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quarta-feira, 4 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27794: Convívios (1049): Grupo de amigos, onde estavam alguns dos apaixonados da terra vermelha e dos seus cheiros e gentes, juntou-se num almoço que ocorre todos os meses na primeira terça feira (Eduardo Estrela, ex-Fur Mil Inf)


1. Mensagem do nosso camarada Eduardo Estrela, ex-Fur Mil At Inf da CCAÇ 2592/CCAÇ 14, (Cuntima e Farim, 1969/71) com data de 3 de Março de 2026:

Boa tarde companheiro, amigo e camarada!
O mar da minha terra é a praia dos meus sonhos. A sua cor, luminosidade e textura visual transporta-nos para outras margens. As que nos receberam nos seus braços há 57 anos e que nos ensinaram a ver os seus filhos como fraternos irmãos. Essas são fotografias da baía de Monte Gordo feitas cerca das 13,30.
Um grupo de amigos, onde estavam alguns dos apaixonados da terra vermelha e dos seus cheiros e gentes, juntou-se num almoço que ocorre todos os meses na primeira terça feira. Num mundo cada vez mais alucinado é bom reunir pessoas equilibradas e amigas.

Abraço fraterno
Eduardo


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Nota do editor

Último post da série de 12 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27727: Convívios (1048): Almoço/Convívio do pessoal do BCAV 3846 (Ingoré, S. Domingos e Susana, 1971/73), a levar a efeito no próximo dia 15 de Março de 2026, em Aljubarrota (Delfim Rodrigues, ex-1.º Cabo Aux Enfermeiro)

terça-feira, 3 de junho de 2025

Guiné 61/74 - P26876: Questões politicamente (in)corretas (60): Afinal o "tuga" também jogava xadrez no CTIG (José Belo /António Graça de Abreu / Carlos Vinhal / José Botelho Colaço / Ernestino Caniço / Eduardo Estrela)



Guiné > Bolama > CIM - Centro de Instrução Militar > 1969 > CCAÇ 2592 (futura CCAÇ 14) > O fur mil Eduardo Estrela a jogar zadrez com o seu camarada Abel Loureiro.



Mensagem do Eduardo Estrela, a propósito do poste P26873 (*):

Data - 2 jun 2025 10:32;

Bom dia, Luís!

Nós também jogávamos xadrez.

Como prova anexo uma fotografia tirada ainda em Bolama. À esquerda estou eu e na direita o Abel Loureiro que foi Fur Mil na minha companhia.

Para além da lerpa, abafa e outros que tais, também se jogava xadrez.
A qualidade da fotografia não é a melhor, mas sei que vais conseguir melhorar a mesma.

Grande abraço
Eduardo Estrela


Foto (e legenda): © Eduardo Estrela (2025). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




Suécia > Estocolmo >7 de maio de 2017 > Jogando xadrez (em grande formato) no Kungsträdgården" (o "Jardim do Rei"), parque muito conhecido e central em Estocolmo. 

Link enviado ontem pelo Joseph Belo.


Foto: © Tommy Gerhad (2017) (com a devida vénia...)


1. Afinal, o "tuga" também jogava xadrez, no CTIG... Comentários ao poste P26873 (*):


(i) António Graça de Abreu

Em Cufar, 73/74,  joguei muitas vezes xadrez com o alferes Eiriz, o oficial das Transmissões no nosso CAOP 1. Normalmente era depois do jantar, na nossa pequeníssima messe de oficiais, ao lado do gabinete do capitão miliciano Dias da Silva, comandante da CCaç 4740.

Logo ao lado tínhamos as valas para onde mergulhávamos em caso de ataque do PAIGC. No meu caso, naquela maravilhosa colónia de férias, Cufar sur Cumbijã, aconteceu quatro vezes. Não nos deixavam jogar xadrez em paz.

António Graça de Abreu
segunda-feira, 2 de junho de 2025 às 13:10:11 WEST


(ii) Carlos Vinhal

Não me lembro de na nossa messe se jogar xadrez, os jogos mais vulgares eram as damas, a lerpa, o king e o rummy, este muito parecido com o bridge, ao que sei. Os mais solitários jogavam paciências de cartas. Tínhamos também uma mesa de ténis para destilar as gorduras (?).

Cá fora jogava-se a bola no campo de futebol ou contra as paredes dos dormitórios, onde havia alguém a centrar a bola e outros a cabeceá-la, conforme a habilidade que tinham, para uma baliza imaginária, onde estava um guarda-redes de ocasião.

Eu nunca fui grande jogador de cartas, mas uma noite aventurei-me a jogar lerpa. Ao fim de pouco tempo tinha já perdido 100 "paus". O 1.º Rita chegou-se a mim e disse-me: "Vinhal. deixe-me ocupar o seu lugar".

Ao fim de algum tempo, tinha ele ganho já uma boa maquia, levantou-se e discretamente deu-me os 100 pesos que havia perdido. Aceitei o dinheiro e a lição e, nunca mais na minha vida joguei cartas a dinheiro.

Carlos Vinhal
segunda-feira, 2 de junho de 2025 às 13:57:25 WEST


(iii) José Botelho Colaço


No Cachil, CCAÇ  557, havia quem jogasse Damas: ganhar um jogo ao capitão Ares era caso raro. Mas como diz o camarada Graça Abreu, também no Cachil por vezes o jogo era interrompido pelo som das costureirinhas do PAIGC a quererem entrar: Não no jogo; mas sim no aquartelamento. 

Abraço Colaço.
segunda-feira, 2 de junho de 2025 às 14:04:44 WEST

(iv) Ernestino Caniço

Enquanto estive em Mansabá (na primeira metade de 1970 ) joguei muitas vezes xadrez com o ex-capitão Carreto Maia, cmdt  da CCAÇ 2403. Os jogos eram no bar de oficiais (preferencialmente junto ao balcão, que era feito de cimento e pedra,  se bem lembro), que obviamente poderia proporcionar alguma "proteção". Não me lembro de quem era o tabuleiro nem a sua origem. Registo que não tinha ar condicionado como na Amura em Bissau.

Abraço,
Ernestino Caniço
segunda-feira, 2 de junho de 2025 às 17:10:16 WEST

 (v) Eduardo Estrela

Jogar à batota na messe?

Nunca o fiz! Somente no abrigo e com muito recato. E,  quando não havia batota, havia xadrez e paciências.

A propósito, mandei pela manhã um mail ao Luís com uma foto dum jogo de xadrez.

Grande abraço
Eduardo Estrela
segunda-feira, 2 de junho de 2025 às 19:17:30 WEST

(Seleção, revisão / fixação de texto: LG)

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Nota do editor:

(*) Vd. poste de 2 de junho de 2025 > Guiné 61/74 - P26873: Questões politicamente (in)corretas (59): Porque é que os "turras" jogavam xadrez e os "tugas" não ? (José Belo, Suécia)

sábado, 31 de maio de 2025

Guiné 61/74 - P26868: Convívios (1036): Fotorreportagem do 61º almoço-convívio da Magnífica Tabanca da Linha, Algés, 29 de maio de 2025 (Manuel Resende / Luís Graça ) - Parte II

 
Foto nº 10 > Magnífica Tabanca da Linha > 61º almoço-convívio > Algés > Restaurante Caravela De Ouro > 29 de maio de 2025 >  Da esquerda para a direita, o José Carlos  Valente (Amadora) e o Hélder Sousa (Setúbal). 

O Valente faz hoje anos. Desafiei-o a integrar (e a colaborar em) a Tabanca Grande, o que ele aceitou. Doutorado em História, é autor de dois livros, editados pela Colibri: "Estado Novo e Alegria no Trabalho" (2019, 250 pp.) e "Para a História dos Tempos Livres em Portugal: Da FNAT a INATEL 1935-2010" (2011, 288 pp.). É "pira" na Tabanca da Linha. Pelo que eu perecebi, foi fur mil enf,  CCS/BCAÇ 2884 (Pelundo, 1969/70).

O Hélder Sousa não precisa de apresentação: é o provedor da Tabanca Grande.



Foto nº 11 > Magnífica Tabanca da Linha > 61º almoço-convívio > Algés > Restaurante Caravela De Ouro > 29 de maio de 2025 >  Dois camaraadas do que reprentam bem o nosso Sul: o Eduardo Estrela (Cacela, Vila Real de Santo António) e o José Serrano Matias (Évora). Houve mais dois "magníficos" que vieram do Algarve, o Mário Santos (Loulé) e o Joaquim Teixeira (Faro)


Foto nº 12 > Magnífica Tabanca da Linha > 61º almoço-convívio > Algés > Restaurante Caravela De Ouro > 29 de maio de 2025 > O António Bartolomeu e o filho... O Bartolomeu não o via desde junho/julho de 1969, estivemos juntos no CIM Contuboel. Viemos no mesmo T/T Niassa, em 24 de maio de 1969: ele petrtencia à CCAÇ 2592 (futyura, CCAÇ 14) e eu à CCAÇ 2590 (futura CCAÇ 12). Reconhecemos de imediato, uma ao outro!... Vive em Almada. É membro da nossa Tabanca Grande desde 31/5/2007. Esteve em Aldeia Formosa e em Cuntima.

Escrevi, no poste da sua apresentação à Tabanca Grande, em 31/5/2017:

 (...) "Foram os meus melhores momentos da Guiné, os únicos em que fiz Férias & Turismo, em que me esqueci que estava na guerra e vinha para fazer uma guerra… Contuboel representou para nós - creio que para nós todos - a maravilhada descoberta da África (...) Foi um tempo maravilhoso, intenso e veloz… Depois fomos lançados às feras… Ainda em farda nº 3, tivemos o nosso baptismo de fogo em finais de Junho, em Madina Xaquili…

As recordações são sempre (re)construções: pelo teu apelido, já não ia lá, mas ao ver a tua chapa, sem pêra, acendeu-se uma luzinha cá na minha base de dados… Do Dores e das suas anedotas, tenho uma vaga ideia, mas não estou a ver-lhe a cara…

Quanto a ti, por que é que não apareceste mais cedo, meu malandro ? Até à data, fora o pessoal da minha CCAÇ 2590/CCAÇ 12 (o Levezinho, o Reis, o Marques, o Fernandes, o Sousa, o Martins, o Piça…), eu só tinha reencontrado o Renato Monteiro, da CCAÇ 11, mais antigo que nós em Contuboel " (...).



Foto nº 13  > Magnífica Tabanca da Linha > 61º almoço-convívio > Algés > Restaurante Caravela De Ouro > 29 de maio de 2025 >  O João Crisóstomo com o seu camarada da CCAÇ 1439 (1965/67),  o ex-1º cabo cond auto, António Almeida Figueiredo (São Domingos de Rana, Cascais). Cairam os dois numa mina anticarro, na estrada Enxalé-Missirá



Foto nº 14 > Magnífica Tabanca da Linha > 61º almoço-convívio > Algés > Restaurante Caravela De Ouro > 29 de maio de 2025 > O João e a Vilma (nascida em Brestanica, Eslovénia,em 1947; hoje naturalizada americana, casada com o J0ão em 2013; o casal vive em Queens, Nova Iorque; a Vilma já tem 22 referências no nosso blogue.

 


Foto nº 15 > Magnífica Tabanca da Linha > 61º almoço-convívio > Algés > Restaurante Caravela De Ouro > 29 de maio de 2025 > Na mesa do João Crisóstomo, a  Cristina (Nova Iorque / Lisboa), o Joaquim Teixeira (Faro) ("pira" nesta tertúlia, também não é membrto da Tabanca Grande) e o Manuel Leitão (Mafra)... 


Foto nº 16 > Magnífica Tabanca da Linha > 61º almoço-convívio > Algés > Restaurante Caravela De Ouro > 29 de maio de 2025 >  O João Crisóstomo trouxecom ele meia "companhia": além da esposa (Vilma) e da filha (Cristina, que vive e trabalha agora em Lisboa), desafiou mais uns tantos camaradas dfa sua companhia, a CCAÇ 1439, o Joaquim Teixeira (que veio de Faro), o Leitão ("Mafra"), que veio com o filho, Pedro, e ainda  o  António Almeida Figueiredo (que veio com a esposa e uma filha; moram em São Domingos de Rana)



Foto nº 17 > Magnífica Tabanca da Linha > 61º almoço-convívio > Algés > Restaurante Caravela De Ouro > 29 de maio de 2025 >  O Pedro Leitão, filho do 
Manuel Calhandra Leitão ("Mafra"), ex-1º cabo at arm pes inf, Pel Mort 1028 (Fá Mandinga, Xime, Ponta do Inglês, Enxalé e Xitole, 1965/67), Mmbro ds Tabanca Grande desde 4/12/2022.



Foto nº 18 > Magnífica Tabanca da Linha > 61º almoço-convívio > Algés > Restaurante Caravela De Ouro > 29 de maio de 2025 >  Mais um "pira", o José Maria Monteiro, ilustre representante da Marinha (a par do Manuel Lema Santos) (cito de cor, em 0itenta e tal 
convivas)... O Monteiro é membro recente da Tabanca Grande. É autor de "Os Mais Jovens Combatentes, A Geração de Todas as Gerações, 1961-1974" (Lisboa, Chiado Books, 2019), de que o nosso crítico literário, Beja Santos, já fez a recensáo (em três notas de leitura).

Fotos: © Manuel Resende (2025). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

1. Continuação da fotorreportagem do último almoço-convívio da Tabanca da Linha,  Algés, 29 de maio de 2025, em que participaram 83 "magníficos" dos 87 inscritos. Fotos do Manuel Resende,  com legendagem do nosso editor LG.

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Nota do editor LG:

terça-feira, 20 de maio de 2025

Guiné 61/74 - P26823: (In)citações (270): Um abraço forte, fraterno e amigo, ao cor inf ref Vasco Lourenço (Eduardo Estrela, ex-fur mil at inf, CCAÇ 2592 / CCAÇ 14, Cuntima e Farim, 1969/71)


Guiné > Bolama > Centro de Instrução Militar > CCAÇ 2592 / CCAÇ 14 > 1969 > Da esquerda para a direita, os furriéis milicianos Eduardo Estrela, o Manuel Ramos Marques Cruz (de Vila Real de Santo António, já falecido) e o António G. Carvalho.

Foto (e legenda): © António G. Carvalho (2021). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



Três mensagens de Eduardo Estrela:

(i)  ex-fur mil at inf, CCAÇ 2592/CCAÇ 14 (Cuntima e Farim, 1969/71); 

(ii) partimos juntos no T/T Niassa, em 24 de maio de 1969;  mas só nos conhecemos pessoalmente há pouco tempo, na Tabanca da Linha, em Algés;

(iii) é de Faro, reformou-se como téncico de seguros, vive em Cacela, Vila Reald e Santo António;

(iv) integra a Tabanca Grande desde 29/2/2012;

(v) tem mais de 4 dezenas de referências no nosso blogue;

(vi) faz teatro amador, o que é uma excelente atividade, e um dos melhoras formas de um antigo combatente prevenir o risco de se tornar protésico, radioativo, parkinsónico e alzheimareado


1. Data - segunda, 5/05/2025, 23:38


Assunto . Pontos de vista


Lá, onde deixámos o coração a alma e dois dos nossos melhores anos de meninos e moços, opinávamos, comentávamos e praticávamos a partilha do pensamento , mesmo que contraditório

Tudo ao momento e sem medos. Esses, os medos, advinham do não saber nem adivinhar o instante seguinte.

Vivia-se na e/ou para a ocasião. O futuro era o agora. O presente e o passado a fonte onde merulhávamos a esperança.

És o português que encenou e teve a coragem de iniciar os contos da verdade e se assim não tivesse sido e porque a memória é curta, tudo seria adulterado em prol de interesses obscuros.

Mal, fomos executores duma adulterada palermice em nome de equívocos.

Tenho saudades dos meus primeiros tempos de bloguista. Comentava e.... imediatamente surgia o que achava oportuno mencionar.

Agora é estranhamente cansativo escrever para um quadro vivo que desaparece e (felizmente ) na maior parte das vezes ressuscita.

Será que o guião pode voltar a ser mudado, Luís?

Grande abraço, Eduardo


2. Data - 30/04/2025, 04:01

Assunto - Sabemos !

Boa noite camarada, companheiro, amigo e escravo da idiotice.

Ambos sabemos!...  Glória aos homens que vindos da academia militar souberam racionalmente dar o impulso final ao estertor lento dum regime caduco. Mas... e a história nunca nos fará menção desse facto, vai ignorar que fomos nós, os milicianos , filhos do povo denominado mais profundo, aqueles que produziam a riqueza que os poderosos gastavam em orgias capazes de alimentar condignamente uma sociedade empobrecida e explorada, que a pouco e pouco fomos minando o dique da hipocrisia e da alarvice. 

Nós é que éramos a charneira da decisão e do executar. Profissionais da guerra contam-se pelos dedos aqueles que afrontaram ao nosso lado os medos, as angústias, o desconhecido, a infâmia de nos sentirmos marionetes descarcarteis duma vontade oculta e apodrecida.

O amor pelo país não se rege por questões de finança, nem de estrato político, intelectual,  moral e ou social.

Acima de tudo a decência e o decoro.

Caminhamos alegres e convictos para a meta. A mesma alegria que tinhamos quando na " nossa " querida e adorada Guiné, cantávamos, Zeca, Fanhais, Adriano, Ary, Alegre , Aleixo e toda a legião de mensageiros da mudança enquanto a metralha caía.


Capa do livro "No Regresso Vinham Todos", de Vasco Lourenço (originalmente publicado pela Editorial Notícias, Lisboa, 1978, 104 pp.)
 

Tive o privilégio de ter como camarada de armas um homem que foi um dos elementos mais importantes do derrube do fascismo
.
O meu grupo de combate esteve integrado na sua companhia no final da minha comissão , depois de termos estado juntos, em unidades militares diferentes em Cuntima
.
Um abraço forte fraterno e amigo ao coronel Vasco Lourenço. Eu sei que muitos não se reveem na figura e na postura dum dos homens que me deu no dia 25 de Abril de 1974 a alegria de começar a pensar que as naus do império nunca mais iam transportar nos seus porões carne para canhão.

Mas nós, os milicianos, fomos a mecha lenta que projectou a mudança.

Grande abraço,  Luís


3. Data - sábado, 29/03/2025, 22:31

Assunto . Imaginação relembrada



São 21,47 do dia 29 de março de 2025. Tenho na minha frente uma televisão desligada, uma estante com livros, um armário cheio de memórias e recordações alicerçadas em fotografias .

Lá, tínhamos a entrega, o compartilhar de emoções , a confissão de desgostos e a procura da amizade do amor e do carinho que todos os seres vivos necessitam.

Somos filhos duma época cheia de contradições e onde o respeito pelos outros era meta de somenos importância.

Mas soubemos,  no infortúnio de quem nos lançou na alienação intelectual e humana. construir pontes.

Hoje partiu um amigo . Não sei mas vou saber, para onde o lançaram na sua juventude. Era um moço dos nossos tempos de mais jovens do que agora somos.

E a pouco e pouco o filho de puta do Caronte vai arrebanhando os filhos do sonho.

O teu projecto Luís, permite a possibilidade de continuarmos a acreditar no Homem. B
em hajas

Abraço do tamanho da Guiné ao sítio onde nascemos.
Eduardo
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Notas do editor:

(*) Vd. poste de 29 de fevereiro de 2012  Guiné 63/74 - P9548: Tabanca Grande (322): Eduardo Estrela, ex-Fur Mil da CCAÇ 14 (Cuntima, 1969/71)



(...) Sou o ex-Fur Mil Eduardo Estrela e enquadrei o início da CCaç 14, originalmente CCaç 2592.

Embarcámos para a Guiné em 24 de maio de 1969 e,  depois de termos dado instrução aos militares africanos que compunham a Companhia (dado e recebido, pois muitos deles já tinham experiência de combate), partimos em 3 de novembro de 1969 para a zona operacional que nos tinha sido destinada, Cuntima, junto à linha de fronteira do Senegal.

Ainda em Bolama, onde a instrução foi dada e recebida e depois de uma operação mal programada para a zona de S. João, onde as CCaç 13 e CCaç 14 podiam ter sofrido sério revés, face ao local de desembarque escolhido, extremamente lodoso e onde vi camaradas atolados até à cintura, ainda em Bolama dizia, sofremos, à hora da saída da LDG, um ataque onde o PAIGC utilizou pela primeira vez foguetões terra-terra. Ninguém sabia que tipo de armamento o PAIGC utilizara e só em Bissau, no dia seguinte, nos foi comunicado o tipo de arma.

Em Cuntima, a actividade operacional era intensa pois estavam no mato permanentemente 2 ou mais grupos de combate, por períodos de 48 horas. A guarnição de Cuntima normalmente composta por 2 Companhias operacionais, Pelotão de Obuses e Pelotão de Milícias, para além das interdições ao corredor de Sitató, fazia picagens à estrada, escolta às colunas para Farim, segurança próxima e afastada ao aquartelamento e as operações militares que obrigavam a utilização de maiores meios.

(..) Aquando do reordenamento de Cuntima, as colunas a Farim eram diárias e o desgaste físico e psíquico muito grande, pois volta não volta o PAIGC aparecia. O meu grupo de combate foi o primeiro a transitar para Farim, no início de dezembro de 1970 (...)  e durante um mês estivemos a reforçar a CCaç 2549 estacionada em Nema, a qual tinha estado anteriormente connosco em Cuntima.

Em Farim fazíamos interdição ao corredor de Lamel, numa época em que o PAIGC estava muito activo. De tal modo activo que entre o início de dezembro de 1970 e meados de janeiro de 1971, a guarnição do Batalhão 2879 sofreu na zona de Lamel 14 mortos, uns em combate e outros por acidente resultante de actividade operacional. Para além dos camaradas falecidos, também houve muitos feridos.

No final de 1970, o meu grupo de combate regressou a Cuntima e só no início de fevereiro de 1971 a CCAÇ 14 foi para Farim, tendo o meu grupo ficado em Cuntima para dar sobreposição à Cart 3331, até ao fim de fevereiro.

Mas a "actividade operacional" que mais me agradava, eram os "golpes de mão" que fazíamos à messe ou ao bar e onde através duma "emboscada" bem montada, agarrávamos a amizade a fraternidade e a comunhão de alegrias e tristezas, partilhadas por irmãos que fomos e que sei, continuamos a ser. (...)

sexta-feira, 14 de março de 2025

Guiné 61/74 - P26583: Agenda cultural (879): "Guerra à Guerra", pelo Grupo de Teatro Lethes, dia 14 de Março de 2025, pelas 21h30, no Auditório do Instituto Português do Desporto e Juventude


1. Mensagem do nosso camarada Eduardo Estrela, ex-Fur Mil At Inf da CCAÇ 2592/CCAÇ 14, (Cuntima e Farim, 1969/71) com data de hoje, 14 de Março de 2025:

Só agora me lembrei mas ainda vou a tempo de dar conhecimento do espectáculo que hoje vamos dar no auditório do IPDJ em Faro.
Vamos repetir em 5 de abril no Clube Farense, em duas sessões.
Andamos a lutar com falta de espaço para desenvolver a nossa actividade. Hoje e em 5 de Abril, eu, o Joaquim Teixeira e o Madeira Guerreiro, três oponentes do PAIGC e do poder político instalado em Lisboa, vamos contribuir com mais uns quantos "guerrilheiros" da fraternidade, para um pequeno engrandecimento das coisas da arte e da vida.


Grande abraço
Eduardo Estrela

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Notas do editor

- Ver aqui notícia do evento: https://ipdj.gov.pt/eventos/teatro-guerra-a-guerra

- Último post da série de 17 de fevereiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26505: Agenda cultural (878): Convite para o lançamento do livro "Liberdade ou Evasão", da autoria do Major Piloto-Aviador António Lobato (1938-2024), dia 28 de fevereiro de 2025, às 16h30, no Salão Nobre da Liga dos Combatentes - Rua João Pereira da Rosa, 18 - Lisboa

quarta-feira, 5 de março de 2025

Guiné 61/74 - P26556: Efemérides (451): Memórias do dia 2 de Março de 1970. O infortúnio levou a que o Fur Mil António Carvalho da CCAÇ 14, numa acção de neutralização de minas antipessoais, calcasse uma não detectada (Eduardo Estrela, ex-Fur Mil)

1. Mensagem do nosso camarada Eduardo Estrela, ex-Fur Mil At Inf da CCAÇ 2592/CCAÇ 14, (Cuntima e Farim, 1969/71) com data de 4 de Março de 2025:

MEMÓRIAS

Eram mais ou menos 9 horas da manhã. Dois grupos de combate (ou três?) já não me lembro bem, tinham saído de Cuntima para interditarem os carreiros de infiltração do corredor de Sitató, que o PAIGC utilizava para reabastecer as suas forças no interior da Guiné. Naquela zona operacional estavam permanentemente no mato, por períodos de 48 horas, 2 ou mais grupos de combate. Na cabeça da coluna seguia um camarada do pelotão de milícias de Cuntima. Após o atravessamento do rio de Camjambari e ligeiramente a norte/noroeste da tabanca abandonada de Cabele Uale foram detectadas 8 minas anti pessoal.

O António Carvalho, que comigo completava os Fur Mils do 3.º grupo da CCaç 14, começou a executar o levantamento das malditas. Levantou 4 e quando se preparava para a 5.ª, calcou a puta da mina que não tinha sido detectada. Eram 9.

Um pandemónio, pedido de evacuação à força aérea e um jovem mutilado numa merda duma guerra feita em nome da pátria e em defesa de interesses que extravasam o respeito que a mesma nos merece.
Ainda hoje nos atormenta a questão da mina não detectada.

Posição relativa Cuntima-Tabanca de Cabele Uale
©Infogravura LG&CG - Carta Colina Norte 1:50.000

Passaram 55 anos após esse maldito 2 de março de 1970. O António Carvalho tem uma história que já me contou, de em Cuba ter sido abordado numa praia por um indivíduo que lhe confessou ter sido combatente na Guiné e ter estado nessa altura na nossa zona de Intervenção. Gostaria que ele próprio a contasse aqui no blogue mas sei que talvez seja difícil já que o Carvalho tem receio de ferir susceptibilidades com coisas que possa vir a mencionar, deste e doutros casos. Este deveria ser o local da verdade e do politicamente incorrecto mas... há resistências que prevalecem.

Para o camarada António Manuel Gaspar de Carvalho o meu abraço fraterno e que continue a ser protegido pelos bons irans.

Eduardo Estrela

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Nota do editor

Último post da série de 6 de fevereiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26467: Efemérides (450): 6 de fevereiro de 1969, o desastre do Cheche: quando os relatos de futebol eram dados em direto, e efusivamente, e a guerra em diferido, resumida a telegráficas notas oficiosas

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Guiné 61/74 - P26476: Por onde andam os nossos fotógrafos? (40): Zeca Romão, de Vila Real de Santo António, ex-fur mil at inf, CCAÇ 3461 / BCAÇ 3963 e CCAÇ 16, Teixeira Pinto e Bachile, 1971/73) - Parte II

 



Vídeo (4' 20'') > You Tube / Romão José (2014) | "Eecordando o meu percurso pelo exército português de 6 de abril de 1970 a 24 de outubro de 1973" | Video de Zeca Romão | C. 35 mil visualizações desde 18/11/2014.

Ligar o som... Música: Canção "Vou levar-te comigo", do Duo Ouro Negro, numa interpretação de um grupo que não identificámos  (Reprodução do vídeo, com a devida autorização do autor....)

Vídeo: © José Romão (2014). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




1. O nosso camarada José Romão é natural de Vila Real de Santo António, onde é uma figura muito popular e um cidadão interveniente... Sobre ele escreveu o seu e nosso camarada Eduardo Estrela (que é de Faro mas vive em Cacela) (*):

"O camarada Zeca Romão, amigo e companheiro do blogue, é um cidadão pelo qual tenho uma grande estima. Faz-me o favor de ser meu amigo há muitos anos, temos amigos em comum e um igual amor pelo teatro amador. O Zeca foi amador de teatro no grupo de teatro António Aleixo de Vila Real de Santo António, grupo pelo qual o GT Lethes de Faro tem um especial carinho. Daqui lhe mango um fraterno abraço Eduardo Estrela."

O Zeca Romão como é carinhosamemnte tratado pelos seus amigos e conterrâneos, tem um especial apego à sua terra, um grande amor pelas s suas gentes, as suas tradições, o seu património... E tem uma segunda terra, a Guiné-Bissau, com destaque para o  "chão manjaco", do qual guarda "recordações inesquecíveis" do tempo em que foi fur mil at inf, CCAÇ 3461 / BCAÇ 3863, Teixeira Pinto, e CCAÇ 16, Bachile, 1971/73.

Tem c. 20 referências no nosso blogue. É membro da Tabanca Grande desde 20/6/2010. Tem página no Facebook. Foi atleta na sua juventude. É um fotógrafo compulsivo. Disponibiliza centenas de fotos no seu Facebook. 

Estamos a recuperar as da Guiné, todas dispersas. Serão reeditadas e publicadas no blogue, com a devida vénia.  O seu tempo de tropa na metrópole (Tavira, Amadora, viagem para a Guiné, etc,) pode ser melhor acompanhado por este "vídeo" que ele postou na página do Facebook da Tabanca Grande, com fotos do seu álbum.

Obrigado, Zeca, também passei pelo CISMI, Tavira, e também fui no T/T Niassa para o CTIG. E também me calhou uma "africana" (CCAÇ 12) como tu (CCAÇ 16). 

domingo, 12 de janeiro de 2025

Guiné 61/74 - P26383: Efemérides (448): Há 54 anos, em 31/12/1970, acabámos com o álcool no bar de Nema, para "dar de beber à dor" pela morte de camaradas nossos na véspera (Eduardo Estrela, ex-fur mill, CCAÇ 14, Cuntima e Farim, 1969/71)


1. Mensagem  do Eduardo Estrela (ex-fur mil at inf, CCAÇ 2592/CCAÇ 14, Cuntima e Farim, 1969/71; vive em Cacela Velha, Vila Real de Santo António; membro da Tabanca Grande desde 29/2/2012 (foto à direita)


Data - sexta, 27/12/2024, 21:50
Assunto - Memórias


Boa noite, Luís!


O post 26316 transporta-nos dolorosamente para a terrível emboscada na estrada Ponte Caium-Piche.(*)

Fui reler o P18551  (**) onde o Jorge Araújo relata a actividade do corpo de exército do PAIGC durante o final do ano de 1970, na zona dos corredores de Sitató e Lamel.

Como tenho comigo a história do BCAÇ 2879 onde a minha companhia estava integrada como unidade independente e de forma a ajudar o meu arquivo mental, fui também reler a mesma.

Já o disse no blogue que o PAIGC esteve muito ativo no período compreendido entre o início de dezembro de 1970 e meados de janeiro de 1971, na zona de Lamel (setor O2).

Tivemos nesse espaço de tempo 14 mortos e dezenas de feridos, a maior parte resultante de combates com os guerrilheiros e outros de acidente em atividade operacional na zona.

Em 14, para além do camarada João Bento Guilherme que faleceu, houve 4 feridos graves da Ccaç 2533.

Em 21 morreu em combate o camarada António da Fonseca Ambrósio que era alf mil da 2533 .

Em 30 , para além dos dois camaradas da Ccaç 14, morreram 2 camaradas do Pel Mil 281, 2 do Pel Mil 283 e 2 da Ccaç 2547.

Em 19 de Janeiro de 1971 um acidente com granada defensiva colocada num dilagrama provocou a morte de 3 camaradas da Ccaç 2681 e 2 dos Pelotões de Milícias, quando a coluna circulava na zona de Lamel.

Na emboscada de 30 de dezembro morreu o condutor da minha companhia José Rodrigues de Carvalho Lopes, o qual era habitualmente o rebenta-minas nas colunas onde estivesse integrado .

Nas colunas onde o comandante da escolta era eu, viajava sempre ao seu lado.  Nesse dia a escolta era feita pelo grupo de combate do António Bartolomeu, já que o meu grupo estava a reforçar a CCAÇ 2549 do à época capitão Vasco Lourenço.

Eram sensivelmente 16,30 quando em Nema/Farim começámos a ouvir os sons dos rebentamentos. Pelo rádio soubemos que já havia vários mortos e feridos. Saíram forças de Nema e de Jumbembem em socorro, mas quando chegámos ao local vislumbrámos um quadro horripilante.

O PAIGC imobilizou a coluna com o rebentamento dum fornilho. Apesar da pronta resposta da nossa malta,  o resultado da luta deixou-nos o coração esmagado. O Lopes era um moço fantástico. Era casado, tinha uma filhinha que nunca conheceu e era ele que nos cortava o cabelo.

Chorei a sua morte e a dos outros companheiros caídos.

No dia seguinte acabámos com o álcool no bar comum de sargentos e oficiais de Nema.
O "bioxene",  como diz o Valdemar,  era a muleta para o esquecimento e para suportar o inferno.

Abraço fraterno
 
Bom 2025 para ti e para todos os comparsas da fábula da loucura que ainda vão resistindo às intempéries 
da vida. (***)

Eduardo
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Guiné 61/74 - P26311: (In)citações (259): A melhor prenda de Natal que vou ter é saber que vocês fazem parte desse exército de sonhos onde a meta é atingir a dignidade e o respeito pelos uns outros (Eduardo Estrela, Cacela Velha,. V. R. Sto António)

1. Mensagem do Eduardo Estrela (ex-fur mil at inf, CCAÇ 2592/CCAÇ 14, Cuntima e Farim, 1969/71; vive em Cacela Velha, Vila Real de Santo António; membro da Tabanca Grande desde 29/2/2012 (foto à direita)


Data - terça, 24/12/2024, 22:57
Assunto - Espera contínua

São 22,28 e a emoção toma conta de mim. Não riam, eu sei que bem lá no fundo vocês aguardam tal como eu a chegada do momento da partilha .

Continuamos a ser as crianças agora mais adultos, que aguardam com algum alvoroço emocional a hora da troca.

Pela vida fora trocamos uns com os outros muita coisa . Felizmente e a maior parte amizade e amor. Mas há quem tenha um prazer mórbido em alterar a força da racionalidade e pretenda transformar o bom no mau .

Desde tempos imemoriais assim tem sido .

Eu acredito que havemos de conseguir transformar este mundo onde estamos num mundo melhor. Um mundo de solidariedade e de concórdia e onde a riqueza seja mais equitativamente distribuída.

A melhor prenda de Natal que vou ter é saber que vocês fazem parte desse exército de sonhos onde a meta é atingir a dignidade e o respeito uns pelos outros.
 
A guerra transformou-nos em irracionais. A sua memória obriga-nos a ser tolerantes .

Abraço fraterno
Eduardo Estrela

(Revisão / fixação de texto, negritos: LG)

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Nota do editor:

Último poste da série > 1 de dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26221: (In)citações (258): Era ele... Todo inteiro (Adão Cruz, ex-Alf Mil Médico da CCAÇ 1547 / BCAÇ 1887, Canquelifá e Bigene, 1966/68)

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Guiné 61/74 - P26308: Desejando Boas Festas, Feliz Ano Novo de 2025, e aproveitando para fazer... prova de vida (12): Mensagens natalícias do José Câmara, ex-Fur Mil da CCAÇ 3327 e Pel Caç Nat 56 e Eduardo Estrela, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 2592/CCAÇ 14

1. Mensagem natalícia do nosso camarada José da Câmara, ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 3327 e Pel Caç Nat 56 (Brá, Mata dos Madeiros, Bassarel e Tite, 1971/73):

Amigos e familiares,
Que o Menibo Jesus vos traga muitas prendas e deixe no vosso sapatinho um saco enorme com saúde e conforto.
Bom Natal e Bons Anos.

Abraços e beijinhos
José da Câmara
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2. Mensagem natalícia do nosso camarada Eduardo Estrela (ex-Fur Mil Inf da CCAÇ 2592/CCAÇ 14 (Cuntima e Farim, 1969/71):

Para o Estado Maior da tabanca grande e para toda a população da mesma e seus familiares e amigos, votos de boas festas com muita saúde e coisas boas.
O Atlântico derramado nas areias da Praia Verde.
Aquilo que vos parece uma explosão é realmente, mas de vida e de confraternização.

Abraço fraterno
Eduardo Estrela

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Nota do editor

Último post da série de 24 de Dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26306: Desejando Boas Festas, Feliz Ano Novo de 2025, e aproveitando para fazer... prova de vida (11): Conto de Natal - "Reencontro", por Joaquim Mexial Alves, ex-Alf Mil Op Especiais da CART 3492/BART 3873 e Pel Caç Nat 52

domingo, 8 de dezembro de 2024

Guiné 61/74 - P26245: Felupes, balantas e outros combatentes que eu conheci (2): O Dudu veio para Portugal, obteve a nacionalidade portuguesa, era DFA, vivia em Torres Vedras (Eduardo Estrela, ex-fur mil, CCAÇ 14, Cuntima e Farim, 1969/71)


Eduardo Estrela (ex-fur mil at inf, CCAÇ 2592/CCAÇ 14, Cuntima e Farim, 1969/71; vive em Cacela Velha, Vila Real de Santo António; membro da Tabanca Grande desde 29/2/2012 (foto à direita);

1. Comentário de Eduardo Estrela ao poste P26238 (*)



O nosso querido amigo Carlos Fortunato talvez não saiba mas o Dudu veio para Portugal, ou na sequência dos ferimentos recebidos em combate e/ou após a sua recuperação. Tinha uma placa metálica a reforçar a zona craniana a qual lhe alterava ligeiramente a face.

Tive o privilégio de privar com ele e o Ampanoa na Guiné pois foram connosco,  Ccaç 14, para a zona operacional de Cuntima. Posteriormente foram para o chão Felipe. 

Com o Dudu, que vivia na zona de Torres Vedras, ainda estive em vários almoços.

Conseguiu a nacionalidade portuguesa e tinha uma pensão de pouco mais de mil euros resultante das sequelas que transportava.
Eram muito boa gente.


(ii) Luís Graça:
 

Eduardo, é caso para dizer... o Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca é... Grande!
 
Pois é, Eduardo, já me esquecia que vocês, CCAÇ 2592  (eu, CCAÇ 2590, o Carlos, CCAÇ 2591 e tu, CCÇ 2592, e mais 1700 e tal somos no T/T Niassa para a Guiné em 24/5/1969), tinham pessoal natural das etnias Mandinga e Manjaca e ainda um pelotão da etnia Felupe (a que pertenciam o Dudu e o Ampanoa).

A 2ª fase da instrução de formação foi no CIM de Bolama, mas o pelotão Mandinga foi no CIM de Contubooel, juntamente com os soldados das futuras CART 11 e CCAÇ 12 (a minha CCAÇ 2590)... 

Lembro-me do nosso camarada António Bartolomeu, furriel, de resto nosso grão-tabanqueiro. Nunca percebi por que é que houve esta segregação étnica, manjacos e felupes para um lado (Bolama), mandingas para outro (Contuboel)... 

Os mandingas eram do Leste, ficavam mais ao pé de casa, foi isso ?!

6 de dezembro de 2024 às 17:51 


(iii) Eduardo Estrela:

Tudo gento boa, Luís!

Algarvios, beirões, alentejanos, fulas, mandingas, manjacos,  transmontanos,  felupes, gente doutra cultura costumes e forma de comunicar.

Amigos!

Com eles aprendemos coisas que nos prendem à vida. Com eles aprendemos o respeito no  mundo e na sociedade mas mentes obtusas aniquilaram

A guerra,  para quê?

Puta que pariu a guerra!

Pódiamos ter escrito uma brilhante história de humanismo.

___________

Nota do editor:

(*) Vd. poste de 6 de dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26238:  Felupes, balantas e outros combatentes que eu conheci (1): O valente soldado Dudu: Bolama, 1969 (Carlos Fortunato)


segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Guiné 61/74 - P25994: Convívios (1007): 57º Convívio da Tabanca da Linha, em Algés, no passado 26 de setembro: 0s 9 magníficos... "piras"


Adriano Aguilar (Lisboa)


António Reza (Cacela / Vila Real de Sto. António)



Eduardo Estrela (Cacela / Vilra Real de Sto António)

 


Emamuel Patrício Ribeiro



José Lopes Araújo (Braga)





José Teixeira (Matosinhos)


Manuel Patrício (Vale de Milhaços,Corroios, Seixal )



Onofre Pereira (Caxias / Oeiras)


Victor Luz (Setúbal)


Fotos (e legendas): © Manuel Resende (2024). Todos os direitos reservados. [Edição : Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Já estão convocados todos os magníficos para o 58º convívio da Tabanca da Linha: será dia 21 de novembro, quinta feira (pois claro, no sítio do costume e  à hora do costume)
.
Escreveu o nosso régulo, Manuel Resende, na página da Tabanca da Linha, a seguinte nota, há 4 dias atrás (26/9/2024 | 22;25)

(...) Caros camaradas e Magníficos, estou contente porque hoje o nosso convívio correu muito bem, pelo menos não houve reclamações. Como sugestão no próximo que será o 58º vamos comer, por sugestão do Sr. Lopes (gerente) Bacalhau à Casa, creio que é parecido com Bacalhau à Minhota. Garantiu que se vai aprimorar. Esta degustação será a 21 de Novembro, já com o cheiro a Natal.

Aceito outras sugestões. Por exemplo eu gostava de uma caldeirada de enguias, mas sei que não pode ser...

Tivemos hoje 9 piras, isto é os que vieram pela 1ª vez e estiveram na Guerra da Guiné.
Aqui publico todas as fotos e em outro post publicarei só os piras.

Quem quiser as fotos em Papel, como me foi sugerido, faça a descarga das fotos para o seu computador e depois é só imprimir. Junto link para as fotos. (...)

Editadas por nós aqui vão as fotos inidviduais dos 9 "piras" do 57º Convívio.  Estando fora (em Porto Santos, gozando uns dias de descanso) não me é possível, para já, saber mais pormenores da biografia de cada um dos "piras".  Da Tabanca Grande são o Ediuardo Estrela e o José Teixeira, a quem dei um fraternala abraço.  Mas todos os demais ficam automaticamente convidados a juntar-se à Tabanca Grande, a máe de todas as tabancas... LG

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Nota do editor: