Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto: Luís Graça (2026)
Imagens: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.
1. Fez agora que 48 anos que morreu Ruy Belo (Rio Maior, 1933- Monte de Abraão, Queluz, Sintra, 1978).
Morreu cedo, aos 45 anos. De edema pulmonar. Em 9 de agosto de 1978. Desconfio que a Pátria, ingrata, distraída ou descuidada, o deixou morrer (para não dizer que que o matou, precocemente, por negligência). Como tem deixado morrer ou matado, precocemente, alguns dos melhores de nós...
Ele, um dos "vencidos do catoliscismo", não foi soldado de armas na mão, mas lutou por (e sonhou com) "O Portugal futuro"...
Este é justamente um dos poemas de que eu mais gosto, ao ponto de o ter reproduzido na dedicatória (à Alice, à Joana e ao João), constante da minha tese de doutoramente em saúde pública/saúde ocupacional, "Política(s) de saúde no trabalho: um inquérito sociológico às empresas portugueses" (Universidade NOVA de Lisboa, 2004).
Tal como gosto, particularmente, dos três outros poemas, que aqui também reproduzo na nossa poemateca (*): "Portugal sacro-profano - Lugar onde", "Portugal sacro-profano - Vila do Conde" e "Morte ao Meio-Dia".
Na "explicação preliminar" à 2ª edição do seu livro de 1970, "Homem de Palavra(s)", ele escreveu, três meses antes de morrer, que em "O Portugal futuro" nos surge "um país descolonizado", que tinha a forma de um "sável", um peixe que vinha nas enxurradas, em Rio Maior, "quando os barcos navegavam entre as cepas" (Ruy Belo, "Todos os poemas", 2000, pág. 187)...
Já nos nos outros dois poemas ele retoma o tema da dicotomia pátria / país (onde nada acontece), que lhe era particularmente caro. "Desenhar" um país novo implicaria, de algum modo, renunciar ao passado: afinal, "o meu país é o que o mar não quer", diz ele no célebre e genial verso do poema "Morte ao Meio-Dia":
à terra vai-se pela estrada em frente
Novembro é quanta cor o céu consente
às casas com que o frio abre a praça (...)
(...) A minha terra é uma grande estrada
que põe a pedra entre o homem e a mulher
O homem vende a vida e verga sob a enxada
O meu país é o que o mar não quer
PORTUGAL SACRO-PROFANO ‑ LUGAR ONDE
Neste país sem olhos e sem boca
hábito dos rios castanheiros costumados
país palavra húmida e translúcida
palavra tensa e densa com certa espessura
(pátria de palavra apenas tem a superfície)
os comboios são mansos têm dorsos alvos
engolem povoados limpamente
tiram gente de aqui põem-na ali
retalham os campos congregam-se
dividem-se nas várias direcções
e os homens dão-lhes boas digestões:
cordeiros de metal ou talvez grilos
que mãe aperta ao peito os filhos ao ouvi-los?
Neste país do espaço raso do silêncio e solidão
solidão da vidraça solidão da chuva
país natal dos barcos e do mar
do preto como cor profissional
dos templos onde a devoção se multiplica em luzes
do natal que há no mar da póvoa de varzim
país do sino objecto inútil
única coisa a mais sobre estes dias
Aqui é que eu coisa feita de dias única razão
vou polindo o poema sensação de segurança
com a saúde de um grito ao sol
combalido tirito imito a dor
de se poder estar só e haver casas
cuidados mastigados coisas sérias
o bafo sobre o aço como o vento na água
País poema homem
matéria para mais esquecimento
do fundo deste dia solitário e triste
após as sucessivas quebras de calor
antes da morte pequenina celular e muito pessoal
natural como descer da camioneta ao fim da rua
neste país sem olhos e sem boca
que põe a pedra entre o homem e a mulher
O homem vende a vida e verga sob a enxada
O meu país é o que o mar não quer
E o que o mar não quer, são os "náufragos", os destroços da história trágico-marítima, do Império, do Estado Novo, os pescadores, os marinheir0s, os cavadores de enxada, as mulheres que pariam com dor os futuros s soldados, mas também os mortos das guerras de descolonização, os desterrados, os retornados, e todos os demais perdedores...
Quando leio e releio este poema icónico, não posso deixar de pensar nos soldados
que, como eu, se sentiram náufragos de uma guerra sem sentido... (Eu, pelo menos, nunca consegui encontrar o fio à meada no labirinto desta guerra.)
Por outro lado, chama a Portugal "país sem olhos e sem boca", uma "pátria" que de palavra só tem a "superfície"...
E Vila do Conde, "o lugar onde o coração se esconde" ? Bom, foi lá que o poeta, ribatejano, se casou com uma minhota, Maria Teresa Carriço Marques, professora de liceu, mãe dos seus 3 filhos, um deles um notável fotógrafo, Duarte Belo.
Não sendo um poeta "fácil", Ruy Belo merece ser lembrado e sobretudo melhor conhecido, por nós, antigos combatentes... Um poema como "Portugal sacro-profano: lugar onde", ajuda-nos a questionar o que foi (e é) "Portugal", milenar, um lugar de memória, de ausência, de conflitos (internos e externos)...
Por outro lado, o título ("Portugal sacro-profano") sugere uma tensão dicotómica entre o sagrado (o ideal, o espiritual, o transcendente, a missão, o dever) e o profano (o real, o quotidiano, o imanente, a violência, a dúvida).
Eu leio-o como uma metáfora poderosa para a experiência da guerra da Guiné: o ideal de servir a pátria 'versus' a realidade brutal de um conflito absurdo, e sem fim à vista.
Ruy Belo era um homem de/da palavra. Também um artesão. Um perfeccionista. E um incansável poeta. Teríamos hoje uma obra gigantesca, se ele fosse vivo. (Mesmo assim, a sua obra completa, em edição crítica da Assírio & Alvim, é um grosso volume de quase 7 centenas de páginas.)
São quatro poemas, os da minha antologia pessoal, que têm uma estrutura, um ritmo, uma cadência, uma oralidade, que os torna fáceis de ler em voz alta, em qualquer uma das nossas tertúlias... ou encontros de antigos combatentes. (Gostaríamos de os levar comigo, na minha derradeira viagem, quando me despedir um dia destes da Terra da Alegria: é, de resto, o título do seu penúltimo livro de poesia, publicado em 1977, "Despeço-me da Terra da Alegria".)
Não são poemas panfletários, "à Guerra Junqueiro", não têm uma leitura imediatista, são intemporais, o que é um ponto a favor do nosso público-alvo de quem se diz que "não gosta nem sabe nada de poesia"... O que até nem é verdade: fomos também na Guiné homens de/da palavra, veja-se o nosso "cancioneiro da guerra", com os seus lamentos e protestos, a sua irreverência, o seu humor de caserna, o apelo à liberdade, à justiça, à paz, enfim, com letras que glosavam a saudade, a esperança do regresso, sem esquecer a paródia que fazíamos a letras de fados, baladas, canções, bem como a grandes obras e poetas, como os "Lusíadas", de Luís Vaz de Camões... LG
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PORTUGAL SACRO-PROFANO ‑ LUGAR ONDE
Neste país sem olhos e sem boca
hábito dos rios castanheiros costumados
país palavra húmida e translúcida
palavra tensa e densa com certa espessura
(pátria de palavra apenas tem a superfície)
os comboios são mansos têm dorsos alvos
engolem povoados limpamente
tiram gente de aqui põem-na ali
retalham os campos congregam-se
dividem-se nas várias direcções
e os homens dão-lhes boas digestões:
cordeiros de metal ou talvez grilos
que mãe aperta ao peito os filhos ao ouvi-los?
Neste país do espaço raso do silêncio e solidão
solidão da vidraça solidão da chuva
país natal dos barcos e do mar
do preto como cor profissional
dos templos onde a devoção se multiplica em luzes
do natal que há no mar da póvoa de varzim
país do sino objecto inútil
única coisa a mais sobre estes dias
Aqui é que eu coisa feita de dias única razão
vou polindo o poema sensação de segurança
com a saúde de um grito ao sol
combalido tirito imito a dor
de se poder estar só e haver casas
cuidados mastigados coisas sérias
o bafo sobre o aço como o vento na água
País poema homem
matéria para mais esquecimento
do fundo deste dia solitário e triste
após as sucessivas quebras de calor
antes da morte pequenina celular e muito pessoal
natural como descer da camioneta ao fim da rua
neste país sem olhos e sem boca
(pp. 196/197)
O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro
____________________
PORTUGAL SACRO-PROFANO – VILA DO CONDE
O lugar onde o coração se esconde
é onde o vento norte corta luas brancas no azul do mar
e o poeta solitário escolhe igreja pra casar
O lugar onde o coração se esconde
é em dezembro o sol cortado pelo frio
e à noite as luzes a alinhar o rio
O lugar onde o coração se esconde
é onde contra a casa soa o sino
e dia a dia o homem soma o seu destino
O lugar onde o coração se esconde
é sobretudo agosto vento música raparigas em cabelo
feira das sextas-feiras gado pó e povo
é onde se consente que nasça de novo
àquele que foi jovem e foi belo
mas o tempo a pouco e pouco arrefeceu
O lugar onde o coração se esconde
é o novo passado a ida pra o liceu
Mas onde fica e como é que se chama
a terra do crepúsculo de algodão em rama
das muitas procissões dos contra-luz no bar
da surpresa violenta desse sempre renovado mar?
O lugar onde o coração se esconde
e a mulher eterna tem a luz na fronte
fica no norte e é vila do conde
(pp. 197/198)
O PORTUGAL FUTURO
O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro
(pp. 199/200)
MORTE AO MEIO-DIA
No meu país não acontece nada
à terra vai-se pela estrada em frente
Novembro é quanta cor o céu consente
às casas com que o frio abre a praça
Dezembro vibra vidros brande as folhas
a brisa sopra e corre e varre o adro menos mal
que o mais zeloso varredor municipal
Mas que fazer de toda esta cor azul
que cobre os campos neste meu país do sul?
A gente é previdente tem saúde e assistência cala-se e mais nada
A boca é pra comer e pra trazer fechada
o único caminho é direito ao sol
No meu país não acontece nada
o corpo curva ao peso de uma alma que não sente
Todos temos janela para o mar voltada
o fisco vela e a palavra era para toda a gente
E juntam-se na casa portuguesa
a saudade e o transístor sob o céu azul
A indústria prospera e fazem-se ao abrigo
da velha lei mental pastilhas de mentol
O português paga calado cada prestação
No meu país não acontece nada
à terra vai-se pela estrada em frente
Novembro é quanta cor o céu consente
às casas com que o frio abre a praça
Dezembro vibra vidros brande as folhas
a brisa sopra e corre e varre o adro menos mal
que o mais zeloso varredor municipal
Mas que fazer de toda esta cor azul
que cobre os campos neste meu país do sul?
A gente é previdente tem saúde e assistência cala-se e mais nada
A boca é pra comer e pra trazer fechada
o único caminho é direito ao sol
No meu país não acontece nada
o corpo curva ao peso de uma alma que não sente
Todos temos janela para o mar voltada
o fisco vela e a palavra era para toda a gente
E juntam-se na casa portuguesa
a saudade e o transístor sob o céu azul
A indústria prospera e fazem-se ao abrigo
da velha lei mental pastilhas de mentol
O português paga calado cada prestação
Para banhos de sol nem se precisa
E cai-nos sobre os ombros quer a armaquer a sisa
e o colégio do ódio é a patriótica organização
Morre-se a ocidente como o sol à tarde
Cai a sirene sob o sol a pino
Da inspecção do rosto o próprio olhar nos arde
Nesta orla costeira qual de nós foi um dia menino?
Há neste mundo seres para quem
a vida não contém contentamento
E a nação faz um apelo à mãe
atenta a gravidade do momento
O meu país é o que o mar não quer
é o pescador cuspido à praia à luz
pois a areia cresceu e a gente em vão requer
curvado o que de fronte erguida já lhe pertencia
A minha terra é uma grande estrada
que põe a pedra entre o homem e a mulher
O homem vende a vida e verga sob a enxada
O meu país é o que o mar não quer
Cai a sirene sob o sol a pino
Da inspecção do rosto o próprio olhar nos arde
Nesta orla costeira qual de nós foi um dia menino?
Há neste mundo seres para quem
a vida não contém contentamento
E a nação faz um apelo à mãe
atenta a gravidade do momento
O meu país é o que o mar não quer
é o pescador cuspido à praia à luz
pois a areia cresceu e a gente em vão requer
curvado o que de fronte erguida já lhe pertencia
A minha terra é uma grande estrada
que põe a pedra entre o homem e a mulher
O homem vende a vida e verga sob a enxada
O meu país é o que o mar não quer
(pp. 363/364)
Ruy Belo (1933.1978) - Todos os Poemas. Liaboa: Assírio e Alvin, 2000 (com devida vénia...)
Ruy Belo (1933.1978) - Todos os Poemas. Liaboa: Assírio e Alvin, 2000 (com devida vénia...)
(1978), “Diário de Lisboa”, n.º 19727, ano 58, quarta, 9 de agosto de 1978, Fundação Mário Soares e Maria Barroso / Ruella Ramos, Disponível em: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_3667 (consultado em 2026-08-23)
Nota do editor LG:
(*) Último poste da série > 27 de setembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27262: A Nossa Poemateca (11): "Aforismos", de Teixeira de Pascoaes (1877-1952)
(*) Último poste da série > 27 de setembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27262: A Nossa Poemateca (11): "Aforismos", de Teixeira de Pascoaes (1877-1952)
Postes anteriores da série:
12 de julho de 2025 > Guiné 61/74 - P27007: A Nossa Poemateca (10): Ovídio Martins (Mindelo, 1928 - Lisboa, 1999), um grande poeta cabo-verdiano bilingue
28 de fevereiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26536: A Nossa Poemateca (9): Cesário Verde (1855-1886): Excertos de "Nós", seguidos de "O sentimento de um ocidental"
10 de fevereiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26482: A Nossa Poemateca (8): José Gomes Ferreira (Porto, 1900 - Lisboa, 1985), por Mário Gaspar
21 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26410: A Nossa Poemateca (7): Adília Lopes (1960-2024): "Os amores / que não tive / (e foram muitos) /moeram-me / o juizo"...
4 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26347: A Nossa Poemateca (6): Adeus, de Eugénio de Andrade ("Os Amantes Sem Dinheiro", 1950) (escolha de Mário Vitorino Gaspar, ex-fur mil art, MA, CART 1659, Gadamael e Ganturé,1967/69)
2 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26335: A Nossa Poemateca (5): Romance de Tomasinho Cara-Feia, de Daniel Filipe (Ilha da Boavista, 1925-Lisboa, 1964 ) (escolha de Alberto Branquinho, ex-alf mil, CART 1689,1967/69)
31 de dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26331: A Nossa Poemateca (4): Força de Crecheu, de Eugénio Tavares (1861 - 1930) (escolha de Luís Graça)
30 de dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26328: A Nossa Poemateca (3): Adeus, irmão branco!, de Geraldo Bessa Victor (Luanda, 1917 - Lisboa, 1985) (escolha de Fernando de Sousa Ribeiro, ex-alf mil at inf, CCAÇ 3535 / BCAÇ 3880, Zemba e Ponte do Zádi, Angola, 1972/74)
29 de dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26323: A Nossa Poemateca (2): "Lágrima de preta" (1961), de António Gedeão / Rómulo de Carvalho (1906-1997) (escolha de Beja Santos, nosso crítico literário)
27 de dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26318: A Nossa Poemateca (1): "Ladainha dos Póstumos Natais" (1971), de David Mourão Ferreira (1927-1996) (escolha de Valdemar Queiroz, minhoto de criação, alfacinha por adoção)
12 de julho de 2025 > Guiné 61/74 - P27007: A Nossa Poemateca (10): Ovídio Martins (Mindelo, 1928 - Lisboa, 1999), um grande poeta cabo-verdiano bilingue
28 de fevereiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26536: A Nossa Poemateca (9): Cesário Verde (1855-1886): Excertos de "Nós", seguidos de "O sentimento de um ocidental"
10 de fevereiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26482: A Nossa Poemateca (8): José Gomes Ferreira (Porto, 1900 - Lisboa, 1985), por Mário Gaspar
21 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26410: A Nossa Poemateca (7): Adília Lopes (1960-2024): "Os amores / que não tive / (e foram muitos) /moeram-me / o juizo"...
4 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26347: A Nossa Poemateca (6): Adeus, de Eugénio de Andrade ("Os Amantes Sem Dinheiro", 1950) (escolha de Mário Vitorino Gaspar, ex-fur mil art, MA, CART 1659, Gadamael e Ganturé,1967/69)
2 de janeiro de 2025 > Guiné 61/74 - P26335: A Nossa Poemateca (5): Romance de Tomasinho Cara-Feia, de Daniel Filipe (Ilha da Boavista, 1925-Lisboa, 1964 ) (escolha de Alberto Branquinho, ex-alf mil, CART 1689,1967/69)
31 de dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26331: A Nossa Poemateca (4): Força de Crecheu, de Eugénio Tavares (1861 - 1930) (escolha de Luís Graça)
30 de dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26328: A Nossa Poemateca (3): Adeus, irmão branco!, de Geraldo Bessa Victor (Luanda, 1917 - Lisboa, 1985) (escolha de Fernando de Sousa Ribeiro, ex-alf mil at inf, CCAÇ 3535 / BCAÇ 3880, Zemba e Ponte do Zádi, Angola, 1972/74)
29 de dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26323: A Nossa Poemateca (2): "Lágrima de preta" (1961), de António Gedeão / Rómulo de Carvalho (1906-1997) (escolha de Beja Santos, nosso crítico literário)
27 de dezembro de 2024 > Guiné 61/74 - P26318: A Nossa Poemateca (1): "Ladainha dos Póstumos Natais" (1971), de David Mourão Ferreira (1927-1996) (escolha de Valdemar Queiroz, minhoto de criação, alfacinha por adoção)





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