Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta convívios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta convívios. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Guiné 61/74 - P27905: Convívios (1057): Magnífica Tabanca da Linha, Algés: 64º almoço-convívio, 5ª feira, 16 de abril de 2026: já há 54 inscritos para o cozido à portuguesa... Faltam 26 para os 80 (Manuel Resende)

 

O régulo Manuel Resende  quer a casa cheia na próxima quinta feira, dia 16... Como, de resto, é habitual...

E o bom cozido à portuguesa vai ser uma novidade à mesa da Tabanca da Linha... 




1. Escreveu o Manuel Resende, régulo da Tabanca da Linha, o seguinte, no passado dia 6 de abril, segunda feira, na página do Facebook: 

(...) Neste momento... quase a chegar aos 60. O meu apelo deu frutos. Antes da meia noite já somos 53 inscritos.

Amanhã teremos de chegar a 60, para nos próximos dias sonharmos com 70 ou 80.

Já temos dois Fundadores, Fitas e Carioca, apenas faltam três (...) (*)

2. Comentário do editor LG:

São impressionantes os números históricos de inscrições dos "magníficos" nos almoços-convívios realizados até aqui,. entrre os 70 e os 80.... Refiro-me aos últimos anos, sob o discretíssimo mas eficiente "comando" do Manuel Resende, o régulo que sucedeu aos históricos Jorge Rosales e José Manuel Matos Diniz... 

O número 80 é equivalente à lotação ótima da sala (com mais uns apertões,  pode chegar talvez aos 100 lugares sentados). 

Ora 80 é metade do total dos "magníficos" formalmente registados pelo nosso régulo no "livro de assentos" da Tabanca da Linha.  Neste momento, são 164 (!). Mas sabemos que mais de um quarto dos "magníficos" já faleceu nestes últimos 16 anos, incluindo os dois régulos supracitados... Por outro lado, um núcleo estável de "magníficos" que nunca falham (os "meninos da Linha"...). E há outros que estão mais longe (dois em Nova Iorque!) que vêm quando podem vir...

O que é importante é que todos e cada um  de nós possa participar nestes eventos, pelo menos, uma, duas, três ou quarto vezes por ano ou até na vida. É o que acontece comigo, que nem sempre estou disponível. Mas é um privilégio poder aparecer: sinal de estamos vivos, ativos e saudáveis, e que gostamos de estar juntos.

Um "magnífico" como o Jorge Ferreira (que vive em Caxias), diz-me que é sempre com uma verdadeira excitação de "menino" que ele aguarda o anúncio de cada encontro...Estamos a falar de um "veteraníssimo", nascido em 1938,  e que ainda foi mobilizado para o CTIG antes do início da guerra.

Não preciso de reforçar o apelo do Manuel Resende. No dia 16, quinta feira, a "magnífica" sala de jantar do 2º andar do Restaurante Caravela de Oiro ( magnifica pelo contorto, privacidade e largueza de vistas),  vai-se encher, mais uma vez, de "magníficos" da Tabanca da Linha. Até por que vai acontecer uma surpresa extra... O Jorge Ferreira quer fazer uma pequena homenagem à Tabanca e  aos seus tabanqueiros, na pessoa do seu régulo, eleito como "o mais magnífico dos Magníficos"... Logo, precisamos de ter quórum, e se possível "casa cheia".

E alguns dos convivas até vêm de longe: Cacela-A-Velha, Vila Real de Santo Antónnio; Ponta Delgada;  Mação... D há sempre "periquitos"... Os "veteranos" da Grande Lisboa e arredores são naturamente os que têm mais facilidade em vir (sobretudo pela acessibilidade): Oeiras, Cascais, Sintra, Amadora, Lisboa... mas também Loures, Mafra, Vila Franca de Xira, Moita, Almada, Seixal, Barreiro, e por aí fora. 

São 3 horas de convívio... e um bom cozido á portuguesa, a não perder!...  Não deixes, camarada,  para o último dia, 13, a tua inscrição (**). Se aparecerem 101, já não temos mesas que cheguem...

.______________

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Guiné 61/74 - P27882: Convívios (1054): Magnífica Tabanca da Linha, Algés: 64º almoço-convívio, 5ª feira, 16 de abril de 2026: já há 39 inscritos para o cozido à portuguesa... (Manuel Resende)



A carreira do Manuel Resende na Tabanca da  Linha é uma história de sucesso: é como aquela do paquete que, numa grande empresa, chega a CEO (o topo da hierarquia). Por mérito e não por casar com a filha do patrão. 

Na  Tabanca da Linha o Manel começou, não "paquete" ou "ajudante de cozinha", mas como "paparazzo", no tempo do Jorge Rosales (1939-2019) e do José Manuel Matos Diniz (1948-2021).  Depois da morte do Rosales  e da saída do Diniz,  ainda na pandemia, o Resende mostrou os seus pergaminhos como "secretário" até chegar a "régulo"... Por isso dizemos que ele é "o mais magnífico dos Magníficos da Tabanca da Linha"... Mais do que  régulo, é o homem dos sete ofícios, a começar pelo papel de grão-mestre: acaba de chamar a capítulo, aos "confrades da confraria", para abancar no próximo dia 16 de abril na "abadia" do costume, em Algés...

Foto: © Jorge Canhão (2020). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


MAGNÍFICA TABANCA DA LINHA


Data: 16 de abril de 2026

RESTAURANTE: CARAVELA DE OURO (Algés)

Morada: Praça 25 de Abril de 1974, 1495 Algés


I N S C R I Ç õ E S : Até 13 de Abril de 2026
para: Manuel Resende - Tel. 919 458 210
manuel.resende8@gmail.com
magnificatabancadalinha2@gmail.com


+ + + + + E M E N T A + + + + +

APERITIVOS DIVERSOS

Bolinhos de bacalhau | Croquetes de vitela | Rissóis de camarão | 
Tapas de queijo e presunto | Martini |  Vinto e branco | Porto seco | Moscatel.


SOPAS

Caldo do cozido | Creme de marisco


PRATO PRINCIPAL

Cozido à Portuguesa

SOBREMESA 

Salada de fruta ou Pudim | Café


BEBIDAS INCLUíDAS

Vinho branco e tinto “Ladeiras de Santa Comba" ou outro
Águas - Sumos - Cerveja

PREÇO POR PESSOA ... 28 €
(Crianças dos 5 aos 10 anos pagam metade)

_____________________

Nota do editor LG:

Últimno poste da série > 2 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27881: Convívios (1053): 53.º Almoço/Convívio do BCAÇ 3832, dia 9 de maio, em Caria, concelho de Belmonte. Concentração às 11h30/12h00 no Largo da Junta de Freguesia de Caria, seguindo-se o almoço (Paulo Matias)

Guiné 61/74 - P27881: Convívios (1053): 53.º Almoço/Convívio do BCAÇ 3832, dia 9 de maio de 2026, em Caria, Belmonte. Concentração às 11h30/12h00 no Largo da Junta de Freguesia de Caria, seguindo-se o almoço (Paulo Matias)


Batalhão de Caçadores 3832

Guiné 70/73

53.º Almoço Convívio - 09 de Maio de 2026 - Caria

Caro Companheiro,

O Almoço/Convívio realizar-se-á no dia 9 de maio em Caria, concelho de Belmonte. A concentração está marcada para as 11h30/12h00, no Largo da Junta de Freguesia de Caria, seguindo-se o almoço e convívio entre companheiros, num espírito de amizade e camaradagem que sempre nos caracterizou.

Como chegar:

Do Sul (Lisboa/Santarém): Apanhe a A1 (direção Norte), mude para a A23 em direção a Abrantes/Castelo Branco e siga até à saída 33 - Belmonte/Caria.

Do Norte (Porto/Aveiro): Apanhe a A1 (direção Sul), depois a IP5 (sentido Viseu/Guarda). A partir da Guarda, apanhe a A23 (direção Lisboa) e saia na saída 33-Belmonte/Caria.

Coordenadas - 40° 17' 41" N, 7° 21' 51' W

O preço por pessoa é de 55 €

(crianças menores de 9 anos: grátis).

Como sabem, é necessária a confirmação atempada da presença, pelo que agradecemos que o façam até ao dia 15 de abril.

Contacto para confirmação:

António Redondo Querido - 962 967 861 / 961 477 013

Sugestões de sítios onde pernoitar:

Casa Caellas (Caria) - Contacto: 969 042 188

Mira Serra Hostel (Caria) - Contacto: 966 373 636

Casa do Castelo (Belmonte) - Contacto: 275 181 675

O Cantinho dos Cabrais (Inguias) - AL - Contacto: 926 603 361

Pousada do Convento de Belmonte - Contacto: 275 910 300

TheVagar - Countryhouse. Belmonte - Contacto: 966 492 006

Se por algum imprevisto, após a inscrição, não puderem comparecer, agradeço que me informem.

Na expectativa de poder contar com a vossa presença, enviamos um forte abraço de camaradagem.

Com estima,
António Querido

+++++ Ementa +++++

- Entradas

- Sopa: Canja de perdiz

- Prato principal: Entrecosto de Javali guisado com castanhas fritas e frutos silvestres e Vitela estufada com puré de ervilhas

- Outros acompanhamentos: salada mista, migas de feijão frade com couve e broa

- Sobremesa: Cheesecake de frutos vermelhos e Salada de Frutas

- Bebidas

- Café / Digestivo / licor

- Bolo e Champanhe
_____________

Nota do editor

Último post da série de 25 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27858: Convívios (1052): 39.º Encontro-Convívio do pessoal da CART 3494/BART 3873, dia 6 de Junho de 2026, em Nogueira do Cravo, Oliveira do Hospital (Sousa de Castro)

quarta-feira, 25 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27858: Convívios (1052): 39.º Encontro-Convívio do pessoal da CART 3494/BART 3873, dia 6 de Junho de 2026, em Nogueira do Cravo, Oliveira do Hospital (Sousa de Castro)

39.º Encontro-Convívio da CART 3494
6 de Junho de 2026
52 Anos do Regresso: Honrar o Passado, Celebrar a Vida

Camaradas e Amigos,
Passaram-se 52 anos desde que os nossos pés pisaram de novo o solo da pátria, vindos da Guiné. Regressámos homens diferentes, marcados pela distância e pela dureza, mas unidos por um laço que nem o tempo, nem a distância, conseguiram apagar.

No próximo dia 6 de junho de 2026, voltamos a reunir a nossa "família dearmas". Sob o lema "NA GUERRA CONSTRUINDO A PAZ", celebramos a nossa resiliência e a alegria de estarmos aqui, mais de meio século depois, a partilhar a mesma mesa e as mesmas histórias.


Roteiro do Encontro:

- 10:00 horas - A Concentração: Encontramo-nos junto à Capela do Divino Senhor das Almas, em Nogueira do Cravo (Oliveira do Hospital). Um local de paz para recordarmos os 52 anos de caminho percorrido e aqueles que, embora ausentes, marcham sempre connosco na memória.

GPS: 40.33437, -7.86508

- 11:30 horas – Seguimos em caravana auto até Pinhanços - Seia

O Convívio:

O combate deste ano será travado à mesa, no Restaurante “Manjar da Serra”

Morada: AV. Dos Emigrantes, 69
6270-141 PINHANÇOS – concelho de Seia, distrito da Guarda
Contacto: 238 481 004

GPS: 40.45946, -7.69132

Mais do que um almoço, este é um tributo à nossa juventude, à nossa camaradagem e à paz que, juntos, ajudámos a construir e que hoje desfrutamos.
Que este trigésimo nono encontro seja mais um marco na nossa história. Porque mais do que uma companhia de artilharia, somos uma família que o tempo não apaga.
Contamos convosco!
José Vicente
Sousa de Castro

52 anos depois, a CART 3494 continua presente!
Data: 6 de junho de 2026
Confirmações até: 17 de maio de 2026 para os contactos:
José do Espírito Santo Vicente n.º 913 070 993 António Castro, 963 673 628 – E-mail:sousadecastro@gmail.com


O preço: 37,00€


MENU

ENTRADAS
- Pasteis de Bacalhau, Rissóis, Bola, Presunto, Paio e Queijo.
- Porto, Martini e Favaios

QUENTES
- Sopa Regional
- Bacalhau assado com Batata a Murro ou Vitela Estufada c/arroz, Batata Frita e Salada
- Buffet de Sobremesas
- Bolo comemorativo

Bebidas
- Águas Minerais e de Mesa, Refrigerantes, Espumante e Vinho Branco e Tinto da Região - Café

_____________

Nota do editor

Último post da série de 19 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27837: Convívios (1051): 41.º Encontro Nacional dos ex-Oficiais, Sargentos e Praças do BENG 447 - Brá- Guiné, a levar a efeito no próximo dia 9 de Maio de 2026, na Tornada, Caldas da Rainha

sexta-feira, 20 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27839: No céu não há disto: comes & bebes: sugestões dos 'vagomestres' da Tabanca Grande (51): Recordando o famoso Cozido à Portuguesa, by chef Preciosa, da Tabanca do Centro, que se reuniu pela 1ª vez em 27/01/2010


Alfragide >  17 de fevereiro de 2026 > Um Cozido à Portuguesa, by Chef Alice

Fotos (e legenda): © Luís Graça (2026). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné

1. No céu não disto. Não há Cachupa (*), nem rica nem pobre. Não há Cozido à portuguesa. Nem Bacalhau Assado na Brasa. Deve haver outras coisas boas. Ou até bem melhores. A avaliar pela publicidade que lhe fazem, ao céu, há centenas, milhares de anos. (Olimpo para os gregos da antiguidade clássica;  Jardim do Éden, para os judeus;  Céu, para os cristãos;  Jannah, para o Islão;  Svarga, no hinduísmo, etc.)

Mas agora que a primavera se arrependeu e voltou o inverno, hoje, sexta feira e se calhar sábado, "até ia um cozidinho à portuguesa", diz o nosso vagomestre de serviço (que passou dois anos na Guiné sem provar nem cheirar a farinheira nem a moira nem o nabo nem o salpicão nem o focinho de porco, e muito menos a couve portuguesa).

Foi com um prato destes que se inaugurou a Tabanca do Centro, no já longínquo dia 27 de janeiro de 2010, em Monte Real. O anfitrião foi o Joaquim Mexia Alves e a cozinheira a Dona Preciosa (foto à esquerda). E teve um nome de código, Operação Cozido à Portuguesa. E realizou-se no restaurante da Pensão Montanha (**). 

Foi o primeiro de muitos Cozidos à Portuguesa, hoje lembrados com saudade pelos tabanqueiros do Centro. O último terá sido em 28/10/2016, data em que se realizou o 56º Encontro. No fim desse mês, a Dona Preciosa cessaria a sua atividade., para grande mágoa de todos A Tabanca do Centro teve que encontrar outras alternativas. Mais recentemente passou a reunir-se na Ortigosa. O 110º Encontro, em 27 do corrente mês, vai ser lá.

As imagens que se publicam acima não são desse famoso Cozido de 2010 (que era sempre servido às quartas feiras na Pensão Montanha)... Não seria muito diferente o Cozido by Chef Alice.  (***)

Curiosamente não há fotos do petisco, só dos comensais. O mais "ilustre" dos quais o Joseph Belo, um "tuga" do nosso tempo já há muito "assuecado" (vd,. fotos abaixo).

2. Recordo aqui a mensagem  que o régulo da Tabanca do Centro escreveu então ao nosso camarigo José Belo, o nosso grão-tabanqueiro que, na altura era vizinho, do Pai Natal, bem dentro do Círculo Polar Ártico. Esses versos ficaram famosos, merecem ser aqui reproduzidos, são um hino ao Cozido à Portuguesa e à nossa camarigagem.


Tabanca do Centro > quinta feira, 14 de janeiro de 20010 >

Nada de confusões
Nessas cabeças já gastas,
Tão cheias de incerteza,
É que o amor da Suécia
É p’lo Cozido à Portuguesa.

Diz-me o nosso camarigo,
José Belo de seu nome,
Que virá de avião, de skate, ou a pé,
Apenas para comer
O afamado cozido,
Com a malta da Guiné.

É que não sabem vocês
Que por causa de um vento estranho
Que sopra no Litoral e na Beira,
Chegou até á Lapónia
O cheiro da farinheira.

Não contente com isso, 
Este ventinho maldoso
Levou também consigo
Um cheirinho a chouriço.

Coitado do José Belo, 
A tiritar do frio imenso!
Quando olha para as renas, vê vacas,
E todo o verde são couves,
Cozidas mesmo a preceito.

E o vento que nunca cessa
De lhe levar o cheiro intenso!
É uma dor de alma,
Um tormento,
Não devia ser permitido,
Que odor tão salivante
Fosse nas asas do vento.

Prometo solenemente
Que te guardo a melhor parte,
Fica com esta certeza.
Não só eu,
Mas toda a gente,
Te servirão alegremente
O “Cozido à Portuguesa”.

Monte Real, 14 de Janeiro de 2010
A 13 dias do Cozido à Portuguesa!!!

Joaquim Mexia Alves

(Revisão / fixação de texto: LG)


Leiria > Monte Real > Restaurante Montanha > 27 de janeiro de 2010 > 1º Encontro Nacional da Tabanca do Centro > Op Cozido à Portuguesa > Da direita para a esquerda, o Joaquim Mexia Alves, o José Belo e o José Teixeira (régulo da Tabanca de Matosinhos)


Leiria > Monte Real > Restaurante Montanha > 27 de janeiro de 2010 > 1º Encontro Nacional da Tabanca do Centro > Op Cozido à Portuguesa > Juntou 40 "tugas" da Guiné... O mais "exótico" veio da Lapónia sueca, o José Belo, aqui na foto à esquerda, tendo a seu lado o Joaquim Mexia Alves. De pé, ao centro, o Silvério Lobo. 


Leiria > Monte Real > Restaurante Montanha > 27 de janeiro de 2010 > 1º Encontro Nacional da Tabanca do Centro > Op Cozido à Portuguesa > Quatro "tugas" que combateram no sul da Guiné: da esquerda para a direita, Zé Teixeira, Zé Belo, Vasco Ferreira e Manuel Reis.


Leiria > Monte Real > Restaurante Montanha > 26 de fevereiro de 2010 > 2º Encontro Nacional da Tabanca do Centro >  José Belo, Luís Graça, e em segundo plano o saudoso JERO.


Leiria > Monte Real > Restaurante Montanha > 26 de fevereiro de 2010 > 2º Encontro Nacional da Tabanca do Centro >  Em primeiro plano, Joaquim Mexia Alves e Teresa, a esposa do Carlos Marques Santos (1943-2019), infelizmente já falecido; em segundo plano, José Belo, Idálio Reis, Luís Graça e Joáo Barge (1945-2010) (morreria nesse ano em princíos de dezembro, ainda foi ao V Encontro Nacional da Tabanca Grande, em Monte Real, em 26 de junho desse ano). 

No almoço do 2º Encontro, já não foi servido Cozido, mas sim Bacalhau Assado na Brasa com Migas e Batatas a Murro. Presentes 29 tabanqueiros (6 dos quais já falecidos): Alice e Luís Graça | Álvaro Basto e Rolando Basto (pai) (já falecido) | Agostinho Gaspar | Antonieta e Belarmino Sardinha | Artur Soares | Dulce e Luís Rainha | Gil Moutinho | Giselda e Miguel Pessoa | Hélder Sousa | Idálio Reis | Isabel e Alexandre Coutinho e Lima (1935-2022)  | João Barge (1945-2010) |  Joaquim Mexia Alves | José Eduardo Oliveira (JERO ) (1940-2021)  | José Belo | Jorge Narciso | Juvenal Amado | Manuel Reis | Teresa e Carlos Marques  Santos (1943-2019) | Silvério Lobo | Vasco da Gama | Victor Barata (1951-2021)
 
Créditos fotográficos: Tabanca do Centro (2010). Edição e legendagem : LG


3. Que fique,  para a história,  a "lista do 40 magníficos que estiveram presentes no 1º Encontro da Tabanca do Centro", a maior parte  membros da Tabanca Grande, 4 deles, infelizmente, já falecidos (a negrito, os seus nomes)

Álvaro Basto |  Ana Maria e António Pimentel | António Martins Matos | António Graça de Abreu | Agostinho Gaspar | Américo Pratas | Artur Soares | Antonieta e Belarmino Sardinha | Carlos Neves | Daniel Vieira | Dulce e Luís Rainha | Eduardo Campos | Eduardo Magalhães Ribeiro | Gina e Fernando Marques | Giselda e Miguel Pessoa | Gustavo Santos | Joaquim Mexia Alves | Jorge Canhão | Maria Helena e José Eduardo Oliveira (Jereo)  | José Belo | José Brás | José Casimiro Carvalho | José Diniz | José Moreira | José Teixeira | Juvenal Amado | Manuel Reis | Silvério Lobo | Teresa e Carlos Marques Santos | Torcato Mendonça | Vasco da Gama | Vasco Ferreira | Victor Caseiro.

A refeição custou a astronómica quantia de 8,5 euros. Nunca  o Zé Belo, que veio expressamente da Suécia, pagou uma refeição tão cara. Os elogios à iniciativa e ao Cozido da Dona Preciosa foram unânimes, do general ao soldado. O vagomestre ficou babado. A chef Preciosa conquistou um exército de clientes.

(***) Último poste da série > 15 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27823: No céu não há disto: comes & bebes: sugestões dos 'vagomestres' da Tabanca Grande (50): Não há sável ? Come-se lúcio...

quinta-feira, 19 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27837: Convívios (1051): 41.º Encontro Nacional dos ex-Oficiais, Sargentos e Praças do BENG 447 - Brá- Guiné, a levar a efeito no próximo dia 9 de Maio de 2026, na Tornada, Caldas da Rainha

_____________

Nota do editor

Último post da série de 16 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27828: Convívios (1050): Os nossos camaradas da Tabanca do Centro vão finalmente realizar o seu 110.º Encontro. Todos a Ortigosa no próximo dia 27 de Março de 2026. Inscrições abertas até às 12 horas do dia 24, nos moldes habituais

Guiné 61/74 - P27835: Os 50 anos da independência de Cabo Verde (24): "Catchupa é fidju di tera,/ku midju, fexon, tchouriçu,/ batata, karni na panela, / amor ki ta brilha na luz"... Cachupa é em Lisboa, na Kasa Crioula, restaurante, em Carnide


Cachupa ... Um dos ícones de Cabo Verde. Com a morna, a coladera, a Cesária Évora... E o mar, azul, claro: "O retângulo azul da bandeira simboliza o espaço infinito do mar e céu que envolve as ilhas. As faixas, o caminho da construção do país. O branco, a paz que se quer. O vermelho, o nosso esforço. As estrelas, as dez ilhas que compõem o arquipélago"

Há anos que eu não comia uma "cachupa" de Cabo Verde... Rica. Fui à Kasa Crioula, ali em Carnide, Lisboa, com  a malta da tertúlia da "chef" Alice... Colegas dela. E até arrisquei (!) fazer uns versinhos, em crioulo, de homenagem à cachupa e aos presentes... Chamei-lhe a "Catucha di Tabanka Grandi"... Espero que os meus amigos cabo-verdianos me desculpem este crioulo aportuguesado (destilado, depois de meia dúzia de versões)... Não é "armar ao pingarelho"... Há aqui apenas amor, afeto, ternura pela terra e gentes de Cabo Verde. E a sua cultura. E a sua história. E tudo os que nos liga. Há morabeza. Há morna. Há coladera. Há lusofonia. Há saudade. 

Isso já é meio pedido de desculpa pelo atrevimento. Conheço uns rudimentos de crioulo. Estou a aprendser. Gostaria de poder falar. Claro que tive uma ajuda da IA (ou de várias ferramentas de IA). Mas o que importa é a intenção. 

Esta tertúlia é de malta, reformada, do Ministério da Agricultura e Pescas (que eu não sei se ainda existe com o desmantelamento progressivo do "aparelho de Estado" português, em todos os sectores, da saúde ao ambiente). São sobretudo mulheres, os homens estão em minoria. Encontram-se de mês a mês, num restaurante, popular, da cidade. E têm sempre um tema "literário" ou "filosófico" para servir, no fim da refeição, como "sobremesa cultural"... Procuram manter-se ativos, proativos, vivos e saudáveis. Gostam de conviver. Conhecem África. Alguns nasceram lá, outros viveram e trabalharam lá:  são quase todos quadros médios e superiores... Um parte foram retornados,. Há gente de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, e até de Goa, do tempo em que Portugal ia do Minho a Timor. Eu às vezes apareço. Tiro umas fotos. Faço uns versos. Participo.  


Catchupa di Tabanka Grandi

Bô ma, fidju di Guiné,
Casada ku Manel di Angola,
Piedade di Moçambique,
Marília, Fernanda, nha kriola.

Bia di Portugal, Emília, Alice,
Gentis di Ministério, retornadu,
Na tabanka grandi, mesa sta posta,
Catchupa kenti, tudu misturadu.

Catchupa é fidju di tera,
Ku midju, fexon, tchouriçu,
Batata, karni na panela,
Amor ki ta brilha na lus.

É vida inteiru na pratu,
É luta, é fé, é kruz,
É memória di nos povu,
É speransa ki ta benha ku lus.


Teixeira da Cruz, nos amigu,
Africanista sabi sabi,
Tabanka txora bu partida,
Ma bu lugar sta li, na nos kabesa i na nos sabi.

Tabanka, ô Tabanka,
Tera di amor i união,
Catchupa ta fervê na panela,
É nos revoluson!

(LG + IA generativa)

Página do Facebook >  Kasa Crioula - Cozinha by Chef Fátima Moreno ; "um projeto que celebra a rica tradição lusófona, com especial foco nas cozinhas cabo-verdiana e portuguesa". Fica em Carnide, R Guiomar Torresão 128, 1500-425 Lisboa (junto ao Metro de Carnide).

O restaurante funciona na sede da Associação dos Antigos Alunos do Ensino Secundário de Cabo Verde, muitos dos quais passaram pelo antigo liceu nacional Infante Dom Henrique e depois Liceu Gil Eanes, na época colonial, e por onde passou a elite crioula (incluindo o Amílcar Cabral).


Lisboa > Carnide > Restaurante Cabo Verde > Decoração (excerto) > Réplica em papel de parede, "Ronca Baxon, 2018. Autor: Luís Levy Lima. Técnica: acrílico sobre tela, 90 x  90 cm. Propriedade: Manuel Gomes dos Anjos & Filhos, SA, Praia, Santiago, Cabo Verde.   

Em relação a Cabo Verde, eu também gosto de lembrar que Portugal foi, no passado, Pai Tirano e Madastra, hoje felizmente Irmão, mais velho. Carlos Filipe Gonçalves,  Kalu Nhô Roque, explica lá à gente de Lisboa o que é o "Ronca Baxon"... Batuque, penso eu, a dança mais antiga das ilhas,o ADN de África...


Cabo Verde > Mindelo, Baía Grande e Monte Cara. 
Foto (pormenor) de quadro disponível nas paredes da Kasa Crioulo


Cabo Verde > Mindelo > Liceu Gil Eanes.
Foto (pormenor) de quadro disponível nas paredes da Kasa Crioulo


Cabo Verde > Mindelo > Retrato do senador Augusto Pereira Vera Cruz (1862-1933).
Foto (pormenor) de quadro disponível nas paredes da Kasa Crioulo

(...) A sua maior vitória política foi a Lei n.º 701, que criou o Liceu Nacional de Cabo Verde, com o nome, Infante D. Henrique.  que, mais tarde, tomou o nome de Gil Eanes. Durante quatro anos, Vera-Cruz lutou contra o desinteresse da metrópole. Por saber o que era a falta de estudos na pele, ele não descansou até ver a lei aprovada em 1917. E o seu gesto de desprendimento foi total: cedeu o seu próprio palacete no Mindelo para que as aulas pudessem começar. Sem o seu "Senador", Cabo Verde teria demorado décadas a formar a sua elite intelectual. (...).

Fotos e legendas : Luís Graça  (2026)
________________

Nota do editor LG:

segunda-feira, 16 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27828: Convívios (1050): Os nossos camaradas da Tabanca do Centro vão finalmente realizar o seu 110.º Encontro. Todos a Ortigosa no próximo dia 27 de Março de 2026. Inscrições abertas até às 12 horas do dia 24, nos moldes habituais



Dados do local:

Quinta do Paul (https://quintadopaul.com)
Rua do Paul
Ortigosa
GPS: 39º 50.426' N / 008º 50.405' W

_____________

Nota do editor

Último post da série de 4 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27794: Convívios (1049): Grupo de amigos, onde estavam alguns dos apaixonados da terra vermelha e dos seus cheiros e gentes, juntou-se num almoço que ocorre todos os meses na primeira terça feira (Eduardo Estrela, ex-Fur Mil Inf)

Guiné 61/74 - P27827: Caderno de notas de um mais velho (António Rosinha) (59): A terapia dos almoços da tropa

1. Mensagem de 14 de Março de 2026 do nosso camarada António Rosinha que foi Fur Mil, ainda do tempo da farada "amarela", em Angola, 1961/1962; topógrafo em Angola; emigrante no Brasil, e mais tarde na Guiné-Bissau, onde trabalhou, de 1978 a 1993, na empresa TECNIL. Entrou para o nosso blogue, em 29/11/2006, é um histórico da Tabanca Grande e autor da série "Caderno de Notas de Um Mais Velho"; tem cerca de 150 referências no blogue.


A TERAPIA DOS ALMOÇOS DA TROPA

Quem entre os 70 e os 83 anos, com alguma saúde, anseia pela convocatória anual dos almoços com os camaradas que andaram aos tiros nas ex-colónias, todos juntos, quando tinham 20 anos, com certeza que devem sentir-se uma geração historicamente diferenciada dos seus contemporâneos, que não tiveram aquela experiência.

Haverá muita nostalgia, haverá também orgulho em muitos, mas com certeza esses encontros são um alívio de tensão que dá vida e ânimo para manter a sanidade mental no seu devido lugar.

E mesmo quando nessas reuniões se invocam os nomes dos camaradas que morreram quer em combate quer pela vida fora, com ou sem visitas aos cemitérios, como se vê fazer em almoços a nível regional, missa e idas aos cemitérios, até esse recordar dos que morreram, como que completa uma obrigação de dever cumprido.

E quando se fala de muitos camaradas que ficaram com traumas e sem um tratamento adequado, podiam encontrar um bom tratamento em encontros/convívios e evitar desencontrar-se com antigos camaradas da tropa.

Mais antigos, já terão dificuldade em realizar esses encontros, uns vão desaparecendo, alguns mais entusiastas já não conseguem reunir camaradas com capacidade de deslocação com autonomia, e, no caso recente do problema do covid 19, com a interrupção aconselhada de reuniões, para muita gente esses almoços foi o fim total.

Pessoalmente, como ex-tropa da guerra de Angola, acabou-se o almoço anual, e tive a hipótese de frequentar um almoço mensal, com pessoal mais reduzido, com a interrupção do covid, não mais se retomou esse hábito.

E pessoalmente conheci ainda o poder terapêutico desses "almoços" em reuniões de retornados, que não era de jovens na casa dos vinte anos, mas em muitos casos foi com gente nos 50/60 anos... casos familiares terríveis, mas esses encontros funcionaram com muito sucesso, no "deixar para lá" e desabafar uns com os outros e retomar as rédeas da vida.

Como ex-militar, recorro muitas vezes aos lugares através do google earth para visitar os lugares por onde passei de arma ou sem arma na mão, para ver por onde passei, seja em Angola, Guiné ou Brasil, e ver como aquilo está, também essas visitas (virtuais) ajudam a encarar o nosso passado de frente.

E como diz o nosso grande escritor e também ex-militar, Lobo Antunes, que se preocupou muitíssimo comigo e todos os retornados, em que inclui grandes retornados tal como Vasco da Gama e mesmo por onde esses antigos andaram, eu gosto de visitar e desopilo imenso com isso.

Imagine-se hoje, 2026, lembrar que um desses guerreiros portugueses antigos, Afonso de Albuquerque, mandou construir o Forte Nossa Senhora da Conceição em 1515 na Ilha de Ormuz para cobrar portagem a barcos que quiserem transportar especiarias do oriente para norte e hoje nesse mesmo lugar alguém quer impedir petroleiros de transpor essa mesmíssima portagem sem pagar.

E segundo Lobo Antunes, fazem-nos falta petroleiros em frente aos Jerónimos.

Com reuniões e almoços, ou acompanhar Luisgraca de perto, não é só viver do passado, é viver a nossa história de frente.

Um abraço
Antº Rosinha

_____________

Nota do editor

Último post da série de 22 de Julho de 2025 >Guiné 61/74 - P27044: Caderno de notas de um mais velho (Antº Rosinha) (58): O racismo em Portugal... onde ninguém sabe se os seus antepassados foram escravos ou esclavagistas...

quarta-feira, 4 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27794: Convívios (1049): Grupo de amigos, onde estavam alguns dos apaixonados da terra vermelha e dos seus cheiros e gentes, juntou-se num almoço que ocorre todos os meses na primeira terça feira (Eduardo Estrela, ex-Fur Mil Inf)


1. Mensagem do nosso camarada Eduardo Estrela, ex-Fur Mil At Inf da CCAÇ 2592/CCAÇ 14, (Cuntima e Farim, 1969/71) com data de 3 de Março de 2026:

Boa tarde companheiro, amigo e camarada!
O mar da minha terra é a praia dos meus sonhos. A sua cor, luminosidade e textura visual transporta-nos para outras margens. As que nos receberam nos seus braços há 57 anos e que nos ensinaram a ver os seus filhos como fraternos irmãos. Essas são fotografias da baía de Monte Gordo feitas cerca das 13,30.
Um grupo de amigos, onde estavam alguns dos apaixonados da terra vermelha e dos seus cheiros e gentes, juntou-se num almoço que ocorre todos os meses na primeira terça feira. Num mundo cada vez mais alucinado é bom reunir pessoas equilibradas e amigas.

Abraço fraterno
Eduardo


_____________

Nota do editor

Último post da série de 12 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27727: Convívios (1048): Almoço/Convívio do pessoal do BCAV 3846 (Ingoré, S. Domingos e Susana, 1971/73), a levar a efeito no próximo dia 15 de Março de 2026, em Aljubarrota (Delfim Rodrigues, ex-1.º Cabo Aux Enfermeiro)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27768: Paz & Guerra: memórias de um Tigre do Cumbijã (Joaquim Costa, ex-Furriel mil arm pes inf, CCAV 8351, 1972/74) - Parte XXIX: amigos, camaradas e "camarigos"


Gondomar > Biblioteca Municipal > 9 de novembro de 2024 > Sessão de apresentação do livro "Crónicas de Paz e Guerra" (Rio Tinto, Lugar da Palavra Editora, 2024, 221 pp.)

Três tigres do Cumbijã, três amigos, três camaradas, três camarigos: ao centro, o Joaquim Costa, o autor do livro, ex-fur mil da CCAV 8351 (Cumbijã, 1973/74); à esquerda, o João Melo, ex-1º cabo cripto; à direita, o Mendes (que veio de propósito da zona onde vive, na Serra da Estrela); um quarto "tigre", o Gouveia, não ficou nesta foto...




Viana do Castelo > 2009 > "Foi com uma alegria imensa que organizei um dos encontros dos Tigres do Cumbijã, na linda cidade de Viana do Castelo,  com visita e missa em Santa Luzia e o repasto abrilhantado pelo Rancho Folclórico de Perre".

Fotos (e legendas) © Joaquim Costa (2026). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Guiné 61/74 - P27354: Paz & Guerra: memórias de um Tigre do Cumbijã (Joaquim Costa, ex-furriel mil arm pes inf, CCAV 8351, 1972/74) - Parte XXIX:  

Amigos, camaradas e  "camarigos"

Diz o povo, com a sua sabedoria: que amigos são a família que escolhemos. Dizia a minha saudosa Isabel que “os amigos são flores que florescem no jardim da vida”

Não podia estar mais de acordo. Ao longo de toda esta minha caminhada, de norte a sul do país (a minha nacional n.º 2) muitas amizades criei e mantenho, porque cuidadas como as flores do jardim.

Mas o que me traz aqui hoje não são os meus amigos mas sim os meus “camarigos”. Todos os dias nos entra em casa, através dos órgãos de comunicação social, relatos que me entristecem, pela forma como os ex-combatentes são "esquecidos" (para ser simpático) pelo poder político e pela dita sociedade civil, ou são "apresentados" pela comunicação social;

(i) porque entopem os Centros de Saúde e Hospitais (alguns com alta mas ali ficam já que ninguém aparece para os levar); 

(ii) como "sem-abrigo", escorraçados pelos comerciantes pela manhá,  já que dormem durante a noite junto da suas montras; 

(iii) e até como suspeitos ou  acusados de serem  os principais responsáveis pelos incêndios de verão.

A Guerra acabou, mas para muitos dos ex-combatentes, apanhados nas malhas do stress pós- traumático, dela nunca saíram transformando a sua vida e a das sua famílias num inferno, com as consequências já referidas.

Para muitos destes ex-combatentes o seu único porto de abrigo são os seus camaradas dos tempos de guerra que, dentro das suas possibilidades, lhes fazem visitas regulares e os ajudam como podem.

Não sei explicar (deixo essa tarefa para os especialistas) mas de todas as amizades, as que se criaram durante os dois de anos guerra ultrapassam os limites do compreensível.

Já várias vezes me aconteceu num passeio de fim de tarde passar por um amigo que se encontra num grupo familiar, que por respeito cumprimento fugazmente ou com um simples gesto.

Se por um acaso esse amigo for um meu antigo companheiro guerra, sai do grupo, abraça-me quase ao sufoco e diz aos familiares: “Vão indo, que eu já vou lá ter”... Com um mensageiro, chegando uma hora depois, a dizer que está na hora de partir! 

Não tem explicação.

Há dias (ou será regularmente!?) passei pelo programa mais visto da RTP1 ("Preço Certo") e vejo um velho a desejar beijos aos familiares e amigos e um efusivo abraço aos seus companheiros da guerra no ultramar com as lágrimas a correr-lhe pelas faces tisnadas e mostrando orgulhosamente a sua boina de militar com  o crachá da sua companhia.

Aos nossos amigos perdoamos qualquer arrufo, mas não esquecemos. Aos amigos da guerra não perdoamos, porque simplesmente esquecemos, limpamos da memória.

Uma vez esquecidos por quem tinha o dever de cuidar, vamos cuidando uns dos outros, criando blogues (do qual destaco o  “Luís Graça & Camaradas da Guiné” no qual participo regularmente), criando “Tabancas” (grupos de ex-combatentes da mesma região com encontros, almoços ou jantares quase todos os meses).

Mas o que nunca pode faltar é o encontro anual que todas as companhias promovem. Podem crer que,  para todos os ex-combatentes, a seguir ao casamento de um filho, é a festa mais esperada, capaz de fazer alterar a data do casamento já que é impensável faltar ao encontro dos camaradas de guerra.

Eu só faltei a um encontro por causa de um casamento, embora tentasse mudar a data, sem sucesso.

A minha companhia é constituída, literalmente, por elementos de todo o país, do Alto Minho ao Algarve, pelo que os encontros percorrem também todas as regiões em função de quem organiza.

Todos os organizadores primam por nos dar um cheirinho da sua região, particularmente no prato escolhido para o repasto.

Foi com uma alegria imensa que organizei um destes encontros na linda cidade de Viana do Castelo, no ano de 2009, com visita e missa em Santa Luzia e o repasto abrilhantado pelo Rancho Folclórico de Perre.

Estes encontros não são só um almoço de amigos, são um dia de festa, que começa pelas 8 da manhã e termina já noite. Depois das apresentações, segue-se a obrigatória missa onde lembramos os camaradas mortos em combate bem como todos os que a vida já levou. É sempre um momento muito emotivo.

Depois segue-se a festa, contando as mesmas histórias de sempre pele enésima vez mas com o entusiasmo como que fosse a primeira

Contudo, estes encontros já não são só o encontro anual dos ex-combatentes, mas também das suas famílias já que dela fazem parte as esposas, os filhos, os netos e já alguns bisnetos. Os familiares chegam a ultrapassam os 70% dos presentes. 

Não há explicação!


Um forte abraço para todos os "camarigos"  (camarada + amigo).

(Revisão / fixação de texto, título: LG)