Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta Bom observador. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bom observador. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28389: Para bom observador, meia palavra basta (9): Bingo, camaradas, a resposta certa era... Mansoa!


Foto nº 1

Foto nº 2

Guiné > Região do Oio > Mansoa > CCAÇ 2405 / BCAÇ 2852 > 1968 > O Paulo Raposo (ex-alf mil at inf., com a especialidade de Minas e Armadilhas) esteve cinco meses em Mansoa, antes de partir para a zona leste (L1), Galomaro e Dulombi, subsector de Galomaro. Aí a  CCAÇ 2405  irá perder 17 homens no desastre do Cheche, no Rio Corubal, na sequência da retirada de Madina do Boé, em 6 de fevereiro de 1969 (Op Mabecos Bravios).

Nas fotos nºs 1 e 2, ele pousa junto a duas  placa toponímicas indicando  que, por estrada, Mansoa distava 96 km de Bafatá, 52 km de Farim e 30 km de Mansabá... Na  foto nº1, a distância em relação a Bafátá é mais curta (93 km). É possível que a foto nº 2 tenhasido tirada já na estrada para Jugudul (que distava 3 km, a sul,  de Mansoa). Ou, então, mais provavelmente. no encontro, a nordeste de Mansoa, das estradas para Bissora (a noroeste) e Mansabá e Farim (a nordeste).

 Restauro, melhoria técnica e colorização digital: Blogue Luis Graça & Camaradas da Guiné + ChatGPT/OpenAI, 2026.  As fotos orginais, a preto e branco, são do Paulo Raposo (2006).  A nº 2 era uma mera focópia, de muito má qualidade .


Foto nº 3

Guiné > Região do Óio > Mansoa > c. 1963 > Dois VCC,  militares presumivelmente  da CCAÇ 413 (1963/65)... posando junto a uma tabuleta rodoviária,  toponímica e quilométrica, indicando diversas localidades de destino e respetivas distâncias: Encheia (18 Km), Nhacra Posto (28 Km), Bissalanca / Bissau (48 Km), Porto Gole (28 Km), Enchalé (50 Km), Bambadinca (85 Km) e Bafatá (93 Km). Foto original, a preto e branco , reproduzida com a devida  vénia do livro "Nos celeiros da Guiné", de Albano Dias Costa e José Sá-Chaves (Lisboa: Chiado Editioar, 2015).

Vários anos separam as fotos nº 1 e 3: mas nas duas persiet a gralha ou o erro de impressão do topónimo "Bissau" (sem o "u").

 Restauro, melhoria técnica e colorização digital das 3 fotos: Blogue Luis Graça & Camaradas da Guiné + ChatGPT/OpenAI, 2026.



1. Respondendo ao desafio lançado no poste P28386 (*), a resposta correta era Mansoa... Várias leitores acertaram, ou andaram lá próximos, no blogue e na página do Facebook daTabanca Grande... Outros (nomeadamente na página do Facebook, apontaram para o Norte ou para o Sul...).

(i) Cherno Baldé:

Na minha opinião o painel estaria situado no centro do país, mais precisamente na área de Mansoa, pois a distância de Bissau a Mansoa é de, aproximadamente, 57 km; e de Mansoa a Bafatá seriam os 93 km, perfazendo assim a distância aproximada de 150 km (57 km + 93 km) de Bissau a Bafatã, embora alguns defendam que a mesma é de 154 km.

 (ii) César Dias: 

Jugudul
 
 (iii) Arur Conceição:
 
Binar

(iv) Antº Rosinha

Mansoa provavelmente.

 (v)  Jerónimo Magina

Mansoa

(vi) Emanuel Ribeiro Fernandes

Penso que a localidade mais próxima será Mansoa, onde estive várias vezes.

(vii) Lucinda Aranha

Nem me atrevo...
 
(viii) Artur Godinho Gomes

Safim
 
(ix) António Sedas

Estava na zona de Mansoa.

 (x) João Reis Melo

Aposto as moedas todas em Mansoa. Quando muito, poderia ser Jugudul mas, passo lá todos os anos e, como de Jugudul a Mansoa, são menos de 3 km... poderá ser qualquer uma delas...

(xi) José Marques

Julgo ser Mansoa.
 
(xii) Tabanca Grande Luís Graça

Bingo, é Mansoa!.. Parabéns aos camaradas e amigos que acertaram!...

(Seleção, revisão / fixação de texto: LG)
 __________________

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28386: Para bom observador, meia palavra basta (8): qual a povoação, no sector oeste do CTIG, que ficava a 93 km de Bafatá, a leste ?





Guiné > s/l > c. 1963 >Dois VCC,  militares presumivelmente  da CCAÇ 413 (1963/65)... posando junto a um tabuleta rodoviária,  toponímica e quilométrico, indicando diversas localidades de destino e respetivas distâncias: Encheia (18 Km), Nhacra Posto (28 Km), Bissalanca / Bissau (48 Km), Porto Gole (28 Km), Enchalé (50 Km), Bambadinca (85 Km) e Bafatá (93 Km). Foto original, a preto e branco , reproduzida com a devida  vénia do livro "Nos celeiros da Guiné", de Albano Dias Costa e José Sá-Chaves (Lisboa: Chiado Editioar, 2015)

 Restauro, melhoria técnica e colorização digital: Blogue Luis Graça & Camaradas da Guiné + ChatGPT/OpenAI, 2026.

1. Estes painéis de informação são designados por placas de orientação, painéis toponímicos e de distâncias ou sinais de indicação de itinerário (à época também conhecidos popularmente por placas toponímicas/quilométricas da rede viária), existiam na Guiné, no tempo colonial, onde eram elementos comuns da rede rodoviária, localizados em  geral junto às principais povoações do interior da Guiné ou entroncamentos. Eram habitualmente instalados e mantidos pela Junta de Autónomas de Estradas (JAE) ou pelos serviços de obras públicas locais. Jugalmos que remontam ao tempo do governador  Sarmento Rodrigues (1945-49). Grande parte deles devem ter sido desttruída com o  início da guerra,. Lembrei-me de ver alguns no leste.

Para testar os teus conhecimentos de geografia...Meu caro leitor,  se és bom observador, diz-me: tendo em conta o cruzamento e as distâncias indicadas, o painel estaria situado em que região (Oeste, Leste, Sul) ? E mais próximo de que localidade ?


___________________


Nota do editor LG:

Último poste da série > 19 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28359: Para bom observador, meia palavra basta (7): O obus 14 cm do 17º Pel Art (Bedanda, agosto de 1972): quando a bota (foto do Vasco Santos, ex-1º cabo cripto, da CCAÇ 6, 1972/73) não condiz com a perdigota (as versóes modificadas pela IA)

sábado, 19 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28359: Para bom observador, meia palavra basta (7): O obus 14 cm do 17º Pel Art (Bedanda, agosto de 1972): quando a bota (foto do Vasco Santos, ex-1º cabo cripto, da CCAÇ 6, 1972/73) não condiz com a perdigota (as versóes modificadas pela IA)

 





Foto nº 1, 1A, 1B, 1C






Foto nº 2, 2A, 2B, 2C

Foto nº 3

Guiné > Região de Tombali > Bedanda > CCAÇ 6 > Agosto de 1972  > O Obus 14... a disparar à noite. um "supositório de mais de 40 kg, como diria o ex-alf mil médico Amaral Bernardo, que também passou por Bedanda em 1971...

Algumas características técnicas do Obus 14 cm m/943:

(i) Origem Reino Unido;
(ii) Ano de fabrico: 1941 (entrada ao serviço: 1943);
(iii) Calibre: 140 mm;
(iv) Guarnição: 10 elementos;
(v) Peso do obus 6190 kg;
(vi) Peso da granada HE; 40,5 Kg;
(vii) Alcance: 15.600 m;
(viii) Campo de tiro horizontal: -530 mil a +530 mil;
(ix) Campo de tiro vertical; -90 mil a 800 mil;
(x) Cadência de tiro: 2 TOM;
(xi) Locomoção Tração Automóvel...
Observ: Foi descontinuado em 1987, é hoje peça de museu...

Foto (e legenda): © Vasco Santos (2011). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

1. A foto nº 3  foi-nos enviada pelo Vasco Santos,  ex-1º cabo cripto, de rendição individual, colocado na CCAÇ 6 (Bedanda, 1972/73) (*).

Em agosto de 1972 o subsetor de Bedanda era guarnecido pelas seguintes subunidades, colocadas em Bedanda;

  • CCaç 6 a
  • 17° Pel Art (14crn)  
  • 1 Esq do Pel CanhSRc 3079
  • Pel Mil 237

Sobre o 17º Pel Art temos escassas referèncias. E só temos referência a um graduado, metropolitano, o fur mil Art Machado e Fereira, que não sabemos se está vivo e onde vive.

È uma foto espectacular, não há muitas destas nos álbuns dos artilheiros. Conhecemos apenas a do ex-alf mil médico Amaral Bernardo, também tirada em Bedanda, mas em 1971,

Quisemos melhorar a qualidade, o contraste e a resolução da foto do Vasco Santos...Com a ajuda da IA, obtivemos 2 versões, variantes da foto do Vasco Santos. 

Cada uma das imagens da IA tem 70 vezes mais resolução do que a foto do Vasco Santos... Mas quando as comparámos com o original, verificámos que o "aprimoramento" acabou por deturpar a realidade. 

Vamos lançar um desafio ao nosso leitor que é bom observador (**): há detalhes, nas fotos nº 1 e 2 (modificadas pela IA) que não batem certo com a foto original (a nº 3). E caso para dizer que a bota não bate com a perdigota.

Caro leitor, identifica e descreve as diferenças que consegues observar, imaginar  ou  intuir  (mesmo que o original tenha fraca resolução). Tem em conta a composição dos Pel Art, que pertenciam  ao  BAC1 / GA7 (com sede em Bissau).
______________________

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Guiné 61/74 - P26794: Brasões, guiões ou crachás (9): O que nos diz o mural de Mansabá, fotografado pelo alf grad capelão José Torres Neves em novembro de 1970 ?






Guiné > Zona Oeste > BCAÇ 2885 (Mansoa) > Mansabá >Novembro de 1970> Fotos do álbum do Padre José Torres Neves, alferes graduado capelão

Foto (e legenda): © José Torres Neves (2025). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. O "mural de Mansabá", fotografado em novembro de 1970 pelo alferes graduado capelão, José Torres Neves, do BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71) (*) traz informações precisosas sobre unidades e subunidades que passaram, mesmo que episodicamente,  por aquele aquartelamento. 

Duas das inscrições murais não conseguimos identificar.  Uma delas  está muito sumida: apanha-se o ano (1965/67/68 ?... e sobra um resto do brasão. A outra parece ser paraquedistas, BCP 12... Mas quem eram os "Sabres" ?...Talvez o Carlos Vinhal (ou outro "bom observador") nos possa ajudar (**):

Aqui vão as que têm a identificação legível:

(i) Pel Mort 1085, "Os Tesos" (1966/68):  não tínhamos até agora qualquer referência a esta subnunidade; chegou ao CTIG em 26 de abril de 1966, juntamente com os Pel Mort 1086 e 1087, sendo inicialmenmte colocado em Mansoa;

(ii) Pel Caç Nat 54, "Aguias Negras", 1964/66: estranha é a referência ao ano de 1964; em princípio, formou-se em Bolama, em 1966; tem mais de 6 referências no nosso blogue:

(iii) CCAÇ 1418, "Os Facas" (Bula, Buruntuma e Fá Mandinga, 1965/67): temos 8 referências; sabemos que foi mobilizado pelo RI 1 (Amadora); pertencia ao BCAÇ 1856 (Bissau  e Nova Lamego, 1965/67); foi comandado pelo cap inf António Fernando Pinto de Oliveira.

Síntese operacional: 
  • após o seu desembarque, a CCAÇ 1418 ficou colocada em Bissau durante quinze dias como subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe;
  • tendo seguido, em 21ago65 para Bula, a fim de realizar uma instrução de adaptação operacional sob a orientação do BCAV 790 [28Abr65-08Fev67; do TCor Cav Henrique Alves Calado], e seguidamente reforçar este Batalhão em acções realizadas nas regiões de Naga, Inquida e Choquemone, entre outras;
  • até 20out65, continuou depois a ser atribuída em reforço de outros batalhões, com vista à realização de diversas acções na região do Jol, em reforço do BCAÇ 1858 [24Ago65-03Mai67; do TCor Inf Manuel Ferreira Nobre Silva], de 05 a 18Nov65. Na região de Gussará-Manhau, em reforço do BART 645, de 16 a 23Dez65;
  • nas regiões de Naga e Biambe, em reforço do BCAV 790, de 2 a 16Jan66 e novamente de 12 a 26Mar66. Na região do Morés, em reforço do BCAÇ 1857 [06Ago65-03Mai67; do TCor Inf José Manuel Ferreira de Lemos], de 13 a 23Fev66, onde tomou parte na «Operação Castor» [em 20Fev66], um golpe-de-mão à base central do Morés bem-sucedido, já que foi capturada elevada quantidade de armamento e outro material;
  • deslocada seguidamente para Buruntuma, assumiu, em 08Mai66, a responsabilidad do respectivo subsector, em substituição da CCav 703, ficando integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão , tendo destacado uma secção para Camajabá e a partir de 21 Set66, um pelotão para a ponte do rio Caiúm;
  • em 03abr67, foi rendida no subsector de Buruntuma pela CCaç 1588 e seguiu para Fá Mandinga, onde substituiu, temporariamente, a CCaç 1589 na função de reserva do Agr 1980;
  • em 09Abr67, seguiu para Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.
(iv) CCAÇ 1421. "Os Caveiras" (Mansoa, Mansabá e Cutia, 1965/67): mobilizado pelo RI 2 (Abrantes), pertencia ao BCAÇ 1857 ( : foi comandado pelo cap inmf Cap Albino Augusto de Castro Carrapatoso: temos mais de 3 dezenas de referências.

(v) BCAÇ 1857 (Bissau, Mansoa e Mansabá, 1965/67); tem cerca de meia centena de referências no nosso blogue.

Como referimos, há duas inscrições por decifrar: alguns militares terão passado por Mansabá e deixado a "assinatura" da sua unidade ou subunidade; com o tempo houve elementos icónicos que se deterioraram. Apelamos aos nossos "arqueólogos" e "decifradorees de enigmas" para nos dar uma ajuda...
  • (?) 67/68/69;
  • "Sabres" | Rec  Dos  (?) Páras | 20/7/66 | Ex M.M. 



Esta última imagem mostra um emblema militar português, datado de 20 de julho de 1966, com um paraquedas, asas e um sabre (ou de um escorpião?), possivelmente relacionado a uma unidade de paraquedistas. A presença do paraquedas e do escorpião (u do sabre ?), juntamente com a menção a "Páras", sugere uma conexão com  o BCP 12 (que atuou no CTIG) ou uma das suas companhias (Elementos sugeridos em parte pela IA).  Ex M.M. podia ser o autor da inscrição mural...
_____________

Notas do editor:

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Guiné 61/74 - P26175: Para bom observador, meia palavra basta (6): O fortim de Cabedu


Guiné-Bissau > Região de Tombali > Península de Cubucaré, Cantanhez > Cabedu >  Restos (arqueológicos...) do antigo destacamento de Cabedu... O fortim.... 

Por aqui passaram, em 1963/56, os valorosos e esforçados militares portugueses da CCAÇ 555, comandados pelo cap inf António Ritto  (de seu nome completo, António José Brites Leitão Rito) e de que fazia parte o fur mil at inf Norberto Gomes da Costa, hoje mestre em história,  e membro da nossa Tabanca Grande.  (Vd. livro "Missão na Guiné, Cabedu, 1963-1965”, por António José Ritto e Norberto Gomes da Costa, com a colaboração de José Colaço. Linda-a-Vela, DG Edições, 2018) (*)

A CCAÇ 555, em 28dez63assumiu a responsabilidade do subsector de Cabedu, ficando integrada no dispositivo e manobra do BCaç 356 e depois do BCaç 619; d20 a 22set64, tomou parte na Op Tornado, a região do Cantanhez. Em 25set65, foi rendida pela CCaç 1427, por troca, recolhendo por escalões, até 11out65, a Bissau.

Foto (e legenda): © José Teixeira  (2008). Todos os direitos reservados. [Edição e lehendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



Guiné > Região de Tombali > Cabedu > CCAÇ 1427 (1965/67) > c. 1966 > Foto do álbum do Tony Grilo, (Canadá): artilheiro, apontador de obus 8,8 (Bissau, Cabedu, Cacine, Cameconde,1966/68)-

A CCAÇ 1426, de 25set65 a 11out65, rendeu por troca, a CCaç 555, assumindo então a
responsabilidade do subsector de Cabedú, ficando integrada no dispositivo e manobra do BCaç 619 e depois do BCaç 1858, tendo tomado parte em diversas operações realizadas naquela área. Em 31mar67, foi rendida no subsector de Cabedú pela CArt 1614 e
recolheu a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.
 
Foto (e legenda): © Tony Grilo (2008). Todos os direitos reservados. [Edição e lehendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

 

Guiné > Região de Tombali > Cabedu > CCAÇ 1427 (1965/67) > Vista aérea do aquartelamento e pista de aviação. Foto do ãlbum do Manuel José Janes,  "O Violas", membro da Tabanca Grande.

Em substituição da CCaç 1427, foi deslocada para Cabedú, em 30mar67, a CART 1614, assumindo a responsabilidade do respectivo subsector, e ficando integrada no dispositivo e manobra do BArt 1913. Em 6jan68, foi substituída, transitoriamente, pela CArt 1689 até à chegada  da CCaç 1788.

Fotos (e legendas): © Manuel José Janes / Jorge Araújo (2017). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



Guiné > Região de Tombali > Cabedu > CCAÇ 1427 (1965/67) > c. 1966 >  Vista aérea do aquartelameento e parte da pista que atravessava a tabanca ao meio.


A CArt 2476 / BART 2865  seguiu em 16fev69 para Catió a fim de render a CCaç 1788, assumindo, em 17fev69, a responsabilidade do respectivo subsector, com dois pelotões no destacamento de Cabedu e, cumulativamente, a função de subunidade de intervenção e reserva do sector, ficando integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão.
Em 6dez70, foi rendida no subsector de Catió pela CCaç 2792.

Esta útima assumiu, nessa data,  a responsabilidade do subsector de Catió, com dois pelotões no destacamento de Cabedú, ficando integrada no dispositivo e manobra do BArt 2865 e depois do BCaç 2930, tendo sofrido várias flagelações aos aquartelamentos e executado patrulhamentos, emboscadas e contactos com as populações. Em 21go72, foi rendida no subsector de Catió pela CArt 6251/72, tendo-se deslocado por fracções, em 13ago72 e 23ago72, para Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.
 
Fotos (e legendas): © Manuel José Janes / Jorge Araújo (2017). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné] 


1. Não se sabe ao certo quando e por quem foi construído o fortim de Cabedu... Talvez pela a primeira companhia de quadrícula, a CCAÇ 555. Ou das seguintes:  CCAÇ 1427, CART 1614, CCAÇ 1788, CCAÇ 2792...

Temos que reler as memórias de Cabedu, do Norberto Gomes Costa. O Orlando Pinela,  que esteve lá, na CART 1614 (1966/68), não se lembra do fortim... Nem dos três espaldões dos obuses...

Será que a construção do fortim é data posterior a estas  primeiras três companhias ?

Mas o fortim ainda lá está ou estava, em 2008, quando o Zé Teixeira o fotografou, por ocasião do Simpósio Internacional de Guileje, em março desse ano. Foi expressamente a Cabedu, mais o nosso saudoso Pepito (e outros camaradas como o Zé Carioca), para inaugurar o fontenário (**).

Em 1971, quando o cap art, cmdt da CCAÇ 2696 (Gadamael, 1970/72), Morais da Silva, sobrevoou de avioneta Cabedu, a caminho de Catió, o fortim já lá estava, como o atesta a foto aérea que ele tirou, mas sem até hoje ter a certeza que estava a fotografar Cabedu (destacamento da CCAÇ 2792, com sede em Catió, cujo comandante, seu camarada,  ele ia visitar) (***)... 

Estava  já o fortim ou não estava, caro leitor, tu que és bom observador (****) ?!



Guiné > Região de Tombali > Península de Cubucaré > Cabedu > 1971 > Vista aérea da povoação, pista de aviação e destacamento das NT em finais do ano de 1971 >  O fortim vem assinalado a amarelo.

Foto: © Morais da Silva (2024). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
_____________

Notas do editor:

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Guiné 61/74 - P25790: Para bom observador, meia palavra basta (5): Complementar os dizeres do aviso... "É PR...MAR. | "N...NG."


 
Angola > Luanda > 1963 > Em primeiro plano, o fur mil 'comando' Mário Dias;  em segundo plano, da esquerda para a direita, o fur mil Artur Pereira Pires, o sold Adulai Jaló e o alf mil Justino Coelho Godinho (estes três últimos já falecidos). No aeroporto de Luanda à espera de transporte para o QG / CTIG. O primeiro grupo de Comandos do CTIG, sob o comando do alf mil Saraiva, participaria depois na Op Tridente (jan-mar de 1964). Foto cedida por Vassalo Miranda, ex-fur mil, Gr Cmds ‘Panteras’ (*).

Foto (e legenda): © Virgínio Briote (2015). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].


1. É verdade que, para meio observador, meia palavra basta (*) ? Se sim, aqui fica um passatempo de verão... 

Caros leitores: depois de uma análise atenta da foto (e legenda) acima, ajudem a completar os dizeres do aviso afixado na parede que as pernas do  fur mil Artur Pereira Pires encobrem parcialmente:

"É PR...MAR | N...NG"

Dão-se... "alvíssaras"|

____________

Nota do editor:

(*) Último poste da série > 20 de junho de2024 > Guiné 61/74 - P25665: Para bom observador, meia palavra basta (4): Partidas e chegadas... no Cais da Rocha Conde de Óbidos (Fotos do álbum de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como e Cachil, 1964/66), comandnate da TAP reformado... e pai da "prquens (em 1964) Pula Cristina

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Guiné 61/74 - P25665: Para bom observador, meia palavra basta (4): Partidas e chegadas... no Cais da Rocha Conde de Óbidos (Fotos do álbum de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como e Cachil, 1964/66), comandnate da TAP reformado... e pai da "prquens (em 1964) Pula Cristina


Foto nº 1A



Foto nº 1


Foto nº 2



Fotoo nº 3


Foto nº 4



Foto nº 4 
 
Fotos do álbum do João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como e Cachil, 1964/66)

Fotos (e legendas): © João Sacôto (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



1. Esta sequência (Fotos nºs 1, 2, 3, 4 e 5)  mostra uma criancinha que vem à Gare Marítima Rocha  Conde de Óbidos (e não à Gare Marítima de Alcântara!) para se despedir do pai, que parte para a guerra (Foto nº 1). 

Vem pela mão do avô (Foto nº 1A). A criança era uma menina, Paula Cristina, fazia 2 aninhos nesse dia 8 de janeiro de 1964. Que prenda de aniversário, que crueldade, levarem-lhe o pai para a guerra, logo nesse dia... 

Seráque ela se lembvra ? É de todo improvável. Hoje, advogada, tem 62 anos.

O pai é o nosso amigo e camarada João Sacôto, ex-alf mil  da CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como e Cachil, 1964/66). Viria a trabalhar depois como Oficial de Circulação Aérea (OCA) na  Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC).  E seria, entretanto, piloto e comandante na TAP, tendo-se reformado em 1998. Fez anos há dias anos. E continua a viajar e a ter o ar de quem é feliz e gosta de viver. 

Membro da nossa Tabanca Grande desde 20/12/2011, é autor de uma notável série, o "Álbum Fotográfico de João Sacôto", donde selecionámos estas fotos...

Vemo-lo, na foto nº 3, a descansar à entrada de uma morança, na ilha de Infanda, setor de Catió. Seguramente a pensar na pequena  Paula Cristina, que deixara na metrópole e que só voltaria  a abraçar em agosto de 1965, nas férias... 

Regressa, por fim, a casa, embarcando no  T/T Uíge (Foto nº 4). Reune-se por fim com a família (Foto nº 5): a sua Paula Cristina já tinha 4 anos... (Será que ela ainda se recorda deste dia ? Pouco provável, com essa idade), 

Enfim, uma história com um final feliz, a avaliar,  de resto, pelos caminhos que o João Sacôto seguiu, e ele e os companheiros, oficiais millicianos da CCAÇ 617, aqui à mesa noT/T Uíge, no cruzeiro Bissau-Lisboa,  (Foto nº 4): da esquerda para a direita (legedenda de 2019):

 (i) alf mil Farinha (era arquiteto, já faleceu):

 (ii) alf mil Santarém (foi professor liceal na Guarda);

 (iii) alf mil Gonçalves (foi industrial de plásticos); 

(iv) alf mil Sacôto (foi comandante da TAP); 

(v) alf mil Monteiro, de outra unidade, que não a CCAÇ 617).... 

Recorde-se que a CCAÇ 617 / BCAÇ 619, partiu para o CTIG em 8/1/1964 e regressou a 9/2/1966, tendo sido comandada pelo cap inf António Marques Alexandre. Esteve em Bissau, Catió e Cachil.

No meio desta sequência, há demasiada informção que escapa a um observasor, mas não a um "bom observador... Por exemplo:

(i) quem é que assistia às partidas (e chegadas) de contingentes militares para o Ultramar ? Claro, as autoridades, civis e militares  (a começar, pela PSP, PM, PIDE,  força de segurança militar,  etc.),  e que ficavam estacionadas ou deambulando pelo cais;

(ii) o público, em geral,  era acantonado no primeiro andar da gare marítma,  no varandim, donde acenava para os soldados que iam embarcando;

(iii) o embarque era uma operação morosa: em geral, um oficial superior (um oficial general, em representação do ministro do exército)  passava revista às tropas em parada (na Av Brasília, paralela à Av. 24 de Julho); havia fanfarra e desfile das forças em parada; as individualidades militares em terra faziam continência (devia ser uma seca, pensavam uns e outros); havia um discurso de despedida; e depois os militares encaminhavam-se para o cais de embarque e iam subindo o portaló do navio enquanto acenavam  para os que ficavam em  terra; os familiares acenavam do varandim (e, alguns do cais, devidamente separados por grades de segurança); as escada de embarque da AGPL - Administração do Porto de Lisboa eram, entretanto,  retiradas com o auxílio de grua;

(iv) por fim, soltavam-se as  amarras e o navio zarpava, apitando três vezes; para trás ficava a ponte sobre o Tejo (inaugurada em 1967), o o Cristo Rei,  o casario da cidade;

(v) em geral, as partidas, eram de manhã,  e havia lenços  brancos e muitas lágrimas incontidas na pequena multidão que tinha o privilégio de se ir despedir de familiares e amigos (raramente se mostram grandes planos com as lágrimas da partida;  no regresso, a censura já deixava passar as lágrimas de alegria...); maior parte dos militares não tinha lá ninguém, que nesse tempo Lisboa era longe do Porto, de Bragança, de Beja ou de Faro...

(vi) na RTP Arquivos podem ver-se dezenas e dezenas de vídeos, a preto e branco, sem som, peças de reportagem que passavam no Noticiário Nacional...Ao longo da guerra, longa de 13/14 anos  (1961/75), estas cenas tornaram-se banais, mas eram quase sempre passadas no Cais d Rocha Conde de Óbidos (onde partiam e chegavam os navios das carreiras de África, incluindo os T/T, Transportes de Tropas), e não do Cais de Alcântara (reservadas aos navios transatlânticos, que faziam as carreiras das Américas);

(vii) por fim, parece que faltam aqui as senhoras do Movimento Nacional Femino (já deviam ter aparecido antes da pequenina Paula Cristina que, com o avô, acenava para o pai já embarcado): distribuíam cigarros, medalhinhas de Nra. Sra. de Fátima, sorrisos, e votos de coragem, ânimo, boa sorte e bom regresso...

Fica, para o "bom observador", a oportunidade de comentar o que muito bem entender (*).. Votos de saúde e longa vida para o nosso veterano João Sacôto.

_____________

Nota do editor:

(*) 12 de junho de 2024 > Guiné 61/74 - P25634: Para Bom Observdor, Meia Palavra Basta (3): O morteirete 60 mm, m/968, da Fábrica de Braço de Prata (FBP), e outras curiosidades...

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Guiné 61/74 - P25610: Para Bom Observador, Meia Palavra Basta (2): o que há em comum na estátua de Nicolau Lobato, herói nacional timorense, inaugurada em 2014, e a estátua aos combatentes do ultramar da freguesia de Atalaia, inaugurada um ano antes ?

 



Timor-Leste > Dili > Aeroporto Internacional > Estátua de Nicolau Lobato (1946-1978), 1º ministro (de 28 de novembro a 7 de dezembro de 1975) e 2º presidente da República Democrática de Timor Leste (1977/78).  Ao tempo da admimistração portuguesa, o o Nicolau Lobato foi seminarista, e depois, como serviço militar obrigatório,  fur mil, vagomestre, do exército português, CCAÇ 15 (Caicoli, 1966/68).(*)


Fonte: Wikimedia Commons (com a devida vénia...).

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2024)



Lourinhã >  Atalaia> 16 de junho de 2013 > Inauguração do monumento aos combatentes da 
freguesia de Atalaia > Vista parcial do monumento  (**)

Foto (e legenda): © Luís Graça (2013). Todos os direitos reservados [Edição:  Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

1. Mais um desafio, no âmbito da série  "Para Bom Observador, Meia Palavra Basta" (***)...  

Qual é a relação entre as duas imagens, a estátua, em bronze,  de Nicolau Lobato, herói nacional de Timor-Leste, inaugurada em 2014, e a estátua, também em bronze, inaugurada em 13 de junho de 2013, na Atalaia, Lourinhã, de homenagem aos combatentes daquela freguesia que passaram, durante a guerra do ultramar / guerra colonial, por 5 diferentes teatros de operações (Angola, Guiné, Índia, Moçambique e Timor) ?

Vários camaradas nossos, naturais do concelho da Lourinhã, fizeram a sua comissão de serviço militar em Timor, ao tempo da guerra do ultramar / guerra colonial. 

__________

Notas do editor:

(*) Vd. poste de 4 de junho de 2024 > Guiné 61/74 - P25602: Viagem a Timor: maio/julho de 2016 (Rui Chamusco, ASTIL) - VI (e última) Parte: Regresso a Lisboa, via Singapura e Londres... E que Deus seja louvado!

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Guiné 61/74 - P25605: Para Bom Observador, Meia Palavra Basta (1): Cunhete, em madeira, de granadas de morteirete 60mm, Guileje, c. 1969/70

 


Guiné > Região de Tombali > Guileje > Pel Caç Nat 51 > c. jan 69/jan 70 > Foto nº 13 do álbum do Armindo Batata >  Um dos guineenses do Pelotão cozendo a bianda em fogão a petróleo. Detalhe: cunhete,  em madeira,  de granadas de morteirete 60 mm,  m/968 (FBP), c/ Acessórios... A servir de móvel, improvisado (*).?

Foto: © Armindo Batata / AD - Acção para o Desenvolvimento (2007). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

1. Para Bom Observador, Meia Palavra Basta... A nova série, ao servir de passatempo para o verão que aí vem...E começamos com  esta curiosa foto do Armindo Batata: em Guileje, tal como noutros "resorts" turístico-militares do nosso tempo, improvisava-se, desenrascava-se, sobrevivia-se... Tudo se aproveitava, nada se deitava fora. Nomeadamente caixotes e cunhetes de munições, em madeira... Havia falta de mobiliário: cadeiras, bancos, mesas, secretárias, cacifos, estrados, etc.

Vendo a foto, pergunta-se: qual era a proveniência das granadas de morteirete 60 mm ?... Onde se fabricavam  ? 

 Era uma das nossas melhores armas no mato, em resposta a uma emboscada do IN: versátil, fácil de transportar, fácil de usar, eficiente, segura (contrariamente ao dilagrama), e terrivelmente eficaz, com um bom apontador... Nm precisava de prato: a ponta da bota, o joelho, o chão (desde que fosse duro)... bastavam para apoiar o cano!... E depois, era só metê-las, às "ameixas", no sítio certo...

____________

Nota do editor:

(*) Vd. poste de 5 de junho de 2024 > Guiné 61/74 - P25604: História do Pel Caç Nat 51 (1966/74) - Parte I: Guileje, ao tempo da CART 2410 (jan 69/jan 70) (Armindo Batata)