Foto nº 2 e 2A> Guiné > Bambadinca > CCS/BCAÇ 2852 (1968/70) > Edifício dos CTT, sito no lado direito, descendente, da rua principal da povoação... A rua, de terra batida, vinha do quartel (construído num pequeno promontório à cota 33) seguia para o rio, o porto fluvial e a estrada de Bafatá, a nordeste.
Foto nº 9 > Guiné > Zona leste > Região de Bafatá > Setor L1 > Bambadinca > CCS/BART 2917 (1970/72) > Vista aérea: do lado esquerdo parte (nordeste) do quartel e posto administrativo; ao centro, a tabanca; ao fundo, o caprichoso rio Geba Estreito, o porto fluvial, o destacamento da intendência (Pel Int) e o início da bolanha de Finete (na margem norte do rio), já no regulado do Cuor; e, do lado direito, a nova estrada em construção que ligará o Xime a Bafatá, e que em Bamdinca, contornava a bolanha (que ficava a sul), a grande bolanda de Bambadinca (cujo nome em mandinga quer dizer "cova do lagarto", ou seja, do crocodilo).
Foto nº 10 > Guiné > Guiné > Zona leste > Região de Bafatá > Setor L1 > Bambadinca > CCS/BART 2917 (1970/72) > Vista aérea(1): Legendas:
Foto nº 11 > Guiné > Zona leste > Região de Bafatá > Setor L1 > Bambadinca > CCS/BART 2917 (1970/72) > Vista aérea (2): Legendas:
Foto nº 14 > Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Setor L1 > Bambadinca > CCAÇ 12 (1969/71) > 1970 > Vista (parcial) da tabanca de Bambadinca, com o Rio Geba ao fundo. Foto tirada do lado nordeste. Em primeiro plano, contígua ao arame farpado, a casa e o estabelecimento comercial do Rodrigo Rendeiro, um dos poucos comerciantes portugueses que conhecemos na Guiné, em 1969/71. (Mas parece que havia 11 estabelecimentos comerciais.) Assinalado com um círculo a vermelho o fontenário de Bambadinca, melhoramento inaugurado em 1948. Nunca lá parei para beber água (só hoje sei donde é que vinha...).
Fotos: © Humberto Reis (2006). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
Jaime Machado, foto atual, na Senhora da Hora, Matosinhos |
Nunca lá entrei. As ligações nem sempre eram fáceis, e tinham de ser pedidas de um dia para o outro.
O Beja Santos, que lá voltou a Bambadinca, também em 2010, recorda o nome da empregada dos CTT, a Dona Leontina ("uma gentil senhora com quem se apalavrava o dia e a hora para telefonar para Lisboa"). Presumo que a senhora fosse cabo-verdiana, tal como a professora da escola primária ,a Dona Violante, e o chefe de posto (de quem não me lembro o nome).
2. Ainda não sei a data de construção do edifício dos CTT de Bambadinca. De acordo com carta de 1: 50 mil, em 1955 Bambadinca já tinha, além de posto sanitário (S), um serviço telégrafo-postal (TP), mas ainda não tinha serviço telefónico (T).
- Gabu em 1957 ainda não tem serviço telégrafo-postal (TP);
- Mansoa e Bissorá, em 1954, também não;
- São Domingos também não, em 1953, só serviço alfandegário (A);
- Cacheu já tem: S, PT e A;
- Incrível, em 1955, Bafatá não tem nada;
- O mesmo se passa com Teixeira Pinto / Canchungo, em 1953;
- Catió, em 1956, também não:
- Farim, em 1954, idem, aspas!
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Bambadinca: fachada do edifício dos CTT, foto de José Carçlso Lopes, c. 1968/0 |
Em 1951 o GUC passa a Gabinete de Urbanização do Ultramar (GUU) e, em 1957, a Direcção de Serviços de Habitação e Urbanismo da Direcção-Geral de Obras Públicas e Comunicações
(DSUH-DGOPC) do Ministério do Ultramar.
O ediffício típico dos CTT, na Guiné (e nos rest5anjtes territórios), nos anos 60/70, era um pavilhão térreo, de composição simétrica, coberto por amplo telhado, apresentando fachada rematada por um frontão curvo, sobrepujado por beiral; uma varanda alongada, ao modo de alpendre, a toda a largura da frontaria...
Sabemos que o de Bafatá é de 1969. É uma arquitetura pública do Estado Novo tardio (anos 60/70).
O de Bambadinca deve ser, anterior, já de meados dos anos 50. Recorde-se que a sede dos CTT, em Bissau, é dessa época:
" Lucínio Cruz desenha em 1950 a primeira versão e em 1955 o projecto final do Edifício dos C.T.T.. O edifício ocupa o lote inicialmente previsto para construção da Câmara Municipal, um projeto do mesmo arquiteto apresentado em 1948, que acabará por não se concretizar.
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Fontenário de Bambadinca (c. 1968/70). Crédito fotográfico: Jaime Machado (2015) |
Tudo indicava que havia, por esta altura, uma célula ativa do PAIGC na localidade de Bambadinca... Essa hipótese já tinha sido levantada pelo comando do BART 3873 quando em novembnro de 1972, a PIDE/DGS [, de Bafatá,] efetuara uma prisão, de um elemento ligado à comunidade cabo-verdiana, prisão essa que foi seguida de distribuíção de planfletos denunciando a atuação da polícia política.
- 21/1/1974: primeira acção do PAIGC na cidade de Bissau, com lançamento de engenhos explosivos contra autocarros da Força Aérea;
- 26/2/1974: atentado no recinto do café Ronda, em Bissau: duas granadas de mão defensivas com disparador de atraso explodiram no recinto do café, causando cinco feridos graves e 44 feridos ligeiros entre os militares e um morto e 13 feridos entre os civis.
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Nota do editor LG:
(*) Último poste da série > 24 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28130: As nossas geografias emocionais (67): o monumental depósito de água de Bolama (conhecido localmente como "castelo")














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