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sábado, 24 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28458: Para bom observador, meia palavra basta (13): o crocodilo do canal do Enxudé, ao tempo da CCAÇ 1549 / BCAÇ 1888 (Tite, Quinhamel e Bissau, 1966/68)... e as alucinações da IA





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Foto nº 1B, 1A, 1


Foto nº 2


Foto nº 3

Foto nº 4




O Germano Estêvão, à civil,
antes da tropa. Foto original
a preto a branco.
Colorização  feita pela IA

1. Apresentámos ontem  o novo membro da Tabanca Grande, o nº 921, o Germano Estêvão (*). Foi "apadrinhado" pelo seu primo em 2º grau, e conterrâneo, o  João Crisóstomo. 

Das fotos (uma dúzia)  que o João trouxe consigo para digitalizarmos, consta esta, de muito fraca qualidade (Foto nº  5, abaixo reproduzida). 

Não a observámo com atenção e minúcia. O mal das pressas. Quisemos fazer o seu "restauro" digital e ver se a valia a pena "colorizá-la", com recurso à IA.

Para surpresa nossa obtivemos vários resultados para as nossas dúvidas sobre o "bicho" que os militares contemplam no cais de Enxudé. A foto deve ser de 1966/67.  Os militares devem pertencer à CCAÇ 1549, sediados em Tite (entre eles, deve estar o Germano Estêvão, que não conseguimos ainda identificar). 

Depois de várias "leituras" da foto (hilariantes, as primeiras), lá chegámos à conclusão que o "bicho" era, afinal,  um crocodilo do rio Geba...

(i) O Gemini / Google AI deu-nos esta resposta:

Com base nos registos históricos da fauna do rio Geba e no tamanho e formato alongado visíveis na imagem, o peixe capturado assemelha-se fortemente a um peixe-gato gigante africano (como as espécies do género Clarias ou Heterobranchus), ou potencialmente a um grande exemplar de tarpon ou barracuda de água doce, comuns nos estuários e águas salobras da Guiné-Bissau.

(ii) A mim, editor,  pareceu-me logo que era um crocodilo, e não um peixe, uma barracuda (palpite da IA do Google) (foto nº 2). 

O ChatGPT também não acertou à primeira (Foto nº 4). E lá fez a sua "autocrítica":

(...) "Tens toda a razão, camarada Luís — e não tens de pedir desculpa! Fui eu que interpretei mal a fotografia e, pior ainda, a colorização anterior inventou peixes e alterou bastante a cena original (Foto no. 4).

O animal é um crocodilo, e o homem de cócoras, ao centro, está a mexer-lhe nos maxilares, aparentemente a abrir-lhe a boca. A legenda deve respeitar o contexto que indicas: região de Quínara, Tite, margem esquerda do rio Geba, fotografia, a preto e branco, de Germano Estêvão, da CCAÇ 1549.

Vou corrigir a abordagem: preservar a composição original, os rostos, as posições dos homens, o crocodilo e a estrutura de madeira sob os seus pés. O restauro digital deve recuperar a fotografia histórica, não recriar uma cena diferente.

A nova versão (Foto no. 1) já representa o crocodilo com a boca aberta, mas devo ser rigoroso contigo: a ferramenta voltou a reconstruir partes da fotografia, em vez de se limitar a restaurar o original. Alterou pormenores das figuras e do animal, pelo que não a consideraria uma reprodução documental fiel para o blogue.

A legenda histórica que proponho é: Guiné, região de Quínara, rio Geba, margem esquerda, nas proximidades de Tite. CCAÇ 1549. Um grupo de militares junto de um crocodilo capturado, com um dos homens a abrir-lhe as mandíbulas. Fotografia de Germano Estêvão. Data não identificada.

Para o arquivo da Tabanca Grande, conservaria sempre a fotografia original a preto e branco como documento de referência.

A meu pedido, o ChatGPT fez uma "reconstituição" a preto e branco (Foto nº 2):

(...) "Camarada, fiz uma nova versão a preto e branco, procurando conservar o ambiente documental da fotografia de época, o enquadramento, os militares e o crocodilo, com maior nitidez e contraste.

Há, porém, uma ressalva importante: esta é uma reconstituição assistida por IA, não uma restauração puramente fotográfica. Alguns pormenores podem ter sido reinterpretados. Para um documento histórico da CCAÇ 1549, convém preservar sempre o original e comparar cuidadosamente os rostos, as mãos, o camuflado e a posição do crocodilo.

Quanto à identificação, concordo contigo: é um crocodilo, não uma barracuda. A fotografia, atribuída a Germano Estêvão, situa-se no canal do Enxudé, no rio Geba, junto de Tite, na região de Quínara, por volta de 1966/67. A classificação como crocodilo de tamanho médio é plausível, mas não determinaria a espécie nem o comprimento exato apenas com base nesta imagem" (...).

E acrescentamos nós: trata-se de um crocodilo da espécie crocodilo-do-Oeste-Africano  (Crocodylus suchus), muitas confundido com crocodilo-do-Nilo (Crocodylus niloticus). 

Essa distinção é recente (2011), e baseia-se em  estudos de DNA. O crocodilo-do- Oeste-Africano é muito menos agressivo e perigoso que  o do Nilo.  É mais pequeno e tem muito menos peso. A malta, no nosso tempo, não sabia fazer estes distinções zoológicas e tinha um medo que se pelava de cair ao rio...

De facto, comparado com o   crocodilo do Nilo (Nile crocodile) (que pode chegar aos 5 metros de comprimento, e aos 225 / 700 kg de peso), o  crocodilo-do-Oeste-Africano (West African crocodile)  anda entre os 2 e os 3 metros, podendo pesar, em adulto, entre 90 e os 250 kg. 

Na realidade, a malta nadava nos rios e estava-se "cagando" para os crocodilos" (muitas vezes confundidos com os "jacarés", que só existem no Novo Mundo).  Em África, não há jacarés, camaradas!
 
 [ Pesquisa: LG + IA (ChatGPT / Open AI) (Gemini / Google AI)]
(Condensação, revisão / fixação de texto: LG)



Foto  nº 5

Guiné  > Região de Quínara > Tite > CCAÇ 1549 > c. 1966/67 > No canal do Enxudé, rio Geba, um grupo de militares no cais, em observação a um animal capturado no rio (que parece ser um crocodilo)

Fotos: © Germano Estêvão / João Crisóstomo (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI) (Gemini / Google AI)]


3. Comentário do editor LG: 

A IA pode ser (e tem sido) útil na recuperação de fotos dos nossos mal tratados álbuns, em geral com fraca resolução, e com já com muitas marcas do tempo (humidade, riscos, etc.). 

Mas a IA comete frequentemente erros ao interpretar ou "ler" fotografias antigas devido a limitações técnicas e à falta de contexto histórico (daí a importância da legendagem detalhada, como nós fazemos).  

É verdade que os modelos de visão por computador evoluiram muito, mas o processamento de imagens históricas ("antigas") apresenta desafios únicos que as máquinas ainda não conseguem resolver perfeitamente. 

A IA analisa pixels, formas e padrões, mas não entende o contexto social, cultural ou histórico bem como o significado político ou humano de um cenário. A IA "não pensa, não sente", mesmo que ela fale contigo e te trate por "camarada"...

Muitas das fotos dos nossos álbuns da Guiné (ao fim de 50, 60 anos...)  apresentam grão, riscos, manchas e descoloração (caso desta, do Germano Estêvão), que a IA pode confundir com elementos reais da imagem (troca do crocodilo pela barracuda, por exemplo)... 

Por outro lado, em imagens a preto e branco ou sépia, a IA tem de "adivinhar" as cores originais através de modelos de estimativa, o que resulta em tons de pele incorretos, roupas com cores historicamente erradas, perda de contraste original, etc.

No restauro digital,  a IA sofre muitas vezes de "alucinações visuais": ao tentar restaurar ou reconstituir  uma foto antiga, desfocada, com manchas, com riscos, rasgões, etc. (recorrendo a ferramentas de "upscaling"), a IA inventa texturas e traços faciais para preencher os espaços em branco. 

Além disso, a  IA pode alterar a fisionomia real de uma pessoa do passado, tornando o rosto demasiado "plastificado", "bonitinho",  ou parecido com os dados modernos com os quais foi treinada.

Temos de ser sempre cautelosos e críticos em relação a estes "restauros digitais"...E, primeiro que tudo legendar a foto... E comparar os "resultados"... 

Se nos dermos  ao trabalho de ampliar a foto original (usando inclusive a lupa...)  e observá-la atentamente, vê-se  que estes militares observam um crocodilo. De tamanho aparentemente médio...

Não, não  pode ser uma barracuda ou outro peixe do estuário do Geba. O camarada de camuflado segura a cauda, um africano em tronco num está debruçado sobre o réptil, o militar, á frente, ao centro, em tronco nu, de cócoras, segura o  maxilar superior. 

Pedimos ao Gemini/ Google AI   e ao ChatGPT/Open AI  que nos fizesse  o "restauro da imagem original",  que está  em mau estado.  A preto e branco. E depois com "colorização".

Já mostrámos o que foi "saindo"...com diferentes afinações da nossa parte... No que se perde muito tempo...

Esperemos que os nossos leitores também possam acrescentar algo mais sobre o que observam na foto original (**), e a comparem com as imagens da IA. E sobretudo nos falem da sua experiência (ou das suas memórias) da passagem por estas paragens...  (Nunca lá estive no Enxudé   nem em Tite, mas passei ao largo, em LDG e em "barco-turra", nas memoráveis viagens Bissau-Xime-Bambadinca e vice-versa.)

Devem ser raras, no nosso blogue,as fotos tiradas no "canal do Enxudé", no lado esquerdo do rio Geba, frente a Tite. Vou confirmar.

______________________
Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de 23 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28455: Tabanca Grande (588): Germano Estêvão, senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar nº 921, apadrinhado pelo primo e vizinho da Bombardeira, João Crisóstomo: foi 1º cabo at inf, CCAÇ 1549/ BCaç 1888 (Tite, Quinhamel, Bissau, 1966/68)

(**) Último poste da série > 19 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28447: Para bom observador, meia palavra basta (12): Decifrado o enigma dos grafitos deixados pela CCAÇ 1620 em Cameconde e no Cachil: "3798" era, de facto, o SPM da companhia (Manuel Cibrão Guimarães, Rio Tinto / Gondomar, organizador do encontro anual do pessoal em 2018)

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28447: Para bom observador, meia palavra basta (12): Decifrado o enigma dos grafitos deixados pela CCAÇ 1620 em Cameconde e no Cachil: "3798" era, de facto, o SPM da companhia (Manuel Cibrão Guimarães, Rio Tinto / Gondomar, organizador do encontro anual do pessoal em 2018)



Brasão da CCAÇ 1620, "Em Perigos e Guerras Esforçados".
 Coleção Carlos Coutinho (2009). Restauro com IA (Gemini Google AI)








Foto mº 1B, 1A, 1 > O Manuel Cibrão Guimarães foi o organizador, em 2018, do convívio anual da sua Companhia, a CCAÇ 1620. O convite, personalizado, e com o respetivo programa, foi feito de maneira original através de impresso digitalizado dos nossos antigos aerogramas, adaptado com o brasão da subunidade e o respetivo SPM, 3798. Por razões óbvias ( proteção de dados, privacidade, segurança...), eliminámos o nome da rua e o número de policia do destinatário e do remetente.


Foto (e legenda): © Manuel Cibrão Guimarães (2026) Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].






Manuel Cibrão Guimarães, ex-fur mil, CCAÇ 1620 (Bissau, Cameconde, Cacine, Sagonhá, Cachil, Bolama, 1966/68) > Aqui em Algés, na Tababnaca da Linha
Algés. Foto: Manuel Resende (2019)



1. Está decifrado o "enigma" dos grafitos do Cachil (1968) (foto de Manuel Cibrão Guimarães) e de Cameconde (2018) (foto de Patrício Ribeiro) (*). O número "3798" corresponde, de facto, ao SPM da CCAÇ 1620.

Aqui fica o esclarecimento, feito a nosso pedido, pelo nosso camarada de Rio Tinto, Manuel Cibrão Guimarães, membro da tertúlia O Bando do Café Progresso, Porto e da nossa Tabanca Grande:

Data - 18 de outubro de 2026, 16:28

Amigo e companheiro, administrador Luís Graça:

Espero que a tua saúde esteja a passar um momento.

Quanto ao cerne da questão do número do SPM da minha companhia, a CCAÇ 1620, efetivamente foi o 3798.
Tomei a liberdade de enviar este convite com o convívio organizado por mim no ano de 2018 que, como podes observar, foi feito em aerograma, e ainda tive o cuidado de imprimir o programa não esquecendo o nosso SPM 3798.
Então, o SPM é efetivamente o 3798. Isto para que não haja dúvidas para memória futura.

Cumprimentos, Cibrão Guimarães.



2. Sabíamos que esta companhia tinha passado por Cameconde e depois pelo Cachil, já no final da comissão.

Em 20 de março de 1968, por troca com a CCAÇ 1621, assumiu a responsabilidade do subsector de Cachil, ficando então integrada no dispositivo e manobra do BART 1913, e tendo entretanto, cedido um Grupo de Combate para reforço de forças daquele batalhão em operações, de 22 de março a 27 de abril de 1968.

Em 11 de julho de 1968, por retirada das forças aquarteladas em Cachil e consequente extinção do subsector, a CCAÇ 1620 recolheu a Bolama, onde permaneceu até ao embarque de regresso, no T/T Uíge.

A ordem de retirada (e consequente destruição) do aquartelamento foi dada por Spínola, que estivera no local quinze dias antes.


De há muito que o Cachil (desde1964) não oferecia condições para a permanências das NT: por exemplo, não havia água potável; o abastecimento era feito a partir de Catió, através de uma lancha, que vinha num dia, na maré-cheia, e só podia regressar no dia seguinte...

Fotos (e legendas): © Manuel Cibrão Guimarães (2018). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




Foto nº 2



Foto nº 3


Guiné > Região de Tombali > Cachil > CCAÇ 1620 > 11 de julho de 1968 > Retirada do Cachil. Em primeiro plano, á direita, o Manuel Cibrão Guimaraes (Foto nº 3). Fotos a preto e branco, reconstituídas e colorizadas com recurso à IA.




Foto nº 4


Guiné > Região de Tombali > Cachil > CCAÇ 1620 > 1968 > O "Forte Apache""... As instalações, forradas com chapas de bidões "grafitadas": pode ler-se, a olho nu e com a ajuda da IA, "lavadeiras", "am..", "CCaç 1620", "S. P. M. 3798", "Arouca"...


Em 11Ju168, por retirada das forças aquarteladas em Cachil e consequente extinção do subsector, a CCAÇ 1620 recolheu a Bolama, onde permaneceu até ao embarque de regresso. Mas antes passara por Cameconde, Cacine e Sangonhá. Foto, original, a preto e branco. Rescontituída e colorizada.

Foto (e legenda): © Manuel Cibrão Guimarães (2018). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI) (Gemini / Google AI(]



Foto nº 5 B

Guiné-Bissau > Região de Tombali > Cameconde > 11 de março de 2018> "Restos arqueológicos da presença dos tugas, há meio século atrás"...Em 2018, ainda foi possível apanhar este grafito, na parede de um dos abrigos que ainda resistiam em Cameconde... Na parede de um deles lia-se da esquerda para a direita "3798. Bar". Deduzimos que o número "3798" fosse o SPM da CCAÇ 1620.

Foto (e legenda): © Patrício Ribeiro (2018) Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (Gemini / Google) ].

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Nota do editor LG:

sábado, 10 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28422: Para bom observador, meia palavra basta (11): Grafitos: a CCAÇ 1620, do Manuel Cibrão Guimarães, que passou pelo Cachil e por Cameconde, tinha o SPM 3798 ? Um "enigma" a decifrar...


Foto nº 1


Foto nº 2

Guiné > Região de Tombali > Cachil > CCAÇ 1620 > 1968 > O "Forte Apache""... As instalações, forradas com chapas de bidões  "grafitadas": pode ler-se, a olho nu e com a ajuda da IA, "lavadeiras", "am..", "CCaç 1620", " S. P. M. 3798", "Arouca"... Fotos, originais, a preto e branco. Restauradas e colorizadas.  A nº 2 mais fiel ao original...

Fotos (e legenda): © Manuel Cibrão Guimarães (2018). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (Gemini / Google)]




Foto nº 3 B, 3A, 3

Guiné-Bissau > Região de Tombali > Cameconde > 11 de março de 2018> "Restos arqueológicos da presença dos tugas, há meio século atrás"

Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2018) Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (Gemini / Google) (ChatGPT / Opena AI) ].

 

Manuel Cibrãão Guimarães >
Algés. Foto de Manuel Resende (2019)
1. O que nos intriga nestas fotos (nºs 1 e 2) do Cachil, 1968, do Manuel Cibrão Guimarães,  e de Cameconde, 2018, do Patrício Ribeiro, são estes quatro algarismos: "3798".

Trata-se de simples coincidència ? Ou há alguma relação ?

Precisamos de confirmar se o SPM da CCAÇ 1620 era o "3798" ou o "3718". Ou nenhum deles.  (Falta-nos uma lista dos código SPM.)  Esta subunidade esteve no Cachil e em Cameconde, topónimos do sul da Guiné - Bissau.

É possível que os "grafitos",  na parede exterior  de antigo abrigo de cimento, que terá servido de "bar", tenha resistido á erosão do tempo ? Meio século num país tropical como a Guiné-Bissau é muito tempo. 

Alguém terá, entretanto, reavivado o grafito de Cameconde ?  Algum "turista", ex - combatente
 que voltou ao " local do crime".... ou algum elemento da população atual ?

Fica o desafio para o Manuel Cibrão e os demais camaradas que passaram pelo Cachil e por Cameconde,  para ajudar a "decifrar" este pequeno enigma (*)...


2. Sobre  o nosso camarada Manuel Cibrão Guimarães, ex-fur mil, CCAÇ 1620 (1966/68), que vive  em Rio Tinto, Gondomar,  escrevemos em tempos o seguinte, na sua apresentação à Tabanca Grande:

(i) dos cinco "Bandalhos" (leia-se: autodesignados membros do Bando do Café Progresso, Porto), que vieram ao 35º almoço-convívio da Magnífica Tabanca da Linha (Oeiras, Algés, Restaurante "Caravela d Ouro", 17/1/2018), era o único que ainda não era grão-tabanqueiro (leia-se: membro da Tabanca Grande, a mãe de todas as tabancas...);

(ii) manifestou o seu acordo ao meu convite "instantâneo" e logo ali, no "Caravela de Ouro", me mostrou um molhe de fotos do seu tempo do Cachil, Cameconde, Cacine e Gadamael";

(iii) fotografei umas tantas, e tomei algumas notas apressadas, não fosse o diabo da memória tecê-las e eu depois  baralhar os lugares: umas eram as  do Cachil, outras de Gadamael, outras ainda do T/T Niassa;

(iv) mais tarde, por mail,  mandou-.me umas tantas, com as devidas legendas sumárias; ficquei a  saber que ele foi quem fez o "check-out" do Cachil, que é como quem diz: estava lá quando foi a "extinção" do "forte Apache"...

Não tínhamos, até então ninguém da CCAÇ 1620, mobilizada pelo RI 1. Uma subunidade que partiu para o CTIG em 12/11/1966, no T/T Niassa, e regressou a 16/8/1968. Esteve em Cameconde, Sangonhá, Cachil ...  três sítios desgraçados que serão depois abandonados por  ordem do novo  com-chefe, o brig  António Spinola.

O Manuel Cibrão Guimarães passou a honrar-nos com a sua presença, sentando-se à sombra do nosso poilão, no lugar nº 766.

Mas ao fim destes anos todos, temos poucas referências (6) dele no blogue. Reparo agora que também foi "camecondense" (**)... E continua a ser, ao fim destes anos todos, o único representante da CCAÇ 1620. Mas o que me chamou a atenção é a existência das fotos "intrigantes" do Cachil (1968) e de Cameconde (2028).

3.  Ficha de unidade  > Companhia de Caçadores n.º 1620

Identificação CCaç 1620
Unidade Mob: RI 1 - Amadora
Cmdt: Cap Mil Inf Fernando António de Magalhães Oliveira
Divisa: -
Partida: Embarque em 12Nov66; desembarque em 18Nov66 | Regresso: Embarque em 16Ago68

Síntese da Actividade Operacional

(i) Em 18Nov66, substituíu a CCaç 762 nas suas funções de segurança e protecção das instalações e das populações da área de Bissau, na dependência do BCaç 1876, efectuando, simultaneamente, uma instrução de adaptação operacional na região de Nhacra, de 25Nov66 a 11Dez66.

(ii) Em 05Jan67, rendendo, por troca, a CCaç 799, assumiu a responsabilidade do subsector de Cameconde, com um pelotão destacado em Cacine, ficando integrada no dispositivo e manobra do BCaç 1861 e depois do BArt 1896.

(iii) Em 01Ago67, por rotação com a CArt 1692, assumiu a responsabilidade do subsector de Sangonhá, com um pelotão destacado em Cacoca, mantendo-se no mesmo sector do BArt 1896.

(iii) Em 20Mar68, por troca com a CCaç 1621, assumiu a responsabilidade do subsector de Cachil, ficando então integrada no dispositivo e manobra do BArt 19l3, tendo entretanto, cedido um GComb para reforço de forças daquele batalhão em operações, de 22Mar68 a 27Abr68.

(iv) Em 11Ju168, por retirada das forças aquarteladas em Cachil e consequente extinção do subsector, recolheu a Bolama, onde permaneceu até ao embarque de regresso.

Observações - Tem História da Unidade (Caixa no. 70 - 2a.  Div./4a. Sec, do AHM).

Fonte: Excertos de Portugal. Estado-Maior do Exército. Comissão para o Estudo das Campanhas de África, 1961-1974 [CECA] - Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974). 7.º volume: Fichas das Unidades. Tomo II: Guiné. Lisboa: 2002, pág, 360
________________

Notas do editor LG:

(*) Último poste da série > 6 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28408: Para bom observador, meia palavra basta (10): Gadamael, 2 de junho de 1973, CCP 122/ BCP 12: Usar ou não usar o capacete, eis a questão... (António Dâmaso / Carmo Vicente / Bernardino Sena)

(**) Vd. poste de 26 de janeiro de 2018 > Guiné 61/74 - P18257: Memória dos lugares (372): Cachil, na altura da extinção do aquartelamento, em 1 de julho de 1968 (Manuel Cibrão Guimarães, ex-fur mil, CCAÇ 1620, Bissau, Cameconde, Cacine, Sangonhá, Cacoca, Cachil e Bolama, 1966/68)

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28408: Para bom observador, meia palavra basta (10): Gadamael, 2 de junho de 1973, CCP 122/ BCP 12: Usar ou não usar o capacete, eis a questão... (António Dâmaso / Carmo Vicente / Bernardino Sena)

 








Foto nº 1A , 1B, 1C, 1

Guiné > Região de Tombali  > Gadamael > CCP 123 / BCP 12 > 2 de junho de 1973 > Op Dinossauro Preto > Desembarque em LDM

Foto original, a preto e branco (Fonte: História do BCP 12 + Página do Facebook "Paraquedistas Não São Arreamchos,. 8 de outubro de 2025) + "A Última Missão, de José Moura Calheiros (Lisboa: Caminhos Romanos, 2010, pp. 512/513 e 531) (Com a devida vénia...) 

 Restauro, melhoria técnica e colorização digital: Blogue Luis Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI) (2026)




Guiné > Região de Tombali > Gadamael > Op Dissaurso Negro > CCP 122 / BCP 12 >  2 de junho de 1973  >  Desembaeque

Fotos original, a preto e branco,  de baixa resolução, publicada pelo António Dâmaso,oriunda da Hstória do BCP 12.  Disponível também no livro "A Última Missão, de José Moura Calheiros (Lisboa: Caminhos Romanos, 2010, pág. 525) 


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1.  Sabemos que os páras levaram capacetes de aço para Gadamael, no âmbito da Op Dinossauro Negro (2 de junho - 17 de julho de 1973). E que os usavam, nas valas e abrigos que tiveram de escavar, por sua conta e risco.  Os paraquedistas detestavam o capacete. Pelas imagens que temos, do desembarque de alguns Gr Comb da CCP 122  / BCP 12, muitos preferiram levar o "quico", a "boina" ou o "chapéu de pano" (que era usado desde 1972).

Segundo José Moura Calheiros, na altura 2ª cmdt e oficial de operações do BCP 12, a ordem, aparentemente absurda, foi dada, logo à saída de Bissau, pelo comdt da CCP 122, o então cap pqdt Terras Marques. Foi por todos considerada "disparatada, mesmo desumana". Não era normal usar-se o capacete no CTIG, era "incómodo e pesado!"... Nem pelos páras, comandos e fuzas, nem por ninguém dos "infantes" e demais tropa do "arremacho" ou "tropa-macaca!.

"Ao chegar a Gadamael deu instruções para ninguém, em nenhuma circunstância, o tirar". Gadamael estva a ferro e fogo e sujeito a ataques cerrados e certeiros da artilharia pesada do PAIGC. Ele próprio deu o exemplo. "Ao fim do dia já podia ostentar , a quem o visse, uma enorme amolgadela  no capacete, provocada pelo estilhaço de uma granada que vitimou mortalmenteo homem que estava a seu lado"... Entretanto, ao fim de alguns dias, a malta da CCP 122 substitui o capacete pelo 'quico' ou pelo 'chapéu de pano' (vd. "A Última Missão, op. cit,, 2010, pp. 526/527).

Não é preciso ser um "bom observador" (*), para verificar, pelas fotos acima, que muitos paraquedistas não cumpriram a ordem do seu comandante, na hora do desembarque. (Mesmo sabendo que as cópias originais tinham fraca resolução, e o  restauro digitakl feita por recurso ``a IA pode distorcer pormenores, e nomeadamenmte feições.)

2. Vejamos publicar alguns excertos de relatos dos acontecimentos desse tempo, que corresponde à  conhecida Batalha dos 3 G (Guidage, Guileje e Gadamael) e que se estendeu pelos meses de maio, junho e julho de 1973. Pelo volume de efetivos e quantidade de armamento usados pelos dois lados, NT e PAIGC, bem como pelo número de baixas, terá a sido a maior batalha da guerra colonial / guerra do ultramar no CTIG. Mas, na realidade, foi mais curta: José Moura Calheiros aponta a data de 23 de junho de 1973 como a data da vitória, definitva e inequívoca,  das NT  sobre o PAIGC (op. cit., pág. 540).

Como sempre há detalhes, nas narrativas dos antigos combatentes, que não coincidem de todo. É o caso do uso dos capacetes e também do meio de  transporte usado de Cacine para Gadamael: LDG, LDM, LFG, zebros...

Fica o leitor convidado (ou desafiado...) para comentar (*).


(i) António Dâmaso  (1940 - 2026) (1º srgt pqdt, CCP 121 /BCP12, 1972/74 ; natural de Odemira 
 

(...) No dia 2jun73, chegou a Gadamael Porto a CCP 122, depois a CCP 123 a 4jun73 e a minha Companhia, a CCP 121, ainda não completamente refeita dos acontecimentos de Guidage, embarcou no dia 11jun73 pelas 23h30, no cais de Bissau, na LDG Bombarda, rumo a Cacine aonde chegámos no dia 12 de madrugada. Fomos transferidos para um Navio Patrulha (LFG) que nos levou até perto de Gadamael Porto.

Fizemos transbordo para botes de borracha e sintex em virtude da maré estar baixa e da zona do cais estar a ser atacada. 

Fomos deixados na margem mas dentro de água num braço do rio oposto ao cais, choviam granadas que entravam na água à nossa frente mandando um repuxo de água pelos ares.  Primeiro “rebentavam”,  depois ouvia-se o silvo da trajectória e só mais tarde a saída. 

Chamávamos-lhe "supersónicas" , era um tipo de granadas a que não estávamos habituados, mais tarde vim a saber que se tratava dum canhão 130. Não houve estragos por se enterrarem no lodo, fez-me lembrar cenas do filme “ O dia mais longo”, a uma escala muito reduzida (...) (**)

(...) Nós,  nos intervalos quando não estávamos no mato, procuravámos passar o tempo jogando às cartas, loto ou qualquer outro entretenimento. Ele naquele dia queria loto, eu olhei para a altura do Sol e depois para o relógio, disse-lhe que não porque estava na hora do ”lanche”. Uns chamavam-lhe "lanche",  outros chamavam-lhe “o chá das 5”. 


Fui buscar o capacete e a arma e dirigi-me à vala, o pessoal do Pelotão lá estava. (...) (***)


(ii) Carmo Vicente (1º srgt pqdt, CCP 122/BCP 12,  CTIG, 1972/74, DFA, escritor, natural de Arganil, vive em Almada) (****)


(...) Eram aproximadamente dez horas da manhã quando saímos de Cacine com rumo a Gadamael. Desta vez o transporte foi feito em LDM (lancha de desembarque médio), que por serem mais pequenas eram mais facilmente manobráveis no rio que ia estreitando à medida que penetrava em terra. Conforme nos aproximávamos ia-se também acentuando o nosso nervosismo que, em alguns de nós, era já perfeitamente visível. Levaríamos connosco, o equipamento necessário para dois dias. Tudo o resto ficou nas LDM.

A quatro ou cinco quilómetros de Gadamael Porto, passamos ordenadamente das LDM para os Zebros (botes de borracha com motor fora de borda) dos fuzileiros. A partir dali, era extremamente perigoso continuar nas lanchas. Os Zebros, muito mais pequenos e de fácil manobra, permitiam-nos um desembarque rápido debaixo de fogo.

Pela primeira vez, desde há muitos anos, foi ordenado o uso do capacete, que apenas tinha sido usado nos primeiros meses da guerra em Angola. Fiquei irritado com esta ordem. O capacete é, neste estilo de luta, um apêndice que não se justifica de modo nenhum e que não compensa o esforço que o combatente despende para o aguentar. 

Pensei, com uma certa dose de humor negro, que a ordem para usar capacete mais não servia senão para nos dar um aspecto mais viril e mais guerreiro, frente aos militares que em Gadamael, perfeitamente desorganizados, corriam em todas as direcções e tentavam meter-se à força nos barcos que nos levavam a nós.(...)


(iii) Bernardino Sena (natural de Portimão, esteve 4 anos na Marinha, 1970/74); antigo tripulante da LFG Argos, junho de 1973):

(...) Tenho esta imagem na minha memória desde junho de 1973.

A LDM, na foto, esteve abordada à LFG, NRP Argos, navio onde eu fazia parte da guarnição, na altura fundeada no rio Cacine, frente a Gadamael Porto.

Após eu ter feito o quarto à máquina das 4 às 8, fui descansar um pouco, até antes da hora de almoço, ao vir ao convés por essas horas, deparo-me com essa lancha de desembarque abordada por estibordo e dentro do poço vejo um pelotão de militares, formados na posição de "à vontade", com equipamento de combate e capacete de aço na cabeça.

Ainda meio confundido com o que via, pois até aquele momento nunca tinha presenciado nada semelhante, levei algum tempo a recuperar tentando identificar que "tropa era aquela".

Trocando conversa com camaradas de serviço ao convés, fiquei então a saber que faziam parte do Batalhão de Paraquedistas, os mesmos heróis que já tinham dado o seu melhor, no norte da Guiné, onde, infelizmente, tinham perdido alguns camaradas na zona de Guidage/Binta/Bigene, onde nós também andámos envolvidos a partir do rio Cacheu dando apoio aos destacamentos de fuzileiros que também por lá combatiam.

Que tristes dias aqueles de Maio, Junho e Julho de 1973. (...)


(Seleção, revisão / fixação de texto, links, negritos, título: LG)

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28389: Para bom observador, meia palavra basta (9): Bingo, camaradas, a resposta certa era... Mansoa!


Foto nº 1

Foto nº 2

Guiné > Região do Oio > Mansoa > CCAÇ 2405 / BCAÇ 2852 > 1968 > O Paulo Raposo (ex-alf mil at inf., com a especialidade de Minas e Armadilhas) esteve cinco meses em Mansoa, antes de partir para a zona leste (L1), Galomaro e Dulombi, subsector de Galomaro. Aí a  CCAÇ 2405  irá perder 17 homens no desastre do Cheche, no Rio Corubal, na sequência da retirada de Madina do Boé, em 6 de fevereiro de 1969 (Op Mabecos Bravios).

Nas fotos nºs 1 e 2, ele pousa junto a duas  placa toponímicas indicando  que, por estrada, Mansoa distava 96 km de Bafatá, 52 km de Farim e 30 km de Mansabá... Na  foto nº1, a distância em relação a Bafátá é mais curta (93 km). É possível que a foto nº 2 tenhasido tirada já na estrada para Jugudul (que distava 3 km, a sul,  de Mansoa). Ou, então, mais provavelmente. no encontro, a nordeste de Mansoa, das estradas para Bissora (a noroeste) e Mansabá e Farim (a nordeste).

 Restauro, melhoria técnica e colorização digital: Blogue Luis Graça & Camaradas da Guiné + ChatGPT/OpenAI, 2026.  As fotos orginais, a preto e branco, são do Paulo Raposo (2006).  A nº 2 era uma mera focópia, de muito má qualidade .


Foto nº 3

Guiné > Região do Óio > Mansoa > c. 1963 > Dois VCC,  militares presumivelmente  da CCAÇ 413 (1963/65)... posando junto a uma tabuleta rodoviária,  toponímica e quilométrica, indicando diversas localidades de destino e respetivas distâncias: Encheia (18 Km), Nhacra Posto (28 Km), Bissalanca / Bissau (48 Km), Porto Gole (28 Km), Enchalé (50 Km), Bambadinca (85 Km) e Bafatá (93 Km). Foto original, a preto e branco , reproduzida com a devida  vénia do livro "Nos celeiros da Guiné", de Albano Dias Costa e José Sá-Chaves (Lisboa: Chiado Editioar, 2015).

Vários anos separam as fotos nº 1 e 3: mas nas duas persiet a gralha ou o erro de impressão do topónimo "Bissau" (sem o "u").

 Restauro, melhoria técnica e colorização digital das 3 fotos: Blogue Luis Graça & Camaradas da Guiné + ChatGPT/OpenAI, 2026.



1. Respondendo ao desafio lançado no poste P28386 (*), a resposta correta era Mansoa... Várias leitores acertaram, ou andaram lá próximos, no blogue e na página do Facebook daTabanca Grande... Outros (nomeadamente na página do Facebook, apontaram para o Norte ou para o Sul...).

(i) Cherno Baldé:

Na minha opinião o painel estaria situado no centro do país, mais precisamente na área de Mansoa, pois a distância de Bissau a Mansoa é de, aproximadamente, 57 km; e de Mansoa a Bafatá seriam os 93 km, perfazendo assim a distância aproximada de 150 km (57 km + 93 km) de Bissau a Bafatã, embora alguns defendam que a mesma é de 154 km.

 (ii) César Dias: 

Jugudul
 
 (iii) Arur Conceição:
 
Binar

(iv) Antº Rosinha

Mansoa provavelmente.

 (v)  Jerónimo Magina

Mansoa

(vi) Emanuel Ribeiro Fernandes

Penso que a localidade mais próxima será Mansoa, onde estive várias vezes.

(vii) Lucinda Aranha

Nem me atrevo...
 
(viii) Artur Godinho Gomes

Safim
 
(ix) António Sedas

Estava na zona de Mansoa.

 (x) João Reis Melo

Aposto as moedas todas em Mansoa. Quando muito, poderia ser Jugudul mas, passo lá todos os anos e, como de Jugudul a Mansoa, são menos de 3 km... poderá ser qualquer uma delas...

(xi) José Marques

Julgo ser Mansoa.
 
(xii) Tabanca Grande Luís Graça

Bingo, é Mansoa!.. Parabéns aos camaradas e amigos que acertaram!...

(Seleção, revisão / fixação de texto: LG)
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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28386: Para bom observador, meia palavra basta (8): qual a povoação, no sector oeste do CTIG, que ficava a 93 km de Bafatá, a leste ?





Guiné > s/l > c. 1963 >Dois VCC,  militares presumivelmente  da CCAÇ 413 (1963/65)... posando junto a um tabuleta rodoviária,  toponímica e quilométrico, indicando diversas localidades de destino e respetivas distâncias: Encheia (18 Km), Nhacra Posto (28 Km), Bissalanca / Bissau (48 Km), Porto Gole (28 Km), Enchalé (50 Km), Bambadinca (85 Km) e Bafatá (93 Km). Foto original, a preto e branco , reproduzida com a devida  vénia do livro "Nos celeiros da Guiné", de Albano Dias Costa e José Sá-Chaves (Lisboa: Chiado Editioar, 2015)

 Restauro, melhoria técnica e colorização digital: Blogue Luis Graça & Camaradas da Guiné + ChatGPT/OpenAI, 2026.

1. Estes painéis de informação são designados por placas de orientação, painéis toponímicos e de distâncias ou sinais de indicação de itinerário (à época também conhecidos popularmente por placas toponímicas/quilométricas da rede viária), existiam na Guiné, no tempo colonial, onde eram elementos comuns da rede rodoviária, localizados em  geral junto às principais povoações do interior da Guiné ou entroncamentos. Eram habitualmente instalados e mantidos pela Junta de Autónomas de Estradas (JAE) ou pelos serviços de obras públicas locais. Jugalmos que remontam ao tempo do governador  Sarmento Rodrigues (1945-49). Grande parte deles devem ter sido desttruída com o  início da guerra,. Lembrei-me de ver alguns no leste.

Para testar os teus conhecimentos de geografia...Meu caro leitor,  se és bom observador, diz-me: tendo em conta o cruzamento e as distâncias indicadas, o painel estaria situado em que região (Oeste, Leste, Sul) ? E mais próximo de que localidade ?


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Nota do editor LG:

Último poste da série > 19 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28359: Para bom observador, meia palavra basta (7): O obus 14 cm do 17º Pel Art (Bedanda, agosto de 1972): quando a bota (foto do Vasco Santos, ex-1º cabo cripto, da CCAÇ 6, 1972/73) não condiz com a perdigota (as versóes modificadas pela IA)

sábado, 19 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28359: Para bom observador, meia palavra basta (7): O obus 14 cm do 17º Pel Art (Bedanda, agosto de 1972): quando a bota (foto do Vasco Santos, ex-1º cabo cripto, da CCAÇ 6, 1972/73) não condiz com a perdigota (as versóes modificadas pela IA)

 





Foto nº 1, 1A, 1B, 1C






Foto nº 2, 2A, 2B, 2C

Foto nº 3

Guiné > Região de Tombali > Bedanda > CCAÇ 6 > Agosto de 1972  > O Obus 14... a disparar à noite. um "supositório de mais de 40 kg, como diria o ex-alf mil médico Amaral Bernardo, que também passou por Bedanda em 1971...

Algumas características técnicas do Obus 14 cm m/943:

(i) Origem Reino Unido;
(ii) Ano de fabrico: 1941 (entrada ao serviço: 1943);
(iii) Calibre: 140 mm;
(iv) Guarnição: 10 elementos;
(v) Peso do obus 6190 kg;
(vi) Peso da granada HE; 40,5 Kg;
(vii) Alcance: 15.600 m;
(viii) Campo de tiro horizontal: -530 mil a +530 mil;
(ix) Campo de tiro vertical; -90 mil a 800 mil;
(x) Cadência de tiro: 2 TOM;
(xi) Locomoção Tração Automóvel...
Observ: Foi descontinuado em 1987, é hoje peça de museu...

Foto (e legenda): © Vasco Santos (2011). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

1. A foto nº 3  foi-nos enviada pelo Vasco Santos,  ex-1º cabo cripto, de rendição individual, colocado na CCAÇ 6 (Bedanda, 1972/73) (*).

Em agosto de 1972 o subsetor de Bedanda era guarnecido pelas seguintes subunidades, colocadas em Bedanda;

  • CCaç 6 a
  • 17° Pel Art (14crn)  
  • 1 Esq do Pel CanhSRc 3079
  • Pel Mil 237

Sobre o 17º Pel Art temos escassas referèncias. E só temos referência a um graduado, metropolitano, o fur mil Art Machado e Fereira, que não sabemos se está vivo e onde vive.

È uma foto espectacular, não há muitas destas nos álbuns dos artilheiros. Conhecemos apenas a do ex-alf mil médico Amaral Bernardo, também tirada em Bedanda, mas em 1971,

Quisemos melhorar a qualidade, o contraste e a resolução da foto do Vasco Santos...Com a ajuda da IA, obtivemos 2 versões, variantes da foto do Vasco Santos. 

Cada uma das imagens da IA tem 70 vezes mais resolução do que a foto do Vasco Santos... Mas quando as comparámos com o original, verificámos que o "aprimoramento" acabou por deturpar a realidade. 

Vamos lançar um desafio ao nosso leitor que é bom observador (**): há detalhes, nas fotos nº 1 e 2 (modificadas pela IA) que não batem certo com a foto original (a nº 3). E caso para dizer que a bota não bate com a perdigota.

Caro leitor, identifica e descreve as diferenças que consegues observar, imaginar  ou  intuir  (mesmo que o original tenha fraca resolução). Tem em conta a composição dos Pel Art, que pertenciam  ao  BAC1 / GA7 (com sede em Bissau).
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