Luís Graça & Camaradas da Guiné
Blogue coletivo, criado por Luís Graça. Objetivo: ajudar os antigos combatentes a reconstituir o "puzzle" da memória da guerra colonial/guerra do ultramar (e da Guiné, em particular). Iniciado em 2004, é a maior rede social na Net, em português, centrada na experiência pessoal de uma guerra. Como camaradas que são, tratam-se por tu, e gostam de dizer: "O Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande". Coeditores: C. Vinhal, E. Magalhães Ribeiro, V. Briote, J. Araújo.
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domingo, 20 de setembro de 2026
Guiné 61/74 - P28363: No céu não há disto: comes & bebes: sugestões dos 'vagomestres' da Tabanca Grande (56): batatada de peixe seco num dos almoços das vindimas da Quinta de Candoz
Guiné 61/74 - P28362: Os nossos seres, saberes e lazeres (751): Alcobaça Terra de Paixão (Juvenal Amado da CCS / BCAÇ 3872)
Alcobaça Terra de Paixão
Não há amor como o primeiro dizem, e eu estou totalmente de acordo.
Alcobaça é uma cidade calma longe do fulgor industrial e comercial que teve até ao ano 2000. Não acabou o Mundo como era profetizado, mas acabou uma época de crescimento. Actividades industriais, muitas com história, desapareceram e hoje são motivo de lembrança em museu de cerâmica a visita obrigatória.
Vivi na Av. Bernardino Lopes de Oliveira e passei à sua residência (palacete na rua da Conceição, hoje Dr. Nascimento e Sousa) pelo menos quatro vezes por dia, durante 14 ou 15 anos, e nada sabia do nome desse ilustre alcobacense.
No passado mês de Junho foram os alcobacenses convidados a participar numa visita guiada a dez palacetes de Alcobaça.
Ao ler esta notícia lamentei não poder participar, mas trouxe-me à lembrança os edifícios apalaçados da minha juventude. Alguns ainda existem, outros desapareceram para sempre dando lugar a prédios de apartamentos.
Mas voltando ao nome da rua onde morei desde 1963 até aos fins dos anos 70. Bernardino Lopes de Oliveira foi um dos regressados que fizeram fortuna no Brasil, que ao chegar ficou chocado com o atraso da vila e decidiu dedicar-se a tentar remediar as carências – Assim fundou o Gabinete de Leitura de Alcobaça, o Asilo Para Infância Desvalida, sendo ainda Fundador e Provedor do Hospital da Misericórdia de Alcobaça. Republicano, participou no 5 de Outubro de 1910 e, na 1.ª República, obteve cargos como Vice-cônsul do Brasil e presidente da Câmara de Alcobaça.
Em matéria de palacetes construídos em finais do Século XIX, arquitectura romântica e apontamentos vindos do Brasil, está Alcobaça bem fornecida de História, bem de nomes importantes. Continuam muitos desses edifícios de plena saúde e utilidade. Exemplos como o do Pena que foi residência do senhor Francisco Oriol da Pena. Foi construído nos terrenos de uma antiga Gafaria Pena, hoje Câmara Municipal de Alcobaça.
O palacete das Escadinhas como nós garotos conhecíamos foi residência do director da companhia de fiação e tecidos depois externato Dr. Cabrita e por fim alugado à CEERIA, cooperativa de ensino especial, é posteriormente comprada por esta no seguimento da falência da empresa COFTA. No seguimento das obras de manutenção regressou à sua cor inicial que ocre.
O Palacete da Cova Da Onça foi residência do senhor António Magalhães, um dos meus patrões enquanto trabalhei na Crisa Cristais de Alcobaça. Embora fossem vários irmãos sócios, o senhor António Magalhães era um industrial que nasceu rico mas soube modernizar-se e modernizar a sua empresa (chegou a ser a mais avançada da Europa na área do cristal). Dizia ele que tinha uma caneta guardada para firmar acordos com o duro sindicato vidreiro, habituado às lutas e reivindicações, bem como às perseguições politicas.
Trabalhavam lá famílias inteiras como a minha.
Tinha cooperativa de abastecimento para os seus empregados, creche com horário para as mães amamentarem, comparticipação nos medicamentos, e quando eu fui para a tropa ainda funcionava uma cantina onde podíamos almoçar por um valor irrisório.
Eu ainda guardo as recordações de a minha tia me enviar a esta casa, com a roupa que a senhora dona Regina mandava limpar na lavandaria, onde a minha tia era empregada. Está claro que a gorjeta era o principal incentivo.
Embora só aqui tenha mencionado uns poucos, não posso deixar de falar do palacete Rino mais conhecido como o da Rina.
O construtor deste palete foi um grande lavrador poprietário de terras que se estendiam pelos concelhos de Alcobaça e Batalha, chegando a ser dono do mosteiro de Cós. Foi casado com a filha do fundador da fiação e tecidos a que lhe chamou Maria Cristina Rino. Ela foi casada com um filho do nosso escritor Eça de Queiroz e, posteriormente, com Dr. Pereira de Matos, historiador que se dedicou ao estudo da região.
Foto do Casamento, em Paris, de Maria Cristina Rino com António Eça de Queiroz, filho do famoso escritor Eça de Queiroz.
Bem mas a história não acaba aqui. A dona Maria Cristina Rino após a viuvês duou o Chalet a uma ordem religiosa de S. José de Cluny que assim beneficiou de um dos recheios mais ricos da região. É habitado pelas freiras e julgo que funciona uma cresche nas suas instalações.
Mas como tudo na vida na vida desta Dama foi-se o brilho e o lustro, nos últimos anos da sua vida sem criados, tinha algum apoio de pessoas da terra, entre elas a minha colega Alice (rata) que fazia recados e ajudava na casa. Está claro que cá para fora veio muito do que passava lá dentro. Conta-se que uma bela vez, a peixeira que vendia pelas portas, ao vê-la pegar num carapau com ar enjoado lhe de disse: - “O qué foi dona? O carapau ca…… “descuidou-se?”.
Há muito para observar e apreciar a sua beleza mais alguns, bem como casas apalaçadas que para muito terá contribuído o êxito das visitas guiadas.
Os seus palacetes, o Mosteiro, a sua zona histórica onde poderão ouvir o Belo Canto num dos arcos entre duas praças, jantar, enfim dar razão à Maria de Lurdes Resende quando cantava:
Quem Passa Por Alcobaça / Não passa sem lá voltar.
De Silva Tavares e Belo Marques
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Nota do editor
Último post da série de 19 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28360: Os nossos seres, saberes e lazeres (750): Itinerâncias avulsas… Mas saudades sem conto (271): Heidelberg, cidade poupada na Segunda Guerra Mundial, pilhada pelos exércitos de Luís XIV em 1689, as ruínas mais famosas do romantismo - 6 (Mário Beja Santos)
Guiné 61/74 - P28361: Humor de caserna (292: Em Bissau, bebia-se "Cuba Livre", e em Lisboa, no Cais do Sodré, ..."uísque de Sacavém"
(...) 12. À margem da guerra
Por vezes alguém se lembra de um episódio, ou anedota, passada na Guiné e que, pela sua graça, aqui deixo alguns registos.
Um Comandante de uma Unidade de Artilharia, o major Gaspar [maj art José Joaquim Vilares Gaspar, mais conhecido na tropa por Gasparinho, na altura 2ª cmdt do GA7 - Grupo de Artilharianº 7 ] (*) enviou a seguinte mensagem Imediato para o Comando-Chefe:
– Info impossível cumprir missão por falta de mat rádio. Solicito envio urgente de meios rádio.
Resposta do Com-Chefe:
– Ref v/ msg info não haver rádios disponíveis; Mais info Teixeira Pinto pacificou Guiné sem rádios.
Réplica do major Gaspar com mensagem Relâmpago:
– Ref v/ msg solicito envio urgente de Teixeira Pinto.
Há quem atribua o protagonismo deste episódio ao ten-coronel Sanches da Gama, comandante das trms, e ao major Gaspar, de artilharia, ambos muito conhecidos pelo seu bom humor.
O major Gaspar, aliás, viria a tornar-se num mito, pelas deliciosas histórias que se contam da sua autoria. Relatarei apenas mais duas: quando um dia ao aproximar-se um heli com o general Spínola a caminho da sede do CAOP (**) ele enviou mensagem ao escalão superior dizendo: "Info Vexa que Sexa passou na mexa!"
Conta-se que a partir daqui foi proibido o uso destes termos em mensagens.
Era proverbial a aversão do major Gaspar aos papéis e à burocracia. Dizia-se que dependurava todas as notas vindas do QG/CTIG em cordões por cima da sua mesa de trabalho. E, quando vinha alguém de Bissau e indagava sobre um processo qualquer, ele, passando a mão pela nota dependurada e abanando-a, respondia:
– Está pendente!
À medida que o tempo ia passando, as pessoas iam ficando “apanhadas do clima”. Era o efeito do cacimbo em terra de extremos!
A propósito do passar do tempo, era prática corrente encher o calendário de cruzes à medida que os dias iam passando, e os que não confessavam esta prática eram traídos quando sabiam sempre os dias certos que estavam em falta para o regresso.
Mas, a partir de certa altura, quando se constatou que na messe se comia sempre uma banana de sobremesa (durante o ano de 1973 foi sempre assim), então começaram a aparecer os que mediam o tempo de comissão pelos km de bananas que tinham comido, ou o tempo em falta pelos km de bananas que faltava comer!
Coisas de apanhados! Ficou célebre o dito dos que iam acabando a sua comissão:
– Está na mala!
Apanhados e não, depois das refeições, nomeadamente à noite, saboreavamos um bom velho uísque, Martins20, Swing, Old Parr, com água “Perrier” ou um bom brandy Napoleón ou Curvoisier ou uma boa aguardente Carvalho Ribeiro & Ferreira.
Não fazíamos a coisa por menos porque estas excelentes bebidas eram baratas. Os mais modernaços iam para a coca-cola, bebida proibida em Portugal antes da revolução! E assim se descobriu a "Cuba-Livre" (***) que, na Guiné, era a mistura da coca-cola com uísque.
(Revisão / fixação de texto, negritos, títulos, notas de rodapé: LG) (****)
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Notas do editor LG:
(*) Mas antes, foi cap art, o primeiro de 3 comandantes da CART 3330 (Nhamate e Bula, dez 1970/dez 1972); Comandente do COP 6 (Mansabá) e 2º cmdt do GA7.
(**) Mais provavelmente COP6
(***) Variante do cocktail "Cuba-libre" (que junta rum, coca-cola e sumo de lima, simbolizando historicamente a transição da independência cubana e a influência dos Estados Unidos no Caribe da viragem do séc. XIX para o séc. XX); a criação do cocktail remonta ao contexto da Guerra Hispano-Americana (1898) e aos primeiros anos da ocupação militar norte-americana em Cuba; o brado de guerra das forças libertadoras cubanas contra o domínio colonial espanhol era "¡Cuba Libre!" (Cuba Livre).
(****) Último poste da série > 11 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28340: Em bom português nos entendemos (34): Camaradas. aqui sejamos..."betacistas", troquemos os "Vês" pelos "Bês" à (b)(v)ontade...
sábado, 19 de setembro de 2026
Guiné 61/74 - P28360: Os nossos seres, saberes e lazeres (750): Itinerâncias avulsas… Mas saudades sem conto (271): Heidelberg, cidade poupada na Segunda Guerra Mundial, pilhada pelos exércitos de Luís XIV em 1689, as ruínas mais famosas do romantismo - 6 (Mário Beja Santos)

1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil Inf, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá, Finete e Bambadinca, 1968/70), com data de 1 de Setembro de 2026:
Queridos amigos,
Viagem inesquecível a vários títulos. Como quem não sabe é como quem não vê, andou-se à procura de parqueamento, não se viu qualquer indicação de transporte para o topo da cidade, foram umas boas centenas de degraus, em dado momento viu-se passar um funicular, deu bastante jeito no regresso para quem, como eu, andava em passada branda com as moinhas de uma hérnia inguinal bilateral. Vi satisfeito um sonho da minha juventude. Não só do que tinha lido em obras românticas, fotografias avulsas da quase mítica universidade e dos passeios no vale do rio Neckar, o meu cunhado, sempre que vinha a propósito, falava de professores seus, mundialmente distintos e do deslumbramento da cidade encravada entre montanhas com o rio à porta. Comecei o passeio pelo velho castelo de Heidelberg, uma joia mutilada no século XVII e curiosamente poupada pelos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial. É no meio desta visita deslumbrante que avistei a entrada do Museu Alemão da Farmácia, logo me veio à mente a visita que fiz em Leipzig a um museu com valiosíssima documentação de produtos de farmácia, não hesitei na visita a este museu. É o que vos mostro na primeira parte desta itinerância por uma cidade encantadora.
Abraço do
Mário
Itinerâncias avulsas… Mas saudades sem conto (271):
Heidelberg, cidade poupada na Segunda Guerra Mundial, pilhada pelos exércitos de Luís XIV em 1689, as ruínas mais famosas do romantismo - 6
Mário Beja Santos
Foi uma das raras cidades alemãs poupadas dos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial. Heidelberg está situada à entrada do radioso Vale do Neckar, entre as montanhas e o rio, e é dominada pelo castelo romântico em arenito vermelho. A cidade é célebre pela sua unicidade fundada em 1386; foi um dos lugares de maior relevo do romantismo alemão. Mas há outros dados históricos. Foi um centro político do antigo Palatinado Renano, aqui viviam os zeladores da justiça dos imperadores germânicos, condes que tinham dignidades feudais. É uma história que se irá desenvolver a partir do século XII e que floresce no século seguinte com o Palatinado Renano. A cidade profundamente afetada pelos problemas religiosos da Reforma, sofreu assaltos e destruições no século XVII, a chamada guerra de Orleãs ou do Palatinado, pilhagens e destruições, a sua reconstrução recomeçou em 1700 e no século XVIII o Palatinado voltou à posse da Baviera, tudo irá mudar com a criação do II Reich, no século XIX. Havia que optar o que visitar nesta cidade tão bela, possuidora deste castelo assombroso, fiquei embasbacado por visitar no seu interior o Museu Nacional da Farmácia, para chegar ao castelo subi umas boas centenas de degraus, isto na altura em que estava à espera de ser operado a uma hérnia inguinal bilateral. Descemos até ao casco histórico, deslumbrante, visitei a Igreja do Espírito Santo e depois a ponte velha, datada de 1776, precedida de uma torre-porta e decorada de estatuária, já não havia e energia para mais, embora houvesse uma grande apetência para passear pelo Vale do Neckar.
Heidelberg a vista do alto, ao fundo corre o rio Neckar, ainda não cheguei ao castelo romântico, um dos mais belos do mundo
Visão aproximada para se ver a velha ponte sobre o Neckar, por onde passeou Goethe e outros próceres do romantismo
Um belo pórtico do castelo que resistiu às destruições de 1622 e 1689. Andava por ali um guia com uma excursão de japoneses, britânicos e letões, pus o ouvido à escuta para ouvir falar da nostalgia do romantismo, o guia esmerava-se por mostrar que o castelo e a fortaleza se fundem entre si de modo imponente, casamatas, torres poderosas, fachadas palacianas no interior com as suas figuras decorativas que são um tesouro do Renascimento; atrelado ao grupo, fui ouvindo pormenores sobre dois edifícios de arquitetura sublime, o Edifício Frederico, quando se desce o pátio interior temo-lo pela frente; e o edifício Ottheinrich, revestido de impressionantes figuras decorativas, e descendo por aqui temos terraços que no seu tempo foram considerados os jardins renascentistas mais famosos do mundo. Não se pode entrar em nenhum dos edifícios, estava tudo em obras.
Pormenor do Museu Nacional da Farmácia, sediado no castelo de Heidelberg. Visitei este espantoso museu levando uns bons encontrões, os grupos de turistas revezavam-se uns aos outros, imparáveis. Não consegui literatura, mas encontrei informação no local bem curiosa. Li que nas cidades da Idade Média a vida pública se concentrava sobretudo na praça central do mercado, era ali que os comerciantes e artesão vendiam os seus produtos em rústicas construções em madeira, às vezes junto da igreja ou da Câmara Municipal. As primeiras farmácias funcionaram deste modo. Com o desenvolvimento, as farmácias ganharam dimensão e surgiu a possibilidade de distribuir os diferentes tipos de medicamentos por diferentes divisões. A verdadeira oficina ficava no rés-de-chão, era aqui que se preparavam os medicamentos, depois guardados em gavetas bem como em valiosos recipientes de porcelana e estanho, vidro ou madeira. O cliente podia espreitar através da janela as prateleiras e os armários e a mesa de preparação. Durante muito tempo, foi comum comunicar com o farmacêutico e receber o medicamento através de uma pequena janela. Desde os séculos XVII e XVIII que a venda e a espera passaram a ser feitas no interior da farmácia. Assim, uma nova área de vendas com um balcão como espaço de atendimento foi adicionada à área tradicional de preparação. Desde então, a farmácia passou a ser identificada por dois elementos básicos: a mesa de preparação, o balcão e o mobiliário. Atualmente, a generalidade dos medicamentos é preparada pela indústria farmacêutica. Em cada farmácia existe um local para consulta, que é uma das tarefas mais importantes de um farmacêutico de oficina, é a matriz da confiança do doente-farmacêutico.
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Nota do editor
Último post da série de 12 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28342: Os nossos seres, saberes e lazeres (749): Itinerâncias avulsas… Mas saudades sem conto (270): O dia passado em Wiesbaden, amanhã viaja-se para Heidelberg - 5 (Mário Beja Santos)
Guiné 61/74 - P28359: Para bom observador, meia palavra basta (7): O obus 14 cm do 17º Pel Art (Bedanda, agosto de 1972): quando a bota (foto do Vasco Santos, ex-1º cabo cripto, da CCAÇ 6, 1972/73) não condiz com a perdigota (as versóes modificadas pela IA)
Foto nº 1, 1A, 1B, 1C
Foto nº 2, 2A, 2B, 2C
Foto nº 3
(i) Origem Reino Unido;
(ii) Ano de fabrico: 1941 (entrada ao serviço: 1943);
(iii) Calibre: 140 mm;
(iv) Guarnição: 10 elementos;
(v) Peso do obus 6190 kg;
(vi) Peso da granada HE; 40,5 Kg;
(vii) Alcance: 15.600 m;
(viii) Campo de tiro horizontal: -530 mil a +530 mil;
(ix) Campo de tiro vertical; -90 mil a 800 mil;
(x) Cadência de tiro: 2 TOM;
(xi) Locomoção Tração Automóvel...
Observ: Foi descontinuado em 1987, é hoje peça de museu...
1. A foto nº 3 foi-nos enviada pelo Vasco Santos, ex-1º cabo cripto, de rendição individual, colocado na CCAÇ 6 (Bedanda, 1972/73) (*).
Em agosto de 1972 o subsetor de Bedanda era guarnecido pelas seguintes subunidades, colocadas em Bedanda;
- CCaç 6 a
- 17° Pel Art (14crn)
- 1 Esq do Pel CanhSRc 3079
- Pel Mil 237
(*) Vd. poste de 17 de Janeiro de 2011 > Guiné 63/74 - P7629: Memória dos lugares (121): Bedanda, do tempo da malta da CCAÇ 6 - 1972/73 (Vasco Santos)
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Guiné 61/74 - P28358: Agenda cultural (903): Convite para a Sessão Comemorativa do Centésimo Aniversário do Pe. Frei Henrique Pinto Rema, a realizar no próximo dia 23 de Setembro, a partir das 15,00 horas, no Centro Cultural Franciscano, Largo da Luz, n.º 11, em Lisboa
Faz-se divulgação da sessão comemorativa do Centésimo Aniversário do Pe. Frei Henrique Pinto Rema, a realizar no próximo dia 23 de Setembro, a partir das 15:00H, no Centro Cultural Franciscano, em Lisboa (Largo da Luz, 11), Organização da Província Portuguesa da Ordem Franciscana e da Academia Portuguesa da História.
Com os melhores cumprimentos,
LUÍS SILVA
Apoio Técnico Administrativo
Pe. Henrique Pinto Rema, missionário franciscano, autor da mais importante obra sobre a missionação na Guiné, a ser condecorado pelo Presidente da República.
Como bem refere o nosso confrade Mário Beja Santos: "A dívida da historiografia da Guiné com ele (Pe. Henrique Pinto Rema) é impagável"
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Nota do editor
Último post da série de 28 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28302: Agenda cultural (902): "Geração Afro: Os Últimos Guerrilheiros do Império", de Recaredo (Angelino Santos Silva): apresentação do livro,. amanhã, sábado, 29 de agosto, em Paredes (Biblioteca Municipal), e 1 de outubro, quinta feira, no Porto (Unicepe)


















































