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quinta-feira, 19 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27836: Antologia (101): "Guiné, Bilhete de Identidade, Tomo II, Da Pequena Senegâmbia à Guiné Portuguesa", a publicar brevemente (Mário Beja Santos)


1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil Inf, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá, Finete e Bambadinca, 1968/70), com data de 16 de Março de 2026, trazendo em anexo um texto intitulado "Agradecimentos e Dedicatória", no qual reproduz as razões curriculares que o conduziram ao lançamento do seu próximo livro "Guiné, Bilhete de Identidade, Tomo II, Da Pequena Senegâmbia à Guiné Portuguesa", cuja data de lançamento será anunciada oportunamente.


Agradecimentos e dedicatória

Permita-me o leitor que reproduza no Tomo II as razões curriculares que me conduziram a este empreendimento, tal como as escrevi na obra anterior:

O país que é hoje a Guiné-Bissau foi o local onde combati entre 1968 e 1970, matéria que tratei em dois volumes diarísticos, agradecendo penhoradamente as lições recebidas do povo amável com quem convivi, nomeadamente nos regulados do Cuor e Bambadinca; motivado por conhecer melhor os antecedentes deste território em décadas anteriores, meti mãos a um outro empreendimento, uma digressão um tanto romanesca à volta das memórias de uma nonagenária que casou com um administrador colonial, nos alvores da década de 1950 e conheceu os primeiros sinais da insurreição, assim escrevi A Mulher Grande; participante regular naquele que é, sem margem para dúvida, o blogue mais influente para antigos combatentes na então Guiné Portuguesa, Luís Graça & Camaradas da Guiné, senti impulso de ali regressar para me despedir dos meus soldados guineenses, e assim urdi A Viagem do Tangomau; ao longo desses anos de íntima relação com a realidade guineense, fui também procurando ler tudo quanto era literatura da guerra colonial, fundamentalmente do lado português – assim nasceu Adeus, Até ao Meu Regresso.

Os anos passavam, a Guiné continuava sempre presente, no coração, na memória, no desejo de melhor compreender o seu passado e até os seus tempos atuais. Em parceria, enveredei numa tentativa de fazer o arco cronológico entre dados fundamentais da Guiné Portuguesa até à Guiné-Bissau, assim nasceu o livro Da Guiné Portuguesa à Guiné-Bissau: Um Roteiro. Estava dado o balanço para intensificar as pesquisas, nos anos seguintes apareceram as História(s) da Guiné Portuguesa e História(s) da Guiné-Bissau.

Quis um feliz acaso que batesse à porta do então Arquivo Histórico do Banco Nacional Ultramarino (de saudosa memória) em busca de um livro ricamente ilustrado, fui não só compensado por o ter folheado demoradamente como surgiu a oportunidade de ter acesso a documentação inédita, e assim escrevi Os Cronistas Desconhecidos do Canal de Geba: O BNU da Guiné. A saga teve uma nova deriva, encontrei num alfarrabista o livro de um poeta popular, antigo combatente na Guiné, ali fez comissão entre 1963 e 1965, o seu poema galvanizou-me e deu-me a ideia de escrever um livro em que ia respondendo taco a taco às suas itinerâncias desde a recruta à passagem à disponibilidade, de novo aproveitei referências da imensa literatura produzida sobre aquela guerra, desde romance, conto, novela, poesia, memórias, e nesta parceria foi dada à estampa Nunca Digas Adeus às Armas.

Mais recentemente, novo surto para a deriva romanesca, desta feita na cidade de Bruxelas dois cinquentões apaixonam-se, ele vai regularmente a esta sede europeia, ela é intérprete e aceita o repto de passar a escrito as memórias de guerra, cronista amorosa num romance feito fundamentalmente de cartas, Rua do Eclipse, a Guiné atravessa-se nas suas vidas, do princípio ao fim.

Quando tudo levava a crer que estavam esgotados os filões sobre a Guiné, apareceu de rompante um projeto um tanto ambicioso: elaborar, por seriação do século XV ao século XX, um género de antologia com peças umas determinantes outras possuidoras de vigor testemunhal, sobre a presença portuguesa desde o tempo em que os navegadores e cartógrafos denominavam a região por nomes inconclusivos e até bizarros como Etiópia Menor, Rios da Guiné de Cabo Verde, Terra dos Negros ou Senegâmbia, termo que curiosamente foi usado e abusado até ao século XIX, sobretudo para referir uma costa ocidental africana entre o Cabo Verde e a Serra Leoa. Devo advertir o leitor que muitos outros textos aqui poderiam caber, mas creio não ter omitido intencionalmente nenhum que me tenha parecido essencial para a natureza desta obra de divulgação.

Esta antologia decorre de um processo laborioso, escrevi bastantes textos, de forma avulsa e um tanto ao corroer da pena no blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, recebi sugestões de mãos amigas, caso dos investigadores António Duarte Silva e Eduardo Costa Dias, um sem número de sugestões; jamais poderia esquecer as ajudas ou propostas de leitura que recebi da Helena Teotónio Pereira, então à frente da biblioteca do CIDAC, um espaço onde há relevante documentação histórica, e o mesmo podia dizer dos incentivos que tive no Arquivo Histórico do Banco Nacional Ultramarino (de saudosa memória); não esqueci a estimulante parceria que tive a felicidade de encontrar para escrever Da Guiné Portuguesa à Guiné-Bissau: Um Roteiro e também naquele outro livro a quatro mãos Nunca Digas Adeus às Armas.

Sendo eu um infoexcluído, tive a dita de receber uma admirável prestação na colaboração de Linda Sioga, vai para mais de três anos que andamos em belíssima colaboração intermediada pelo Skype/Teams. Naturalmente que agradeço e a junto a esta dedicatória.

Este livro, tal como o anterior, é dedicado a todos aqueles que se iniciam num estudo das relações luso-guineenses, seja em que local for; bem gostaria de lhes ser útil, porventura abrindo-lhes portas, dando-lhes dicas, o que aqui aparece ordenado pela cronologia de há muito foi investigado, ou nunca obteve tratamento público, caso dos documentos que consultei nos Reservados da Biblioteca da Sociedade de Geografia de Lisboa. Dedico, igualmente, o livro a duas figuras da Biblioteca da Sociedade de Geografia de Lisboa, Helena Grego e José Carlos Silva; ao longo de todos estes anos em que frequento tais instalações históricas, possuidoras de fascinante documentação, eles tudo têm feito para ter acesso a livros, revistas, relatórios, e, fundamentalmente, a papelada que consta dos Reservados, aqui encontrei textos fervilhantes ou esclarecedores, que o leitor agora vai encontrar deste período histórico em análise dos séculos XIX e XX.

A minha dívida com estes bibliotecários é impagável. Tanto mais que quando disse à Dr.ª Helena Grego que chegara ao fim da linha, nada mais havia para remexer nos arquivos, depois deste tomo II, ela desenganou-me: “Nem pense, agora vai começar a ler o Boletim Oficial do Governo Geral de Cabo Verde e depois o Boletim Oficial da Guiné, Colónia e Província, tem ali trabalho para os próximos anos.”
É o que presentemente está a acontecer, pelas minhas contas será o adeus neste vasculhar que levo à presença portuguesa na Guiné entre meados do século XV e primeiro quartel do século XXI.

"Guiné, Bilhete de Identidade, Tomo I, A Presença Portuguesa na Senegâmbia", de Mário Beja Santos, lançado em Setembro de 2024(*)
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Nota do editor

(*) Vd. post de 10 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26371: Agenda cultural (876): Apresentação do livro "Guiné, Bilhete de Identidade", de Mário Beja Santos, dia 13 de Janeiro de 2025, pelas 14h30, na Livraria Municipal Verney, Rua Cândido dos Reis, 90 - Oeiras

Último post da série de 20 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27652: Antologia (100): Uma caçada ao elefante em... Canjambari há mais de 100 anos (Conto publicado em "O Mundo Português", em 1936, da autoria de Artur Augusto Silva, 1912-1983)

segunda-feira, 16 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27827: Caderno de notas de um mais velho (António Rosinha) (59): A terapia dos almoços da tropa

1. Mensagem de 14 de Março de 2026 do nosso camarada António Rosinha que foi Fur Mil, ainda do tempo da farada "amarela", em Angola, 1961/1962; topógrafo em Angola; emigrante no Brasil, e mais tarde na Guiné-Bissau, onde trabalhou, de 1978 a 1993, na empresa TECNIL. Entrou para o nosso blogue, em 29/11/2006, é um histórico da Tabanca Grande e autor da série "Caderno de Notas de Um Mais Velho"; tem cerca de 150 referências no blogue.


A TERAPIA DOS ALMOÇOS DA TROPA

Quem entre os 70 e os 83 anos, com alguma saúde, anseia pela convocatória anual dos almoços com os camaradas que andaram aos tiros nas ex-colónias, todos juntos, quando tinham 20 anos, com certeza que devem sentir-se uma geração historicamente diferenciada dos seus contemporâneos, que não tiveram aquela experiência.

Haverá muita nostalgia, haverá também orgulho em muitos, mas com certeza esses encontros são um alívio de tensão que dá vida e ânimo para manter a sanidade mental no seu devido lugar.

E mesmo quando nessas reuniões se invocam os nomes dos camaradas que morreram quer em combate quer pela vida fora, com ou sem visitas aos cemitérios, como se vê fazer em almoços a nível regional, missa e idas aos cemitérios, até esse recordar dos que morreram, como que completa uma obrigação de dever cumprido.

E quando se fala de muitos camaradas que ficaram com traumas e sem um tratamento adequado, podiam encontrar um bom tratamento em encontros/convívios e evitar desencontrar-se com antigos camaradas da tropa.

Mais antigos, já terão dificuldade em realizar esses encontros, uns vão desaparecendo, alguns mais entusiastas já não conseguem reunir camaradas com capacidade de deslocação com autonomia, e, no caso recente do problema do covid 19, com a interrupção aconselhada de reuniões, para muita gente esses almoços foi o fim total.

Pessoalmente, como ex-tropa da guerra de Angola, acabou-se o almoço anual, e tive a hipótese de frequentar um almoço mensal, com pessoal mais reduzido, com a interrupção do covid, não mais se retomou esse hábito.

E pessoalmente conheci ainda o poder terapêutico desses "almoços" em reuniões de retornados, que não era de jovens na casa dos vinte anos, mas em muitos casos foi com gente nos 50/60 anos... casos familiares terríveis, mas esses encontros funcionaram com muito sucesso, no "deixar para lá" e desabafar uns com os outros e retomar as rédeas da vida.

Como ex-militar, recorro muitas vezes aos lugares através do google earth para visitar os lugares por onde passei de arma ou sem arma na mão, para ver por onde passei, seja em Angola, Guiné ou Brasil, e ver como aquilo está, também essas visitas (virtuais) ajudam a encarar o nosso passado de frente.

E como diz o nosso grande escritor e também ex-militar, Lobo Antunes, que se preocupou muitíssimo comigo e todos os retornados, em que inclui grandes retornados tal como Vasco da Gama e mesmo por onde esses antigos andaram, eu gosto de visitar e desopilo imenso com isso.

Imagine-se hoje, 2026, lembrar que um desses guerreiros portugueses antigos, Afonso de Albuquerque, mandou construir o Forte Nossa Senhora da Conceição em 1515 na Ilha de Ormuz para cobrar portagem a barcos que quiserem transportar especiarias do oriente para norte e hoje nesse mesmo lugar alguém quer impedir petroleiros de transpor essa mesmíssima portagem sem pagar.

E segundo Lobo Antunes, fazem-nos falta petroleiros em frente aos Jerónimos.

Com reuniões e almoços, ou acompanhar Luisgraca de perto, não é só viver do passado, é viver a nossa história de frente.

Um abraço
Antº Rosinha

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Nota do editor

Último post da série de 22 de Julho de 2025 >Guiné 61/74 - P27044: Caderno de notas de um mais velho (Antº Rosinha) (58): O racismo em Portugal... onde ninguém sabe se os seus antepassados foram escravos ou esclavagistas...

terça-feira, 10 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27808: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (63): O antigo hospital militar, HM 241 (e depois "complexo hospitalar 3 de agosto"): "E tudo o vento levou"...


Foto nº 1


Foto nº 2


Foto nº 3

Guiné-Bissau >Bissau > Bairro da Ajuda, na estrada Bissau - Brá - Bissalanca > Antigo Hospital Militar 241, depois Complexo Hospitalar 3 de Agosto, a seguir a independência, e que rapidamente se degradou até à ruína total > 4 de março de 2026 >  Eis o que resta hoje...

Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




Guiné > Bissau > "O Pavilhão de Tisiologia do Hospital de Bissau foi projetado por Lucínio Cruz e Mário de Oliveira, entre 1951 e 1953 para doentes tuberculosos, e construído a pedido do governo da província à entrada de Bissalanca, a cerca de 6 km do centro da cidade, numa altura em que algumas valências são gradualmente implantadas fora do sector hospitalar existente no centro de Bissau. Erguido no recinto do atual Hospital 3 de Agosto, atualmente em ruínas, em 1962 funciona já como novo hospital militar, situação que se prolonga com a guerra colonial." (Ana Vaz Milheiro)

 Foto (e legenda): © Mário Beja Santos (2013). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



1. Mensagem do Patricio Ribeiro,  "embaixador"  da Tabanca Grande em Bissau:

Data - quarta, 4/03/2026, 20:39
Assunto - Antigo Hospital Militar

Luís,
Hoje foi com surpresa que vi que já não há as paredes do Hospital "3 de Agosto", o antigo hospital militar português onde muitos sobreviveram.

Abraço, Patrício

2. Comentário do editor LG:

Pois é, Patrício, andamos todos distraídos... Há muito que esta unidade de saúde era uma ruína completa: já em 1994 chocava os profissionais que lá haviam trabalhado...  Chegou a ser, no tempo da outra senhora, o melhor hospital da África, subsariana, com exclusão da África Austral do "Apartheid"

Vd. aqui uma reportagem da RTP:

Degradação do Hospital Militar na Guiné-Bissau

1994-08-25 00:02:49

Bissau, degradação do Hospital Militar choca aqueles que lá trabalharam, pois era considerado o melhor equipado, de todas as colónias portuguesas.

Resumo analítico: Imagens de arquivo do hospital totalmente degradado, da Guerra Colonial e ferido em maca; declarações de Felino Almeida, antigo diretor do hospital, sobre o imperdoável estado de conservação.

Fonte: RTP Arquivos

Soubemos agora, por pesquisa na Net, que a demolição do antigo Complexo Hospitalar 3 de Agosto em Bissau, Guiné-Bissau, já tinha tido início em abril de 2025, devendo em seu lugar construir-se um novo Hospital de Referência. 

Segundo notícias de Bissau, a infraestrutura original, abandonada após a independência e em ruínas, é (ou era) para  ser substituída por um "hospital moderno com tecnologia de ponta" (sic), numa área de 33 mil metros quadrados, fruto da cooperação com os Emirados Árabes Unidos. Pelo menos era essa promessa (!)  do deposto Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, há quase um ano atrás.

Pelo que se deduz das fotos recentes do Patrício Ribeiro, o edifício (ou o que dele restava, as paredes) foi arrasado pelas máquinas da engenharia militar mas ainda não há notícias (nem sequer um foto da primeira pedra) do prometido novo hospital de chave na mão....

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27774: Ser solidário (295): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (20): Moringa (Nené Badadji em crioulo), é um alimento presente na gastronomia de todos os grupos étnicos do país (Renato Brito)

1. Mensagem do nosso amigo Renato Brito, voluntário, que na Guiné-Bissau integra um projecto de construção de uma escola na aldeia de Sincha Alfa, com data de 23 de Janeiro de 2026:

Bom dia Carlos Vinhal,
Espero tudo bem consigo.

Partilho a “cartolina” que divulga o próximo evento da campanha de angariação de fundos para construir uma escola na Guiné-Bissau: “Mercatino dell’usato” no dia 15 de março.

Nas pesquisas sobre a moringa encontrei quatro interessantes livrinhos de uma médica alemã que ajuda na Guiné-Bissau.

Mando-lhe algumas partes com as suas reflexões sobre a utilidade da moringa sobretudo nas crianças e mães que amamentam.

Pode conhecer um pouco mais sobre esta pessoa aqui:

Médica alemã aposta na medicina natural na Guiné-Bissau
https://www.dw.com/pt-002/m%C3%A9dica-alem%C3%A3-aposta-com-sucesso-na-medicina-natural-na-guin%C3%A9-bissau/a-40610712

Este é o site da sua associação: https://www.tabanka.de/

As publicações podem ser visualizadas aqui:

Árvores e arbustos e o seu valor medicinal
https://www.google.com/url?esrc=s&q=&rct=j&sa=U&url=https://www.tabanka.de/wp-content/uploads/2021/01/arbores-e-arbustos-e-o-seu-valor-medicinal.pdf&ved=2ahUKEwiQyvbT_OSSAxX68rsIHeMFHBIQFnoECAsQAg&usg=AOvVaw2bU3cHo6nh2GSqQ-_6P7yl

Medicina Natural na Tabanca em desenhos
https://www.google.com/url?esrc=s&q=&rct=j&sa=U&url=https://www.tabanka.de/wp-content/uploads/2021/01/Medicina-natural-portug-2.pdf&ved=2ahUKEwiQyvbT_OSSAxX68rsIHeMFHBIQFnoECAUQAg&usg=AOvVaw3sEMK8gqDhCaWDXEl5ZxOc

Profilaxia contra o paludismo
https://www.google.com/url?esrc=s&q=&rct=j&sa=U&url=https://www.tabanka.de/wp-content/uploads/2021/01/profilaxia-contra-paludismo.pdf&ved=2ahUKEwjkzYbjgOWSAxVuiP0HHQINJB0QFnoECAkQAg&usg=AOvVaw0scX5mSZ8JQ67bTbR_f0P5

Laba Mon Pa Libra di Diareia
https://www.google.com/url?esrc=s&q=&rct=j&sa=U&url=https://www.tabanka.de/wp-content/uploads/2021/01/Laba-mon-Comic-creol.pdf&ved=2ahUKEwjs0NjTguWSAxV9h_0HHWgoLfIQFnoECAkQAg&usg=AOvVaw1-kjuYXOWJL91kER3oFBWw

Cumprimentos,
Renato
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Nota do editor

Último post da série de 27 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27677: Ser solidário (294): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (19): Bambu - a tradição do futuro (Renato Brito)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27770: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (61): Quem pensa que a Guiné é só verde, esquece que nesta época é só poeiras que penetram por todo o lado e tapam o sol

Patrício Ribeiro, ex-fuzileiro em Angola (1969/72); nosso colaborador permanente para as questões de ambiente, geografia e economia da Guiné-Bissau; a viver neste país desde 1984; o português que melhor conhece a Guiné e os guineenses, e que ainda hoje é conhecido como o "pai dos tugas" (pelos mais novos, que visitam a Guiné-Bissau, e que ele apoia, sem nunca lhes perguntar em que partido é que votam, em que clube é que jogam, e a que deus é que rezam. É autor desta série "Bom dia, desde Bissau".

1. Em mensagem de hoje, 25 de Fevereiro de 2026, Patrício Ribeiro enviou-nos mais umas fotos da Guiné-Bissau, desta feita de Gabu (ex-Nova Lamego) actual.
Foto 1 - A bolanha
Foto 2 - Árvore ou sentámos da poeira do Saara que cobre o sol. Estavam 38º
Fotos 3 e 3a - Centros retransmissão da RTP e RDP Africa... estão fechados há vários meses
Fotos 4 e 4a - Administração de Gabu
Fotos 5 e 5a - Ruas de Gabu reparadas
Fotos 6 e 6a - Rua em frente ao palácio-1
Fotos 7 e 7a - Palácio do Governo de Gabu (ex-Nova Lamego)


Fotos e legendas: © Patrício Ribeiro. Editadas por Carlos Vinhal
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Nota do editor

Último post da série de 17 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27742: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (60): A vida são dois dias.... e o carnaval são três!... Sob o lema da "guineidade", conceito tão caro ao nosso saudoso amigo Leopoldo Amado (1960-2021)

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27677: Ser solidário (294): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (19): Bambu - a tradição do futuro (Renato Brito)

1. Mensagem do nosso amigo Renato Brito, voluntário, que na Guiné-Bissau integra um projecto de construção de uma escola na aldeia de Sincha Alfa, com data de 23 de Janeiro de 2026:

Bom dia Carlos Vinhal,

Espero que esta mensagem o encontre bem.

Foi renovado o convite para no dia 6 de Fevereiro regressamos ao “Spazio autogestito 77” em Bolzano - Itália para apresentar o projecto de construção de uma escola na Guiné-Bissau.

Partilho a “cartolina” que divulga o evento que fala sobre o bambu. Para além do documentário apresentado na “cartolina” o convite a conhecer o trabalho de um Arquiteto Colombiano:

De tal palo, documental sobre el arquitecto Simón Vélez
https://www.youtube.com/watch?v=GjL9ZqxcJSo

Durante o evento será apresentado o documentário “Kora”. Filmado na Guiné Bissau, o filme dá voz aos ”griots” (músicos/trovadores que cantam as tradições de geração em geração) e aos habitantes das comunidades Mandinga do leste daquele país, onde supostamente o instrumento surgiu.

Pode ser visualizado com legendas em inglês aqui:
Kora: Povo que canta os seus antepassados não morrerá.
https://www.youtube.com/watch?v=qy1sKOaWZL8

Para mais informações relativas a iniciativas e desenvolvimento do projecto o convite a visitar a seguinte página internet:
https://sostegnoguineabissau.weebly.com/

Cumprimentos,
Renato Brito


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Nota do editor

Último post da série de 11 de dezembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27519: Ser solidário (293): Bilhete-postal que vai dando notícias sobre a "viagem" da campanha de recolha de fundos para construir uma escola na aldeia de Sincha Alfa - Guiné-Bissau (18): A bolanha (Renato Brito)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27603: O nosso blogue em números (108): Portugal, Brasil e Guiné-Bissau representam mais de 40% do total de visualizações de página ("visitas"), por país (n=16 milhões) (2010-2025)


Infografias (Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, 2026)


1. Continuamos a publicar alguns números sobre a nossa atividade bloguística em 2025.

O nosso blogue atingiu, no final do último ano, cerca de 17,8 milhões de visualizações de páginas (grosso modo, de "visitas", o que não é exatamente igual a "visitantes", que podem ser regulares ou ocasionais...) (Gráfico n.º 2). 

Já temos explicado como esta  contagem é apurada:   

(i) 1,8 milhões desde o início do blogue, em 23/4/2004 até final de maio de 2010 (de acordo com o nosso primeiro contador, o  Bravenet);

e (ii) c. 16  milhões, desde então e até 31/12/2025 (segundo o contador do Blogger).

 
De acordo com o gráfico nº 2.
  • em 10 anos, de 2004 a 2013,  tivemos uma média anual de meio milhão de visualizações de página  ou "visitas"; 
  • nos últimos 12 anos, de 2014 a 2025, a média anual ultrapassa já o milhão (mínimo: 600 mil, em 2022; máximo: 2 milhões, em 2025)

2.  Em relação ao período que vai de final de maio de 2010 ao final de dezembro de 2025,  há a destacar o seguinte no que diz respeito à distribuição do nº de páginas visualizadas por país (Figuras nº 1 e nº 2 e Gráfico nº 3):

  • os nossos visitantes continuam a ser oriundos sobretudo (mais de 60%) de Portugal (35,6%) e dos EUA  (25%);
  • no topo 10, o Brasil aparece em 4º lugar (4,4%),  a seguir à Alemanha (5%) e antecedido pela França (4%) (dois países da União Europeia onde também há importantes comunidades lusófonas de incluindo muitos antigos combatentes);
  • no top 20 apraz-nos registar que  a pequena Guiné-Bissau aparece em 17º lugar, com um total acumulado de 68,6 mil visualizações, a seguir à Espanha (n=98,9 mil), mas à frente da Itália (n=67,5 mil) e da China (n=67,4 mil) e Outros   (o resto do mundo) (n=2 milhões);
  • Portugal (35,6%), Brasil (4,4%) e Guiné-Bissau (0,4%) representam, só por si, mais de 40% dos nossos "visitantes";
  • Suécia está agora em 9º lugar, mas à frente da Rússia que é o 10º;
  • estava em 6º o ano passado:  será que a saída (mesmo que temporária), para os States, do nosso querido José Belo e das suas renas..., ajuda a explicar esta descida ?

Figura n.º 1 - Mapa-múndi com a distribuição do número de visualizações de páginas, do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné desde maio de 2010 a final de 2025 (n=16 milhões),  Madeira e Açores  (Portugal) e Guiné-Bissau estão também assinalados (embora por pontos minúsculos). Sobre Cabo Verde e outros países lusófonos não temos dados (devem estar incluídos nos "Outros").

Fonte: Blogger (2026)





Figura 2 -  Distribuição do número de visualizações de página do nosso blogue,  por país, desde final de maio de 2010 a final de dezembro de 2025 (Números absolutos) (n=16 milhões). Três países lusófonos ( Portugal, Brasil e Guiné-Bissau) aparecem no top20.

Fonte: Adapt. de Blogger (2026) 

 (Continua)
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Nota do editor LG:

Último poste da série > 2 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27594: O nosso blogue em números (107): Ao longo do ano de 2025, tivemos um número de visualizações de páginas superior a 2,09 milhões (e 4,51 mil comentários)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27572: Documentos (48): Brochura "Missão na Guiné", da autoria do Estado Maior do Exército. 3ª ed. (Lisboa, SPEME, 1971, 78 pp.) - Parte V: aspecto humano (continuação): Governo e administração; resumo histórico (pp. 40-50)


Capa do livro: Portugal. Estado Maior do Exército - "Missão na Guiné". 

Lisboa: SPEME, 1971, 77, [5] p., fotos.


1. Tem valor ,"sentimental"  mas também "documental" esta brochura do Estado Maior do Exército, que nos era distribuída já a bordo do navio que nos transportava para a Guiné (ou do avião dos TAM, a partir de finais de 1972). Estamos a reproduzir a brochura da 3ª edição,  de 1971.

Tem 77 páginas (mais 5 inumeradas) e é ilustrada com  9 fotos.  Tudo a preto e branco. Baratinho. A edição é do SPEME (Serviço do Publicações do Estado Maior do Exército).  Em 1967 (de 1958 a 1969) era Chefe do Estado Maior  (CEME) o gen Luís Câmara Pina (1904-1980). 

É constituída por três partes:  (i) Missão no Ultramar;  (ii) Monografia da Guiné: aspeto físico, humano e económico;  (iii) Informações úteis. 

Vamos continuar a reproduzir, sem comentários,   a parte da monografia respeitante ao aspeto humano (pp. 40-50). Esperamos que os nossos leitores possam fazer a sua apreciação (crítica) do documento. Tal como o PAIGC tinha os seus documentos de doutrinação e propaganda, também as NT tinham os seus. "Missão na Guiné" não era um texto apenas técnico e informativo. Tinha uma componente político-ideológiica, como acontece em todas as guerras.

apresentados pelo Ministro do Ultramar ou pelo Governador
 (função consultiva).

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(Continua)


Fonte: excertos de Portugal. Estado Maior do Exército: "Missão na Guiné". 
 Lisboa: SPEME, 1971, pp. 40-50.


(Seleção, edição de fotos e páginas, fixação de texto: LG)
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Nota do editor LG: