1. O nosso Camarada José Saúde, ex-Fur Mil OpEsp/RANGER da CCS do BART 6523 (Nova Lamego, Gabu) - 1973/74, enviou-nos a seguinte mensagem.
Fur Mil OpEsp/RANGER da CCS do BART 6523
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Nota de M.R.:
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Blogue coletivo, criado por Luís Graça. Objetivo: ajudar os antigos combatentes a reconstituir o "puzzle" da memória da guerra colonial/guerra do ultramar (e da Guiné, em particular). Iniciado em 2004, é a maior rede social na Net, em português, centrada na experiência pessoal de uma guerra. Como camaradas que são, tratam-se por tu, e gostam de dizer: "O Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande". Coeditores: C. Vinhal, E. Magalhães Ribeiro, V. Briote, J. Araújo.
1. O nosso Camarada José Saúde, ex-Fur Mil OpEsp/RANGER da CCS do BART 6523 (Nova Lamego, Gabu) - 1973/74, enviou-nos a seguinte mensagem.
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1. O nosso Camarada José Saúde, ex-Fur Mil Op Esp/RANGER da CCS do BART 6523 (Nova Lamego -Gabu) - 1973/74, enviou-nos mais uma mensagem rebuscada nas suas memórias.
Pássaros que esvoaçavam os céus da Guiné
Guiné/Bissau e as suas histórias
O passageiro de além
Rapazes simples, fardados com um camuflado
em pleno palco de guerra, mas, sendo que na partida para terras de além-mar as
vestes que envergavam eram as de primeira propriedade. O momento passava por
uma cerimónia “vil” por parte dos senhores da Nação. As famílias na Cais de
Alcântara, ou no Conde de Óbitos, ou no aeroporto do Figo Maduro, em Lisboa,
fechavam-se em rosto que transmitiam dor. Aliás, uma dor que lhes vinha do
interior das entranhas, ou não fosse o momento deveras doloroso.
Os “miúdos” lá seguiam em grandes barcos
que enfrentavam ventos e marés rumo ao seu destino. As viagens, algumas mais
extensas, beneficiavam uma aproximação a um camarada que, entretanto,
aparentava desespero. Entretinham-se, nesses longos instantes, ao jogo da
lepra, ou, ainda, a outros passatempos ocasionais. Por vezes, a noiva, o seu
grande amor, já guardava no ventre um pequeno ser humano fecundado com afeto. A
mãe, sim aquela que o pariu, ficava desfeita e começa um “luto” com a ida do
seu filho para a guerra.
Depois, lá vinham os aerogramas onde o
militar, algures no mais incomum lugar das então províncias ultramarinas,
recomendava calma à família e amigos, dado que tudo seguia à sonoridade de
ventos sopravam (des) favoráveis. Nada de alarmismos. O rapaz, alguns com a barba
ainda a rebentar no seu jovial rosto, com as borbulhas a indicar jovialidade,
mandava fotografias para o pessoal descansar.
Lá longe, em Angola, Moçambique e Guiné,
os “putos” lá se iam defendendo, entrementes, de uma guerra que não dava
tréguas. Matar para não morrer era o slogan que todos, ou quase todos,
partilhavam, todavia, alguns encontravam infelicidade pelo caminho e a morte,
ou a incapacidade corporal, fora o fatídico selo que lhes impôs destinos
impiedosos.
Em Gabu, o passageiro do além, vislumbrava
que aquela guerrilha nefasta era tida como desigual. Não importava o bélico
contagiante das nossas tropas, cerca de 40 mil, na altura, que lutava com um
inimigo, PAIGC, ao que se comentava que tinham cerca de 10 mil. Outros motivos
explicavam tal razão. O contexto generalizado da guerra ditava fatores que
impunham ordens para um IN, sempre hábil, que aparentava superioridade nos
campos de batalha. Porém, nem sempre assim o era.
Por outro lado, nos céus da Guiné existia um rol de pássaros que eram imunes
aos conflitos no terreno. No mato viam-se diversas espécies de passarada, ou
animais, tipo macacos, lebres, de entre outras, que encantava camaradas com os
seus lindos chilreares.
Debruço-me, hoje, sobre a realidade dos abutres.
Abutres
Numa breve reflexão sobre a passarada
guineense, que era e é enorme, detenho-me perante uma veracidade que me fora
conhecida, ousando trazer à estampa o universo dos abutres, pássaros necrófagos
que proliferavam em todo o solo e que amiúde observava com algum interesse. O
seu aspeto atirava para um horripilante semblante e o habitat natural passava
pela procura sistemática de restos de cadáveres.
Não vacilo, porém, recordar Hitchcock na
sua análise psicanalítica sobre um filme onde o tema era, obviamente, “Os
Pássaros”. Os conteúdos do emaranhado de imagens remetiam-nos para o ataque dos
pássaros aos seres humanos. Um filme que se estreou nas telas cinematográficas
mundiais no ano de 1963 e que bom dinheiro rendeu à produção, sobrando as
inúmeras interpretações feitas pelos amantes do cinema que assumiam presumíveis
traduções que esbarravam em análises científicas.
Mas demos um passo em frente, ouçamos
abstratamente o clarinete e apresentemos armas numa infindável parada, falando
nos abutres conhecidos numa Guiné em tempo de guerra e não numa outra espécie
de “aves de rapina” que se multiplicavam na metrópole lusitana. Estes rapazes
de então, bem ou malvestidos de acordo com as circunstâncias propostas,
pareciam “bandos de pardais à solta” que esmiuçavam vidas e citavam, com
ênfase, a provável falsificada ideologia de um patriotismo entendido, por eles,
como inigualável.
Simultaneamente ao evoluir das desgraças
conhecidas onde a morte de camaradas se amontoavam nas frentes de combate, lá
vinham os senhores de gravatas acetinadas e fatos à príncipe de “Gales” que na
hora da despedida no cais portuário de Alcântara, incentivarem um contingente
de jovens mergulhados em porões de navios cuja etiqueta transportada era,
tão-somente, o pregão ao dito popular que a encomenda que seguia a bordo
registava “carne para canhão”.
Passemos licitamente à vanguarda porque esses fatídicos tempos foram maus de mais para ser verdade. Com efeito, concentremos atenções no respetivo pássaro e observemos que o abutre é uma ave accipitriforme e originária da família chamada de accipitridae. Refletindo em pormenor sobre estes necrófagos, diz-se que as aves são também conhecidas como abutres do velho mundo. A sua longevidade chega a atingir os 30 anos, sobretudo quando se encontram em cativeiro.
A hierarquia
dos abutres a devorarem uma carcaça (foto retirada via internet)
Conheci o seu esvoaçar num horizonte
interminável e os seus impulsos animalescos na procura de um lugar para
pernoitar. Conheci, também, a obstinada azáfama na procura de alimentos.
Conheci, ainda, as suas visitas quotidianas às proximidades do barracão do
Seidi, “magarefe-dia” onde o nosso quartel angariava carne de vaca fresca para
uma pontual refeição mais abastada, sendo que este rapaz, de etnia fula,
matava, esfolava e dividia a carcaça do animal de acordo com os pedidos
previamente feitos.
Lembro, e foram muitas vezes a que
assisti, o Seidi, após a trabalheira da matança lançar para o bando de abutres
pequenas dádivas para os pássaros se deliciarem com primor.
Recordo, simultaneamente, as lutas
desenfreadas travadas entre eles pelo melhor naco, ou, as guerras para limparem
parte das ossadas do animal, ficando a certeza que no grupo havia regras que os
mais desenfreados comilões, sempre de bico “afiado”, assumiam por inteiro,
tendo em conta o posto hierárquico emanado pelo bando.
Claro que as lutas dos pássaros desenhavam
ávidos momentos em que a prioridade era o encher o papo. Noutros lugares
existiam sequiosos “abutres”, mas estes literalmente curvados ao faustoso e
recheado prato que lhe fora colocado na mesa. A nutritiva refeição era tão-só
uma pausa pontual ao arroz com salsichas.
Para outros, pássaros de rapina imbuídos
num minucioso calculismo, a tal vaca morta e desmanchada pelo Seidi tinha os
seus dividendos. Restava a certeza que a mão “milagrosa” do Seidi jamais
recusou atirar para os abutres as sobras da carcaça que, por razões evidentes,
“não iam à mesa do rei”.
Hoje, ao lembrar as memórias de Gabu
detenho-me perante as minhas vulgares idas ao matadouro do Seidi. A sua azáfama
era de todo interessante. A túnica, veste que usualmente transportava no seu
corpo e que aparentava alguma sagacidade, estava normalmente manchada de
sangue, tal como as mãos que reproduziam um trabalho que ele próprio assumia com
dignidade. Era, aliás, dessa árdua faina constante que o nosso amigo recolhia
proveitos monetários para alimentar a família.
Retalhos de vidas que em tempo de guerra
abasteciam tabancas de gentes que faziam do momento imponderáveis desejos de
uma existência vergada pelos horripilantes sons vindos de outras batalhas
campais que ocorriam ali por perto.
Lá longe, muito longe, os arautos do
despotismo debitavam discursos, qual abutres esvoaçando sobre negros
horizontes, dizendo às massas que os militares portugueses lutavam nos palcos
de guerra com honra e dignidade.
Na verdade, nós jovens lutávamos como
heróis visando a essencial salvaguarda da nossa “carcaça”, mas numa guerra que
não era decididamente nossa. Os defuntos “abutres” que num limiar de cautas
razões que na época ostentavam, levantem-se dos sepulcros, escutem o julgamento
final e defendam a triste tese que certamente não transitará em julgado.
Histórias avulsas de incautos cenários onde fomos meros “pássaros” andantes de uma imigração obrigatória em território alheio.
Um
abraço, camaradas
José Saúde
Fur Mil Op Esp/RANGER da CCS do BART 6523
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Nota de M.R.:
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Nota de M.R.:
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1.
O nosso Camarada José Saúde, ex-Fur Mil OpEsp/RANGER da CCS do BART 6523 (Nova
Lamego, Gabu) - 1973/74, enviou-nos a seguinte mensagem.
Camaradas,
Tenho
lido textos no nosso blogue – Luís Graça & Camaradas da Guiné - de
camaradas que visam literalmente a antiga Nova Lamego, atual Gabu. Digo-o, sem
o mínimo de uma dúvida que porventura me suscitava hesitações, pois eles são
tão claros que não retiro uma vírgula aos escritos aqui lançados pelos seus
signatários, que Gabu tem, naturalmente, a sua própria história existencial.
Quando
lancei o livro – “UM RANGER NA GUERRA COLONIAL – GUINÉ-BISSAU 2973/1974 –
MEMÓRIAS DE GABU” – ocorreu-me em procurar a razão de como tudo terá
acontecido. Ou seja, a razão da sua existência e de que como tudo terá evoluído
até ao presente.
É óbvio que pelo meio ficou a nossa presença aquando da guerra colonial, mas ficarão também imagens que jamais esqueceremos. Por isso, aqui vos deixo a história de Gabu e dos então peiriquitos que ousaram explorar os recantos da então Nova Lamego.
Habitações
palacianas de Gabu
Denominada
como Nova Lamego, sobretudo ao longo da guerra colonial, Gabu é uma região
cujas fronteiras confinam a norte com o Senegal, a Leste e a Sul com as regiões
de Tombali e a Oeste com Bafatá.
Recorrendo
a dados históricos contemplados na Wikipédia, enciclopédia livre, Gabu foi a
capital do Império Kaabu, um reino Mandinga que existiu entre os anos de 1537 e
1867 e que se chamava Senegâmbia. Antes, tinha sido uma província do Império
Mali. No século XIX a etnia fula impôs a sua supremacia na região e colocou
ponto final no domínio de Kaabu.
Gabu
é, igualmente, a pátria do chão fula (79,6%), existindo ainda a etnia mandiga
(14,2%) que se espalha por toda a zona, mas numa menor escala. Foi-me dado a
oportunidade em conhecer alguns dos princípios éticos de uma população que
prima pela honra de uma herança que assumem como um indeclinável direito.
No
plano territorial Gabu possui uma área de 9.150 kms2 e tinha no ano de 2004 uma
população que se estimava em 178.318 almas, sendo, por isso, considerada uma
das maiores, senão a maior, das regiões do país.
Introduzo
como credível uma nota de rodapé que após a independência do país Gabu
recuperou o seu nome tradicional existindo, atualmente, um pequeno núcleo
urbano de inspiração colonial.
Detentora
de clima tropical, quente e húmido, a região de Gabu é composta por uma
população em que a doutrina praticada aponta como alvo principal a religião
muçulmana (77,1%).
As
temperaturas rondam, normalmente, os 30/33 graus durante o dia e os 18/23 à
noite. As estações anuais definem-se como as das chuvas que vai de maio a
novembro e a de seca de dezembro a abril. Dezembro e janeiro são considerados
os mais frescos. Por outro lado, a economia assenta no comércio, agricultura e
pecuária.
Os
usos e costumes das gentes de Gabu derrapam para primórdios éticos onde é
visível uma hierarquia humana que não abdica do erário tribal transmitido de
gerações para gerações.
Redijo
este tema sobre um “estágio” obrigatório nessa zona e na qual me foi
proporcionado observar algo mais ao longo da minha comissão em solo guineense,
embora encurtada devido à Revolução de Abril de 1974, uma vez que fui um dos
cerca de 45 mil militares dos três ramos das Forças Armadas – Exército, Força
Aérea e Marinha – quando por lá prestava serviço. Conheci, portanto, a guerra e
a paz e um pouco das vivências tradicionais das suas gentes.
Uma
rua
Aliás,
num trivial conhecimento com os nativos que muito me estimulou, pessoas simples
que viviam no interior de um adensado mato e entre as duas frentes da guerra,
usufrui da possibilidade em conhecer alguns dos seus expeditos hábitos, assim
como as memórias que nós combatentes incessantemente recordaremos.
Vamos,
pois, ao encontro de conteúdos passados em pleno palco da guerrilha.
A
população em movimento
Passeio
na “5.ª Avenida”
Suavizavam
o ar com o odor de uma “penugem” que os então pe9riquitos, nome usado pela tropa
mais velha para identificar os recém-chegados a solo guineense, lançavam para o
infinito de um horizonte inimaginável e onde surgiam quadros pesarosos pintados
pelo negro de uma incerteza. Porém, a incubação nos ovos chegava ao fim.
Tínhamos avezinhas. Um esticão de asas, um apalpar no escuro, uma vertigem dos
mais fracos, o vociferar dos conteúdos da guerra, o trocar opiniões sobre os
estratagemas do inimigo, as emboscadas, as minas, os ataques noturnos aos
quartéis, entre tantos outros motes aflorados, davam azo a uma conversa sempre
indeterminada entre o grupo acabado de chegar ao Leste da Guiné.
Cenário:
a “5.ª Avenida” de Nova Lamego, quais turistas a passearem-se pelas ruas chiques
das grandes metrópoles americanas! Ao fundo da dita cuja (“5ª Avenida”), eis o
grupo a abancar no bar da Pensão Mar e a refrescar-se com as aprazíveis sagres.
Era o princípio de uma jornada por terras de além-mar. Outras fainas se
seguiriam!
A Guiné parecia apenas um sonho. Aliás, jamais
me tinha ocorrido à ideia de que o meu futuro militar me reservasse, como
virtual conjetura, conhecer um dia a realidade da guerrilha no terreno
guineense e as suas famosas bolanhas.
Falava-se
da Guiné como o diabo foge da cruz. A guerra naquela província do Ultramar era
terrível. Traçavam-se cenários mórbidos. A rapaziada comentava e a mensagem
passava de boca em boca. Mas o destino contemplou-me e eu, tal como grande
parte dos rapazes desses tempos, não fugi a esse fim. Fui e voltei tal como
parti, restando resquícios de histórias que contemporizam o meu calendário de
vida.
Camaradas
houve, e foram muitos, que já não usufruem, infelizmente, do prazer de
partilhar momentos de convívio e narrar as suas histórias de vida. Uns,
morreram em combate na densidade de um mato cerrado; outros, faleceram numa
emboscada; outros, encontraram a morte em ataques aos quartéis; outros,
fecharam definitivamente os olhos em famigerados rebentamentos de minas
anticarro e antipessoal e, ainda, há aqueles que morreram em momentos de pura
infelicidade. Desastres com viaturas militares ou armas de fogo, carimbaram o
seu derradeiro fim.
Convivi
com situações que me deixavam apreensivo quando em causa esteve a razão do
último adeus. Momentos fatídicos, mórbidos, de camaradas que ousaram abusar do
facilitismo e se deixaram cair, inadvertidamente, em fatídicos fins proibidos.
Exemplifico o infeliz que encontrou a morte a limpar a arma esquecendo,
entretanto, que tinha deixado uma bala na câmara e outros em estúpidos
acidentes com viaturas militares, todos, ou quase todos, temos histórias desta
estirpe para contar.
Olho,
atentamente, para duas fotos do meu álbum – Guiné - e revejo um passeio pela
“avenida” principal de Nova Lamego, nos primeiros dias em que ali “ancorámos”.
O clique foi justamente dado em frente a uma casa onde residiam duas irmãs
cabo-verdianas que eram professoras primárias na escola local.
Vivendo
momentos de uma juventude no seu auge, alguns furriéis e alferes, andavam
doidos com as meninas que, por sinal, eram boas como o milho. Recordo que a
malta andava mesmo vidrada com aquele duo de airosas donzelas mestiças.
Parceiros? Não lhes conheci. Passemos à frente…
O
grupo de turistas, todos janotas, embevecidos com a beleza natural que os
rodeava e o cheiro a África a inalar as nossas narinas, eis o grupo de
periquitos, à civil, sentados a uma mesa do bar da Pensão Mar. Um nome que nada
tinha a ver com a realidade deparada. O mais indicado, na nossa conceção, seria
substituir Mar por Bolanha. O mar, lá longe, nem vê-lo. A bolanha era, isso
sim, o afrodisíaco mosaico constatado em terrenos circundantes, bem como em
quase todo o território guineense. Mas aceitava-se a decisão do seu mentor.
África
é sumptuosa no consumo de bebidas, principalmente cerveja. O calor afirma-se
como um aditivo determinante pelo prazer de consulares gargantas ressarcidas.
Num convívio saudável ficou uma tarde de passeio na apelidada “5ª Avenida”, o
alforge recheado de cervejas bebidas e um conhecimento mais profícuo de uma
urbe onde as bajudas passeavam os seus corpos embrulhados em pedaços de panos
garridos que torneavam a preceito os seus joviais e esbeltos físicos. O militar
– periquito – apreciava e… imaginava cenários quiçá inexequíveis de alcançar.
Coisas de uma juventude irreverente.
Refastelados
à volta de uma mesa o grupo de furriéis ressarciam-se com as cervejolas
fresquinhas
Periquitos desbravavam o ambiente da “avenida”. Da esquerda para a direita: o Cardoso, Operações Especiais/Ranger, Eu, o Santos, Minas e Armadilhas, Freitas e o Rui, Operações Especiais/Ranger
Abraços camaradas e um até breve.
José Saúde
Fur Mil Op Esp/RANGER da CCS do BART 6523
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Nota de
M.R.:
Vd.
últimos postes desta série em:
20 de
abril de 2024 > Guiné
61/74 – P25415: Os 50 anos do 25 de Abril (10): Até sempre, Nova Lamego! (José
Saúde, ex-fur mil op esp/ranger, CCS / BART 6523, 1973/74)