Alberto Branquinho - "Inventarium Vitae": Escritos, Memórias e Olvidos". Lisboa: Edições Partenon / Chancela Sítio do Livro, 2026, 160 pp. (ISBN: 978-989-9198-51-7) (Está à venda em: www.sitiodolivro.pt ) (Preçod e capa; 12,00 euros)
Sinopse:
"Este livro é um esboço de memórias e, simultaneamente, um inventário-amostra dos livros publicados pelo autor. É, além disso, uma biografia breve de um “baby-boomer” nascido em Portugal, que atravessa grande parte do Salazarismo e do Marcelismo, envolvido, também, na guerra colonial de 1961-1974."

"Este livro é um esboço de memórias e, simultaneamente, um inventário-amostra dos livros publicados pelo autor. É, além disso, uma biografia breve de um “baby-boomer” nascido em Portugal, que atravessa grande parte do Salazarismo e do Marcelismo, envolvido, também, na guerra colonial de 1961-1974."

Dedicatória ao nosso editor LG
1. O Alberto Branquinho acaba de publicar, em maio passado, mais um livro, o 12º da sua bibliografia, se não erramos as contas. E diz-nos, "off record", que bem pode ser o último. Não acreditamos. Ou esperemos bem que não. Ainda é cedo para "arrumar a caneta e o bloco de notas". Deu-lhe um título sugestivo, "Inventarium Vitae: Escritos, Memórias e Olvidos".
"Inventário de Vida", em português, é uma espécie de antologia, pessoal, dos seus melhores textos., uma parte já publicados, outros inéditos. E é também um esboço autobiográfico que, esperemos, dê origem ao próximo livro, de maior fòlego.
"Não venho falar de mim...nem do meu umbigo" é o título de uma das séries de que ele é autor no nosso blogue. Desta vez, sim, vem falar dele, mas na exata medida em que tem de "enquadrar as situações vividas com outros" (como escreveu na dedicatória no exemplar que teve agentileza de oferecer ao editor do blogue) ...
Situações que viveu, com os outros, como é o caso da Guiné, das avenidas novas de Lisboa (onde ele viveu a sua vida, desde a "peluda"), ou da sua terra natal, Vila Nova de Foz Coa (que ele agora revisita na parte III - Vida Cumprida). Terra de que, aliás, tem muito orgulho: a capa que escolheu para este seu último livro é justamente a fachada da sua igreja matriz, de singela beleza, de estilo manuelino, monumento nacional desde 1910, e onde presumo o autor foi batizado...Outra foto, é a do museu de Foz Coa, que vem na contracapa.
2. Percebe-se, pelo índice, que a organização do material (em geral, pequenos textos, crónicas, micrcocontos...) é temática: I. Guiné, tempo de guerrilha (pp. 11-80); II - Outros lugares, outros tempos (pp. 81-129); e III - Vida cumprida, inventário breve (pp. 131-158).
Boa parte do livro baseia-se em textos inédito. Mas há excertos de livros anteriores, tais como (com destaque oara Cambança Final):
- Contos com encontros (2008) (contos)
- Parições & Aparições (2012) (prosa)
- Cambança Final (2013) (contos)
- QuasOutono?! (2014) (poesia)
- Filhos d'outrem ou d'algures (2015) (histórias sobre paternidades)
- Por século e meio (2017) (romance)
- Sobre/vivèncias (2017) (poesia)
- Sótáo, rés-do-chão e outras vidas (2018) (contos)
- Deixem a guerra em paz (2019) (novela)
- Retratos da Avenida e outros (2023) (contos)
Parabéns, Branquinho: a tua paixão pela escrita (e em particular pelo conto) já nos deu um "balaio" de livros, os quais merecem maior e melhor divulgação no nosso blogue. Não vou seguir o teu "conselho": pelo que eu já li, o teu "inventário" (estático) e "balanço" (dinâmico) de uma vida (pou de várias vidas( merece mais umas tantas notas de leitura.
Afinal, estás, estamos todos nós, irremediavelmente presos na teia do passado. Parafraseando um dos teus poemas, auto-irónico, "temos os bolsos cheios de passado / para o que der e (ainda) vier"... Ou por outras palavras: ainda estamos aqui, não nos fomos embora, nem nos hão de enterrar na "vala comum do esquecimento", ainda temos felizmente presente e futuro (próximo)... Enquanto houver língua e dedo..., não haverá leitor que nos meta medo. A vida é um "suplício de Sísifo"... Mas pior do que levar o "pedregulho" até ao cimo da montanha, é um gajo ficar "protésico, radioativo, parkinsónico e alzheimareado"... Enfim, que os bons irãs da Guiné nos protejam... (LG)
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Nota do editor LG:




1 comentário:
Grande provérbio.
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