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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27474: A Nossa Marinha (5): Os últimos marinheiros do Império


Angola > Novembro de 1975 > Porto de Luanda > Atracada, a corveta General Pereira d'Eça  (F477, número de amura), da classe João Coutinho. Em primeiro plano , uma LDG, a carregar pessoal.


Angola > Novembro de 1975 >  Instalações navais da Ilha de Luanda


Lisboa > Outubro de 1974 > O regresso do DFE 4, o último Destacamento de Fuzileiros Especiais a abandonar a Guiné... Consegue-se ler no pano exibido pelos fuzileiros: |73 7 de Abril 15 Out (?) | DFE 4  |  Paz No Mundo  (?)| MFA | Viva Portugal|


Em 1973, a partir de agosto o dispositivo dos fuzileiros no CTIG era o seguinte:  DFE 1, Ganturé |  DFE 21, Cacheu, no rio Cacheu  | DFE 12, Cafine, rio Cumbijã |DFE 4, Chugué, rio Geba/r moio Corubal | DFE 22, Cacine, rio Cacine.












Fonte: texto e fotos: Excertos de "O Anuário da Reserva Naval: 1958-1975", da autoria dos comandantes A. B. Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado (edição de autor, Lisboa, 1992),  pp. 62-63. (Com a devida vénia.)


1. A Marinha teve um importante papel antes, durante e depois da guerra.  

A cartografia militar da  Guiné muito lhe deve. Muitos de nós fomos transportados em LDG ou LDM, de Bissau para o mago de e do mato para Bissau ( no fim da comissão). As LDM levaram a "bianda" e munições a muitos portos fluviais. As Lanchas de Fiscalização patrulharam os rios, a par das Lanchas de  Desembarque. Marinha e Fuzileiros participaram em operações conjuntas com o Exercito e a Força Aérea... Foram, eles,  os últimos a sair dos antigos territórios ultramarinos. No caso da Guiné - Bissau, em 15 de Outubro de 1974. Eles foram os últimos marinheiros do império, fechando um ciclo, impressionante,  de 500 anos.

Não se poderá escrever a história da guerra colonial / guerra do ultramar / guerras da descolonização... sem ouvir os nossos marinheiros e fuzileiros... Infelizmente eles estão pouco representados no nosso blogue. E o mais ativo, o Manuel Lema Santos, 1o. ten RN (1965/72), já não está infelizmente entre nós.  Este alentejano de Barrancos, grande cronista da Reserva Naval, acaba de deixar a Terra da Alegria.

(Seleção,recortes, fixação de texto, edição de imagem: LG)
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Nota do editor LG:

Último poste da série : 26 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27466: A Nossa Marinha (4): Reserva Naval : uma elite ? Era, pelo menos, mais apelativa para os jovens com formação universitária, de classe média e média-alta, do que o Exército e a Força Aérea e por ela passaram alguns dos melhores quadros da nossa geração