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domingo, 7 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28078: Humor de caserna (272): As minhas "turras" com a menina IA que não tem um pingo de sentido de humor... A propósito da cantora ié-ié de Jabadá, que não era... "careca" (Luís Graça)


Guiné > Região de Quínara > Jabadá > CCAV 2484 (1969/70) , Os Dragões de Jabadá" >  A cantora ié-ié Isabel Amora (1946-2020), atuando para os militares do aquartelamento, que ficava na margem esquerda do Rio Geba. 

Representação artística, livre,  desse espetáculo. Tudo indica que, nesse dia e local,  a jovem artista, em princípio de carreira (e infelizmente já falecida),   tenha aparecido com duas indumentárias diferentes: vestido curto, mas de manga comprida e minissaia, e na segunda parte  blusa de manga curta e calça à boca de sino. A foto (inspiradora...) é do Manuel Antunes, ex-sold cond auto (CCAV 2484, "Os Dragões de Jabadá"), que vive no Canadá


Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Foto: Manuel Antunes (2022)
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.

1.  Falar com máquinas pode até ser divertido mas também às vezes exasperante... Divertido, por enquanto... Um dia pode vir a ser um pesadelo, como foram durante 48 anos na Ditadura Militar e no Estado Novo os coronéis da censura (que não eram máquinas, eram pior, eram "calhaus")... 

De vez em quando tenho as minhas "turras" com a IA. Recusa-se a fazer a ilustração que lhe peço, alegando que o meu prompt "pode violar as suas  politicas de conteúdo" (sic). 

Nunca diz quais são. É preciso então contestar, uma, duas,  três vezes. Às vezes, falo mal:  "P*rra, a foto de uma jovem cantora ié-ié, de minissaia, que vem de Portugal e vai atuar no mato, na Guiné, para os soldados portugueses e a população local... é material pornográfico ou tem conotação sexual?!... A minissaia também chegou depressa ao Portugal de finais dos anos 60!...

"E depois tens que perceber que quem está na guerra, lá no cu de Judas, a 4 mil km de casa, o que mais quer ver é um belo par de...pernas de uma jovem da sua idade!... Não lhe mandem uma matrona de média idade, fadista, como a Cilinha, mas uma garota estouvada da música ié-ié!"...

Resposta, sensata e conciliadora, por fim, da ferramenta da IA (ChatGPT / Open AI): 

(....) "Camarada, pelo que descreves, não vejo nenhum problema de política em mostrar uma cantora jovem de 1969/70, de minissaia, a atuar perante soldados num quartel da Guiné. Mostrar pernas, minissaias ou moda da época não tem nada de problemático.

O que provavelmente aconteceu foi outra coisa: o sistema automático pode ter interpretado a combinação de fatores como:

  • imagem de uma pessoa real;
  • pedido de recriação baseada numa fotografia histórica;
  • referência à atratividade física ("bom par de pernas");
  • contexto militar.

Por excesso de cautela, alguns filtros automáticos bloqueiam pedidos perfeitamente legítimos. Isso acontece ocasionalmente.

Para ser claro: uma ilustração histórica ou humorística de uma cantora dos finais dos anos 60/início dos 70, de minissaia, a atuar num quartel da Guiné, não tem nada de sexual explícito nem de impróprio. E o teu objetivo é manifestamente documental e de reconstituição de ambiente.



Isabel Amora em Jabadá ,c. 1969/70
Foto: 
Manuel Antunes (2022)

Aliás, a fotografia que mostras de Jabadá é interessante 
por outra razão: ela transmite muito bem o que era o ambiente desses espetáculos improvisados. Não havia necessariamente 
um palco. Muitas vezes a artista cantava num terreiro, com um microfone ligado a uma aparelhagem rudimentar, rodeada por militares sentados em bancos, bidões ou simplesmente no chão. O centro das atenções era a novidade da visita, a quebra da rotina e o contacto com alguém vindo da metrópole". (...)

E mais adiante, a púdica da menina da IA continua a desculpar-se, depois de "engolir os insultos":

"Também concordo contigo num ponto histórico: em 1969/70 a minissaia já estava perfeitamente instalada em Portugal, sobretudo entre as artistas de variedades e cançonetistas mais jovens. 

Uma reconstituição fiel da época teria muito mais provavelmente vestidos curtos, penteados da moda e botas ou sapatos de salto baixo do que os vestidos compridos que apareceram na primeira imagem.

Quanto ao 'humor de caserna', faz parte da memória da guerra  e não me escandaliza nada que o Zé Soldado apreciasse a música... e também um bom par de... pernas".

"Á falta de melhor, camarada", acrescento eu, com ironia...Afinal,  quem lê os aerogramas, os jornais de unidade e as memórias dos antigos combatentes como no meu blogue, incluindo a decoração dos "bunkers" (ou buracos onde dormiam)  com fotos de meninas de mama ao léu, encontra isso a cada passo.

2. Bom, lá acabámos, por fim, por chegar a um acordo mutuamente satisfatório. E a menina da IA, que não tem sentido de humor (nem muito menos "sex appeal")  mas agora "mais meiguinha" vem então com a sua contraproposta:

"Se quiseres voltar a tentar uma ilustração, eu sugeriria descrevê-la em termos históricos: Jabadá,  Guiné Portuguesa, 1969/70. Jovem cantora portuguesa em início de carreira, com vestido curto, típico da moda da época, a atuar ao ar livre perante militares da CCAV 2484 e alguns habitantes locais. Ambiente descontraído de espetáculo de variedades no mato, fotografia de época, realista, sem identificação de pessoas concretas."

Muito bem, concluimos os dois que esse pedido, formulado assim, é perfeitamente compatível com uma reconstituição histórica, asséptica, neutra, sem ofensa para a moral pública no séc. XXI nem muito menos para a "bons costumes" da pátria do Tio Sam.

E eu, diplomaticamente, encerrei o assunto, tratando-a também por "camarada" (imaginem!) (ela gosta destas "cumplicidades", ou "ligações perigosas", dirão alguns dos nossos leitores):

"Assim, está bem, acabamos por nos entender os dois, camarada!... Faz lá essa ilustração, há poucas fotos dessa época com artistas da Metrópole a atuar para as Forças Armadas na Guiné (que era um sítio feio, perigoso, pouco recomendável para meninas cantoras de minissaia, etc.)".


Pesquisa: LG + IA (ChatGPT / OPen AI)
(Condensação, revisão/fixação de texto, negritos, itálicos, título: LG)

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 5 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28072: Humor de caserna (271): "Poema para o meu irmão branco" (ou... a única cor que não muda é a da hipocrisia)

segunda-feira, 14 de março de 2022

Guiné 61/74 - P23076: (De)Caras (185): Isabel Amora (1946-2020), a cantora "ié-ié" que atuou em Jabadá, para os militares da CCAV 2484 (1969/70) (Manuel Antunes / Fernando Feio)... mas também em Galomaro, em 1971, ao tempo do BCAÇ 2912 (António Tavares)


Foto nº 1


Foto nº 2


Foto nº 3


Foto nº 4


Foto nº 5

Guiné > Região de Quínara > Jabadá > CCAV 2484 (1969/70) >  A cantora ié-ié Isabel Amora, atuando para os militares do aquartelamento, que ficava na margem esquerda do Rio Geba. Fotos do Manuel Antunes, ex-sold cond auto, CCAV 2484, Os Dragões de Jabadá (*)

Fotos (e legenda): © Manuel Antunes (2022). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas dfa Guiné] 


1. O nosso camarada, Manuel Antunes, que vive há mais de meio século em Toronto, Canadá, acaba de confirmar o nome da artista que atuou para ele e os seus camaradas, os  "Dragões de Jabadá" (Fotos nº 1 e 2), em data que não precisa, mas que só pode ter sido entre 4 de março de 1969 e 9 de dezembro de 1970 (A CCAV 2484 / BCAV 2867 assumiu o subsector de Jabadá em 4 de março de 1969, e foi rendida em 9 de dezembro de 1970, recolhendo a Bissau para regresso à Metrópole.)

Quem primeiro identificou a cantora (Foto nº 2) foi o Francisco Feio, ex-1º cabo mecânico, também da CCAV 2484: "Isabel Amora, nome artístico, tenho fotos dela e dos outros dois artistas que estiveram no mesmo concerto" (11 de março de 2022 às 22:55, comentário ao poste P23069 (*)

O Manuel Antunes mandou mais duas fotos desse espectáculo com a tal Isabel Amora (Fotos nº 1 e  4). Tudo indica que, nesse espectáculo, a artista tenha aparecido com duas indumentárias diferentes: vestido curto, mas de manga comprida e minissaia (Fotos nºs 1 e 2) e blusa de manga curta e calça à boca de sino (Fotos nº 4 r 5).  

Na primeira atuação, está ao nível dos espectadores, uns sentados, outros de pé, e outros ainda empoleirados numa árvore. O local pode ser a parada do quartel ou as proximidades de alguma das casernas. Na  segunda atuação, está num plano mais alto, num murete, junto à parede de um edifício. 

Na foto nº 3 pode ver-se um pormenor dos sapatos, que parece estarem parcialmente enlameados ou sujos com terra. Na foto nº 5, destaca-se um elemento, feminino, que parece estar a tocar teclas (ou piano elétrico). O Fernando Feio  fala em "mais dois artistas que estiveram no concerto".

2. Quem era a Isabel Amora, que entretanto já morreu, em 2020, com 74 anos?

Segundo elementos que recolhidos na Net, foi uma "pioneira vocalista pop entre nós e que hoje em dia poucos porventura recordarão" (**)... Nasceu na Amora, concelho do Seixal, distrito de.Setubal em 1946.

Isabel Baptista, de seu nome, de muito cedo "começou a mostrar os seus dotes artísticos e musicais cantando o “IÉ IÉ” (estilo de música pop surgido na França, Itália, Espanha e Portugal no início da década de 1960). Há quem diga que o seu estilo preferido era o seguido por Rita Pavone, cantora com sucesso na música Italiana. Infelizmente não temos nenhum registo de som da Isabel a Solo." (...)

(...) "Entre 1965 e 1966, no Teatro Monumental, em Lisboa, teve lugar o famoso Concurso Ié-Ié, e Isabel Amora cantou no evento (embora fora de competição) acompanhada pelos Jovens do Ritmo, da Amora - localidade onde nasceu e que guardou como apelido artístico. (...)


Com Paula Amora, sua prima, Isabel faz o duo Elas, com supervisão do músico Carlos Portugal.  "Entre 1971 e 1972 gravam cinco discos, contando com arranjos de Pedro Osório e com originais de Portugal e de Luís Romão (com percurso de destaque então a solo).

Mas em Jabadá  Isabel deve ter atuado a solo... Segundo a  fonte que estamos a citar (**), "antes do lançamento do Duo Elas, Isabel pela mão da Senhora D. Helena Félix, parte para o Ultramar para cantar para os militares. O seu empresário era o Sr. Munhoz, pai da Sra. D. Eunice Munhoz, com escritório na Praça da Alegria em Lisboa. (...).

(...) "Ainda em 1971, este duo pop canta na inauguração do Centro Comercial Apolo 70, em Lisboa, e participa no único Festival da Canção da Guarda, com 'Sim, Meu Amor Foste o Primeiro'. Depois dos dois últimos discos do duo, em 1972, Isabel Amora ainda cantou em Moçambique a solo e fez teatro alguns anos mais tarde, mas os tempos de glória tinham ficado para trás."

(...) "Em 1972 fizeram uma tournée por todas as praias de Portugal - Concurso Miss Praia 72 - com o patrocínio duma Rádio, com um grupo de músicos de Almada. Participam no programa televisivo que passa na RTP1 - Canal13 - todas as segundas feiras à noite. Programa esse que era gravado no Teatro ABC nos sábados anteriores no Parque Mayer, em Lisboa. (...)

(...) "Alguns anos depois vão para o Porto, onde passam a viver durante um tempo e actuam em vários Casinos portugueses. Acabado esse contrato, a Paula decide casar-se e o Duo dissolve-se. A Isabel retorna a Moçambique, onde encontra família e onde faz a sua vida a cantar com um novo contrato, regressando a Portugal no final deste e dando por finalizada a sua carreira artisitica. A sua vida deixa de ser artística e passa a viver uma vida fora dos palcos. Mais tarde casa-se, mas divorcia-se uns anos a seguir" (...)



3. Diz o António Tavares, também em comentário (*):

(...) "No dia 31 de Março de 1971 houve festa no Quartel de Galomaro. O BCaç 2912 recebeu a Isabel, Tino Costa, Eva Maria e Fernando Correia. Os quatro actuaram a solo e em conjunto, num palco construído para tal fim, na parada do quartel.

"Os Militares e a População local durante umas horas esqueceram a guerra. Existem fotos comprovativas dos artistas em Galomaro. Acabada a actuação os artistas seguiram viagem para Bafatá ou Bambadinca." (*)

Ficamos sem saber quem promoveu o espectáculo em Jabadá (e noutros sítios, como Galomaro): O Movimento Nacional Feminino (MNF)?A atriz Helena Félix (Porto, 1920 - Lisboa, 1991)?  O pai da Eunice Muñoz, que se chamava Hernâni Cardinali Muñoz, e que era o empresário da Isabel Amora?... 

Enfim,  será que estes e outros empresários  fizeram digressões, com artistas da Metrópole,  pelos três teatros de operações (Angola, Guiné e Moçambique), independentemente do Movimento Nacional Feminino? Nesse caso, quem pagava? Era o Exército?

sexta-feira, 11 de março de 2022

Guiné 61/74 - P23069: Fotos à procura de... uma legenda (163): Uma imagem relativamente rara, esta, de uma cançonetista, de minissaia, a atuar em Jabadá, por volta de 1969/70


Guiné > Região de Quínara > Sector de Tite > Jabadá  > CCAV 2484 (1969/70) >  Uma cantora actuando para as nossas tropas, numa iniciativa seguramente do Movimento Nacional Feminino. Foto do Manuel Antunes, ex-sold cond auto, CCAV 2484, Os Dragões de Jabadá (*)


1. É uma foto relativamente rara, que nos enviou o Manuel Antunes, dos "Dragões de Jabadá" (*).  Os espectáculos, em quartéis do mato, realizados pelo Movimento Nacional Feminino, com cançonetistas da metrópole, relativamente conhecidos, como a Flobela Queiroz,  não estão bem documentados no nosso blogue. 

A única exceção é o Conjunto Académico João Paulo, que tem vários referências no blogue (**). Mas os seus elementos, originalmente estudantes, estavam a cumprir o serviço militar. 

Facto desconhecido para muitos dos nossos leitores, foi a Cecília Supico Pinto  quem "conseguiu que os músicos do 'Conjunto João Paulo' cumprissem o serviço militar actuando no mato em digressões pelas 'províncias' ", revelação feita na sua biografia, escrita por Sílvia Espírito Santo ("Cecília Espírito Santo,o rosto do Movimento Nacional Feminino, Lisboa, A Esfera dos Livros, 2008, pp. 144). 

Ela sabia, de resto, da experiência norte-americana na II Guerra Mundial, da importância que podia ter, sobre o moral das tropas em África, as atividades de natureza lúdica, como os espetáculos musicais ao vivo, feitos por artistas em voga, vindos da metrópole. 

Não sabemos quem era a artista (vd. foto supra) que está de costas, a atuar em Jabadá, c. 1969/70. Talvez algum leitor a consiga identificar e sobretudo queira comentar, "acrescentando uma legenda à foto" (***).

Houve muito boa gente, do mundo do espectáculo, incluindo a Amália Rodrigues, que colaborou com o Movimento Nacional Feminino, quer na edição dos famosos discos de Natal (1971 e 1973), quer participando inclusive em digressões pelos quartéis do mato ou em concertos na metrópole para angariação de fundos.

Além dos músicos do Conjunto Académico João Paulo, talvez o caso mais conhecido terá sido o da cançonetista (e actriz)  Florbela Queiroz.

A Florbela Queiroz (nascida em Lisboa, em 1943) não sei se passou pela Guiné, mas diz ela que andou no mato 8 meses, em 1967 e 1968. "Nunca fui tão respeitada por toda a gente. Eu era nova, tinha 21 anos, era uma miúda gira, e andava lá no mato no meio dos soldados, comi da ração deles. Foi a época em que mais me realizei" (cit. por Sílvia Espírito Santo - "Cecília Supico Pinto: o rosto do Movimento Nacional Feminino". Lisboa, A Esfera do Livro, 2008, pág. 144).




O João Paulo Agrela, ao centro, o fundador do grupo. Está fardado, e era furriel, tendo morrido em 23/4/2007, mas o elemento mais conhecido do grande público era o vocalista Sérgio Borges (1943-2011).


Guiné > Zona leste > Geba > CART 1690 > 24 de agosto de 1968 > O conjunto musical João Paulo em digressão pela Guiné... Tal como no caso de  outros artistas populares na época, como a Florbela Queiroz, a digressão à  Guiné do Conjunto Académico João Paulo era uma  iniciativa do Movimento Nacional Feminino (MNF). Este  conjunto fez digressões também por Angola e Moçambique, durante a guerra colonial, além de países estrangeiros como os EUA. (Por exemplo, um ano depois, estavam em Moçambique a atuar para o BART 2838, 1968/70).

Foto (e legenda): © Alfredo Reis (2007). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas dfa Guiné] (*)

2. Relativamente ao Conjunto Académico João Paulo... Foram fundadores do grupo, madeirense, pioneiro da música "rock" em Portugal (a par de Os Sheiks, Os Conchas, Chinchilas, Duo Ouro Negro, Quarteto 1111 e Demónios Negros, entre outros) os seguintes elementos:   

(i) João Paulo Agrela (1942-2007) (teclas);
(ii) Carlos Alberto Lomelino Gomes (guitarra) falecido no Funchal em 2020);
(iii) Rui Brazão (guitarra ritmo);
(iv) Ângelo Moura (baixo);
(v) José Gualberto (bateria, falecido em 2004);
(vi) e Sérgio Borges (1943-2011) (vocalista).  

Não sabemos se todos estes participaram nesta digressão à Guiné, em 1968 ou se estavam na altura a cumprir o serviço militar na Guiné... Três ou quatro elementos do grupo passaram pelo EPI (Mafra), onde fizeram a recruta, no turno de setembro de 1966... Como se vê, dois anos depois  ainda estavam na tropa... Do tempo de Mafra, ficou a canção (pouco conhecida) O Salto (disponível no You Tube).

O grupo extingiu-se em princípios da década de 1970.
__________

Notas do editor:

(*) Vd. poste de 10 de março de 2022 > Guiné 61/74 - P23066: Tabanca Grande (531): Manuel Antunes, ex-Soldado Condutor Auto da CCAV 2484 - "Dragões de Jabadá" (Jabadá, 1969/70)... Senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar nº 858

(**) Vd., por exemplo, 

25 de novembro de 2015 > Guiné 63/74 - P15406: (Ex)citações (302): O conjunto João Paulo, em 1968, em Susana... No fim do concerto apanhámos com umas valentes morteiradas (Domingos Santos, ex-fur mil, CCAÇ 1684, Susana e Varela, 1967/69)

22 de novembro de 2015 > Guiné 63/74 - P15395: (Ex)citações (300): (i) Conheci de perto, em Alhandra, o Conjunto Académico João Paulo... Ouvi-os ensaiar vezes sem conta... Fiquei farto... Mesmo assim preferia-os a eles a ter que ouvir, até à exaustão, nos "rangers", em 1966, o "Sambinho Chato" e o "Et Maintenant" (Mário Gaspar); (ii) link com a canção "O Salto" (EPI, Mafra, 1966) (Inácio Silva)

21 de novembro de  2015 > Guiné 63/74 - P15389: (Ex)citações (299): Atuação do Conjunto Académico João Paulo, no "600", em Bissau, em abril de 1968 (Manuel Coelho, ex-mil trms, CCAÇ 1589 / BCAÇ 1894, Nova Lamego e Madina do Boé, 1966/68)

quinta-feira, 10 de março de 2022

Guiné 61/74 - P23066: Tabanca Grande (531): Manuel Antunes, ex-Soldado Condutor Auto da CCAV 2484 - "Dragões de Jabadá" (Jabadá, 1969/70)... Senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar nº 858

1. Mensagem do nosso camarada e novo tertuliano, Manuel Antunes[*], ex-Soldado Condutor Auto da CCAV 2484/BCAV 2867 (Jabadá, 1969/70), com data de 6 de Março de 2022:

Caro camarada Carlos Vinhal:

Dizias que eram  precisos mais alguns dados para aderir ao blogue dos camaradas.

Sou natural de Duas Igrejas, Miranda do Douro e ainda sei falar mirandês.

Vai fazer 51 anos dia 8 de setembro de 2022 que emigrei para o Canadá,  cidade Toronto.

PS: -  Foi um primo meu, que também esteve na Guiné entre 1970 e 1971, que me deu o email dos camaradas. Que Deus vos dê muita saúde e muitos anos de vida pelo bom trabalho que estais a fazer, que gosto muito de ler.

Um abraço do camarada
Manuel Antunes
Condutor Auto da CCAV 2484
Jabadá - Guiné, 1969/70


Jabadá - Sector S1 - Tite - Manuel Antunes rodeado de crianças
Jabadá- Sector S1 - Tite - Manuel Antunes num posto de sentinela
Jabadá - Sector S1 - Tite - Quartel e ao fundo o Rio Geba
Jabadá - Sector S1 - Tite - No tempo das chuvas, Manuel Antunes junto do seu Unimog
Jabadá - Sector 1 - Tite - Manuel Antunes com alguns camaradas e meninos da tabanca
Jabadá - Sector 1 - Tite - Manuel Antunes com os seus camaradas condutores e viaturas
Jabadá - Sector 1 - Tite - Manuel Antunes e camaradas

Jabadá - Sector 1 - Tite - Uma cantora actuando para as tropas
Jabadá - Sector S1 - Tite - Quartel e ao fundo o Rio Geba
Toronto - Canadá - Manuel Antunes na actualidade, novo membro da Tabanca Grande, nº 859

********************

2. Comentário do coeditor CV:

Caro Manuel Antunes, bem-vindo à nossa tertúlia.

És mais um dos camaradas que rumou às Américas. Deixaste Duas Igrejas em 1971, rumo ao Novo Mundo, onde esperamos te encontres bem. Sei por um amigo e vizinho que os portugueses são muito considerados tanto no Canadá como nos Estados Unidos da América. Portugal está muito bem representado pelos nossos emigrantes, na esmagadora maioria bons profissionais, especialmente os mais novos, agora habilitados com cursos superiores.

Em boa hora decidiste aderir à nossa Tabanca Grande, enviando logo nas duas primeiras mensagens as fotos publicadas hoje e no poste anterior. Passas a ter o nº 858. 

Continuamos receptivos a outras que tenhas contigo, assim como a estórias que nos queiras contar. Só te peço que não nos escrevas em letra  maiúscula porque nos obrigas a passar tudo a letras minúsculas, excepto os inícios das frases.

Em jeito de despedida, deixo-te em nome dos editores e da tertúlia em geral, um abraço e os votos da melhor saúde.

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Notas do editor

[*] - Vd poste de 9 de março de 2022 > Guiné 61/74 - P23062: O nosso livro de visitas (215): Manuel Antunes, radicado em Toronto - Canadá, ex-Soldado Condutor Auto da CCAV 2484/BCAV 2867 (Jabadá, 1969/70)

Último poste da série de 12 de janeiro de  2022 > Guiné 61/74 - P22900: Tabanca Grande (530): José Carlos Rocha da Silva, ex-Fur Mil Inf da 1.ª CCAÇ/BCAÇ 4518/73 (Dulombi e Nova Lamego, 1974) que se senta no lugar 857 da nossa tertúlia

quarta-feira, 9 de março de 2022

Guiné 61/74 - P23062: O nosso livro de visitas (215): Manuel Antunes, radicado em Toronto - Canadá, ex-Soldado Condutor Auto da CCAV 2484/BCAV 2867 (Jabadá, 1969/70)

1. Mensagem do nosso camarada Manuel Antunes, ex-Soldado Condutor Auto da CCAV 2484/BCAV 2867 (Jabadá, 1969/70), com data de 20 de Fevereiro de 2022:

Sou:
Manuel Antunes,
Soldado Condutor Auto
Companhia de Cavalaria 2484 - "Dragões de Jabadá"
Sector de Tite

Um abraço para todos os camaradas
Toronto - Canadá



********************

2. Mensagem enviada pelos editores ao nosso camarada em 28 de Fevereiro de 2022:

Caro camarada de armas Manuel Antunes
Pelo envio das tuas fotos, supomos que queres aderir à tertúlia do nosso Blogue, o que muito nos aprás.
Por favor, para que te possamos apresentar devidamente, manda-nos uma foto tua actual.

Esperando que estejas bem nesse bonito país, deixamos-te um abraço e votos de boa saúde.
Carlos

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Nota do editor

Último poste da série de 5 DE OUTUBRO DE 2021 > Guiné 61/74 - P22601: O nosso livro de visitas (214): Luís Sequeira, filho do nosso camarada Manuel Dias Sequeira, ex-1.º Cabo do Pel Mort 979 (Buba, 1964/66), falecido em 2008