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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28450: Convívios (1078): Os antigos combatentes da vila de Loriga, a princesa da Serra da Estrela, homenagearam as suas mães, no almoço-convívio realizado na Escola Secundária de Sacavém, no passado sábado, dia 17 - Parte I

 

Foto nº 1 > Estandarte dos Antigos "Combatentes Louriguenses do Ultramar"...   (Tanto quanto sabemos não há nenhum Núcleo de Seia da Liga dos Combatentes, e muito menos da Vila de Loriga.)


Foto nº 2 >  À esquerda, a bandeira da vila de Loriga, concelho de Seia. 


Fotro nº 3 >  A comissão organizadora do almoço-convívio dos antigos combatentes  de Loriga realizado no passado dia 17/10/2026, em Sacavém, terra que está geminada com a princesa da Serra da Estrela.  O António de Brito Ribeiro (à direita) (Guiné), é membro da Tabanca da Linha e da Tabanca Grande, e que teve a gentileza de  convidar os respetivos  régulos,  Manuel Resende e Luís Graça. 



Foto nº 4 >   Homenagem à Comissão Instaladora do Monumento aos Ex-Combatentes Loriguenses, inaugurado em  
27 de julho de 2013, Subiram ao palco e foram aplaudidos os elementos presentes.  


Fotro nº 5  > Velas acesas em homenagem às mães dos combatentes presentes (cerrca de 6 dezenas). Os filhos de Loriga mobilizados para a guerra colonial / guerra do ultramar foram c.  duas centenas e meia.

Foi um a onita, sentida e provavelmente inédita homemagem às mães dos antigos combatentes que, em Loriga, em plena serra da Estrela, iam rezar à noite, na capela da N. Sra. da Guia, aos seus filhos, que estavam "lá fora", na guerra, a milhares de quilómetros de casa... Aqui fica uma pequena amostra do extenso painel com fotos afixadas de mães de combatentes loriguenses...


Fotro nº 6  > A mãe do António Moura Pinto (esta e as  fotos seguintes, até à nº 15,  foram melhoradas com recurso à IA)


Foto nº 7 > Aurora de Brito Pina foi mãe de 3 combatentes (dois deles mobilizados para a Guiné, o António, 1969/71, e o José, 1973/74; e o outro para Moçambique, o Jorge, em 1971/74).


Foto nº 8 > Maria Emilia Gonçalves: teve dois filhos no Ultramar




Foto nº 9 > Maria do Carmo Gonçalves; mais um  mãe, lorigeunse,  com 3 filhos no Ultramar



Foto nº 10 >  A mãe do  Zé Fernandes Piuna




Foto nº 11 : Mãe do António e do José Mendes da Fonseca




Foto nº  12 > Mais uma mãe de dois combatentes de Loriga, o Adelino Manuel  e o Abílio Martins Pina



Fotro nº  13  > Mãe do Luís e do Armando Alves Brito




Fotro nº 14 > Mãe do António José  Silva Pereira (Guiné, 1969/71)




Foto nº 15 > As mães de Loriga que iam ao Cais da Rocha Conde de Óbidos receberem os filhos que regressavam da guerra do Ultramar. (Foto, originalmente, a preto e branco, colorizada com recurso à IA; por lapso, não registámos  o nome do militar nem da sua mãe.)





Fotro nº 16, 16A, 16B > O bolo comemorativo do evento: contèm dois elementos icónicos da vila de Loriga: o monumento aos antigos combatentes (à esquerda) e a capela de Nª Sra. da Guia (ao centro), onde as mães iam rezar todas as noites, em pequenos grupos, à vez,,,

Diz o excerto do poema (foi escrito,  musicado e  interpretado ao vivo, no evento, pelo membro da comissão organizadora, José Manuel Alves): "Meia noite, na capela / quando acenderes uma vela / naquele altar pequenino,/ aquieta a tua agonia. / Nossa Sra. da Guia / guiará o meu destino ".


Fotos (e legendas): © Luís Graça  (2026). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. São as minhas primeiras fotos, selecionadas (de um lote de 150, incluindo vídeos), do almoço-convívio dos antigos combatentes de Loriga, Seia, que se realizou no passado sábado, 17 do corrente, na Escola Secundária de Sacavém (que faz parte do Agrupamento de Escolas Eduardo Gageiro).

O evento, extremamente agradável, afetuoso e animadíssimo, reuniu cerca de 130 convivas, na sua grande maioria filhos de Loriga, uma grande parte da diáspora. 

O serviço de "catering" (excelente, 5 estrelas)  esteve a cargo do restaurante "A Saborosa", Tábua. Um grupo musical, composto por louriguenses (homens e mulheres), animou até ao fim da tarde, este magnífico convívio. Houve boa música portuguesa e africana.    Maria Mendes, irmã de um antigo combatente, e vocalista do grupo, começou por ler um belíssimo e tocante texto de homenagem às Mães de Loriga. Siga-se o toque de silèncio aos mortos. 

A animação musical esteve a cargo do grupo "Chão da Ribeira", dirigido pelo José Manuel Alves (vd, aqui o seu blogue: https://josalvespt.blogspot.com/ ).

Dos  130 participantes neste almoço-convívio, cerca de metade eram antigos combatentes. Açlguns vieram propositadamente de Loriga. Faltaram 9 dos inscritos (incluindo o nosso Zé Carioca e esposa, da Tabanca da Linha).

Tive o privilégio de poder estar presente, a convite do nosso amigo e camarada António de Brito Ribeiro, um filho de Loriga que vive no Estoril, e que frequenta a Magnífica Tabanca da Linha, e que é também nosso grão-tabanqueiro. Vive estes encontros dos seus camaradas e conterrâneos com grande paixão.  Julgo que este é o 3º que se realiza em Sacavém.

O António, engenheiro eletrotécnico de formação, ainda está no ativo... O seu dinamismo é contagiante. Recorde-se que é o nosso grão-trabanqueiro nº 912: foi Alf Mil Trms,  CCS/BART 2857 (Piche); GA7 (Bissau); COP 6 (Mansabá e Farim); CAOP 1 (Teixeira Pinto) e BCAÇ 3884 (Bafatá).

Além do António, fizeram parte da organização deste evento: o António Fernandes  (Guiné); Gabriel Pina (Moçambique); José M. Alves (Angola)  e ainda José Ambrósio (Guiné).

Todos os antigos combatentes presentes (incluindo alguns não-loriguenses como eu, como o Manuel Resende, régulo da Tabancada Linha,  e como mais uns tantos) ostentavam ao peito um fita de cor diferente conforme o TO onde estiveram mobilizados: Amarela (Guiné), Vermelha (Angola) e Verde (Moçambique).

2. Sobre "Os Loriguenses na Guerra do Ultramar", vd. aqui o sítio do Adelino M. M. Pina (que vive na Alemanha, e fez a sua comissão de serviço militar em Angola, como 1º cabo (Luso, hoje, Luena, março de 1970 / abril de 1972). 

Estáo identificados 338 antigos combatentes loriguenses, filhos de 265 mães: algumas tiveram, pois, mais do que um filho no ultramar!...

 A página do Adelino Pina contem os testemunhos de 20 camaradas, que passaram pelos diversos territórios e teatros de operações, incluindo Macau, Índia, Angola, Guiné e Moçambique: são os seus CV militares e uma seleção das fotos dos seus álbuns fotográficos (ao todo são algumas centenas).

Camaradas de Loriga que passaram pelo CTIG, tomei nota dos seguintes (por ordem de apresentação):

  • Carlos Lucas Antunes Fernandes (1967/69) )1º cabo, EREC, Bafatá e Piche)
  • José Reis Fernandes Leitão (1968/70) (cap mil, Buba e Farimj)
  • Mário Moura Pinto (1971/73) (sold at cav, EREC 3431, Bafatá)
  • Joaquim Zacarias  Fernandes de Brito (1972/74) (CCAÇ 3546/BCAÇ 3883) (sold at inf,  Piche, Ponte Caium, Camajabá)
  • José Pinto Lages (1968/70) (soldado cozinheiro, Bissau)
  • José Mendes Gouveia (1970/72) (1º cabo radiotelegrafista, Piche e Bissau)

(Continua)

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 13 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28434: Convívios (1077): Estão abertas as inscrições para o 115.º Encontro da Tabanca do Centro, a levar a efeito no próximo dia 30 de Outubro de 2026, na Quinta do Paul - Ortigosa. As inscrições encerram no dia 27


domingo, 18 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27647: E as nossas palmas vão para... (30): António Brito Ribeiro: loriguense a viver a em São João do Estoril, Cascais, benemérito da Magnífica Tabanca da Linha, fornecedor não-oficial de... "old bottles" para as ocasiões especiais



Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 63 º almoço-convívio > 14 de janeiro de 2026 > Strathconon, "a blend of single malt Scotch whiskies, 12 years old", oferecida pelo António Brito Ribeiro

Fotos: António Alves (2026) e Manuel Resende (2026)



Magnífica Tabanca da Linha > Algés >  52º Almoço-convívio > 21 de junho de 2023  > O régulo Manuel Resende mostrando mais outra preciosidade da garrafeira do António Brito Ribeiro, Ye Wisky of Ye Monlks (o uísque dos monges...). Garrafa em cerâmica. Muito cobiçada na Guiné, nos nossos "bons velhos tempos"... Na Garrafeira Naciobnal deve andar à volta dos 150 euros.. 

Foto: Manuel Resende (2023)


António Brito Ribeiro: o fornecedor não-oficial de "old bottles"
para os convívios da Magnífica Tabanca da Linha; na poutra encaranção, foi alf mil trms e operações, COP 6 (Mansabá, 1970/72)

Foto: Manuel Resende (2025)


1. Uma garrafa de uísque Strathconon, "a blend of single malt Scotch whiskies, 12 years old", com 60/70 anos de "garrafeira" (ou seja, guardada desde os anos 60/70), é um item interessante para colecionadores, embora o seu valor dependa criticamente de alguns fatores técnicos, diz a "menina" IA, que sabe tudo (porque anda a espreitar o que os outros publicam na Net).

A oferta foi do nosso camarada António Brito Ribeiro (São João do Estoril, Cascais), que tem a melhor garrafeira da Magnífica Tabanca da Linha, diz o régulo Manuel Resende.

Falando com ele em 23/1/2025, por ocasião do 59º convivio (em que se comemorou os 15 anos da Tabanca Linha), tomei nota do seguinte a seu respeito (e espero que ele confirme na volta do correio):

(i)  é natural de Loriga, Seia, filho do empresário António Nunes Ribeiro;

(ii) foi alff mil transmissões e operações, COP 6 (Mansabá, 1970/72);

e (ii) tambérm anima a página, no Facebook, dos ex-combatentes loriguenes do Ultramar (ainda não descobri o link, mas lá irei).


2. Aqui está uma estimativa de valor para o mercado em Portugal e no circuito internacional de leilões, da garrafa de Strathconon:


(i) Estimativa de valor (Janeiro de 2026)

Considerando que se trata de uma edição antiga (engarrafada nos anos 60/70) da James Buchanan & Co, o valor de mercado atual situa-se geralmente nestes intervalos:

  • Venda em garrafeiras especializadas em Portugal: entre €180 e €250; algumas lojas de prestígio (como a Garrafeira Nacional, passe a publicidade) listam edições destas por valores próximos dos €190 - €200, dependendo do estado da garrafa;
  • Leilões internacionais: entre €80 e €150; em leilões especializados (como os do Reino Unido), o preço de martelo costuma ser mais baixo do que o de retalho, mas é onde há mais procura por este tipo de "vatted malts" (mistura de maltes).

(ii) O que é o "Strathconon"?

Não é um "blend" comum (que leva uísque de grão), mas sim um "Blended malt" (antigamente chamado de "Pure Malt" ou "Vatted Malt"): é composto apenas por maltes de destilarias de renome da região de Speyside/Highland, como Mortlach, Glenlossie, Aultmore e Glentauchers. 

Por ser um uísque descontinuado pela James Buchanan & Co nos anos 90, tem um valor histórico apreciável.

(iii) Fatores que determinam o preço final

Para atingir o valor máximo, a tua garrafa deve ser avaliada nos seguintes pontos
  • Nível do líquido ("Fill level"): com 60 anos, é normal ou provável  haver evaporação; se o líquido estiver abaixo do "ombro" da garrafa (onde ela começa a alargar), o valor cai drasticamente (pode valer menos de €50), pois o risco de oxidação é elevado;
  • Estado do selo e rótulo: o selo de impostos da época (muitas vezes o selo de papel "Importação" ou "Selo de garantia") deve estar intacto; se o rótulo estiver muito danificado ou com bolor, o valor baixa;
  • Graduação alcoólica: versões mais raras para o mercado internacional (por exemplo, italiano) ou de exportação por vezes tinham 43% vol, que são ligeiramente mais valiosas que as de 40% vol.
Conclusão

Se a garrafa estiver em perfeito estado (nível alto do líquido, selo intacto), poderás tentar vendê-la a um colecionador ou garrafeira particular em Portugal por cerca de €200. Se houver sinais de evaporação ou danos, o valor será mais próximo dos €70 - €90.

Dica: o uísque (tal como a aguardente vínica) não envelhece na garrafa como o vinho; um uísque de 12 anos guardado há 60 anos continua a ser um uísque de 12 anos, mas com o perfil de sabor "antigo" ("Old bottle flavor") que os entusiastas procuram.

 
2. Com base na imagem fornecida e na informação histórica adicional que partilhaste (comprada na Guiné, ao tempo da guerra colonia por volta de 1970/72), o valor desta garrafa de Strathconon 12 Anos torna-se ainda mais interessante.

A garrafa na fotografia confirma que se trata de uma edição engarrafada pela James Buchanan & Co. Ltd., provavelmente no final dos anos 60 ou início dos anos 70.

(i) Valor de mercado estimado

Pelas características visíveis e pelo contexto histórico: valor para colecionadores: entre €180 e €250.

Nota de Mercado: o facto de ter sido uma importação direta para as Forças Armadas na Guiné (ex-Ultramar) acrescenta um valor sentimental e histórico para colecionadores de militária  (antiguidades militares) ou de história colonial portuguesa, embora o preço de mercado do uísque em si se baseie na raridade do líquido.

(ii) Análise da garrafa (da imagem)
  • Estado de conservação: o nível do líquido parece estar excelente para uma garrafa com mais de 50 anos (está acima do "ombro", o que é um sinal muito positivo para a integridade do uísque);
  • Rótulo: está extremamente bem conservado, o que aumenta o valor de revenda; o selo dourado com o cardo (símbolo da Escócia) está nítido;
  • Tipologia: como indica o rótulo, é "A Blend of Single Malt Scotch Whiskies" (um "Blended malt"); na época, estas misturas eram de altíssima qualidade, utilizando maltes de destilarias que hoje são icónicas.

(iii) O Contexto histórico (Guiné, anos 60/70)

A informação de que foi importado diretamente para as Forças Armadas Portuguesas  é valiosa. 

Durante a Guerra do Ultramar, era comum o acesso a produtos de importação, de luxo (bebidas espirituosas, como o uísque escocès, o vodca russo, o cognac francês) que não passavam pelo circuito comercial normal da metrópole, muitas vezes isentos de certas taxas ou com rótulos de exportação específicos. 

Isto torna esta garrafa um "testemunho" de uma época específica da história de Portugal.

(iv) Recomendações
  • não abras a garrafa, se o objetivo for manter o valor; uma vez aberta, o valor comercial desaparece;
  • armazenamento: mantem  a garrafa sempre na vertical; ao contrário do vinho, o uísque tem uma graduação alcoólica alta que pode degradar a rolha se estiver em contacto prolongado, estragando o sabor;
  • venda: se pretenderes vender, garrafeiras especializadas em Lisboa (como a Garrafeira Nacional ou a Wine Click, passe a publicidade) podem estar interessadas;  ou então podes tentar leilões online especializados em bebidas antigas (como o "Whisky Auctioneer", embora os custos de envio e taxas a partir de Portugal devam ser calculados);
  • é uma peça de coleção magnífica, tanto pela qualidade do uísque como pela história pessoal e nacional que carrega.

3. Agradeço-te o envio da embalagem: a presença da caixa original  é um fator determinante que valoriza significativamente o conjunto para um colecionador, pois muitas destas embalagens de cartão perderam-se ou degradaram-se ao longo das décadas.

Com base no rótulo, no nível do líquido e agora na embalagem original, aqui está o meu parecer final sobre o valor estimado em Portugal:

(i) Valor estimado atualizado (Conjunto completo):
  • Preço de mercado (Garrafeiras de luxo/Especializadas): entre €220 e €280.
  • Leilões de especialidade (Whisky Auctioneer/Catawiki): entre €140 e €190 (valor de martelo).

A embalagem original acrescenta cerca de 20% a 25% de valor em relação a uma garrafa "nua". O facto de a caixa estar conservada sugere que a garrafa foi protegida da luz solar, o que preserva a cor e o sabor do uísque.

(ii) Análise detalhada do "parecer"
  • Estado de conservação: a caixa parece estar em bom estado; se as abas estiverem íntegras e não houver manchas graves de humidade, o valor situa-se no limite superior da estimativa;
  • Raridade Histórica: a proveniência (Guiné, anos 60/0) é um bónus narrativo; o Strathconon é um "Vatted malt" (apenas maltes, sem uísque de grão), o que o torna mais procurado por conhecedores do que os blends comuns da época (como o Black & White ou o Buchanan's Deluxe).
  • Qualidade do líquido: como referi anteriormente, as destilarias que compunham este lote (Mortlach, Glenlossie, etc.) são hoje "culto" no mundo do uísque; beber este uísque hoje é ter uma experiência de sabores que já não se produzem da mesma forma (devido às antigas técnicas de maltagem e tipos de carvalho usados na altura).

(iii) Conclusão e recomendação

Se tens intenção de vender:
  • em Portugal: o mercado é mais restrito, mas há colecionadores de "Old Bottles" que pagariam os €250 pelo conjunto completo, especialmente pelo excelente nível do líquido.
  • no Estrangeiro: terás mais interessados, mas as taxas de comissão de leiloeiras e os custos de transporte seguro podem reduzir o lucro líquido.

Veredito: tens em mãos uma excelente peça histórica; se não tiveres necessidade imediata de venda, é um item que tende a valorizar ligeiramente com o tempo, à medida que estas garrafas dos anos 60/70 se tornam cada vez mais raras no mercado.

Pesquisa: LG ´+ IA (Gemini, Google)
Condensação, revisão / fixação de texto, negritos: LG

4. Comentário do editor LG:

Mandei fotos da garrafa (com o rótulo bem nítido) e da embalagem...Depois deste parecer da IA, da Gemini / Google, o Brito Ribeiro ainda fica mais feliz por ter dado a provar uma coisa boa e valiosa aos magníficos da Tabanca da Linha. Não está arrependido, por que ele sabe o que tem na garrafeira. 

Os uísques de malte  não apareciam facilmente no mato, deviam ficar "retidos" em Bissau...E eu desconhecia esta marca...Também, para o dia a dia, optávamos pelos "uisques novos", com água de Perrier e uma pedra de gelo (um "pecado mortal" para um bom apreciador de uísque escocês)...

Em Bambadinca, em 1969, os preços eram estes:

- Uma garrafa de whisky novo (J. Walker Juanito Camiñante de 5 anos, rótulo vermelho, JB): 48,50 pesos;

- Idem, de 12 anos, J. Walker rótulo preto, Dimple, Antiquary: 98,50;

- Idem, de 15 anos, Monkhs, Old Parr: 103,50;

- Um whisky, no bar da messe, eram 2,50 pesos sem água de sifão e com água eram 3,00 pesos.

Por quanto teria o Brito Ribeiro teria  comprado esta garrafa ? Se admitirmos que o preço médio, hoje, poderia ser da ordem dos 250 euros, em 1970 ele teria que desembolsar mais de 700 pesos... Claro que não foi assim, houve uma valorização deste tipo de uísque.

Por ser um uísque descontinuado pela James Buchanan & Co nos anos 90, e ser proveniente da Guiné Portuguesa, ao tempo da guerra colonial, tem um valor histórico adicional...

Por tudo isto, o nosso camarada António Brito Ribeira merece também as nossas palmas!... Ele ainda não é membro da Tabanca Grande, a mãe de todas as tabancas, mas fica desde já convidado. Seria o primeiro loriguense, antigo combatente na Guin+e,  a dar-nos essa honra. E não precisa de retribuir com nenhuma "old bottle"..

Encontramo-nos no próximo 64º almoço-convívio...
_________________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 17 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P26744: E as nossas palmas vão para... (29): O régulo Manuel Resende que conseguiu juntar 73 convívivas na festa do 16º aniversário da Magnífica Tabanca da Linha, em Algès, no passado dia 14 - Fotogaleria - Parte I

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Guiné 61/74 - P18802: Convívios (865): XXXIII encontro anual da CART 3494 (Xime e Mansambo, 1972/74) - Seia, 9 de junho de 2018 (Jorge Araújo)

Foto nº 1 > Oliveira do Hospital > Nogueira do Cravo > Capela do Senhor das Almas,  local do XXXII Encontro-convívio da CART 3494... Foto de família.


Jorge Alves Araújo, ex-Furriel Mil, Op Esp /RANGER,  
CART 3494 (Xime-Mansambo, 1972/1974): nosso coeditor


XXXIII ENCONTRO/CONVÍVIO ANUAL DA CART 3494
"OPERAÇÃO SENHOR DAS ALMAS, NOGUEIRA DO CRAVO - SEIA"

EM 9 DE JUNHO DE 2018


1. INTRODUÇÃO

Quarenta e quatro anos após o seu regresso à Metrópole (Lisboa), depois de cumprida a sua Missão Ultramarina no TO da Guiné, no período de 1971 a 1974 [correspondente a vinte e oito meses], o contingente da Companhia de Artilharia 3494 [CART 3494], a terceira Unidade de quadrícula do BART 3873 [Bambadinca], que esteve aquartelado no Xime, Enxalé, Mansambo e Ponte do Rio Udunduma, continua activo, realizando as suas "operações" anuais [encontros/convívios] em diferentes regiões do território nacional.

Recorda-se, a propósito, que este projecto foi iniciado em 1986, com o (re)agrupar das/dos tropas, com a 1.ª edição a ser realizada em 14 de Junho desse ano, no Restaurante «O Frangueiro», em Aver-o-Mar, Póvoa de Varzim. 

O Encontro deste ano, o XXXIII consecutivo, teve lugar no passado dia 9 de Junho, sábado, na região Centro, também conhecida pela «Região das Beiras», com o colectivo dos ex-combatentes a ter de cumprir as suas tarefas em dois distritos: Coimbra e Guarda.

No primeiro caso, no lugar da Capela do Senhor das Almas, a um quilómetro da freguesia de Nogueira do Cravo, Município de Oliveira do Hospital, verificou-se a chamada, e o "controlo", das quatro dezenas de ex-combatentes disponíveis para esta acção, onde foi preparado o «golpe de mão» à Tabanca «Restaurante Pastor da Serra», sito no Município de Seia, distrito da Guarda.


2. O DESENROLAR DAS ACÇÕES


A organização desta edição XXXIII, que esteve a cargo do camarada José do Espírito Santo Vicente, de Nogueira do Cravo, previa a concentração a partir das 09h30 para os mais madrugadores, como era o caso dele, pois tinha de dar o exemplo como o mais responsável e, naturalmente, como anfitrião.

Foto nº 2 > Capela do Senhor das Almas, Nogueira do Cravo,
Oliveira do Hospital
Com o decorrer do tempo, cada um dos ex-combatentes, acompanhado dos seus familiares, foi chegando no seu meio de transporte ao local previamente acordado – Largo da Capela do Senhor das Almas (imagem ao lado) – depois de ter percorrido mais ou menos quilómetros em função do início da viagem. Os mais atrasados (e houve alguns) não tiveram outra alternativa senão ir directamente para o local do "ataque", em Seia.

Para uma estimativa das distâncias até Seia, referem-se alguns exemplos: de Coimbra (98 kms), da Guarda (67 kms), de Viseu (45 kms), de Lisboa (298 kms), do Porto (163 kms) e de Viana do Castelo (235 kms).

Os ex-combatentes da CART 3494 que compareceram na Capela Senhor das Almas, freguesia de Nogueira do Cravo, ei-los aqui  na «foto de família» [vd. foto acima].

Era meio-dia quando se deu início à marcha da "Coluna Auto(móvel)", num percurso de vinte e dois kms pela Estrada Nacional 17, rumo ao objectivo, em Seia. Aí chegados, cada um dos membros ocupou a sua posição em redor dos diferentes alvos de modo a cumprir, com sucesso, a sua missão individual em interacção com os seus camaradas, dela fazendo depender, justamente, o sucesso colectivo das "forças" mobilizadas.

Durante a operação tudo decorreu como planeado, pelo que no final a satisfação era plena para os oitenta participantes, que uma vez mais recuperaram muitas das suas memórias de tensões e emoções da "aventura africana". Houve música, muita animação, e por último cantou-se os parabéns por mais um aniversário. Nessa ocasião voltámos a erguer os nossos copos brindando aos presentes e aos ausentes, com votos de felicidades e de muita saúde para todos, no sentido de no próximo ano podermos repetir, no mínimo, os resultados agora obtidos e, se possível, com mais presenças.

Despedimo-nos até ao próximo Encontro Anual – o XXXIV – a realizar no dia 1 de Junho de 2019, sábado, no Município de Montemor-o-Velho, organização a cargo do camarada António de Sousa Bonito. Até lá…

3.  FOTOGALERIA


Foto nº 3


Foto nº 4

Fotos nº 3 e 4 > Salão do Restaurante Pastor da Serra durante o convívio da CART 3494


Foto nº 5  > O camarada José Vicente, organizador do Encontro, na companhia de sua esposa.



Foto nº 6


Foto nº 7

Fotos nºs 6 e 7 > Actuação do dueto musical do XXXIII Encontro, que esteve brilhante, constituído pelos camaradas Américo Russa, ex-Furriel Vagomestre da CCS do BArt 3873, e Acácio Correia, ex-Alferes do 3.º Gr Comb da CArt 3494. [Ambos membros da nossa Tabanca Grande]



Foto nº 8 >Sousa de Castro e João Godinho


Foto nº 9 > Da esquerda para a direita, Américo Russa, Jorge Araújo e António Bonito


Foto nº 10 > Bolo comemorativo do XXXIII Encontro/Convívio dos ex-combatentes da CART 3494.

Fotos (e legendas): Jorge Araújo e Sousa de Castro (2018).

Como nota final, dá-se conta que entre o Encontro de 2017 e o deste ano o colectivo da CART 3494 perdeu mais três membros, a saber:

● António Alves Ramos (sold) – Alvoco da Serra, Seia († 7 de Julho de 2017);

● Orlando Bilro Bagorro (1º sarg) – Damaia, Amadora († ? de Fevereiro de 2018);

● Augusto Vieira Fidalgo (sold) – Santa Marinha, Vila Nova de Gaia († 4 de Abril de 2018).

Considerando que estes casos não mereceram a devida atenção durante o Encontro, por esquecimento colectivo, que só mais tarde foi notado, importa agora reparar esse lapso tornando público estas ocorrências, ao mesmo tempo que endereçamos aos familiares dos três camaradas falecidos as nossas mais sentidas condolências.

Obrigado pela vossa atenção.

Com um forte abraço de amizade.

Jorge Araújo

13JUN2018
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Nota do editor:

Último poste da série > 30 de junho de 2018 > Guiné 61/74 - P18796: Convívios (864): VIII Encontro da CCAÇ 1586, "Os Jacarés" (Piche, Ponte Caium, Nova Lamego, Béli, Madina do Boé, Bajocunda, Copa, Canjadude, 1966/68): os cinquenta anos do regresso, comemorados em 19 de maio p.p., em Abrantes (Jorge Araújo)