça, bem como a sua equipa de coeditores e demais colaboradores permanentes.

2. Camarada, amigo, simples leitor: Podes escrever no final de cada poste um comentário, uma informação adicional, um reparo, uma crítica, uma pergunta, uma observação, uma sugestão... (De preferência sem erros nem abreviaturas; evitar também as frases em maiúsculas ou caixa alta).

Basta, para isso, apontares o ponteiro do rato para o link Comentários, que aparece no fim de cada texto (ou poste), a seguir à indicação de Postado por Fulano Tal [Editor] at [hora], e clicares...

3. Tens uma "caixa" para escrever o teu comentário que será publicado, após apreciação de um dos editores.  Infelizmente, e ao fim de 20 anos, tivemos que reintroduzir, temporariamente, a moderação ou triagem..

Se tiveres uma conta no Google deves usar essa identificação. Mas também podes entrar como "anónimo": é obrigatório no final da mensagem pôr o teu nome, e facultativamente a localidade onde vives; sendo ex-combatente do ultramar, podes indicar o Teatro de Operações onde estiveste, local ou locais, posto e unidade a que pertenceste. 

Não são permitidas abreviaturas de nomes, siglas, acrónimos, pseudónimos; e muito menos "falsos perfis" (os camaradas da Guiné têm a ombridade de "dar a cara", não se escondendo atrás do bagabaga do anonimato e da cobardia...). 

Se voltares ao blogue, poderás não encontrar logo a mensagem que lá deixaste, a qual precisa do OK do editor de serviço (que deve zelar pelas regras do jogo). Repete as operações acima descritas para visualizar o teu comentário.

4. Escreve com total liberdade e inteira responsabilidade, o que significa respeitar as boas regras de convívio que estão em vigor entre nós: por exemplo,


(i) não nos insultamos uns aos outros;

(ii) não usamos, em público, a 'linguagem de caserna';

(iii) somos capazes de conviver, civilizadamente, com as nossas diferenças (políticas, ideológicas, filosóficas, culturais, étnicas, estéticas, etc.);

(iv) somos capazes de lidar e de resolver conflitos 'sem puxar da G3';

(v) todos os camaradas têm direito ao bom nome, à privacidade, à proteção dos seus dados pessoais (incluindo o nome completo, a morada, o nº de telemóvel, o email, etc.);

(vi) não trazemos a "actualidade política" para o blogue, etc.

Os editores reservam-se, naturalmente, o direito de eliminar, "a posteriori", rápida e decididamente, todo e qualquer comentário que violar as normas legais (incluindo as do nosso servidor, Blogger/Google), bem como as nossas regras de bom senso e bom gosto que devem vigorar entre pessoas adultas e responsáveis, a começar pelos comentários ANÓNIMOS (por favor, põe sempre o teu nome e apelido por baixo), incluindo mensagens com:


(i) conteúdo racista, xenófobo, sexista, homofóbico, pornográfico, etc.;

(ii) carácter difamatório;

(iii) tom intimidatório ou provocatório;

(iv) acusações de natureza criminal;

(v) apelo à violência, física e/ou verbal;

(vi) linguagem inapropriada;

(vii) SPAM, publicidade comercial ou propaganda claramente político-ideológica, ou de cariz partidário;

(viii) comunicações do foro privado, sem autorização de uma das partes.

Excecionalmente, alguns comentários poderão transformar-se em postes se houver interesse mútuo (do autor e dos editores).

Os editores, 13 de setembro de 2024,

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