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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28302: Agenda cultural (902): "Geração Afro: Os Últimos Guerrilheiros do Império", de Recaredo (Angelino Santos Silva): apresentação do livro,. amanhã, sábado, 29 de agosto, em Paredes (Biblioteca Municipal), e 1 de outubro, quinta feira, no Porto (Unicepe)


Capa


Geração Afro: Os Últimos Guerrilheiros do Império - Vol I, de Recaredo (pseudónimo lietrário de Angelino Santos Silva, ed. autor, Recarei, Paredes, 2026, 455 pp.)


1. O livro vai ser apresentado amanhã, sábado, na Biblioteca Municipal de Paredes, pelas 17h00. E dia 1 de outubro,  quinta feira, na UNICEPE - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, pelas 18h00.



(ii) foi mobilizada pelo CIOE, Lamego, tendo como cmdt o Cap Inf Cmd Alberto Freire de Matos;

(iii)  embarcou em 25mar70, chegou a Bissau em 31mar70 e regressou a 27dez71;

(iv)  é até agora o primeiro e único representante da 26ª CCmds na Tabanca Grande;

(v) é natural de Recarei, Paredes, distrito do Porto




Resumo das Experiências dos Combatentes Portugueses e Africanos 


1. O Início: Patriotismo, Desencanto e Realidade. 

  • Expectativa vs. Choque: 
Os jovens portugueses embarcavam para África "imbuídos de um mesmo amor à Pátria, considerando as suas comissões uma causa justa". No entanto, logo no início da viagem, o desconforto, as más condições nos navios e o choque com a realidade africana geravam desencanto e frustração.
  •  A Chegada:
 Ao chegarem, deparavam-se com combatentes africanos armados ao serviço de Portugal, o que causava estranheza e, ao mesmo tempo, aliviava o desconforto inicial. 

2. A Vida no Terreno: Dificuldades, Medos e Camaradagem 

  • Condições Extremas: 

O quotidiano era marcado por calor, humidade, doenças como o paludismo, chuvas torrenciais, emboscadas, minas e noites mal dormidas na selva. 

  •  União: 

A camaradagem entre soldados era fundamental para suportar o medo, a saudade e o desgaste físico e psicológico. O humor, as pequenas festas e as conversas ajudavam a aliviar a tensão constante. 

  • Perspetiva Africana: 

Os combatentes africanos, como os do Grupo Especial de Combate (GEC), partilhavam o risco e o sacrifício, mas tinham motivações e preocupações distintas, muitas vezes relacionadas com o futuro das suas famílias e a incerteza do pós-guerra. 

3. Contradições e Dilemas 

  • Laços Partidos: 

Muitos africanos lutavam ao lado dos portugueses, enquanto familiares seus combatiam no PAIGC (movimento de libertação). Isso criava situações de "irmãos contra irmãos", ilustrando a complexidade das lealdades e dos laços familiares.

  • Sentido da Guerra: 

Os portugueses, por sua vez, questionavam o sentido do sacrifício, especialmente ao perceberem que a guerra era "uma causa perdida" e que o império colonial estava no fim. 

4. O Impacto Psicológico e Social


  •  O Regresso: 

O regresso à Metrópole era frequentemente marcado por traumas psicológicos, ausência de apoio psiquiátrico e falta de reconhecimento social. Muitos ex-combatentes sentiam-se ignorados e desamparados.

  •  Angústia do Futuro: 

Entre os africanos, o medo de represálias após a independência e a incerteza quanto ao futuro das suas famílias eram fontes de grande angústia.

 5. O Quotidiano e a Sobrevivência

  •  Operações de Risco: 

As operações militares eram descritas como extenuantes e perigosas, com relatos de emboscadas, minas, flagelações e ataques noturnos. 

  • Adaptação: 

A sobrevivência dependia tanto da preparação militar quanto da adaptação ao ambiente hostil e do apoio dos guias e combatentes africanos, conhecedores do terreno. 

6. Humanidade, Humor e Resistência

  •  Momentos de Trégua:

 Apesar da dureza da guerra, havia espaço para a amizade, o humor e até para momentos de festa e confraternização, com refeições de churrasco, uma ementa desconhecida na Metrópole.

  •  Troca Cultural: 

O contacto com a cultura local, a aprendizagem de palavras em crioulo e a partilha de refeições aproximavam portugueses e africanos, criando laços que iam além da guerra. 

7. O Fim da Guerra e o Legado

  • Sentimentos Mistos: 

O fim do conflito trouxe alívio, mas também frustração e uma sensação de missão inacabada.
  •  Marcas Eternas: 

Muitos combatentes, portugueses e africanos, carregaram para sempre as marcas físicas e psicológicas da guerra, sentindo-se "diferentes" e, por vezes, incompreendidos pela sociedade.

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 Exemplo de Testemunho Resumido:

"Já lá fomos e voltamos. Percorremos o lado negro da vida, tropeçamos na face má da sorte e andamos por trilhos e picadas da morte. [...] Já lá sorrimos e penamos. E abrimos a caixa de Pandora e antes de virmos embora enfrentamos medos e emboscadas, carregamos sonhos e granadas, corremos perigo e aflição, bebemos água da bolanha, comemos colados ao chão, adormecemos de arma na mão, socorremos camaradas feridos, beijamos rostos estendidos, cerramos os punhos cantando, festejamos a vida chorando, deixamos os sonhos esquecidos."
 ______________________ 

Conclusão:

 As experiências dos combatentes portugueses e africanos na Guerra Colonial foram marcadas por sofrimento, coragem, dilemas morais e laços de solidariedade. 

O livro retrata com realismo e sensibilidade a complexidade humana da guerra, dando voz a todos os que nela participaram, independentemente do lado em que lutaram. 

"Do embarque ao regresso a casa, o leitor com poucos conhecimentos sobre a Guerra Colonial Portuguesa em África terá o privilégio de acompanhar, em tempo real, o dia a dia dos combatentes: desde as deficientes condições de viagem até à estranha surpresa ao desembarcar, quando vê, no cais, soldados africanos a combater ao lado da bandeira portuguesa. Já no 'mato', vai acompanhar os passos de quem faz 'mexer' a guerra, testemunhando os dias de sorriso e tristeza, os dias de aflição e lazer, e os 'acasos' do azar e da sorte que separam a vida da morte. Por fim, vai sentir no corpo e na 'mente' as mazelas que trouxemos de África e a injustiça do tratamento inadequado votado aos combatentes da parte dos governos, desde o regime do Estado Novo ao regime nascido com o 25 de Abril — algo que permanece até hoje. Para memória futura, este romance ficará gravado nas páginas graníticas da História da Guerra Colonial." 

Principais locais onde se desenrola o romance: 

• Bissau, Brá, Bula, Binar, Bissorá, Olossato, Mansoa, Mansabá, K3. 
• São Vicente, Pelundo, Teixeira Pinto, Bachile, Cacheu.
 • Catió, Cabedu, Guileje, Gadamael Porto, Kandiafara (Guiné-Conacri), Cumuré e Hospital Militar de Bissau. 

(Sinopse: Autor + IA)
(Revisão / ficação de texto: LG)

 Contactos:

 Angelino dos Santos Silva (RECAREDO) Combatente na Guiné-Bissau – 1970-71 

• E-mail: recaredo241148@gmail.com 
• Telemóvel: 926 365 774

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 27 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28300: Agenda cultural (901): O Angelino dos Santos Silva ("Recaredo") vai estar, sábado, dia 29, às 17h00, na Biblioteca Municipal de Paredes, para falar do seu livro "Geração Afro: Os Últimos Guerrilheiros do Império"

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28300: Agenda cultural (901): O Angelino dos Santos Silva ("Recaredo") vai estar, sábado, dia 29, às 17h00, na Biblioteca Municipal de Paredes, para falar do seu livro "Geração Afro: Os Últimos Guerrilheiros do Império"





O autor em Bissau, s/d 

1. Mensagem do Angelino Santos Silva, reproduzida da sua página do Facebook, terça feira, dia 25, 18h43:

No próximo sábado, dia 29, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal da Câmara de Paredes, estarei na apresentação do livro "Geração Afro: Os Últimos guerrilheiros do Império".

Se te desperta interesse conhecer melhor um período importante da História de Portugal, e o que foi a vida de mais de um milhão de generosos Combatentes ignorados pelas entidades oficiais da chamada democracia, comparece e terás a oportunidade de ouvir e, quiçá, participar numa longa conversa "com bolinha vermelha". 

Definitivamente, tu, que pouco saberás sobre a guerra, ficarás com outro olhar sobre o teu avô, pai, irmão ou tio, que durante dois anos andaram combatendo por terras de África em prol do teu país.

Entretanto, deixo-te com um Resumo sobre o romance que agora pode ficar nas tuas mãos (Vd. próximo poste).

GERAÇÃO AFRO – OS ÚLTIMOS GUERRILHEIROS DO IMPÉRIO (Livro I)

Esta obra é uma homenagem aos Combatentes Portugueses e Africanos da Guerra Colonial em África, abordando as suas experiências, conflitos e o impacto histórico da guerra.

Para criar um resumo focado nas experiências dos combatentes, utilizei exclusivamente os relatos, testemunhos e análises presentes no documento "Geração Afro – Os Últimos Guerrilheiros do Império".

O objetivo é apresentar uma visão clara, humana e multifacetada das vivências dos combatentes, destacando tanto os aspetos comuns quanto as diferenças entre portugueses e africanos que combateram sob a bandeira portuguesa ou nos movimentos de libertação.

Resumo: a inserir no próximo poste.


2.  A próxima apresentação do livro já tem local e data:

Será na  UNICEPE - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, uma das instituições mais prestigiadas da cidade do Porto, no que respeita à Cultura. Apresentação marcada para 1 de outubro, quinta feira, pelas 18h00.

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Nota do editor LG:

Último poste da série >  25 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28290: Agenda cultural (900): É já no sábado, dia 29, na Feira do Livro do Porto 2026, que o nosso António Carvalho apresenta, ÀS 16h00, o seu notável romance "3 x 44: Abel e Caim em Contrapé", 228 pp. de ação e emoção que se leem de um fôlego