1. Mensagem do nosso camarada Hélder Valério de Sousa, com data de 8 de Março de 2026:
Caros camaradas
Envio este pequeno texto, não como "manobra de diversão" relativamente aos temas "pesados" que temos vindo a viver ultimamente, mas sim para apontar uma possível atitude para contrariar os desânimos.
A foto em anexo da "Eau Sauvage" foi retirada da net.
Abraços e "saudinha da boa".
Hélder Sousa
A necessidade de mudar
Hoje, agora, deu-me para isto!
Claro que todos os dias sabemos do falecimento deste ou daquele, uns mais próximos, outros nem tanto, uns que nos dizem alguma coisa e outros nem por isso.
Mas foram as frases e as ideias republicadas do A. Lobo Antunes que, por um lado, me despertaram estas lembranças e por outro, também talvez a necessidade de voltar a proceder como em tempos idos.
Recentemente ao passar numa perfumaria para comprar um presente, reparei num produto que me fez lembrar de algo. Tratava-se de uma “Eau De Toilette” chamada “Eau Sauvage”.
Perguntei à menina da perfumaria se aquele produto era recente ou antigo. Respondeu que “era antigo, que era bom, mas que agora havia coisas novas, mais recentes, que tinham melhor saída”.
E voltei eu a perguntar “antigo de quanto? Aí uns 10 anos? E ela disse: “não, mais um bocado, talvez 15 ou 20”!
Assim tanto? Perguntei aparentemente admirado. E ela disse, “pois não sei, mas é bem antigo!” Para desfazer enganos disse-lhe então que faziam 55 anos que tinha por hábito usar esse produto adquirido em Bissau, demonstrando assim a sua bem longa antiguidade.
Foi a vez dela ficar a mostrar estranheza, a perguntar porquê e para quê esse perfume e a agradecer os seus novos conhecimentos.
Disse-lhe então que, por aqueles tempos, naquelas paragens, usava-se o “Old Spice”, o “Brut” e outros, mas eu optei por aquele, talvez por causa do nome “sauvage”… e que o objetivo era o de me sentir mais próximo dos familiares e dessa maneira mais afastado dos locais de guerra. Assim, a modos de um “lavar de alma”.
Este pequeno episódio, aliado aos tempos cada vez mais conturbados e incertos que se vivem, despertou em mim a lembrança de que talvez fosse bom voltar a “perfumar-me” para tentar afastar os maus prenúncios.
Na Guiné, resultou. Pode ser que aqui e agora, também.
Abraços
Hélder Sousa
Fur Mil Transmissões TSF
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Nota do editor
Último post da série de 16 de dezembro de 2025 > Guiné 61/74 – P27537: (Ex)citações (445): Literatura da Guerra Colonial? (Alberto Branquinho, ex-Alf Mil Art da CART 1689/BART 1913)























