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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28090: Efemérides (396): Cerimónia de Comemoração do Dia de Portugal e de homenagem aos Combatentes de Leça da Palmeira mortos na Guerra do Ultramar

CERIMÓNIA DE COMEMORAÇÃO DO DIA DE PORTUGAL E DE HOMENAGEM AOS COMBATENTES DE LEÇA DA PALMEIRA MORTOS NA GUERRA DO ULTRAMAR

O Núcleo de Matosinhos da Liga dos Combatentes promoveu, em colaboração com a Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, a cerimónia em epígrafe, que contou com as presenças do Presidente do Núcleo de Matosinhos da Liga dos Combatentes, Tenente Coronel Armando Costa, do Presidente da Junta de Leça da Palmeira, Dr. Plácido Santos, da Presidente da Câmara, Dra. Luísa Salgueiro, membros dos Órgãos Sociais do Núcleo, sócios da Liga, familiares e amigos e cidadãos de Leça da Palmeira entre os quais o Sr. Jorge Ortigão, irmão do ex-Alferes Mil Manuel Ortigão de Oliveira, falecido em Angola em 1962, o clarim dos Bombeiros de Matosinhos-Leça da Palmeira, o Porta Guião do Núcleo, num total de dezenas participantes.

Pelas 10H30, iniciou-se a cerimónia na entrada do parque público Fernando Pinto de Oliveira, em frente ao edifício da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, com a concentração dos presentes em frente ao Memorial, onde se encontram os nomes dos combatentes leceiros que tombaram pela Pátria. O orador da cerimónia, Vogal da Direção, Sargento Ajudante Joaquim Oliveira, deu início à leitura do guião da cerimónia a que se seguiu a audição e entoação do Hino Nacional por todos os presentes.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Núcleo, Sr. Ribeiro Agostinho, fez a chamada de todos os combatentes mortos da freguesia na Guerra do Ultramar, seguindo-se a deposição de duas coroas de flores e o orador leu a prece do Exército. A cerimónia prosseguiu com o respetivo toque de homenagem aos mortos e, após um minuto de silêncio, o clarim dos Bombeiros de Matosinhos-Leça da Palmeira fez o toque de alvorada.

De seguida, decorreram os discursos feitos pelo Presidente da Direção do Núcleo, pelo Presidente da Junta e pela Presidente da Câmara. Por último, ouviu-se o Hino da Liga dos Combatentes. Fez-se cumprir pela 19.ª vez, a tradição de uma iniciativa de um grupo de combatentes leceiros (que são presentemente sócios da Liga) que, antes da existência do Núcleo de Matosinhos da Liga dos Combatentes, a realizavam anualmente em Leça da Palmeira, no dia 10JUN.


O Combatente Ribeiro Agostinho faz a chamada dos camaradas caídos em campanha
Toque de silêncio
Deposição de uma coroa de flores pelo Presidente da Direcção e Presidente da Mesa do Núcleo de Matosinhos da Liga dos Combatentes
Deposição de uma coroa de flores pela Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos e Presidente da Junta da Freguesia de Leça da Palmeira
Alocução do Presidente do Núcleo de Matosinhos da Liga dos Combatentes
Alocução do Presidente da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira
Alocução da Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos
Memorial aos Combatentes de Leça da Palmeira, caídos em campanha, inaugurado no dia 28 de Junho de 2025

Texto: Núcleo de Matosinhos da Liga dos Combatentes
Fotos: José Trindade, editadas por Carlos Vinhal

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Nota do editor

Último post da série de 3 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28069: Efemérides (395): Há 57 anos, a 24 de maio de 1969, partiu o T/T Niassa para o CTIG - Parte VI: CCAÇ 2591/CCAç 13, "Os Leões Negros" (1969/71)

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28087: Tabanca Grande (581): O superintendente, na situação de reforma, Isaías Teles, e presidente do Núcleo de Oeiras / Cascais da Liga dos Combatentes, que foi alf inf na CCAÇ 1591 (Mejo, Aldeia Formosa e Buba, 1966/68), senta-se a partir de hoje à sombra do nosso poilão, no lugar nº 915


Superintendente, na reformado,  Isaías Fernando Ferreira Teles: (i) nasceu em 28 de fevereiro de 1946, em Bragança; (ii) vive em Linda-A-velha, Oeiras; (iii) é membro da Magnífica Tabanca da Linha; (iv) é presidente da direção do Núcleo de Oeiras / Cascais da Liga dos Combatentes, desde 2013; (v) tem página no Facebook; (vi) passa a sentar-se à sombra do nosso simbólico poilão, no lugar nº 915.


1. O ex-alf inf, CCAÇ 1591 (Mejo, Aldeia Formosa e Buba, 1966/68), oficial do exército, da arma de infantaria, Isaías Teles, hoje superintendente da PSP, na situação de reforma, fez também comissões de serviço em Angola e Moçambique; em 1989 transitou para os quadros da PSP; finalmente senta-se connosco à sombra do poilão da Tabanca Grande.

Através do Núcleo de Oeiras da Liga dos Combatentes, recebemos há mês e meio atrás uma mensagem sua, com um texto da sua autoria sobre a viagem que fez à Guiné-Bissau, ainda antes da pandemia, em 2018, e que vamos publicar em próximo poste.

Data - 22/04/2026, 16:12
Assunto - Partir Mantenhas

Camarada e Amigo,

Conforme a nossa conversa no último almoço da Magnifica Tabanca da Linha, junto em anexo um Tema Relato por mim escrito referente a uma ída à Guiné Bissau nos princípios de 2018.

Com um abraço.
Isaías Teles


Ficam assim reunidos os requisitos para a sua apresentação à Tabanca Grande, que já peca por tardia.




Oeiras > Galeria-Livraria Municipal Verney > 4 de março de 2017 > 15h00-16h30 >Sessão de lançamento do livro de fotografia, da autoria de nosso grão-tabanqueiro Jorge Ferreira, "Buruntuma: algum dia dia serás grande!... Guiné, Gabu, 1961-63" (edição de autor: Oeiras, 2016; impressão: Jotagrafe - Artes Gráficas Lda)...

O presidente da direção do Núcleo de Oeiras-Cascais da Liga dos Combatentes, Isaías Fernando Ferreira Teles, superintendente reformado, esteve presente, e teve a gentileza de oferecer ao nosso blogue o livro "Olhares sobre a Guiné e Cabo Verde" (org., Manuel Barão da Cunha e José Castnho Paes) (Linda A Velha: DG Edições; e Porto; Caminhos Romanos, 2012, 389 pp. (Coleção Fim do Império, 9).

Foto (e legenda): © Luís Graça (2017). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


2. Nada com o como esta data, simbólica, 0 10 de junho de 2026, para apresentar à Tabanca Grande mais um antigo combatente da Guiné, .e com ele "partir mantenhas".

É uma figura de destaque com uma longa e prestigiada carreira militar e policial em Portugal. Atualmente, desempenha funções como Presidente da Direcção do Núcleo de Oeiras/Cascais da Liga dos Combatentes, eleito para o triénio de 2025/28 .

Sob a sua liderança, o núcleo tem mantido uma atividade notável no apoio social aos antigos combatentes e na preservação da sua memória coletiva,   promovendo conferências, homenagens locais e encontros de confraternização. É 
uma função que reflete o seu empenho contínuo em honrar e apoiar aqueles que, como ele, serviram Portugal em tempos de guerra e paz.




Guiné > R3gião de Tombali > Mejo > CCAÇ 1591 > c. 1067 > O alf inf Isaías Teles



Guiné > R3gião de Tombali > Mejo > CCAÇ 1591 > c. 1067 > Vista exterior da porta de armas.   A CCAÇ 1591 foi colocada em Mejo em 23 de outubro de 1966, "para intensificação da actividade bo corredor de Guileje". Era comandada pelo cap inf Luís Carlos Loureiro Cadete (que foi instrutor de alguns de nós, no CISMI, Tavira)

Em meados de 1967, a  CCaç 1591 (-) estava sediada  em Aldeia Formosa, Em 17Jun67, por rotação com a CCaç 1622, assumiu a responsabilidade do subsector de Aldeia Formosa, com os seus pelotões distribuídos por Cumbijã, Colibuia e temporariamente em Chamarra e Contabane. 

Mejo seria "desmilitarizado" em 1969, no início do "consulado" de governador e comandante-chefe António Spínola, a par de Beli, Madina do Boé, Ché Che, Contabane, Colibuia, Cumbijã, Ponte Baiana, Gandembel, Sangonhá, Cacoca, Cachil e Ganjola (Região de Tombali, Zona Sul), Gubia (Região de Quínara, Zona Sul) e ainda Banjara (Região de Bafatá, Zona Leste).


Fotos (e legendas): © Isías Teles (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Mais alguns marcos da sua história de vida:
  • Isaías Teles nasceu em Bragança, em 1946, tendo efectuado os estudos secundários nos Liceus de Vila Real e Bragança;
  • em 1966 concluiu o curso da Academia Militar (Infantaria); em 1984 o Curso Geral de Comando e Estado-Maior; em 1994 o Curso de Auditor de Defesa Nacional;
  • cumpriu três comissões no Ultramar: na Guiné (1967); em Moçambique (1970-1972); em Angola (1973-1975),
  • na Guiné foi alferes de infantaria na CCAÇ 1591, em Fulacunda, Mejo, Aldeia Formosa e Buba, onde forjou laços de camaradagem que perduram até hoje;
  • das variadas funções que desempenhou salientam-se ainda as de Comandante do Batalhão Operacional do Regimento de Infantaria de Queluz (1983-1985);
  • foi para a PSP (Polícia de Segurança Pública)em 1985, onde estive até 1989, em comissão de serviço;
  • nesse ano passou a integrar os quadros da PSP no posto de intendente,
     sendo promovido a superintendente em 1994;
  • em 1998 passou à situação de reforma;
  • missões Internacionais: comandou o Contingente da Polícia Portuguesa nas forças da ONU (CIVPOL) em Moçambique, em 1994;
  • exerceu ainda  o cargo de Diretor de Segurança do Primeiro-Ministro (1990–1991), Comandante do Corpo de Segurança Pessoal da PSP (1995–1998) e assessor do Secretário de Estado da Defesa Nacional (2002–2004);
  • é condecorado com as Medalhas de Mérito Militar de 2.ª e 3.ª Clases, Defesa Nacional de 2.ª Classe, Comemoratíva das Campanhas de África, Ouro de Comportamento Exemplar, das Nações Unidas e é Comendador da Ordem do Rio Branco, do Brasil;
  • é autor do livro de memórias, "De Bragança a Macau" (Lisboa: Âncora Editora, 2025, 200 pp.) (Coleção "Fim do Império").

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3. Comentário do editor LG:

Meu caro Isaías Teles, ficamos honrados com a tua presença entre nós. Que seja também um lembrete do que fomos, do que somos e do que continuamos a ser: uma Tabanca Grande onde muito simplesmente partilhamos memórias (e afetos). 

Um alfabravo de boas- vindas, do Luís Graça em nome de todos os amigos e camaradas da Guiné (vd. aqui a lista alfabética).

PS - As regras por que nos regemos são conhecidas, e podem aqui ser lembradas.

Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné: Política editorial


As opiniões aqui expressas, sob a forma de postes ou de comentários, assinados, são da única e exclusiva responsabilidade dos seus autores, não podendo vincular o proprietário e editor do blogue, bem como os seus co-editores e demais colaboradores permanentes.

O nosso blogue é também uma Tabanca Grande. Originalmente, chamámos-lhe Tertúlia. Tabanca é um termo mais apropriado: nela cabem todos os amigos e camaradas da Guiné. Cabemos todos com tudo o que nos une, e até com aquilo que nos pode separar (religião, política, futebol; nacionalidade, naturalidade, idade, etnia, cor da pele; antigo posto, arma, especialidade; habilitações literárias, profissão, etc.)

Neste espaço, de informação e de conhecimento, mas também de partilha e de convívio, decidimos pautar o nosso comportamento (bloguístico) de acordo com algumas regras ou valores, sobretudo de natureza ética:

(i) respeito uns pelos outros, pelas vivências, valores, sentimentos, memórias e opiniões uns dos outros (hoje e ontem);

(ii) manifestação serena mas franca dos nossos pontos de vista, mesmo quando discordamos, saudavelmente, uns dos outros (o mesmo é dizer: que evitaremos as picardias, as polémicas acaloradas, os insultos, a insinuação, a maledicência, a violência verbal, a difamação, os juízos de intenção, etc.);

(iii) socialização/partilha da informação e do conhecimento sobre a história da guerra do Ultramar, guerra colonial ou luta de libertação (como cada um preferir);

(iv) carinho e amizade pelo nossos dois povos, o povo guineense e o povo português (sem esquecer o povo cabo-verdiano!);

(v) respeito pelo inimigo de ontem, o PAIGC, por um lado, e as Forças Armadas Portuguesas, por outro;

(vi) recusa da responsabilidade colectiva (dos portugueses, dos guineenses, dos fulas, dos balantas, etc.), mas também recusa da tentação de julgar (e muito menos de criminalizar) os comportamentos dos combatentes, de um lado e de outro;

(vii) não-intromissão, por parte dos portugueses, na vida política interna da actual República da Guiné-Bissau (um jovem país em construção), salvaguardando sempre o direito de opinião de cada um de nós, como seres livres e cidadãos (portugueses, europeus e do mundo);

(viii) respeito acima de tudo pela verdade dos factos;

(ix) liberdade de expressão (entre nós não há dogmas nem tabus); mas também direito ao bom nome;

(x) respeito pela propriedade intelectual, pelos direitos de autor... mas também pela língua (portuguesa) que nos serve de traço de união, a todos nós, lusófonos.

PS - Defendemos e garantimos a propriedade intelectual dos conteúdos inseridos (texto, imagem, vídeo, áudio...).

Em contrapartida, uma vez editados, não poderão ser eliminados, tanto por decisão do autor como do editor do blogue, mesmo que o autor decida deixar de fazer parte da Tabanca Grande.

Qualquer outra utilização desses conteúdos, fora do propósito do blogue (ou da nossa página no Facebook), necessita de autorização prévia dos autores (por ex., publicação em livro).

Luís Graça & Camaradas da Guiné
31 de Maio de 2006, revisto em 7 de Abril de 2025
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Nota do editor LG:

terça-feira, 26 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P28053: Efemérides (389): 10 de junho de 2026, Dia do Combatente Limiano (Manuel Oliveira Pereira)

 



Cartaz das Comemorações do 10 de Junho de 2026 em Ponte de Lima. Cortesia da págima do Facebook do nosso nosso camarada Manuel Oliveira Pereira, que é advogado e membro da Liga dos Combatentes - Núcleo de Ponte de Lima; ex-fur mil , CCAÇ 3547 , "Os Répteis de Contuboel" (Contuboel, 1972/74), membro da Tabanca Grande desde 17/10/2005, portnato um dos nossos históricos.

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 30 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27972: Efemérides (388): Memórias de Abril (1970/71/72) (José Câmara, ex-Fur Mil Inf)

sábado, 24 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27667: Efemérides (382): Conforme noticiado oportunamente, os nossos amigos e camaradas, Luís Graça e José Marcelino Martins, foram agraciados, respectivamente, com a Medalha de Honra ao Mérito da Liga dos Combatentes (grau Ouro) e Medalha de Honra ao Mérito (grau Prata), durante as Cerimónias comemorativas do 107.º aniversário do Armístício da Grande Guerra e 51.º aniversário do fim da Guerra do Ultramar

A partir da esquerda: Isaías Peralta de Carvalho; António Manuel da Silva Gomes; José Marcelino Martins; Luís Graça; Frederico Carvalho; Sargento-Chefe António Machado Fernandes e Luís Leal Rola. 

Fonte: cortesia da página da Liga dos Combatentes


DIA DO ARMISTÍCIO

No passado dia 18 de Novembro de 2025, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Lisboa, realizou-se a Cerimónia oficial do 107.º aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º aniversário do fim da Guerra do Ultramar.

A cerimónia foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General José Nunes da Fonseca. Estiveram presentes os Vice-Chefes dos três Ramos; Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues; entidades civis e militares assim como representantes dos Núcleos da LC de todo o país.

Durante a cerimónia foram condecorados pela Liga dos Combatentes os seguintes sócios e antigos Combatentes:

Com a Medalha de Honra ao Mérito da Liga dos Combatentes (grau Ouro):

- Isaías Peralta de Carvalho, Sócio Combatente da LC;
- Luís Graça, Combatente na Guiné;
- Frederico Carvalho, ex-Presidente de Junta de Freguesia;
- Luís Leal Rola, Sócio Combatente da LC;

Medalha de Honra ao Mérito da Liga dos Combatentes (grau Prata):

- José Marcelino Martins, Sócio Combatente da LC;
- António Machado Fernandes, Sargento-Chefe, Sócio Combatente da LC;

Medalha de Bons Serviços da Liga dos Combatentes (grau Prata):

António Manuel da Silva Gomes, Sócio Combatente da LC

Um realce para os nossos camaradas e amigos, José Marcelino Martins e Luís Graça, o primeiro, colaborador permanente do nosso Blogue para os assuntos militares, e o segundo, autor, administrador e editor deste Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné. 

O trabalho de ambos, em prol dos Antigos Combatentes, foi reconhecido pela Liga dos Combatentes que lhes atribuiu as Medalhas que lhes foram impostas no dia 18 de Novembro passado.
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Notas do editor CV:

Vd. posts de 6 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27392: Efemérides (471): Convite do Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, para a cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do fim da Guerra do Ultramar, que se realiza no dia 18 de novembro de 2025, pelas 10h00, no Forte do Bom Sucesso, em Belém, Lisboa, durante a qual será condecorado, com a Medalha de Honra ao Mérito, grau Ouro, da Liga dos Combatentes, o nosso editor Luís Graça

21 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27447: Cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do Fim da Guerra do Ultramar, 18 de novembro de 2025: Simbolismo das coroas de flores depositadas no Monumento aos Combatentes do Ulramar (Luís Graça ) - Parte I
e
22 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27450: Cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do Fim da Guerra do Ultramar, 18 de novembro de 2025: Simbolismo das coroas de flores depositadas no Monumento aos Combatentes do Ultramar (Luís Graça ) - II (e última) Parte

Último post da série de 1 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27592: Efemérides (381): Aconteceu há 60 anos em Bissau, passagem de ano na Associação Comercial, Industrial e Agrícola, a comer do melhor marisco, e na mesa onde até estava o Governador da Guiné (Rui Silva, ex-2.º Sarg Mil

sábado, 22 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27450: Cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do Fim da Guerra do Ultramar, 18 de novembro de 2025: Simbolismo das coroas de flores depositadas no Monumento aos Combatentes do Ultramar (Luís Graça ) - II (e última) Parte


Foto nº 1 > Coroas de flores no Monumento aos Combatentes do Ultramar: ao centro, em cima da passadeira vermelha, a coroa do Ministério da Defesa Nacional. (De acordo com o protocolo, a coroa da entidade de maior precedência costuma ficar mais ao centro ou num lugar destacado, sendo as restantes organizadas simetricamente a partir desse eixo.)


Foto nº 2 > Coroas de flores no Monumento aos Combatentes do Ultramar (2): da esquerda para a direto, em segundo plano, a coroa das Forças Armadas Portuguesas, e em terceiro plano as dos ramos (Marinah e Força Aérea), seguida da GNR e em quario plano, sem suporte metálico, a da Associaçáo Nacional dos Prisioneiros de Guerra

 

Foto nº  3 > Coroas de flores no Monumento aos Combatentes do Ultramar (3): destaque para a coroa do Ministério da Defesa Naciona, em primeiro plano, alinhada com a passadeira vermelha


Foto nº 4 > Coroas de flores no Monumento aos Combatentes do Ultramar (4): em segundo plano. as coroas dos Deputados da Comissão de Defesa da Assembleia Nacional, Exército Português,  Liga dos Combatentes, Grupo de Adidos Militares Estrangeiros Acreditados em Portugal, Cruz Vermelha Portuguesa (CVP). Embaixada de França, Amicale des Anciens Combattants et Militaires Français au Portugal (AACMFP)  / Associação dos Veteranos e Militares Franceses em Portugal

Lisboa > Belém> Forte do Bom Sucesso > 18 de novembro de 2025 > 10h00 > Cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do Fim da Guerra do Ultramar, Coroas de flores junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar

Fotos (e legendas): © Luís Graça  (2025). Todos os direitos reservados. (Edição e legendagem: Bogue Luís Graça & Camaradas da Guiné)

1. Confesso que não tenho a cultura castrense do meu amigo, camarada e colaborador permanente  do blogue, o José Martins, que esse é que devia estar aqui a falar, de cátedra, sobre estas matérias (Honras Fúnebres, Honras Militares, Liga dos Combatentes...). Também esteve ao meu lado, nesta cerimómia, tendo os dois sido condecorados pela Liga dos Combatentes. 

Eu, confesso, não sou especialista neste assunto, que remete para a  Ordem de Precedência do Estado e o Regulamento de Honras Militares. Mas também não gosto de fazer a figura do boi a olhar para um palácio...Daí ter perdido algum tempo para saber algo mais e poder legendar as fotos  que tirei. Espero que a informação reunida possa ter algum interesse para os nossos leitores.


2. Protocolo e disposição espacial das coroas de flores fúnebres nas homenagens aos mortos da guerra do ultramar

Nas cerimónias militares e de Estado em Portugal existe um protocolo rigoroso para a disposição das coroas de flores, especialmente em locais solenes como o Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém (como mostram as fotos acima).

A disposição e a ordem de deposição das coroas de flores no Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar obedece a uma lógica estrita de hierarquia institucional e precedência, de acordo com o protocolo de Estado e das Forças Armadas em Portugal.

A lógica protocolar visa garantir que a homenagem reflete, visual e cerimonialmente, a estrutura de autoridade do Estado e a importância dos organismos que prestam tributo.

Nas cerimónias fúnebres de combatentes e figuras militares em Portugal, o protocolo é muito rigoroso, sendo regulado por documentos como o Regulamento de Continências e Honras Militares (RCHM) e despachos específicos

(i) Honras fúnebres militares

  • Bandeira Nacional: os Antigos Combatentes têm o direito a ser velados com a Bandeira Nacional; o  protocolo define a forma como a bandeira cobre o féretro, geralmente com o vermelho virado para a frente e o verde sobre a cabeça do falecido 
  • Laço Preto: é comum o uso de laço preto na lança do Estandarte Nacional, do Guião, da flâmula e, por vezes, do Estandarte da Força/Unidade, como sinal de luto
  • Continências: militares uniformizados prestam a continência e executam o movimento de funeral-arma à passagem do féretro
  • Força de Honra: a presença de uma Guarda de Honra (com efetivo mínimo de pelotão) é protocolar, prestando honras com toques de sentido e apresentar armas, frequentemente acompanhados pelo Hino Nacional.

(ii) Disposição espacial das coroas


Embora as normas não especifiquem a disposição de cada coroa, em cerimónias públicas (como as Honras de Estado ou no Monumento aos Combatentes do Ultramar, por exemplo), observa-se:
  • Coroa Oficial do Estado/Presidência/Forças Armadas: geralmente é a mais destacada, colocada numa posição central e de maior visibilidade junto ao féretro ou monumento;  é comum ser uma coroa de louros;
  • Coroas de Entidades Militares/Associações de Combatentes: têm uma prioridade e posição de destaque em relação às coroas de indivíduos;
  • Coroas Privadas: são dispostas em redor do local da homenagem, muitas vezes de forma simétrica e ordeira, respeitando a hierarquia das homenagens oficiais;
  • Faixas: acompanham as coroas e são essenciais, identificando o doador (Exemplo: "Presidente da República", "Assembleia Nacional",  "Exército Português",  "Liga dos  Combatentes") e têm de ser visíveis para reconhecimento da entidade que presta a homenagem.
O conjunto destes elementos (a forma circular ou de louros, as flores brancas e vermelhas, e o protocolo militar...) servem para criar um ritual público que não só expressa luto, mas sobretudo reverência, honra e gratidão pelo sacrifício e serviço prestado à Nação.

(iii) Hierarquia da deposição e disposição das coroas

A ordem pela qual as coroas são depositadas, e que se traduz na sua disposição espacial junto ao monumento, segue a hierarquia das entidades que representam. Quanto mais alta a posição institucional, mais próxima do centro do monumento e mais proeminente será a coroa.

  • O ponto central e a coroa do Estado

O foco da homenagem é o Túmulo do Soldado Desconhecido (que oficialmente está situado na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha, ao que li); aqui no Monumento aos Combatentes do Ultramar, a centralidade é a "chama da Pátria". 

A coroa mais importante e central é sempre a do Estado Português, colocada pela mais alta autoridade presente (neste caso, que as fotos documentam, é o Ministério da Defesa Nacional):  

Coroa Presidencial: é depositada pelo Presidente da República (na sua qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas) ou por um seu representante; esta é a primeira e mais proeminente coroa, simbolizando a homenagem de toda a Nação; é comum que seja uma Coroa de Louros, que representa a Honra e a Glória militar; nesta cxerimónia de 18 de novembro passado, não houve presença do Chefe de Estado, por razões de agenda,.

  • A hierarquia das soberanias e do governo

Após a homenagem do Chefe de Estado, seguem-se as restantes entidades de soberania, por ordem de precedência:

Coroas do Governo e Parlamento: entidades como o Presidente da Assembleia da República e o Primeiro-Ministro (ou o Ministro da Defesa Nacional em representação do Governo) depositam as suas coroas a seguir.

  •  A cúpula militar (Forças Armadas)

As Forças Armadas seguem a sua própria hierarquia institucional:

Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA): o responsável máximo pela cúpula militar deposita a coroa em nome das Forças Armadas Portuguesas;M

Chefes de Estado-Maior dos Ramos: seguem-se os Chefes de Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea, por essa ordem; cada um representa a homenagem do respetivo ramo.

  • Entidades externas e associações

Finalmente, são depositadas as homenagens de outras entidades, seguindo uma ordem definida:

Representações Estrangeiras: embaixadores ou adidos militares estrangeiros depositam coroas em nome dos seus países; a ordem segue o protocolo diplomático (antiguidade do embaixador ou ordem alfabética do país);

Associações de Combatentes: as organizações representativas dos Antigos Combatentes, como a Liga dos Combatentes ou a ADFA - Associação dos Deficienets das Forças Armadas, depositam as suas coroas com grande significado emocional e simbólico;

Outras entidades: entidades públicas (municípios, Cruz Vermelha, etc.) ou privadas, por ordem estabelecida no guião cerimonial.

Em resumo,  a posição das coroas segue a hierarquia das entidades que as depositam. Tipicamente:
  • Presidência da República
  • Assembleia da República
  • Governo — especialmente o Ministério da Defesa Nacional
  • Chefias militares
  • Estado-Maior-General das Forças Armadas
  • Exército
  • Marinha
  • Força Aérea
  • Liga dos Combatentes
  • Associações de veteranos ou unidades militares
  • Outras entidades oficiais ou diplomáticas
Este rigor protocolar garante que a homenagem pública seja conduzida com a máxima dignidade e respeito pela memória dos que "morreram ao serviço da Pátria"

(iv) Simbologia da coroa oficial

No contexto de honras militares, a coroa não é apenas um arranjo floral, mas um símbolo de sacrifício e vitória.

  • Coroa de Louros: é o elemento mais significativo. A coroa do Estado e de outras entidades militares de topo é muitas vezes feita com louros (frescos ou folheados) e pode incluir sempre-vivas (símbolo de resistência e eternidade) e, por vezes, um laço com as cores nacionais, em vez de um arranjo floral composto apenas por flores;

  • Posicionamento: no final, a disposição física no plano do monumento cria um cone de reverência, onde as coroas mais importantes estão dispostas mais próximas do eixo central do túmulo, e as restantes a partir desse ponto, em ordem decrescente de importância hierárquica.

(v) Simetria e representação formal


  As coroas, como se vê nas fotos acima, apresentam muitas vezes:
  • Símbolos heráldicos (armas dos ramos das Forças Armadas, brasões, distintivos de unidades);
  • Cores institucionais:
  • Formatos circulares ou em escudo, conforme a tradição militar

Esta iconografia ajuda a identificar rapidamente a entidade que presta homenagem.

(vi) Distância e alinhamento

As coroas são colocadas:
  • em suportes metálicos padronizados,
  • afastadas por intervalos regulares,
  • geralmente de frente para o monumento e alinhadas ao longo do tapete vermelho, por onde passam as autoridades.
 
(vii) Protocolo cerimonial

Durante o ato:
  • a deposição segue a ordem oficial das entidades;
  • a guarda de honra e a banda militar acompanham o momento.
  • depois da deposição, segue-se o toque de silêncio e, por vezes, a homenagem aos mortos.
 (viii) Fontes oficiais e protocolos

A lógica de disposição das coroas segue estritamente a Ordem de Precedência do Estado e o Regulamento de Honras Militares.

  • Regulamento de Continências e Honras Militares (RCHM)

Este é o diploma legal que estabelece a ordem e a forma das honras militares. Embora não especifique a disposição exata de cada coroa, define a hierarquia das entidades que presidem ou são homenageadas, o que se traduz diretamente na ordem de deposição das coroas e, consequentemente, na sua disposição espacial (as mais altas autoridades e símbolos da pátria têm a primazia).

Fonte Primária: Decreto-Lei n.º 331/80 (Regulamento de Continências e Honras Militares) e alterações subsequentes, que definem a precedência para fins de continências e honras militares  

Esta lei determina a ordem hierárquica das Altas Entidades, que é a base para a sequência em que são chamadas a prestar homenagem (colocar a coroa).

Fonte Primária: Lei das Precedências do Protocolo do Estado Português (que estabelece a ordem do Presidente da República, Presidente da Assembleia, Primeiro-Ministro, Chefes Militares, etc.); esta ordem é crucial para saber quem deposita primeiro e quem fica mais próximo do Túmulo do Soldado Desconhecido.

  • Prática Protocolar Observada em Cerimónias Oficiais

A execução prática da disposição das coroas é documentada e observada nas cerimónias públicas realizadas no local, muitas vezes divulgadas pelos gabinetes das entidades ou pela Liga dos Combatentes:

Fontes Secundárias (Observação): Comunicações da Presidência da República e da Liga dos Combatentes sobre as cerimónias do Dia Nacional do Combatente, Dia do Armistício e outras;. estes relatórios confirmam que o Presidente da República e as autoridades militares de topo presidem e iniciam a homenagem.

Em resumo, a lógica é baseada na Lei (que define a hierarquia institucional) e no Regulamento Militar (que define as honras devidas a cada entidade).


Pesquisa LG + Net + IA (ChatGPT, Gemini)
(Condensação, revisão / fixação de texto, negritos e itálicos: LG)
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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27447: Cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do Fim da Guerra do Ultramar, 18 de novembro de 2025: Simbolismo das coroas de flores depositadas no Monumento aos Combatentes do Ulramar (Luís Graça ) - Parte I


Foto nº 1 > Ministério da Defesa Nacional


Foto nº 2 : Forças Armadas de Portugal


Foto nº 3 > Força Aérea Portuguesa


Foto nº 4 > Marinha Portuguesa



Foto nº 5 > Exército Portuguès


Foto nº 6 > Deputados da Comissão de Defesa da Assembleia Nacional


Foto nº  7 > Guarda Nacional Republicana (GNR)



Foto  nº 8  > Liga dos Combatentes 



Foto nº 9 > Grupo de Adidos Militares Estrangeiros Acreditados em Portugal


Foto nº 10 > Ambassade de France au Portugal / Embaixada de França em Portugal


Foto nº 11 > Cruz Vermelha Portuguesa (CVP)



Foto nº 12  > Associação Nacional dos Prisioneiros de Guerra


Foto nº 13 > Amicale des Anciens Combattants et Militaires Français au Portugal (AACMFP)  / Associação dos Veteranos e Militares Franceses em Portugal


Figura nº 14 > Associação dos Deficientes das Forças Armadas (?)


Foto nº 15 > Coroas de flores no Monumento aos Combatentes do Ultramar (1)


Foto nº 16 > Coroas de flores no Monumento aos Combatentes do Ultramar (2)


Foto nº  17 > Coroas de flores no Monumento aos Combatentes do Ultramar (3)


Foto nº 18 > Coroas de flores no Monumento aos Combatentes do Ultramar (4)

Lisboa > Belém> Forte do Bom Sucesso > 18 de novembro de 2025 > 10h00 > Cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do Fim da Guerra do Ultramar, Coroas de flores junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar

Fotos (e legendas): © Luís Graça  (2025). Todos os direitos reservados. (Edição e legendagem: Bogue Luís Graça & Camaradas da Guiné)


1. Fui, como convidado, e pela primeira vez (que me lembre!), participar numa cerimónia comemorativa do fim de uma guerra, aliás duas, a da I Grande Guerra (1914/18)  e a da Guerra do Ultramar (1961/74),  organizada pela centenária Liga dos Combatentes (LC).

A cerimónia decorreu entre as 10h00 e as 12h30 do passado dia 18 de novembro. Tendo chegado um pouco mais cedo, pus-me a observar e a fotografar as coroas de flores (mais de uma dúzia) colocadas na base  do Monumento aos Combatentes do Ultramar, localizado junto ao Forte do Bom Sucesso, em Belém, Lisboa. Ao centro, e alinhada com a "passadeira vermelha" para os VIP, estava a coroa do Ministério da Defesa Nacional, organizador do evento em conjunto com a Liga dos Combatentes. A cerimónia foi presidida, se não erro, pelo Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas.

Por (de)formação profissional, gosto de pôr a mim próprio, mentalmente,  questões sobre o que vejo ou apreendo: o quê, onde, quando, como, porquê, por quem e para quem... 

De entre as formas de homenagem aos combatentes mortos nas guerras avulta a tradicional  deposição de coroas de flores funerárias. De repente intrigou-me a forma,  as cores e o tipo de flores das coroas funerárias, bem como a sua disposição espacial, na base do monumento, e em torno de um tapete vermelho por onde circulariam depois os representantes das entidades oficiais. 

Ora tudo isso não acontecia por acaso. Quis saber o simbolismo e o significado profundo que tem o uso das coroas de flores  na nossa cultura e na nossa sociedade, em cerimónias como estas em que se homenageiam os mortos caídos pela Pátria.

Com a ajuda das ferramentas de IA (ChatGPT e Gemini) e outras consultas na Net, fui respondendo a algumas das minhas questões. Para já fiquemos pela primeira parte: cores e espécies de flores, forma e estrutura das coroas. 

Numa segundo poste, falaremos da ordenação espacial das coroas das flores, que devem obedecer a um protocolo institucional. (A tropa tem horror ao  vazio e ao improviso, embora na Guiné, em teatro de guerra,  nos mandasse "desenrascar"...)


1. Têm um simbolismo que vai muito além da estética: representam memória, valores, emoção e, em última análise, a forma como uma sociedade encara o sacrifício (supremo) dos seus soldados. O uso de coroas funerárias remonta à Antiguidade Clássica, Greco-Romana. Afinal, já fomos escravos e colonizados pelos romanos.  (Não sabemos a língua que falava o nosso Viriato.)

Embora cada cultura possa ter nuances próprias, há alguns sentidos amplamente reconhecidos para as cores:

(i) Vermelho=sacrifício, coragem, heroísmo e sangue derramado

O vermelho é uma das cores mais usadas, sobretudo em rosas, cravos, antúrios, gerberas Representa:
  • o sangue derramado pelos combatentes;
  • a nobreza;
  • a coragem no campo de batalha;
  • a lembrança viva do sacrifício;
  • amor eterno e admiração.

É por isso tão comum no Dia do Armistício, no 10 de Junho, no Dia da Memória e outras efemérides, em vários países.

(ii) Branco=paz, pureza, reverência, e respeito


É cor mais comum, simbolizando:
  • o desejo de paz duradoura após o conflito;
  • a pureza das intenções dos combatentes;
  • luto e reverência.

É uma forma de homenagear não só quem morrer, mas também a esperança de que os infaustos eventos, como a guerra (incluindo a guerra civil), não se repitam.

(iii) Amarelo=lembrança e esperança

Em algumas culturas, o amarelo representa:
  • lembrança perene;
  • esperança na reunião espiritual;
  • luz e eternidade.
Já o amarelo, na sua forma dourada (amarelo-ouro), é um símbolo forte de nobreza, riqueza, sucesso e poder, reforçando a ideia de glória e eternidade.

(iv) Roxo=luto profundo e espiritualidade

O roxo, poço usado em arranjos florais, está muitas vezes associado a:
  • cerimónias mais solenes;
  • respeito espiritual;
  • reflexão sobre a morte e o seu significado;
  • luto.

2. Porque se usam flores em homenagens fúnebres ?


Para além das cores, as próprias flores têm um profundo significado:
  • são símbolos de vida, beleza e fragilidade;
  • lembram-nos que a vida dos combatentes foi preciosa e efémera; 
  • representam a continuidade, a passagem de testemunho, a partilha;
  • mesmo após a morte, a memória floresce; e a vida renasce;
  • criam um momento de beleza num contexto doloroso, um gesto de humanidade face à brutalidade da guerra e do sacrifício da própria vida,

O sentido mais profundo: no fundo, estas cores não são apenas  um elemento meramente decorativo; são signos, são uma linguagem simbólica que permite expressar:
  • respeito e gratidão;
  • memória coletiva;
  • humanização do luto;
  • compromisso com a vida, com a liberdade e com a paz.

É uma forma silenciosa, mas poderosa, de dizer que os mortos não ficam "inumados na vala comum do esquecimento" (como gostamos de dizer na Tabanca Grande) e que o seu sacrifício tem significado na história das famílias, dos grupos, da comunidade, do País.

 3. As cores usadas nas cerimónias e flores não são apenas escolhas simbólicas tradicionais, mas também refletem frequentemente as cores dos brasões e insígnias das entidades que prestam a homenagem (chefe de estado, assembleia da república, governo, forças armadas, associações de combatentes...). E isso acrescenta um significado institucional e histórico muito forte.

(i) Representação institucional

Quando o exército, o governo, as ligas de combatentes, embaixadas ou outras entidades colocam coroas ou arranjos florais, é comum que:
  • escolham as cores do seu próprio brasão oi insígnias;
  • usem as cores da bandeira nacional;
  • ou combinem ambas.

Isto serve para:
  • mostrar que a homenagem não é apenas pessoal, mas oficial e coletiva, institucional;
  • marcar que a entidade assume publicamente a memória dos seus combatentes;
  • dar continuidade a uma tradição cerimonial formal.

 (ii) Identidade e continuidade histórica

A utilização das cores dos brasões reforça o vínculo entre:
  • os combatentes homenageados;
  • a instituição ou a arma a que pertenciam (exército, marinha, força aérea):
  • e a história da própria instituição ou da arma.

Por exemplo: o Exército pode usar o verde e vermelho (cores nacionais) ou detalhes dourados e pretos das suas insígnias; a  Liga dos Combatentes utiliza as cores do seu emblema, reforçando a missão de preservar a memória; embaixadas estrangeiras  usam frequentemente as cores da bandeira do país que representam, simbolizando respeito internacional.

(iii) Um gesto simbólico e protocolar

Ao usar as cores dos brasões:
  • reforça-se a ideia de que os combatentes não foram esquecidos pela Pátria;
  • mostra-se a unidade entre Estado, instituições militares e sociedade civil, incluindo associações de veteranos;
  • cumpre-se o protocolo cerimonial militar e diplomático.

(iv) Complemento ao simbolismo emocional das flores

Assim, há dois níveis de significado:
  • emocional e universal; cores que expressam luto, sacrifício, paz e memória;
  • institucional e histórico: cores dos brasões que reforçam a identidade e a responsabilidade da entidade homenageante.
Ambos se complementam para criar uma homenagem mais completa e cheia de significado.


4. Mas não são apenas as cores, mas também as formas e a estrutura das coroas que carregam simbolismo. Em cerimónias militares e de Estado, a forma da coroa ou arranjo floral transmite mensagens subtis, ligadas à tradição, ao protocolo e à identidade da entidade que presta homenagem. Muitas vezes estas coroas são extremamente elaboradas e visualmente muito atrativas, porque representam não só o luto, mas também a honra, a hierarquia e a memória colectiva.


(i) Formas geométricas com significado

As coroas podem ser circulares, ovais, em escudo, em coração, em cruz ou mesmo em arranjos verticais.

 Círculo= eternidade e continuidade

A coroa circular: é a forma mais tradicional e o símbolo primordial da eternidade e da imortalidade da alma e da memória:

  • simboliza a vida eterna, ou o eterno retorno;
  • representa a memória que não tem início nem fim;
  • transmite a ideia de unidade nacional e de solidariedade intergeracional.

Coroa de louros=honra, vitória e glória

Variante da coroa circular, a coroa de louros é um símbolo clássico de honra, vitória e glória, remontando ao mito de Apolo e Dafne, e sendo historicamente associada a conquistas e estatuto elevado; é frequentemente usada em homenagens a militares e figuras de Estado em Portugal.

Forma de escudo=honra militar

Algumas coroas são feitas à maneira de um brasão ou escudo militar:
  • reforçam a ligação ao corpo ou Ramo das Forças Armadas;
  • simbolizam proteção e bravura;
  • recordam que o combatente serviu uma instituição com identidade própria.

 Formas religiosas (cruz, palma, espiga)
  • usadas sobretudo por entidades com tradição cristã;
  • simbolizam fé, sacrifício e esperança na vida espiritual, ressurreição;
  • muito usadas por governos ou associações que seguem protocolos históricos.
Outras formas, como o  Coração (amor profundo e afeição) também podem ser usadas, embora a forma circular ou de louros seja mais prevalente em cerimónias públicas militares.


(ii)   Coroas elaboradas com detalhe e complexidade

As coroas mais ornamentadas aparecem geralmente quando:
  • a entidade é de alto nível (Presidente da República, Governo, Chefes militares, Embaixadas);
  • a cerimónia é oficial ou de Estado;
  • o local é de grande significado (Túmulo do Soldado Desconhecido, Mosteiro da Batalha ou  dos Jerónimos, Monumento aos Combatentes do Ultramar, campos de batalha, cemitérios militares, outros monumentos nacionais).

Estas coroas:
  • reforçam a solenidade;
  • representam a dignidade do cargo que presta homenagem;
  • procuram traduzir visualmente o respeito máximo.

(iii) Elementos específicos que acrescentam significado:

Muitas coroas possuem detalhes que parecem apenas decorativos, mas não são:

 Fitas com inscrições

Contêm:
  • nome da instituição;
  • palavras como “Homenagem”, “Glória”, “Honra”, “Memória”;
  • cores da bandeira ou brasão ou insígnia da entidade.

Ramos de louro ou oliveira

Muito usados em coroas militares:
  • o louro simboliza vitória e honra;
  • a oliveira simboliza paz e reconciliação.
 Outras flores e folhagens (verdura) 

  • por exemplo,  o verde (folhagens): representa renovação e esperança;

  • as flores podem ser escolhidas, para além da sazonalidade,  pelos seus significados simbólicos, que se adaptam ao contexto de homenagem a um combatente.

 
 Elementos dourados ou metálicos

Reforçam:
  • a solenidade;
  • o carácter oficial;
  • a antiguidade histórica da instituição.

 (iv)  O significado mais profundo das formas elaboradas

No fundo, a forma da coroa é uma linguagem simbólica, tão importante quanto as palavras proferidas no discurso de homenagem. Cada forma e detalhe transmite a mensagem de que:
  • o combatente é lembrado com identidade, respeito e história;
  • a sua morte não é apenas um facto individual, mas um elemento da memória coletiva do país;
  • a homenagem é proporcional à importância do sacrifício.

5. Simbolismo das coroas funerárias (síntese)

ElementoSignificado
comum
Contexto militar/Honra
LouroVitória, Honra, GlóriaEssencial em coroas militares, simboliza o triunfo e o sacrifício; remonta ao mito de Apolo e Dafne
Sempre-
-Vivas
Força, Resistência, Memória EternaRepresentam a permanência da memória e a resistência do espírito 
Carvalho (Folhas)Sabedoria, Força, RobustezAssociado a Zeus (na mitologia helénica) ,  simbolizando a resiliência
Rosas
Brancas
Reverência, Respeito, Pureza, PazA escolha clássica para expressar respeito profundo e paz espiritual 
Rosas VermelhasAmor, Respeito, Coragem, SacrifícioSimboliza o amor profundo e a coragem, especialmente relevante para um combatente 
Lírios
Brancos
Pureza, Tranquilidade, Paz EspiritualUsados para transmitir serenidade e a renovação da alma / espírito
Crisân-
temos
Luto e Homenagem (em muitas culturas)Usados tradicionalmente em funerais, simbolizam a nobreza da alma / espírito

  (Continua)


Pesquisa LG + Net + IA (ChatGPT, Gemini) 
(Condensação, revisão / fixação de texto, negritos e itálicos: LG)