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sábado, 31 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28477: Para bom observador, meia palavra basta (14): Notícias da CCAÇ 556 (Enxalé e Bambadinca, 1963/65) e da embarcação que a levou de regresso a Bissau, em 27/10/1965... Não nos parece que fosse uma LDG nem muito menos uma LDM


Foto nº2 


Foto nº 1

Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Rio Geba Estreito > Bambadinca > Outubro de 1965 > "CCaç 556 (Bambadinca) - fim de comissão; saída do Aqt, em LDG no rio Geba". 

Foto do Arquivo Histórico-Militar (AHM), a preto e branco, reconstituída e colorizada com recurso à IA (ChatGPT / Open AI) | Blogue Luís Geraça & Camaradas da Guiné (2026)

Fonte: Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (CECA) (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 6.º Volume; Aspectos da Actividade Operacional; Tomo II; Guiné; Livro I; 1.ª Edição; Lisboa (2014), pág. 300.


1. A CECA (2014, pág. 300) identifica o tipo de embarcação como LDG, erradamente (na nossa opinião), mas não identifica o nome nem o número de amura do navio.

A ser uma LDG, seria a LDG 101 Alfange, que acabara de chegar, em 1 de outubro de 1965, ao CTIG ?

A sugestão é da IA, seguindo a fonte citada. Mas nós temos sérias dúvidas, a embarcação não nos pareece uma LDG, pelo desemho, as formas do casco, a ponte de comando e, sobretudo, o armamento. Aliás, não é preciso ter andado na Marinha, bastava ter passado pela Guiné, para se perceber logo que isto não é uma LDG.

Sabe-se que a LDG 101 Alfange entrou ao serviço com duas metralhadoras Oerlikon Mk II de 20 mm. A experiência operacional na Guiné levou posteriormente à instalação de duas peças Bofors de 40 mm nas LDG que serviam naquele TO. Ora o armamento não é visível  na foto nº1 1 (nem na nº2, reconstituídea e colorizada). E a embarcação parece mais pequena que uma LDG. Mas também não é uma LDM.

Vamos pedir ajuda aos nossos camaradas da Marinha. E sobretudo aos nossos leitores, que conheceram bem as LDG que chegavam a Bambadinca (e partiam de Bambadinca)  até ao ano de 1968.

Esta foto, de qualquer modo, é rara, e merece ser recuperada.

Não conhecemos o brasão da CCAÇ 556. Nem temos nenhum representante desta subunidade, aqui na Tabanca Grande. Tal como são escassas (uma dúzia) as referências no blogue a esta subunidade.  É do tempo do Jorge Rosales (1939-2019) no Enxalé. Bem como do Alcídio Marinho (1940-2021). E ainda do nosso José Colaço (que pertenceu à CCAÇ 557).


2. Fichas de unidade > Companhia de Caçadores nº 556 (Enxalé e Bambadinca, 1963/65)

Identificação:  CCaç 556

Unidade Mob: RI6 - Porto

Cmdt: Cap Inf José Abílio Lomba Martins | Cap Inf Carlos Alberto Gonçalves | Ten Inf Fernando Gonçalves Foitinho

Divisa: "Sem Pavor"

Partida: Embarque em 04Nov63; desembarque em 10Nov63 | Regresso: Embarque em 28Out65

Síntese da Actividade Operacional

(i) inicialmente, ficou colocada em Bissau, sendo integrada, transitoriamente, no dispositivo do BCaç 600, com vista à segurança e proteção das instalações e das populações da área, até à chegada da CCaç 557;

(ii) em 08Dez63, substituindo um pelotão de CCaç 413, assumiu a responsabilidade do subsector de Enxalé, então criado na zona de acção do BCaç 512, com um pelotão destacado em Porto Gole; outro pelotão esteve destacado em Farim, de 05Dez63 a lan64, em reforço da guarnição local;

(iii) a partir de 20Dez64, passou a guarnecer com um pelotão o destacamento de Missirá; 

(iv) atuou ainda em operações realizadas no sector, nomeadamente nas regiões de Cuor, em 07Jan64, Ponta Luís Dias, em 22 e 23Jan65 e Mato Cobra, em 21Abr65, entre outras, em que foi capturada elevada quantidade de armas;

(v) em 09Out65, já então na dependência do BCaç 697, foi rendida, por troca, pela CCaç 1439 e foi deslocada temporariamente para o subsector de Bambadinca;

(vi) em 270ut65, após ser substituída pela CCav 1482, recolheu a Bissau, a fim de efetuar o embarque de regresso.

Observações - Não tem História da Unidade.

Fonte: Excertos de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 7.º volume: Fichas das Unidades. Tomo II: Guiné. Lisboa: 2002, pág. 326.

(Seleção, revisão / fixação de texto: LG)
______________

Nota do editor LG:

Último poste da série de 24 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28458: Para bom observador, meia palavra basta (13): o crocodilo do canal do Enxudé, ao tempo da CCAÇ 1549 / BCAÇ 1888 (Tite, Quinhamel e Bissau, 1966/68)... e as alucinações da IA

domingo, 25 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28462: Documentos (70): "Relatório Periódico da Acção Psicológica n° 2: período 01 a 29Fev64; um exemplo, amadorístico, de "fazer psico", ainda do tempo do brig Louro de Sousa, com-chefe






Legenda: " A África é nossa amiga. A família e os amigos abraçam a gente do mato que estva enganada e não vivia na tabanca há muito tempo".



Guiné > c. 1965 > Estamos a reproduzir os postais de propaganda das NT, dirigidas ao IN e à População. Fazem parte de uma colecção do Joaquim Sequeira (1940-2024), ex-1º cabo canalizador, BENG 447 (Brá, 1965/67), carinhosamente tratado por "Sintra" (ele morava no Mucifal, concelho de Sintra, e era assíduo frequentador da Magnífica Tabanca da Linha).

Trata-se de uma sequência de banda desenhada, sob a forma de um folheto desdobrável com uma meia dúzia de postais, impressos de um lado e do outro. Ccmeça com uma imagem do mapa da Guiné ("Guiné Portuguesa, Guiné Feliz"). À direita está escrito, esferográfica azul: "Do Sintra, 8/65".

Estes postais de propaganda têm vindo a ilustrar os últimos da série "Documentos" dedicados à "ação psicossocial" das NT no CTIG (*).

No primeiro postal mostra-se um grupo de "homens do mato" (nunca "guerrilheiros"), feridos, esfomeados, esfarrapados, desmoralizados. Os combatentes do PAIGC nunca são tratados como tal, mas simplesmente como "homens do mato" (leia-se: bandidos, foragidos, indivíduos que estão fora da lei e da ordem).

Aliás, no nosso tempo, "ir no mato" era, no falar das gentes da Guiné ( a começar pelos soldados do recrutamento local), juntar-se à guerrilha, fugir das zonas sob administração portuguesa (civil e militar).

Portugal, de resto, nunca reconheceu o PAIGC como inimigo, no sentido militar e legal do termo, nem a luta contra o "terrorismo" (ou a "subversão) como uma situação de guerra, face à Convenção de Genebra.

O título do primeiro postal é : "No mato, há doença, fome e morte", A legenda, por sua vez, acrescenta o seguinte: "O Chefe do Grupo do mato julga que vai morrer. Foi gravemente ferido". Deduz-se que são os sobreviventes de uma ação ofensiva das NT.

No 2º postal vemos o mesmo grupo de "homens do mato", desalços, vestiados apenas de tanga ou calções (!), a entregar-se às autoridades militares portuguesas da zona.

Depois do chefe do mato ter ido falar com o "homem grande da tabanca" (o régulo, que veste à maneira fula, o que está longe de ser inocente, já que os fulas eram os nossos grandes aliados), o homem grande intercede por eles junto da tropa. Legenda: "O Homem Grande diz à tropa que estes homens foram enganados, estão arrependidos e fartos da guerra".

No 3º postal, vemos os "homens do mato, arrependidos" serem bem tratados pelas autoridades portuguesas: (i) a começar pelos enfermeiros da tropa que cuidam dos seus ferimentos, (ii) bebem referigerantes com os nossos soldados do recrutamento local; (iii) recebem alimentos (pão, arroz, conservas) da tropa.

No 4º postal, vemos uma tabanca ou aquartelament com tabanca ao lado, sob a bandeira portuguesa- Legenda: 

"A África é nossa amiga. A família e os amigos abraçam a gente do mato que estava enganada e não vivia na tabanca há muito tempo".  

Julgamos haver alguma ingenuidade e sobretudo desconhecimento do território por parte do ilustrador gráfico. Por outro lado, a legenda "A África é nossa amiga" pode parecer um "remake" de um célere slogan de 1961, "Angola é nossa", ou então um "lapsus linguae"... 

Para um cartaz dirigido aos guineenses, fazia mais sentido dizer "A Guiné é nossa amiga"...Que a África, essa, ou pelo menos a OUA (Organização de Unidade Africana), éramos cada vez mais hostilll

Apresenta-se a seguir um excerto de um dos primeiros relatórios periódicos de acção psicossocial. Data do tempo do tempo brig Louro dos Santos. É contemporâneo da Op Tridente. O mínimo que se pode dizer, é  que um exemplo ainda muito amadorístico da acção das NT... Ainda não naão a Rep ACAP (Assuntos Civis e Ação Psicológica). O Exercito aí da estava a aprender a "fazer a psico" e contava com escassos recursos, de médicos a professores, de engenheiros a antropólogos...  Mas, enfim, cabe sobretudo aos leitores comentar.

Todavia, ficamos a saber algumas das coisas que se passavam no terreno, no mês de fevereiro de 1964: 

  • sete batalhões era o essencial do dispositivo das NT;
  • "ainda a guerra era uma criança" (embora já estivesse a decorrer a Op Tridente. jan / mar 64);
  • Guileje acabava de ser ocupado pelas NT (jan64), tal como Cumbijã e Ganturé;
  • ainda se cultivava mancarra (na zona leste), a "semente do diabo" (como lhe chamavam os fulas), obrigados a cultivá-la para fazer patacáo e pagar o imposto de palhota:
  • as minas e armadilhas não eram apenmas um instrumento de terror, mas também de propaganda;
  • continuava, por parte do PAIGC, a prática da intimicao e do assassinato (dos régulos fiéis as NT);
  • cortar orelhas aos que colaboravam com as NT também fazia parte da "justiça revolucionária";
  • o IN que deixa panfletos nos trilhos dirigidos aos "Caros inimigos" (sic);
  • de um lado e do outro, sabe-se que ganha a guerra quem tiver o apoio das populações;
  • percebe-se que a administração civil colapsou com o início da guerra;
  • ainda era difícil, a nível de comando, operacionalziar o cocneito de "propaganda";
  • referida a importância da rádio e dos "jornais de parede";
  • ainda não havia uma aposta forte na assisténcia sanitária (limitada na prática à distribuição da "milagrosa pastilha LM", ou seja, a "aspirina" do Laboratório Militar que funcionava como panaceia (cura para os males);
  • a assistência económica ainda era  "miserável" (um arremedo de "caridade") (se a compararmos com o tempo do gen Spínola);
  • quanto às NT, e ao fim de  um ano, "(continuavam) a dar provas da sua grande capacidade de adaptação e resistência fisica".

Foto (e legenda): © Joaquim Sequeira (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI]


"Relatório Periódico da Acção Psicológica n° 2: período 01 a 29Fev64
 

(Excertos de: CECA, 2014, pp. 271/278)


Acção Psicológica


Para se dar uma noção do trabalho de acção psicológica ao nível das unidades e QG/CTIG apresenta-se como exemplo:

"Relatório Periódico da Acção Psicológica n° 2: período 01 a 29Fev64

Este relatório foi elaborado com base nos relatórios enviados pelas seguintes Unidades:

  • BCaç 506 (*), 
  • BCaç 507 (*), 
  • BCaç 512 (*), 
  • BCaç 513 (*), 
  • BCaç 599 (*), 
  • BCaç 600 (*)
  • e BCaç 619.
(*) Apenas composto de Comando e CCS, não dispondo de subunidades operacionais orgânicas.
 


Dispositivo das NT em 1 de julho de 1964. Fonte: adapt de CECA (2013)



Guiné > Região de Tombali _ Qiuitafine > CCAÇ 726  (Guileje, out 1964/ julho de 1966)> Cambança de um rio... Foto: Arquivo pessoal de Alberto Pires, o "Teco" (Adapt de CECA, 2014.  Restituição e colorização digital, com recurso a IA/ChatGPT)



1. Generalidades

a. Segundo se constata de alguns relatórios recebidos, a acção psicossocial desenvolvida, apesar de todas as dificuldades, tem dado resultados apreciáveis cujos frutos já se colhem, em alguns sectores;

b. No aspecto social nota-se que, em certas regiões do Gabú, a campanha da mancarra aumentou os proventos da população, tornando menos necessária a acção dos nossos elementos. Inversamente, nas regiões que confinam com aquelas onde o ln exerce a sua actividade, a miséria tem aumentado e com ela a necessidade de intervenção das NT;

c. No campo psicológico, além do mencionado no relatório anterior, a acção sobre as populações tem sido alargada, nomeadamente na região de Guileje, ocupada no princípio do mês;

d. A acção psicológica sobre o ln continuou a ser feita principalmente, através da actividade operacional. É de admitir que a dificuldade que o adversário tem encontrado em aliciar determinadas populações e a fidelidade incontestável de outras lhe crie problemas de natureza psicológica.

2. Acção Psicológica conduzida pelo adversário

a. A acção psicológica desenvolvida pelo ln continuou tendo como objectivo principal a obtenção do apoio da população a qual procura indispor contra as NT.

Admite-se que a colocação de minas e engenhos explosivos nas e stradas que passam próximo das povoações, tenha, também, por fim levar-nos a supor que foram essas populações que os implantaram e sobre elas exerçamos acções punitivas, as quais eles exploram a seu favor;

b. Enviou duas mensagens (assinadas por Nicolau Correia) ao Régulo Malan Soncó de Missirá, cujo conteúdo é "um convite a retirar as tropas de Missirá e um ajuste de contas futuras, nem que seja daqui a 10 anos".

Na região de Ingoré, cortou uma orelha a quatro nativos do Sedengal como represália por terem colaborado connosco na região de Bula-Binar. 

Continua a amedrontar as populações tendo, entre outras acções, morto o chefe da tabanca de Pete (15451205 Hl) e espancado os filhos por terem também colaborado com as NT.

No Senegal, o ln tem impedido o regresso de numerosos manjacos a Teixeira Pinto, dizendo-lhes que a tropa os vai matar.

Sobre a actividade psicológica ln considera-se de interesse transcrever a seguinte passagem dum relatório duma Unidade:

" ao que se julga o ln está a enveredar algo frequentemente pelo campo de intimidação ou até da violência. 

Será um mau caminho, porquanto o nativo vítima terá dois termos de comparação - a acção das NT e as suas possibilidades e a acção do ln com a sua nomadização, doença, pilhagem e promiscuidade - entre os quais o esclarecido e bem orientado não terá dúvidas em escolher. 

Admite-se, como conclusão, que a acção psicológica conduzida pelo adversário sobre as populações nativas não está em campo de progressão. Antes, sim, de regressão. A mentira, de que com frequência lança mão, acaba por vir ao de cima e só nos pode vir a beneficiar, à medida que vai ficando patente";

c. A acção psicológica que o ln por vezes ensaia sobre as NT não tem obtido qualquer resultado. 

Durante o período a que este relatório se refere foi encontrado um panfleto ln na região de Missirá, no qual nos manifestam o seu desejo de combater e nos convidam a regressar à Metrópole.  Como nota curiosa salienta-se o facto de nos tratarem por "Caros Inimigos".

3. Acção Psicológica conduzida por órgãos estranhos à Unidade

Duma maneira geral, os relatórios enviados das Unidades não  contém ou contém muito poucas informações acerca destas actividades.

Reconhecem as melhores ou piores relações existentes entre as diferentes autoridades e as variações que as mesmas vão sofrendo, conforme a evolução dos acontecimentos se verifica ou não de modo a satisfazer os seus pontos de vista. 

Reconhece-se a vantagem de existir um plano de conjunto no qual todos se integrariam o que, além do mais, permitiria tirar maior rendimento dos meios existentes.

4. Acção Psicológica conduzida pelas Unidades

a. A acção psicológica desenvolvida sobre as populações teve os seus aspectos mais relevantes pelo que respeita à ocupação de diferentes localidades ao longo da fronteira sul. 

Do relatório do Batalhão respectivo transcreve-se o seguinte:

"A ocupação de Guileje, Cumbijã e Ganturé moralizou extraordinariamente as populações. Antes de efectuada esta ocupação, teve-se o sentimento de que as populações, por influência da propaganda do ln, punham algumas reservas sobre a possibilidade de um dia voltarem às suas terras. Mais saliente no régulo Abibo, de Gadamael, este sentimento, agora felizmente desvanecido."

- O mesmo comando considera que os êxitos obtidos só ficarão completos quando o régulo Abibo lograr atrair à tabanca a população que está dispersa ou quando se verificar a ocupação de outras localidades consideradas de importância.

- Pelas Unidades competentes foi exercida uma determinada acção psicológica sobre os elementos da população que, tendo sido raptados pelo ln e levados para o Como, agora
regressaram às suas tabancas por acção das NT.

- Fez-se uma reunião com os grandes de Missirá e de outras tabancas, tendo-se salientado as intenções da tropa e chamado a atenção para as diferenças de procedimento entre os terroristas e as NT.

- As NT têm visitado frequentemente a população do Geba, começando a verificar-se modificação na sua maneira de  ser. Primeiramente apresentavam-se ressentidos mas com a
assiduidade da nossa presença tornaram-se mais comunicativos e até já se realizaram jogos de futebol entre equipas de militares e civis. 

(1) Propaganda

Além do que tem sido dito nos relatórios anteriores, pouco mais se poderá acrescentar. Julga-se, no entanto, que, com o fim de unificar o conceito de propaganda existente
nas diferentes Unidades não será descabido transcrever a seguinte definição de tão discutido termo:

" Propaganda é qualquer informação, ideia, doutrina ou apelo especial, disseminado com o fim de influenciar opiniões, emoções, atitudes e comportamento dum determinado grupo cujas reacções devem beneficiar os promotores directa ou indirectamente".

(2) Contrapropaganda

Acerca deste parágrafo, por se considerar de interesse transcreve-se o que consta dum dos relatórios recebidos:

" Nunca se esgota o tema da cooperação entre a acção benéfica das NT e a violência, a mentira e o não cumprimento do prometido por parte do adversário. Este campo é melindroso e tem de ser trilhado com tacto e não a esmo.

Devem estabelecer-se ideias fixas esclarecidas sobre o que deve dizer-se ao nativo nas "conversas" em que tal ponto se debate. 

As atitudes que vêm sendo frequentes, da apresentação de cumprimentos pelos chefes e homens grandes, às autoridades militares são sempre aproveitados para tal doutrinação".

(3) As informações fornecidas não impedem que tivessem circulado alguns boatos, principalmente relacionados com as operações em curso. 

Igualmente é de referenciar o aparecimento de um boato que, já há bastante tempo circula e que diz respeito ao tempo de permanência das Unidades nas Províncias Ultramarinas.

b. A acção psicológica sobre o ln fez-se sentir principalmente na região de Como, Caiar e Catunco onde se têm realizado importantes acções militares.

As operações realizadas ao longo da fronteira sul devem também ter afectado o ln que, por via delas, vê dificultadas as suas possibilidades de movimento e a sua acção de propaganda junto das respectivas populações.

c. A acção psicológica sobre as NT tem-se processado normalmente sendo de admitir que tem tido boa aceitação o programa de rádio diariamente emitido.

 Esta actividade tem tido apenas um carácter recreativo e são muito frequentes os pedidos de músicas preferidas, as quais, dentro das possibilidades, tem-se procurado satisfazer.

- Algumas Unidades têm publicado jornais de parede o que, segundo afirmam, também tem tido bom acolhimento por parte das praças e se confirma ser um bom meio para aumentar os seus conhecimentos e ajudar a formular as suas opiniões.

5. Acção Social


a. Enviadas pela Cruz Vermelha Portuguesa foram recebidas  apreciáveis quantidades de medicamentos, vestuários e leite condensado que serão brevemente enviadas para os Batalhões a fim de que possam contemplar os elementos que julgarem mais merecedores.

b. A acção social tem-se mantido sem alteração nos diferentes campos de acção.

(1) Assistência sanitária

Durante o período a que este relatório se refere foi possível obter os seguintes dados estatísticos referentes a este tipo de assistência:



A assistência sanitária administrada em 3 dezenas de localidades , tantas quantas onde havia aquartelamentos das NT no início de 1964  (Fonte: Adapt de CECA, 2014)



Mais uma vez as Unidades são unânimes em afirmar que este tipo de assistência é o que tem dado melhores resultados. A testemunhar esta opinião, num dos relatórios pode ler-se:


" De todas as actividades sociais, continua a ser a assistência sanitária a que mais parece sensibilizar as populações, até porque o estado de doença é o que, psiquicamente, mais valoriza a humanitária tarefa de quem sabe tratar de igual modo corpos e almas. 

Daí o papel importantíssimo desenvolvido pelos médicos militares, a merecer as maiores atenções até para além do âmbito estritamente militar".

(2) Assistência religiosa

- A nota mais saliente da actividade religiosa desenvolvida durante o período é a que se refere à celebração da missa em Geba, por um capelão militar, à qual assistiu elevado número de pessoas.

- Este período foi também caracterizado pelas festas do Ramadão que permitiu a vários elementos qualificados das NT assistirem, como convidados, a alguns dos seus actos
de culto religioso ou manifestações festivas.

O respeito pelos seus usos e costumes deve ser objecto de cuidada doutrinação dentro das NT, nomeadamente entre os menos cultos.

(3) Assistência educativa

- Embora com as dificuldades mencionadas no relatório anterior têm continuado a funcionar as escolas mantidas no âmbito da Acção Psicossocial.

- Extraiu-se dum relatório recebido a seguinte passagem julgada de interesse:

" Num domingo, foi feita uma visita à escola de Jugudul onde se sabia que os alunos estavam a jogar à bola. Com  
o pretexto de ver a escola, provocou-se uma reunião com
os alunos que, na quase totalidade, estavam presentes.

Um aluno da 4ª classe que é auxiliar do professor, foi buscar giz e pediu para darmos aula. Perguntou-se o que queriam saber e aproveitou-se a oportunidade para, ao mesmo tempo que se faziam perguntas se explicarem as proporções entre as superfícies dos territórios ultramarinos e da metrópole, comparando com as populações que
habitam esses territórios e realçando o valor do conjunto como unidade nacional. Isto pareceu bem compreendido.

Foi evidente a diferença entre a expressão de estranheza e receio revelado pelos alunos à nossa chegada e o ar confiante que mostraram no fim da visita".

- Em várias localidades tem-se realizado competições desportivas entre equipas mistas de militares e civis, o que tem servido de pretexto para estreitamento das relações
entre uns e outros.

(4) Assistência económica

Entre outras actividades relacionadas com este tipo de assistência destacam-se as seguintes:

- protecção a nativos nos trabalhos agrícolas nas áreas ameaçadas pelo ln;

- facilitados muitos transportes de colheitas e de haveres de habitantes deslocados por acção do terrorismo;

- auxílios diversos para funerais;

- distribuição em quase todos os quartéis, de sobras de alimentação;

- ofertas de géneros e por vezes de refeições a elementos da população necessitados;

- dádiva de determinada quantia a dois régulos que se encontravam em precária situação económica;

- distribuição de tabaco e cola a caçadores fulas;

- retribuição de ofertas feitas por nativos (por exemplo: uma saca de farinha a uma padeira que ofereceu galinhas);

- distribuição de leite e açúcar a algumas parturientes e de guloseimas a crianças:

- facilidades para construção de moranças em diversas localidades;

- facilitado o aproveitamento da mão de obra, bem remunerada;

- compra por justo preço de artigos vendidos pelos nativos para alimentação das tropas.


6. Conclusões

a. A população continua aceitando bem o contacto com as NT.

As populações vivendo em zonas que confinam com aquelas onde o ln actua, sentem receio pelo seu futuro e pedem a protecção da tropa.

b. O estado psicológico das NT mantém-se estacionário, continuando a dar provas da sua grande capacidade de adaptação e resistência fisica.

c. Apesar da considerável endoutrinação do ln é de admitir que, psicologicamente, a sua situação tivesse sido abalada por virtude das operações efectuadas pelas NT.

d. Presume-se que o ln, executando acções em sectores onde tem estado relativamente mais calmo, pretende levantar o seu nível psicológico [...]."

Fonte: Fonte: Excertos de: Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 6.º Volume; Aspectos da Actividade Operacional; Tomo II; Guiné; Livro I; 1.ª Edição; Lisboa (2014), pp. 271/278.

(Seleção, revisão / fixação de texto, negritos: LG)
 
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Vd. dois últimos postes anteriores:

17 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28443: Documentos (68): Acção Psicossocial - Instruções, da 3ª Rep/QG/CTIG, de 27Set63 (II)

16 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28440: Documentos (67): Acção Psicossocial - Instruções, da 3ª Rep/QG/CTIG, de 27Set63 (I)

sábado, 24 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28459: Fichas de Unidade: BCAÇ 1888 (Fá Mandinga e Bambadinca, 1966/68) e CCAÇ 1549 (Tite, Quinhamel e Bissau, 1966/68)

 

Brasão do BCaç 1888, "Vendo, Tratando e Pelejando" (Fá Mandinga e Bambadinca, 1966/68). Coleção: Carlos Coutinho (2009). (Imagem melhorada com a IA / Gemini.)



1. Fichas de unidade > Batalhão de Caçadores nº 1888

Identificação BCaç 1888

Unidade Mob: RI I - Amadora

Cmdt: TCor Inf Adriano Carlos de Aguiar | 2.° Cmdt: Maj Inf Artur Miguel Agrely Rebelo

OInfOp/Adj: Não identificado

Cmdts Comp:

  • CCS: Cap SGE Manuel Pereira Pimenta de Castro
  • CCaç 1549: Cap Mil lnf José Luís Adrião de Castro Brito
  • CCaç 1550: Cap Mil Inf Agostinho Duarte Belo
  • CCaç 1551: Cap Mil Inf Francisco Silva Pinto Pereira

Divisa: "Vendo, Tratando e Pelejando"

Partida: Embarque em 20Abr66; desembarque em 26Abr66 | Regresso: Embarque em 17Jan68

Síntese da Actividade Operacional

(i) em 26Abr66, rendendo o BCaç 697, assumiu a responsabilidade do Sector L I, com sede em Fá Mandinga e a partir de 14Nov66, em Bambadinca, e abrangendo os subsectores de Xitolc, Xime, Bambadinca e Enxalé, este até 1Jul67 e retirado ao sector por alteração dos limites.

(ii) comandou e coordenou a actividade das forças que lhe foram atribuídas, orientando a sua acção sobre as linhas de infiltração do inimigo, em patrulhamento, reconhecimentos e emboscadas em ordem a obstar à sua instalação e movimentação na zona;

(iii) desenvolveu ainda uma intensa actividade psicossocial junto das populações, promovendo a sua autodefesa e reordenamento e garantindo a segurança dos itinerários e a recuperação das populações.

(iv) de entre o armamento capturado mais significativo, salienta-se: 

  • 1 metralhadora pesada,
  •  2 metralhadoras ligeiras, 
  • 70 espingardas,
  •  1 lança-granadas foguete (LGFog),
  •  4 minas,
  •  28 granadas de armas pesadas e
  •  3000 munições de armas ligeiras.

(v) em 16Jan68, foi rendido no sector de Bambadinca pelo BArt 1904 e recolheu a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.


Brasão da CCAÇ 1549. Cortesia do portal UTW - Dos Veteranos da Guerra do Ultramar


CCaç 1549 

(i) seguiu em 26Abr66 para Tite, a fim de substituir a CCav 677, como subunidade de intervenção e reserva do sector, com um pelotão destacado em Fulacunda, até 28Jun66 e outro em Enxudé, a partir de 30Mai66;

(ii)  ficou  integrada no dispositivo e manobra do BCaç 1860 e depois do BArt 1914, tendo actuado em diversas operações efectuadas nas regiões de Fulacunda, Iusse,Nova Sintra e Flaque Cibe, entre outras;

(iii) em 04Ag067, foi rendida pela CArt 1743 e seguiu para o sector de Bissau, onde assumiu a responsabilidade do subsector de Quinhámel, com um pelotão destacado em Ilondé, onde substituiu a CArt 1647;

(iv)  ficou  integrhttps://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2021/03/guine-6174-p21989-fichas-de-unidade-17.htmlada no dispositivo do BArt 1904, com vista à segurança e protecção das instalações e das populações da área.

(v) em 02Nov67, foi rendida no subsector de Quinhámel pela CCaç 1585 e foi colocada em Bissau, em substituição da CCaç 1498, mantendo a mesma missão anterior.

(vi) em 16Jan68, foi substituída pela CCaç 2313 a fim de efectuar o embarque de regresso;

(vii) a esta companhia pertenceu o nosso grão-tabanqueiro nº 921, Germano Estêvão.

Observações - Tem História da Unidade incompleta (Caixa n.º 72 - 2ª Div/4ª  Sec., do AHM).

 Fonte: Excertos de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 7.º volume: Fichas das Unidades. Tomo II: Guiné. Lisboa: 2002, pp. 85/87.

***

Quanto às CCaç 1550 (Farim e Xime, 1966/68)  e CCAÇ 1551 (Bambadinca, Xitole, Fá Mandinga, 1966/68): têm, já no nosso blogue, mais do que meia-dúzia de referências (12, a primeira, 8 a segunda).   O BCAÇ 1888  tem 25 referências.

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 5 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28321: Fichas de unidade (42): BCaç 2885 (Mansoa, 1969/71), e suas unidades de quadrícula, CCAÇ 2587, CCAÇ 2588 e CCAÇ 2589

domingo, 18 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28445: Documentos (69): Acção Psicossocial - Instruções, da 3ª Rep/QG/CTIG, de 27Set63 (III)









Guiné > c. 1965 > Estamos a reproduzir os postais de propaganda das NT, dirigidas ao IN e à População. Fazem parte de uma colecção do Joaquim Sequeira (1940-2024), ex-1º cabo canalizador, BENG 447 (Brá, 1965/67), carinhosamente tratado por "Sintra" (ele morava no Mucifal, concelho de Sintra, e era assíduo frequentador da Magnífica Tabanca da Linha).


Trata-se de uma sequência de banda desenhada, sob a forma de um folheto desdobrável com uma meia dúzia de postais, impressos de um lado e do outro. Ccmeça com uma imagem do mapa da Guiné ("Guiné Portuguesa, Guiné Feliz"). À direita está escrito, esferográfica azul: "Do Sintra, 8/65".

No primeiro postal (*) mostra-se um grupo de "homens do mato" (nunca "guerrilheiros"), feridos, esfomeados, esfarrapados, desmoralizados. Os combatentes do PAIGC nunca são tratados como tal, mas simplesmente como "homens do mato" (leia-se: bandidos, foragidos, indivíduos que estão fora da lei e da ordem).

Aliás, no nosso tempo, "ir no mato" era, no falar das gentes da Guiné ( a começar pelos soldados do recrutamento local), juntar-se à guerrilha, fugir das zonas sob administração portuguesa (civil e militar).

Portugal, de resto, nunca reconheceu o PAIGC como inimigo, no sentido militar e legal do termo, nem a luta contra o "terrorismo" (ou a "subversão) como uma situação de guerra, face à Convenção de Genebra.

O título do primeiro postal é : "No mato, há doença, fome e morte", A legenda, por sua vez, acrescenta o seguinte: "O Chefe do Grupo do mato julga que vai morrer. Foi gravemente ferido". Deduz-se que são os sobreviventes de uma ação ofensiva das NT.

No 2º postal (ª*) vemos o mesmo grupo de "homens do mato", desalços, vestiados apenas de tanga ou calções (!), a entregar-se às autoridades militares portuguesas da zona.

Depois do chefe do mato ter ido falar com o "homem grande da tabanca" (o régulo, que veste à maneira fula, o que está longe de ser inocente, já que os fulas eram os nossos grandes aliados), o homem grande intercede por eles junto da tropa. Legenda: "O Homem Grande diz à tropa que estes homens foram enganados, estão arrependidos e fartos da guerra".

No 3º postal (vd. acima), vemos os "homens do mato, arrependidos" serem bem tratados pelas autoridades portuguesas: (i) a começar pelos  enfermeiros da tropa que cuidam dos seus ferimentos, (ii) bebem referigerantes  com os nossos soldados do recrutamento local; (iii) recebem alimentos (pão, arroz, conservas) da tropa.

Recordo-me de ainda terem passado  pelas minhas  mãos, em 1969/71,  alguns desses cartazes (ou parecidos), mas não fiquei com nenhum. Alguns foram deixados atabalh0adamente no terreno, depois de uma violenta emboscada dos "homens do mato", no seubsetor do Xime, no sítio do costume,... Não tive a preocupaçao de guardar nenhum documento desse tipo, de um lado ou do outro. Na altura o que eu queria mesmo era esquecer a Guiné... para sempre.  Hoje tenho tenho...

Foto (e legenda): © Joaquim Sequeira (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI]

Acção Psicossocial - Instruções, da 3ª Rep/QG/CTIG, de 27Set63 (III)

(Excertos: CECA, 2014)


Estamos a reproduzir o primeiro documento de que se tem conhecimento na Guiné, sobre a Ação Psicológica, e que se intitula Acção Psicossocial - Instruções, da 3ª Rep/QG/CTIG, de 27Set63.

A primeira parte, trata da acção psicossocial com o objectivo de "obter ou manter apoio da população". A segunda parte abarca a "Acção psicossocial sobre as NT", na dupla imponente da acção psicológica e da acção social. A Anexo (A), dão-se instruções, às unidades, para elaborar o relatório periódico de acção psicológica.

(Continuação)

 

Anexo A "Acção Psicossocial - Instruções"

Relatório Periódico de Acção Psicológica n° ....

Período de__/__/____/ a __/__/____/

Referências: .

1. Generalidades

Descrição geral da forma como, durante o período, decorreu:

  • a acção psicológica levada a efeito pela unidade; 
  • aspectos mais salientes dessa acção;
  •  objectivos especialmente visados, formas de acção principalmente usadas, processos e meios mais utilizados;
  • resultados gerais conseguidos; 
  • identidade de pontos de vista ou divergências entre a acção da unidade e a dos órgãos estranhos à unidade e facilidades concedidas reciprocamente.

2. Acção Psicológica conduzida pelo adversário

  • Objectivos, operações realizadas, temas difundidos, formas de acção, técnicas, processos e meios utilizados; 
  • efeitos conseguidos: a. sobre a população: b. sobre o adversário.

3. Acção Psicológica conduzida por órgãos estranhos à Unidade

  • Objectivos, operações realizadas, temas difundidos, formas de acção, técnicas, processos e meios utilizados; 
  • efeitos conseguidos: a. sobre a população. b. sobre o adversário.

4. Acção Psicológica conduzida pela Unidade

a. Sobre a população: Objectivos, operações realizadas, temas difundidos, formas de acção, técnicas, processos e meios utilizados, efeitos conseguidos, etc., nas formas de acção seguinte:

(1) - Propaganda.

(2) - Contrapropaganda.

(3) - Informação.

b. Sobre o adversário: Objectivos, operações realizadas, temas difundidos, formas de acção, técnicas, processos e meios utilizados, efeitos conseguidos; acções de rendição, acção sobre prisioneiros, efeitos conseguidos.

c. Sobre as nossas tropas

Objectivos a conseguirem nos diversos tipos de militares; acção realizadas para a sua consecução (formação moral e cívica, informação, instrução técnica sobre acção psicológica); efeitos conseguidos.

5. Acção Social

a. Conduzida por órgãos estranhos à unidade (acções realizadas e efeitos conseguidos).

b. Conduzida pela unidade, sob os seguintes aspectos:

(1) - Assistência sanitária

(a) - Na sede da unidade (vacinações, consultas, tratamentos, intervenções, medidas de sanidade, assistência matern oso-infantil, etc.).

(b) - Itinerante (equipas médicas constituídas, percursos efectuados, acções realizadas, etc.).

(c) - Resultados psicológicos obtidos.

(2) - Assistência religiosa

(a) - Localidades em que foram realizados actos de culto.

(b) - Sessões de catequese.

(c) - Apoio espiritual.

(d) - Resultados psicológicos obtidos.

(3) - Assistência educativa

(a) - Cultura geral (escolas para crianças, jovens e adultos, sua localização, frequência, pessoal instrutor e monitor, material, etc.).

(b) - Cultura técnica ou de formação profissional (oficinas em actividade, ensino agrícola e pecuário, etc.).

(c) - Cultura física (escolas de ginástica, prática de desportos, competições desportivas, material desportivo).

(d) - Resultados psicológicos obtidos.

(4) - Assistência económica

(a) - Dádivas (alimentos, roupas, utensílios, etc.).

(b) - Empréstimos (financeiros e de utensílios).

(c) - Prestação de serviços (transportes, terraplanagens, construções, etc.).

(d) - Compras.

(e) - Resultados psicológicos obtidos.

6. Conclusões e Propostas

a. Síntese do estado de espírito da população e das forças militares com especificação das razões do seu comportamento e a indicação dos factos que mais tenham concorrido para a elevação ou depressão do seu moral.

b. Estado moral dos adversários e razões desse estado.

c. Evolução provável da situação psicológica.

d. Ligação e entendimento entre a acção conduzida pelas unidades e a conduzida pelos órgãos estranhos à unidade.

e. Propostas sobre medidas a tornar.

(Acusar recepção)

Anexos:_____________________________

Distribuição:__________________________


(Fim)
_________

Fonte: Fonte: Excertos de: Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 6.º Volume; Aspectos da Actividade Operacional; Tomo II; Guiné; Livro I; 1.ª Edição; Lisboa (2014), pp. 162/164.


(Seleção, revisão / fixação de texto, negritos: LG)

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Notas do editor LG:

(*) Vd. poaste de  16 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28440: Documentos (67): Acção Psicossocial - Instruções, da 3ª Rep/QG/CTIG, de 27Set63 (I)


(**) Último poste da série : 17 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28443: Documentos (68): Acção Psicossocial - Instruções, da 3ª Rep/QG/CTIG, de 27Set63 (II) 

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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28440: Documentos (67): Acção Psicossocial - Instruções, da 3ª Rep/QG/CTIG, de 27Set63 (I)






Guiné  > c. 1965 >   Este é o primeiro postal de uma coleção de postais de propaganda das NT, dirigida aos "homens do mato" (SIC)... A coleção foi -nos disponibilizada,  para ser digitalizada e publicada no blogue, pelo nosso saudoso  camarada Joaquim Nunes Sequeir, o "Sintra" (1944-2024), que foi 1º cabo canalizador, BENG 447 (Brá, 1965/67), e que encontrávamos quase sempre nos almoços-convívios da Magnífica Tabanca da Linha. 

 

Joaquim Sequeira (1944-2024): vivia em Mucifal, Sintra; era um entusiástico 
membro do Núcleo de Sintra da Liga dos Combatentes


O cartaz, tipo vinheta de BD, a cores, foi "restaurado" digitalmenete, com recurso à IA. É um material produzido no âmbito da Acção Psicológica (mais conhecida pela abreviatura  APsic)  e deve remontar ao tempo do com-chefe e governador-geral gen Arnaldo Schulz (1964-1968).

Não sabemos se já existia na época a  Rep ACAP (Assuntos Civis e Ação Psicológica), do QG/CCFAG, a funcionar no forte da Amura. 

Já aqui o  dissemos, é um material muito interessante, do ponto de vista documental, iconográfico e e historiográfico, mesmo que  revele; (i) muita ingenuidade; (ii) desconhecimento grosseiro  da organização e funcionamento das FARP (Forças Armadas Revolucionárias do Povo, criadas em fevereiro de 1964: fardas, armamento, etc.);  e (iii) uma estética pobre,  de mau gosto e de duvidosa eficácia, já que o público-alvo são os próprios combatentes do "mato" (nem sequer o artista se lembrou dos amuletos dos "bandoleiros", e os fenótipos representados são incaracterísticos, tendo pouco ou nada a ver com os balantas e outros grupos  guineenses que engrossavam as hostes do PAIGC).

O PAIGC não era  a UPA/FNLA, um simples bando de gente esfarrapada, descalça, esfomeada, desmoralizada (o mesmo não se pode dizer eventualmente da população que "vivia no mato", e nomeadamente no interior do território)... 

Mas, provavelmente, era essa a imagem boçal, caricatural,  que "encomendaram" ao artista gráfico, cuja identidade ainda hoje desconhecemos. 

A mensagem que se queria transmitir, na época,  era sobretudo psicológica: associar a guerrilha à miséria, a fome, à doença, ao sofrimento físico e à morte, apresentando o "homem do mato" (sic )  como um foragido, uma vítima da  própria desgraça, o "vírus subversivo" que ele andava a espalhar...

É uma representação propagandística, não é (nem pretende ser) um retrato documental neutro. Tal como os documentos de propaganda do PAIGC dirgidos aos "tugas" e aos "cães dos colonialistas" que eram os nossos soldados e mílicias fulas. A propaganda de guerra é sempre caricatural, feita a preto e branco, a traço grosso, e tem o propósito de "diabolizar" o inimigo.

Iremos reprodir os restantes cartazes, restaurados digitalmente.



Guiné > c. 1965 >  "Guiné Portuguesa, Guiné Feliz... O nosso camarada Joaquim Sequeira, o "Sintra, assinalou os nomes dos aquartelamentos e destacamentos por onde passou em serviço, como 
 1º cabo carpinteiro, BENG 447 (Brá, 1965/67):
  • no sector de Bissau, Brá, Santa Luzia, Bissalanca e Safim;
  • na região de Quínara, Enxudé, Tite, Jabadá e São João; 
  • no arquipélago dos Bijagós, ilha das Galinhas e Bolama; 
  • na região do Gabu, Nova Lamego;  
  • no região do Oio, Cuntima, Jumbembem, Canjambari, Farim, K3, Mansabá, Mansoa, Cutia, Bissorã, Olossato; 
  • na região do Cacheu, Binta...

A colecção (no fundo, é uma sequência de banda desenhada, sob a forma de um folheto desdobrável com uma meia dúzia de postais, impressos de um lado e do outro) começa com uma imagem do mapa da Guiné ("Guiné Portuguesa, Guiné Feliz") (cópia do original, não restaurada digitalmente; o restauro é um "desastre"). À direita está escrito: "Do Sintra, 8/65".

Foto (e legenda): © Joaquim Sequeira (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI]



Fernando Louro


1. Vamos recuperar para esta série ("Documentos") alguns textos sobre a "Psico", como dízíamos na Guiné. APsic, na terminologia militar.  (Ou "Pchícola",  como pronunciavam 
 algumas  das nossas praças, em linguagem brejeira, já que para eles fazer a "psico" era ir  às tabancas catrapiscar  as bajudas...).

Recorde-se que em plena "Spinolândia"  (maio de 1968 / agosto de 1973)  havia no QG/CCFAG, na Amura, a 2ª Rep, a  Rep ACAP (Assuntos Civis e Acção Psicológica) onde trabalharam ilustres militares como Ramalho Eanes, Otelo Saraiva de Carvalho, Lemos Pires, etc., a "intelligentsia" político-militar do gen Spínola.  Mas também o nosso camarada Ernestino Caniço, hoje médico.

A "Psico" não foi uma "invenção" de Spínola, mas foi com ele e os seu "estado-maior" que ela se tornou uma "arte & ciencia", castrense, apurada... Em todo o ca, convira ir aos "primordios.Vale a pena rcuar até ao tempo de Fernando Louro, ao ano do início da guerra com o PAIGC, para perdermos melhor como evoluiu o conceito e se ch3gou a criação da Rep ACAP.

Recorde-se que o brigadeiro Fernando Louro de Sousa (1911–1989) foi nomedao Comandante-Chefe das Forças Armadas na Guiné Portuguesa em 13 de março de 1963, cargo que exerceu durante pouco mais de um ano. 

Ele e o governador, o comandante Vasco Rodrigues, nunca se terão entendido sobretudo no exercício e na partilha das suas funções, permitindo  com isso que  PAIGC tivesse uma arrancada fulgurante, sobretudo no sul. (E isto, apesar da Op Tridente, cujo sucesso relativo não chegou para mudar a ideia de que o brigadeiro  fora um tremendo erro de "casting".)

Ambos, o comandante-chefe e o governador,  serão substituídos em maio de 1964, pelo brigadeiro Arnaldo Schulz, que passou a acumular os dois poderes, o político e o militar.

 As ideias de Fernando Louro sobre a "acção psicossocial" não destoavam muito do "assistencialismo" que ainda se praticava no início dos anos 60 na metrópole. 

E, em termos práticos, não passaram do papel, por falta de meios humanos, técnicos e financeiros, etc., além da proverbial falta de articulação entre as ainda escassas forças armadas e a administreção civil, já em colapso.  

Enfim, não havia médicos, professores, engenheiros, quadros técnicos, nem civis nem militares... Sobretudo não havia visão  estratégica nem tática para fazer frente ao PAIGC... que muito rapidamente ganhou  a adesão, a mal  ou a bem,  o da grande maioria dos animistas (em especial os balantas, que vão servir de "carne para canhão" ) mas também parte da população muçulmana (biafadas, mandingas, nalus...).

O "checklist" que a seguir se publica é de um indigência intectual atroz, resultante de uma leitura apressada da "Bíblia", o manual “O Exército na Guerra Subversiva” produzido pelo Estado-Maior do Exército (1963) (em 5 volumes, revistos em 1966).  

Vê-se que Louro é um militar de outro tempo, ainda eivado de estereótipos coloniais, como o uso infamante do termo "nativo", apesar de tudo mais "neutro" do que "indígena" (o indigenato  tinha acabado de ser abolido, pelo Decreto-Lei n.º 43 893, aprovado em 6 de setembro de 1961 sob a alçada do ministro do Ultramar, Adriano Moreira). 

__________________________

 
Acção Psicossocial - Instruções, da 3ª Rep/QG/CTIG, de 27Set63 (I) 
(Excertos: CECA, 2014)
 

O primeiro documento de que se tem conhecimento na Guiné, sobre o assunto, é a Acção Psicossocial - Instruções, da 3ª Rep/QG/CTIG, de 27Set63. (#)

Na primeira parte, trata da acção psicossocial com o objectivo de "obter ou manter apoio da população". Na segunda parte, da "Acção psicossocial sobre as NT", no âmbito da acção psicológica e acção social.

Expõem-se de seguida ambas as partes.

Em 15Nov, através da Nota n° 247/C da 3ª Rep/QG/CTIG, foi enviado aos Comandantes de Sector e Chefes de Serviço, entidades que o iriam elaborar, o modelo de "Relatório Periódico de Acção Psicológica" com a finalidade, âmbito, periodicidade e difusão. Este é apresentado no final: Anexo A "Acção Psicossocial-Instruções".

1ª  PARTE

Acção Psicossocial junto das Populações

Introdução

Uma das principais diferenças existentes entre a Guerra Convencional e a Guerra Subversiva, é que, nesta última, se procura conquistar a população para depois dominar o território por ela ocupado. 

A população é, pois, o objectivo número um de qualquer dos partidos em luta, e quem tiver o seu apoio dispõe de muito maiores possibilidades de vitória.

Para manter ou obter o apoio da população, existem diferentes modos de acção sendo de destacar entre eles a "Acção Psicossocial".

"Quando houver que actuar psicologicamente sobre a população dum território onde se leva a efeito uma luta contra a subversão, é possível conquistar simultaneamente o afecto e a confiança dessa população, tornando-a mais sensível à acção psicológica, por meio de uma acção social ou de assistência dirigida no sentido de diminuir as suas principais deficiências morais e materiais. É ao conjunto destas duas acções, psicológica e social, que se chama Acção Psicossocial". (O Exército na Guerra Subversiva - III Acção Psicológica).

I. Acção Social

A Acção Social consiste na aplicação planeada de um conjunto de medidas, que têm por fim não só levantar o nível de vida da população como também ganhar o seu afecto e confiança,  tornando-a mais facilmente permeável à Acção Psicológica.

- Exige muito bom senso e ponderação, pois de forma alguma se pode prometer aquilo que não se pode ou não se tem a certeza de poder dar ou realizar. Em todos os escalões é preciso "saber prometer, a fim de nunca comprometer".

- É igualmente muito importante actuar com autoridade e não pretender convencer que somos muito ricos ou todo-poderosos, capazes de tudo resolver dum momento para o outro. Há que ter a noção clara das realidades e das possibilidades,  procurando sempre resolver ou tornear as dificuldades no sentido de serem atingidos os objectivos propostos e cuidadosamente seleccionados.

- É também muito importante procurar compreender o nativo mostrando-se interessado pelos seus problemas e aspirações. A população civil branca deve ser levada a interessar-se pelos problemas respeitantes à Acção Psicossocial. É pois fundamental que exista uma "compreensão mútua" entre os diferentes elementos da sociedade.

Os campos de acção normalmente abertos à Acção Social das Forças Militares são os seguintes:

  • Assistência Sanitária;
  • Assistência Religiosa;
  • Assistência Educativa;
  • Assistência Económica.

Seguidamente se indicam algumas das muitas actividades que se podem realizar nestes campos:

Assistência Sanitária

Campo Sanitário:

- Criação de P.S. [Posto de Socorros] e centros de tratamento.

- Elaboração de calendários de visitas de modo a garantir uma assistência regular às diferentes localidades do sector.

- Procurar colaborar com o S.S.[Serviço de Saúde] da Província e obter a sua colaboração.

- Utilizar viaturas militares para o transporte de doentes. Quando as circunstâncias o aconselharem providenciar para se efectuar a evacuação aérea.

- Por intermédio deste Comando, procurar obter a colaboração das Autoridades Administrativas, MNF Movimento Nacional Feminino] , Cruz Vermelha Portuguesa, Cáritas e elementos civis para a aquisição de medicamentos (não há distribuição mas apenas aplicação de medicamentos, quando se torna necessário a aplicação repetida de um medicamento, é o doente que se desloca até ao P.S.).

- Vigilância do estado sanitário das populações.

- Conselhos de profilaxia.

- Vacinações.

- Consultas e tratamentos (incluindo as vítimas dos insurrectos).

- Intervenções cirúrgicas dentro das suas possibilidades.

Campo de higiene

- Divulgar medidas de higiene.

- Aconselhar sobre a alimentação mais adequada.

- Orientar a construção de novas casas com melhores condições de habitabilidade.

- Demonstrar os perigos e inconvenientes que tem o gado andar dentro de casa, pelas ruas, etc .


Assistência religiosa

- Elaboração de calendários de visitas de modo a garantir uma assistência regular às diferentes localidades do sector.

- Procurar colaborar com as autoridades eclesiásticas e obter a sua colaboração.

- Prestar assistência religiosa, a qual pode apresentar as seguintes modalidades:  apoio espiritual, celebrações de acto de culto, catequese.


Assistência Educativa

Cultura Geral

- Criar escolas para crianças e adultos.

- Procurar colaborar com os professores nos locais onde já existem escolas e obter a sua colaboração.

- Procurar aumentar a frequência das escolas não esperando que venham inscrever-se.

- Divulgar a existência das escolas e as vantagens que podem usufruir aqueles que as frequentam.

- Criar prémios para os melhores alunos e para os mais assíduos.

- Procurar obter a colaboração de elementos civis (fornecimento de material escolar).

- Organizar bibliotecas populares com livros, jornais e revistas, pedindo por intermédio deste Comando a colaboração de A.G.  [Agência Geral do] Ultramar, MNF, entidades particulares, etc .

- Organização de festas culturais, orfeões, sessões de música (principalmente folclórica), cinema, etc .

Cultura Técnica

- Organizar escolas de artes e ofícios em todas as localidades onde isso for possível e obter para elas a colaboração dos elementos civis.

- Construções.

- Conselhos técnicos.

- Fornecimentos de alimentação, abafos, alojamentos, etc. (em casos especiais) .

- Compras (os pagamentos serão feitos a pronto e os contratos estabelecidos livremente).

- Entusiasmar os nativos na organização de granjas com vista não só à satisfação das suas necessidades como também para poderem fornecer às Forças Militares, aumentando assim os seus proventos.

- Interessar os nativos na criação de animais com vista à satisfação das suas necessidades e fornecimento às F. Militares que os comprarão, aumentando assim os seus lucros.

- O contacto com as populações deverá ser sempre procurado preconizando- se o seguinte:

  • Participação nas festas gentílicas, quando convidados;
  • Pernoitar e tomar refeições nas tabancas e convidar para estas os elementos mais importantes;
  • Convidar os régulos, chefes de tabancas e homens grandes para visitarem o quartel;
  • Quando dos reconhecimentos, efectuar visitas de cortesia àqueles indivíduos (não estranhar que inicialmente as populações fujam ao contacto com a tropa e procurar, a bem, fazer-lhes ver que somos amigos e procuramos a sua amizade e confiança);
  • Tomar as medidas que estiverem ao seu alcance para resolver os problemas apresentados pelos nativos;
  • Procurar que os colonos tratem os nativos como homens, não os explorando (enviar relatórios imediatos sobre actos de injustiça de que tenha conhecimento);
  • Aproveitar todas as oportunidades para explorar em nosso favor os erros, mentiras e exageros de propaganda adversa (facilmente rebatíveis, pois duma maneira geral são grosseiros);
  • Aproveitar todas as oportunidades para efectuar uma propaganda baseada em factos ou temas que possam ser facilmente verificados pelo indígena. Os dados utilizados devem ser rigorosamente verdadeiros; 
  • Aproveitar todas as oportunidades para elevar o nível político através duma doutrina dirigida e compatível com o grau de civilização da população.
(Continua)

Fonte: Fonte: Excertos de: Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 6.º Volume; Aspectos da Actividade Operacional; Tomo II; Guiné; Livro I; 1.ª Edição; Lisboa (2014), pp. 149 / 154.

(Seleção, revisão / fixação de trexto, negritos: LG)


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Nota da CECA:
 
(#) Para elucidação sobre os antecedentes, organização, estruturas e actividades do Exército no campo da acção psicológica veja-se o Capítulo VII do 10 Volume "Enquadramento Geral", da Resenha Histórico Militar das Campanhas de Africa (1961-1974) da CECA/EME; páginas 373 a 398.
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Notas do editor LG:


Último poste da série > 26 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28133: Documentos (66): Para a história da administração civil ultramarina: "Levante auto e envie os indígenas para Bolama a fim de serem expulsos da Província!"... Despacho (do Governador ?) a uma nota do administrador António Augusto de Barros, vítima de agressão, em Pete, chão mancanha, em 8/4/1920