Foto nº 4
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O Germano Estêvão, à civil, antes da tropa. Foto original a preto a branco. Colorizaçáo feita pela IA |
1. Apresentámos ontem o novo membro da Tabanca Grande, o nº 921, o Germano Estêvão (*). Foi "apadrinhado" pelo seu primo em 2º grau, e conterrâneo, o João Crisóstomo.
Das fotos (uma dúzia) que o João trouxe consigo para digitalizarmos, consta esta, de muito fraca qualidade (Foto nº 5, abaixo reproduzida).
Não a observámo com atenção e minúcia. O mal das pressas. Quisemos fazer o seu "restauro" digital e ver se a valia a pena "colorizá-la", com recurso à IA.
Para surpresa nossa obtivemos vários resultados para as nossas dúvidas sobre o "bicho" que os militares contemplam no cais de Enxudé. A foto deve ser de 1966/67. Os militares devem pertencer à CCAÇ 1549, sediados em Tite (entre eles, deve estar o Germano Estêvão, que não conseguimos ainda identificar).
Depois de várias "leituras" da foto (hilariantes, as primeiras), lá chegámos à conclusão que o "bicho" era, afinal, um crocodilo do rio Geba...
(i) O Gemini / Google AI deu-nos esta resposta:
Com base nos registos históricos da fauna do rio Geba e no tamanho e formato alongado visíveis na imagem, o peixe capturado assemelha-se fortemente a um peixe-gato gigante africano (como as espécies do género Clarias ou Heterobranchus), ou potencialmente a um grande exemplar de tarpon ou barracuda de água doce, comuns nos estuários e águas salobras da Guiné-Bissau.O animal é um crocodilo, e o homem de cócoras, ao centro, está a mexer-lhe nos maxilares, aparentemente a abrir-lhe a boca. A legenda deve respeitar o contexto que indicas: região de Quínara, Tite, margem esquerda do rio Geba, fotografia, a preto e branco, de Germano Estêvão, da CCAÇ 1549.
Vou corrigir a abordagem: preservar a composição original, os rostos, as posições dos homens, o crocodilo e a estrutura de madeira sob os seus pés. O restauro digital deve recuperar a fotografia histórica, não recriar uma cena diferente.
A nova versão (Foto no. 1) já representa o crocodilo com a boca aberta, mas devo ser rigoroso contigo: a ferramenta voltou a reconstruir partes da fotografia, em vez de se limitar a restaurar o original. Alterou pormenores das figuras e do animal, pelo que não a consideraria uma reprodução documental fiel para o blogue.
A legenda histórica que proponho é: Guiné, região de Quínara, rio Geba, margem esquerda, nas proximidades de Tite. CCAÇ 1549. Um grupo de militares junto de um crocodilo capturado, com um dos homens a abrir-lhe as mandíbulas. Fotografia de Germano Estêvão. Data não identificada.
Para o arquivo da Tabanca Grande, conservaria sempre a fotografia original a preto e branco como documento de referência.
(...) "Camarada, fiz uma nova versão a preto e branco, procurando conservar o ambiente documental da fotografia de época, o enquadramento, os militares e o crocodilo, com maior nitidez e contraste.
Há, porém, uma ressalva importante: esta é uma reconstituição assistida por IA, não uma restauração puramente fotográfica. Alguns pormenores podem ter sido reinterpretados. Para um documento histórico da CCAÇ 1549, convém preservar sempre o original e comparar cuidadosamente os rostos, as mãos, o camuflado e a posição do crocodilo.
Quanto à identificação, concordo contigo: é um crocodilo, não uma barracuda. A fotografia, atribuída a Germano Estêvão, situa-se no canal do Enxudé, no rio Geba, junto de Tite, na região de Quínara, por volta de 1966/67. A classificação como crocodilo de tamanho médio é plausível, mas não determinaria a espécie nem o comprimento exato apenas com base nesta imagem" (...)
Mas a IA comete frequentemente erros ao interpretar ou "ler" fotografias antigas devido a limitações técnicas e à falta de contexto histórico (daí a importância da legendagem detalhada, como nós fazemos).
Já mostrámos o que foi "saindo"...com diferentes afinações da nossa parte... No que se perde muito tempo...
Esperemos que os nossos leitores também possam acrescentar algo mais sobre o que observam na foto original (**), e a comparem com as imagens da IA. E sobretudo nos falem da sua experiência (ou das suas memórias) da passagem por estas paragens... (Nunca lá estive no Enxudé nem em Tite, mas passei ao largo, em LDG e em "barco-turra", nas memoráveis viagens Bissau-Xime-Bambadinca e vice-versa.)
Devem ser raras, no nosso blogue,as fotos tiradas no "canal do Enxudé", no lado esquerdo do rio Geba, frente a Tite. Vou confirmar.









































