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quinta-feira, 5 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27798: Fotos à procura de... uma legenda (200): Bingo, Paulo Raposo e Nelson Herbert!... Acertaram: é o antigo edifício da Marinha e Oficinas Navais, junto ao cais do Pijiguiti, Bissau



Foto nº 1A e 1 > Guiné - Bissau > Bissau > c. 2010 > Foto aérea da zona ribeirinha, porto, cais do Pijiguiti (ou Pindjiguiti) e Instalações Militares da Marinha de Guerra (*)




Foto nº 2A e 2 > Guiné - Bissau > Bissau > c. 2010 > Foto aérea da zona ribeirinha, cais do Pijiguiti (ou Pindjiguiti) (à esquerda) e Instalações Militares da Marinha de Guerra (à direita, edifício em L) (*)



Foto nº 3 > Guiné - Bissau > Bissau > c. 2010 > Foto aérea da "Bissau Velho": em primeiro plano, o telhado e as torres sineiras da catedral católica (à esquerda), um troço da Av Amílcar Cabral, o estuário do Geba, o porto, o ilhéu do Rei, e, assinalado a amarelo, o edifício em L das Instalações Militares da Marinha de Guerra, sito na Av 3 de Agosto (antiga marginal)



Foto nº 4 > Guiné - Bissau > Bissau > c.  2010 > Foto aérea da parte meridional da "Bissau Velho"... Alguns pontos de referência: cais do Pijiguiti (1), porto (2), catedral (3), rua Eduardo Mondlane (4) e av Amílcar Cabral (5)  (*)


Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
 


Infografia nº 1 > Guiné-Bissau > Bissau > Planta de Bissau (edição, Paris, 1981) (Escala: 1/20 mil) > Alguns pontos de referência: a nordeste, assinalada a verde,m a zona de Santa Luzia (à esquerda,. o Pilão); o Hospital Nacional Simão Mendes (assinalado a vermelho); e as Instalações Militares da Marinha de Guerra (assinalado a azul).

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2026)




Foto nº 5 > Guiné > Bissau > 15/10/1968 > "Aspecto de uma rua de Bissau". Foto do álbum do  Eduardo Figueiredo, já falecido, ex-alf mil, CCS/ BCAÇ 1933  (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69).

Foto alojada em Aveiro e Cultura > Arquivo Digital (e aqui reproduzidas com a devida vénia).

Foto (e legenda): © Eduardo Figueiredo (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

 
1. Mensagem de nosso amigo guineense, de origem cabo-verdiana, Nelson Herbert, jornalista reformada da VIA - Voz da América, com data de hoje, às 11:18, em resposta ao poste P27791 (**)


Saudações:

Por aquilo que a memória reteve da cidade que me viu nascer, Bissau (nasci na rua Engenheiro Sã Carneiro, junto à Messe dos Sargentos da Força Aérea) [hoje, e desde de 1975, Rua Eduardo Mondlane], portanto no muito distante de onde me parece estar localizado o edifício da foto, nos idos anos de “formatação” dessa área que viria dar origem à Avenida Marginal ao longo do Rio Geba …e a Avenida Republica … [ hoje Av 3 de Agosto e Av Amílcar Cabral, respetivamente].

Diria que o edificio com as guaritas, na foto nº 1, mais me parece ser o Quartel da Marinha ou as “Oficinas Navais”, este já junto ao Cais de Pindjiguiti e da Avenida Marginal no Geba.

Digo isto já que é visivel, na foto,um pantanal e o Rio Geba num dos angulos da imagem, área que diria viria a aer o “backyard” do aquartelamento da Marinha….que se estenderia (não o e visível na imagem) à Estrada da Sacor e em direcão a um Centro de Transmissões (no fim da mesma via) de que provavelmente os postes/ antenas da imagem seriam parte.

A foto provavelmente foi tirada de um edifício junto ao “Porto de Pindjiguiti”, e da Avenida Marginal ao longo do Geba. Provavelmente de algum prédio da então Casa Ultramarina~, nas redondezas.

Digo isto, e a tÍtulo de curiosidade que de criança, e da casa /rua onde nasci , eram parcialmente visiveis as obras da construção do que viria a ser a parte lateral (o muro) do quartel da Marinha, pelas bolanhas da estrada da Sacor.

Mais tarde, com a construção de duas novas ruas paralelas à Engenheiro Sá Carneiro (a rua que ia dar ao Hospital de Bissau, à Praça Honório Barreto, à Pensão/ Restaurante Ronda, do tal atentado bombista e ao Cemitério de Bissau … , em direção conytraria, aos Servicos de Meteorologia junto ao célebre "Chez Toi”) perdeu-se a vista do Geba e do edificio do Quartel da Marinha.

De uma das ruas paralelas ainda me lembro do nome: era pois a Rua Lamine Indjai, inaugurada se não me falha a memória, nos anos 70. A outra (hoje Severino Pina) escapa-me o nome de “baptismo” na época colonial.

Espero que a memória não me tenha traído.

Mantenhas

Nelson Herbert
Washington DC, USA


2. Comentário do editor LG:

Bingo, Nelson (Herbert) e Paulo (Raposo), foram vocês os únicos que acertaram...Eu próprio estava, inicialmente inclinado para o antigo Hospital Central de Bissau, e a IA, imaginem (!), dizia.me que era o quartel do Serviço de Transmissões de Santa Luzia (por causa das antenas)... Mas, quem sabe, sabe. E quem sabe, é quem viveu em Bissau, nesses anos de 40/50/60/70...

Claro, a fotografia do Eduardo Figueiredo não é "famosa", tem fraca resolução e profundidade de campo...Mas, comparando-a com as fotos que reproduzimos acima (**), e com as memórias do Nelson Herbert, não há margem para dúvidas: o edifício (ou o conjunto de instalações da antiga Marinha Portuguesa) ainda lá (ou estava, c. 2010)...

_______________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 17 de novembro de 2019 > Guiné 61/74 - P20356: Roteiro de Bissau: fotos de c. 2010, de um amigo do Virgílio Teixeira, empresário do ramo da hotelaria - Parte II


(...) fotos, na posse do nosso camarada Virgílio Teixeira, ex-alf mil SAM, chefe do conselho administrativo, Comando do BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69).

Foram-lhe enviadas, sem legendas, por um português, das suas relações, empresário do setor hoteleira, que ele de momento não está autorizado a identificar. São fotos, muitas delas aéreas, com interesse documental para aqueles, como nós, que conheceram Bissau, que continuam a lá ir ou querem ainda lá ir. As fotos devem ter sido tiradas no início da década de 2010, e algumas serão mais antigas. Mas são de alguém que ama muito a cidade de Bissau...onde vive. E onde a gente vive é a nossa terra!... (...)


Hoje podemos acrescntar que esse empresário é o dono do nosso conhecido Coimbra Hotel & Spa,  de Bissau,

quarta-feira, 4 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27791: Fotos à procura de... uma legenda (199): Bissau, 1968: que edifício era (é) este ? E em que zona ?


Foto nº 1 > Guiné > Bissau > 15/10/1968 > "Aspecto de uma rua de Bissau" (tudo indica que a foto tenha sido tirada da  varanda do 1º ou 2º andar da casa do fotógrafo, Eduardo Figueiredo, nosso camarada da CCS/ BCAÇ 1933, Nova Lamego e São Domingos, 1967/69 (entretanto falecido segundo o Virgílio Teixeira, que foi seu companmheiro de quarto no CTIG).

Foto alojada em Aveiro e Cultura > Arquivo Digital (e aqui reproduzidas com a devida vénia).

Foto (e legenda): © Eduardo Figueiredo (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Quem reconhece esta rua ou esta zona  de Bissau, de final da década de 1960 ? E quem identifica o edifício do lado esquerdo, uma obra claramente do Estado Novo, portanto, um edifício público ?

Numa primeira impressão, pareceu-nos ser  as traseiras do antigo Hospital Central de Bissau (hoje Hospital Nacional Simão Mendes, sito no quarteirão definido pela Av Pansau na Isna, paralela à Av Amílcar Cabral, do lado esquerdo de quem desce para o estuário do Geba) e pela sua perpendicular, a Rua  Eduardo Mondlane (Vd. infografia a seguir, nº 1A),



Infografia 1A > Guiné-Bissau > Bissau >  Planta de Bissau (edição, Paris, 1981) (Escala: 1/20 mil) > Posição relativa  do Hospital Nacional Simão Mendes,  sito no quarteirão definido pela Av Pansau Na Isna (paralela à artéria principal da zona histórica, a Av Amílcar Cabral) e pela Rua Eduardo Mondlane, que tem nos seus extremos, a noroeste os Serviços Metereológicos, e a a sudeste, o cemitário.


Infografia nº 1B  >Guiné-Bissau > Bissau >  Planta de Bissau (edição, Paris, 1981) (Escala: 1/20 mil) >  No quarteirão definido pela atual Av Pansau Na Isna e a Rua Eduardo Mondlane, há 3 edifícios da época colonial: Hospital de Bissau (5), Pavilhão de Tisiologia (7) e Pavilhão Central do Hospital de Bissau (9). No outro extremo da Rua Eduardo Mondlane, fica(va) a Estação Metereológica da Guiné (8). Esta era, já na época, a mais comprida da Bissau Velho (c. 2 km).

Mais uma ajuda, em relação à toponímia de Bissau, a partir de 1975: Av Amílcar Cabral era a antiga Av República; a Av Pansau Na Isna, a antiga Av Alm Américo Tomás; a Av Domingos Ramos, a antiga Av Governador Carvalho Viegas; a Praça dos Heróis Nacionais, a antiga Praça do Império; a Rua Eduardo Mondlane, a antiga Rua Sá Carneiro (homenagem ao eng. Rui Sá Carneiro, antigo subsecretário de Estado das Colónias, que visitou a Guiné em 1947, ao tempo do governador Sarmento Rodrigues).

Fonte: Milheiro, Ana Vaz, e Dias, Eduardo Costa - A Arquitectura em Bissau e os Gabinetes de Urbanização colonial (1944-1974). usjt - arq urb , nº 2, 2009 (2º semestre), pp.80-114 [ Disponível aqui em pdf ]
 



 Infografia nº 1C > Guiné-Bissau > Bissau >  Planta de Bissau (edição, Paris, 1981) (Escala: 1/20 mil) > A  norte do Hospital de Bissau ficava o bairro do Cupelon ou "Pilão",   à esquerda da nossa conhecida estrada de Santa Luzia... Aqui, em Santa Luziua, havia dois quartíes, o das Transmissões e do QG/CTIG

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2026)



2. Mas, observando melhor, o edifício da foto nº 1 tem uma guarita de cada lado, nas pontas (Foto nº 1A)... Logo, seria um estabelecimento militar... Mas com aquela volumetria ?  E logo no edifício a seguir, há uma torre, escadas de acesso, ou estação elevtória de águas (?)... E mais ao fundo, parece-nos descortinar um parque de viaturas automóveis (camiões militares ?) (Foto nº 1B).

Por outro lado, o fim da rua parece ir dar a uma  zona de mato, já nos arredores da entáo pequena cidade de Bissau que, em finais da década de 1960, não tinha mais do que 70 mil habitantes (cerca de 15% do total da população da Guiné no tempo de Spínola, não contando os refiugiados nos países limítrofes).

Refira-se, além disso, a presença de  antenas verticais muito altas, típicas de comunicações HF/VHF militares da época... Tudo indica que essa seria a zona do Quartel de Santa Luzia, o centro de transmissões do CTIG, com mastros bem visíveis à distância que eram uma referência na paisagem urbana da Bissau colonial da época;

Mas tanto o o quartel do Serviço de Transmissões como o do QG/CTIG eram construções típicas, mais recentes, da Engenharia Militar.

Resumindo, e reformulando a pergunta: este  edifício à esquerda, comprido, de dois pisos, com janelas repetitivas em ritmo regular, cobertura inclinada com claraboias, de estilo arquitetónico estado-novista (Foto nº 1)...,   seria o quê ? E onde se situava ?
 


Foto nº 1A  > Guiné > Bissau > 15/10/1968 > "Aspecto de uma rua de Bissau" 



Foto nº 1B > Guiné > Bissau > 15/10/1968 > "Aspecto de uma rua de Bissau"




Foto nº 1C > Guiné > Bissau > 15/10/1968 > "Aspecto de uma rua de Bissau"


Foto nº 1D > Guiné > Bissau > 15/10/1968 > "Aspecto de uma rua de Bissau"



Foto nº 2 > Guiné-Bissau > Bissau > Hospital Nacional Simão Mendes, na Av Pansau Na Isna. Foto da publicação Estamos a Trabalhar. Página do Facebook, 9 de março de 2025, 19:06 (sem indicação de autoria) (Com a devida vénia...)

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 12 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27728: Fotos à procura de... uma legenda (198): Restos da "batalha de Madina do Boé"...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27728: Fotos à procura de... uma legenda (198): Restos da "batalha de Madina do Boé"...




Guiné-Bissau > Região de Gabu > Picada de Cheche-Gabu > 1998 > Trinta anos depois ainda eram vísiveis (e chocantes) os sinais das emboscadas e das minas que fizeram do triângulo do Boé (Cheche, Beli e Madina) um verdadeiro cemitério para os homens e as suas máquinas...

No dia 6 de fevereiro de 1969, ficaram lá, sepultados para sempre, pelo menos 47 camaradas nossos, 19 da CCAÇ 2405 e 28 da CCAÇ 1790.

Fotos (e legenda): © Francisco Allen / Albano M. Costa (2006). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Guiné > Região de Gabu > Picada Cheche - Madina do Boé > Op Mabecos Bravios > A caminho de Madina do Boé > 3 de fevereiro de 1969 > Viaturas das NT  (Mercedes), abandonadas em colunas anteriores.


Guiné > Região de Gabu > *Picada Cheche. Madina do Boé > Op Mabecos Bravios > A caminho de Madina do Boé > 3 de fevereiro de 1969 > Viaturas das NT  (Mercedes), 
abandonadas em colunas anteriores.


Guiné > Região de Gabu > Picada Cheche. Madina do Boé  > Op Mabecos Bravios > A caminho de Madina do Boé >  3 de fevereiro de 1969 > Viatura das NT abandonada (Berliet)

Fotos do álbum do cor inf ref Hilário Peixeiro, que foi capitão no CTIG, cmdt da CCAÇ 2403 / BCAÇ 2851 (Nova Lamego, Piche, Fá Mandinga, Olossato e Mansabá, 1968/70), e que participou na Op Mabecos Bravios (retirada de Madina doo Boé, 2-7 de fevereiro de 1969).

Fotos (e legendas): © Hilário Peixeiro (2011). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Guiné-Bissau > Região de Gabu > Sector de Boé > 1 de julho de 2018 > Caminhos do Boé, com colinas ao fundo, no regresso a Canjadude e a Gabu (antiga Nova Lamego). Para o Cherno Baldé, "a região, com as suas mil e uma colinas, é simplesmente, a região mais bonita do pais" (**) 

Foto (e legenda): © Patrício Ribeiro (2018) Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. A estrada Nova Lamego - Canjadude - Cheche - Madina do Boé foi um cemitério de viaturas das NT. Não sabemos quantas lá ficaram abandondas. Talvez duas ou mais dezenas, 

Enquanto houve guarnições nossas no triângulo Béli, Cheche e Madina do Boé, faziam-se em geral 2 colunas por mês, durante a época seca, para abastecer o pessoal que defendia aquelas posições a sudeste, junto à fronteira com a Guiné-Conacri (**).

Minas, emboscadas, flagelações, ataques... eram frequentes. Tornou-se um pesadelo aguentar aquelas três guarnições. Praticamente desde o início da guerra.

Até que foi dada ordem para desactivar e retirar Beli (logo em meados de 1968) e depois Madina do Boé e Cheche (em 6/2/1969). 

Canjadude (CCAÇ 5, "Gatos Pretos", 1968/70), a sul de Nova Lamego, passou a ser a guarnição no Sector L3, a par de Cabuca (a leste), mais próxima da nova linha de fronteira, o rio Corubal.

Quem fez esta estrada, e sobretudo o troço Cheche-Madina do Boé, no âmbito da Op  Mabecos Bravios, como os nossos camaradas e grão-tabanqueiros Hilário Peixeiro (CCAÇ 2403) e Paulo Raposo (CCAÇ 2405), é que pôde  testemunhar, para a posteridade, que a zona do Boé era nessa altura um "pequeno" emitério de viaturas.  O Paulo Raposo contou 15.  O Hilário Peixeiro  fotografou algumas viaturas abandonadas na bermas da picada.  

O nosso saudoso Xico Allen (1950-2022), quando por lá andou em 1998, ainda apanhou algum do "ferro-velho" da guerra.

2. A retirada de Madina do Boé era inevitável?, perguntarão alguns leitores.  Já estava prevista: a sua defesa era, a prazo, insustentável do ponto de vista sobretudo logístico, financeiro, humano, psicológico e até militar (***).  

A alternantiva era construir-se uma "grande base" no Cheche, na margem norte (direita) do rio Corubal... Mas depois deste desastre, toda a gente, a começar pelo próprio Com-Chefe e Governador, António Spínola, ainda brigadeiro, quis esquecer o desastre de Cheche e ultrapassar o trauma...

Em último caso, continuaria a fazer-se a "retração do dispositivo"... E, para defender as "joias da coroa" (que eram Angola e Moçambique), o chefe do Governo, Marcelo Caetano, estaria na disposição de lançar aos cães o "osso" da Guiné.

Deu-se o "ouro ao bandido"?... O PAIGC, sem ter dado um único tiro em 6/2/1969, foi um "claro vencedor" da "batalha de Madina do Boé".  

Batalha que, acrescente-se, não tem qualquer paralelismo, nem de longe nem de perto, com a batalha Dien-Bien-Phu (na guerra da Indochina, de 13 de março a 7 de maio de 1954: recorde-se que após oito semanas de duros combates, as tropas do Viet Minh, com cerca de 80 mil homens, apoiados pela China, cercaram o campo fortificado de Dien-Bien-Phu, sofrendo 7,9 mil 900 mortos e 15 mil feridos, mas vencendo as tropas da União Francesa; entre os franceses, houve 2293 mortos e 5193 feridos, além de 11 721 soldados feitos prisioneiros (a maioria dos quais não sobreviveu a um brutal cativeiro, tendo sido repatriados apenas 3290 homens) (Fonte: Wikipedia).

Habilmente, e como seria de esperar, o PAIGC declarou o Boé como "área libertada", mesmo sem qualquer população, a não ser as escassas centenas de chimpazés e uns tantos solitários e sazonais elefantes, que utilizavam um corredor transfronteiriço...  

E passou a usar o Boé  como trunfo propagandístico, diplomático e até militar.  Em contrapartida, não havendo quartéis portugueses, o Amílcar Cabral perdeu porventura uma fonte dos seus belos prazeres, que era ver de binóculos, da sua colina favorita, o ataque à canhoada a Madina do Boé.

Morto o líder histórico, o PAIGC iria proclamar a independência unilateral da Guiné-Bissau,  quatro anos e meio depois, alegadamente em 24 de setembro de 1973, ainda em plena época das chuvas, e "algures" no Boé ou "nenhures" (mais provavelmente já no território da Guiné-Conacri, embora não haja ainda "provas concludentes", mas a fronteira era porosa, como se sabe).

Mais tarde, o PAIGC arranjaria outros topónimos menos polémicos,  ou mais "exóticos" mas "pacíficos": Lugaloje,  Vendu Leidi, Orre Fello... (que ninguém sabe,  mesmo na Guiné-Bissau, e a começar pela gente de Bissau, onde ficam, tirando talvez alguns "tugas", Médicos Sem Fronteiras, etc...). 

É  de notar: o PAIGC, ao que se saiba, não convidou nenhum jornalista independente (tirando uma equipa de cinema sueca). Não há "provas concludentes" de que o local onde onde nasceu a nova pátria, tenha sido o coração do  Boé. Nessa época não havia georreferenciação. Mas nem eram precisas as coordenadas do GPS, para as Nações Unidas aceitarem como "mais do que credível" e consumado o "facto histórico", e carimbarem o nascimento da nova Nação lusófona...

Em Madina do Boé é que nunca foi, apesar da narrativa algo triunfalista e mistificadora do PAIGC na época. 

Durante décadas muita boa gente, portuguesa e estrangeira, aceitou de "boa fé" (como eu, em 1973...) este embuste do partido de Luís Cabral, Aristides Pereira e 'Nino' Vieira.

Pena é que estas  e outras fotos não pudessem circular livremente pelas mãos dos portugueses, nessa época... As nossas mãezinhas, que nos pariram, deviam ter pelo menos o direito de saber por onde é que os desgraçados dos filhos andavam, na Guiné...
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Notas do editor LG:

(*) Último poste da série > 7 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27711: Fotos à procura de... uma legenda (197): Qual o comprimento e o peso desta píton-africana (ou "irã-cego") apanhada na região de Quínara ? (Boaventura Alves Videira, CCS/BCAÇ 1861, Buba, 1965/67)

(**) Vd. poste de 21 de julho de 2018 > Guiné 61/74 - P18863: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (8): Os meus passeios pelo Boé - Parte II: 1 de julho de 2018: Béli (e a Fundação Chimbo Daribó), Dandum, Madina do Boé, Canjadude...

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27711: Fotos à procura de... uma legenda (197): Qual o comprimento e o peso desta píton-africana (ou "irã-cego") apanhada na região de Quínara ? (Boaventura Alves Videira, CCS/BCAÇ 1861, Buba, 1965/67)




Guiné > Região de Quínara > Buba >Boaventura Alves Videira, enfermeiro,  
CCS/BCAÇ 1861 (Buba, 1965/67), com uma serpente ou pitão ou píton-africana  (ou "irã-cego"), enviada através do endereço do nosso camarada Júlio César [membro da nossa Tabanca Grande desde Julho de 2007, ex-1º Cabo, CCAÇ 2659 / BCAÇ 2905, Cacheu, 1970/71]. 

Foto (e legenda): © Boaventura Alves Videira (2013). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Trata- se um pitão (substantivo masculino), ou píton-africana-da-rocha (Phyton sebae),(*), popularmemte conhecida como "irã cego" na Guiné-Bissau (**).

Pode atingir os 6 metros de comprimentos, não é venenosa, é constritora, e não constitui um perigo real para os seres humanos... 

A nossa malta na Guiné chamava-lhe erradamente jibóia... (As jiboias só existem no Novo Mundo, ou seja, na América Central e na América do Sul).

Pedimos a duas meninas da  IA, a europeia Le Chat / Mistral AI, e a americana, ChatGPT /OpenAi, e para a partir da foto de cima  fazer uma estimativa de comprimento e peso deste belo exemplar (a maior cobra de África).(***)

(i) Comprimento

Referência visual: o militar  da foto, Boaventura Videira,  parece ter uma altura média (entre 1,65 m e 1,75 m). 

A cobra, quando esticada, parece ter quase duas  a três vezes a altura do homem (do chão até à cabeça).

  • Cálculo: se o homem tiver cerca de 1,70 m, a cobra poderá medir entre 4,5 m e 5,2 m.

Contexto científico: as pítons-africanas fêmeas adultas podem atingir 5 a 6 metros, enquanto os machos são geralmente mais pequenos (3 a 4 metros). A cobra na foto parece ser uma fêmea grande, pelo que 4,5 a 5 metros é uma estimativa razoável.

(ii) Peso

Há uma fórmula empírica para cálculo do peso de grandes pítons (pes0= volume x densidade corporal + mais fator de correção biológica, cujos detalhes vamos omitir aqui).

Circunferência: pela imagem, a cobra parece ter uma circunferência robusta, típica de uma fêmea adulta bem alimentada. Vamos assumir uma circunferência média de 40 a 50 cm na parte mais larga do corpo.

  • Cálculo simplificado: para 5 metros de comprimento e 45 cm de circunferência 5 m ≈ 70 kg

Estimativa de peso: 60 a 80 kg (a píton-africana fêmea podem ultrapassar 100 kg em casos excepcionais, mas 60-80 kg é um valor razoável para uma cobra deste tamanho).


(iii) Contexto histórico e cultural

"Irá-cego": o nome local reflete a mitologia e o respeito que estas cobras inspiram nas comunidades guineenses. Eram (e são) vistas como seres poderosos, muitas vezes associados a espíritos ou forças da natureza. 

Anos 1965/67:  neste período, a Guiné  estava em plena guerra colonial . A captura de uma píton deste tamanho não era apenas um feito, mas também um símbolo de sobrevivência e adaptação ao ambiente hostil.

(Pesquisa: LG + IA )

(Condensaçáo, revisão / fixação de texto: LG)

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27442: Fotos à procura de...uma legenda (196): Homenagem aos nossos camaradas da "Reserva Naval", em geral, e ao Manuel Lema Santos (Barrancos, 1942- Cascais, 2025), em particular


Guiné > Região do Cacheu > Rio Cacheu >  Mensagem de Natal da LFG «Sagitário» P 1131 > "NRP Sagitário. 20-12-71. Feliz Natal" 

09 dezembro 2023


Fonte: Blogue Reserva Naval > 9 de ezembro de 2023 >  Guiné, 1971 - Mensagem de Natal da LFG «Sagitário» (I)

 
(...) Mesmo na Guiné e também no rio Cacheu onde, a guarnição da LFG «Sagitário», em 1971, em missão de patrulha e fiscalização na zona de Ganturé-Bigene, numa expressão primorosa de esperança, boa disposição e humor, encontrou numa pernada de tarrafo, reverencialmente inclinada para o efeito, a melhor estação dos CTT para afixar a universal mensagem.

Para que muitos iutros pudessem ter Natal!" (...)

Fontes:
Texto do autor do blogue, Manuel Lema Santos, com imagem de arquivo gentilmente cedida pelo então comandante da LFG «Sagitário», 1º  ten  Adelino Rodrigues da Costa, Foto reeditada por LG (2025) (*)




1. Caros leitores, amigos e camaradas: podem deixar aqui uma nota de apreço, homenagem e camaradagem aos antigos combatentes da "Res4reva Naval", em em geral, e ao nosso Manuel Lema Santos (Barrancos, 1954 - Cascais, 2025), em particular... (**)

Ele foi um dos  representantes da Marinha que integrou também, ao lado da malta do Exército e da Força Aérea, a pequena grande aventura, pelas terras, mares e ares da memória, do nosso blogue...  

Tem 64 referèncias no nosso blogue, e deixa-nos, em herança, o seu próprio blogue, "Reserva Naval", referència incontornável para quem quiser conhecer melhor o papel da marinha e dos nossos bravos marinheiros nos rios e mares da Guiné. Ele tinha a paixão (e o talento) da escrita. (***)



Sobre o nosso próprio blogue nunca é demais lembrar que já é uma peça de museu da Net, uma velharia:  já tem mais de 20 anos e não pode ter a veleidade de cumprir  outros tantos  20 anos...

 A geeração que fez a guerra colonial / guerra do ultramar está a despedir.se da Terra da Alegria.  Mais de um terço terá já morrido. Os outros dois terços vão  lutando, árdua e corajosamemnte, contra as mazelas da ususura física e mental da vida, as doenças do foro músculo-esquelético, e do sistema cardio-vascular, as neoplasias (próstata, pulmões, intestinos...), as doenças do foro neurológico e psiquiátrico  (Parkinson, Alzheimer, outras demências e condições, como a depressão, etc.)....Tudo maleitas "de que Dues Nos Livre, ámem!".


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Notas do editor LG:

(*) Esta icónica foto também vem reproduzida no livro "O Anuário da Reserva Naval: 1958-1975", da autoria dos comandantes A. B. Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado (edição de autor, Lisboa, 1992),  pág. 55, com a seguinte legenda: "Rio Cacheu, Guiné: a actividade de interceçãpo das 'camabanças', deproteçãos aos 'comboios' e de apoio às forças de fuzileiros, ainda permite alguma descontraçáo, designadamenmte na quadra natalícia".


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Guiné 61/74 - P27183: "Una rivoluzione...fotogenica" (10): Vítima de napalm ou um caso de vitiligo ? Mais uma foto polémica do húngaro Bara István (1942-2025), alegadamente tiradas nas "áreas libertadas" do PAIGC em 1969

 


Foto nº 1A


Foto nº 1


Fotpo nº 1B
Ex-Guiné Portuguesa > s/l > 1969 > Uma das 7 dezenas de fotos da visita do foto jornalista húngaro István Bara (1942-2025), da agência noticiosa estatal MTI (Magyar Távirati Iroda), que esteve alegadamente embebbed com forças do PAIGC, no mato, em 1969/70, em "áreas libertadas".

Nesta imagem, da sua fotogaleria, mostram-se "os efeitos do napalm"... Pelo menos, a legenda (em húngaro) é isso que diz explicitamenmte: " István Bara: Napalm áldozata. Guinea-Bissau, 1969" (em português: "István Bara: vítima de napalm. Guiné-Bissau, 1969").

O fotojornalista da MTI (a agência noticiosa estatal húngara na época)  não diz onde foi exatamente tirada a foto (podia ter sido na Guiné-Conacri). A sua página (comercial) foi descontinuada há uns largos anos, sendo entretanto   capturada em 2009 pelo Arquivo.pt.

O fotógrafo morreu recentemente aos 83 anos.

Numa análise mais atenta e detalhada da imagem, com a ajuda da IA, concluimos que estamos perante um caso aparentemente de grosseira ignorância (clínica): tudo indica que se trataria de um caso de vitiligo (despigmentação da pele, comum em pessoas de pele escura, deixando manchas brancas), confundida intencionalmente ou não com queimaduras por napalm (que em geral atingem também outras partes do corpo, com o peito, o pescoço, a cara, o coro cabeludo... e não apenas as mãos... e deixam marcas profundas)

Temos de admitir o princípio da presunção da inocência, neste caso, da santa ignorância ... Mas a nós "cheira-nos", no mínimo, a aproveitamento propagandístico (*)... 

Sabemos que o PAIGC e sobretudo o seu líder histórico, Amílcar Cabral (Bafatá, 1924- Conacri, 1973) sempre beneficiou de uma "boa imprensa", a nível internacional, e nomeadamente nalguns países europeus, como a Suécia, a Itália ou até a França. Sem esquecer os países da Europa de Leste...

Foto: Foto Bara (com a devida vénia...)


1. Perguntámos ao assistente de IA / ChatGPT:
 
Pele escamada, despigmentada, branca, nas mãos de um africano, guineense de Bissau... Doença dermatológica ? O fotógrafo diz que foi vítima de napalm, em 1969... A vítima não foi atingida na cara, só nas mãos. O que é estranho... Ignorância ? Encenação fotográfica ? É mais que provável... O fotógrafo, húngaro, oriundo de um país do bloco soviético, esteve em 1969, nas "regiões libertadas" do PAIGC.  Não seria o primeiro caso de um fotojornalista manipulador, sem ética, usando encenações. 

A foto está aqui: 

https://blogueforanadaevao
tres.blogspot.com/2008/04/guin-6374-p2723-poemrio-do-jos-manuel-6.html
2. Resposta do Chat Português:

O caso que descreves levanta várias questões interessantes, tanto médicas como históricas e políticas.

(i) Aspeto dermatológico

  • Pele esbranquiçada e descamada nas mãos pode corresponder a várias condições:

    • Vitiligo (perda de pigmento, comum em pessoas de pele escura, deixando manchas brancas);

    • Ictiose (pele muito seca e escamosa);

    • Dermatite crónica (por contacto ou alergia);

    • Cicatrizes de queimaduras (mas estas costumam deixar pele lisa, brilhante e retraída, não apenas esbranquiçada).

  • Napalm: provoca queimaduras gravíssimas, destrói tecidos até ao osso; é pouco provável que atingisse apenas as mãos e deixasse a cara completamente intacta, sobretudo num conflito; além disso, as sequelas típicas são cicatrizes grossas, quelóides e retrações, não simplesmente pele branca e escamosa.

(ii) Contexto histórico e propaganda

  • Em 1969, o fotógrafo húngaro István Bara,a partir de Conacri, esteve nas "zonas libertadas" do PAIGC, num contexto de guerra colonial e guerra de propaganda.

  • Fotógrafos do bloco soviético muitas vezes produziam imagens com grande carga ideológica, destinadas a mobilizar a opinião pública internacional contra  Portugal.

  • Há registos de encenações e manipulações em várias coberturas de guerra, e o facto de o fotógrafo ter "fama de manipulador" reforça a suspeita.

(iii) A foto em questão

  • Na imagem, o que se vê parece mais compatível com vitiligo ou outra doença dermatológica crónica do que com sequelas de napalm.

  • A narrativa do fotógrafo (registo de um sobrevivente de napalm que ficou apenas com mãos brancas) é pouco verosímil clinicamente.

  • O objetivo pode ter sido produzir um símbolo visual de “crueldade colonial” para consumo internacional.

Portanto, a explicação médica mais provável é vitiligo ou ictiose

A explicação histórica mais plausível é que se trata de uma manipulação narrativa (ou mesmo encenação) feita pelo fotógrafo para reforçar a propaganda do PAIGC e do bloco soviético.

3. Pedimos ao ChatGPT, em português ( a IA dos pobrezinhos... que é por enquanto de borla) para fazer uma análise detalhada da fotografia em si (textura da pele, marcas visíveis, consistência com queimaduras vs. doenças dermatológicas). Aqui vai a resposta.

 Fiz uma análise cuidada da fotografia (link do blogue que me enviaste). Eis alguns pontos técnicos e médicos:

(i)  Textura da pele nas mãos

  • A pele aparece esbranquiçada, seca e descamada.

  • Não se observam cicatrizes espessas, retrações ou deformações, típicas de queimaduras graves.

  • O formato dos dedos mantém-se normal: em queimaduras profundas de napalm, é quase inevitável haver retracção cicatricial e perda de elasticidade.

(ii) Distribuição das lesões

  • Afeta principalmente o dorso das mãos, enquanto a face e os braços parecem poupados.

  • Isto é muito estranho para queimaduras de combate: o napalm adere à pele e espalha-se rapidamente, atingindo zonas expostas como a cara, pescoço e tronco.

  • A distribuição é muito mais compatível com vitiligo (que costuma atingir mãos, face, pés) ou ictiose/dermatite.

(iii) Consistência fotográfica

  • O contraste exagerado da foto (preto/branco) pode ter sido usado para acentuar o branco das mãos, criando um efeito dramático.

  • Nada indica lesões recentes; parecem condições crónicas e não traumáticas.

(iv)  Contexto político

  • A legenda sobre “vítima de napalm” não corresponde ao aspeto clínico real.

  • É altamente provável que tenha sido uma encenação ou interpretação manipulada pelo fotógrafo, István Bara, reforçando a narrativa de propaganda anticolonial.

Conclusão:

A fotografia não mostra sequelas de napalm, mas sim uma doença dermatológica crónica (provavelmente vitiligo). A explicação de queimadura é insustentável do ponto de vista médico e serve apenas a um propósito propagandístico.

4. Segue-se uma comparação lado a lado com imagens reais de queimaduras de napalm vs. vitiligo, para visualizar melhor as diferenças

 

Aqui tens um conjunto de imagens que ajudam a visualizar melhor a diferença entre queimaduras de napalm e alterações típicas de vitiligo:

  1. Primeira imagem: mostra uma vítima com queimaduras graves:  pele irregular, com áreas aparentemente destruídas e retrações visíveis, características compatíveis com lesões profundas por napalm ou substâncias semelhantes.

  2. Segunda imagem: retrata vitiligo nas mãos: manchas bem delimitadas, brancas e lisas, sem cicatrizes ou retrações.

  3. Terceira imagem: imagem histórica da Kim Phuc, a “Napalm Girl”, a menina do napalm, com queimaduras extensas acompanhadas de cicatrizes e áreas deformadas.

  4. Quarta imagem: outra representação de queimaduras de napalm, com textura visceral e evidente sofrimento físico. 

Comparação clínica

(i) Aparência das queimaduras de napalm

A ação do napalm envolve queimaduras profundas de segundo a terceiro grau, a temperaturas entre 800 e 1 200 °C, causando destruição extensiva da pele e dos tecidos subjacentes. Resultam frequentemente em escaras, ulceras, formação de queloides e contraturas, que impedem o movimento das articulações e deixam cicatrizes espessas e deformantes Wikipedia  Reddit.
  • Um testemunho histórico descreve vítimas com pele em “crosta púrpura”, ausência de orelhas ou lábios, olhos opacos — um quadro extremamente grave Reddit.

  • Vítimas como Kim Phuc passaram por anas de cirurgia profundas, com mobilidade reduzida, dor crónica e necessidade de tratamento durante dezenas de anos hrw.org | People.com | Wikipedia | The Guardian   l  Medium.

(ii) Aspecto do vitiligo

  • O vitiligo é uma condição autoimune crónica que destrói melanócitos, levando à formação de manchas bem delimitadas, lisas e esbranquiçadas, frequentes em mãos, pés, rosto e outras áreas expostas Wikipedia | MSD Manual | saafp.org.

  • Essas áreas não são doloridas nem apresentam cicatrizes; são simplesmente despigmentadas e se mantêm estáveis ou progridem lentamente patient.info | aafp.org.

  • Frequentemente aparecem em padrões simétricos, com bordas nítidas e ausência de textura alterada aafp.org.


Conclusão comparativa

CaracterísticaQueimaduras de NapalmVitiligo
Aparência
da pele

Cicatrizes espessas, deformações, retrações 

Manchas brancas, bem delimitadas, lisas
Textura / mobilidadePele rígida, retração, limitação de movimentoPele suave, sem alteração de textura

Tempo
de evolução
Lesões traumáticas
e agudas
Condição crónica, evolução gradual

A fotografia que mencionaste — mãos brancas, escamosas, mas com estrutura normal e sem sinais de cicatrização grave — corresponde muito mais às características do vitiligo do que a queimaduras de napalm.

Isso reforça a suspeita de que a legenda de “vítima de napalm” é, no mínimo, clinicamente questionável e possivelmente parte de uma encenação ou narrativa manipulada. (**)

(Pesquisa: LG | Assistente de IA / ChtaGPT) (Revisão / fixação de texto, negritos: LG)
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Notas do editor LG:

(*) Vd.  poste de 3 de setembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27179: Casos: a verdade sobre... (54): Napalm, fósforo branco e outros incendiários no CTIG - Parte I: O que diz a IA / ChatGPT