Capa
Geração Afro: Os Últimos Guerrilheiros do Império - Vol I, de Recaredo (pseudónimo lietrário de Angelino Santos Silva, ed. autor, Recarei, Paredes, 2026, 455 pp.)
1. O livro vai ser apresentado amanhã, sábado, na Biblioteca Municipal de Paredes, pelas 17h00. E dia 1 de outubro, quinta feira, na UNICEPE - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, pelas 18h00.
(i) ex-fur mil cmd, pertenceu à 26ª CCmds, passou por Bula, Teixeira Pinto e Bissau, em 1970/72;
(ii) foi mobilizada pelo CIOE, Lamego, tendo como cmdt o Cap Inf Cmd Alberto Freire de Matos;
(iii) embarcou em 25mar70, chegou a Bissau em 31mar70 e regressou a 27dez71;
(iv) é até agora o primeiro e único representante da 26ª CCmds na Tabanca Grande;
(v) é natural de Recarei, Paredes, distrito do Porto
Último poste da série > 27 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28300: Agenda cultural (901): O Angelino dos Santos Silva ("Recaredo") vai estar, sábado, dia 29, às 17h00, na Biblioteca Municipal de Paredes, para falar do seu livro "Geração Afro: Os Últimos Guerrilheiros do Império"
Resumo das Experiências dos Combatentes Portugueses e Africanos
1. O Início: Patriotismo, Desencanto e Realidade.
- Expectativa vs. Choque:
- A Chegada:
2. A Vida no Terreno: Dificuldades, Medos e Camaradagem
- Condições Extremas:
O quotidiano era marcado por calor, humidade, doenças como o paludismo, chuvas torrenciais, emboscadas, minas e noites mal dormidas na selva.
- União:
A camaradagem entre soldados era fundamental para suportar o medo, a saudade e o desgaste físico e psicológico. O humor, as pequenas festas e as conversas ajudavam a aliviar a tensão constante.
- Perspetiva Africana:
Os combatentes africanos, como os do Grupo Especial de Combate (GEC), partilhavam o risco e o sacrifício, mas tinham motivações e preocupações distintas, muitas vezes relacionadas com o futuro das suas famílias e a incerteza do pós-guerra.
3. Contradições e Dilemas
- Laços Partidos:
Muitos africanos lutavam ao lado dos portugueses, enquanto familiares seus combatiam no PAIGC (movimento de libertação). Isso criava situações de "irmãos contra irmãos", ilustrando a complexidade das lealdades e dos laços familiares.
- Sentido da Guerra:
Os portugueses, por sua vez, questionavam o sentido do sacrifício, especialmente ao perceberem que a guerra era "uma causa perdida" e que o império colonial estava no fim.
4. O Impacto Psicológico e Social
- O Regresso:
O regresso à Metrópole era frequentemente marcado por traumas psicológicos, ausência de apoio psiquiátrico e falta de reconhecimento social. Muitos ex-combatentes sentiam-se ignorados e desamparados.
- Angústia do Futuro:
Entre os africanos, o medo de represálias após a independência e a incerteza quanto ao futuro das suas famílias eram fontes de grande angústia. 5. O Quotidiano e a Sobrevivência
- Operações de Risco:
As operações militares eram descritas como extenuantes e perigosas, com relatos de emboscadas, minas, flagelações e ataques noturnos.
- Adaptação:
A sobrevivência dependia tanto da preparação militar quanto da adaptação ao ambiente hostil e do apoio dos guias e combatentes africanos, conhecedores do terreno.
6. Humanidade, Humor e Resistência
- Momentos de Trégua:
Apesar da dureza da guerra, havia espaço para a amizade, o humor e até para momentos de festa e confraternização, com refeições de churrasco, uma ementa desconhecida na Metrópole.
- Troca Cultural:
O contacto com a cultura local, a aprendizagem de palavras em crioulo e a partilha de refeições aproximavam portugueses e africanos, criando laços que iam além da guerra.
7. O Fim da Guerra e o Legado
- Sentimentos Mistos:
O fim do conflito trouxe alívio, mas também frustração e uma sensação de missão inacabada.
- Marcas Eternas:
Muitos combatentes, portugueses e africanos, carregaram para sempre as marcas físicas e psicológicas da guerra, sentindo-se "diferentes" e, por vezes, incompreendidos pela sociedade.
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Exemplo de Testemunho Resumido:
"Já lá fomos e voltamos. Percorremos o lado negro da vida, tropeçamos na face má da sorte e andamos por trilhos e picadas da morte. [...] Já lá sorrimos e penamos. E abrimos a caixa de Pandora e antes de virmos embora enfrentamos medos e emboscadas, carregamos sonhos e granadas, corremos perigo e aflição, bebemos água da bolanha, comemos colados ao chão, adormecemos de arma na mão, socorremos camaradas feridos, beijamos rostos estendidos, cerramos os punhos cantando, festejamos a vida chorando, deixamos os sonhos esquecidos."
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Conclusão:
As experiências dos combatentes portugueses e africanos na Guerra Colonial foram marcadas por sofrimento, coragem, dilemas morais e laços de solidariedade.
O livro retrata com realismo e sensibilidade a complexidade humana da guerra, dando voz a todos os que nela participaram, independentemente do lado em que lutaram.
"Do embarque ao regresso a casa, o leitor com poucos conhecimentos sobre a Guerra Colonial Portuguesa em África terá o privilégio de acompanhar, em tempo real, o dia a dia dos combatentes: desde as deficientes condições de viagem até à estranha surpresa ao desembarcar, quando vê, no cais, soldados africanos a combater ao lado da bandeira portuguesa. Já no 'mato', vai acompanhar os passos de quem faz 'mexer' a guerra, testemunhando os dias de sorriso e tristeza, os dias de aflição e lazer, e os 'acasos' do azar e da sorte que separam a vida da morte. Por fim, vai sentir no corpo e na 'mente' as mazelas que trouxemos de África e a injustiça do tratamento inadequado votado aos combatentes da parte dos governos, desde o regime do Estado Novo ao regime nascido com o 25 de Abril — algo que permanece até hoje. Para memória futura, este romance ficará gravado nas páginas graníticas da História da Guerra Colonial."
Principais locais onde se desenrola o romance:
• Bissau, Brá, Bula, Binar, Bissorá, Olossato, Mansoa, Mansabá, K3.
• São Vicente, Pelundo, Teixeira Pinto, Bachile, Cacheu.
• Catió, Cabedu, Guileje, Gadamael Porto, Kandiafara (Guiné-Conacri), Cumuré e Hospital Militar de Bissau.
(Sinopse: Autor + IA)
(Revisão / ficação de texto: LG)
Contactos:
Angelino dos Santos Silva (RECAREDO) Combatente na Guiné-Bissau – 1970-71
• E-mail: recaredo241148@gmail.com
• Telemóvel: 926 365 774
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Nota do editor LG:
Último poste da série > 27 de agosto de 2026 > Guiné 61/74 - P28300: Agenda cultural (901): O Angelino dos Santos Silva ("Recaredo") vai estar, sábado, dia 29, às 17h00, na Biblioteca Municipal de Paredes, para falar do seu livro "Geração Afro: Os Últimos Guerrilheiros do Império"


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